quinta-feira, março 12, 2026

Vorcaro fez sondagem com investigadores da PGR e da PF sobre delação premiada

 

Vorcaro fez sondagem com investigadores da PGR e da PF sobre delação premiada

Por Aguirre Talento/Estadão Conteúdo

12/03/2026 às 10:01

Foto: Antonio Augusto/Secom/PGR/Arquivo

Imagem de Vorcaro fez sondagem com investigadores da PGR e da PF sobre delação premiada

Sede da PGR

O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, fez uma sondagem inicial com investigadores da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal sobre a possibilidade de fazer um acordo de delação premiada.

Essa primeira conversa ocorreu poucos dias depois de ele ter sido preso por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, na quarta-feira passada, 4. O estágio das tratativas é inicial e ainda não houve, por exemplo, a assinatura de um termo de confidencialidade, que formaliza uma negociação desse tipo.

As tratativas foram divulgadas inicialmente pelo UOL e confirmadas pelo Estadão com fontes que acompanham o caso.

A defesa de Vorcaro negou que ele esteja negociando uma delação premiada. “A defesa de Daniel Vorcaro declara que são inverídicas as notícias relacionadas à iniciativa de tratativas de delação premiada de Daniel Vorcaro. Essa informação jamais partiu de qualquer dos advogados envolvidos no caso, e sua divulgação tem o único objetivo de prejudicar o exercício da defesa nesse momento sensível”, diz a nota.

A equipe de advogados da família do empresário e os investigadores avaliam que o avanço dessas conversas depende do resultado do julgamento de sua liberdade, que terá início na sexta-feira, 13, no plenário virtual do STF.

O empresário fez duras reclamações com seus advogados logo após ter sido preso e sinalizou não estar disposto a enfrentar um longo período de preventiva, de acordo com fontes que acompanham o caso.

Após ser preso em São Paulo, ele foi transferido para uma penitenciária federal em Brasília. Seus advogados solicitaram que as visitas ao empresário não sejam gravadas nem monitoradas por câmeras, como é o padrão nesse tipo de estabelecimento.

A ideia inicial no acordo de delação seria que a equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, comandasse as tratativas. A PF poderia participar da colheita dos depoimentos, mas os termos e as cláusulas seriam negociadas e discutidas com a PGR

Politica Livre

PF flagra suplente de Alcolumbre sacando R$ 350 mil em investigação sobre fraudes no DNIT

 

PF flagra suplente de Alcolumbre sacando R$ 350 mil em investigação sobre fraudes no DNIT

Por Redação

12/03/2026 às 10:21

Foto: Marcos Oliveira/Arquivo/Agência Senado

Imagem de PF flagra suplente de Alcolumbre sacando R$ 350 mil em investigação sobre fraudes no DNIT

Davi Alcolumbre

A Polícia Federal flagrou o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do senador Davi Alcolumbre, deixando uma agência bancária com R$ 350 mil em espécie durante investigação sobre suspeitas de fraudes em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Amapá. O episódio foi registrado em relatório da PF que apura possíveis desvios em contratos públicos. A reportagem é do jornal O Globo.

Segundo os investigadores, o empresário é suspeito de integrar um esquema que teria manipulado licitações e usado saques em dinheiro para ocultar a origem de recursos, caracterizando indícios de lavagem de dinheiro. A investigação aponta que retiradas em espécie nas contas de suas empresas ultrapassaram R$ 3 milhões, muitas vezes realizadas logo após pagamentos de contratos públicos.

Breno Chaves Pinto afirma que os saques foram feitos para pagar funcionários e prestadores de serviço de suas empresas. Já Davi Alcolumbre declarou que não possui relação empresarial com o suplente. A investigação também analisa suspeitas de influência política em contratos do DNIT no Amapá, que somam cerca de R$ 60 milhões em obras de manutenção da BR-156.

Politica Livre

Decepcionado com o governo de Lula, o MST já hostiliza deputados petistas


Deputado Marcon (PT) envia ao Sintrajufe/RS manifestação contrária à  reforma administrativa

Deputado Marcon diz que o MST está vaiando os petistas

Vera Rosa
Estadão

As últimas pesquisas de intenção de voto foram classificadas nas fileiras do PT como “uma tragédia”. Nos bastidores, dirigentes do partido culpam o governo pela queda de popularidade do presidente Lula da Silva e afirmam que o Palácio do Planalto precisa “voltar das férias”.

A expressão foi usada em uma reunião a portas fechadas, recentemente, para demonstrar o descontentamento com os

LULA OTIMISTA – O presidente disse a aliados, porém, que escândalos como o do Banco Master têm servido como “biombo” para esconder as realizações do governo e acha que o desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário, já bateu no “teto”.

Levantamento divulgado nesta quarta-feira, 11, pela Genial/Quaest mostrou que Flávio está empatado com o presidente em uma simulação de segundo turno da disputa presidencial. Os dois aparecem agora com 41%. Além disso, Flávio cresceu e Lula caiu no grupo de eleitores que se diz independente.

A sondagem indica uma tendência já prevista pelo Datafolha: ao contrário do que o governo imaginava, a pré-candidatura do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro está ganhando terreno.

FLÁVIO DE VERDADE – Diante desse cenário, a cúpula do PT mudou a estratégia e começou a atacar Flávio nas redes sociais. A ideia é apresentar o que petistas chamam de “Flávio de verdade”, e não o das mídias digitais. A partir de agora, grupos de militantes petistas vão expor várias acusações envolvendo o nome do senador.

Na lista estão o escândalo da “rachadinha” – que, de acordo com o Ministério Público do Rio, consistia na apropriação de parte dos salários dos funcionários do gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual – e até denúncias de conexão com milícias e lavagem de dinheiro.

“A eleição de 2026 será uma das mais duras da história do Brasil. Mas temos convicção e certeza da vitória, porque, quando o debate chegar à vida real do povo brasileiro, a comparação entre os projetos falará mais alto”, afirmou o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). “Flávio Bolsonaro já está em campanha, enquanto Lula está preocupado em governar o País.”

CASO MASTER – Para o Palácio do Planalto, eleitores não têm enxergado o menor nível de desemprego da história nem bons indicadores da economia porque debitam na conta do governo todos os escândalos de corrupção desta temporada.

Monitoramentos de redes sociais que chegaram ao Planalto mostram algumas percepções que respaldam essa avaliação. Uma delas é a seguinte: como o Supremo Tribunal Federal (STF) foi atingido em cheio pela teia de irregularidades comandada por Daniel Vorcaro, dono do Master – e a Corte é aliada de Lula –, a culpa por todos os malfeitos é do governo.

Dirigentes do PT avaliam, no entanto, que o governo demostra letargia desde o fim do recesso de fim de ano e não apresenta uma agenda positiva. O diagnóstico de uma ala do partido é que Lula precisa apresentar sua “prateleira de boas notícias” e não correr atrás de uma bala de prata.

INCONFORMISMO – Até hoje petistas demonstram inconformismo com a teimosia do presidente ao rejeitar conselhos de assessores para não ir ao desfile das escolas de samba no Rio. A Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula, ironizou os neoconservadores e evangélicos se sentiram ofendidos com a ala que apresentava “família em conserva”.

Os evangélicos representam aproximadamente 30% do eleitorado e todas as pesquisas revelam que o apoio ao presidente vem caindo cada vez mais nesse segmento. Na avaliação do comando petista, a presença de Lula na Avenida Marquês de Sapucaí foi “um tiro no pé”, coroado pelo rebaixamento da escola de samba.

CRÍTICAS DO MST – Como mostrou o Estadão, deputados do PT que integram a bancada em defesa do Movimento dos Sem-Terra (MST) também têm feito críticas ao governo Lula.

“Está difícil fazer campanha para Lula na agricultura familiar. O Banco do Brasil é uma tragédia. A Sicredi (Sistema de Crédito Cooperativo) é outra. É um comitê contra o governo federal”, disse o deputado Mauricio Marcon (PT-RS) na semana passada, durante reunião com outros colegas e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira.

“O povo está bravo com nós mesmos. Nós somos vaiados quando vamos falar”, reclamou o parlamentar petista.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A coisa está feia, mesmo. Com dizia nosso amigo Carlos Chagas, o PT entrou naquela fase de vaca não conhecer bezerro. O pior é que Dias Toffoli e Alexandre de Moraes são identificados pela opinião pública como antibolsonaristas – ou seja, como lulistas. Assim, a derrocada deles vai influir nas eleições, sem a menor dúvida. (C.N.)

 

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Delator de Lulinha teme acabar igual ao Sicário e solicita proteção policial


Tribuna da Internet | Se continuar foragido, Lulinha vai implodir a  candidatura de seu pai

Charge do JCaesar (Veja)

Caio Junqueira
CNN Brasil

O principal delator do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula da Silva (PT), afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que corre risco de vida e pediu proteção policial do Estado. A medida ainda não foi implementada.

Em depoimentos prestados à PF (Polícia Federal) em 2025, ele afirmou que o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, pagava mesadas a Lulinha em troca de acesso a órgãos de saúde do governo Lula para a venda de produtos ligados ao canabidiol. As defesas de Camilo e de Lulinha negam as acusações.

PETIÇÃO AO STF – Os advogados do delator apresentaram em fevereiro deste ano uma petição ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF. No documento, afirmam que ele foi ouvido pelas autoridades no âmbito das investigações da chamada Operação Sem Desconto e forneceu informações consideradas relevantes para a investigação.

Segundo a defesa, após prestar depoimento, o delator passou a sofrer exposição indevida, agravada por vazamentos de informações sobre suas declarações.

Os advogados também relatam indícios de que imagens dele e de familiares, especialmente de sua filha, teriam sido retiradas de redes sociais e compartilhadas com terceiros.

ARGUMENTOS – Na petição, a defesa sustenta que a preservação da integridade física e psicológica do delator é necessária não apenas para sua proteção pessoal, mas também para garantir a continuidade das investigações de forma segura.

Afirmam que “sua atuação limitou-se ao cumprimento de dever cívico, ao colaborar com as autoridades mediante o fornecimento de informações relevantes e que viabilizaram providências relevantes pelos órgãos encarregados da investigação em curso”.

A petição sustenta ainda que, nesse contexto, a preservação de sua integridade física e psicológica é necessária para garantir que a elucidação dos fatos ocorra de forma segura e eficaz.

PROGRAMA DE PROTEÇÃO – O delator relata que chegou a receber a oferta de inclusão em um programa estatal de proteção a testemunhas, mas avaliou que as condições exigidas seriam excessivamente restritivas.

O programa pode incluir medidas como preservação de identidade, mudança de domicílio e restrição de contatos pessoais e profissionais. Segundo ele, essas medidas implicariam alterações profundas em sua vida pessoal, familiar e profissional.

A defesa argumenta que seria possível adotar medidas menos invasivas, como acompanhamento institucional, reforço pontual de segurança e ampliação de mecanismos de sigilo e proteção de dados pessoais. Fontes da PF afirmaram que o órgão não negocia formatos específicos de proteção e que a testemunha precisa aderir aos programas previstos em lei

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O ministro André Mendonça autorizou a adoção de medidas de proteção. No entanto, a Polícia Federal não teve como atender, porque o delator se recusa a entrar no programa de defesa à testemunha e quer ter segurança igual à dos ministros do Supremo(C.N.).


O grande risco de o crime organizado passar a ser tratado como terrorismo


EUA analisam classificar o CV e o PCC como terroristas

Pedro do Coutto

Nos bastidores da política internacional, uma discussão que parecia distante da realidade brasileira começa a ganhar contornos cada vez mais concretos: a possibilidade de os Estados Unidos classificarem duas das maiores facções criminosas do país — o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho — como organizações terroristas.

A hipótese, ainda em análise por autoridades norte-americanas, não é apenas um gesto simbólico de endurecimento contra o crime organizado. Ela revela uma mudança profunda na forma como o mundo passa a enxergar a dimensão internacional dessas facções e levanta um debate sensível sobre segurança, soberania e política externa.

EXPANSÃO – Durante décadas, o crescimento dessas organizações foi tratado sobretudo como um problema doméstico brasileiro. No entanto, a expansão de suas operações para além das fronteiras nacionais transformou essa percepção. Hoje, redes ligadas ao PCC e ao Comando Vermelho operam rotas internacionais de tráfico de drogas que passam por países como Paraguai, Bolívia e Colômbia e chegam a mercados da Europa e dos Estados Unidos.

Essa estrutura logística, alimentada pelo comércio ilícito de cocaína e armas, deu às facções um nível de organização e capilaridade que já não pode ser explicado apenas como violência urbana localizada. Trata-se de um fenômeno transnacional, com ramificações financeiras, logísticas e políticas.

MECANISMOS JURÍDICOS – É justamente esse alcance que começa a chamar a atenção de autoridades norte-americanas. Nos Estados Unidos, a classificação de um grupo como organização terrorista ativa mecanismos jurídicos poderosos, capazes de congelar ativos financeiros, ampliar investigações internacionais e até justificar ações de segurança mais agressivas.

Nos últimos anos, Washington tem ampliado o conceito de terrorismo para incluir organizações ligadas ao chamado “narcoterrorismo”, especialmente quando elas exercem controle territorial, utilizam violência sistemática e financiam suas atividades por meio do tráfico de drogas. Sob esse prisma, o PCC e o Comando Vermelho poderiam ser enquadrados como estruturas criminosas que combinam características típicas de cartéis com práticas de intimidação social e poder paralelo.

PREOCUPAÇÕES – Para o Brasil, entretanto, a proposta levanta preocupações relevantes. Autoridades brasileiras argumentam que o conceito de terrorismo pressupõe motivação política ou ideológica, algo que não caracteriza as facções brasileiras, cuja principal finalidade é econômica.

Classificá-las como terroristas poderia abrir precedentes delicados no direito internacional e criar espaço para pressões externas sobre questões que, em princípio, dizem respeito à segurança interna do país. Em termos diplomáticos, o debate toca diretamente no tema da soberania nacional.

ASPECTO SIMBÓLICO – Há também um aspecto simbólico importante. Quando uma potência global passa a discutir a inclusão de organizações brasileiras em listas internacionais de terrorismo, o país inevitavelmente se vê confrontado com a dimensão real do problema que enfrenta. O crescimento do crime organizado nas últimas décadas não ocorreu por acaso.

Ele foi alimentado por um sistema penitenciário que frequentemente fortalece essas organizações, por fronteiras extensas e difíceis de controlar e por falhas estruturais nas políticas de segurança pública. Nesse ambiente, facções criminosas foram capazes de se transformar em verdadeiras corporações ilegais, com hierarquia, estratégia financeira e presença internacional.

ESPELHO INCÔMODO – O debate nos Estados Unidos, portanto, funciona como um espelho incômodo para o Brasil. Ele evidencia que a violência que atinge cidades como Rio de Janeiro e São Paulo não é apenas um problema local, mas parte de uma engrenagem criminal que conecta periferias urbanas a redes globais de tráfico. A intranquilidade vivida nessas metrópoles — marcada por confrontos armados, disputas territoriais e expansão de mercados ilícitos — é apenas a face visível de um sistema muito mais amplo.

Se a classificação americana vier a se concretizar, as consequências podem ser significativas. Poderá haver maior cooperação internacional contra essas organizações, intensificação de investigações financeiras e maior pressão diplomática sobre o Brasil para reforçar o combate ao crime organizado. Ao mesmo tempo, surgirá o risco de internacionalização de um problema que, até hoje, o país tentou tratar majoritariamente como questão doméstica.

No fundo, a discussão revela um dilema estratégico. O Brasil precisa lidar com o fato de que suas principais facções criminosas se tornaram atores de alcance internacional, com capacidade de influenciar mercados ilícitos e gerar impactos além de suas fronteiras. Mas também precisa preservar a autonomia de suas instituições e evitar que a narrativa do combate ao terrorismo seja utilizada como instrumento de pressão externa. Entre a necessidade de cooperação global e a defesa da soberania nacional, o país se encontra diante de um desafio complexo: enfrentar o crime organizado em uma escala proporcional ao poder que essas organizações já conquistaram.


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