terça-feira, março 25, 2025

Governadores pedem compensação para zerar ICMS da cesta básica


Moraes não segue as lições que ensina como professor de Direito o Brasil


Entre as piores pessoas do mundo", diz ex-desembargador sobre Moraes

Ao punir em demasia, criou um problemão para o Supremo

Diogo Schelp
Estadão

O juiz Alexandre de Moraes não lê o professor Alexandre de Moraes. Este escreveu, alguns anos atrás, que dois princípios amplamente aplicados no direito, a razoabilidade e a proporcionalidade, estão interligados. E relacionou o primeiro ao comedimento, à “ideia de que a conduta reta consiste em não exagerar para um de mais nem para um de menos”.

Ser razoável, ou seja, ponderar se um meio é adequado à sua finalidade, é um critério para se tomar decisões proporcionais, equilibradas e justas. É possível dizer que o juiz Moraes exagerou “para um de mais” ao votar para condenar a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos a 14 anos de prisão por escrever “perdeu, mané” na estátua da Justiça? Alguns dirão que não, em especial os que acreditam que os fins justificam os meios.

GRAVE PROBLEMA – O STF já condenou quase 500 réus envolvidos nos atos de 8 de janeiro, muitos com penas superiores a 14 anos de cadeia. O sujeito que destruiu o valioso relógio de Dom João VI pegou três anos a mais de cana do que a Débora que sujou uma estátua de batom. Proporcional?

Algum tipo de punição a massa de manobra do golpismo deveria receber. Mas, ao pesar a mão nas penas, Moraes e os outros ministros do STF criaram um problema para si e para o Brasil.

O STF decide esta semana se torna o ex-presidente Jair Bolsonaro e vários integrantes de seu governo, incluindo militares de alta patente, réus por tentativa de golpe em 2022.

E AGORA? – Mais à frente, quando forem julgados, qualquer sentença que venham a receber será considerada desproporcional se não for mais dura do que a recebida pela arraia-miúda do golpismo.

Não apenas no tamanho da pena, mas também no critério que se utilizará para encontrar materialidade nos crimes para uma eventual condenação.

O STF elevou bastante a barra da punição esperada para os mentores de um golpe. Esse é o problema que a Corte criou para si mesma.

CONGRESSO REAGE – O problema para o Brasil concentra-se também no Congresso. As punições exageradas aos réus de 8 de janeiro criaram um ambiente propício para que ganhasse força, entre os parlamentares, a convicção de que os condenados merecem algum tipo de perdão, seja pela extinção, seja pela redução da pena, como mostra o Placar da Anistia do Estadão.

Apesar de um número significativo de deputados a favor da anistia afirmar que o benefício não deveria se estender a Bolsonaro, está claríssimo que o projeto de lei do Major Vitor Hugo, do PL, é um ‘cavalo de Troia’ para fazer a impunidade alcançar o ex-presidente.


Desembargador aposentado interrompe sessão no STF e é detido por desacato

 Foto: Reprodução

Sebastião Coelho25 de março de 2025 | 11:25

Desembargador aposentado interrompe sessão no STF e é detido por desacato

brasil

O advogado e desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Sebastião Coelho, foi detido nesta terça-feira (25/03) após interromper a sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele não havia realizado o credenciamento prévio exigido para advogados que desejam acompanhar o julgamento presencialmente. A informação é do “Metrópoles”.

Coelho conseguiu acessar o terceiro andar do STF, onde a sessão ocorria, e começou a gritar em frente ao plenário, interrompendo momentaneamente a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes. A sessão analisava a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sete aliados.

Diante da confusão, a Polícia Judicial do STF retirou Coelho do local e o deteve em flagrante por desacato e ofensas ao tribunal. O presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, determinou a lavratura de um boletim de ocorrência e, em seguida, a liberação do advogado.

Sebastião Coelho atua na defesa de Filipe Martins, ex-assessor especial de Assuntos Internacionais de Bolsonaro. Apesar disso, o julgamento de Martins não estava previsto para esta terça-feira.

PGR diz que Bolsonaro colocou em prática planos para se manter no poder

 Foto: Antonio Augusto/Arquivo/Ascom/STF

Paulo Gonet25 de março de 2025 | 10:53

PGR diz que Bolsonaro colocou em prática planos para se manter no poder

brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou nesta terça-feira (25) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) intensificou discursos sobre ruptura democrática e colocou em prática planos para se manter na Presidência da República no contexto da trama golpista de 2022.

“A denúncia recorda que a partir de 2021 o presidente da República proferiu discursos em que adotou crescente tom de ruptura com a normalidade institucional. Mostrava-se descontente com decisões de tribunais superiores e com o sistema eleitoral eletrônico em vigor”, disse Gonet.

Segundo o PGR, a escalada ganhou “impulso mais notável” após Lula (PT) tornar-se elegível e os cenários das pesquisas eleitorais mostrarem vantagem do petista ante Bolsonaro.

“Foram então postos em prática planos articulados para a manutenção, a todo custo, do então presidente da República. A organização criminosa documentou o seu projeto e durante as investigações, foram encontrados manuscritos, arquivos digitais, planilhas e trocas de mensagem reveladores da marcha da ruptura da ordem democrática, objeto dos esforços da organização”, diz.

Gonet destacou momentos em que Bolsonaro intensificou ataques aos Poderes, como em manifestação em 7 de setembro de 2021 e entrevistas concedidas em agosto do mesmo ano. Com a proximidade das eleições, o foco passou a ser as urnas eletrônicas.

“Não obstante evidências reiteradas sobre a segurança do modelo, havia a obstinação por aproveitar qualquer pretexto para renegá-lo. A organização criminosa esbanjava acusações falsas, mirabolantes e manipuladoras nas redes sociais e meios de comunicação.”

O procurador-geral diz que os meses de novembro e dezembro de 2022, após a vitória de Lula, foram “perturbadores”. “Fatos atordoantes que se seguiram ao resultado das eleições foram descobertos durante a proficiente investigação da Polícia Federal”, afirma.

A PGR destaca “pressões iníquas” contra os chefes das Forças Armadas e o uso de influenciadores digitais para forçar oficiais-generais à quebra de legalidade.

“Quando um Presidente da República, que é a autoridade suprema das Forças Armadas, reúne a cúpula dessas Forças para expor planejamento minuciosamente traçado para romper com a ordem constitucional, tem-se ato de insurreição em curso, que apenas ainda não foi consumado em toda a sua potencialidade danosa”, diz.

As declarações foram dadas por Gonet no início da sua sustentação oral no julgamento da denúncia contra Jair Bolsonaro —que decidiu ir ao STF para acompanhar a sessão — e outros sete acusados de integrarem o núcleo central da trama golpista.

A presença de Gonet em julgamentos das Turmas do Supremo é incomum. Ele decidiu, porém, participar de todo o processo relacionado à trama golpista diante da relevância do caso.

O procurador-geral teve 30 minutos para defender o recebimento da denúncia contra Bolsonaro e outros sete integrantes do núcleo central das conspirações por um golpe de Estado em 2022.

Na sequência, os advogados dos oito acusados terão 15 minutos cada para defender a rejeição da denúncia —seja por questões processuais, seja por questões de mérito. As sustentações das defesas deve avançar até o início da tarde desta terça.

A expectativa é que o julgamento seja encerrado até a manhã de quarta-feira (26). Os ministros devem discutir questões preliminares, como os pedidos de nulidade da delação de Mauro Cid, antes de avançar sobre o mérito das acusações.

A Primeira Turma do STF é composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

A PGR denunciou Bolsonaro e outras 33 pessoas por participação na trama golpista em 18 de fevereiro. Caso se tornem réus, todos os acusados devem responder pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

Somadas, as penas chegam a 43 anos de prisão.

Nessa fase, os ministros analisam somente se a denúncia apresenta indícios de autoria e materialidade —ou seja, se há um mínimo indicativo suficiente para que os acusados respondam a um processo.

A tendência é que a Primeira Turma do Supremo receba a denúncia por unanimidade. Se o cenário se confirmar, os acusados passam a responder a uma ação penal, e o processo começará a ser instruído pelo ministro Alexandre de Moraes.

Na próxima fase, os réus poderão coletar provas e relacionar testemunhas para serem ouvidas no STF. É neste momento que os suspeitos devem questionar o mérito das acusações feitas pela PGR —e é também nesse período que as defesas colocam em prática suas estratégias para adiar o julgamento do caso.

Cézar Feitoza e Ana Pompeu/Folhapress

A Ausência de Advogado em Audiência por Motivo de Doença: Direito ou Má-Fé?

A Ausência de Advogado em Audiência por Motivo de Doença: Direito ou Má-Fé?

Hoje, 25 de março de 2025, recebi várias mensagens de Jeremoabo com uma pergunta intrigante: se a Justiça marca uma audiência dentro do processo legal, e no dia o advogado(a) alega doença para não comparecer, mas é visto numa academia no dia anterior ou no mesmo dia, essa conduta é legal?

A resposta para essa questão é bastante objetiva e qualquer estudante de Direito no primeiro ano de curso saberia esclarecer. Cabe ao Juiz do caso ou mesmo ao Ministério Público apurar a veracidade da alegação de doença. A Justiça precisa verificar se a ausência foi de fato lícita e justa ou se trata-se de um ato de má-fé.

Em situações assim, a conduta do advogado(a) deve ser analisada com base nos princípios da boa-fé processual e da ética profissional. Se houver um pedido formal de adiamento da audiência com a justificativa de doença, é necessário apresentar prova documental, como um atestado médico. Caso se comprove que a alegação foi fraudulenta, o profissional pode sofrer sanções que vão desde advertências pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) até punições mais severas, como suspensão do exercício da profissão.

O art. 80 do Código de Processo Civil prevê penalidades para condutas consideradas de litigância de má-fé. Além disso, o Juiz pode determinar medidas como multa, não acolhimento do pedido de adiamento da audiência ou até mesmo representar o advogado(a) perante a OAB para abertura de procedimento disciplinar.

Portanto, a Justiça tem meios de verificar se a ausência do advogado(a) foi justificada ou se houve tentativa de burlar o devido processo legal. A presença do profissional em uma academia no mesmo dia em que alegou estar doente levanta suspeitas, e cabe à Justiça investigar e tomar as devidas providências.

A transparência e a ética devem ser pilares fundamentais na atuação jurídica, e situações como essa devem ser tratadas com rigor para garantir a lisura do sistema judicial.

STF COMEÇA A DECIDIR SE BOLSONARO VIRA RÉU POR TRAMAR GOLPE - ICL NOTÍCIAS AO VIVO

Lula viraliza nas redes sociais ao usar tênis de R$ 10,5 mil de grife italiana

 

Lula viraliza nas redes sociais ao usar tênis de R$ 10,5 mil de grife italiana
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Em viagem internacional para o Japão, com o objetivo de fortalecer as exportações brasileiras para o mercado japonês, com ênfase em carnes suínas in natura, biocombustíveis e aeronaves, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viralizou nas redes sociais nesta segunda-feira (25) por outro motivo.

 

Em um dos registros compartilhados, Lula aparece usando um par de tênis da grife italiana Ermenegildo Zegna, avaliado em mais de R$ 10 mil, segundo denúncia de internautas.

 

A marca é conhecida por peças exclusivas e de alto luxo, o que provocou críticas sobre uma possível contradição entre o discurso popular do presidente e o uso de itens de alto valor.

 

Cinco brasileiros são presos em megaoperação contra migrantes no estado de Massachusetts

 Foto: Reprodução/Instagram

Governo Trump mira estado santuário para estrangeiros e reclama de falta de cooperação de administração local24 de março de 2025 | 21:45

Cinco brasileiros são presos em megaoperação contra migrantes no estado de Massachusetts

mundo

Em mais uma ofensiva do governo Donald Trump, ao menos cinco brasileiros foram presos em Massachusetts numa megaoperação que deteve 370 imigrantes em situação irregular no estado. Segundo o ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos, as detenções ocorreram entre 18 e 23 de março com foco no combate ao crime organizado nos arredores de Boston.

O estado e a cidade são considerados santuários, locais que protegem os imigrantes em situação irregular. O governo local tem tentado manter esse status, mas, além de receber críticas do governo federal, a região tornou-se alvo preferencial de Trump para as batidas do ICE.

A ação teve a participação do FBI, a polícia federal americana, e do departamento de combate ao tráfico de drogas. Ao menos 205 presos tinham “condenações criminais significativas”, segundo o ICE.

As autoridades também informaram a apreensão de 44 kg de metanfetamina, 5 kg de fentanil, 1,2 kg de cocaína, três armas de fogo e munições. O governo não divulgou o nome dos brasileiros alvos da operação, mas informou que os cinco teriam condenações por crimes graves.

Um deles foi acusado de homicídio culposo, por ter dirigido alcoolizado, e de invadir uma casa noturna e ter tentado cometer furtos, em Worcester. Três eram procurados por assassinato no Brasil, além de tráfico de drogas e posse ilegal de armas. Eles foram detidos nas cidades de Milford, Lowell e Marlborough.

O quinto também seria procurado no Brasil por tráfico, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa e foi preso em West Yarmouth.

Imigrantes em situação irregular de diversas nacionalidades foram alvos, como chilenos, hondurenhos, salvadorenhos e um russo. De acordo com o serviço de imigração, alguns dos detidos seriam supostos membros de gangues internacionais que estão na mira do governo americano, como a venezuelana Tren de Aragua e a salvadorenha MS-13.

A suposta participação no Tren de Aragua, inclusive, foi o que levou o governo a deportar na semana passada mais de 200 venezuelanos, depois que Trump invocou a Lei dos Inimigos Estrangeiros. A ordem acabou bloqueada pela Justiça, mas os voos com os imigrantes pousaram em El Salvador mesmo assim.

O diretor do serviço de imigração americano, Tom Homan, afirmou nesta segunda-feira (24) que a ação era necessária em Massachusetts justamente pelo status de santuário. “Eles preferem liberar esses animais de volta à comunidade em vez de honrar as detenções do ICE”, afirmou. “A governadora Maura Healy e a prefeita [Michelle] Wu deveriam se envergonhar de apoiar políticas de santuário. Liberar ameaças à segurança pública de volta ao público, em vez de trabalhar com o ICE nas prisões, coloca o público em grande risco”.

Na semana passada, a prefeita de Boston voltou a criticar as tentativas de interferência do governo federal na cidade. “Ninguém diz a Boston como cuidar dos nossos, nem reis, nem presidentes que se acham reis. Boston nasceu enfrentando valentões”, disse Wu durante um discurso.

Julia Chaib/Folhapress

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