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Publicado em 26 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Alto Comando quer o general Pazuello na reserva
Vinicius Sassine
Folha
Integrantes do Alto Comando do Exército pressionaram o general Eduardo Pazuello para que ele tomasse a iniciativa de pedir a transferência da ativa para a reserva e ouviram do ex-ministro da Saúde que ele não tem essa intenção no momento. A resistência, segundo relatos feitos por Pazuello, deve-se ao fato de ele ser hoje o foco principal da CPI da Covid no Senado.
Generais do Alto Comando, todos eles da mais alta patente, de quatro estrelas, tiveram conversas com Pazuello, um general de três estrelas.
FEZ DISCURSO – As conversas foram no sentido de buscar a transferência do militar para a reserva, após a participação do ex-ministro em um ato político no domingo (23), ao lado de Jair Bolsonaro. O general fez um discurso em que exaltou o presidente.
Até o fim da tarde desta terça-feira (25), as conversas haviam sido infrutíferas. Pazuello disse a interlocutores que não pretendia pedir a transferência para a reserva.
O general teme ficar em desvantagem na relação com os senadores de oposição ou independentes da CPI da Covid. Esses congressistas são maioria no órgão e devem aprovar nova convocação de depoimento de Pazuello.
PASSAR PARA RESERVA – Isso não significa que a ida à reserva esteja descartada. A pressão prossegue, diante do entendimento de que a participação em um palanque político foi uma evidente transgressão disciplinar, com o pior recado possível a militares de patentes inferiores.
Um procedimento formal foi instaurado pelo Comando do Exército para apurar a conduta do ex-ministro. Pela lei, ele tem três dias úteis para apresentar uma resposta por escrito. A punição pode ser uma advertência, repreensão, prisão ou exclusão dos quadros, de acordo com gravidade e atenuantes do caso, previstos em lei.
A decisão sobre punição é do comandante da Força, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. Se ele não agir, também pode ser enquadrado como transgressor, conforme o regulamento disciplinar do Exército.
GESTO INDIVIDUAL – Segundo integrantes do Alto Comando, Pazuello não pode ser mandado compulsoriamente para a reserva. Esse gesto deveria partir dele, conforme esses generais.
Mesmo depois de Pazuello ter subido em um palanque político, ter tomado posse do microfone e ter feito um discurso em que exaltou o presidente, o Ministério da Defesa e o comando do Exército permaneceram em absoluto silêncio sobre a transgressão disciplinar do militar.
O gesto de Pazuello foi semelhante ao do general Walter Braga Netto, ministro da Defesa. Oito dias antes, ele também subiu em um palanque de Bolsonaro e discursou para apoiadores do presidente em Brasília.
OUTROS EXEMPLOS – O ato de Braga Netto é raro para quem ocupa o cargo de ministro da Defesa, a quem estão vinculadas as Forças Armadas. O ministro, em seu discurso, chegou a usar o nome das corporações ao se dirigir aos apoiadores.
Seu antecessor, general Fernando Azevedo e Silva, demitido por Bolsonaro em março, chegou a sobrevoar um ato de apoio ao presidente e contra a democracia.
A diferença é que Pazuello está na ativa, e Braga Netto e Azevedo, na reserva. O decreto de 2002 que institui o regulamento disciplinar do Exército prevê como transgressão disciplinar a manifestação política apenas por militar da ativa.

Aras quer tirar de Moraes o processo contra Salles
Eliane Cantanhêde
Estadão
O procurador-geral da República, Augusto Aras, enviou nesta terça-feira, 25, ofício ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, para afastar o ministro Alexandre de Moraes da investigação sobre exportação ilegal de madeira cujo principal envolvido é o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal na semana passada, com autorização de Moraes.
No ofício para Fux e numa petição direta para Moraes, Aras defende que essa operação da PF, chamada de Akuanduba, seja redistribuída a um outro ministro, por sorteio, ou vá direto para a ministra Cármen Lúcia, que já é responsável por uma ação conexa: a denúncia do delegado Alexandre Saraiva, ex-superintendente da PF no Amazonas, de que Salles obstruiu a maior investigação ambiental em favor de quadrilhas de madeireiros.
UMA PROVOCAÇÃO – A dúvida que perpassa tanto a PGR quanto o próprio Supremo é como a Operação Akuanduba, aberta pela Polícia Federal após denúncia do governo dos Estados Unidos, foi parar com Alexandre de Moraes. Circula, inclusive, uma provocação entre ministros e procuradores: foi Moraes quem “escolheu” a PF, ou a PF quem “escolheu” Moraes”?
O delegado Franco Perazzoni é o responsável pela operação, que resultou em quebra de sigilos bancário e fiscal, além de buscas em endereços residenciais e funcionais de Ricardo Salles.
A acusação que circula de boca em boca contra o delegado e o ministro Alexandre de Moraes é de que eles teriam agido em comum acordo, “atropelando”, simultaneamente, tanto o procurador-geral da República quanto o presidente do Supremo, a ministra Cármen Lúcia e o próprio diretor-geral da PF, Paulo Gustavo Maiurino.
MENOS AUTONOMIA – Antes mesmo da reação de Aras, Maiurino já havia encaminhado ao Supremo uma proposta de regulamentação limitando a autonomia de delegados para iniciar investigações de ministros e outras autoridades com foro.
No ofício encaminhado a Fux e na petição para Moraes, Augusto Aras enfatizou o que ele considera violação ao princípio do juiz natural (que seria Cármen Lúcia) e alega que, além da competência prevista em lei, o juiz, ou, nesse caso, o ministro do Supremo, deve ser imparcial, distante das motivações tanto do alvo quanto do promotor da ação.
Aras se irritou ao saber pela imprensa da busca e apreensão em endereços de Ricardo Salles, do presidente afastado e de ex-diretores do Ibama, quando o correto, na opinião da PGR e de ministros do próprio Supremo, seria pedir a manifestação prévia da Procuradoria antes de determinar uma ação com esse peso contra um ministro de Estado.
FORRA DE MORAES? – A suspeita, não assumida publicamente, é de que Alexandre de Moraes teria “bypassado” Aras numa espécie de retaliação à posição do procurador-geral no caso da prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ). Moraes determinou a prisão em flagrante do deputado bolsonarista por ataque às instituições e por ameaçar ministros do próprio Supremo. O parecer de Aras, porém, foi contrário à medida, alegando que parlamentar com mandato só pode ser preso com autorização expressa da Câmara dos Deputados – o que não havia sido considerado.
Há registro de que a ministra Cármen Lúcia também teria reclamado com Fux e reivindicado a relatoria, alegando que ela é a “ministra preventa”. Além disso, causou estranheza na PGR e em gabinetes do Supremo a cronologia das decisões: Moraes assinou a autorização de busca e apreensão para a Polícia Federal no dia 12 de maio, mas ele só teria recebido toda a documentação da PF com as justificativas para a decisão no dia seguinte, 13 de maio.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A bancada da impunidade não é fácil. Atua nos Três Poderes com impressionante desenvoltura. Se depender desses bravos procuradores, ministros e juízes, só irão para a cadeia os criminosos pobres, pois a Justiça é cada vez mais elitista. (C.N.)
Publicado em 26 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Bolsonaro pediu sigilo ao comandante Braga Netto
Jussara Soares
O Globo
Apesar da repercussão negativa entre militares, o Ministério da Defesa e o Exército ainda não se posicionaram oficialmente sobre a participação do ex-ministro da Saúde, general da ativa Eduardo Pazuello, na manifestação em favor do presidente Jair Bolsonaro no último domingo, no Rio. O caso gerou a abertura de um procedimento administrativo contra Pazuello, que já foi notificado pela Força a justificar sua participação, sem máscara, no ato que também gerou aglomeração.
Fontes militares e interlocutores do ex-ministro afirmam que o general recebeu na segunda-feira o Formulário de Apuração de Transgressão Disciplinar (FATD), onde deverá, por escrito, apresentar sua defesa. O prazo, segundo o Regulamento Disciplinar do Exército, é de três dias a contar da data da notificação, mas a data limite pode ser estendida a pedido do general.
REUNIÃO NA DEFESA – Inicialmente, o Exército cogitou divulgar uma nota sobre a abertura do procedimento contra Pazuello, mas desistiu sem maiores explicações.
Na manhã de segunda-feira, o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, se reuniu com o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, para discutir o caso. Uma semana antes, Braga Netto também foi criticado por discursar em um palanque em ao lado de Bolsonaro em Brasília.Ele, porém, é um general da reserva.
Após Pazuello apresentar sua justificativa, caberá ao comandante da Força decidir se o general receberá uma sanção ou não pelo seu comportamento. O Estatuto dos Militares diz que são “proibidas quaisquer manifestações coletivas, tanto sobre atos de superiores quanto as de caráter reivindicatório ou político”.
Se comprovada a transgressão, Pazuello poderá ser punido com advertência, repreensão, detenção ou prisão disciplinar. De acordo com fontes militares, o general deverá receber uma sanção mais leve para evitar um tensionamento com o Palácio do Planalto.
PASSAR PARA RESERVA? – Mesmo diante do mal estar na Força, o general, segundo interlocutores, não tem a intenção de passar à reserva e conta com o apoio do presidente. A pressão para que ele pedisse aposentadoria já existia no comando do Exército quando Pazuello estava no cargo de ministro, mas agora se intensificou.
Auxiliares do Planalto dizem que “há exagero” no caso. O desempenho do militar na CPI da Covid foi comemorado no Planalto por ele ter tentado blindar o presidente.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O presidente Bolsonaro deu ordem ao ministro da Defesa para não haver comentários sobre o caso Pazuello. O ministro Braga Netto avisou ao comandante do Exército, Paulo Sérgio Oliveira, que obedeceu é claro. E, conforme já explicamos várias vezes aqui no blog, não haverá punição a Pazuello, seguindo o exemplo da impunidade do general Hamilton Mourão, que em 2015 deu várias declarações esculhambando o governo Dilma Rousseff e defendendo o torturador Brilhante Ustra, a “punição” foi perder o comando de tropa (Exército do Sul) e passar a um cargo burocrático (Secretaria de Economia do Exército. Depois, continuou criticando publicamente e o governo e fez a palestra na Maçonaria em 2017, quando o comandante Eduardo Villas Bôas, seu amigo pessoal, lhe pediu que passasses para a reserva, para criticar o governo com mais tranquilidade, e Mourão foi presidir o Clube Militar, de onde saiu para ser eleito vice-presidente. (C.N.)
Publicado em 26 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Queiroga e Pazuello são novamente convocados
André de Souza, Julia Lindner e Natalia Portinari
O Globo
A CPI da Covid aprovou nesta quarta-feira mais de 100 requerimentos, que incluem a reconvocação do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, e do ministro Marcelo Queiroga, além da previsão de oitivas com nove governadores. Apesar da aprovação, ainda não há data para os depoimentos das testemunhas e nem todos precisam necessariamente ser chamados.
Os senadores decidiram reconvocar Pazuello e Queiroga para esclarecer contradições e inconsistências dos depoimentos anteriores. Os parlamentares também incluíram ex-assessores do Ministério da Saúde.
LISTA DE GOVERNADOES – Já o critério usado para a escolha dos governadores foi selecionar todos os estados que são ou foram alvo de investigação da Polícia Federal. Estão na lista Wilson Lima (AM), Hélder Barbalho (PA), Claudio Castro (RJ), Ibaneis Rocha (DF), Mauro Carlesse (TO), Carlos Moisés (SC), Eduardo Leite (RS), Antônio Oliverio Garcia de Almeida (RR) e Waldez Góes (AP). O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, também teve requerimento de convocação aprovado.
O nome do Claudio Castro, que é próximo da família Bolsonaro, foi retirado após discussões em reunião secreta para fechar um acordo sobre a lista de requerimentos. O argumento é que ele não estava no cargo durante as operações da Polícia Federal. A deliberação sobre convocação de prefeitos ficou para outro momento.
A convocação de governadores, defendida pelo presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), virou foco de divergência nos bastidores entre os senadores independentes e da oposição, que são maioria no colegiado. O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), e o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), consideram que a apuração vai desviar o foco do governo federal. Eles também argumentam que não faz sentido trazer representantes de estados que já são alvo de operações da PF.
WINTRAUB CONVOCADO – O ex-assessor especial da Presidência, Arthur Weintraub, irmão do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub também teve requerimento aprovado.
Após senadores fecharem acordo em sala fechada para convocar alguns governadores, com foco naqueles que são alvo de operação da Polícia Federal, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) insistiu na convocação dos representantes dos municípios neste momento. O presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), o chamou de “oportunista pequeno” por ignorar as tratativas do grupo.
— E os prefeitos, senador Omar Aziz, não vamos ouvir mesmo os prefeitos de capitais — questionou Girão.
GIRÃO OPORTUNISTA — “Vossa Excelência, o senhor estava lá na reunião”, disse Aziz a Girão. “Vossa Excelência é um oportunista e um oportunista pequeno. Desde o primeiro momento, toda sociedade brasileira que tem inteligência sabe que Vossa Excelência está aqui com um único motivo para que a gente não investigue por que o Brasil ficou sem vacina. E Vossa Excelência não entende patavina de saúde quer impor a cloroquina para a sociedade. Vossa Excelência é um oportunista!” — afirmou Omar Aziz.
— “Senador Omar Aziz, o senhor fez uma agressão” — reclamou Girão.
— Me leve para o Conselho de Ética! Me leve! Vossa Excelência não respeita ninguém, Vossa Excelência age sorrateiramente — rebateu Aziz.
Nada tenho a comentar porque no meu entender esse PRINT não passa de uma pegadinha ou mesmo de um Fake News.
Ou então, de um desrespeito as recomendações do Governo do Estado, e porque não dizer ao decreto do prefeito ou amaciando o terreno para a próxima cepa do COVID-19, que está batendo na porta com a terceira onda.
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