segunda-feira, janeiro 26, 2026

Lei que restringe o trânsito de caminhões pesados em Jeremoabo: medida acertada em defesa da cidade

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Lei que restringe o trânsito de caminhões pesados em Jeremoabo: medida acertada em defesa da cidade

Por José Montalvão

A Prefeitura de Jeremoabo, por meio do secretário de Administração, Mobilidade e Segurança Pública, Gilmar Bomfim, ao restringir o trânsito de caminhões pesados no perímetro urbano, tomou uma decisão correta, responsável e em benefício direto da população.

A medida busca preservar o pavimento das ruas, reduzir gastos públicos com manutenção repetida e desnecessária e, principalmente, aumentar a segurança no trânsito. Caminhões de grande porte circulando em vias urbanas estreitas e mal dimensionadas elevam consideravelmente o risco de acidentes, colocam pedestres em perigo e aceleram a degradação da pavimentação, gerando prejuízos que acabam recaindo sobre o contribuinte.

A proibição do tráfego de caminhões de carga pesada — ainda que de forma benevolente, quando poderia estabelecer um limite mais rigoroso, como veículos com peso igual ou superior a 10 toneladas — demonstra equilíbrio e bom senso por parte da gestão municipal. A lei prevê exceções importantes e necessárias, como serviços de urgência, socorro mecânico emergencial, obras e serviços de infraestrutura urbana, acesso a estacionamento próprio, transporte de produtos perigosos de consumo local, remoção de terra e entulho, transporte de caçambas, concretagem, mudanças e transporte de alimentos perecíveis. Ou seja, não se trata de impedir o funcionamento da cidade, mas de organizar e disciplinar o trânsito pesado.

Outro ponto relevante é a sujeira deixada por caminhões que trafegam sem qualquer cuidado, espalhando barro, areia, entulho e outros resíduos pelas ruas, além de danificar o calçamento. Isso não apenas compromete a limpeza urbana, mas também aumenta o risco de acidentes e onera ainda mais os cofres públicos.

O Código Brasileiro de Trânsito é claro ao proibir o derramamento ou lançamento de materiais em vias públicas. Essa conduta configura infração gravíssima, sujeita a multa e retenção do veículo até a regularização. Em Jeremoabo, é fundamental que essa legislação seja cumprida e fiscalizada com rigor.

A população também tem um papel importante nesse processo. Quem presenciar caminhões despejando sujeira nas ruas deve anotar a placa do veículo e denunciar o caso à Secretaria Municipal de Infraestrutura ou à Secretaria de Administração. A participação cidadã fortalece a fiscalização e ajuda a manter a cidade mais limpa, segura e organizada.

Portanto, a restrição ao trânsito de caminhões pesados no perímetro urbano de Jeremoabo não é perseguição nem excesso de rigor: é uma medida necessária, justa e alinhada ao interesse coletivo. Preservar as ruas, evitar acidentes e proteger o dinheiro público são deveres de qualquer gestão comprometida com o bem-estar da população.

 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025


Rui Costa crava chapa governista para 2026 e deixa Angelo Coronel fora

 

Rui Costa crava chapa governista para 2026 e deixa Angelo Coronel fora

Por Política Livre

26/01/2026 às 10:21

Foto: Divulgação

Imagem de Rui Costa crava chapa governista para 2026 e deixa Angelo Coronel fora

Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), cravou publicamente a composição da chapa governista para disputar as eleições de 2026 na Bahia e deixou fora do arranjo o senador Angelo Coronel (PSD). A declaração foi feita durante visita ao município de Maracás, no Vale do Jiquiriçá, no sábado (24), ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do senador Jaques Wagner (PT).

Em entrevista à TV Pirôpo (veja vídeo), Rui foi direto ao tratar do cenário eleitoral. “Eu saio do ministério no final de março e serei candidato a senador da República, e, portanto, junto com Jerônimo governador e Wagner também senador”, afirmou. O ministro também voltou a afastou qualquer possibilidade de disputar o governo do Estado.

A agenda em Maracás incluiu a inauguração de uma nova escola em tempo integral e simbolizou a unidade do trio petista. Coronel e o senador Otto Alencar (PSD) não estiveram presentes. 

As declarações de Rui contrastam com o tom adotado até aqui por Jerônimo Rodrigues. O governador tem evitado tratar a composição da chapa como definida, afirmando que as conversas seguem em curso e sem descartar de público Coronel. Jaques Wagner, por sua vez, tem sinalizado preferência por uma majoritária “puro-sangue” do PT, embora também ressalte que o processo de negociação ainda não foi encerrado. O presidente Lula (PT), inclusive, deve participar das articulações. 

Do lado do PSD, Angelo Coronel mantém o discurso de que será candidato à reeleição. Otto Alencar já assegurou que o senador terá legenda para concorrer, mesmo que de forma avulsa, caso fique fora da chapa governista.

Politica Livre

Haddad e o peso das escolhas no xadrez eleitoral de São Paulo


Fernando Haddad e Alckmin são os principais nomes no estado

Pedro do Coutto

A declaração do ministro da Educação, Camilo Santana, ao jornal O Globo recoloca Fernando Haddad no centro do tabuleiro político de 2026 e revela, com rara franqueza, como decisões eleitorais raramente são apenas individuais.

Ao afirmar que o ministro da Fazenda “não pode se dar ao luxo de tomar uma decisão individual”, Camilo explicita uma lógica antiga, mas muitas vezes disfarçada, da política partidária: em momentos estratégicos, o projeto coletivo tende a se sobrepor às vontades pessoais.

POSTO-CHAVE – Haddad, que já disputou a Prefeitura de São Paulo, o governo estadual e a Presidência da República, ocupa hoje um posto-chave no governo Lula. À frente da Fazenda, tornou-se uma das figuras centrais da sustentação econômica e política do terceiro mandato presidencial. Justamente por isso, sua eventual candidatura ao governo paulista ganha contornos que vão além de uma simples escolha de carreira.

Para o PT, São Paulo continua sendo o maior desafio eleitoral e simbólico do país. Trata-se do principal colégio eleitoral, do estado mais rico e da vitrine política onde a direita consolidou força nas últimas eleições. Camilo Santana vocaliza um sentimento que não é isolado dentro do partido: sem Haddad, o PT carece de um nome com densidade eleitoral, reconhecimento nacional e capacidade de enfrentar um adversário forte, como o atual governador Tarcísio de Freitas.

A fala do ministro da Educação não soa como imposição, mas como alerta. Ela sugere que, num cenário de sucessão presidencial e de disputa estadual simultânea, cada movimento precisa ser calculado de forma integrada, pensando no efeito cascata que uma candidatura competitiva em São Paulo pode ter sobre o projeto nacional.

ARGUMENTO – Do lado de Haddad, há um argumento legítimo e compreensível. Após anos de disputas duras, derrotas apertadas e enorme exposição política, o ministro sinaliza preferência por contribuir de outra forma: ajudando a estruturar um projeto de país, fortalecendo a agenda econômica e atuando como formulador estratégico. É a postura de quem enxerga a política para além do calendário eleitoral imediato. Ainda assim, como a própria fala de Camilo indica, a política raramente respeita apenas o tempo e o desejo individuais.

O embate, portanto, não é pessoal, mas simbólico. De um lado, a ideia de missão: quando o partido entende que determinado quadro é essencial para uma disputa-chave. De outro, a noção de limite: até onde se pode exigir que um líder sacrifique seus planos em nome de uma estratégia maior. Essa tensão ajuda a explicar por que a decisão de Haddad será uma das mais observadas dos próximos meses, não apenas em São Paulo, mas em Brasília.

No fundo, o recado de Camilo Santana traduz uma máxima conhecida nos bastidores do poder: em certos momentos da história política, não escolher também é escolher. E, para o PT, deixar São Paulo sem um nome competitivo pode significar abrir mão de um espaço decisivo na narrativa e no equilíbrio de forças de 2026. Haddad sabe disso. O partido também. Resta saber qual peso falará mais alto quando chegar a hora da definição.

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Após raio em ato, esquerda responsabiliza Nikolas por feridos


Parlamentares afirmam que deputado ignorou alertas climáticos e falhou na organização do ato que terminou com dezenas de feridos.

Congresso em Foco

26/1/2026 8:00

Parlamentares da esquerda reagiram com dureza ao episódio em que um raio atingiu manifestantes durante o ato convocado e liderado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), neste domingo (25), em Brasília. Deputados acusaram o parlamentar de irresponsabilidade na condução da mobilização, responsabilizaram-no pelos feridos e defenderam apuração política e jurídica do caso. Nikolas negou qualquer culpa e afirmou que o episódio foi um "incidente natural".

Mulher é carregada nos ombros após ser atingida por raio.

Mulher é carregada nos ombros após ser atingida por raio. Reprodução/Youtube

A manifestação marcou o encerramento da chamada "caminhada pela liberdade", iniciada em Paracatu (MG), com percurso de cerca de 240 quilômetros até a capital federal. No destino final, na Praça do Cruzeiro, uma tempestade atingiu a região. Um raio caiu sobre um poste próximo à concentração, provocando descarga elétrica que deixou ao menos 72 pessoas feridas, segundo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Destas, 30 foram encaminhadas a hospitais, e oito teriam sido diretamente atingidas pela descarga.

Falhas na organização

Para o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), o episódio expôs uma sequência de falhas na organização do ato. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele classificou a mobilização como "irresponsável do começo ao fim". Lindbergh afirmou que a caminhada ocorreu sem as autorizações necessárias para uso da BR-040, com interdições irregulares da via, circulação de manifestantes fora do acostamento e até pousos de helicópteros em área inadequada.

Segundo o petista, a condução do ato em Brasília agravou os riscos. "Estava acontecendo uma tempestade, uma chuva muito forte. Os organizadores tinham que ter dispersado a mobilização. O pior aconteceu", disse. Lindbergh também criticou o fato de Nikolas não ter manifestado solidariedade imediata às vítimas durante seu discurso. "A primeira coisa que ele tinha que ter pensado era solidariedade às famílias e às pessoas atingidas", afirmou.

Interesses eleitorais

A deputada Erika Hilton (Psol-SP) também responsabilizou diretamente o parlamentar mineiro. Em publicação nas redes sociais, ela prestou solidariedade aos feridos e afirmou que a caminhada foi liderada de forma "completamente irresponsável". Para Erika, Nikolas teria optado por manter o ato apesar dos riscos climáticos para não perder "timing político", colocando vidas em perigo por interesses eleitorais.

A deputada destacou ainda que havia crianças entre os manifestantes e criticou a ausência de medidas básicas de segurança. "Quem convoca a população para andar 200 quilômetros no acostamento de uma BR precisa ter o mínimo de clareza para dialogar com autoridades, se atentar aos alertas de risco e, em caso de tempestade com raios, parar em local protegido", escreveu. "Hoje, esses eleitores estão no hospital", completou.

O deputado Rogério Correia (PT-MG) adotou tom ainda mais duro. Em postagem, afirmou que os organizadores levaram manifestantes para uma tempestade e para um local com estruturas metálicas, como um guindaste, e ironizou a explicação dada por Nikolas. "Quem negou a vacina na pandemia, negou a física neste domingo e é o culpado pela tragédia", escreveu, ao chamar o deputado de "imbecil".

Já a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) afirmou que a marcha ocorreu apesar das previsões de mau tempo e dos alertas de risco. Para ela, houve "cálculo político e irresponsabilidade" na decisão de manter o ato. A parlamentar também apontou a contradição de manifestantes críticos ao sistema público de saúde dependerem do SUS após o acidente. "É preciso responsabilizar politicamente e juridicamente quem incentivou, organizou e manteve o ato", defendeu.

Incidente natural

Nikolas Ferreira rejeitou as acusações. Em declaração a jornalistas na porta do Hospital de Base, onde algumas vítimas foram atendidas, o deputado afirmou que o ocorrido não teve relação com falhas na organização. "O que aconteceu foi um incidente natural, não foi por irresponsabilidade nossa, não foi falta de organização, não foi por tumulto. Foi literalmente algo que foge do nosso controle", disse.

O parlamentar encerrou a caminhada com um discurso contra o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal, cobrando a instalação de uma CPMI para investigar o Banco Master e denunciando o que chama de abusos contra condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Em sua fala, Nikolas não fez menção aos feridos. Somente depois do ato ele se dirigiu ao hospital para visitar as pessoas atingidas pelo raio.


Nota da Redação Deste Blog - Conforme as denúncias feitas pelos próprios deputados, o episódio ocorrido ao final da passeata comandada por Nikolas Ferreira escancara uma grave irresponsabilidade na condução do ato. Não se trata apenas de um “incidente natural”, como ele tenta minimizar, mas de um conjunto de falhas que envolveram desrespeito à lei de trânsito, falta de autorizações, interdições irregulares de rodovia, ausência de medidas básicas de segurança e, sobretudo, a manutenção da mobilização mesmo diante de alertas claros de tempestade com raios.

A lei existe para ser cumprida, independentemente de se tratar de um cidadão comum ou de um deputado federal. Ninguém está acima da lei. Quando um parlamentar convoca centenas de pessoas para caminhar 240 quilômetros por acostamentos de BRs, com crianças no meio, sem o devido planejamento e sem diálogo efetivo com as autoridades, ele assume responsabilidade direta pelos riscos impostos aos participantes.

Mais grave ainda foi a decisão de não dispersar o ato em Brasília, mesmo com a chuva forte e os sinais evidentes de perigo. O resultado foram dezenas de feridos, pessoas hospitalizadas e um clima de total insegurança. A tentativa de transformar tudo em “fatalidade” soa como fuga de responsabilidade política e moral.

Além disso, causa indignação o fato de o deputado ter encerrado o evento com discurso político, sem sequer manifestar solidariedade imediata às vítimas. Isso revela uma inversão completa de prioridades: o palanque acima da vida.

Portanto, é legítima e necessária a cobrança por apuração política e jurídica do caso. Quem convoca, organiza e lidera uma mobilização desse porte tem o dever de zelar pela segurança dos participantes e de cumprir rigorosamente a lei. O que aconteceu não pode ser tratado como algo que “foge do controle”, quando havia previsões, alertas e meios de evitar a tragédia. Responsabilidade não é opcional — é obrigação.



 

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