domingo, agosto 02, 2026

Convenção do PL em SC com participação de Flávio usa vídeo com voz e imagens de Jair Bolsonaro

 

Convenção do PL em SC com participação de Flávio usa vídeo com voz e imagens de Jair Bolsonaro

No dia 25 de julho, presidenciável exibiu vídeo gerado por inteligência artificial que simulava a imagem e a voz do ex-presidente, provocando questionamento do ministro do STF Alexandre de Moraes

Por Danielle Brant/Estadão

02/08/2026 às 09:00

Foto: Reprodução/YouTube

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Convenção estadual do PL em Santa Catarina exibiu um vídeo com a voz e imagens de Jair Bolsonaro (PL)

A convenção estadual do PL em Santa Catarina exibiu neste sábado, 1º, um vídeo com a voz e imagens de Jair Bolsonaro (PL), em evento que contou com a participação do candidato do partido à Presidência da República, Flávio Bolsonaro.

O episódio ocorre uma semana após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter questionado a utilização de um vídeo de inteligência artificial do ex-presidente durante a convenção do PL que confirmou o nome do senador à Presidência.

A reportagem procurou a campanha de Flávio Bolsonaro e o espaço segue aberto.

Imagens de Bolsonaro foram exibidas em diferentes momentos da convenção do PL que oficializou os nomes de Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni para a disputa ao Senado por Santa Catarina. O evento também confirmou Jorginho Mello (PL) como candidato à reeleição pelo governo do Estado.

Perto do final do evento, foi exibido um vídeo com falas do ex-presidente - não está claro ainda se a voz usada foi gerada por inteligência artificial ou se é do próprio Bolsonaro, uma vez que contém declarações já feitas por ele anteriormente.

A voz cita frases como “o meu sonho é o sonho de vocês” e “nós revolucionaremos o Brasil”. Também diz que, “no momento mais difícil da minha vida, eu só pedia que Deus não deixasse órfã a minha filha de sete anos”. “O resto, como brasileiros de verdade e com Deus no coração, nós superaremos os obstáculos”, concluiu a voz.

Ao longo do vídeo foram exibidas fotos de Bolsonaro ao lado dos filhos, uma imagem do ex-presidente com mãos em oração e uma dele abraçado a Flávio.

Nesta semana, após o questionamento de Moraes, a defesa de Bolsonaro informou ao STF que o ex-presidente não tinha conhecimento prévio sobre o vídeo exibido. Flávio também se manifestou e afirmou que o pai não tinha “a menor ideia de que ia passar um vídeo de IA” na convenção. “E, obviamente, que estudamos a legislação que não tem absolutamente nada de errado”, disse, em transmissão em seu canal no YouTube".

Na decisão em que pedia manifestação do ex-presidente, Moraes apontou que “a eventual concordância de JAIR MESSIAS BOLSONARO com a divulgação de um vídeo produzido por IA, e amplamente divulgado nas redes sociais, contendo sua imagem e declarações ostensivamente político-eleitorais constituiria nova e grave transgressão à decisão judicial, poucos dias após ser sancionado, e passível de reversão da prisão domiciliar humanitária para o regime fechado”.

Politica Livre

Inquéritos sobre Lulinha acirram tensão entre Mendonça e PF

 

Inquéritos sobre Lulinha acirram tensão entre Mendonça e PF

Governo teme que polêmica pública tire foco da investigação e alimente expectativas sobre resultados

Por Ana Pompeu/Folhapress

01/08/2026 às 17:24

Foto: Antonio Augusto/STF/Arquivo

Imagem de Inquéritos sobre Lulinha acirram tensão entre Mendonça e PF

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça

O avanço de investigações sobre o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, aprofundou a tensão entre a Polícia Federal e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça. A relação entre os investigadores e o responsável pelos inquéritos na corte chegou ao ponto mais agudo de desconfiança.

Nas últimas semanas, Mendonça fez cobranças à PF por entender que as investigações andavam em ritmo mais lento do que deveriam, enquanto a cúpula da polícia propôs uma ação para desfazer medidas de controle impostas pelo ministro.

O embate transbordou e alcançou outros órgãos do governo, principalmente depois que o filho do presidente Lula (PT) entrou na mira. Entre esses integrantes da gestão petista, há uma preocupação de que a disputa possa contaminar as investigações, tirando o foco do trabalho dos agentes e criando o risco de que o caso saia do controle.

Para membros do governo, o fato de a queda de braço entre Mendonça e a PF ter se tornado pública pode criar a imagem de que o trabalho da investigação é disfuncional e alimentar expectativas de desfechos específicos da investigação.

Assim, o indiciamento ou não de Lulinha seria visto como a vitória ou derrota de um grupo, mais que a consequência de um trabalho técnico. Embora a própria PF tenha pedido a abertura de inquérito, Mendonça se encarregou do caso após sorteio.

A avaliação no governo é que a tensão entre os dois lados é inoportuna, uma vez que casos de grande repercussão são complexos e que é natural um andamento em ritmos particulares. Isso dependeria da quantidade de envolvidos, volume de elementos, forma de coleta de provas, sofisticação do esquema investigado, local das infrações e conexões identificadas.

Mendonça vinha questionando a demora do envio do material das investigações sobre as fraudes no INSS, que deram origem aos novos inquéritos contra Lulinha, além de cobrar informações sobre as mudanças feitas na equipe de investigação e sobre a falta de comunicação dessas alterações.

O filho de Lula teve quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático autorizadas pelo ministro em fevereiro. Na última quinta-feira (30), ele se tornou alvo de um inquérito sob suspeita de tráfico de influência em atuação por comércio de canabidiol.

Nesse caso, as autoridades apresentaram o pedido de forma autônoma ao Supremo, e não dentro do caso do INSS. A opção foi vista por assessores do STF como uma tentativa de driblar a relatoria de Mendonça e reduzir a concentração de poder em seu gabinete.

Durante os dias finais do recesso do Judiciário, o STF está sob a presidência de Alexandre de Moraes. O ministro encaminhou o processo para distribuição, e Mendonça foi o sorteado, mantendo, assim, o controle sobre o caso.

Mendonça também autorizou a abertura de outro inquérito sobre Lulinha, por suspeitas de atuação a favor de um empresário em negociações com a Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência).

Segundo pessoas com acesso ao gabinete de Mendonça, a demora, até então, na análise do material sobre Lulinha causou estranhamento. Em comparação, as apurações das fraudes do Banco Master, cuja primeira fase deflagrada foi em 18 de novembro, estariam caminhando de forma mais acelerada. A Sem Desconto, sobre o caso do INSS, foi iniciada em 23 de abril de 2025.

O magistrado já havia determinado que todos os atos da apuração do INSS fossem imediatamente levados ao gabinete. Com isso, essas informações não passariam por outros departamentos da PF, como a Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro e a própria cúpula do órgão.

Mendonça também determinou que qualquer afastamento de policiais da equipe de investigadores fosse comunicado previamente a ele e que a remessa de todos os dados apreendidos seja feita ao gabinete no meio das apurações, não ao final do trabalho.

Desde o surgimento do nome de Lulinha no caso INSS, três delegados do caso foram trocados. Em alguns momentos, o relator soube da mudança por meio de advogados de envolvidos.

Depois dessas medidas, a PF acionou a AGU (Advocacia-Geral da União). A entrada do órgão no circuito serviria para tentar contestar as ordens de Mendonça e a desconfiança manifestada pelo ministro.

A ida da PF à AGU representou um passo da escalada da crise entre Mendonça e a polícia. Devido à insatisfação do relator com o que vê como lentidão das investigações sobre o caso, o ministro havia determinado anteriormente que a PF concluísse, em até 60 dias, a análise do material apreendido na operação, como celulares, HDs, e pen drives dos presos.

Em resposta, a PF informou ao ministro que precisaria de mais prazo e falou em falta de pessoal. A polícia disse que há 11 pessoas atuando na investigação, enquanto seriam necessárias mais de 40 para cumprir o prazo desejado pelo ministro. Também afirmou que a análise global do material, de cerca de 1.700 itens, encontra-se em estágio inicial e que teria finalizado cerca de 40%

Mendonça, quem compõe a polícia clandestina que investiga o DG da PF?

 

Voltamos às trevas da Lava Jato? Quantos inquéritos são necessários contra Lulinha até urna responder ao presente dado a Flávio Bolsonaro?

31/07/2026 22:57

Se o diretor-geral da PF está sendo investigado, precisamos saber quem investiga. Se isso é noticiado e se o ministro não desmente, estamos com uma questão gravíssima, que demanda a manifestação da Advocacia Geral da União —  e estou me referindo a Jorge Messias — e do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, a quem a PF é administrativamente subordinada. Onde eles estão?


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https://www.metropoles.com/colunas/reinaldo-azevedo/mendonca-quem-compoe-a-policia-clandestina-que-investiga-o-dg-da-pf#goog_rewarded

Tarifas, Trump e Milei: quando a política externa sequestra o debate eleitoral

Publicado em 1 de agosto de 2026 por Tribuna da Internet


Duas investigações e um mesmo risco, na crise que ronda Lula e Flávio Bolsonaro


Casos Lulinha e Dark Horse pressionam campanhas

Deu no O Globo

A menos de três meses das eleições, duas investigações da Polícia Federal (PF) com potencial de atingir os principais candidatos ao Palácio do Planalto preocupam as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Sob relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF tenta avançar nas apurações sobre a atuação Fábio Luís Lula da Silva, filho do petista, junto ao governo federal e o financiamento do filme biográfico de Jair Bolsonaro Dark Horse, cujo financiamento foi negociado entre Flávio e Daniel Vorcaro, dono do Master.

TRÁFICO DE INFLUÊNCIA – Na quinta-feira, Mendonça autorizou investigação para apurar os supostos crimes de tráfico de influência e corrupção pelo filho de Lula, o que ampliou a expectativa da oposição sobre o uso do tema na corrida eleitoral.

Lulinha já era investigado em um dos inquéritos que busca esclarecer as fraudes nos descontos de aposentados do INSS. A PF, porém, abriu um novo caminho ao associar possíveis ilícitos na conduta de Fábio Luís na comercialização de cannabis medicinal, com ligações com servidores do Ministério da Saúde e do gabinete presidencial.

Na semana passada, Mendonça também autorizou a abertura de um inquérito da PF para investigar o financiamento da cinebiografia que retrata a trajetória de Bolsonaro. A apuração busca esclarecer se o dinheiro enviado ao exterior para financiar o longa teve, na prática, outra destinação. A suspeita é que parte da produção tenha sido bancada por Vorcaro, com o envio de R$ 61 milhões.

RESPONSABILIZAÇÃO –  Em entrevista a um podcast, Lula foi perguntado sobre o assunto na noite de quinta-feira, e afirmou que se o filho for culpado terá que pagar “como todo mundo”. Também disse que não usará o seu cargo para proteger Lulinha.

O petista relembrou as acusações que o levaram à prisão durante a Operação Lava-Jato, ao falar da situação do filho, e lembrou a morte de sua mulher, Marisa Letícia, mãe de Lulinha, em 2017.

“Se ele tiver certo, ele vai ter ajuda minha. Se ele fizer a coisa errada, ele sabe o que eu passei. Sabe o que é um pai, com cinco filhos, ver na televisão chamar a família de ladrão o tempo inteiro. Ele sabe que a minha mulher morreu por causa da desgraça da Lava-Jato. Então ele não tem o direito de errar. Ele sabe disso. Ele jura para mim todo dia e eu acredito nele”, disse, em entrevista ao podcast Inteligência Ltda.

RECURSOS DESVIADOS –  Flávio, por sua, vez, negou que os recursos do filme tenham sido desviados ou destinados ao irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive nos EUA.

Em nota publicada na ocasião da divulgação dos diálogos com Vorcaro, o parlamentar afirmou que se trata de “falsa a insinuação” e sustentou que “os aportes foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos”.

EFEITO POLÍTICO –  Em março deste ano, a CPI do INSS, que tinha o filho de Lula como um dos alvos, foi enterrada com ajuda do governo. Na ocasião, o Palácio do Planalto já temia o impacto eleitoral de eventuais desdobramentos sobre o caso. Durante a investigação parlamentar, um dos reveses sentidos pela oposição foi a decisão de Flávio Dino, do STF, que suspendeu a quebra de sigilo de Lulinha.

Na quinta-feira, a campanha do candidato do PL à Presidência decidiu promover uma nova troca no comando de sua comunicação após seguidos desgastes, inclusive a partir da crise envolvendo as relações com Vorcaro. A avaliação da campanha é que a equipe dispensada demorou a reagir às crises envolvendo Michelle Bolsonaro e Vorcaro e não conseguiu transformar episódios favoráveis em ganhos políticos para o candidato.


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