quarta-feira, outubro 01, 2025

Deputado Binho Galinha é alvo de operação da Polícia Federal nesta quarta-feira

 Foto: Divulgação

Deputado estadual Binho Galinha01 de outubro de 2025 | 07:33

Deputado Binho Galinha é alvo de operação da Polícia Federal nesta quarta-feira

exclusivas

A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, o Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), e a Força Correcional Especial Integrada (Force/SSP-BA), deflagrou nesta quarta-feira (1º) a Operação Estado Anômico, com foco em uma organização criminosa especializada na lavagem de capitais oriundos de atividades ilícitas, como jogo do bicho, agiotagem, extorsão e receptação qualificada. O grupo atuava principalmente em Feira de Santana e cidades vizinhas.

De acordo com as investigações, o esquema possuía um nível sofisticado de ocultação de bens e valores, utilizando empresas e transações simuladas para movimentar recursos ilegais. Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão, em Feira de Santana e Salvador. o deputado estadual Binho Galinha (PRD) é um dos alvos da operação.

Por determinação da 1ª Vara Criminal de Feira de Santana, também foram bloqueados R$ 9 milhões em contas bancárias dos investigados, além da suspensão das atividades de uma empresa ligada ao grupo. A ofensiva mobilizou cerca de 100 policiais federais, além de 11 auditores-fiscais e três analistas tributários da Receita Federal.

Segundo a PF, o nome da operação faz referência ao conceito de “estado anômico”, que descreve sociedades em que há enfraquecimento ou ausência de normas e regras, criando um ambiente de desorganização e incerteza.

Política Livre

Lula avalia antecipar troca de ministros que devem disputar eleições em 2026

 Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo

O presidente Lula01 de outubro de 2025 | 06:56

Lula avalia antecipar troca de ministros que devem disputar eleições em 2026

brasil

O presidente Lula (PT) avalia a possibilidade de fazer uma reforma ministerial ainda este ano com objetivo de reorganizar seu governo para as eleições de 2026.

Em conversas com aliados, Lula admite a intenção de substituir ministros que concorrerão nas eleições do ano que vem antes mesmo do prazo final de desincompatibilização, em abril.

O momento pelo qual passa atualmente o chefe do Executivo é apontado também pelos aliados como uma oportunidade para a ampliar alianças regionais do governo com partidos do centro.

De acordo com esses aliados, a reforma ministerial pode ser fatiada e começar ainda em outubro, impulsionada pela possível entrada de Guilherme Boulos (PSOL) na Secretaria-Geral da Presidência, e pelo ultimato da federação composta pelo União Brasil e PP a seus filiados com cargos no Executivo.

A ideia do presidente, no entanto, enfrenta forte resistência dos ministros que se lançarão na disputa eleitoral. Eles preferem permanecer nos cargos até a data-limite na expectativa de que o trabalho na Esplanada sirva de vitrine eleitoral.

Uma prova disso está na permanência dos próprios ministros da federação União Brasil e PP, apesar da orientação contrária de seus partidos.

União Brasil e PP anunciaram no dia 2 de outubro, há quase um mês, a decisão de deixar as pastas ocupadas por políticos com mandato, fixando o dia 30 como prazo fatal. O União Brasil chegou a anunciar a antecipação do desembarque.

Apesar da determinação da sigla, Celso Sabino (Turismo) conseguiu prorrogar sua permanência. Ele chegou a recorrer ao partido para que ficasse no cargo até o fim do ano.

Sob pressão, teve que entregar uma carta com pedido de demissão, mas deve acompanhar Lula em evento oficial em Belém nesta quinta (2). Ele quer sair candidato ao Senado pelo Pará, estado pelo qual foi eleito deputado federal.

Já a cúpula do PP definiu como o sábado (4) o prazo para que o ministro André Fufuca (Esportes) deixe o governo. Originalmente a data-limite era esta quarta-feira (1º).

Por enquanto, Lula não tem tomado a iniciativa de exonerá-los. No caso do União Brasil, o presidente tem repetido que sua relação é com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP). Caberá a ele indicar o sucessor.

Mantida a orientação do PP para deixar o governo, Lula poderá reservar o cargo para ampliação de outros partidos, como PSD, PDT ou PSB.

De acordo com aliados do presidente, as mudanças não se restringirão aos partidos do centrão, podendo atingir o PT neste primeiro momento. Entre os petistas que disputarão as eleições no ano que vem estão Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) e Luiz Marinho (Trabalho).

Ainda segundo aliados de Lula, a estratégia para 2026 ditará o calendário de reforma. O redesenho da Esplanada depende do perfil que Lula pretende imprimir ao seu último ano de governo, de acordo com cada ministério.

Nos casos em que opte pela ascensão de secretários-executivos, os segundos na hierarquia das pastas, a troca poderá acontecer no ano que vem. Mas será antecipada se Lula preferir montar uma nova equipe para o último ano de mandato —sendo esta a tendência atual do presidente.

A expectativa é que ao menos 20 ministros deixem o cargo para concorrer no ano que vem. Os ocupantes de postos-chave, como Rui Costa (Casa Civil) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), podem ser mantidos até abril.

Além dos ministros que são pré-candidatos, Fernando Haddad (Fazenda) também poderá deixar o governo, ainda que seja para coordenar a campanha de Lula, caso não concorra ao governo de São Paulo.

Lula deverá apoiar as candidaturas de seus ministros, ainda que seus partidos optem por lançar outros candidatos à Presidência. Sabino seria um deles. O ministro quer concorrer ao Senado e poderá contar com o endosso do presidente na empreitada.

Pré-candidato ao Senado e atualmente titular da pasta de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho (Republicanos) é outro exemplo de ministro que terá apoio de Lula.

Alianças regionais
No Planalto, a estratégia é aproveitar a onda atual do presidente para negociar alianças nos estados na tentativa de deter o avanço de coligações entre os partidos de centro ou, se não for possível, costurar apoios regionais para a montagem de palanques.

Dois políticos influentes do centrão reconhecem que há uma mudança de ares, mas ponderam que isso é a fotografia do momento —eles dizem que até as eleições muitas coisas podem acontecer.

Um deles lembra que há dois meses Lula estava fraco politicamente. Agora, a projeção para 2026 é outra, com o petista despontando como favorito, mas não está descartada nova reviravolta.

Um integrante da cúpula da Câmara dos Deputados diz que o governo está aproveitando “os bons ventos” do noticiário das últimas semanas.

Ele lembra, no entanto, que ainda há um cenário desfavorável ao Executivo no Congresso, num momento em que são discutidas matérias de interesse da gestão federal. E que problemas que o governo enfrentava há alguns meses, como a busca de alternativas à alta do IOF (Imposto sobre Circulação) para elevar a arrecadação, voltarão ao debate até o fim do ano.

Catia Seabra e Lucas Marchesini/FolhapressPolitica Livre

STF e governo Lula articulam lei para blindar Brasil de sanções estrangeiras

 Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Lula01 de outubro de 2025 | 10:00

STF e governo Lula articulam lei para blindar Brasil de sanções estrangeiras

brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) e a Advocacia-Geral da União (AGU) discutem um projeto de lei que proíbe empresas e instituições financeiras de cumprirem no Brasil sanções impostas por países estrangeiros que atentem contra a soberania nacional. A medida é uma resposta às restrições aplicadas pelos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes e sua família, no âmbito da Lei Magnitsky. A informação é de Malu Gaspar, do jornal “O Globo”.

Segundo fontes próximas às negociações, o presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já deram sinal verde à iniciativa. Ainda não está definido se o texto será encaminhado pelo Executivo ou por algum parlamentar, nem a data para que comece a tramitar no Congresso.

Inspirado em normas semelhantes da Europa e em decisão recente do ministro Flávio Dino, que barrou o cumprimento de bloqueios unilaterais no país, o projeto busca dar segurança jurídica ao sistema financeiro, que sofreu forte abalo após a imposição das sanções americanas. A indefinição levou a uma queda de R$ 42 bilhões no valor de mercado dos bancos em apenas um dia.

Embora os articuladores defendam que a proposta é essencial para proteger o Brasil de futuras intervenções externas, críticos no Congresso — especialmente da oposição — enxergam nela uma tentativa de beneficiar diretamente Moraes. Esse impasse pode atrasar ou inviabilizar a aprovação.

Politica Livre

Relator bolsonarista põe em xeque julgamento de Eduardo Bolsonaro


 

Eduardo Bolsonaro usa carta de Trump para atacar STF e defender anistia ampla


Deputado diz que acusações motivam atenção dos EUA

Bruna Rocha
Estadão

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizou as redes sociais nesta segunda-feira, 29, para comentar a carta do presidente americano Donald Trump, aproveitando a ocasião para criticar o projeto de lei da anistia. Segundo ele, a proposta de anistia, que acabou se transformando em uma dosimetria para reduzir as penas dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, não seria suficiente para encerrar o que classificou como uma “perseguição”.

No X (antigo Twitter), Eduardo Bolsonaro, que está morando nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano, usou a carta enviada por Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para criticar a Justiça brasileira.

CONTESTAÇÃO – Ele contestou a condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma organização criminosa e tentar abolir o Estado Democrático de Direito após o resultado das eleições de 2022.

No documento datado de 9 de julho de 2025, Trump elogiou Jair Bolsonaro, chamando-o de líder “altamente respeitado” e criticou as acusações contra o ex-presidente, classificando o julgamento no STF como uma “caça às bruxas”. Trump também pediu a suspensão imediata do processo judicial e considerou o caso uma “vergonha internacional”

Usando esse argumento, Eduardo afirmou: “Este é o principal motivo que atrai a atenção dos EUA para o Brasil — daí decorrem também diversos outros fatores. A dosimetria, destaque-se, não conserta essa perseguição; a anistia, sim”, escreveu o deputado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Eduardo Bolsonaro mais uma vez recorre ao discurso de vitimização para tentar blindar o pai e o bolsonarismo das consequências jurídicas de seus atos. Ao usar uma carta de Donald Trump para atacar a Justiça brasileira e pressionar pela anistia, o deputado reforça a narrativa de “perseguição” que ignora as provas e condenações já confirmadas no Supremo. Em vez de se posicionar como parlamentar comprometido com o Estado Democrático de Direito,  atua como porta-voz de uma estratégia de deslegitimação das instituições, apostando na polarização e no desgaste da democracia para obter dividendos políticos. (M.C.)


Tarcísio desiste da Presidência e será candidato à reeleição em São Paulo


A charge mostra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, abraçando a Morte com as mãos ensanguentadas e dizendo: "Me desculpa por ter me afastado..." e a Morte respondendo: "Agora está tudo bem, filho!".

Charge do Cláudio Mor (Folha)

Vicente Limongi Netto

Analistas políticos pegos de calças e saias justas com a revelação de Tarcísio de Freitas de que disputará a reeleição. Sábios da GloboNews, com a arrogância habitual, tiveram que aceitar o tranco. Com argumentos rasos e tentativas patéticas de explicações razoáveis. Apelando para rumores e disse me disse.

A decisão de Tarcísio causou espanto a todos. Menos para este veterano e calejado repórter.  Nessa linha, recordo o que escrevi na Tribuna da Internet, dia 10 de setembro:

“O plano B de Tarcísio de Freitas é ser reeleito governador ou ser eleito senador. Fica melhor para o figurino dele. Tarcísio é novo e capaz. Não precisa, politicamente, do clã Bolsonaro para rigorosamente nada. Tarcísio, vá devagar ao pote. Para não ficar sem o mel e a cabaça. O apressado come mal e cru. Cabeça é para ser usada. Não apenas para colocar bonés de Trump”.

IRRESPONSABILIDADES – O Jornal de Brasília contribui com bom e vigilante jornalismo, revelando irresponsabilidades dos motoristas no tumultuado trânsito da capital. Nessa linha, na edição do dia 29, o jornal revela que “a falta do uso de seta cresce 88% no DF”.

Muitos acham que a seta é enfeite. Serve como brinco. De maneira geral, os números medonhos mostram que a esmagadora maioria dos cidadãos deixa os neurônios em casa, quando entra no carro e pega o volante. 

As cenas patéticas de trapalhadas são perigosas, diárias e constantes. Ultrapassam pela direita. O pior, alguns em alta velocidade.

MUITAS INFRAÇÕES – É um festival demaus motoristas. Alguns estacionam o carro trancando os outros, e deixam freado ou até engrenado, somem no mundo.

Desrespeitam as faixas de pedestres; colam o carro na traseira do outro, com farol alto; dirigem lanchando, falando no celular e tablet; é quase absoluta a falta de educação com vagas para idosos e deficientes; malucos e surdos com som fora dos padrões.

Outro tipo de fofos irresponsáveis dirige com cãozinho no colo. Exibicionistas colocam o braço para fora do carro. Querem mostrar o relógio novo, mesmo que possam perder o braço. E há aqueles que não usam o cinto de segurança. Seguramente, o pior exemplo de péssimo motorista. 

BOA NOTÍCIA – O SESC-DF anunciou que será inaugurado em setembro de 2028 o maior Centro Cultural já construído pela importante entidade do Sistema S.

Localizado na Asa Norte de Brasília, o investimento será de 150 milhões de reais. O povo de Brasília merece mais cultura e menos politicagem.


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