terça-feira, abril 21, 2026

Jorge Messias corre contra o tempo por 41 votos e enfrenta teste de força no Senado

Publicado em 21 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Polarização e relação com Senado definem votos ao STF

Lorenzo Santiago
CNN

O advogado-geral da União, Jorge Messias, tem uma semana para alcançar os 41 votos no Senado e garantir a vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). Para analistas ouvidos pela CNN, a polarização política e a relação entre a Presidência da República e o Congresso influenciam — hoje e historicamente — as votações de indicados à Corte.

O vínculo entre o Palácio do Planalto e o Senado, assim como a relação do próprio indicado com a Casa, são determinantes para o placar final. Um exemplo é a indicação de Flávio Dino: mesmo ex-senador, o escolhido de Lula enfrentou resistência e foi aprovado em 2023 com 47 votos favoráveis e 31 contrários.

CONTEXTO POLÍTICO – Roberto Goulart Menezes, cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB), afirma que o contexto político é decisivo nesse tipo de votação. Ele cita o caso do ex-ministro Francisco Rezek — indicado para a Corte em 1992 — para ilustrar o argumento. Rezek já havia tido uma primeira passagem na Corte, entre 1983 e 1990.

Segundo Menezes, a votação mais apertada na segunda indicação de Rezek refletiu muito mais a crise do governo Fernando Collor do que a imagem ou a trajetória do próprio ministro. “As pessoas conheciam a história do Rezek e a baixa votação dele teve a ver com a crise do governo de Fernando Collor, e não com a figura dele em si. Dino, sendo ministro da Justiça, esteve à frente do governo durante o 8 de Janeiro e o grupo ligado ao bolsonarismo acabou se organizando contra ele. Então depende muito de cada contexto e de cada conjuntura política no momento da votação”, disse.

EMPECILHO – Antes de ser indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para integrar o Supremo, Dino comandou o Ministério da Justiça. A posição, à época, foi lida como um empecilho para a oposição, sobretudo pelos embates relacionados aos atos de 8 de janeiro daquele ano. Durante a sabatina, Dino foi questionado, por exemplo, sobre as câmeras de segurança do ministério no dia dos atos que resultaram na invasão dos prédios que sediam os Três Poderes.

Débora Messenberg é professora de Sociologia da UnB e entende que uma das principais características que moldaram as votações na última década é a “polarização” do país. De acordo com ela, a análise que deveria ser técnica passou a ser vista como algo político.

“A discussão central é que, infelizmente, a polarização política está definindo um cargo que deveria ser de competência técnica e de notório saber jurídico. Mas isso está dado há um tempo e os interesses políticos do Executivo de plantão é que definem. Mas estamos vendo uma relação conturbada entre o Executivo e Legislativo e que vira um cabo de guerra”, afirmou.

OFENSIVA –  Para garantir o mínimo de 41 votos favoráveis e conquistar sua vaga na Corte, Messias tenta vencer a resistência de congressistas que já anunciaram votos contrários. Nessa etapa final, além de acenos protocolares, o advogado-geral da União mira converter votos.

Na semana passada, o atual AGU se reuniu com alguns nomes da oposição. Na quarta (15), esteve com o líder do PL na Casa, senador Carlos Portinho (RJ). Antes, a bancada fechou questão contra o nome indicado por Lula. Também integrante da oposição, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) se encontrou com Messias na tarde de quinta-feira (16). De acordo com o congressista, a conversa foi “cordial” e “respeitosa”, mas Girão reafirmou ao ministro que pretende votar contra a indicação.

INTERMEDIAÇÃO – A CNN apurou que outros senadores da oposição também foram contatados por intermediários de Messias. A votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado está marcada para 28 de abril. Ele deve ter seu nome votado no plenário da Casa no mesmo dia.

Mesmo sabendo da dificuldade em mudar a posição de senadores da direita, Messias deve passar em mais alguns gabinetes nos próximos dias para consolidar a votação. A ideia é fazer um gesto de cordialidade e conversar com congressistas que ainda não foram recebidos pelo candidato para, se não conseguir mais apoios, ao menos converter negativas em abstenções.

INDICAÇÃO E SABATINA –  O nome de Messias foi encaminhado ao Senado pelo Planalto em 1º de abril, depois de mais de quatro meses do anúncio da sua indicação. O presidente Lula anunciou a escolha de Messias em novembro do ano passado, mas segurou o envio formal da indicação até ganhar tempo para o governo articular o apoio necessário. Messias é o terceiro indicado de Lula ao STF na atual gestão. Antes dele, o petista escolheu Cristiano Zanin e Flávio Dino para integrar o Supremo.

A sabatina de Messias na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) está marcada para o dia 28 de abril. Na ocasião, o indicado deverá responder a perguntas dos parlamentares. A partir daí, o relatório é votado e, se aprovado, em votação secreta, torna-se o parecer da comissão.

Em seu relatório, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) atesta que Messias cumpre os requisitos necessários para a sua indicação, como o “cumprimento das exigências constitucionais concernentes à reputação ilibada e ao notável saber jurídico para o exercício do cargo para o qual foi indicado”.

VOTAÇÃO SECRETA – Depois da análise na CCJ, o nome de Messias ainda deverá ser votado no plenário, onde são necessários pelo menos 41 votos para a aprovação. A votação também é secreta.

Menezes vê hoje uma tendência de aprovação do nome de Messias na Casa Alta. “A cautela do governo de formalizar o nome era um indicativo de que o governo não tinha a certeza dos votos suficientes. Agora, o jogo virou e o parecer já foi aprovado. Rejeitar um ministro do Supremo pode levar a uma crise também. Tudo leva a crer que, mesmo com uma votação apertada, ele será aprovado”, afirmou.

Kassab se afasta da campanha de Tarcísio após perder espaço na chapa para governador

Publicado em 21 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Proposta de CPI do Master esfria no Congresso, e Kassio tende a negar pedido para instauração

 

Proposta de CPI do Master esfria no Congresso, e Kassio tende a negar pedido para instauração

Por Luísa Martins e Ana Pompeu/Folhapress

21/04/2026 às 12:13

Foto: Rovena Rosa/Arquivo/Agência Brasil

Imagem de Proposta de CPI do Master esfria no Congresso, e Kassio tende a negar pedido para instauração

Sede do Banco Master

Com o foco já voltado para as eleições de outubro, o Congresso Nacional baixou a temperatura das discussões sobre a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Banco Master, o que reduz as chances de o ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), dar uma liminar que torne obrigatória a instauração.

Relator do pedido feito ao STF por senadores de oposição, Kassio está em um fogo cruzado. Os precedentes da corte autorizam o tribunal a determinar a criação de uma comissão parlamentar em caso de omissão do presidente do Senado, como ocorreu na CPI da Covid, em 2021. O entendimento particular do ministro, entretanto, aponta para outro caminho.

Kassio entende que o Judiciário deve ser autocontido nessas situações e evitar interferir em questões típicas do Legislativo.

Além disso, a criação da CPI do Master poderia colocá-lo sob os holofotes, em meio à notícia de que uma consultoria tributária ligada ao filho do ministro recebeu R$ 6,6 milhões do Master. À época da publicação do caso, a Folha procurou o ministro por meio da assessoria de imprensa do Supremo. Ele não respondeu sobre o contrato do filho, mas afirmou que não ter relação de proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Ao mesmo tempo, o magistrado pondera o custo político de enterrar a CPI do Master. O receio é de que isso seja recebido pela sociedade como uma tentativa de blindagem a si próprio e aos colegas Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, cujos elos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro estão no centro da crise de imagem da corte.

Ainda assim, interlocutores do magistrado afirmam que ele tende a negar o pedido. Também há a possibilidade de o mandado de segurança continuar em banho-maria, como já está há mais de 20 dias. O arrefecimento do debate no Congresso, que já não pressiona tanto pela abertura da CPI, também contribui para esse cenário.

A avaliação entre parlamentares é a de que o pleito de outubro é a agenda prioritária neste momento e já mobiliza o Congresso para promover esforço concentrado de votações e sessões semipresenciais. Diante disso, uma CPI do Master correria o risco de ficar esvaziada.

O magistrado manifestou a auxiliares que não gostou de ter sido sorteado o relator de um caso tão rumoroso e que preferia passar ao largo desse debate, se concentrando nos preparativos para assumir a presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A posse no cargo está prevista para maio.

O timing do pedido —um dia após o plenário derrubar a decisão de André Mendonça pela prorrogação da CPI do INSS— também foi considerado desfavorável pelo entorno do ministro. Naquela ocasião, ficou explícito que há maioria no sentido de que o STF pode ordenar a criação de uma CPI, mas que a prorrogação é uma situação distinta.

O próprio ministro Kassio afirmou, no julgamento, que a Constituição traz critérios objetivos e aferíveis para a criação de uma CPI, como número mínimo de assinaturas, apuração de um fato determinado e prazo certo de duração, mas que não há essa mesma clareza em relação à prorrogação.

No caso da CPI da Covid, há cinco anos, o julgamento pelo plenário do STF ocorreu quando o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (hoje no PSB-MG), já havia instaurado a comissão, cumprindo liminar do ministro Luís Roberto Barroso. Portanto, o voto de Kassio não se aprofundou nessa questão.

O ministro disse, na época, que o presidente do Senado é quem tem "discricionariedade para avaliar, dentro dos critérios de conveniência e oportunidade, o momento e a forma mais adequados para sua instalação", em respeito ao chamado sistema de freios e contrapesos da Constituição.

"É prudente, portanto, que o Legislativo possa avaliar o modo mais adequado para instalação e desenvolvimento dos trabalhos da CPI. Nisso não vejo qualquer risco de dano. Risco haveria se reconhecêssemos que o Congresso devesse instalar e desenvolver os trabalhos da CPI imediatamente e de qualquer maneira", afirmou.

Politica Livre

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