quinta-feira, outubro 24, 2024

STF está quase resolvendo o gravíssimo problema de abuso em revistas íntimas


Proibida a revista íntima em presídios da região de Campinas/SP

Supremo já formou maioria contra a vistoria à visita de preso

Wálter Maierovitch
do UOL

Uma das conquistas do direito criminal moderno foi estabelecer que a pena não passe da pessoa do condenado. Outra conquista humanitária consistiu na proibição de pena perpétua.

Por meio dessa doutrina, pode-se chegar à ressocialização do condenado, pela compunção realizada em adequados “penitenciários” (esse era o termo canônico para o estabelecimento com celas monásticas para a compunção, a volta analítica do interior e o opção regeneradora).

PENA MÁXIMA – A nossa Constituição proíbe a pena de prisão perpétua. A pena tem a finalidade ética de reeducar, ressocializar. O prazo máximo de encarceramento não podia ultrapassar os 30 anos. Mas agora já pode.

Por mudança legislativa sugerida pelo ministro Alexandre de Moraes, o prazo máximo da pena foi elevado para 40 anos. Mais tempo de encarceramento sem, no entanto, nenhuma preocupação com a ressocialização.

E nem com reformas em estabelecimentos prisionais que, como já entendeu o STF, tornaram o sistema penitenciário brasileiro desumano, o que ofende garantias pétreas da Constituição.

SOCIALIZAÇÃO – Sem a prisão perpétua, volto a frisar, a pena, pela Constituição, tem a finalidade ética de emendar. Daí a importância das visitas, das saídas temporárias, da remição (abate) da pena por dias trabalhados ou de leitura de obras adequadas e da remissão (perdão) por institutos indulgentes.

Atenção, de novo. São importantes na ressocialização as visitas ao preso, àquele privado da sua liberdade de locomoção, de familiares, amigos, companheiras e companheiros.

No Brasil, que não investe na ressocialização, o percentual de reincidência (volta ao crime) é superior a 85%.

FAZER DISTINÇÃO – Duas coisas importantes a lembrar, com base na experiência de já ter sido juiz da Vara das Execuções Criminais do estado de São Paulo, corredor dos presídios e da polícia judiciária paulista.

O apenado é o preso, e não o visitante. O visitante não pode ser também presumido criminoso.

No caso de o estado ou a União (caso de presídios federais) não contarem com equipamentos adequados para a revista nos presídios —o velho scanner, igual ao empregado nos aeroportos—, os serviços de inteligência carcerária devem ser aprimorados.

SUSPEITA ABUSIVA – Não se deve partir para a suspeita discriminatória, que já é abusiva por si própria. Muitas vezes, acontecem ações humilhantes, abusivas e criminosas. Por exemplo, verificações em orifícios de vias de regra e anal, por mera suspeita de porte de drogas proibidas.

Já vivemos o tempo de revista íntima realizada por agentes penitenciários do sexo masculino. Passou-se, depois, a agentes mulheres, sem que os abusos e as importunações sexuais terminassem.

Quando Tiradentes foi condenado à morte, houve a imposição da pena acessória do “salgamento” (improdutividade) das terras dos seus familiares por várias gerações.

PENAS DO REI – Na nossa história, tratou-se de caso típico de pena passando da pessoa do infrator, e por várias gerações. Tal previsão contava das Ordenações do Reino de Portugal.

Coube ao humanista e filósofo milanês Marquês de Beccaria, Cesare Bonesana, revolucionar o direito penal. No seu opúsculo intitulado “Dos Delitos e das Penas” (1764), condenou o fato de a pena passar da pessoa do condenado para seus familiares, por diversas gerações. Nasceu, assim, a garantia do princípio da personalização da pena.

Com base no princípio da pessoalidade, e para estancar abusos nas revistas íntimas, vários estados da federação, pelas suas secretarias de Justiça e de Assuntos Penitenciários, suspenderam a revista íntima realizada por agentes, nas quais a humilhação era flagrante.

OBSCURANTISMO – Lógico, tudo sob a grita de obscurantistas que sustentavam que drogas e armas ingressavam nos presídios em face da suspensão das revistas.

Como ressaltou editorial do jornal Folha de S.Paulo, edição de 22 de outubro, 97,7% dos visitantes submetidos às revistas eram do sexo feminino. Quanto aos familiares submetidos às revistas, 70% eram pessoas negras.

Ao examinar ação proposta em 2020, o STF (Supremo Tribunal Federal) já formou maioria, no início de outubro, vetando revista íntima a familiares de custodiados em estabelecimentos prisionais ou assemelhados (celas de polícias). Como a revista é ilegal, o STF, com acerto, concluiu que toda prova coletada, por decorrência, deve ser considerada prova ilícita.

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P.S.
 – O julgamento encontra-se pendente no STF. Embora seja tecnicamente possível, a maioria formada não será alterada. O STF está resolvendo esse gravíssimo problema de abuso e desrespeito nas revistas íntimas. E continua a esperar do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, a humanização do sistema penitenciário. (W.M.)


Cinco desembargadores de MS são afastados e devem usar tornozeleira

Publicado em 24 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

Desembargador Sideni Soncini Pimentel — Tribunal Regional Eleitoral de Mato  Grosso do Sul

O futuro presidente do Tribunal é um dos afastados

Deu no Migalhas

Cinco desembargadores do TJ/MS foram afastados nesta quinta-feira, 24, em investigação que apura venda de decisões. Entre os afastados, está o presidente do TJ/MS, Sérgio Fernandes Martins, e o futuro presidente da Corte, Sideni Pimentel, eleito para assumir em 2025. Os desembargadores foram afastados pelo prazo inicial de 180 dias.

Os afastamentos foram determinados pelo STJ na operação Ultima Ratio, deflagrada pela PF para investigar possíveis crimes de corrupção em vendas de decisões judiciais, lavagem de dinheiro, organização criminosa, extorsão e falsificação de escrituras públicas no Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul.

TORNOZELEIRA – Os cinco magistrados terão de usar tornozeleira eletrônica e estão proibidos de acessar as dependências dos órgãos públicos e de se comunicar com outras pessoas investigadas.

Também foram afastados o Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de MS, Osmar Domingues Jeronymo, seu sobrinho, também servidor do TJ/MS, Danillo Moya Jeronymo, e o juiz de Direito Paulo Afonso de Oliveira, da 2ª vara Cível de Campo Grande.

São, ainda, alvos da operação os desembargadores aposentados Júlio Roberto Siqueira Cardoso e Divoncir Schreiner Maran, dois ex-secretários municipais na gestão de Gilmar Olarte, Rodrigo Gonçalves Pimentel e Fábio Castro Leandro, e a vice-presidente da OAB/MS, Camila Cavalcante Bastos Batoni.

EM FAMÍLIA – Rodrigo Pimentel foi secretário municipal de governo e é filho do desembargador Sideni Pimentel, eleito presidente do TJ a partir de 2025.

Fábio Castro Leandro foi procurador-Geral do município e é filho do desembargador Paschoal Carmello Leandro, ex-presidente do TJ – que não está entre os investigados. Camila Bastos é atual vice-presidente da OAB/MS e filha do desembargador Alexandre Bastos.

A operação é fruto de três anos de investigação da Polícia Federal e foi batizada de “Ultima Ratio”. A expressão vem do latim e significa “Último Recurso” ou “Última Razão”. Ela é usada em contextos em que uma medida ou ação é considerada a solução final, após todas as outras alternativas terem sido esgotadas ou se mostrado ineficazes.

OUTROS ALVOS – Estão sendo cumpridos 44 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STJ em Campo Grande/MS, Brasília/DF, São Paulo/SP e Cuiabá/MT.

São alvos servidores públicos, 9 advogados, além de empresários suspeitos de se beneficiarem do esquema. Participam da operação 220 policiais federais, além de servidores da Receita Federal do Brasil.

A ação é um desdobramento da Operação Mineração de Ouro, deflagrada em 2021, na qual foram apreendidos materiais com indícios da prática dos referidos crimes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Em matéria de formação de quadrilha e crime organizado, a Justiça brasileira se mostra muito mais eficiente e organizada do que os criminosos comuns. E a vitoriosa macrooperação da PF nos dá a falsa ilusão de que a corrupção pode ser combatida no Brasil. Será uma ilusão à toa, como dizia o genial compositor Johnny Alf. (C.N.)

Perseguição e Perversidade na Gestão Pública de Jeremoabo: Um Chamado ao Ministério Público


Perseguição e Perversidade na Gestão Pública de Jeremoabo: Um Chamado ao Ministério Público

A situação em Jeremoabo chegou a um ponto alarmante, onde a gestão municipal, liderada pelo prefeito, sua secretária de educação e Bem Estar Social parece ter esquecido os princípios básicos de dignidade e responsabilidade pública. O cenário de perseguição não se limita mais aos servidores municipais, professores e garis, mas atinge de forma cruel e desumana crianças e adolescentes com necessidades especiais, assistidos pelo Núcleo de Apoio Educacional Especializado (NAEE). Esse quadro de injustiça exige uma intervenção imediata do Ministério Público, a fim de proteger os direitos dessas crianças e responsabilizar os gestores que falham em cumprir suas obrigações.

A indiferença do prefeito e de seus assessores diante das necessidades das crianças autistas e com outras condições especiais evidencia um profundo desrespeito aos princípios constitucionais de igualdade e proteção social. Famílias inteiras estão sendo forçadas a sair de suas casas em busca de justiça, implorando para que os direitos de seus filhos sejam garantidos. A obrigação de oferecer um ambiente educativo inclusivo e de qualidade é ignorada, com relatos de abandono e negligência por parte da administração pública. A falta de acesso a serviços educacionais e terapêuticos adequados para essas crianças configura um crime contra a dignidade humana.

A perversidade dessa gestão não apenas infringe a legislação, mas também agride os princípios éticos mais básicos que deveriam nortear o serviço público. É vergonhoso e revoltante que a cidade de Jeremoabo, que confiou seus votos e esperanças a essa administração, seja agora vítima de uma gestão incompetente e marcada pela corrupção. A expulsão do prefeito da gestão pública é um reflexo da revolta popular contra um governo que não apenas falhou em suas promessas, mas que ativamente pratica injustiças e abusos de poder.

Diante dessa realidade, é fundamental que o Ministério Público atue de forma rigorosa e célere, investigando as práticas de perseguição e abandono que assolam as crianças especiais do município. As mães, que são obrigadas a lutar com todas as suas forças para garantir o mínimo de dignidade aos seus filhos, não devem ser deixadas sozinhas nessa batalha. Elas precisam de apoio e proteção legal para que seus filhos possam ter uma vida digna, com acesso a educação inclusiva e aos direitos fundamentais garantidos pela Constituição.

O futuro dessas crianças não pode ser negligenciado pela incompetência e irresponsabilidade de uma gestão que não se importa com o bem-estar de seus cidadãos mais vulneráveis. A justiça deve ser feita, e é urgente que o Ministério Público aja para responsabilizar aqueles que, com suas ações e omissões, prejudicam o presente e comprometem o futuro das crianças especiais de Jeremoabo. Justiça já!

Nota da redação deste Blog - Onde Estão os Vereadores? O Silêncio Inaceitável Diante do Sofrimento do Povo de Jeremoabo

A crise de abandono e perseguição que atinge os cidadãos de Jeremoabo, especialmente as crianças e adolescentes com necessidades especiais, levanta uma questão crucial: onde estão os vereadores que deveriam representar e defender os interesses da população? O silêncio dos parlamentares diante das práticas abusivas do prefeito e da secretária de educação soa como uma omissão imperdoável e cúmplice. O papel dos vereadores é, acima de tudo, fiscalizar a administração pública e proteger os direitos dos cidadãos, mas a ausência de uma resposta firme e de ações concretas faz com que muitos questionem se realmente estão cumprindo suas funções.

A defesa dos direitos das crianças especiais e de seus familiares deveria ser uma prioridade para qualquer representante do povo. No entanto, as mães que lutam para que seus filhos tenham acesso aos cuidados necessários se veem sozinhas, sem apoio ou voz na Câmara Municipal. A ausência de ações contundentes dos vereadores em defesa dessas famílias é uma traição ao compromisso que assumiram com os eleitores. Afinal, foram eleitos para proteger os interesses da comunidade, e não para se esconderem diante das injustiças e abusos de poder.

É inaceitável que os vereadores permaneçam em silêncio enquanto a administração municipal perpetua a negligência e o descaso com os mais vulneráveis. O povo de Jeremoabo merece respostas e, acima de tudo, ações concretas para mudar essa realidade. Se os vereadores se mantiverem inertes, estarão manchando suas trajetórias políticas e comprometendo o futuro de um município que precisa, mais do que nunca, de líderes comprometidos com a justiça e o bem-estar de sua população.

Alunos Sem Aula: Onde Estão os Vereadores para Denunciar ao Ministério Público?


O apelo das mães de Jeremoabo diante do abandono da educação pelo prefeito e pela Secretária Municipal de Educação é um grito por justiça e dignidade. O cenário atual, onde os alunos ficam sem aulas e são negligenciados, representa uma perversidade inaceitável e irresponsável que afeta diretamente o futuro das crianças e jovens do município. Anteriormente, a perseguição era voltada contra os universitários, e agora se expandiu para penalizar injustamente todos os alunos, que não têm culpa pela derrota do prefeito nas últimas eleições.

Esse abandono vai muito além de uma simples falha administrativa; é uma afronta aos direitos constitucionais garantidos pelo artigo 205 da Constituição Federal, que estabelece que a educação é um dever do Estado, visando preparar os cidadãos para o exercício pleno da cidadania e do trabalho. A Constituição assegura padrões mínimos de qualidade, o acesso ao ensino fundamental obrigatório e gratuito, o atendimento especializado para alunos com necessidades especiais e o direito à educação infantil, como creches e pré-escolas. Portanto, o descaso com a educação em Jeremoabo não é apenas moralmente inaceitável, mas uma violação clara e grave da lei.

O silêncio dos vereadores agrava ainda mais a situação. Em vez de tomarem medidas para acionar o Ministério Público e garantir os direitos das crianças e adolescentes, parece que optam por não provocar mudanças efetivas. Esse desinteresse contribui para perpetuar o ciclo de impunidade e abandono.

A perseguição em Jeremoabo não é apenas educativa. Chega a atingir até mesmo instituições como a Igreja Católica, que sofreu invasões, o que reforça o clima de intimidação e arbitrariedade que toma conta da cidade. A falência do poder público local em proteger os direitos dos mais vulneráveis faz com que as mães de Jeremoabo, ao pedirem socorro, ecoem uma demanda urgente por justiça e pela garantia dos direitos fundamentais.

O abandono dos alunos em Jeremoabo, privados de aulas e de uma educação de qualidade, clama por uma ação urgente. A negligência da administração municipal, especialmente do prefeito e da Secretária de Educação, deixa estudantes e famílias em situação de desamparo. Enquanto isso, os vereadores permanecem em silêncio, sem provocar o Ministério Público para garantir os direitos constitucionais das crianças e adolescentes. Diante dessa omissão, surge a pergunta: onde estão os representantes eleitos para proteger o interesse público e assegurar o cumprimento da lei?



Hostilidade à Igreja Católica em Jeremoabo: Um Ataque à Liberdade Religiosa e à Democracia

O texto traz uma denúncia de hostilidade contra a Igreja Católica em Jeremoabo, destacando um episódio específico em que um indivíduo conhecido como "Piroquinha" teria interrompido a celebração da missa com um discurso de ódio. A situação é apresentada como um desrespeito à Constituição, à liberdade de culto e à democracia, sendo interpretada como uma agressão a todos os católicos e à própria Igreja.

A narrativa enfatiza a importância de preservar a liberdade religiosa e o respeito aos templos como locais sagrados, afirmando que ações desse tipo não fazem parte dos princípios democráticos. Protestos, ainda que legítimos em contextos democráticos, não devem invadir templos religiosos ou interromper cultos. A prática da fé, especialmente em ambientes de culto, deve ser protegida contra atos de intolerância e desrespeito, que podem gerar retrocessos em termos de convivência pacífica e respeito às diferenças.

A Igreja Católica é vista como uma instituição que, ao ensinar a verdade do Evangelho, incomoda certas mentalidades. nesse texto  faço referência ao papel da Igreja como defensora da moralidade e do bem comum, mesmo em tempos de perseguição e dificuldades. A citação de Mt 5,13-16 ressalta o papel dos cristãos como "sal da terra" e "luz do mundo," ou seja, chamados a influenciar positivamente a sociedade e testemunhar a fé.

Para enfrentar tais incidentes, no texto sugero que as autoridades devem agir com rigor, aplicando a lei para evitar que a hostilização a templos religiosos se torne uma prática rotineira e aceitável. A proteção do direito ao culto livre é um pilar fundamental em uma sociedade democrática, e qualquer ameaça a essa liberdade deve ser tratada com seriedade para garantir a harmonia social e o respeito à diversidade religiosa.

Embargo Rejeitado: Tista de Deda Confirmado como Futuro Prefeito de Jeremoabo

 

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Mais uma vez, a tentativa de reverter a decisão judicial sobre a vitória de Tista de Deda em Jeremoabo se mostrou infrutífera. O recente ingresso de um Embargo de Declaração no Supremo Tribunal Federal (STF), contestando o julgamento do Ministro Nunes Marques, foi uma tentativa desesperada de alterar o curso de uma decisão já consolidada. No julgamento anterior, Nunes Marques havia julgado procedente o pedido na reclamação por entender que havia sido desrespeitada a orientação firmada na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6.678. Mesmo assim, o prefeito Deri do Paloma insistiu em alimentar falsas esperanças em seus eleitores, sugerindo que lutaria para que o Embargo fosse julgado antes de 30 de dezembro, permitindo que seu sobrinho assumisse a prefeitura em janeiro de 2025.

Entretanto, o Embargo foi julgado no dia 21 de outubro de 2024, e mais uma vez, o Ministro Nunes Marques manteve a posição favorável ao candidato eleito, Tista de Deda. Isso confirma que a vitória de Tista não é apenas um reflexo da vontade popular expressa nas urnas, mas também está amparada por decisões judiciais que seguem a lei e a Constituição. Com a decisão, fica claro que a alternância de poder na prefeitura de Jeremoabo está garantida, independentemente das tentativas de recorrer à Justiça para modificar o resultado.

Adicionalmente, a legitimidade da vitória de Tista de Deda é reforçada pela liminar concedida pelo Ministro Gilmar Mendes na ADI 6.678, que consolidou ainda mais a legalidade do pleito. Essa "canetada" judicial põe fim a qualquer especulação de que o resultado poderia ser alterado, e evidencia que não há espaço para manobras políticas ou para a perpetuação de falsas expectativas.

O discurso de Deri do Paloma, alimentando esperanças infundadas e desinformando o público, revela uma tentativa de manter a base de apoio mobilizada, mesmo diante de uma derrota iminente e irreversível. A estratégia de manipular informações e postergar o enfrentamento da realidade apenas enfraquece a credibilidade do prefeito e de seu grupo político, ao mesmo tempo em que subestima a capacidade de discernimento dos eleitores.

Diante desse cenário, é importante que o grupo político de Deri aceite a transição democrática e se prepare para o novo ciclo que se inicia. A partir de 2025, Jeremoabo terá Tista de Deda como prefeito, um fato respaldado pela justiça eleitoral e pelo voto soberano da população. Resta agora aceitar a decisão com dignidade, pois o choro, ainda que livre, não altera o resultado das urnas nem das decisões judiciais que validam essa vontade popular.

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O Silêncio Ensurdecedor do Ex-Padre Moura Diante das Denúncias de Fraude em Jeremoabo

 

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O silêncio ensurdecedor do ex-padre Moura em Jeremoabo revela muito mais do que apenas uma ausência de palavras. Durante o período eleitoral, quando pairavam incertezas sobre a candidatura de Tista de Deda, o ex-padre utilizava-se das emissoras de rádio para propagar informações enganosas e gerar dúvidas na mente dos eleitores menos esclarecidos. Através de gravações de áudio e vídeo, apresentadas como se fossem interações ao vivo com locutores, ele disseminava fake news com o claro objetivo de enfraquecer a confiança pública em Tista de Deda, mesmo diante de decisões favoráveis do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo sentenças proferidas pelo próprio presidente da Corte.

Esse comportamento, que anteriormente era barulhento e cheio de artifícios para confundir o eleitorado, contrasta drasticamente com a postura atual. Agora, quando surgem denúncias de candidaturas fictícias envolvendo o grupo político do prefeito e de vereadores eleitos pelo seu partido, o ex-padre se faz de surdo, cego e mudo. O silêncio de Moura é sintomático: quando as acusações e investigações se voltam contra os seus aliados, ele abandona sua voz propagandista e assume uma postura omissa.

A "lei do retorno" parece ter chegado para o grupo político do prefeito, e as ações judiciais contra as candidaturas fictícias são mais um sinal de que as irregularidades cometidas ao longo das eleições estão sendo cobradas pela Justiça. O comportamento do ex-padre revela, portanto, uma clara parcialidade, demonstrando que suas intervenções em tempos passados não estavam a serviço da verdade ou da democracia, mas sim de interesses políticos específicos.

Essa omissão seletiva é prejudicial para o debate público em Jeremoabo. A prática de disseminar desinformação e, depois, permanecer em silêncio quando os fatos não favorecem sua narrativa, prejudica o processo democrático e contribui para um ambiente de desconfiança e falta de transparência. Se, antes, Moura se apresentava como uma voz ativa, mesmo que tendenciosa, agora sua ausência em meio às denúncias de fraude soa como uma confirmação de que sua atuação política não estava pautada pela verdade, mas por interesses circunstanciais.

A falta de compromisso do ex-padre em informar o público com integridade é um reflexo da cultura política local, onde os interesses pessoais e as alianças políticas frequentemente se sobrepõem ao compromisso com a justiça e a verdade. O silêncio de Moura não engana mais ninguém; pelo contrário, ele evidencia a seletividade com que escolhe seus momentos de falar e calar, reforçando a percepção de que suas palavras nunca foram em defesa dos eleitores, mas de um projeto de poder que agora se vê ameaçado.

Ações Contra Candidaturas Fictícias e Fraudes Eleitorais em Jeremoabo"

 

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A questão das candidaturas fictícias em Jeremoabo, supostamente utilizadas para fraudar a cota de gênero nas eleições municipais, é um exemplo claro de como alguns partidos podem buscar driblar a legislação eleitoral em benefício próprio. A cota de gênero exige que pelo menos 30% das candidaturas sejam destinadas a um dos sexos, geralmente visando aumentar a participação feminina na política. No entanto, a prática de candidaturas "laranjas" ocorre quando os partidos inscrevem candidatas apenas para preencher essa exigência, sem que haja intenção real de promover suas campanhas.

O vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, forneceu orientações aos promotores e procuradores eleitorais para fortalecer a fiscalização, apontando aspectos como a ausência de votos, falta de publicidade e inexistência de gastos de campanha como indícios de fraude. A Súmula 73 do TSE reforça esses critérios, permitindo uma ação mais rigorosa da Justiça Eleitoral. Além disso, a relação familiar com outros candidatos pode indicar um conluio para fraudar a legislação, o que agrava a irregularidade.

Essas investigações são fundamentais para garantir a integridade do processo eleitoral. Ao verificar as provas e apresentar ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) antes da diplomação, e ações de Impugnação de Mandato Eletivo (Aime) depois, o Ministério Público Eleitoral busca responsabilizar os envolvidos. Se a Justiça determinar que houve fraude, as sanções podem incluir a cassação dos mandatos obtidos de maneira ilícita e a anulação dos votos de toda a chapa, o que pode reverter o resultado das eleições.

Para Jeremoabo, essa questão de candidaturas laranjas pode ser mais uma peça que evidencia práticas irregulares na gestão local, somando-se às denúncias de corrupção, nepotismo e má administração. As ações da Justiça Eleitoral e do Ministério Público são, portanto, um passo importante para desmantelar o "castelo de areia" levantado por políticos que se utilizam de meios fraudulentos para se perpetuar no poder. A expectativa é que, com a punição dos responsáveis, se possa promover uma cultura política mais justa e transparente na cidade.

Cinco desembargadores de MS são afastados pelo STJ sob suspeita de venda de sentenças

 Foto: Divulgação/Arquivo

Cinco desembargadores de MS são afastados pelo STJ sob suspeita de venda de sentenças24 de outubro de 2024 | 08:09

Cinco desembargadores de MS são afastados pelo STJ sob suspeita de venda de sentenças

brasil

A Polícia Federal cumpre na manhã desta quinta (24) mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre venda de sentenças que envolve cinco desembargadores do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul.

Cinco desembargadores foram afastados dos cargos. Além das buscas, também há medidas como proibição de acesso às dependências de órgão público, vedação de comunicação entre investigados e uso de tornozeleira eletrônica.

A ação foi batizada de Ultima Ratio e investiga os crimes de corrupção em vendas de decisões judiciais, lavagem de dinheiro, organização criminosa, extorsão e falsificação de escrituras públicas no Poder Judiciário.

Os mandados de busca foram expedidos pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e são cumpridos por cerca de 200 policiais federais em Campo Grande (MS), Brasília (DF), São Paulo (SP) e Cuiabá (MT).

A investigação sobre a comercialização de sentença teve apoio da Receita e é um desdobramento da operação Mineração de Ouro, deflagrada pela PF em 2021.

Na primeira fase, a investigação tinha como foco a suposta participação de integrantes do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul em uma organização criminosa.

O nome da operação teve como origem a descoberta de que a aquisição de direitos de exploração de mineração em determinadas áreas eram utilizadas para lavagem de dinheiro proveniente do esquema.

Esse não é o único caso relacionado a venda de sentença judicial em investigação no âmbito do STJ.

Um ministro do próprio tribunal está na mira da PF sob suspeita de venda de sentença.

As investigações que chegaram às suspeitas sobre o STJ se iniciaram após o homicídio de um advogado em dezembro do ano passado, em Mato Grosso. O caso levou ao afastamento de dois desembargadores do Tribunal de Justiça do estado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

O advogado Roberto Zampieri foi assassinado com dez tiros em dezembro passado. Na ocasião, ele estava dentro do carro, em frente ao seu escritório em Cuiabá. Em seu celular, havia mensagens que levantaram suspeitas de vendas de decisões por gabinetes de quatro ministros do STJ.

As investigações iniciais apontavam como uma das motivações processos de disputas de terras que tramitam no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Outro caso de venda de sentenças ainda em andamento é no Tribunal de Justiça da Bahia. Lá, a operação Faroeste se transformou no maior caso de venda de decisões judiciais do Brasil.

Nos últimos meses, duas desembargadores baianas se tornaram rés (uma delas pela segunda vez) no âmbito da operação, juízes do sul do estado foram afastados sob suspeita de irregularidades em questão fundiária e um magistrado da região oeste disse sofrer ameaças por julgar casos relacionados a grilagem.

No início de julho passado, a Corregedoria Nacional de Justiça decidiu fazer uma investigação diante de nova suspeita de irregularidades no tribunal, com convocação de testemunhas e análise de equipamentos eletrônicos.

Ao mesmo tempo, o corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, determinou uma apuração profunda sobre o tribunal, em decorrência de “gravíssimos achados”.

Entre eles, estão problemas na vara de Salvador encarregada de analisar casos de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Há relatos de atrasos dos juízes em audiências, ineficiência e servidores da vara com temor de represálias de magistrados.

Fabio Serapião/FolhapressPolíticalivre

Eduardo Bolsonaro faz “exposed” de repasses financeiros envolvendo deputado Diego Castro, Raissa Soares e rádio conservadora crítica ao ex-presidente

 Foto: Divulgação

Diego Castro e Raissa Soares24 de outubro de 2024 | 08:22

Eduardo Bolsonaro faz “exposed” de repasses financeiros envolvendo deputado Diego Castro, Raissa Soares e rádio conservadora crítica ao ex-presidente

bahia

Usando a rede social “X”, antigo Twitter, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, fez duras críticas a quadros do PL baiano. O parlamentar, em um “exposed” com prints de documentos e vídeos, criticou a conduta do deputado estadual Diego Castro, da ex-candidato ao Senado, Raissa Soares e a apresentadora da rádio conservadora Brado, Vanessa Moreira, que teria feito críticas ao ex-chefe do Executivo nacional que incomodaram a família.

Eduardo, na publicação, mostrou que a empresa de Vanessa, que é mãe do candidato a vereador Alexandre Moreira, recebeu no total de R$ 2 milhões via verba do gabinete de Diego Castro e também da campanha de Raíssa Soares, em 2022, quando foi candidata ao Senado. De acordo com o filho de Jair Bolsonaro, a quantia teria sido enviada pelo PL. Vanessa tem feito críticas à família Bolsonaro na rádio Brado, que tem viés de Direita. Ela chegou a chamar o parlamentar de “bananinha” e o ex-presidente de “cadela”, segundo Eduardo.

“Você seria a Vanessa Moreira? Que costuma chamar meu pai de cadela e outras difamações? A mesma que também é dona de empresas? Essas empresas receberam cerca de R$ 2 milhões em repasses do PL, através de seu deputado Diego Castro , via verba de gabinete e campanha eleitoral. Eu me pergunto o porquê a Dra. Raissa, que também segue essa linha da “crítica construtiva” contra Bolsonaro, tem tanto espaço na Rádio Brado? Obviamente, ‘$em’ qualquer ‘intere$$e’ por parte da Brado”, escreveu Eduardo.

No “exposed”, Eduardo Bolsonaro também diz que Raissa, que há alguns dias se mudou para Curitiba para colaborar com a campanha de Cristina Graeml (PML), tem problemas com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) por não ter detalhado os repasses da verba eleitoral às duas empresas ligadas a Vanessa. A médica, em caso de vitória de Graeml, teria sido convidada para ser secretária de Saúde na cidade.

Ao citar o deputado, Eduardo citou que o parlamentar baiano contratou as empresas de Vanessa para serviços de marketing e divulgação de mandato parlamentar. Diego, inclusive, na última semana, fez críticas à gestão de João Roma nas eleições municipais e criticou os resultados do PL na Bahia. Quem também foi citado pelo filho de Bolsonaro foi Alexandre Moreira, que teria contratado os serviços da empresa da mãe, a qual ele também possui participação, durante a campanha eleitoral, utilizando dinheiro do fundo eleitoral doado pelo partido.

Políticalivre

Tiro, porrada e bomba na democracia brasileira, por Raul Monteiro*

 Foto: José Cruz/Arquivo/Agência Brasil

Urna eletrônica24 de outubro de 2024 | 09:21

Tiro, porrada e bomba na democracia brasileira, por Raul Monteiro*

exclusivas

As eleições municipais deste ano, que ainda não acabaram em muitos Estados, como a Bahia, onde a disputa no município de Camaçari, na região metropolitana, foi jogada para um segundo turno disputadíssimo entre as forças do governo e da oposição, registrou um nível de participação inédito do crime organizado, em mais uma prova de que o Estado tem permitido que a sociedade esteja sendo crescentemente acossada pela bandidagem. Facções criminosas do tráfico e até milícias, cujos registros sempre foram mais comuns em Estados como o Rio de Janeiro, demonstrando toda a sua ousadia, aproveitaram o pleito para demarcar fronteiras em várias cidades do país e da Bahia.

Em algumas delas, aqui mesmo na região metropolitana, representantes do crime resolveram interferir de forma aberta no pleito. Há relatos de que candidatos, tanto a cargos majoritários como a proporcionais, eram obrigados a pactuar suas visitas a bairros e, em alguns casos, foram avisados de que estavam proibidos de trafegar ou percorrer localidades sob pena de serem abatidos. As mesmas restrições foram aplicadas a militantes partidários, obrigados a interromper atividades de propaganda ou divulgação direta, como a tradicional panfletagem, sob ameaças, xingamentos e até agressões físicas que poderiam ser convertidos em medidas extremas.

O quadro se repetiu país afora em inúmeras cidades, numa evidência de que o Estado começou a falhar no fornecimento das condições mais básicas para a eleição dos representantes da sociedade em sua estrutura, depois de praticamente vir perdendo a batalha no enfrentamento direto do crime no Brasil todo. Em alguns municípios do interior baiano, candidatos, segundo também relatos, chegaram a referir-se diretamente à participação de chefões da bandidagem em suas respectivas campanhas, inclusive, para intimidar os adversários. Em outros, as histórias são piores e informam que os criminosos já ocupam cargos em determinadas administrações.

No país onde o crime indica representantes para governos ou cargos legislativos, dita quem pode ou não se eleger, restringindo acesso a eleitores ou sugerindo o voto neste ou naquele representante, não se pode dizer que existe uma democracia. Na Bahia, datam de pelo menos 20 anos relatos de candidatos, especialmente em eleições, sobre restrições impostas por criminosos a atividades de campanha. Já naquele período, a voz corrente era da mais completa preocupação, entre alguns políticos, com o que poderia estar por vir, vaticínio que se confirma quando se torna pública agora a interferência clara da bandidagem no processo eleitoral.

Como o PT governa a Bahia há mais de 20 anos, é natural que não consiga dividir a responsabilidade com a crise de segurança no Estado com mais ninguém, não importa esforços neste sentido empreendidos por seus mais conhecidos líderes. Evitar o diversionismo, reconhecendo a sua parcela de culpa num problema que todo mundo sabe ser multifatorial, chamando aliados e agregando as forças necessárias, inclusive na sociedade, é o primeiro passo para enfrentá-lo, um esforço que, pelo nível em que a situação chegou, tudo indica que não será pequeno. O segundo é apresentar um plano de ação imediato, articulando forças locais e nacionais para a tarefa.

*Artigo do editor Raul Monteiro publicado na Tribuna de hoje.

Raul Monteiro*

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