terça-feira, setembro 29, 2026

Quem é o verdadeiro INIMIGO do povo?

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Quem é o verdadeiro INIMIGO do povo?


Glaucia (ADIMIN DA COMUNIDADE)


Companheiro, você mandaria um amigo ou parente seu para a guerra ao lado dos inimigos? Não, né?! Então, por que você vota no Lula e, ao mesmo tempo, vota em seus inimigos para ocupar cargos no Congresso Nacional?


Não faz sentido votar em Lula para o Executivo e, ao mesmo tempo, eleger senadores e deputados federais de direita, extrema-direita e centrão para o Congresso Nacional. Isso é o que a ciência política chama de voto desalinhado ou coerência eleitoral fraturada.


Esse é um problema grave e real, pois o Brasil tem um sistema presidencialista de coalizão. O presidente não governa sozinho. Ele precisa do Congresso para:


● Aprovar o Orçamento;

● Aprovar reformas, programas sociais e de desenvolvimento;

● Sustentar vetos;

● Impedir impeachment;

● Aprovar medidas provisórias.


Se o eleitor vota em Lula, mas elege uma bancada majoritariamente de direita, extrema-direita e centrão, o resultado é um governo refém do Congresso Nacional. Foi o que aconteceu com Dilma (2015-2016) e é o que acontece com Lula agora: o governo precisa negociar cargos, emendas e ministérios com partidos que não têm compromisso com o programa pelo qual Lula foi eleito.


O que isso significa na prática


● Arcabouço fiscal: a PEC da Transição, negociada com o Congresso de maioria conservadora, impôs a obrigação de criar uma nova regra fiscal. O conteúdo foi do governo, mas o Congresso endureceu.

● Novo Ensino Médio: por falta de apoio político para derrubá-lo, a contrarreforma foi ajustada e mantida.

● Escala 6x1: a PEC avançou, mas a direita tentou sabotar com a "PEC 7x0" e, recentemente, após articulação de Flávio Bolsonaro, a votação foi adiada.


O que VOCÊ, eleitor, pode fazer


1. Pesquisar o espectro político dos partidos antes de votar. Não é difícil: PT, PCdoB, PSOL, PV, Rede, PSB, PDT, PCB e UP são de esquerda, centro-esquerda e extrema-esquerda. PL, Novo, Republicanos, MBL, PP e União Brasil são de extrema-direita; todos os outros são de direita e centrão.

2. Votar em candidatos alinhados ao programa que você quer ver aprovado. Se você quer o fim da escala 6x1, taxação de grandes fortunas e saúde e educação públicas de qualidade, vote em quem defende e faz isso na prática, não apenas com palavras.

3. Ser coerente: se você vota em Lula, mas elege Tarcísio, Zema, Ratinho, Michele Bolsonaro e família, Ciro Gomes..., você está sabotando o seu próprio voto.


O X da questão é: o Congresso Nacional não é inimigo do povo por acaso. Ele é eleito. Se a maioria é de direita, extrema-direita e centrão, foi porque o eleitorado votou nela. Reclamar depois é incoerente. O verdadeiro inimigo do povo, nesse caso, é VOCÊ, eleitor que vota contra os próprios interesses ou que vota em Lula e em seus adversários políticos ao mesmo tempo.


Coerência eleitoral não é fanatismo. É lógica. Se você quer um projeto de país de desenvolvimento, soberano, mais justo, próspero e solidário, VOTE em quem defende esse projeto em todos os cargos.


Lembre-se: em época de campanha, TODOS os políticos prometem saúde, educação, segurança, empregos, reajuste salarial..., mas, depois de eleitos, os únicos políticos que realmente trabalham a favor dessas pautas são os políticos de esquerda, centro-esquerda e extrema-esquerda. Portanto, VOTE em quem defende seus direitos, interesses e a soberania do Brasil!


Isso também vale para os cargos de governador e deputado estadual. Vote em quem realmente trabalha a favor do Brasil e dos brasileiros!

A DISPUTA PELOS MARCOS CIVILIZATÓRIOS — ENTRE O ALTARE DO VOTO E A SOMBRA DA RAMPA

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                                        Foto Divulgação


A DISPUTA PELOS MARCOS CIVILIZATÓRIOS — ENTRE O ALTARE DO VOTO E A SOMBRA DA RAMPA


Por  Luis Celso(Admin de Comunidade)


O debate público no Brasil foi deliberadamente empobrecido por um estamento que usa a palavra "corrupção" como uma cortina de fumaça moral, destinada a ocultar o verdadeiro nervo exposto da nossa história contemporânea. Nós não estamos discutindo no Brasil quem é corrupto e quem não é corrupto; nós estamos discutindo marcos civilizatórios. A exaustão que sufoca a inteligência crítica do país decorre de uma dismetria histórica cruel, onde pequenos deslizes éticos do campo progressista provocam linchamentos midiáticos e quedas de ministros, enquanto crimes brutais contra a humanidade e a integridade do Estado são normalizados pelas elites financeiras sob o pretexto da estabilidade do mercado.


A manutenção desse verniz exige um silêncio seletivo sobre o racismo estrutural e o privilégio de classe que ditam as regras do jogo. A hipocrisia é desnudada pelo exercício mental das equivalências impossíveis: o que teria acontecido a um cidadão preto se disparasse uma arma de fogo no saguão de um aeroporto, emulando a impunidade do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro? Como o consórcio do poder teria tratado o presidente Lula se ficasse provado que sua família comprou 51 imóveis com o uso de dinheiro vivo, ou se os seus filhos tivessem empregado e condecorado chefes de organizações criminosas de sangue em seus gabinetes parlamentares? O escândalo das fraudes em diplomas curriculares de ministros conservadores, os contratos de jatos do Tratamento de Fora do Domicílio (TFD) convertidos em frotas de passeio eleitoral e o envolvimento espúrio com os bilhões do Banco Master e de Daniel Vorcaro são recebidos nos salões de Brasília com tapinhas nas costas e promessas de votos, enquanto uma tapioca de R$ 8,30 no passado foi capaz de paralisar a República.


A grande virada de chave desta quinzena decisiva reside no fato de que o próprio ecossistema conservador da mídia foi obrigado a admitir a gravidade da barbárie que bate à porta. No histórico editorial intitulado "Flávio e a sombra dos milicianos", o jornal O Estado de S. Paulo abandonou a complacência para emitir um alerta definitivo aos eleitores: as ligações históricas e nunca explicadas de Flávio Bolsonaro com criminosos condenados pelo Supremo Tribunal Federal — como Robson Calixto, o "Peixe", operador dos mandantes do assassinato de Marielle Franco e intermediário de emendas do próprio gabinete do senador — elevam o perigo a um nível existencial. A candidatura do filho do ex-presidente não traz o risco de uma mera alternância de política econômica; embute o risco real e imediato da ascensão das milícias ao topo do poder da República. Deixar que o Escritório do Crime e as máfias da Zona Oeste carioca subam a rampa do Palácio do Planalto significa sepultar de vez a própria ideia de civilização.


Diante dessa metástase institucional e humana — que permitiu que um general subserviente que sabotou vacinas fosse eleito e um ministro que "passou a boiada" contra o meio ambiente obtivesse mais votos do que os defensores da Amazônia —, o voto deixa de ser uma escolha meramente partidária e passa a ser uma declaração de sobrevivência civilizatória. A escolha por candidatos visceralmente comprometidos com as causas populares, com a justiça social concreta e com a preservação urgente do meio ambiente é a única salvaguarda capaz de frear a marcha em direção à barbárie.


A imagem oficial capturada ontem no Palácio do Planalto sintetiza visualmente esse momento de inflexão burocrática: a cúpula do governo federal perfilada em chofre para assinar a Medida Provisória que tenta banir o ralo digital das bets retrata a burocracia do Estado tentando correr atrás de um tecido social que foi esgarçado pelo cinismo das torcidas e pela instrumentalização da fé. 


A foto do auditório e o telão de alerta sobre o orçamento doméstico das mulheres brasileiras nos lembram de que, se o Brasil não recuperar a sua soberania de pensamento e a coragem moral de barrar os predadores fardados e armados que ameaçam a rampa da República, as próximas gerações herdarão um território governado pelo terror, pelo gesso burocrático e pelo silêncio cúmplice dos que escolheram fechar os olhos em troca de lucros de ocasião.

BASTIDORES DO CRIME

Por  Luis Celso(Admin de Comunidade)


O levantamento de bastidores sobre a reação da campanha do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), diante do avanço das investigações da Polícia Federal (PF) revela um cenário de alerta máximo e contenção de danos cirúrgica. O estopim da crise ocorreu com o vazamento de mensagens obtidas pela PF revelando que a sua secretária parlamentar no Senado, Maria de Fátima Bezerra Castro, intermediou o repasse de emendas de quase R$ 200 mil a pedido do miliciano Robson Calixto, o "Peixe". Peixe foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 9 anos de prisão por atuar como o braço direito e elo de ligação dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.


Os bastidores do comitê político do PL expõem a engenharia de defesa desenhada para isolar o candidato a menos de dez dias do primeiro turno das eleições presidenciais:


1. O "Isolamento Técnico" e a Blindagem do Candidato


A ordem expressa da coordenação jurídica da campanha é desidratar o componente político do caso e tratá-lo sob um viés estritamente institucional. Em nota oficial emitida pelo gabinete, a defesa alega que a emenda de R$ 199.999,79 enviada ao Instituto IFOP para o projeto "Jogadores do Futuro" seguiu "critérios técnicos e a legislação vigente" do Ministério do Esporte. A estratégia nos bastidores é transferir o ônus da execução e prestação de contas integralmente para a ONG beneficiada, sob o argumento legal de que o parlamentar apenas indica o recurso, não gerenciando a aplicação final do dinheiro público (mesmo com auditorias do TCU apontando indícios de desvios desse montante).


2. A Ambiência do Silêncio sobre a Milícia


Diferente das reações intempestivas do passado, o QG de Flávio Bolsonaro adotou o silêncio obsequioso sobre o crime organizado. Em nenhuma das manifestações oficiais ou inserções digitais o senador pronuncia os nomes de "Peixe", dos irmãos Brazão ou faz menção à estrutura das milícias do Rio de Janeiro. Nos bastidores, cientistas políticos e marqueteiros da campanha admitem que responder diretamente ao conteúdo das mensagens de WhatsApp — onde o miliciano se refere ao presidenciável como "nosso senador" — traria o assassinato de Marielle para o centro do debate nacional, o que validaria o duro editorial do Estadão que alertou para o risco da "ascensão das milícias ao topo do poder".


3. A Contraofensiva nas Redes: "Cortina de Fumaça"


Para conter o avanço do desgaste junto ao eleitorado de classe média e das torcidas organizadas, a campanha de Flávio Bolsonaro acionou a máquina de desvios temáticos. A ordem nas redes é abafar o caso da assessora com duas pautas de forte apelo emocional:

* A exploração agressiva da recente Medida Provisória de Lula que baniu as bets, rotulando o atual presidente como "o pai do Tigrinho" para inflar o eleitorado conservador;

* O resgate das acusações contra o PT no caso do Banco Master, tentando equiparar as crises para diluir o impacto ético na cabeça do eleitor tribal.


O clima interno na campanha é de forte tensão geopolítica e institucional. Sabendo que as mensagens estavam no celular de Peixe desde a sua prisão, o comitê bolsonarista teme que novos trechos de conversas envolvendo o direcionamento de emendas para redutos milicianos da Zona Oeste do Rio vazem nos dias imediatamente anteriores ao pleito, quebrando de vez a narrativa de que o "CPF de um não se confunde com o do outro".

A entrega das chaves do Estado e da rampa do Palácio do Planalto ao Escritório do Crime.

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Por  Luis Celso(Admin de Comunidade)


A entrega das chaves do Estado e da rampa do Palácio do Planalto ao Escritório do Crime.


📝 ENSAIO CONSOLIDADO: A FÁBULA DOS CPFs E O CREPÚSCULO DOS MARCOS CIVILIZATÓRIOS


O debate político brasileiro foi deliberadamente anestesiado por um estamento burocrático e midiático que reduziu a crise do país a uma discussão de superfície sobre quem é ou não corrupto. Nós não estamos discutindo no Brasil quem é corrupto e quem não é corrupto; nós estamos discutindo marcos civilizatórios. A exaustão que sufoca a inteligência crítica nacional brota da percepção de uma dismetria histórica escandalosa, onde pequenos deslizes de imagem do campo progressista provocam linchamentos reputacionais e quedas de ministros — como a célebre tapioca de R$ 8,30 no cartão corporativo —, enquanto a extrema-direita normaliza a barbárie estrutural em troca de votos e status nos salões de Brasília.


Essa engenharia de normalização foi gestada a partir de laboratórios de blindagem retórica que hoje cobram o seu preço mais alto. Recordar o arsenal de frases clássicas durante as campanhas e governo bolsonarista anterior — como "o CPF de um não se confunde com o do outro", "eu voto no pai, não nos filhos" ou o dissimulado "se o filho errou, que ele pague" — é compreender como o sistema foi progressivamente treinado para aceitar o inaceitável. Essa separação artificial de responsabilidades familiares serviu como biombo para acobertar interferências explícitas em órgãos de controle, como as trocas de comando na Polícia Federal, garantindo que a imagem de Jair Bolsonaro - enquanto chefe do Executivo, permanecesse blindada pelas torcidas digitais enquanto os seus herdeiros políticos pavimentavam alianças com o crime organizado e o extrativismo financeiro de figuras como Daniel Vorcaro e o Banco Master.


O resultado dessa cumplicidade discursiva e do apagamento da régua moral foi desnudado pelo próprio ecossistema da imprensa tradicional, que finalmente foi forçada a abandonar a complacência. No histórico e demolidor editorial "Flávio e a sombra dos milicianos", o jornal O Estado de S. Paulo elevou o alarme a um nível existencial ao cravar que os vínculos históricos e nunca esclarecidos do senador Flávio Bolsonaro com operadores de organizações criminosas de sangue — como Robson Calixto, o "Peixe", intermediário de emendas de seu gabinete e ligado aos mandantes do assassinato de Marielle Franco — não representam um problema paroquial. A candidatura de Flávio Bolsonaro embute o risco real e iminente da ascensão das milícias ao topo do poder da República. O artifício dos CPFs separados ruiu: o que está em jogo não é um erro isolado de um filho de presidente, mas a entrega das chaves do Estado e da rampa do Palácio do Planalto ao Escritório do Crime.


Diante de uma sociedade estruturalmente fraturada, onde um general subserviente que sabotou o oxigênio e as vacinas na pandemia é consagrado nas urnas e um ministro que operou para "passar a boiada" contra o meio ambiente obtém mais votos do que os defensores da floresta, o ato de votar deixa de ser uma escolha meramente partidária. 


Escolher candidatos visceralmente comprometidos com as causas populares, com a justiça social real e com a preservação urgente da Amazônia e das instituições é a única salvaguarda civilizatória restante. 


A fotografia oficial do governo federal assinando a Medida Provisória que bane as bets do território nacional é o retrato de uma burocracia que tenta conter, tardiamente, o colapso financeiro doméstico provocado por essa mesma hipocrisia e o mesmo cinismo sistêmico. Se a população não recuperar a sua soberania de pensamento para rasgar a cartilha da mentira performática e enxergar que os CPFs do crime operam sob o mesmo CNPJ político, o Brasil marchará definitivamente para o crepúsculo de sua dignidade, governado pelo terror das armas e pelo silêncio dos que escolheram fechar os olhos.

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