quinta-feira, maio 28, 2026

Vorcaro bancou jantares de Castro em restaurante de chef da carne folheada a ouro, diz PF

 

Vorcaro bancou jantares de Castro em restaurante de chef da carne folheada a ouro, diz PF

Por Italo Nogueira/Folhapress

28/05/2026 às 07:30

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

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Claudio Castro

O relatório da Polícia Federal sobre os investimentos do Rioprevidência em papéis do Banco Master descreve encontros do ex-governador Cláudio Castro (PL) bancados por Daniel Vorcaro, com whisky, vinho, champanhe, feijoada e churrasco. Um dos eventos custou R$ 5 milhões, restrito a dez convidados.

Dois jantares de Castro pagos por Vorcaro em Nova York, segundo a PF, aconteceram no Nusr-Et, churrascaria do chef turco Nusret Gökçe, que ficou mundialmente conhecido como Salt Bae pela forma inusitada como despeja sal na carne. O restaurante também ficou conhecido por servir carnes folheadas a ouro.

De acordo com a PF, os encontros ocorreram dias antes do Rioprevidência realizar aportes em papéis do banco. Os investimentos somam, segundo a investigação, R$ 3,7 bilhões e foram realizados driblando regras do fundo de pensão. A suspeita é de que ele ocorreram com a interferência do ex-governador

As informações sobre o relatório da PF no caso foram reveladas pela Globonews e confirmadas pela Folha.

O advogado Carlo Luchione, que defende Castro, afirmou que está "finalizando a análise do material da investigação para peticionar ao ministro com todos os esclarecimentos necessários, pois não houve qualquer ilicitude em sua conduta".

O ex-governador foi alvo de mandado de busca e apreensão autorizado pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).

De acordo com a PF, o primeiro jantar promovido por Vorcaro para Castro no Nusr-Est de Nova York ocorreu em maio de 2023. As mensagens indicam que o ex-banqueiro não participou do encontro, mas monitorou sua realização e pagamento.

A partir de uma mensagem enviada pelo banco ao celular de Vorcaro, a PF aponta que o jantar custou US$ 13,3 mil (R$ 66,2 mil). Minutos depois, Castro elogiou o jantar e agradeceu o convite. "Amigo foi uma experiência incrível. Muito obrigado".

O segundo jantar ocorreu um ano depois, em maio de 2024. Desta vez, Vorcaro diz que o chef Nusret Gökçe estará lá. "Bom que o homem está lá hoje", diz o ex-banqueiro.

"Aí sim", responde Castro.

As mensagens indicam que a informação sobre a presença do chef no restaurante foi passada por um funcionário de Vorcaro. O ex-banqueiro então faz uma orientação. "Pede aquela carne de ouro. Ou alguma especial pra ele [chef] ir [na mesa]".

Salt Bae ganhou notoriedade no Brasil ao ser a estrela de uma folga da seleção brasileira na Copa de 2022, no Catar, quando jogadores foram ao restaurante pedir o prato mais caro do cardápio: um grande corte de rib-eye folheado a ouro 24 quilates, que custa aproximadamente R$ 3.300.

A PF não identificou o valor da conta deste jantar. Mas apontou que o funcionário de Vorcaro encaminhou fotos de garrafas do vinho Vega‑Sicilia Único 2013 e champanhes de renome internacional – como Dom Pérignon on ice e Cristal. Vorcaro autorizou que as bebidas fossem servidas para o ex-governador.

As carnes folheadas a ouro atingiam valores de até US$ 2.000 (R$ 10,3 mil), de acordo com a PF. As bebidas variavam de US$ 850 (R$ 4,4 mil) a US$ 1.400 (R$ 7,2 mil), segundo um cardápio do restaurante analisado pelos agentes.

Os dois jantares foram realizados enquanto Castro cumpria agenda oficial no exterior, recebendo diárias dos cofres do Tesouro estadual.

Na viagem de maio de 2024, Vorcaro também convidou o ex-governador para uma degustação de whisky no The Carnegie Club. "Evento pequeno. [...] Só homens. Serão 10 pessoas apenas", descreveu o ex-banqueiro. "Eu vou", respondeu Castro.

Segundo um orçamento encontrado no e-mail de Vorcaro, o evento custou US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões pela cotação da época).

Um dia depois, o Rioprevidência realizou aporte de R$ 80 milhões em papéis do Master. Mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro mostram que ele acompanhava os aportes feitos pelo fundo de pensão dos servidores do Rio de Janeiro.

Os diálogos indicam também encontros no Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador, em camarotes no Carnaval e num hotel em Santa Teresa. Em alguns casos, há referência a confraternizações em que Castro não compareceu.

Os encontros entre o ex-governador e o ex-banqueiro foram uma das principais evidências apontadas por Mendonça na decisão em que autorizou a busca e apreensão, a segunda num intervalo de 11 dias contra Castro.

"A atuação do ex-governador não se limitou a contatos institucionais, mas envolveu vínculo pessoal estreito com o controlador do Banco Master, caracterizado por encontros frequentes, inclusive em ambientes privados e no exterior, custeados pelo banqueiro, com elevada coincidência temporal em relação aos aportes bilionários do Rioprevidência", disse o ministro.

Politica Livre

Pesquisa Meio/Ideia: Lula tem 46,5% e Flávio Bolsonaro, 41,4% no segundo turno

 

Pesquisa Meio/Ideia: Lula tem 46,5% e Flávio Bolsonaro, 41,4% no segundo turno

Por Bianca Gomes e Pedro Augusto Figueiredo/Estadão Conteúdo

28/05/2026 às 07:45

Foto: Divulgação | Montagem: Política Livre

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Lula e Flávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quinta-feira, 28. O petista tem 46,5% das intenções de voto, contra 41,4% do primogênito de Jair Bolsonaro (PL). 

Considerando o limite da margem de erro, que é de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos, a vantagem de Lula pode variar de apenas 0,1 ponto percentual (44% a 43,9%) a 10,1 pontos percentuais (49% a 38,9%).

O resultado representa uma mudança de cenário. A rodada anterior da pesquisa, divulgada no dia 5 de maio, apontava empate técnico: Flávio tinha 45,3% das intenções de voto contra 44,7% de Lula.

Em menos de um mês, o pré-candidato do PL perdeu 3,9 pontos percentuais em meio ao desgaste causado pela divulgação do áudio em que ele pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Bolsonaro.

Lula também aparece à frente dos demais pré-candidatos. Em um eventual segundo turno contra Ronaldo Caiado (PSD), o petista tem 46% contra 40% do ex-governador de Goiás. Brancos e nulos representam 7%, mesmo percentual de indecisos. Nos demais cenários, Lua teria 46% a 37% contra Romeu Zema (Novo); 46% a 31% contra Renan Santos (Missão); e 46% a 26% contra o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa (DC).

Primeiro turno

A pesquisa também testou cenários de primeiro turno. Porém, os resultados não são comparáveis com as rodadas anteriores porque foram incluídos na lista de pré-candidatos o deputado federal Aécio Neves (PSDB) e Joaquim Barbosa.

Dessa forma, não é possível tirar conclusões sobre a variação no desempenho de Flávio Bolsonaro ou qualquer outro nome testado.

Lula leva vantagem com 38,5% das intenções de voto contra 31,5% de Flávio. Caiado tem 5,5%, seguido de Zema com 2,4% e Renan Santos com 2,1%.

Indecisos são 10,5% e os que disseram votar em branco, nulo ou em ninguém, 5,1%. Os demais candidatos somados têm 4,4%. O instituto não divulgou o desempenho individual deles. Além de Aécio e Joaquim Barbosa, a lista inclui Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB), Hert Diaz (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP).

A pesquisa também simulou a substituição de Flávio por outros nomes à direita. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), marcou 29,6% contra 38% de Lula. Já a senadora Tereza Cristina (PP-MS) registrou 15,9% contra 38,1% do atual presidente.

A pesquisa Meio/Ideia entrevistou por telefone 1.500 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 23 e 27 de maio. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança, 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o protocolo BR-02918/2026. 

Politica Livre

A MANSÃO DE EDUARDO EXCLUSIVO: Eduardo Bolsonaro mora em casa de luxo de R$ 6 milhões no Texas

 


Eduardo Bolsonaro tem seus bens bloqueados pela justiça brasileira. 

Ele não diz publicamente se trabalha de forma remunerada nos Estados Unidos, apenas que “mora de aluguel” e tem dificuldade para pagar contas. 

Ao mesmo tempo, o deputado federal cassado no Brasil mora em uma mansão no Texas que oferece “uma vida de resort”, de acordo com anúncios imobiliários. 

O Intercept Brasil localizou o refúgio luxuoso do filho de Jair Bolsonaro na cidade de Southlake, entre as comunidades mais ricas do país. E tocamos a campainha. Fomos recebidos pela esposa de Eduardo, a coach e influencer Heloísa Bolsonaro, que confirmou educadamente que sua família morava ali e se recusou a conceder uma entrevista.

Minutos depois, Eduardo acionou a polícia local alegando que um indivíduo estava batendo na porta e rondando a casa. Os policiais estiveram no local para atender o chamado.

No boletim de ocorrência, ao qual tivemos acesso, e em resposta ao Intercept, a polícia de Southlake informou que não há investigação aberta sobre o caso – ou seja, não houve crime. Nos Estados Unidos, o exercício livre da imprensa está garantido pela Primeira Emenda da Constituição. 

No entanto, o clã Bolsonaro e seus aliados passaram o fim de semana acusando falsamente o Intercept de crimes e proferindo ameaças em antecipação a esta reportagem.

Avaliada em torno de R$ 6 milhões, a casa já foi colocada para alugar por cerca de R$ 30 mil por mês, segundo anúncios imobiliários ativos até fevereiro deste ano. O luxo e os custos do imóvel evidenciam um alto padrão de vida e levantam dúvidas sobre como Eduardo se sustenta desde que se mudou para os Estados Unidos, em fevereiro de 2025. 

A Polícia Federal já investiga se o ex-deputado federal pelo PL de São Paulo está sendo bancado com o dinheiro sujo do banqueiro Daniel Vorcaro, de acordo com G1.

Um abraço,

Flávio perdeu a oportunidade de obter de Trump a suspensão do tarifaço, por Raul Monteiro*

 

Flávio perdeu a oportunidade de obter de Trump a suspensão do tarifaço, por Raul Monteiro*

Por Raul Monteiro*

28/05/2026 às 07:10

Atualizado em 28/05/2026 às 07:33

Foto: Divulgação

Imagem de Flávio perdeu a oportunidade de obter de Trump a suspensão do tarifaço, por Raul Monteiro*

Flávio Bolsonaro e Donald Trump

A família Bolsonaro continua a mesma. De repente, os filhos do ex-presidente aprenderam que, quando a dor de barriga aperta, eles podem apelar a Donald Trump na tentativa de contar com sua intervenção para a solução de problemas que eles mesmo criaram. Com o objetivo de impedir que o pai fosse preso pela conspiração golpista, tanto fizeram que levaram o presidente norte-americano a aplicar um tarifaço contra o Brasil que acabou afetando de forma irremediável vários segmentos econômicos, muitos dos quais quebrados hoje. Agora, o candidato presidencial do clã, Flávio (PL), se joga de corpo e alma no colo de Trump.

A 'visita' ao presidente norte-americano ocorre depois que foram vazadas conversas do senador bolsonarista com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, responsável, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pela maior fraude financeira da história do Brasil, sustentada por uma robusta e inédita teia de proteção que envolveu de políticos e ex-políticos de todos os quadrantes partidários a altas autoridades da República. E o que sai do encontro de ostensiva subalternidade de alguém que pretende dirigir o Brasil, além de fotos posadas, sem a menor naturalidade, com o todo-poderoso presidente norte-americano? 

Nenhuma manifestação de Trump, mas apenas declarações de Flávio, das quais se depreende que o assunto mais importante de que trataram foi o seu pedido para que as organizações criminosas brasileiras sejam classificadas como terroristas, uma manobra, segundo muitos, para oferecer um pretexto para que a polícia norte-americana possa adentrar o território nacional na caça a bandidos, medida que, em si, não representa qualquer novidade em se tratando dos Bolsonaro, mas pode atentar, claramente, contra a soberania nacional, ao criar justificativas para uma eventual interferência estrangeira no país, algo em si altamente perigoso.

Isto quer dizer que, do Salão Oval em que o ex-presidente Bill Clinton e a estagiária Monica Lewinski teriam protagonizado cenas tórridas de paixão, sequer saiu uma decisão ou pelo menos uma promessa de Trump de que suspenderá o tarifaço contra produtos brasileiros, sem dúvida, uma medida que poderia empoderar Flávio como uma liderança que defende e luta pelo Brasil. Mas se nem levar o presidente norte-americano a tomar uma posição em favor do povo brasileiro que ele possa capitalizar politicamente, como candidato à Presidência, Flávio consegue, com qual propósito então ele viajou aos EUA?

Na prática, o senador carioca acabou dando gás aos governistas para espalharem as mais diversas teorias sobre sua viagem, entre as quais a predominante é a de que, além de bajular Trump, ele foi tentar articular um bloqueio às investigações sobre o destino dos cerca de R$ 62 milhões que Vorcaro teria lhe entregue para a produção do filme "Dark Horse", uma peça de propaganda sobre a chegada de Bolsonaro à Presidência da República, recursos que, segundo a própria produtora, não teriam sido recebidos. É por isso que cresce a avaliação de que a ida de Flávio aos EUA foi mais um vexame do que uma vitória política.

*Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

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