domingo, março 15, 2026

Palácio articula candidaturas de vereadores a deputado federal para fortalecer base de ACM Neto

 

Palácio articula candidaturas de vereadores a deputado federal para fortalecer base de ACM Neto

Por Política Livre

15/03/2026 às 07:13

Foto: Divulgação/Arquivo

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Bruno Reis e ACM Neto

Vereadores da base do prefeito Bruno Reis (União) em Salvador foram chamados pelo Palácio Thomé de Souza e por dirigentes partidários para disputar as eleições deste ano como candidatos a deputado federal. O objetivo do movimento é fortalecer as chapas dos partidos que apoiam o ex-prefeito ACM Neto (União) na corrida pelo governo da Bahia. 

Nos bastidores, porém, a estratégia enfrenta obstáculos. Alguns dos vereadores procurados já haviam firmado compromissos políticos com candidatos a federal, inclusive com dobradinhas previamente definidas para deputado estadual. Outro fator que pode complicar o cenário é o anunciado rompimento do presidente da Câmara Municipal, Carlos Muniz, com o PSDB e com a candidatura a governador de ACM Neto (clique aqui para ler). 

Entre os vereadores chamados pelo núcleo palaciano para disputar vagas na Câmara Federal estão Anderson Ninho (PDT), Gordinho da Favela (PP), Marcelle Moraes (União) e Orlando Palhinha (União). Pelo menos os três primeiros já possuem ou possuíam compromissos políticos firmados com outros postulantes e pretendem discutir o assunto diretamente com o prefeito.

No caso de Anderson Ninho, o vereador já teria assumido o compromisso de apoiar a candidatura do médico Carlos Muniz Filho, herdeiro do presidente da Câmara Municipal, a deputado federal. A tentativa do palácio de levá-lo a disputar o cargo por uma legenda da base teria sido um dos fatores que irritaram Carlos Muniz. 

Gordinho da Favela, por sua vez, tinha como plano inicial apoiar a reeleição do deputado federal Dal Barreto (União). Já Marcelle Moraes havia firmado parceria política com o deputado federal Leo Prates (PDT) e buscava a liberação do União Brasil para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa por outra sigla onde tivesse mais chances eleitorais.

Projetos próprios

Além dos nomes estimulados pela Prefeitura, alguns vereadores já vinham manifestando o desejo próprio de disputar uma vaga na Câmara Federal. É o caso de Alexandre Aleluia, que busca a liberação do PL para se filiar ao Novo, legenda presidida na Bahia pelo pai dele, o ex-deputado federal José Carlos Aleluia, pré-candidato ao Palácio de Ondina. 

Duda Sanches

Duda Sanches



Outro nome é o vereador Duda Sanches (União), que pretende disputar uma vaga na Câmara Federal assumindo o legado político do pai, o falecido deputado estadual Alan Sanches, que concorreria ao cargo no pleito deste ano. 

Já o vereador Maurício Trindade (PP) deve disputar uma vaga na Câmara Federal a pedido de Carlos Muniz. Ele planeja se filiar ao Podemos, mesmo partido ao qual o filho do presidente da Câmara deve ingressar, com o objetivo de ajudar na formação da chapa da sigla. Para mudar de partido, no entanto, o vereador, que a princípio não tinha interesse em concorrer este ano, precisará de autorização da direção do PP.

Outros vereadores também demonstraram interesse em disputar a Câmara Federal, como Jorge Araújo (PL), que agora avalia concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa; Paulinho Magalhães (União), que tenta autorização para trocar de legenda; e Sandro Filho (PP), expulso em novembro do ano passado do Movimento Brasil Livre.

Movimento de Muniz

A possível filiação de Carlos Muniz Filho ao Podemos pode interferir diretamente nessas articulações da Prefeitura e dos partidos. Além de Maurício Trindade, outros vereadores podem acompanhar o movimento do presidente do Legislativo , que poderia significar a adesão ao projeto de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Carlos Muniz

Carlos Muniz



Nos bastidores, comenta-se que Muniz poderia manter o apoio a Bruno Reis na capital caso os espaços ocupados por seus aliados na estrutura da Prefeitura sejam preservados, mesmo sem alinhamento com ACM Neto na disputa pelo governo do estado.

Entre os cargos ocupados por indicados ligados ao presidente da Câmara estão a chefia da Transalvador, atualmente comandada por Diego Brito, e a direção da Agência Reguladora e Fiscalizadora dos Serviços Públicos de Salvador, presidida por Jean Sacramento, que atuou na campanha municipal de 2024 ao lado de Muniz. O vereador também tem indicados na Secretaria de Saúde, cujo titular, Rodrigo Alves, foi indicado pelo deputado federal Adolfo Viana, do PSDB.

Politica Livre

Messias aguarda sabatina para STF dez anos após caso 'Bessias' vir à tona na Lava Jato

 

Messias aguarda sabatina para STF dez anos após caso 'Bessias' vir à tona na Lava Jato

Por Caio Spechoto/Folhapress

15/03/2026 às 07:22

Foto: Rosinei Coutinho/Arquivo/STF

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Jorge Messias

O advogado-geral da União e indicado de Lula (PT) para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), Jorge Messias, aguarda a sabatina à qual precisa ser submetido para assumir uma vaga na corte dez anos depois de se tornar um personagem conhecido na política brasileira.

Ele foi mencionado pela então presidente Dilma Rousseff (PT) em uma conversa com Lula interceptada pela Operação Lava Jato há dez anos. Divulgada em 16 de março de 2016, a gravação foi um dos pontos mais marcantes do processo político que culminou no impeachment de Dilma.

Indicados para o Supremo precisam ter ao menos 41 votos favoráveis no Senado, depois de responderem a perguntas de senadores, para serem aprovados.

A escolha de Messias para a vaga na corte foi anunciada por Lula em novembro passado. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), chegou a marcar a sabatina do indicado, mas a cancelou porque o governo até o momento não enviou os documentos necessários. Lula usou o artifício para ganhar tempo e tentar obter mais apoio para seu indicado.

Integrantes do governo e senadores aguardam um novo encontro entre os presidentes da República e do Senado para destravar a sabatina. A expectativa é que a conversa seja nos próximos dias. Aliados de Lula acreditam que a votação poderá ser realizada ainda em março.

Evangélico, Messias se tornou um dos principais interlocutores do presidente junto a setores religiosos resistentes a Lula e ao PT. Sua identidade religiosa apareceu, por exemplo, em conversas com senadores em busca de apoio, como mostrou a Folha.

Ele também indicou ter visão conservadora sobre aborto e drogas, além de sinalizar que não será um opositor das emendas parlamentares –o principal mecanismo para deputados e senadores enviarem dinheiro para suas bases eleitorais.

A escolha de Lula contrariou a cúpula do Senado e marcou o distanciamento entre o governo federal e a Casa, que havia sido a principal fonte de apoio da gestão petista no Legislativo. Alcolumbre queria que o escolhido fosse o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Messias é benquisto no mundo político. Senadores, porém, avaliam que ele dificilmente será aprovado para o cargo se não houver um ajuste prévio entre Lula e Alcolumbre. Logo após a indicação, o ministro argumentou com congressistas que não poderia ser penalizado por um desentendimento entre os presidentes da República e do Senado.

Em 2016, quando se tornou conhecido nacionalmente, Messias era subchefe para Assuntos Jurídicos do Palácio do Planalto. Dilma o mandou levar até Lula o "termo de posse" como ministro da Casa Civil. Na ligação, ela disse ao petista que ele deveria usar o documento "em caso de necessidade".

Investigadores da Lava Jato interpretaram o diálogo como uma tentativa de Dilma de evitar que Lula fosse preso, dando a ele um alto cargo no governo. Uma decisão do STF impediu que o petista comandasse o ministério.

A então presidente estava fanha, e pronunciou o nome de Messias como "Bessias" na ligação. Adversários do PT adotaram o apelido. A forma como Lula se despediu de Dilma, "tchau, querida", virou uma espécie de slogan da campanha de opositores pelo impeachment, consumado em agosto de 2016.

No mês seguinte à divulgação do áudio, o então juiz responsável pela Lava Jato, Sergio Moro, hoje senador pelo União Brasil do Paraná, pediu desculpas ao STF por ter tornado a gravação pública mesmo tendo o material sido produzido depois de uma ordem judicial para que o grampo fosse encerrado.

Lula seria preso em 2018, solto em 2019, e eleito presidente da República novamente em 2022 depois de uma série de vitórias judiciais.

Messias continuou próximo do grupo político do petista nos anos seguintes à queda de Dilma. Em 2022, participou da equipe de transição que preparou Lula e seus auxiliares para assumir o poder no início de 2023. Foi anunciado como advogado-geral da União pelo à época presidente eleito dias antes da posse.

"[Anuncio] o companheiro advogado-geral da União, o companheiro Jorge Messias, que era tratado de Jorge Bessias aqui", disse Lula em 22 de dezembro de 2022, quando divulgou quem comandaria a AGU (Advocacia-Geral da União).

O ministro se consolidou um dos auxiliares mais próximos do presidente da República nos anos seguintes.

Politica Livre

Blindagem entre ministros aprofunda cada vez mais o desgaste do STF


Ministros reivindicam análise individualizada de condutas

Dora Kramer
Folha

Há ministros do Supremo Tribunal Federal profundamente desconfortáveis, diria até muito irritados e sentindo-se injustiçados com a tomada das partes pelo todo na descrição que tem sido feita do dano de imagem que atinge a corte.

Alegam a necessidade de que se faça a distinção entre condutas e reivindicam a aplicação do critério da existência de 11 (no presente, 10) supremos, ilhas de atuação independente, no lugar de se olhar o tribunal sob prisma único e com isso se desqualificar a instituição.

JOIO E TRIGO  – Uma reivindicação, em tese, justa. Em todas as áreas há o joio e há o trigo, mas para que os maus não contaminem a reputação dos bons é preciso que estes se diferenciem daqueles de modo explícito. Não é o que tem acontecido no STF.

A crise de reputação é enfrentada de maneira reativa. Fala mais alto o espírito de corpo, a proteção dos pares como se isso garantisse — quando de fato prejudica— a correta defesa do conjunto. Há vários exemplos, mas fiquemos em dois dos mais recentes: a proposta de criação do código de ética e as ligações dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli ao liquidado Banco Master.

SILÊNCIO – O primeiro caso, soubemos que Edson Fachin e Cármen Lúcia eram favoráveis; Moraes e Gilmar Mendes, contrários. E os demais? Deles não se ouviu palavra e, pelo silêncio que tomou conta do tema, depreende-se que o tribunal tenha preferido não cuidar de regras de conduta. Conta a ser paga pelo colegiado.

No segundo, vemos um misto de omissão e blindagem diante das desconfianças que recaem sobre os ministros Moraes e Toffoli. Ambos continuam achando-se no direito de não dar explicações, contando com a complacência dos colegas que não veem motivos para suspeições. Ali não se impõe reparo nem a truques processuais claramente questionáveis.

Não se espera que os ministros saiam denunciando uns aos outros, mas se consideram correto continuar dando respaldo a determinadas condutas sem ao menos sinalizar um alto lá, não podem reclamar por compartilharem o prejuízo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O Supremo está mais dividido do que as correntes da Psicanálise. Tem a ala do Master,  formada por
Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, com apoio de Gilmar Mendes, existe a ala do Lula, integrada por Edson Fachin, Cristiano Zanin e Flávio Dino, aos quais Gilmar às vezes se integra; há também a ala de Bolsonaro, com André Mendonça e Nunes Marques; e existem dois ministros que não são de nenhuma ala e evoluem na avenida ao sabor dos acontecimentos — Luiz Fux e Cármen Lúcia. O único fator que os une é o maldito corporativismo. 
(C.N.)

 


Vorcaro troca de advogado e assusta os três Poderes ao sinalizar a delação

Publicado em 15 de março de 2026 por Tribuna da Internet

Defender a esquerda tem muito mais charme' para ter apoio público, diz  advogado de Braga Netto - Estadão

Oliveira Lima conduziu a delação que pôs Lula na cadeia

Carlos Newton

Não se fala em outra coisa neste domingo em Brasília. Explodiu como uma bomba a notícia de que o banqueiro Daniel Vorcaro havia trocado de advogado, passando a ser defendido por um especialista em delação premiada, José Luís de Oliveira Lima.

Foi eleito duas vezes entre os cem brasileiros mais influentes pela revista Época e, conforme o site do escritório do qual é sócio, Oliveira Lima & Dall’Acqua Advogados, é considerado um “dos quinze mais importantes advogados do Brasil”. Com 30 anos de experiência, Oliveira Lima já conduziu delações premiadas delicadas, como a do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, no auge da Operação Lava Jato, que foi usada para condenar Lula da Silva por corrupção e lavagem de dinheiro.

PODE DELATAR? – No meio da confusão instaurada pelo escândalo do caso do Banco Master, têm sido divulgadas algumas informações distorcidas, supostamente baseadas em lei, mas que na verdade não têm nada a ver com a situação dos investigados. Uma dela é a notícia de que Vorcaro não poderia fazer delação premiada, por ser o líder da organização criminosa.

A delação premiada está hoje regulamentada pela Lei 12.850, de 2013, que ficou conhecida como Lei de Organização Criminosa, e essa hipótese de haver colaboração de investigado, réu ou condenado foi nela incluída pela Lei 13.964, de 2019.

No caso do banqueiro Daniel Vorcaro, ele pode e deve fazer delação premiada, porque será a única forma de reduzir as longas penas de prisão que lhe serão aplicadas.

CHEFE DA QUADRILHA – A lei permite que o líder da organização criminosa colabore com as investigações, porém terá de ser julgado e condenado, sendo beneficiado pela delação apenas com a redução da pena, como aconteceu com o então presidente da OAS.

Com acúmulo de provas que estão sendo encontradas nos celulares de Daniel Vorcaro, o responsável pelo Banco Master não tem a menor chance de responder às acusações que estão sendo preparadas pela força-tarefa do ministro-relator André Mendonça.

As maiores preocupações são com a segurança do investigado. Por isso, o próprio ministro Mendonça tomou o cuidado de transferi-lo para um presídio de segurança máxima, onde não haverá risco de ser suicidado, digamos assim, a exemplo do que aconteceu com seu capanga Luiz Philippi Mourão, o “Sicário”.

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P.S.
 – Como se dizia antigamente, perguntar não ofende. Quando é que a Polícia Federal pretende exibir as imagens de Luiz Mourão na cela onde teria “praticado” suicídio? Primeiro, usando uma camiseta, que depois foi trocada por uma camisa social… Essa suspeita permanecerá em aberto para sempre? O que impede a exibição das imagens? O povo quer saber. (C.N.)

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