sexta-feira, agosto 20, 2021
Angústia!
em 20 ago, 2021 4:04
Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.
Um excelente artigo da colunista do Estadão e analista de Assuntos Políticos Rosângela Bittar que o leitor precisa ler e refletir:
Ambiente de Brasília funde medo à morte com desvario do homem que domina os palácios.
O clima de Brasília está irrespirável. O ambiente funde o medo da morte, impregnado na nova expansão da pandemia descontrolada, com o desvario constante do homem que domina os palácios da capital. A cidade se transformou, desde o início, em campo de provas da negação da ciência, da vida e do bom senso. Um novo apocalipse.
Falsidades e mentiras são multiplicadas a cada dia da gestão Jair Bolsonaro. O presidente insiste em atacar, violentar, agredir, instituições e pessoas. Convém deixar que se enrole na sua própria teia e consuma seu próprio veneno. O que importa verdadeiramente é a sobrevivência dos cidadãos.
Pode-se listar as manobras rocambolescas de Bolsonaro:
1 – O pedido de impeachment dos ministros do Supremo não se deve a uma solidariedade fraternal ao ex-deputado preso Roberto Jefferson. Afinal, até o presidente sabe que não foi mera liberdade de expressão o que ele cometeu. A série de fotos e desaforos do ex-deputado, armado até os dentes, ameaçando autoridades, pelas redes sociais, não deixa dúvidas. Os provocadores, porém, aos ouvidos de Bolsonaro, o lembraram que, depois de Jefferson, o próximo alvo seria Carlos Bolsonaro.
2 – Ao reagir furioso ao encontro do ministro Luís Roberto Barroso com o vice-presidente Hamilton Mourão, Bolsonaro deu curso a seu traço marcante, de aplicar a tudo a teoria da conspiração. Avaliou que tal reunião se destinava a tramar sua derrubada da Presidência, deixando o poder com o vice. Foi do que se queixou, sem meias-palavras, a membros do Judiciário.
3 – A insistência com que repete que não haverá eleição no ano que vem, ameaça respaldada pelo general-ministro da Defesa, não define como e com quem dará o golpe. Um novo AI-5? Como ficariam os mandatos dos deputados e senadores? Os governadores terão seu tempo prorrogado? O Centrão, que se alimenta de eleições, concordará em extingui-las?
Com estas e muitas outras imprecisões e omissões, Bolsonaro conseguiu desviar a atenção do desastre do seu governo. Em todas as áreas, mas, em especial, na gestão da pandemia, que não acabou. Embora tenha se tornado tão incômoda aos seus planos eleitorais que o presidente nem sequer menciona mais a sua querida cloroquina.
A mobilização da sociedade está sendo insuficiente para conter as sucessivas ondas de insegurança geradas em cada palavra, gesto ou movimento do presidente.
Assim, o País precisa voltar ao que interessa, ao foco do qual o presidente quer desviar a atenção do eleitorado.
A constante morte de famosos lembra que a pandemia persiste e exige novas ações de combate. Outros países mais bem posicionados que o Brasil no enfrentamento da crise já estão retomando mecanismos extremos, como o lockdown. A pandemia se mostra viva e mutante. Até tirou a máscara do quarto ministro da Saúde do governo Bolsonaro, Marcelo Queiroga.
Posando de bom moço que nada devia à sociedade pelos malfeitos de seus antecessores, Queiroga entrou firme na campanha eleitoral da reeleição. Até transgrediu o plano nacional de imunização, reduzindo as doses de vacina devidas proporcionalmente a São Paulo. Mesquinharia incompatível com a gravidade da situação e mais uma questão para a Justiça arbitrar.
Ocupado apenas com seu destino e seu previsível fim, Bolsonaro inventa um enredo em que ele mesmo é o mocinho, o bandido, o padre, o pastor, o médico, o juiz de paz, o prefeito, o governador e a tropa de ataque à cidadela sitiada.
O que é mais mortal? Este Bolsonaro ou o coronavírus? A doença, é verdade, aproveita-se das populações mal governadas e abandonadas à própria sorte. Mas as instituições também precisam ampliar o seu papel de resistência. As convulsões diárias do faroeste bolsonarista não merecem tanta atenção.
Convém deixar que Bolsonaro se enrole na sua própria teia e consuma seu próprio veneno.
Bolsonaro, por ação tácita, finge que aceita, mas rejeita diálogo com senadores e com o STF
Publicado em 20 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Bolsonaro pensa (?) que a sua única defesa são os ataques desmedidos
Pedro do Coutto
Reportagem de Mariana Muniz e Dimitrius Dantas, O Globo de ontem, coloca em destaque mais uma investida do presidente Jair Bolsonaro contra ministros do Supremo e também contra um apelo ao diálogo formalizado por Rodrigo Pacheco, presidente do Senado Federal.
Bolsonaro rejeitou também a iniciativa no mesmo sentido do senador Ciro Nogueira, ministro chefe de sua Casa Civil. O presidente da República demonstrou, inclusive por linguagem grosseira, o distanciamento que efetivamente deseja manter com o quadro constitucional brasileiro e até com as urnas de 2022.
EXTENSÃO DO PLANALTO – Falando em uma igreja evangélica em Manaus, embora pareça incrível, Jair Bolsonaro disse que “um ou outro ministro” do STF atrapalha o Executivo, mas que esse quadro aos poucos vai mudando em decorrência de nomeações que forem sendo feitas. Nomeações, diga-se de passagem, que ele somente poderá fazer enquanto for presidente da República. A tradução da frase é a de que para ele, Bolsonaro, o Supremo é uma extensão do Palácio do Planalto e não um poder independente em si próprio.
Analisando-se bem a expressão, conclui-se que o presidente da República cometeu um dos seus maiores absurdos: considerou a Corte Suprema como uma bancada partidária inspirada por sentimentos religiosos, evangélicos e conservadores. A repercussão deverá ser bastante ampla, tanto no país quanto no exterior.
Bolsonaro joga e não desiste da radicalização. Ele sabe, conforme as pesquisas do Datafolha e da XP Investimentos assinalam, que se o voto fosse hoje, estaria inevitavelmente derrotado nas urnas de amanhã.
O ONTEM E O AMANHÃ – Foi um excelente artigo de Miriam Leitão publicado no O Globo desta quinta-feira sobre afirmações negacionistas que não se limitam ao desafio da pandemia, mas também ao confronto com o passado desprezando os registros que formam a história moderna e a memória dos brasileiros e brasileiras.
O general Braga Netto negou a ditadura de 1964 a 1985. Colidiu com os fatos que estão aí registrados para sempre, não mais se baseando apenas em relatos, mas em documentos oficiais. Entre eles, o da Constituição de 1988 que devolveu o direito de voto e restaurou a democracia brasileira.
Tanto houve ditadura no país que o presidente João Figueiredo, em 1979, assinou a Lei de Anistia para todos os envolvidos no maremoto político que atingiu o país por duas décadas. Episódios que culminaram com mortes como as de Vladimir Herzog e Stuart Angel são testemunhas do que aconteceu. Negar os fatos representa uma confissão, uma vez que somente se oculta aquilo que nos leva a um sentimento de culpa.
INTERNET – Reportagem de Paula Soprana, Folha de S. Paulo de quinta-feira, revela que a internet está presente em 83% das residências do país e é objeto de acesso de 64% das classes D e E, exatamente as de menor renda mensal e de condições de moradia precárias em áreas de risco pela insegurança do tráfico e pelas milícias da desordem urbana.
A mim surpreende a taxa de 64%, sobretudo porque existem custos mensais inerentes ao consumo de energia e relativos ao pagamento de tarifas pela navegação dos que podemos chamar de oceanos do espaço. Os dados dão margem a diversos outros estudos em consequência. Um deles a respeito de até que ponto o acesso à internet contribui para a capacidade de análise dos acontecimentos e dos episódios que marcam desdobramentos e mutações relativas ao hábito e ao impulso de pensar.
Porque se informações injetadas artificialmente fossem capazes de orientar a percepção humana todos os nossos pensamentos deveriam ser unificados. Como graças a Deus isso não acontece, verificamos que não é por aí o caminho da verdade. Interpretações são sempre sujeitas às mudanças tanto das épocas quanto dos dias que se sucedem numa escala felizmente incessante.
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