sábado, junho 26, 2021

Ricardo Salles pediu demissão do Meio Ambiente após saber que seria preso


Charge do Miguel Paiva (Site DCM)

Vera Rosa e Andreza Matais

Estadão

Alvo de inquérito que investiga um esquema ilegal de retirada e venda de madeira, Ricardo Salles decidiu deixar o Ministério do Meio Ambiente quando soube, na terça-feira passada, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pediria sua prisão.

Ao tomar conhecimento da informação por meio de um colega, Salles viu que sua permanência no governo era insustentável.

Segundo o Estadão apurou, Salles respondeu que, além de levar a crise para o centro do governo, temia pela segurança da mãe, também investigada.

A Polícia Federal apura operações financeiras de Salles, tendo como base o escritório de advocacia do qual ele é sócio com a mãe, em São Paulo.

O inquérito foi autorizado pelo Supremo, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A suspeita é de que Salles atuava no cargo para favorecer madeireiros que desmatam a Amazônia, abrindo caminho para o contrabando de madeira ilegal. Ele nega irregularidades.

O ministro Alexandre de Moraes analisa se existe mais algum investigado com prerrogativa de foro para manter o caso sob sua relatoria. Caso contrário, a investigação terá que ser enviada para a Justiça Federal do Distrito Federal ou do Amazonas.
A ministra Cármen Lúcia, relatora de um outro inquérito contra Salles no Supremo, determinou que ele entregasse seu passaporte à Polícia Federal para não deixar o País. A defesa do ex-ministro afirmou que o documento foi entregue na tarde de ontem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como se vê, Salles é daqueles elementos que costumam ser chamados de “filhos da mãe”.  Mas ele usa isso para que alguém fique com peninha dele. “Ah, coitado!”, diria a comediante Gorete Milagres. (C.N.) 

Bolsonaro faz motociata e diz que uma CPI de pilantras quer envolvê-lo em corrupção virtual

Publicado em 26 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

(Chapecó - SC, 26/06/2021) Motociata com apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em Chapecó na manhã deste sábado.Foto: Isac Nóbrega/Divulgação Presidência

Motociata percorreu o centro da cidade de Chapecó (SC)

Ana Luiza Albuquerque e Lucas Bello
Folha

Pressionado após ter sido levado ao centro das investigações da CPI da Covid no Congresso diante das denúncias de irregularidades na compra da Covaxin, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atacou a comissão em nova motociata na manhã deste sábado (26) em Chapecó (SC), no oeste catarinense.

Bolsonaro novamente promoveu aglomeração e cumprimentou apoiadores sem utilizar máscara de proteção contra o novo coronavírus. Chapecó tem 96% dos leitos de UTI para Covid-19 ocupados. O prefeito João Rodrigues (PSD) é alinhado ao presidente e defensor do chamado tratamento precoce, ineficaz contra a doença.

CPI DE PILANTRAS – Após o percurso de moto, Bolsonaro subiu em um carro de som e disse a apoiadores que a CPI é formada por pilantras que não querem investigar quem recebeu o dinheiro, em referência aos governadores, mas apenas quem enviou os recursos.

“Lamentavelmente o Supremo decidiu pela CPI e decidiu que governadores são desobrigados a comparecer. Querem apurar o quê? No tapetão não vão levar”, afirmou.

“Não adianta provocar, inventar, querer nos caluniar, nos atacar 24 horas por dia porque não conseguirão. Só uma coisa me tira de Brasília: o nosso Deus. Não vão ganhar no tapetão ou inventando narrativas”, disse Bolsonaro neste sábado.

VOTO AUDITÁVEL – No carro de som, ao lado do presidente, estavam líderes evangélicos da cidade. Bolsonaro repetiu discurso que havia feito a empresários de Chapecó na noite anterior, dizendo que “tiraram um vagabundo da cadeia, o tornaram elegível, e querem agora torná-lo presidente pela fraude”.

Mais uma vez, Bolsonaro voltou a questionar a segurança das urnas eletrônicas, sem, no entanto, apresentar provas para suas suspeitas.

“Tem eleições ano que vem. Se Deus quiser, com apoio do parlamento, [teremos] o voto auditável. Vamos botar um fim, no mínimo, na sombra da fraude que deve acontecer com toda a certeza a cada eleição”, afirmou.

CORRUPÇÃO VIRTUAL – Bolsonaro chegou a Chapecó na tarde de sexta-feira (25) e, à noite, participou de um evento com empresários em um auditório lotado. ​ No evento, Bolsonaro afirmou que a CPI da Covid está inventando um caso de corrupção no governo, em referência às acusações de irregularidades na compra da Covaxin.

“Estão inventando agora na CPI uma corrupção virtual. Uma vacina que não foi comprada, não chegou uma ampola aqui, não foi gasto um real. E o governo está envolvido em corrupção. É o desespero. Por Deus que está no céu, me policio o tempo todo. Só Deus me tira daqui. Tapetão por tapetão sou mais o meu”, disse.

O presidente não deu detalhes sobre o que quis dizer com “tapetão” e saiu do local sem falar com a imprensa, após ter insultado uma repórter no mesmo dia pela manhã.

Câmara flexibiliza a Ficha Limpa para “recuperar” políticos corruptos que estão inelegíveis

Publicado em 26 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

O advogado Márlon Reis, fundador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo

Ex-juiz Márlon Reis não aceita essa decisão dos deputados

Evandro Éboli
O Globo

Um dos idealizadores da Ficha Limpa, o advogado e ex-juiz Márlon Reis criticou duramente a aprovação de quinta-feira pelo plenário da Câmara da flexibilização da lei e que irá permitir que políticos hoje inelegíveis possam disputar as eleições de 2022.

Por 345 votos a favor e 98 contra, os deputados aprovaram que agentes públicos que tiverem suas contas rejeitadas e cuja punição foi multa estão elegíveis. Entendeu, a Câmara, que neste caso não houve intenção do administrador em causar prejuízo ao erário.

AGIR DOLOSAMENTE – Esse entendimento é rebatido por Márlon Reis. “Isso não existe. A lei da Ficha Limpa já pune quem age dolosamente. O fato de um ex-prefeito ter recebido apenas uma multa, como acredita a Câmara, não significa um dano menor. Não se pode olhar para a pena, mas para a conduta. A pena pode até estar errada, não importa. O que interessa é a ação de agir sim intencionalmente. Ora, alguém quem deixou de respeitar a Constituição e não aplicou o percentual da educação na educação, como o Fundeb, cometeu algo muito sério. Pode ter sido multado, mas praticou ato gravíssimo — disse Márlon Reis ao GLOBO.

Para o advogado, a medida, se aprovada no Senado, irá beneficiar centenas de gestores que cometeram graves irregularidades, em especialmente ex-prefeitos.

— Na véspera de uma eleição aprovar algo dessa natureza é inaceitável, um retrocesso. Vai liberar um grande número de pessoas hoje inelegíveis e que praticaram desvios para serem candidatos. Estão liberando um esquadrão de ímprobos para participar do pleito de 2022. Em especial ex-prefeitos, necessários para composição de chapas com deputados em seus estados — completou Reis.

ATOS DOLOSOS – Segundo Reis, esses atos dolosos, de improbidade administrativa e com a aplicação de multa, são a maior causa de inelegibilidade de contas públicas rejeitadas pelos tribunais de conta.

— É uma tragédia do ponto de vista democrático essa decisão da Câmara. Vamos tentar derrubar isso no Senado – afirmou o advogado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É aquela velha história. Inocentaram um criminoso como Lula da Silva, os outros corruptos agora querem isonomia e igualdade de tratamento. Assim, onde passa um boi, logo passa uma boiada(C.N.)

Líder de Bolsonaro na Câmara é autor da emenda que viabilizou importação da Covaxin

 

Líder de Bolsonaro na Câmara é autor da emenda que viabilizou importação da Covaxin

Ilustração reproduzida do site Outras Palavras

Vinícius Valfré e Julia Affonso
Estadão

O deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR), líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara, foi o autor da emenda que viabilizou a importação da vacina indiana Covaxin, da farmacêutica Bharat Biotech. Em fevereiro, o líder do governo apresentou a emenda 117/2021 à medida provisória 1026.

A MP editada pelo governo permitiu que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desse “autorização para a importação e distribuição de quaisquer vacinas” e medicamentos não registrados na agência, desde que aprovadas por autoridades sanitárias de outros países.

INCLUIU A ÍNDIA – A emenda de Barros incluiu a Central Drugs Standard Control Organization (CDSCO), da Índia, na lista de agências habilitadas. A CDSCO que deu o aval à Covaxin.

Em nota enviada na terça-feira, 22, Ricardo Barros disse que “não houve qualquer interferência do Palácio do Planalto no assunto” e que “a inclusão do órgão de saúde da Índia no artigo 16 da MP também foi motivo de emendas dos deputados Orlando Silva e Renildo Calheiros (ambos do PCdoB, partido de oposição)”.

As propostas de emendas dos parlamentares da oposição também foram usadas pelo secretário-geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, no pronunciamento em que ele saiu em defesa do líder do governo e prometeu investigar o servidor da Saúde que denunciou indícios de fraudes na compra do imunizante.

“MAIS UM ROLO…” – Até então integrante da base governista, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) disse à CPI que, ao levar as suspeitas de esquema de corrupção na importação do imunizante, Bolsonaro as atribuiu a Ricardo Barros.

“O presidente falou, com clareza, que iria encaminhar todas as informações para o DG (diretor-geral) da Polícia Federal, e chegou a tecer um comentário de um nome de um parlamentar, que eu não me lembro bem, que ele disse assim: ” É mais um rolo desse…”, e falou o nome da pessoa.”, afirmou Miranda.

Mais tarde, após diversas cobranças de senadores para que revelasse o nome, Luis Miranda decidiu contar que Ricardo Barros foi a pessoa mencionada pelo presidente em uma reunião de 20 de março.

COM O EMBAIXADOR -A medida provisória 1026 foi tópico de um telegrama, em 5 de março, do embaixador do Brasil na Índia, André Aranha Corrêa do Lago ao Ministério das Relações Exteriores. Ele relatou um encontro com representantes da Precisa Medicamentos, incluindo o sócio da empresa Francisco Maximiano, que disseram ter ido ao país asiático negociar com a Bharat Biotech um aumento do número de doses da Covaxin.

“O presidente da Precisa Medicamentos comentou que, com a divulgação de dados de eficácia pela Bharat Biotech e a iminência da aprovação da autorização para uso emergencial sem restrições da vacina na Índia, autorização semelhante poderia ser obtida em breve no Brasil”, aponta o documento em posse da CPI da Covid.

“Segundo ele, isso seria possível em razão da nova redação da Medida Provisória 1026/21, aprovada nos últimos dias pelo Senado Federal, que permitiu autorização automática para uso emergencial da vacina indiana no Brasil, uma vez obtido o registro emergencial junto a “Central Drugs Standard Control Organization” indiano.”

Justiça Federal condena presidente da OAB-TO é por apresentar documentos falsos

Justiça Federal condena presidente da OAB-TO é por apresentar documentos falsos
Foto: Reprodução / TV Anhanguera

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Tocantins (OAB-TO), Gedeon Batista Pitaluga Júnior, foi condenado a três anos e meio de prisão por estelionato. A pena é em regime inicialmente aberto e por isso ele não deve ser detido. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (24) pelo juiz federal substituto João Paulo Abe, da 4ª Vara Federal Criminal de Palmas. Ainda cabe recurso à decisão.

 

De acordo com o G1, além de Pitaluga, também foi condenado ao mesmo período de prisão o advogado Geraldo Bonfim de Freitas Neto, que teria participado do esquema. Os dois teriam, segundo a sentença, apresentado documentos falsos como procuradores do filho de uma milionária que morreu sem deixar herdeiros.

 

Gedeon Pitaluga Júnior afirmou, em nota, que "a decisão criminaliza o exercício da advocacia e contraria todo entendimento dos tribunais brasileiros pela não-responsabilização criminal do advogado acerca dos documentos apresentados pelas partes". Sobre o caso, disse ainda que "o Conselho Federal da OAB determinou o seu arquivamento em análise institucional".

 

Já Geraldo Bonfim de Freitas disse que "A decisão condenatória é ilógica, escorada na tese rejeitada por todos os Tribunais de estelionato judicial". Disse ainda que o advogado não pode ser criminalizado por documentos apresentados pelas partes. A fraude seria para obter acesso a parte dos bens de Eglantina Monteiro de Lima, que morreu em 2005. Ela era proprietária de vários imóveis no estado do Rio de Janeiro.

 

Apenas na conta bancária que foi alvo dos pedidos de Pitaluga e Bonfim de Freitas, o patrimônio de Eglantina era de mais de R$ 1,6 milhão. Com a fraude, eles teriam conseguido respectivamente R$ 46.108,53 e R$ 24.765,06. O suposto filho que eles representavam, de acordo com a sentença, nunca existiu.

 

Na denúncia do Ministério Público Federal há uma lista de outros três suspeitos de integrarem o esquema, mas a participação deles não ficou comprovada e por isso eles foram inocentados. Os procuradores acreditam que ao todo o grupo conseguiu quase R$ 500 mil da fortuna de Eglantina Monteiro. O G1 não conseguiu localizar algum representante legal do espólio dela.

 

Não é a primeira vez que a herança deixada por Eglantina é alvo de ações do tipo. Em 2015, o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou a neta de um bicheiro e mais três pessoas por tentarem se apropriar do dinheiro falsificando um testamento.

 

Gedeon Pitaluga é presidente da OAB do Tocantins desde 2018. Em 2020 ele foi um dos alvos de uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Tocantins. Na época, ele negou qualquer irregularidade e disse estar colaborando com as investigações.

 

Além da prisão, os dois advogados foram condenados ainda ao pagamento de multas. Ainda cabe recurso à decisão.

Bahia Notícias

Senadores pedem convocação de líder do governo para depor na CPI da Covid

por Raquel Lopes | Folhapress

Senadores pedem convocação de líder do governo para depor na CPI da Covid
Foto: Reprodução / Câmara dos Deputados

Os membros da CPI da Covid pediram a convocação do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). A decisão foi tomada após o depoimento do deputado Luis Miranda.
 

O parlamentar disse à CPI da Covid nesta sexta-feira (25) que o presidente Jair Bolsonaro afirmou que as suspeitas sobre compra da vacina indiana Covaxin eram coisa do "Ricardo Barros".
 

Miranda disse o nome do parlamentar em resposta à senadora Simone Tebet (MDB-MS).
 

Segundo o depoente, o nome foi mencionado quando ele se reuniu com o presidente para relatar as denúncias feitas pelo irmão Luis Ricardo sobre supostas irregularidades no contrato entre a Precisa e o Ministério da Saúde.

Bahia Notícias

Tapetão por tapetão sou mais o meu, diz Bolsonaro após criticar CPI por caso Covaxin


por Ana Luiza Albuquerque | Folhapres

Tapetão por tapetão sou mais o meu, diz Bolsonaro após criticar CPI por caso Covaxin
Foto: Reprodução / Flickr Palácio do Planalto

Após afirmar que a CPI da Covid está inventando um caso de corrupção no governo, em referência às acusações de irregularidades na compra da Covaxin, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse na noite desta sexta-feira (25) que "tapetão por tapetão" prefere o seu. Bolsonaro não deu maiores detalhes sobre a afirmação, nem sobre qual seria o seu "tapetão".
 

"Estão inventando agora na CPI uma corrupção virtual. Uma vacina que não foi comprada, não chegou uma ampola aqui, não foi gasto um real. E o governo está envolvido em corrupção. É o desespero. Por Deus que está no céu, me policio o tempo todo. Só Deus me tira daqui. Tapetão por tapetão sou mais o meu", disse.
 

A declaração de Bolsonaro foi feita a empresários em um auditório lotado na cidade de Chapecó (SC), que tem 96% dos leitos de UTI para Covid-19 ocupados. O prefeito João Rodrigues (PSD) é alinhado ao presidente e defensor do "tratamento precoce", ineficaz contra a doença. No sábado (26), Bolsonaro participará de uma motociata no município, como já fez em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.
 

Após a afirmação, o presidente disse que joga dentro das quatro linhas da Constituição e voltou a se referir a um decreto que impediria prefeitos e governadores de promover medidas mais duras de distanciamento social em meio à pandemia.
 

Ele novamente falou sobre a possibilidade de instauração do estado de sítio. "O estado de sítio só entra em vigor depois que meu decreto porventura for aprovado no Congresso. Depois de aprovado, se algo acontecer de errado, eu respondo", disse.
 

De acordo com o artigo 137 da Constituição, o estado de sítio pode ser decretado quando há "comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa" e "declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira". Para isso, o presidente precisa de aprovação do Congresso Nacional.
 

Durante a sua fala Bolsonaro voltou a questionar a segurança das urnas eletrônicas e disse que irá apresentar as provas. Desde 2018 o presidente insiste nas acusações, sem, no entanto, mostrar qualquer evidência que comprove sua tese. No início da semana, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deu 15 dias para que Bolsonaro apresente as provas de fraude.
 

No evento, após mais uma vez criticar o STF (Supremo Tribunal Federal), Bolsonaro afirmou que tiraram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da cadeia e o tornaram elegível para que ele pudesse ser presidente. "Na fraude. Com esse critério eletrônico que está aí ele pode chegar, mas com voto auditável não chega", disse.
 

Bolsonaro também afirmou que a "democracia não tem preço", e que o governo pode desembolsar R$ 2 bilhões "para colocar as urnas em condição de imprimir voto".
 

Pesquisa do Ipec sobre a corrida eleitoral de 2022 divulgada nesta sexta mostra Lula com 49% das intenções de voto no primeiro turno, contra 23% de Bolsonaro.
 

O presidente voltou a afirmar, ainda, que irá indicar um evangélico para a vaga que ficará aberta no STF com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello.
 

Lula tem se reaproximado dos evangélicos visando sua candidatura em 2022. Pesquisa Datafolha identificou que Bolsonaro e o petista estão empatados na preferência do grupo.
 

Para a vaga no Supremo, Bolsonaro disse que quer alguém leal, de confiança, que fale a sua linguagem e defenda questões econômicas e familiares. "Vou indicar quem toma cerveja comigo", afirmou.

Bahia Notícias

Covid-19: Brasil recebe novas 942 doses da vacina da Janssen doadas pelos EUA


por Jamile Amine

Covid-19: Brasil recebe novas 942 doses da vacina da Janssen doadas pelos EUA
Foto: Ministério da Saúde

O Brasil recebeu, na manhã deste sábado (26), um lote com mais 942 doses da vacina contra Covid-19 da Janssen, doado pelos Estados Unidos. O avião com os imunizantes pousou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), às 6h29.

 

“Essas unidades completam as 3 milhões de doses doadas pelo governo norte-americano para a vacinação da população brasileira. Mais de 2 milhões de vacinas dessa parceria foram entregues na sexta-feira (25)”, anunciou o Ministério da Saúde. Segundo a pasta, esta é a “maior doação de vacinas Covid-19 dos EUA para um país até o momento”.

Bahia Notícias

Empresa que receberia R$ 220 milhões por Covaxin está sediada em escritório de contabilidade


Sede em cingapura da empresa Madison Biotech, empresa usada para tentar receber antecipadamente US$ 45 milhões da compra da vacina indiana Covaxin Foto: Agência O Globo / Bárbara Nascimento

No endereço, trabalham um acupunturista e um contador

Bárbara Nascimento e Paulo Cappelli
O Globo

A empresa Madison Biotech, sediada em Cingapura, entrou na mira da CPI da Covid após um servidor público revelar, em entrevista ao GLOBO, que a companhia receberia um pagamento antecipado de R$ 222,6 milhões do Ministério da Saúde para importar a vacina Covaxin. A reportagem do GLOBO esteve no endereço informado pela Madison Biotech — e constatou que no local funciona, na verdade, um escritório de contabilidade.

A história tem origem no interesse do Brasil pela compra da vacina Covaxin no final do ano passado. Depois de alguns meses de negociação, no dia 25 de fevereiro, foi assinado um contrato de importação de R$ 1,6 bilhão para a compra de 20 milhões de doses do imunizante, fabricado pela farmacêutica indiana Bharat Biotech, que é representada no Brasil pela Precisa Medicamentos.

IRREGULARIDADES – O negócio chamou a atenção do servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda, que prestou depoimento nesta sexta-feira na CPI da Covid. Em entrevista exclusiva ao GLOBO, ele contou que se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro em março e listou uma série de suspeitas de irregularidades no processo de importação da Covaxin.

A principal delas teria relação com com um documento em que era previsto o pagamento antecipado de US$ 45 milhões (R$ 222,6 milhões) para a Madison Biotech, que não faria parte do contrato assinado entre o Ministério da Saúde e a Precisa, representante da Bharat no Brasil.

O GLOBO foi em busca dos representantes da Madison em Cingapura. O registro da empresa informa que ela funcionaria numa sala em um pequeno prédio comercial de dois andares no 31 Cantonment Road, no bairro de Tanjong Pagar, um distrito histórico perto do setor financeiro.

ACUPUNTURA E CONTABILIDADE – No local, uma sala de acupuntura funciona no andar superior. No piso inferior, uma placa estampa o nome Sashi Kala Devi Associates, um escritório de contabilidade e auditoria com 40 anos de existência.

Lá, uma mulher que se identificou como Sashi afirmou conhecer a Madison, mas disse que não poderia responder por ela. Sashi contou que seu escritório dá suporte a empresas que estão se instalando em Cingapura e afirmou que está prestando serviço para a Madison.

— Nós estamos dando suporte a eles com tudo isso, com o que eles nos dão instruções. Eles vão montar seu próprio escritório, mas não conseguiram vir para Cingapura e contratar as pessoas por conta do fechamento das fronteiras — disse Sashi.

ASSOCIADA DO LABORATÓRIO – A mesma versão foi dada pelo vice-presidente do Bharat Biontech, Srinivas Vellimedu. Ele sustenta que a Madison Biotech Pte Ltd é uma associada do laboratório.

— Ela atua como uma empresa internacional de compras e marketing para a Bharat Biotech. Todas as transações feitas entre as duas empresas sempre foram destinadas a estar em conformidade com as regras e regulamentos do país e serão realizadas em condições normais de mercado — disse Vellimedu.

Vellimedu pontuou, contudo, que a empresa já está operando, ainda que não tenha conseguido enviar fisicamente sua equipe para Cingapura. Ele afirmou ainda que há um diretor da empresa no país, mas não quis revelar o nome. Ao ser questionado sobre os detalhes do contrato com o Brasil, o vice-presidente se limitou a responder que a equipe responsável entraria em contato. O GLOBO procurou formalmente a assessoria de imprensa da empresa, mas não obteve resposta.

VENDA EM ATACADO – Criada em 14 de fevereiro de 2020, a Madison possui em seu quadro de diretores pessoas ligadas à Bharat Biotech. Uma delas é Krishna Murthy, fundador e presidente da fabricante da Covaxin. A outra é Rchaes Ella, responsável por desenvolver pesquisas de imunizantes.

Consulta ao site oficial do órgão do governo de Cingapura responsável pelo registro de empresas mostra que a Madison informa ser especializada em “venda por atacado de medicamentos farmacêuticos (Ocidente)”. A companhia tem sede num distrito histórico da região central de Cingapura.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Nada de novo em matéria de empresa-fantasma, sem sede nem representação. Aqui no Brasil são chamadas de “empresas-parte”. Ficam sediadas no escritório de contabilidade que serve de hospedeiro e no seu alvará de localização é registrado o endereço, seguido da palavra “parte”. Por fim, como se sabe, Cingapura é um dos paraísos fiscais que sediam a nata da pilantragem empresarial. (C.N.)


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