quinta-feira, outubro 01, 2026

Lula ataca a biografia de Flávio e diz que ele ‘foi eleito pelo crime organizado’



Presidente Lula participa do podcast Flow

 

Eduardo Bolsonaro insinua que será chanceler de Flávio

Eduardo Bolsonaro insinua que será chanceler de Flávio

Em vídeo, ex-deputado diz que Brasil vai entrar no Escudo das Américas e transferir embaixada em Israel para Jerusalém

Por Patrícia Campos Mello/Folhapress

01/10/2026 às 19:00

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados/Arquivo

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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP)

Em vídeo publicado em seu canal oficial no YouTube, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se coloca como potencial ministro das Relações Exteriores em caso de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

"Ah, Eduardo, você está falando que você vai ser MRE (ministro das Relações Exteriores)? Não estou falando isso. Os ministros são anunciados pelo presidente Flávio Bolsonaro", diz.

"Só que acho que já deu para perceber que poder é diferente de diploma na parede... Eu consigo falar com diversas autoridades, consigo me mexer. A gente consegue colocar o Flávio na cara do gol na Casa Branca para falar com o Trump, para falar com o [secretário de Estado] Marco Rubio, para decretar o CV e o PCC como grupos narcoterroristas".

Eduardo lista que o irmão "já se encontrou com os chefes de Estado de Israel, Bahrein, Estados Unidos, Chile, Argentina". Ele cita anda que Flávio fez uma vídeochamada com Abelardo de la Espriella, da Colômbia.

No mesmo vídeo, Eduardo afirma que, no governo do irmão, o Brasil vai transferir sua embaixada em Israel para Jerusalém e entrará no Escudo das Américas, aliança de cooperação em segurança criada por Donald Trump que reúne países latino-americanos governados pela direita.

Ele também comparou as negociações sobre aquecimento global a discussões sobre "o sexo dos anjos".

"Não seremos um governo que vai perder uma chance. Tem que falar com Marrocos sobre a questão do Polisário [disputa territorial sobre o controle do Saara Ocidental], tem que falar sobre a mudança da embaixada para Jerusalém, tem que utilizar a condição de aliado extra-Otan, tem que retornar para os fóruns de combate ao antissemitismo, de memória do Holocausto", cita.

"Tem que conversar com a Abelardo de la Espriella [presidente da Colômbia] sobre a questão das colinas de Golã, tem que ter uma cooperação com a [presidente] Keiko Fujimori do Peru e com o [presidente Daniel] Noboa do Equador, que está indo muito bem também, o [presidente] Santiago Peña lá do Paraguai, com a questão da criminalidade, o [presidente Rodrigo] Paz da Bolívia também, fazer parte do Escudo das Américas. É isso que é relação internacional", continua.

Segundo ele, relação internacional não é "ficar indo para a ONU, para Nova York, para Genebra, ficar dando discursinho, discutindo o sexo dos anjos, o aquecimento global".

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou a anunciar em 2019 a mudança da embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, que acabou não se concretizando. Os palestinos reivindicam a parte oriental da cidade como capital de um futuro Estado Palestino. Israel reivindica a totalidade de Jerusalém.

Nas discussões da ONU, convencionou-se que o status de Jerusalém dependerá do resultado das negociações da solução de dois Estados.

Trump, que implementa uma política pró-Israel, transferiu a embaixada americana para Jerusalém em 2018. Além dos EUA, apenas oito países do mundo transferiram suas representações de Tel Aviv para Jerusalém: Nauru, Palau, Guatemala, Honduras, Paraguai, El Salvador, Fiji, Papua-Nova Guiné e Somalilândia —este último, parte do território da Somália, é reconhecido como Estado soberano apenas por Israel.

Em caso de vitória de Flávio, há uma avaliação de que Eduardo sairia muito fortalecido, após o lobby por medidas de Trump contra o governo Lula, e seria difícil negar o comando do Itamaraty se ele o quisesse. Mas uma alternativa em discussão seria Eduardo assumir a Embaixada do Brasil em Washington.

A campanha de Flávio afirma que Eduardo não fala pelo candidato.

Grande parte do vídeo é dedicada a críticas ao Itamaraty e ao embaixador Orlando Leite Ribeiro, que era titular da embaixada do Brasil em Madri. Eduardo mostra um áudio em que o embaixador se dispõe a ajudar Lulinha, filho do presidente Lula que se mudou para a Espanha em 2025, a encontrar uma escola para os filhos. Ele acusou o diplomata de colocar um carro oficial à disposição de Lulinha.

"No que depender de mim, o embaixador Orlando Leite vai sair da Espanha e a gente vai ver um local muito interessante para ele", diz Eduardo. A embaixada do Brasil na Espanha, no entanto, atualmente é chefiada por Luiz Alberto Figueiredo.

Procurado, Ribeiro negou que tenha colocado o carro à disposição. "Como funcionário de Estado, sirvo a todos os governos com a mesma lealdade, dedicação e profissionalismo. Uma das atribuições de uma embaixada é prestar, dentro de suas competências e possibilidades, apoio aos cidadãos brasileiros no exterior", disse.

"O apoio efetivamente prestado pela embaixada restringiu-se à atuação normal de seu setor educacional. Em dois dias de visitas previamente organizadas a escolas, uma funcionária desse setor acompanhou as brasileiras, utilizando o carro de serviço. Em outras visitas a colégios, realizadas por conta própria, não houve participação de funcionário, veículo ou motorista da embaixada."

Em vídeo anterior, Eduardo mencionou que, quando se mudou para os EUA, não teve nenhum apoio de diplomatas.

Em sua fala na quarta-feira (30), o ex-deputado voltou a levantar a possibilidade de uma caça às bruxas no Itamaraty, afirmando que alguns diplomatas sabotaram o governo de seu pai. "Eu já adianto a vocês, tive o trabalho de olhar todos os embaixadores. Quem que foi removido de onde, quem é que o Lula deu prioridade", diz.

"Está na hora de dar uma faxina nesse Itamaraty, porque senão vai continuar sendo esse negócio: servir filho do Lula, servir Fábio Porchat [humorista que gravou um vídeo em uma embaixada], ou pior, boicotando o governo Bolsonaro. Eu estou de olho no MRE, bem de pertinho. Quem dá vida boa para bandido é cúmplice de bandido. Não vai ter vida boa com o governo Bolsonaro 2.0. Ah, mas não vai mesmo". 

Politica Livre

Gilmar Mendes determina que TV Globo inclua Renan Santos no debate

 

Gilmar Mendes determina que TV Globo inclua Renan Santos no debate

Emissora havia garantido a presença apenas de Lula, que não comparecerá, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema

Por Mônica Bergamo/Folhapress

01/10/2026 às 20:30

Foto: Gustavo Moreno/STF/Arquivo

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes decide que o candidato a presidente Renan Santos tem o direito de participar do debate que a TV Globo promove nesta quinta (1).

A Globo convidou para o encontro apenas o presidente Lula, Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) —este último também depois de uma decisão judicial, do ministro Kassio Nunes.

Mendes deve invocar os princípios da liberdade de expressão e o pluralismo político para embasar a decisão. Ele atendeu a um pedido do Solidariedade, partido presidido pelo deputado federal Paulinho da Força.

O magistrado já havia decidido, em caso anterior, que a liberdade de expressão em período eleitoral deve ser ampla. Na ocasião, ele julgou reclamação do deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), que havia postado no X que Deltan Dallagnol, que concorre ao Senado, está inelegível.

A candidatura do ex-procurador está sub judice, e ele conseguiu derrubar o texto da plataforma. O parlamentar recorreu ao STF, e o caso foi sorteado para Gilmar Mendes, que determinou a volta da postagem.

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, já tinham negado pedidos do partido Missão para que Renan Santos participasse do encontro entre candidatos.

Nos pedidos, a legenda afirmava que, como "houve a participação de Renan Santos em todos os atos promovidos pela TV Globo até esse momento e o convite foi um só, para debates, sabatinas e para a cobertura das agendas dos candidatos, existe uma legítima expectativa de participação do debate presidencial de amanhã".

No TSE, Nunes Marques negou o pleito afirmando que a emissora não era obrigada a convidá-lo porque o partido não tem o mínimo de cinco parlamentares.

Convites anteriores da emissora para entrevistas não a obrigariam, segundo o magistrado, a garantir a presença de Renan Santos no debate desta quinta.

Já no STF o pedido do Missão foi feito via Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) e distribuído para a ministra Cármen Lúcia.

A ministra não chegou a analisar o mérito da questão.

Em sua decisão negando a demanda, a magistrada afirmou que a ADPF é um instrumento que só deve ser utilizado "se o interessado demonstrar não haver outros meios processuais para o questionamento apresentado, ou ter havido prévio exaurimento de outros instrumentos processuais [...] aptos a fazer cessar a situação de lesividade ou de potencialidade danosa".

Para a ministra, a ADPF do Missão "não pode ser sequer conhecida [ser considerada admissível], menos ainda processada regularmente neste Supremo Tribunal Federal".

Ela afirmou ainda que "a arguição de descumprimento de preceito fundamental não pode ser utilizada para substituir os instrumentos recursais ou outras medidas processuais ordinárias acessíveis à parte processual, sob pena de transformá-la em sucedâneo recursal, descumprimento das normas processuais determinantes das classes processuais adequadas aos objetos das ações e recursos e mecanismo de burla às normas de distribuição de competências entre os órgãos jurisdicionais".

Politica Livre

Flávio Bolsonaro desiste de ir ao debate da Globo

 

Flávio Bolsonaro desiste de ir ao debate da Globo

Por Folhapress

01/10/2026 às 19:40

Atualizado em 01/10/2026 às 20:03

Foto: Charles Vieira/Divulgação/Arquivo

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O senador Flávio Bolsonaro (PL)

O senador Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de ir ao debate presidencial da TV Globo marcado para a noite desta quinta-feira (1).

A decisão foi confirmada por ele em publicação no X (ex-Twitter): "Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE. A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas. Em breve mais detalhes", escreveu.

A campanha de Flávio afirma que ele desistiu de ir ao debate por causa da decisão da ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Estala Aranha, nesta quinta, que determinou à Globo a retirada do púlpito vazio com o nome do presidente Lula (PT).

Um integrante da campanha de Flávio afirmou ao jornal Folha de São Paulo que a estratégia dele se baseava em expor o presidente Lula, que estará ausente, e explorar a imagem do espaço vazio no estúdio, reforçando que ele foi covarde.

Segundo ele, a decisão da ministra do TSE beneficia o atual presidente de forma indevida e prejudica o candidato do PL.

Lula comunicou à TV Globo nesta quarta (30) que não iria ao debate. O presidente concederá entrevista ao Flow Podcast às 20h45, pouco antes do começo do programa na Globo. Com isso, o petista repete estratégia aplicada na data do debate da TV Bandeirantes, quando deu entrevista exclusiva à Record.

Na decisão que determinou a retirada do púlpito destinado aos candidatos que faltarem, a ministra do TSE disse que a cláusula da Globo tinha "aparente intuito de compelir os candidatos a comparecer ao debate".

"A referida cláusula possui, dada a magnitude das consequências negativas que prevê para o candidato que decide se ausentar, aparente intuito de compelir os candidatos a comparecer ao debate, renunciando à facultatividade de participação assegurada em lei", disse Estela, na decisão do TSE.

Além da decisão de Estela Aranha, o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a presença do candidato a presidente Renan Santos (Missão) no debate da Globo.

O coordenador político da campanha do PL, senador Rogério Marinho (PL), classificou a decisão de Gilmar como interferência indevida e afirmou que "o sistema está com medo" da vitória de Flávio.

"A interferência indevida do Judiciário põe em risco a democracia. O ministro Gilmar mais uma vez ultrapassa suas prerrogativas e invade competências e destrói jurisprudências. A democracia está em risco, o sistema está com medo. Flávio 22 presidente no primeiro turno fato", disse

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