sexta-feira, maio 19, 2023

CPI do MST, no fundo, interessa ao Planalto, mas a base aliada é minoria

Publicado em 19 de maio de 2023 por Tribuna da Internet

Câmara instala CPI do MST com Salles na relatoria

Pedro do Coutto

O governo Lula alcançou ampla margem de 367 votos contra apenas 102 e, com isso, estabeleceu o regime de urgência para a votação do projeto do novo arcabouço fiscal. A maioria parlamentar deixou claro que funcionou à base de apoio ao governo, o que vinha sendo contestado por setores da oposição. No O Globo desta quinta-feira, a reportagem é de Vitória Abel, Paula Ferreira e Cássia Almeida. 

Quanto à CPI sobre o Movimento dos Sem-Terra, o controle passou para as mãos da oposição com o deputado Ricardo Salles, ex-ministro do Meio de Ambiente de Bolsonaro, como relator. Na minha impressão, o governo joga para perder sua posição na CPI do MST. A manobra parece clara. O MST é um aliado difícil para o próprio governo, embora junto à opinião pública apoie o Executivo. Mas as invasões de fazendas, inclusive produtivas, estão deixando Lula numa posição incômoda junto a uma fração expressiva de seus aliados.

AINDA SEM SOLUÇÃO – Além disso, invadir propriedades alheias é sempre algo absolutamente negativo. O caminho não é esse para a reforma agrária. Aliás, como tenho escrito, a reforma agrária foi um dos principais temas da eleição de 1960. Logo, 63 anos depois continua sem solução concreta.

Nessas mais de seis décadas, aconteceram muitas mudanças, sobretudo no campo da tecnologia. Para tornar a terra produtiva é preciso insumos especializados, equipamentos modernos. A foice e o facão estão superados como instrumentos de produção agrícola. É preciso que se estabeleça um denominador comum entre os que possuem terras e os que desejam produzir. É necessário um ponto de convergência. Invadir por invadir desgasta o governo e não acrescenta nada à produção agrícola do país. 

Desta forma, acredito que para o governo é interessante que a oposição assuma a CPI e não se desgaste com os invasores. A propriedade é um limite fundamental na existência humana. Em todos os setores, seja no plano rural ou urbano, social ou econômico. Fica claro, no meio de toda essa onda, que se o governo desejasse ter maioria nesta CPI, agiria da mesma forma que assim o fez no caso da nova âncora fiscal. 

MAURO CID – Folha de S. Paulo publicou na edição de ontem afirmações do comandante do Exército, general Tomás Paiva, dizendo que não comenta decisões da Justiça, mas as cumpre. E, portanto, a prisão do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi feita “dentro da lei”.

Mauro Cid, no momento em que escrevo o artigo, ainda não tinha concluído o seu depoimento à Polícia Federal e encontra-se em situação difícil, uma vez que Jair Bolsonaro disse não ter conhecimento das ações do tenente-coronel no caso das vacinas e da liberação das joias enviadas de presente pela Arábia Saudita.

Em consequência dos últimos fatos, destacam Marianna Holanda e Matheus Teixeira, aliados de Bolsonaro revelam temor de que a devassa sobre o atestado de vacinação e o episódio do segredo das joias possam ampliar o seu desgaste junto à opinião pública, o que afetará o partido nas eleições municipais de 2024.

CICLO DE JUROS – O ministro Fernando Haddad – matéria de Renan Monteiro, O Globo, afirmou ontem que os últimos acontecimentos na economia estão mostrando que é melhor para o país que se tenha um recuo na taxa de juros do banco central, hoje em 13,75% ao ano, recaindo, acrescento, sobre a dívida interna brasileira de R$ 6 trilhões. 

Haddad acentuou que há espaço para iniciar os cortes e frisou não estar questionando a autoridade monetária, mas defendendo um caminho natural para o impasse que se criou.  “Está aumentando a confiança na economia brasileira”, afirmou Haddad durante audiência pública na Câmara dos Deputados. 

Haddad ressaltou, por outro lado, que o corte de incentivos fiscais de eficiência não comprovada pode render R$ 90 bilhões ao Tesouro Nacional. O ministro da Fazenda destacou ainda o aspecto pouco divulgado na imprensa que se refere aos valores absolutos dos gastos anuais com a Selic na escala de 13,75%: “São R$ 740 bilhões por ano”. 

CARTÕES DE CRÉDITO – Marcos Barbosa Pinto, secretário de reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, numa entrevista a Geralda Doca e Manuel Ventura, O Globo de ontem, sustenta que não faz sentido tabelar os juros dos cartões de crédito. 

Uma surpresa, pois menos sentido faz ainda que os bancos cobrem juros anuais de 400% para o crédito rotativo. Não há ninguém no mundo capaz de pagar uma dívida com um juros de 400% a cada 12 meses. 

PERFURAÇÃO NO AMAZONAS –  Manuel Ventura, O Globo, revela que o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, manifestou-se contrariamente ao projeto de perfuração da Petrobras ou de qualquer outra empresa em busca de petróleo na Foz do Amazonas. Tal iniciativa representaria um desastre ecológico e ampliaria largamente o desmatamento na região. 

O assunto foi comentado na noite de quarta-feira na GloboNews pela jornalista Eliane Cantanhêde. Ela lembrou que o problema da poluição e desmatamento da Amazônia no primeiro governo Lula da Silva, em 2004, gerou um forte atrito entre Dilma Rousseff, então ministra de Minas e Energia, e Marina Silva, do Meio Ambiente. A divergência foi profunda e o tempo mostra hoje que Marina tinha total razão. A hidrelétrica de Santo Antônio foi um fracasso em matéria de produção de energia elétrica e em faturamento comercial. Acumulou dívidas altíssimas e uma delas foi paga por Furnas. 

COLLOR –  Daniel Gullino, O Globo, informa na edição de ontem, que os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, votaram no Supremo Tribunal Federal pela condenação do ex-presidente Fernando Collor por corrupção a 22 anos de prisão por recebimento de propina, pena que deve começar a cumprir em regime fechado.

 A proposta de condenação de Fernando Collor, que não é mais senador, pode ser a véspera de uma sinalização para a hipótese de um futuro julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.


Gonçalves, juiz acima de qualquer suspeita, pedia à OAS até ingresso na Copa do Mundo

Publicado em 19 de maio de 2023 por Tribuna da Internet

Ministro Benedito Gonçalves vai presidir trabalhos da comissão de juristas  da Câmara contra o racismo, instalada nesta quinta (21)

Processo contra Gonçalves por arquivado por prescrição

Felipe Bächtold e José Marques
Folha

O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Benedito Gonçalves, responsável por fundamentar a decisão que cassou o mandato de deputado do ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos-PR), tem histórico de problemas com a Lava Jato —operação que tinha o parlamentar como um de seus símbolos.

Benedito, relator do pedido de cassação de Deltan e também ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), virou alvo da operação por suas relações com Léo Pinheiro, ex-presidente da empreiteira OAS.

SALVO PELA PRESCRIÇÃO – Antes mesmo da homologação da delação de Léo Pinheiro, em 2019, houve a abertura de um procedimento de investigação sobre o ministro, mas a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu arquivamento por extinção da punibilidade e prescrição, segundo a Folha apurou.

O magistrado chegou a ter contra si um pedido de providências no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em 2015, que também acabou arquivado, no ano seguinte.

Outras menções a integrantes de tribunais superiores e ao irmão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli foram arquivadas pelo ministro Edson Fachin, também a pedido de Raquel Dodge. Nesses casos, não houve abertura de inquérito.

SEM COMENTÁRIOS – Procurado pela Folha por meio das assessorias do STJ e do TSE desde quarta-feira (17), Benedito Gonçalves não se manifestou.

Ao negociar acordo de delação, Léo Pinheiro afirmou que conheceu o ministro em 2013 e que se reuniu com ele para discutir disputas judiciais envolvendo a construtora no STJ; e que até o início de 2014 Benedito julgou favoravelmente em duas causas que a empresa pleiteava.

Disse que houve pedidos de Benedito por apoio a sua postulação a ministro do STF, que à época estava com cadeira vaga. “Na época, o ministro buscava angariar apoio no meio empresarial para a sua candidatura ao STF e, durante os nossos encontros, trocamos algumas impressões sobre os caminhos que ele deveria seguir na sua candidatura”, disse Léo Pinheiro no relato.

EMPENHO E DEDICAÇÃO – Em mensagens, de acordo com o ex-presidente da OAS, Benedito lhe pediu “empenho e dedicação” ao seu “projeto”; e em encontros solicitou que Léo Pinheiro falasse com políticos com quem tinha relação.

Em determinado trecho do relato, o empreiteiro afirmou que, em 2014, a construtora contratou o cartório onde um filho do magistrado trabalhava no Rio de Janeiro, para serviços de autenticação e reconhecimento de firma, com pagamentos mensais da OAS de R$ 5.000 a R$ 7.000.

Também afirmou que o ministro pediu que atendesse sua esposa, que é advogada e queria oferecer serviços profissionais para a construtora. A contratação não se concretizou, de acordo com o delator, que também mencionou pedido de ingressos para a final da Copa do Mundo de 2014 —o que não foi atendido.

TODO MUNDO SABE – A proposta de delação na qual consta o relato sobre o ministro do TSE foi compartilhada entre procuradores do Ministério Público Federal da Lava Jato no aplicativo Telegram. As mensagens e os arquivos como o dessa delação, aos quais a Folha teve acesso, foram obtidos pelo site The Intercept Brasil em 2019.

Na investigação que prendeu Léo Pinheiro em 2014, a equipe da Lava Jato interceptou troca de mensagens do celular em que ele pergunta ao ministro Benedito se iria ao aniversário do ministro Dias Toffoli. Na conversa, eles também marcaram encontro no Rio.

O relatório de análise das mensagens feito pela Polícia Federal disse que “Léo Pinheiro mantinha contatos frequentes com o ministro Benedito Gonçalves, a ponto de o mesmo solicitar atendimento para seu filho, tendo Léo Pinheiro escalado para tal tarefa o advogado da OAS, Bruno Brasil”.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como diria o genial cineasta italiano Elio Petri, o ministro Benedito Gonçalves é um juiz acima de qualquer suspeita, que estabelece relações indignas com seus próprios réus e se mostra altamente criativo e até capaz de criar uma tese de “presunção de culpa”, para se vingar do ex-procurador que investigou seus procedimentos ilegais como magistrado. A que ponto chegamos… (C.N.)

Publicado em  29 Comentários | 

New York Times admite que Suécia acertou na pandemia da Covid sem fazer lockdowns


Biden Says the Pandemic Is Over. But at Least 400 People Are Dying Daily. - The  New York Times

Especialistas começam a extrair as lições dessa pandemia

Jon Miltimore
Foundation for Economic Education

Algumas semanas atrás, o New York Times publicou um artigo que teria sido impensável há alguns anos. “Como a Suécia, sem restrições, acabou tendo uma pandemia tão mediana?”, o título perguntava.

O autor do artigo no Times, David Wallace-Wells, não aceita alegações de que a Suécia — que sofreu intensas críticas por se recusar a entrar em lockdown em 2020 — teve a menor taxa de excesso de mortes na Europa, com apenas 3,3% mais mortes do que o esperado, a menor porcentagem entre os países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

UM MAU EXEMPLO? – Mas ele reconhece que “é difícil argumentar com base na experiência epidemiológica da Suécia que sua política foi desastrosa”. Isso pode não parecer muita concessão, mas é.

A “Grey Lady” (apelido do jornal, referindo-se à sua antiguidade e respeitabilidade) informou em 2020 que “a Suécia se tornou o mau exemplo mundial” por sua resposta à Covid, e o Times foi acompanhado por um coro de veículos de mídia (e o presidente Donald Trump) que alegavam que a Suécia havia “arruinado a resposta à pandemia” e amplificado o alcance do vírus.

Hoje sabemos que isso não era verdade. E embora Wallace-Wells pareça ressentir-se de Anders Tegnell — o arquiteto da política sueca — fazendo uma “volta da vitória pela mídia”, vale a pena apontar que o epidemiologista recebeu ameaças de morte por sua resposta à pandemia, que parece melhor a cada semana que passa.

MENOS MORTES – O quão bem-sucedida foi a abordagem da Suécia ainda está sujeito a debate. Enquanto Wallace-Wells é cético em relação às alegações suecas de que o país teve a menor mortalidade excessiva na Europa — ele diz que o conjunto de dados é imperfeito e não é ajustado para demografia —, mesmo assim é claro que a Suécia se saiu melhor do que muitas nações com lockdown.

Dados da Organização Mundial da Saúde que ele referencia mostram que os suecos tiveram uma taxa média de mortes em excesso de 56/100.000 — muito melhor do que a Itália (133), Alemanha (116), Espanha (111) e Reino Unido (109).

É importante lembrar que uma das razões pelas quais as nações entraram em lockdown em primeiro lugar foi que o Imperial College de Londres previu que até 40 milhões de pessoas morreriam em nove meses se o vírus ficasse sem controle.

HOUVE MENOS MORTES – Os mesmos modeladores do Imperial College previram que a Suécia sofreria 96.000 mortes até julho de 2020 se a nação não fechasse.

Isso não aconteceu, a contagem real de mortes em julho de 2020 foi de 5.700. Portanto, seja aceitando alegações de que a Suécia teve o menor excesso de mortes na Europa ou apenas se saiu de forma “regular”, é claro que os modeladores estavam terrivelmente errados.

Wallace-Wells não aborda esses erros de modelagem, mas destaca a ineficácia das regulamentações governamentais, admitindo que “as obrigatoriedades podem importar um pouco menos do que o comportamento social e a própria doença — e certamente menos do que queremos acreditar.”

OUTROS EXEMPLOS – As pessoas continuarão a debater as obrigatoriedades, é claro. Apontarão que países como a Finlândia e a Noruega tiveram menor mortalidade por Covid do que a Suécia, ignorando que (como Wallace-Wells também nota) esses países na verdade tiveram políticas menos rígidas do que a Suécia durante grande parte de 2020, de acordo com o Rastreador de Resposta do Governo ao Coronavírus de Oxford. Os vizinhos aparentemente foram rápidos em adotar a abordagem “mais leve” da Suécia.

Isso não significa que não temos respostas claras, no entanto. No início da pandemia, fiz uma pergunta direta: “a abordagem laissez-faire da Suécia para o coronavírus poderia realmente funcionar?”

Embora Wallace-Wells nunca diga exatamente sim, ele inclui uma citação reveladora de François Balloux, diretor do Instituto de Genética da UCL e professor de biologia computacional na mesma University College London.

MENOR RIGOR – “O que o ‘modelo sueco’ realmente sugere é que as medidas de mitigação da pandemia podem ser efetivamente implantadas de uma maneira respeitosa, em grande parte não coercitiva”, sugere Balloux.

Bem, Isso é o mais próximo de uma admissão de “Desculpe, estávamos errados” que provavelmente veremos no New York Times. Afinal, as medidas não coercitivas que Balloux menciona são exatamente o que os proponentes da abordagem da Suécia, incluindo os signatários da Declaração de Great Barrington, vinham defendendo desde o início.

E Wallace-Wells está correto quando observa que a Suécia nunca adotou uma abordagem de “deixar rolar”, como muitos afirmam. Infelizmente, a maioria dos países adotou medidas altamente coercitivas, até mesmo tirânicas, acreditando que tinham o conhecimento para planejar a sociedade.

DISSE O NOBEL – A maioria dos países ignorou o aviso do economista vencedor do Prêmio Nobel, F. A. Hayek, que alertou:  “Se o homem não quiser causar mais mal do que bem em seus esforços para melhorar a ordem social, ele terá que aprender que. em todos os outros campos onde prevalece a complexidade essencial de um tipo organizado, ele não pode adquirir o pleno conhecimento que tornaria possível o domínio dos eventos.”

Esta é a maior lição da pandemia: os planejadores centrais não possuem o conhecimento para organizar efetivamente a sociedade, mas possuem o poder de arruinar a ordem social — rapidamente. É precisamente por isso que Hayek disse que era imperativo que aqueles com poder abordassem a sociedade com humildade.

Algumas pessoas parecem ter aprendido esta lição. Wallace-Wells disse que é “humilhante reconhecer” que as restrições simplesmente não foram capazes de fazer o que muitos acreditavam que poderiam. Esperamos que outros também aprendam esta lição — e ofereçam aos suecos e ao Dr. Tegnell um pedido de desculpas bem merecido.

(Artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)

Marco Aurélio afirma que os ministros do TSE combinaram a cassação de Dallagnol

Publicado em 19 de maio de 2023 por Tribuna da Internet

Ex-ministro do STF, Marco Aurélio Mello reafirma voto em Jair Bolsonaro  contra Lula | Jovem Pan

“O que espanta é a unanimidade”, ironiza Marco Aurélio

Marcos Rocha
Conexão Política

O ministro aposentado Marco Aurélio Mello voltou a criticar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cassou o mandato do deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR).

“Enterraram a Lava Jato, agora querem fazer a mesma coisa com os protagonistas. Isso, a meu ver, não é justiça, é justiçamento”, disse o magistrado ao Estadão. “Eles esquecem algo que Machado de Assis ressaltou: o chicote muda de mão.”

JULGAMENTO COMBINADO – Ao longo de mais de 30 anos de carreira nas instâncias superiores, Marco Aurélio foi presidente do TSE por três vezes, e afirma que o julgamento de Dallagnol foi ‘combinado’ e deixa a Justiça Eleitoral ‘muito mal’.

“Onde vamos parar? Algo realmente impensável. O que me assusta é a hegemonia: foi unânime. E um julgamento combinado, pelo visto, porque foi muito célere”, declarou ele. “Como é que não houve divergência? Se lá eu estivesse, seria o chato”, completou o ministro aposentado, que também é ex-presidente do Supremo Tribunal Federal.

A COISA É TRISTA – “Basta você parar pra ver quem está aplaudindo essa decisão. Aí você vê que a coisa é triste. Se confirma o que o então senador Jucá disse lá atrás, quando começou o Mensalão, a Lava Jato, que era preciso estancar a sangria. Qual sangria? Do combate à corrupção? Eu quero que ela aja, que ela ocorra. Nós precisamos realmente afastar do cenário o sentimento de impunidade”, lamentou.

As críticas do ex-ministro também foram direcionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde ele esteve até 2021. Segundo Marco Aurélio, a Corte estabeleceu ‘competência universal’ para julgar os denunciados pelas invasões do dia 8 de janeiro. “Agora o Supremo julga o homem comum. É interessante. É o que eu digo: aonde vamos parar?”, questionou.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É gravíssima a denúncia de Marco Aurélio Mello, que conhece os bastidores do Supremo. Realmente, tudo indica que foi uma jogada ensaiada, como se diz no futebol. (C.N.)


Numa cultura polarizada, não existe lugar para a ironia, tudo é mortalmente literal

Publicado em 19 de maio de 2023 por Tribuna da Internet

Inclusão educacional de autistas em escolas militares de Minas Gerais

Tirinha do Armandinho, por Alexandre Beck

Luiz Felipe Pondé
Folha

Na Alemanha, a crítica cultural é largamente reconhecida —Kulturkritic. Entre nós, ela também o é, mas com menos amplitude. Um dos objetos mais presentes na prática dessa disciplina é a análise das transformações históricas — o que em si implica impactos sociais, políticos e psicossociais — dos comportamentos, das instituições, das visões de mundo e dos produtos culturais.

A pressão pela mercantilização do mundo — o que significa que tudo vira mercadoria — é um dos marcos dessa disciplina, no mínimo, desde Theodor W. Adorno (1903-1969).

INDÚSTRIA CULTURAL – Um fundamento da crítica cultural como método está no olhar sobre a indústria cultural enquanto determinante dos comportamentos ao longo dos séculos 20 e 21. Hoje, a indústria cultural não está apenas nas mãos da mídia profissional, ela está na sua mão: no celular, nas redes e na internet.

Muito do meu trabalho ao longo desses anos nesta Folha tem sido fazer crítica cultural. Já voltei a questões que discuti em outras oportunidades, ao longo dos anos, a fim de torná-las mais claras.

Hoje, volto a uma dessas questões: a crítica que fiz a uma série de TV na coluna de 28 de agosto de 2022. Muitos leitores se comunicaram comigo na época, leitores que me seguem e reconhecem o contraponto que faço ao coro dos contentes que impera no debate público atual. Dedico essa coluna a esses leitores.

FORA DA REALIDADE – Aquela coluna foi inspirada numa série da Netflix que à época fazia muito sucesso — “Uma Advogada Extraordinária”. Minha discussão ali, como sempre, era uma crítica cultural — uma série é um produto da indústria cultural — e não um debate acerca de diagnósticos psiquiátricos do autismo, uma vez que não sou da área, embora tenha alguns bons amigos nela.

O foco da crítica era a transformação de um quadro de grande sofrimento de famílias e pessoas numa personagem que parecia viver facilmente um roteiro de sucesso, distanciando-se assim da realidade sofrida no dia a dia.

Esse tipo de procedimento cultural produz ainda mais sofrimento pois se caracteriza por uma representação alienante da vida concreta das pessoas que experimentam o real.

IDENTIDADE AUTISTA –  Como analogia ao processo de transformação cultural da representação do autismo em nossa época, fiz referência à “moda” que a identidade melancólica sofreu ao longo dos séculos, na história da medicina, na literatura e no cinema.

Dentro do procedimento de crítica cultural referido acima, apontava na série que inspirou a coluna o fato de que traços da identidade autista eram facilmente representados pelo capitalismo como “ativos cognitivos” — foco, concentração e similares.

Em momento nenhum fiz referência a capacitismos ou discriminação de comportamento algum. Não era esse o foco da discussão e, sim, a crítica cultural da representação do autismo no ambiente contemporâneo.

COMPORTAMENTO DA PLATÉIA – Mesmo a referência à teoria do médico psicanalista inglês D.W. Winnicott (1896-1971) —teoria esta largamente reconhecida e praticada por profissionais da área da saúde mental no mundo inteiro, inclusive na China, conhecida por suas escolhas pragmáticas— exemplificava a reação à dita teoria por parte de uma plateia irada com a ideia de que uma falha ambiental —falha da mãe, do pai, da família em geral — pudesse ser tomada como uma causa em questão. Logo, o foco era o comportamento da plateia, mais uma vez, e não uma discussão sobre procedimentos diagnósticos.

CRÍTICA CULTURAL – Enfim, o objeto da coluna era uma crítica cultural da representação contemporânea do autismo em curso de instalação, não uma controvérsia diagnóstica — deixo isso para os profissionais da área da saúde.

Mas um pecado capital eu cometi. Apesar de ter avisado no texto em questão, usei de ironia, e, numa cultura polarizada como a nossa, não há lugar para a ironia. Tudo é mortalmente literal.

Leitores que se identificaram como autistas, via e-mails e nas redes, me agradeceram por finalmente apontar um grande equívoco no modo de representação das suas vidas reais. Ao contrário da série que inspirou o artigo, nada há de hype no autismo e, sim, alguém tentando sobreviver ao mundo que não é fácil para ninguém.


A nova tabela que entrou em vigor em 2023 para o eleitor de Tista de Deda que pular para o prefeito Deri do Paloma.

 

A ONG-Trnasparenciajeremoabo está recebendo copia de Contracheques de servidores da prefeitura Municipal de Jeremoabo que supostamente votaram no grupo de Tista de Deda no entanto, ao pularem  para o grupo do prefeito Deri do Paloma terá direito postar fotos e públicar no Instagram junto ao mesmo fazendo com os dedos o simbolo do PP-11, sendo posteriomente admidito através de Cargo Comissionado com vencimento que variam de um salário mínimo até R$ 10.000,00(dez ml reais).

Os que já for servidor será premiado com um aumento de vencimentos exorbitante, imoral e ilegal

Citarei um exemplar do contracheque não apresentando por enquanto o nome por se tratar de pagaementos oriundos de recursos Federais, porém depois de representado ao MPF, divulgaremos por completos inclusive fotos junto ao " Pai Deri"

Para que o eleitor contibuinte que paga os salários desse ato criminoso, apresentarei como exemplo,  um professor estatutário  que durante todo ano de 2022 recebia  mensalmente R$ 2.865,88, só foi pular para o grupo de Deri do Paloma agora em 2023 passou a receber mensalmente R$ 8.350,00(oito mil trezentos e cinquenta reais), esse é o valor do passe para o sortudo que conseguir ser locado na Secretoria de Educação.

 Isaac só errou quanto falou que o puteiro era na Câmara, apenas trocou as bolas.

Cabe aos vereadores e o sindicato dos professores fazer sua parte porque isso já virou mais um caso caso para Polícia Federal.

Nota da redação deste Blog - Observando o contracheque desse cidadão concernente ao mês de janeiro de 2023 recebeu:

Salário Liquido       4.807,78

Salário Base             t.198,,98

Vantagem                 1.389,19

Gratificação                 431,94

Carga Semanal          20 horas

Em destaque

INTIMAÇÃO PESSOAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL

  TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL SECRETARIA JUDICIÁRIA COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO   RECURSO ESPECIAL ELEITORAL (11549) - 0600425-35.2024.6....

Mais visitadas