quinta-feira, maio 27, 2021

TCU atende ao governo e adia julgamento sobre gestão do general Pazuello na Saúde


Charge do Duke *domtotal.com)

Jéssica Sant’Ana
G1 — Brasília

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta quarta-feira (26) adiar por 60 dias o julgamento de um processo sobre a gestão do general Eduardo Pazuello à frente do Ministério da Saúde.

O adiamento atendeu a um pedido da Advocacia Geral da União (AGU). Com isso, a AGU terá mais 30 dias para se manifestar no processo, e os ministros do tribunal, mais 30 dias para analisar o caso.

APLICAÇÃO DE MULTAS – A área técnica do tribunal pediu a aplicação de multas ao ex-ministro da Saúde e a seus principais assessores na pasta por descumprimento de recomendações sobre testagem e assistência farmacêutica a estados e municípios.

General da ativa do Exército, Pazuello comandou o Ministério da Saúde entre maio de 2020 e março de 2021. Ministro mais longevo da pasta durante a pandemia, Pazuello teve a gestão marcada por uma série de polêmicas, como sucessivos recordes no número de mortes por Covid e recomendação do uso de cloroquina, remédio cientificamente comprovado ineficaz contra a doença.

Diante desse cenário, Pazuello foi convocado e prestou depoimento por dois dias à CPI da Covid, no Senado. Nesta quarta, a comissão decidiu convocar novamente o ex-ministro. Integrantes da CPI, como o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), avaliam que Pazuello mentiu no primeiro depoimento.

JULGAMENTO NO TCU – Em abril, o relator do caso, ministro Benjamin Zymler, votou por abrir processos em separado para apurar aplicação de multa a Pazuello e a seus assessores à época. Os ministros Bruno Dantas e Vital do Rêgo, no entanto, votaram pela aplicação imediata da multa.

Diante da divergência, os ministros Jorge Oliveira e Augusto Nardes pediram vista do processo, isto é, mais tempo para analisar o caso.

Em maio, Zymler afirmou que o advogado-geral da União, André Mendonça, ligou para ele e pediu mais tempo para se manifestar no processo. Segundo o ministro do TCU, Mendonça disse que precisava de tempo porque o caso demanda o acionamento de vários órgãos do governo. O pedido da AGU, então, foi levado para discussão no plenário do TCU nesta quarta-feira. Por unanimidade, os ministros decidiram adiar o julgamento, por 60 dias.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Os ministros fizeram um favor enorme a Bolsonaro e Pazuello. Se o TCU tivesse condenado o general logístico a pagar multa, ficaria configurada sua culpa nos desmandos da Saúde, facilitando os trabalhos d CPI.  (C.N.)

Prefeitos têm até 11 de junho para enviar dados sobre saneamento básico


Prefeitos têm até 11 de junho para enviar dados sobre saneamento básico
Vitória da Conquista / Foto: Reprodução / Prefeitura de Vitória da Conquista

Os municípios têm até o dia 11 de junho para enviar informações sobre o serviço de saneamento básico que fazem. A informação foi divulgada nesta terça-feira (25) pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Antes, a data-limite era na próxima segunda (31). Os dados vão servir para atualização do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

 

A ferramenta serve para o planejamento do saneamento básico, tanto para as instâncias federais como também para estados e municípios "Essas informações têm por objetivo ajudar os municípios, pois a partir delas vamos discutir no âmbito dos diversos órgãos governamentais as necessidades de cada ente", diz o secretário Nacional de Saneamento do MDR, Pedro Maranhão.

 

O SNIS é o maior sistema de informações de saneamento brasileiro. Através dele é possível encontrar informações e indicadores sobre a prestação de serviços de água e esgotos, de manejo de resíduos sólidos urbanos e drenagem e manejo das águas pluviais urbanas.

Bahia Notícias

Desembargadora do TJ-BA suspende vacinação 'indiscriminada' de rodoviários de Salvador

por Cláudia Cardozo

Desembargadora do TJ-BA suspende vacinação 'indiscriminada' de rodoviários de Salvador
Foto: Divulgação

A desembargadora Gardênia Duarte, da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), suspendeu a vacinação indiscriminada dos rodoviários de Salvador. O pedido foi feito pelo Município contra a decisão de 1º Grau que determinou a vacinação da categoria contra a Covid-19 sem escalamento por faixa etária, conforme anunciado previamente pela prefeitura da capital baiana.

 

A prefeitura de Salvador alegou que o Sindicato dos Rodoviários não tem legitimidade para propor a ação civil pública, sob pena de “transformar-se o sindicato em entidade coletiva que tudo pode, o que não é verdadeiro”. O Município também sustenta que a ação visa a proteção de trabalhadores individualmente considerados frente à política pública de vacinação, “sejam eles regidos pelo regime de direito público (estatutário ou reda) ou privado (celetista)”, de forma que não preenchem o requisito previsto em lei para fazer o pedido. Além do que, a liminar acabou por esgotar todo o objeto da ação. O Município afirma que houve prejuízo à municipalidade, pois não houve oitiva prévia para informar as normas técnicas nacionais e locais para a vacinação, além da limitação de vacinas.

 

Outro argumento é que, “apesar de pertencer ao grupo prioritário pelo Plano Nacional de Vacinação, não há como afirmar que os trabalhadores do transporte coletivo urbano são alcançados sem qualquer limitação de faixa etária”. Frisa que, diante da escassez de vacinas, o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação, por previsão expressa, impôs escalonamento para aplicação das doses. Também lembra que o Supremo Tribunal Federal (STF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) definem que a última palavra para estabelecer os públicos que serão vacinados cabe à administração pública frente a decisões judiciais. Considera ainda que decisões judiciais são uma pretensão de “furar fila” da vacinação, “bastando trocar-se a palavra rodoviário por padeiro, caixa de supermercado, engenheiro, empresário, mineiro, advogado, juiz, promotor de justiça, servidor público em geral, garçom, cozinheiro, pessoa com comorbidade de idade inferior a 40 anos, enfim, qualquer outra categoria / condição pessoal ou grupo que ainda não tenha sido contemplada no plano nacional de vacinação”. Entretanto, a Prefeitura reconhece que o juízo de piso está certo em sua decisão, pois é o desejo da Administração Pública vacinar toda população de forma imediata. 

 

Ao analisar o pedido de suspensão, a desembargadora alerta que o recurso somente analisa os requisitos necessários para concessão do efeito suspensivo da liminar, não atacando o mérito da ação. “O caso em apreço impõe ao Julgador uma análise bastante acurada diante do direito posto. Como exaustivamente abordado em todos os meios de comunicação, a sociedade brasileira – assim como outros países – enfrenta momento pandêmico que perdura por mais de um ano. Durante este período, diversas foram as batalhas políticas no sentido de identificar a esfera do Poder Público responsável pela adoção de medidas necessárias ao combate, ou, pelo menos, ao arrefecimento, da evolução das infecções e mortes por Covid-19”, diz a desembargadora em seu posicionamento.

 

Gardênia Duarte avalia que, conforme noticiado pela imprensa local, apontam para a irregularidade no fornecimento das vacinas por parte da União. “Este comportamento do Ente Federal resultou em graves problemas na continuidade da vacinação que culminaram com a redução do volume de pessoas diariamente vacinadas até alcançar a completa interrupção desta ação. Inicialmente, os estoques da Coronavac foram alcançados pela ausência de doses para o retorno daqueles que receberam a primeira dose. Com isso, o Município foi obrigado a suprimir da sua rotina diária a vacinação da primeira dose por este tipo de imunizante, sob o risco de não conseguir obedecer o período entre as duas doses determinadas pelo laboratório fabricante”. Ela também considera que a escassez da vacina obrigou a Prefeitura de Salvador a adotar comportamento diverso da continuidade vacinal a primeira dose, “repita-se, sob pena de não conseguir cumprir a vacinação completa daqueles que já tomaram a primeira dose”. 

 

No momento, ela observa que, com a falta de imunizantes, cabe a Prefeitura de Salvador definir uma nova prioridade na vacinação contra a Covid-19. “Vale salientar, ainda, que não cabe, neste argumento, falar em ofensa à ordem de grupos prioritários vinculados ao PNI, até mesmo porque, exatamente, os grupos prioritários são aqueles que estão habilitados para receber a segunda dose”. Para a desembargadora, a decisão questionada impõe ao Município uma obrigação “próxima da impossibilidade” de ser cumprida, pois não há vacinas suficientes para a população. “Em razão de um quadro crônico de ações ou omissões, contínuas e sistemáticas, por parte do Poder Público Federal há flagrante a violação dos direitos fundamentais não somente daqueles alcançados pela tutela do agravado, mas, também, como outros grupos prioritários estabelecidos pelo PNI, assim como por toda sociedade que aguarda a regularização do padrão do ritmo vacinal”, declarou.

Bahia Notícias

Flávio Dino: Convocação de governadores na CPI é 'embaraço constitucional'

por Jade Coelho

Flávio Dino: Convocação de governadores na CPI é 'embaraço constitucional'
Foto: Reprodução/G1

A aprovação de convocação de nove governadores, um ex-governador e uma vice-governadora para prestarem depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia vai acabar em um debate no Supremo Tribunal Federal, na visão do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Ele vê o ato como um “embaraço constitucional, legal e até regimental”.

 

Nesta quarta-feira (26), a comissão aprovou a convocação dos governadores Wilson Lima, do Amazonas; Ibaneis Rocha, do Distrito Federal; Waldez Góes, do Amapá; Helder Barbalho, do Pará; Marcos Rocha, de Rondônia; Antônio Denarium, de Roraima; Carlos Moisés, de Santa Catarina; Mauro Carlesse, de Tocantins; e Wellington Dias, do Piauí.

 

Segundo Flávio Dino, que além de governador é professor de Direito Constitucional da Universidade Federal do Maranhão há quase 30 anos, “é muito difícil compatibilizar esse ato com a Constituição e com o próprio regimento interno do Senado”. O governador concedeu entrevista ao programa Isso é Bahia, uma parceria da A Tarde FM 103,9 com o Bahia Notícias, nesta quinta-feira (27).

 

Ele argumenta sob dois aspectos. O primeiro é no sentido de que todas as pessoas que determinam uso de dinheiro público têm que prestar contas e classifica esse como um princípio basilar da estrutura do estado brasileiro. “Sou absolutamente a favor de haja controle, fiscalização, cobrança”, acrescentou.

 

“A segunda reflexão diz respeito a forma como isso se dá, qual procedimento legítimo para que isso ocorra. E aí nós temos o embaraço constitucional legal e até regimental”, sinalizou, ao falar da convocação de governadores.

 

O governador do Maranhão citou o princípio federativo ou forma federativa de estado. Que prevê que essa transparência e prestação de contas por parte dos estados seja feita por parlamentos estaduais, Ministérios Públicos Estaduais e Tribunais de Contas dos Estados

 

“Temos decisões, inclusive do STF, que entendem que os governadores e prefeitos não podem ter suas atividades objeto de coação ou fiscalização por parte da esfera nacional”, completou Flávio Dino.

Bahia Notícias

Prefeitura de Jeremoabo descumpre a LAI- Lei 12.525/11 de acesso a informação

 






Para que o cidadão não tome conhecimento dos Editais, a prefeitura de Jeremoabo mesmo já sendo multada uma vez pelo Ministério Público Federal, continua descumprindo a Lei- 12,525/11 para que o cidadão não tome conhecimento dos editais.

Quanto qualquer pessoa entra no Site transparência Jeremoabo, abre a primeira página como abaixo exposto, porém quando Clica em VIZUALIZAR, aparece outro formulário que só consegue abrir ou seguir para segunda página quem é cadastrado.


A ONG-TransprenciaJeremoabo espera que com a urgência que o caso requer seja normalizado a situação atendendo a Lei e a Determina da Justiça, sob pena de entrar com uma representação provocando o MPF.



Convocação de governadores divide CPI da Covid e a maioria quer adiar depoimentos

Publicado em 27 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Bate-boca na CPI da covid-19

Charge do J. Bosco (O Liberal)

Julia Chaib e Renato Machado
Folha

A convocação de nove governadores para depor na CPI da Covid provocou atrito no grupo majoritário da comissão do Senado, que agora quer postergar ou no mínimo diluir os depoimentos dos gestores estaduais o máximo possível.

Reservadamente, os senadores avaliam que a oitiva de governadores vai desvirtuar o rumo atual das investigações e tirar o foco do presidente Jair Bolsonaro, beneficiando o mandatário.

MAIORIA É CONTRA – A maioria dos integrantes da CPI é formada por senadores independentes ou de oposição —só 4 dos 11 titulares são governistas. As divergências a respeito da convocação ficaram explícitas nesta quarta-feira (26) em bate-boca durante a reunião em que foram aprovados os requerimentos.

Dos governadores foram convocados Wilson Lima (PSC-AM), Helder Barbalho (MDB-PA), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Mauro Carlesse (PSL-TO), Carlos Moises (PSL-SC), Antonio Oliverio Garcia de Almeida (sem partido-RR), Waldez Góes (PDT-AP), Wellington Dias (PT-PI) e Marcos José Rocha dos Santos (PSL-RO). Também foi chamado o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC).

A CPI da Covid aprovou nesta quarta a convocação novamente do ex-ministro Eduardo Pazuello (Saúde) e do atual ocupante da pasta, Marcelo Queiroga, que já haviam prestado depoimento.

OUTROS CONVOCADOS – Em uma derrota para o governo Bolsonaro, ainda foram convocados o assessor internacional da Presidência da República, Filipe Martins, e o ex-assessor especial Arthur Weintraub —irmão do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub.

As convocações foram definidas em reunião secreta dos membros da comissão, realizada pouco antes da sessão em que os requerimentos foram apreciados.

Segundo alguns participantes da reunião, a sugestão de convocar governadores foi aceita por unanimidade. No entanto, mais tarde, na hora da votação aberta, alguns senadores apresentaram votos contrários, como o petista Humberto Costa (PE).

No caso específico da convocação de Helder Barbalho, filho do suplente da CPI Jader Barbalho (MDB-PA), houve oposição do relator Renan Calheiros (MDB-AL), de Eduardo Braga (MDB-AM) e de Humberto Costa.

Depois de muita violência e mortes na cidade de Jeremoabo, parece que dessa vez a repressão será iniciada pela polícia.

.


Ontem (26.05) em Jeremoabo houve uma tentativa de assassinato contar uma trabalhadora em pleno centro da rua, hoje vemos muitos  veículos da Polícia  Civil nas ruas e Bairros da cidade, torcer para que dessa vez consigam inibir os assassinatos.

 Foto: Marcos Corrêa/PR

Comandante do Exército e ministro da Defesa acompanharão o presidente durante agenda na Amazônia27 de maio de 2021 | 07:13

Generais vão passar por teste em viagem com Bolsonaro.

O ministro da Defesa, Walter Braga Netto, e o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, passam por novo teste ao participar, nesta quinta, 27, da inauguração de uma ponte na Amazônia com o presidente Jair Bolsonaro, que transforma todos os seus eventos em atos políticos. Paulo Sérgio é general de quatro estrelas da ativa.

O evento do presidente com os dois generais será exatamente no mesmo dia em que se completa o prazo de 72 horas para que o também general da ativa Eduardo Pazuello, de três estrelas e ex-ministro da Saúde, apresente sua defesa pela participação num trio elétrico, no Rio, domingo passado, durante uma manifestação de claro cunho político, ao lado de Bolsonaro.

Após a entrega da defesa de Pazuello, que vence no fim da tarde, o comandante Paulo Sérgio terá oito dias, até a sexta-feira da próxima semana, para decidir se haverá punição ao ex-ministro e qual será ela. A gradação vai de mera advertência até prisão de, no máximo, 30 dias, passando também pela possibilidade de suspensão.

Ao lado disso, há a expectativa de que Pazuello antecipe sua passagem para a reserva. Pelas regras, ele tem até agosto de 2022 para permanecer na ativa, mas, desde que assumiu o Ministério da Saúde, vem sendo instado a adiantar essa decisão. O ex-ministro da Saúde é general intendente e atingiu o máximo posto no serviço, ou seja, três estrelas.

Com a ida ao trio elétrico na manifestação política, a permanência de Pazuello na ativa é considerada inadmissível. O próprio vice-presidente Hamilton Mourão já admitiu publicamente que essa é uma saída inevitável para amenizar a situação do ex-ministro.

Há intensa pressão de oficiais-generais das três Forças para uma punição exemplar a Pazuello, porque a participação em atos políticos é proibida pelo Estatuto Militar e pelo Regimento Disciplinar do Exército, dois documentos que são ensinados aos alunos das escolas militares já na primeira semana de aula. Deixar passar a atitude de Pazuello em branco criaria um precedente considerado muito perigoso.

De outro lado, há um temor no Comando do Exército de que o comandante Paulo Sérgio determine, por exemplo, a prisão de Pazuello e seja desautorizado por Bolsonaro, que, como presidente, é comandante em chefe das Forças Armadas. Jamais ocorreu algo assim, já que se trata de uma decisão monocrática do comandante, mas, com Bolsonaro, tudo é tido como possível.

Desautorizar comandante do Exército, que acaba de assumir após a crise provocada com a demissão do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e de todos os três comandantes – do Exército, da Marinha e da Aeronáutica –, seria arriscado para o próprio Bolsonaro e poderia, inclusive, inviabilizar a permanência de Paulo Sérgio no Comando. Logo, o momento é de muitas conversas e muita tensão.

https://politicalivre.com.br/

CPI da Covid: senador Marcos Rogério que dados do MPF e TJ-BA sobre operações Metástase e Faroeste

 Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Na imagem, o senador Marcos Rogério, do Democratas27 de maio de 2021 | 07:41

O senador Marcos Rogério (DEM), membro da CPI da Covid, apresentou, nesta quarta-feira (26), um requerimento pedindo ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) informações das operações Metástase e Faroeste, deflagradas no estado.

Em seu texto, obtido por este Política Livre, o democrata justificou que a comissão tem como objetivo “apurar possíveis irregularidades em contratos, fraudes em licitações, superfaturamentos, desvio de recursos públicos, além da assinatura de contratos com empresas de fachada”.

A Operação Metástase tem como objetivo desarticular um esquema de desvio de recursos públicos destinados ao Hospital Regional de Juazeiro (HRJ), gerido por uma Organização Social (OS) contratada pelo Governo da Bahia.

Já a Faroeste, que começou no final de 2019, aponta a existência de um esquema de venda de decisões judiciais por juízes e desembargadores da Bahia, com a participação de membros de outros poderes, que operavam a blindagem institucional da fraude

https://politicalivre.com.br/

TJ-BA pagará gratificação por acúmulo de acervo processual aos magistrados do 1º grau


por Mauricio Leiro

TJ-BA pagará gratificação por acúmulo de acervo processual aos magistrados do 1º grau
Foto: Reprodução / TJ-BA

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) vai pagar aos magistrados do 1º grau no estado uma gratificação por acúmulo de acervo processual. A instituição do benefício foi aprovada durante em sessão plenária do TJ-BA, nesta quarta-feira (26). Em média, os valores variam entre 5% do valor do salário dos magistrados, chegando a R$ 1,5 mil. 

 

A proposta aprovada considera 600 processos por ano em varas criminais e 800 processos nas demais varas da Bahia. Apesar da aprovação, o desembargador Júlio Travessas pontuou sobre problemáticas vinculadas à gratificação e causou desconforto entre os outros magistrados com a proposta de alteração no número de processos.

 

"A minha proposta é aperfeiçoar em dois aspectos. A fim de solucionar esse disparate. Como exemplo, no TJ-PR, após a regulação do auxílio, tomou-se a ordem de 200 feitos criminais e 400 feitos cíveis", disse o desembargador. 

 

"O juízo do estado da Bahia tem que ter um número dobrado que os do Paraná. Em Alagoas, o patamar foi de 500 feitos em geral. Os processos no TJ-BA vale menos que no Paraná e Alagoas? Todo processo é processo em qualquer lugar do Brasil. Não é assim que funciona em uma democracia e não deve ser no poder judiciário", questionou.

 

O presidente do Tribunal, o desembargador Lourival Trindade retrucou o pronunciamento. "Não posso concordar. Comparar o poder judiciário da Bahia com o Paraná e Alagoas. Não vi o senhor trazer dados estatísticos para sustentar as premissas levantadas. O senhor tinha que apresentar na Comissão, enquanto tramita. O senhor deixou transcorrer o prazo e não o fez. Trouxe para o pleno", comentou. 

 

A proposta tramitou na Comissão de Reforma do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e também aprovou a implementação do auxílio-saúde para magistrados e servidores (veja mais). Os benefícios já tinham sido aprovados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Bahia Notícias

Salles falta à reunião de Conselho da Amazônia e Mourão reclama: “Falta de educação”


Mourão está perdendo a paciência com Salles

Augusto Fernandes
Correio Braziliense

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, repreendeu o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, devido à ausência dele em uma reunião, nesta quarta-feira (26/5), do Conselho da Amazônia Legal. Segundo Mourão, Salles não justificou o não comparecimento e tampouco enviou outro representante da pasta para o encontro.

“Nós precisamos de cooperação. Foi o que eu conversei com os ministérios aqui presentes. Lamento profundamente a ausência do ministério mais importante, que não compareceu à reunião hoje nem mandou representante, que é o Ministério do Meio Ambiente. Lamento profundamente”, disse o vice-presidente, em entrevista à imprensa.

Mourão comanda as ações do conselho, que foi criado no ano passado pelo governo federal com o objetivo de coordenar as ações voltadas para proteção, defesa e desenvolvimento sustentável da Amazônia, e conta com a participação de 15 pastas do Executivo.

Sem justificativa – Para o vice-presidente, a atitude de Salles denota uma “falta de educação”. “Não mandar representante, não comparecer, muito menos dar qualquer tipo de desculpa, vamos dizer assim. Na forma como eu fui formado, eu considero isso falta de educação”, ponderou.

Na semana passada, Salles foi alvo de uma operação da Polícia Federal por suspeitas de envolvimento em um esquema que facilitou a exportação ilegal de madeira para países da Europa e dos Estados Unidos.

Segundo a corporação, o ministro do Meio Ambiente teria concordado com a alteração de normas que só autorizavam a exportação de produtos e subprodutos madeireiros de origem nativa de florestas naturais ou plantadas mediante autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no local da exportação.

ABRINDO A PORTEIRA – Além disso, a PF acusa Salles de promover mudanças no corpo de funcionários da pasta para colocar pessoas de confiança e exonerar funcionários que eram contrários a uma flexibilização das normas para o envio de madeira ao exterior.

Mourão também comentou sobre a investigação contra o ministro do Meio Ambiente. “Em relação à operação da Polícia Federal, eu aguardo a investigação. Toda investigação começa com indícios que podem se comprovar ou não. Ninguém pode condenar o ministro a priori.”


Capitã Cloroquina mostra que obsessões de Bolsonaro viraram diretrizes oficiais


Charge do Benett (Folha)

 

Bruno Boghossian
Folha

Dois médicos dizem que deixaram o cargo de ministro da Saúde porque discordavam de Jair Bolsonaro na defesa de medicamentos ineficazes contra a Covid-19. Outra médica, subordinada a eles, teve destino diferente. Alinhada à plataforma do presidente, ela sobreviveu à sucessiva dança das cadeiras e foi premiada com mais projeção na pasta.

A longevidade de Mayra Pinheiro tem explicação. A CPI da Covid mostrou que a secretária de Gestão e Trabalho foi uma peça-chave na orientação do uso abrangente de cloroquina. Além disso, ela já declarou que medidas de isolamento causaram “pânico na sociedade” e que a contaminação de crianças nas escolas teria um “efeito rebanho” positivo.

PROTOCOLO POLÍTICO – A CPI ouviu a funcionária de segundo escalão para mostrar que o governo adotou um protocolo político no Ministério da Saúde. Ela assistiu à saída de Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, mas ficou no cargo porque integra a máquina que trabalha para transformar convicções de Bolsonaro em diretrizes oficiais.

O depoimento ilustrou o funcionamento desse aparelho. Senadores perguntaram por que o governo ignorou recomendações contra o uso da cloroquina.

A secretária respondeu que o ministério “não precisa fazer suas orientações baseado em outras instituições”. Ela deixou claro, porém, que a pasta seguiu opiniões a favor do remédio —a favor, portanto, das preferências de Bolsonaro.

OBSESSÕES DO PRESIDENTE – O senador Alessandro Vieira (Cidadania) apontou que o ministério obedeceu às obsessões do presidente. “No começo, todo mundo testou cloroquina, porque todo mundo queria uma solução rápida, barata, que não paralisasse a economia”, disse.

Apesar da sintonia, Mayra foi na contramão de Bolsonaro em pontos como o uso de máscaras. Embora o presidente já tenha dito que a proteção não funciona, a secretária afirmou que ela pode reduzir a transmissão do vírus.

A máquina da Saúde, porém, ficou ao lado do presidente por mais de um ano. A pasta só lançou neste mês uma campanha oficial em defesa do equipamento.

###
UM PAÍS DESMEMORIADO E A UNIÃO DE LULA E FHC

Uma das principais vantagens do ex-presidente Lula na vida política é a falta de memória do público e a mansidão dos adversários a quem ofende. Durante anos a fio Lula acusou Fernando Henrique, aos gritos e pelo mundo inteiro, de ter lhe deixado uma “herança maldita” no governo – insulto agravado pelo fato de ser uma mentira em estado puro.

Até pouco tempo atrás tratava FHC como uma das maiores, ou a maior desgraça que o Brasil já teve; era o grande satanás da “direita”, das “elites”, etc., etc.

Agora, candidato para governar o País pela terceira vez, Lula vira amigo de infância de quem acusava, cinco minutos atrás, de ser o retrato acabado do mal – e o inimigo engole tudo sem dar um pio.

Lula nunca retirou o que disse sobre a herança maldita. Nunca, aliás, disse uma palavra positiva sobre Fernando Henrique, ou sobre nada do que ele fez. Que raios, então, estão fazendo juntos?

Em destaque

Julgamento no TSE faz Alessandro Vieira passar de caçador a caça

Julgamento no TSE faz Alessandro Vieira passar de caçador a caça Senador se declarou pardo em 2022 e usou dinheiro do Fundo Partidário desti...

Mais visitadas