terça-feira, junho 21, 2011

Avanços da mulher

“Quando uma mulher disputa uma eleição e toma posse, ela superou as fortes barreiras da histórica alienação – provocada por pais, irmãos, namorados, maridos – e toda sorte de preconceito que a nossa sociedade criou em relação à presença feminina”


A posse e os primeiros meses de gestão da presidenta Dilma Rousseff, primeira mulher a ocupar o cargo mais alto do Brasil, a escolha de Miriam Belchior para ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, com a enorme responsabilidade de projetar o futuro nacional, além da chegada, mais recentemente, da senadora Gleisi Hoffmann à chefia da Casa Civil, mostram uma grande mudança na posição feminina na política brasileira.

Fui honrada pela presidenta, após escolha dos diversos partidos que compõem a base aliada na Câmara dos Deputados, com a nomeação para o cargo de vice-líder do governo na Casa, o que me torna também a primeira mulher a ocupar tal posto.

No interior do meu estado, por outro lado, temos mulheres prefeitas, vereadoras e abre-se um leque enorme, a ser revelado na próxima eleição, com candidaturas que vão consolidando nossa presença na política.

É gratificante observar que, nessa trajetória toda, as mulheres têm emprestado qualidade ao serviço público. Explica-se. Quando uma mulher disputa uma eleição e toma posse, ela superou as fortes barreiras da histórica alienação – provocada por pais, irmãos, namorados, maridos – e toda sorte de preconceito que a nossa sociedade criou em relação à presença feminina. Assim, a luta para vencer tantos obstáculos acaba se transformando numa espécie de musculação moral e da personalidade.

A revolução silenciosa percorre os bancos das universidades. Tenho observado que, em quase todos os cursos, as mulheres são maioria. Isso trará e já está trazendo reflexos positivos para a igualdade de gênero no futuro. A qualidade da formação é aliada fundamental nesse processo.

Há muita expectativa sobre o que faremos em cargos tão importantes, mas, para alegria geral, os homens têm sido cooperativos e mostram boa vontade em ajudar. A presença forte da presidenta Dilma impõe a cada dia mais respeito à Nação e o cotidiano do governo vai mostrando que os problemas são comuns ao ocupante do cargo, independentemente do sexo.

A responsabilidade feminina, à medida que a mulher quebra tabus seculares, vai aumentando. Torço para que essa trajetória ascendente continue significando mais qualidade, menos “jeitinho brasileiro” e mais empenho na solução dos grandes problemas da sociedade, menos desigualdade e mais inclusão.

A mulher, mãe e companheira, certamente tem muito a contribuir na construção do Brasil do futuro. Meu partido, o PP, investe nisso e terá candidatas aos cargos de vereador ou prefeita, ano que vem, em todo o interior do Amazonas. Faremos nossa parte, oferecendo quadros de qualidade, buscando companheiras que façam a diferença, num Estado tão importante para a preservação da Floresta Amazônica e a produção de riquezas, como se vê no petróleo e gás, para a Nação.

A mulher vence e vencerá cada vez mais.

* Graduada em Economia na Universidade de Boston (EUA), é casada e mãe de dois filhos, Maria Eduarda e Pedro. Antes de entrar na vida política, trabalhou na corretora financeira Merrill Lynch (Boston), fez parte dos quadros do Banco Pactual (Rio de Janeiro) na área de contabilidade de fundos internacionais e private banking. Também atuou na área comunicacional e cinematográfica, dirigiu o jornal Estado do Amazonas e a programação da TV Rio Negro. Produziu o filme Woman on top (Fox). Em 2006, foi eleita deputada federal pela primeira vez. Em 2010, foi reeleita (pelo PP-AM) com mais de 140 mil votos. Seu mandato tem como foco principal a defesa da preservação do meio ambiente e dos direitos das mulheres.

Outros textos do colunista Rebecca Garcia*

Fonte: Congressoemfoco

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