sexta-feira, julho 25, 2025

Bolsonaro, Moraes e os limites da vigilância digital: entre o direito e a suspeita

Publicado em 24 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Charge do Jônatas(hpoliticadinamica.com)

Pedro do Coutto

O mais recente episódio envolvendo Jair Bolsonaro e a exigência do ministro Alexandre de Moraes por explicações sobre supostas entrevistas concedidas pelo ex-presidente enquanto cumpre as medidas cautelares que o proíbem de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, evidencia um ponto nevrálgico do nosso tempo: os limites entre controle judicial, liberdade de expressão e a fluidez do ambiente digital.

A decisão de Moraes de solicitar esclarecimentos teve como base conteúdos veiculados na internet, atribuídos a Bolsonaro, que poderiam sugerir uma violação das condições impostas recentemente. No entanto, ao optar por não confirmar a autoria das declarações — posição que, a princípio, pareceu evasiva — o ex-presidente lançou luz sobre um dilema contemporâneo: como responsabilizar alguém por manifestações publicadas online, quando há tantas formas de manipulação digital, de montagens a republicações de falas antigas?

MOBILIZAÇÃO – Esse contexto, ainda mais sensível pela figura política envolvida, mobilizou os bastidores do Supremo Tribunal Federal. De acordo com reportagem publicada pelo jornalista Valdo Cruz no portal G1, ministros da Corte passaram a defender uma abordagem mais prudente, entendendo que as medidas necessárias já foram tomadas e que não há motivo, neste momento, para novas sanções. A avaliação predominante no STF é que seria precipitado endurecer o regime de prisão com base em indícios frágeis e difíceis de comprovar.

Os ministros temem que novas determinações mais rígidas possam ser interpretadas como perseguição política, alimentando narrativas de vitimização e colocando em xeque a imparcialidade da Corte. Para além do conteúdo das falas, pesa o impacto institucional e simbólico de cada passo.

Vale lembrar que Bolsonaro não é, neste caso, uma vítima do acaso. Encontra-se nessa situação por seu envolvimento em atos graves, investigado por fomentar uma tentativa de golpe de Estado e — conforme revelações recentes — por integrar ou liderar planos que envolveriam até atentados contra adversários políticos, como Lula, Alckmin e o próprio Moraes. O rigor da lei, nesse sentido, se justifica. Mas é justamente esse rigor que exige cautela: para ser legítimom não se pode confundir com arbitrariedade.

DISTORÇÃO – No ambiente virtual, onde conteúdos são replicados e manipulados com facilidade, até mesmo a intenção original de uma fala pode ser distorcida. Há também o risco real de terceiros publicarem conteúdos em nome de alguém, sem seu consentimento, ou mesmo com a finalidade de gerar uma punição judicial. Nessas circunstâncias, o ônus da prova se torna ainda mais complexo.

Ao não confirmar a veracidade das falas atribuídas a ele, Bolsonaro adotou uma estratégia jurídica defensiva — que, nesse momento, se mostrou eficaz. Evitou-se um desfecho mais grave e, conforme indica o G1, o STF dá sinais de que pretende tratar o caso com equilíbrio, reconhecendo os limites de sua própria atuação diante das ambiguidades do ambiente digital.

CONTROLE – A questão permanece aberta: como controlar as fronteiras da legalidade num mundo hiperconectado, onde os fatos podem ser tão rapidamente manipulados quanto disseminados? A resposta, talvez, esteja menos na repressão imediata e mais na construção de critérios claros, imparciais e tecnicamente consistentes.

No Brasil atual, cada passo dado no campo jurídico é observado com lupa pela sociedade — e cada excesso pode custar caro à credibilidade das instituições. Neste episódio, o bom senso parece ter prevalecido. Mas ele também deixa uma advertência: a linha entre justiça e injustiça pode ser tão tênue quanto uma postagem fora de contexto nas redes sociais.

Governo vê Trump adepto da causa bolsonarista e teme novas sanções

Publicado em 24 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

TRUMP ANUNCIA SANÇÕES CONTRA MORAES E 'ALIADOS' NO STF - Jônatas Charges - Política Dinâmica

Charge do Jônatas (Política Dinâmica)

Mariana Sanches
do UOL

O governo brasileiro vê como prováveis novas sanções impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após as medidas cautelares do STF ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Diplomatas brasileiros cientes das negociações com os americanos avaliam que o republicano “abraçou” a causa de Bolsonaro, apurou a coluna.

Os diplomatas avaliam ainda que Trump pode tomar decisões imprevisíveis com base nessa identificação com o aliado, mesmo após já ter imposto 50% de tarifas ao Brasil e revogado vistos de ministros do STF e do procurador-geral da República.

OFENSA PESSOAL – Diplomatas brasileiros que acompanham as relações entre Brasil e EUA disseram à coluna que, em Washington, a percepção é que a questão de Bolsonaro e do Brasil tomou contornos de ofensa pessoal para Trump, e que a crise diplomática ainda pode escalar para muitos outros aspectos além do econômico, com consequências imponderáveis.

Neste cenário, os canais diplomáticos se tornariam inócuos, já que a decisão final caberia ao republicano, com pouca ou nenhuma influência da burocracia do Estado americano na definição.

A diplomacia brasileira cita como esperadas a adoção da Lei Magnitsky contra Moraes, ou as sanções cruzadas de 100% por conta da relação comercial com a Rússia — duas apostas que bolsonaristas também têm feito.

OUTRAS SANÇÕES – Mas pode haver mais: estaria no cardápio, por exemplo, sanções no campo da cooperação militar.

A percepção desses diplomatas brasileiros é que, se em algum momento já houve resistência na administração Trump em relação ao discurso do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro e do comentarista político Paulo Figueiredo, a essa altura ambos conseguiram convencer a máquina da Casa Branca de que os Bolsonaros são vítimas de perseguição política e de que o judiciário brasileiro foi instrumentalizado.

A interpretação coincide com a visão dos próprios bolsonaristas, que admitem ter enfrentado certa hesitação do Tesouro dos EUA em relação a sanções financeiras contra Moraes em maio, o que já teria sido superado, segundo eles. O clima na última visita de ambos à Casa Branca, há três dias, teria sido de “portas abertas”.

NA MESA DE TRUMP -“ Todas as opções estão na mesa do presidente Trump, mas ninguém sabe o que ele vai fazer”, afirma o comentarista político Paulo Figueiredo, que nos últimos 6 meses liderou, ao lado de Eduardo, uma campanha de convencimento da gestão republicana por sanções ao Brasil.

Embora não descartassem tarifas, ambos priorizavam medidas punitivas individuais a autoridades brasileiras — como o uso das sanções financeiras da Lei Magnitsky.

Trump decidiu diferente. Aparentemente convencido de que Jair Bolsonaro espelha o seu próprio périplo judicial e ocaso político no período fora do poder, aplicou ao país a solução que também adotou contra outros aliados que têm pressionado: tarifas.

APELA E APAGA  – Na última sexta, o senador Flávio Bolsonaro explicitou a situação: em uma postagem, pediu que Trump trocasse as tarifas por sanções individuais. Depois apagou o post.

Ao colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, Flávio afirmou que “é o tipo da coisa que não está no nosso controle. O Trump faz o que está na cabeça dele”.

Em Brasília, embora haja vozes dissonantes, parece ganhar força entre os auxiliares de Lula a ideia de que ao Brasil interessaria adotar cautela e um compasso de espera antes de tomar novas medidas. Além da nota de Lula de solidariedade aos ministros do STF, nenhum grande ato deve ser feito. Ao menos até a próxima ação de Trump.

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Estratégia afrontosa de Trump sobre tarifas já está dando bons resultados

Publicado em 24 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

donald-trup-didnt-decline-meeting-dalai-lama - Tibetan Journal

Supostas insanidade de Trump são friamente planejadas

Faisal Islam
BBC News

As tarifas de importação já representam somas significativas para o Tesouro dos Estados Unidos, sem enfrentar retaliação contra os exportadores americanos. Os valores somam, desde o início do ano, mais de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 554 bilhões). As tarifas já representam cerca de 5% da receita federal americana, em comparação com os 2% típicos anteriormente.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, acredita que a receita anual com as tarifas será de US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,66 trilhão).

O valor está muito abaixo do que o país arrecada com o imposto de renda, mas é um montante considerável, recebido sem retaliações diretas dos países exportadores e, agora, sem as turbulências observadas inicialmente no mercado.

QUEM PAGA? – Mas a história não termina aqui. Afinal, quem, na verdade, está pagando estas tarifas? Em última análise, os consumidores americanos pagarão uma grande parte delas, na forma de aumento dos preços pagos por produtos importados.

Bessent foi um dos que sugeriram, no passado, que o aumento do valor do dólar americano ajudaria a reduzir o custo das importações para os consumidores. Mas o que ocorreu foi o contrário. O dólar caiu no mercado internacional no primeiro semestre deste ano. A moeda americana perdeu 10% do valor, em comparação com uma cesta de moedas mundiais. E esta queda irá se somar ao custo das importações, além das tarifas.

Existem aqui também outras questões em discussão. O presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, declarou esta semana que “o comércio mais movimentado do mercado no momento é o ‘dólar curto'”.

PADRÕES DESTRUÍDOS – Bailey destacou que os padrões de segurança estabelecidos nos mercados, especialmente em relação ao dólar americano, estão “sendo essencialmente destruídos”.

Existe uma “redução de exposição” ao dólar, com as empresas e comerciantes eliminando suas transações ou os “hedges destinados a garantir proteção contra seu declínio”, segundo Bailey.

Como discuti anteriormente, existe nos mercados a suspeita de que este dólar mais fraco, na verdade, possa fazer parte do objetivo destas intervenções, que foram projetadas para ajudar a promover, por exemplo, a retomada da competitividade das indústrias americanas. Além disso, os Estados Unidos também ajudaram seu grande rival, a China, a mostrar para o resto do mundo que pode, pelo menos, ser um parceiro comercial mais estável.

VITÓRIA DE TRUMP – Neste primeiro estágio da grande guerra comercial global, o recente acordo comercial entre os Estados Unidos e o Japão é uma vitória importante para a Casa Branca. Ele irá combater a noção de que “Trump sempre muda de ideia”.

Este panorama poderá se traduzir em outras aparentes vitórias nas manchetes da próxima semana, aumentando a euforia do mercado. Mas o quadro econômico, de forma geral, permanece muito mais sombrio.

O Japão é uma peça importante na convulsão do sistema de comércio mundial, causada pelo presidente americano, Donald Trump. É possível, agora, afirmar que sua abordagem agressiva está gerando resultados tangíveis.

ACORDO ESPERADO – Desde o princípio, o lado americano vem falando sobre as possibilidades de chegar a um acordo com o Japão. Mas, apesar das diversas tentativas, a negociação era estranhamente elusiva, até agora.

Estritamente falando, esta é uma vitória da técnica de Trump, especialmente se o Japão se tornar uma espécie de peça de dominó que leva o resto do mundo a se alinhar.

O Japão, agora, conta com o melhor acordo (ou, melhor dizendo, o menos ruim) entre todas as nações com superávit comercial importante sobre os Estados Unidos. A tarifa geral de 15% a ser cobrada sobre os produtos japoneses importados pelos Estados Unidos é superior aos 10% do Reino Unido, mas os britânicos não detêm superávit comercial.

FÚRIA DOS JAPONESES – Tóquio estava jogando duro. Acostumados à extrema polidez do país asiático, os diplomatas de Washington estranharam a fúria dos negociadores japoneses durante as negociações.

O ministro da Fazenda do Japão chegou a descrever o estoque de US$ 1,1 trilhão (cerca de R$ 6,1 trilhões) em bônus do Tesouro americano (o maior do mundo), mantido pelo país asiático, como uma “carta” que poderia ser colocada na mesa.

Houve rumores de que os fundos de hedge japoneses estariam vendendo bônus americanos, após o anúncio das tarifas de importação, em abril. O “Dia da Libertação” de Trump causou forte venda dos títulos e despertou questões maiores sobre a maior economia do mundo e o status de paraíso seguro do dólar americano.

ENORME IMPORTÂNCIA – Por isso, o estabelecimento de um acordo comercial entre os Estados Unidos e o Japão tem enorme importância, isoladamente e como exemplo para outros blocos econômicos importantes, incluindo a União Europeia (UE).

O acordo veio no dia em que os japoneses recebem líderes da UE em Tóquio. Surgiu um certo falatório de que o Japão, a UE e o Canadá estariam coordenando sua retaliação conjunta. Mas este acordo suspende qualquer iniciativa.

Alguns membros da União Europeia se perguntarão por que não podem chegar a um acordo similar, em um momento em que a Alemanha e a França aceleram o passo rumo à retaliação, talvez contra as gigantes americanas da tecnologia.

FALTAM DETALHES – O mundo aguarda para saber os detalhes do acordo, mas já está claro que o Japão protegeu suas importações de produtos agrícolas, embora vá importar mais arroz dos Estados Unidos.

Não se sabe ao certo o que poderá aumentar a popularidade dos grandes carros americanos no país asiático. Mas as empresas privadas japonesas receberão apoio para investir nos Estados Unidos, de alguma forma, a quantia de meio trilhão de dólares (cerca de R$ 2,8 trilhões).

O Japão poderia ter esperado para observar o desenrolar da situação e a reação dos mercados internacionais, quando entrarem em vigor as tarifas mais elevadas de Trump para diversos países (incluindo o Brasil), programadas para o dia 1° de agosto.

FRAGILIDADE – Mas a fraca posição doméstica atual do primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, pode ter influenciado as negociações. E outros países, como a Indonésia e as Filipinas, também celebraram acordos.

O panorama atual mostra uma penosa aceitação mundial de que os Estados Unidos irão cobrar dos seus principais aliados tarifas de importação que, um ano atrás, teriam sido impensáveis, por medo de que sobrevenha algo pior.

No caso do Japão, a ameaça de Trump foi uma tarifa de 25%.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Excelente análise. Quem considerava Trump um alucinado irresponsável está quebrando a cara. Conforme o próprio Trump explicou, ele tem direito de mexer nas tarifas dos Estados Unidos, e os governantes dos outros países têm idêntica prerrogativa. No caso do Brasil, ele deu uma pitada de pimenta política no tarifaço, para mostrar como os EUA protegem as empresas americanas que são ameaçadas por outros países. Mas Lula, Moraes e a maioria do Supremo não acreditaram no que Trump dizia, e o Brasil virou exceção no mercado mundial, ridicularizando nosso país no concerto das nações, como se dizia antigamente. É lamentável… (C.N.)

Pedidos de impeachment de Moraes estão entupindo a Mesa do Senado

Pedidos de impeachment de Moraes estão entupindo a Mesa do Senado

Charge do Izânio (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Demoraram até conseguir contar o número certo, mas a Mesa Diretora do Senado Federal já tem 47 pedidos de impeachment contra o amado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. É a glória para todo magistrado que se preze.

Quando o volume alcançar 100 pedidos, o atencioso presidente da Suprema Corte, ministro Luís Roberto Barroso, vai promover coquetel público, para inaugurar galeria com todos os pedidos emoldurados. Presenças confirmadas de passistas da Mangueira, jogadores de futebol famosos e cantores como Alcione, Martinho da Vila e Zezé de Camargo.

VOZ DE VELUDO – Não está afastada a possibilidade de o ministro Barroso dar canja com sua voz aveludada aos convidados, para cantar “Evidências”. Autoridades com tornozeleira eletrônica serão convidadas de honra. O austero cerimonial do STF ainda não confirmou se o ex-presidente Jair Bolsonaro aceitará cortar a fita da bela e expressiva galeria.

Fora do prédio do STF, grupo de mendigos pedirá aos seguranças: “Sobrando pão com manteiga, mandem para nós”.

O austero presidente Lula, refinado socialista, marcará presença, é claro, caso não esteja no exterior, em missão oficial, trabalhando ardorosamente pelo Brasil. Sempre hospedado em modestas pensões, para economizar o dinheirinho suado dos brasileiros.

NA GLOBONEWS– Pândegos e pândegas da GloboNews, sempre ela, enchendo o peito agora, para descobrir, antes tarde do que nunca, que todos os passos de Bolsonaro objetivam torna-se vítima e perseguido pelo STF. Venho escrevendo sobre isso há semanas.

Hoje, o principal da ópera bufa brasiliense é Bolsonaro  esperando a hora de ser preso. Valise com chinelos, pasta de dente, escova e pijamas já pronta.  Castelinho, Hélio Fernandes, Villas Boas, Rui Lopes, Rubens Azevedo Lima, Paulo Branco, João Emilio Falcão, Evandro Paranaguá, Carlos Chagas etc., revirados nos túmulos.


Moraes explica de novo as restrições a Bolsonaro e se complica ainda mais


A casa caiu: Bolsonaro de tornozeleira será que agora ele aprende que a  Constituição foi feita por várias mãos? | De Cara com as Feras

Bolsonaro não pode mais mostrar que usa tornozeleira

Clarissa Oliveira
da CNN

O ministro Alexandre de Moraes emitiu nesta quinta-feira (24) no Supremo um novo despacho esclarecendo as medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro. Segundo informações obtidas junto a pessoas próximas a Bolsonaro, o documento é interpretado como um recuo velado do magistrado, motivado pela forte pressão externa e repercussão negativa do caso.

A nova manifestação de Moraes surge após questionamentos sobre a extensão das restrições impostas, especialmente no que se refere à concessão de entrevistas.

EXPRESSÃO E CENSURA – De acordo com aliados de Bolsonaro, a estratégia adotada pela defesa, que focou na questão da liberdade de expressão, teria influenciado esta nova posição.

O documento também aborda preocupações sobre possíveis interferências estrangeiras no processo judicial brasileiro.

Moraes menciona especificamente a necessidade de evitar que declarações públicas sejam utilizadas para “induzir e instigar chefe de Estado estrangeiro a tomar medidas para interferir ilicitamente” no processo judicial.

RESTRIÇÕES A BOLSONARO – Apesar da percepção de recuo por parte dos aliados, permanece a preocupação sobre os limites exatos das restrições impostas.

Há receio de que novas declarações públicas de Bolsonaro possam fundamentar medidas mais severas, incluindo uma possível prisão preventiva.

O novo despacho mantém as restrições quanto à utilização de redes sociais, visando impedir a disseminação coordenada de conteúdo por apoiadores. A decisão busca equilibrar as garantias constitucionais com as necessidades do processo judicial em curso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Existe um ditado que é bom lembrar – se você não consegue explicar uma coisa em três minutos, pode desistir, porque não tem explicação. Se o ministro Moraes está justificando pela quinta vez as medidas cautelares, isso significa que elas não têm explicação. Foram adotadas apenas como represálias aos atos de Trump e não têm outra justificativa. (C.N.)

Lula não negociou e Trump deixa Brasil falando sozinho no tarifaço

Publicado em 25 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Trump anuncia plano de IA 'livre de viés ideológico' para tornar EUA líder  mundial na tecnologia

Trump aceitou negociar até com a China e o Vietnã

Josias de Souza
do UOL

A Casa Branca deixou o Planalto em posição delicada. Desde que Trump anunciou que sancionaria as exportações brasileiras em 50%, Lula e seus operadores falam de negociação, mas agem como se estivessem prestes a entrar numa savana para se atracar com um porco-espinho.

À medida que o calendário avança, o tamanho do bicho aumenta. A uma semana do dia fatal, o Brasil continua falando sozinho. Trancado em seus rancores, Trump já soa como um elefante-espinho. Quer esmagar, não negociar o tamanho da espetada.

DIFÍCIL NEGOCIAR – No melhor estilo faço porque posso, declarou: “Em alguns casos, é 50% porque o relacionamento não tem sido bom com esses países. Então apenas dissemos: ‘Vão pagar 50’. E é isso.”

Difícil negociar com quem quer brigar. Impossível transigir com quem apresenta a impunidade de Bolsonaro como pré-condição para o diálogo.

Lula encarregou Geraldo Alckmin da negociação e manuseou a arma da retaliação. Engatilhou uma tarifação das big techs americanas. Trump não se deu por achado. Nas últimas horas, Fernando Haddad como que substituiu Alckmin na boca do palco.

HADDAD QUER SOCORRER – Submetido à síndrome do que está por vir, o ministro da Fazenda acena com um socorro aos exportadores brasileiros. Assim, Lula terá que transformar bravata em bom-senso.

Quem entra numa savana sem método se arrisca a transformar o sucesso político de slogans patrióticos numa fatura econômica decorrente do revide de um elefante-espinho tresloucado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como se vê, o uso do nacionalismo como instrumento eleitoral foi um sonho muito rápido. Mas ainda falta uma semana, negociar é preciso, diria Fernando Pessoa, apoiado por Ulysses Guimarães, que era um político de verdade(C.N.)

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