quinta-feira, outubro 29, 2020

Com artigo “Memento mori”, general Rego Barros se transforma em porta-voz dos militares

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Ex-porta-voz do governo, pernambucano Otávio do Rêgo Barros critica  Bolsonaro: 'Poder corrompe'

Rêgo Barros mostrou que os militares estão insatisfeitos

Denise Rothenburg
Correio Braziliense

O recado do general Otávio do Rego Barros, ex-porta-voz do Planalto, foi elogiado nos meios militares e, embora seja lido como um recado direto ao presidente Jair Bolsonaro, não foi visto com deslealdade. O objetivo, avaliam amigos do general, jamais foi criar celeuma. E sim alertar sobre o perigo de não se dar espaço ao que ele chama de “discordância leal”.

É isso que hoje mais incomoda grande parte dos generais e de antigos apoiadores do presidente, que, diante dos novos amigos do Centrão, deixa de lado aqueles que o ajudaram a chegar ao Planalto e apostaram num projeto.

INTRIGAS PALACIANAS – “Alguns deixam de ser respeitados. Outros, abandonados ao longo do caminho, feridos pelas intrigas palacianas. O restante, por sobrevivência, assume uma confortável mudez. São esses, seguidores subservientes que não praticam, por interesses pessoais, a discordância leal”, escreveu o general no artigo “Memento mori”, publicado nesta quarta-feira no Correio Braziliense.

Rego Barros, que foi porta-voz da Presidência, mas acabou isolado após um tempo, traduziu no artigo o sentimento que perpassa os militares, de que hoje o presidente confunde discordância leal com oposição e é preciso ter clareza de que nem toda discordância é deslealdade.

O artigo, aliás, fez com que muitos saíssem da “toca”, em solidariedade ao general. Alguns, inclusive que se veem hoje quase que atirados à oposição, embora não tenham essa intenção.

REVOLTA DOS GENERAIS – “Barbara Tuchman tinha razão: ‘A Marcha da Insensatez’ parece se repetir. Toda a minha solidariedade ao General Rêgo Barros pela atitude. Leitura precisa de um sombrio cenário. O mesmo cenário já repudiado por General Santos Cruz, Sérgio Moro e outros atentos defensores da moralidade”, escreveu em seu Twitter o general Francisco Brito, numa referência aos ex-ministros de Bolsonaro e à historiadora, jornalista e escritora estadunidense, ganhadora de dois prêmios Pulitzer.

O que o general Brito menciona de público corre a caserna nas conversas reservadas. O artigo “Memento mori” vale para todos aqueles que, ao alcançar o coração do poder, terminam deixando de lado os projetos iniciais pactuados e se acham acima do bem e do mal, sem levar em conta que a próxima eleição está logo ali e que é preciso manter firme a conexão com a realidade e não apenas com a bolha de seguidores nas redes sociais.

CASO DE PAZUELLO – O artigo de Rego Barros foi escrito logo depois do pito público que o presidente Jair Bolsonaro passou no ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o general que se viu no constrangimento de ter um protocolo de intenções assinado por sua pasta desautorizado pelo presidente da República, num tema tão caro à sociedade como a vacina contra a covid-19.

Já estava escrito, vale dizer, quando a revista Época trouxe reportagem de Guilherme Amado, contando os bastidores dos encontros do presidente com advogadas de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, e autoridades da área de inteligência do governo. Portanto, avisam alguns, quem tentar levar para esse lado estará num terreno que o general não pisou.

SEM ASSESSORIA – Na falta de alguém que discorde do presidente e lhe alerte sobre determinadas atitudes, a lição deixa clara ainda a necessidade de que o funcionamento de todas as instituições tem de ser fundamental.

“As demais instituições dessa república — parte da tríade do poder — precisarão, então, blindar-se contra os atos indecorosos, desalinhados dos interesses da sociedade, que advirão como decisões do “imperador imortal”. Deverão ser firmes, não recuar diante de pressões”, escreveu Rêgo Barros.

No Supremo Tribunal Federal (STF) e na cúpula do Congresso ficou a sensação de que as críticas às instituições não terão eco na caserna. Até aqui, o Planalto fez “cara de paisagem”. E diz o ditado que “quem cala, consente”.

Oposição aciona PGR contra Heleno e Ramagem por uso do GSI e da Abin para defesa de Flávio


Parlamentares apontam interesse pessoal de Bolsonaro de livrar o filho

Paulo Roberto Netto
Estadão

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e o diretor da Agência Brasileira de Investigação, Alexandre Ramagem.

Os parlamentares pedem a abertura de inquérito para apurar supostos crimes de advocacia administrativa, improbidade e abuso de autoridade derivados da participação dos ministros em reunião com a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), investigado por suposto esquema de ‘rachadinha’.

FORA DA AGENDA – O encontro fora da agenda foi revelado pelo jornalista Guilherme Amado, da revista Época, e confirmada pelo Estadão. A reunião teria feita em agosto no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro e as advogadas Luciana Pires e Juliana Bierrenbach, representantes de Flávio.

A discussão girou em torno de uma estratégia da defesa para anular a investigação sobre ‘rachadinhas’ conduzida pelo Ministério Público mediante tese jurídica de que informações presentes no relatório que identificou as transações suspeitas de Queiroz e deu início às investigações foram colhidas de forma ilegal.

“O Presidente da República, ao invés de se valer dos meios ordinários para apurar as supostas ilegalidades praticadas por servidores públicos, acometeu ao Senhor Alexandre Ramagem, diretor da Agência Brasileira de Inteligência – que não possui atribuições de polícia investigativa – a missão de encontrar os elementos que pudessem sustentar a tese relatada pela defesa do senador Flávio Bolsonaro”, afirmam Randolfe e Molon.

SEGURANÇA DO CLÃ – “A mesma ‘missão’ foi atribuída pelo Presidente da República ao Ministro da GSI, como ação necessária à ‘garantia da segurança da família presidencial’, quando, em verdade, a atribuição pode ser considerada desvio de finalidade, em que a estrutura da máquina pública é utilizada para atender a interesses privas e meramente políticos do Senhor Jair Bolsonaro e de seus familiares”, continuam.

Os parlamentares pedem a Aras que abra investigação para apurar ‘suposta busca por informações por vias claramente inusuais, de acesso restrito, e fazendo uso do poder hierárquico do Presidente da República’. “Tal comportamento evidencia o interesse pessoal e direto do Presidente Jair Bolsonaro de livrar o filho de processo judicial que pode reconhecer a prática de crime de corrupção”, afirmam.

COAÇÃO – Randolfe e Molon destacam ainda que Bolsonaro teria convocado o Secretário da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, para ‘coagi-lo a repassar informações sigilosas’ após a defesa de Flávio não conseguir documentos que indicassem o histórico de acessos de seus dados financeiros. Na ocasião, Tostes Neto informou o presidente que as buscas internas feitas pela entidade não confirmaram suspeitas de acesso ilegal aos dados de Flávio.

Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que “levou ao conhecimento do Gabinete de Segurança Institucional as suspeitas de irregularidades” em relatórios sobre Flávio. O motivo seria que os documentos “diferiam, em muito, das características, do conteúdo e da forma dos mesmos Relatórios elaborados em outros casos”.

Ainda segundo os advogados de Flávio, os relatórios anteriores não apontavam qualquer indício de atividade atípica por parte do senador”. O caso foi levado ao GSI “por ter sido praticado contra membro da família” do presidente, argumentaram os advogados.

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COM A PALAVRA, O MINISTRO-CHEFE DO GSI, AUGUSTO HELENO

Chegou ao conhecimento do GSI, de maneira informal, por meio das advogadas Luciana Pires e Juliana Bierrenbach, informação acerca de supostas irregularidades, que teriam sido cometidas em relatórios da Receita Federal.

De acordo com as citadas advogadas, tais denúncias foram trazidas ao GSI, em tese, por atingir integrante da família presidencial. Entretanto, à luz do que nos foi apresentado, o que poderia parecer um assunto de segurança institucional, configurou-se como um tema, tratado no âmbito da Corregedoria da Receita Federal, de cunho interno daquele órgão e já judicializado.

Diante disso, o GSI não realizou qualquer ação decorrente. Entendeu que, dentro das suas atribuições legais, não lhe competia qualquer providência a respeito do tema.

Lula se reúne com Ciro Gomes e acredita em “ampla coalizão” para derrotar Bolsonaro em 2022

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Lula diz que governo Bolsonaro é “totalmente submisso aos EUA de Trump”

Deu no Correio Braziliense

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acredita na formação de uma “ampla coalizão” para derrotar o presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Em entrevista à agência de notícias alemã DPA, o petista ainda se coloca como um possível candidato ou “apoiador de um candidato”.

“O que eu quero, como candidato ou como apoiador de um candidato, é ajudar a vencer o atraso que se criou no Brasil. Podemos ter uma ampla coalizão contra o Bolsonaro em 2022 para recuperar o direitos do povo brasileiro”, diz Lula na entrevista, sem citar nomes ou partidos que poderiam compor tal coalizão.

FICHA LIMPA – Impedido de concorrer a cargos públicos por causa da Lei da Ficha Limpa, ele também diz que ser candidato a presidente não é um “desejo pessoal”. Hoje, pesquisas apontam o nome dele e o do ex-ministro da Justiça Sergio Moro como os únicos capazes de derrotar Bolsonaro.

“A candidatura presidencial não é uma questão de desejo pessoal. Em 2018, eu queria correr porque sabia que, com minha experiência, poderia fazer muito mais. Eu era o favorito para ganhar a eleição, mas eles criaram uma farsa para impedir minha candidatura”, afirma.

CRÍTICAS –  À DPA, ele descreve o governo de Jair Bolsonaro como “totalmente submisso aos Estados Unidos de Trump” e critica a falta de investimentos em educação e ciência. “O atual governo tenta, a todo o momento, reduzir os investimentos em educação, além de agredir professores e cientistas. Eles querem descartar a folha de pagamento mínima para professores e não mais reservar uma determinada quantia de gastos para a educação”, diz.

“Estou preocupado com o Brasil e a desumanização das pessoas, o aumento da pobreza e as tensões que já começaram antes da pandemia e que esta crise acelerou”, completa. “No Brasil, houve um grande aumento do desemprego. E em um momento em que precisamos de liderança positiva e unidade, o país é governado por Bolsonaro, alguém que mente e busca a discórdia o tempo todo”, disse Lula, que se reuniu esta semana com Ciro Gomes, para discutir uma aliança política.

quarta-feira, outubro 28, 2020

Raimundo Caires aderiu ao 55

Justiça ratifica validade da PESQUISA ELEITORAL e mantém decisão inicial




Justiça ratifica validade da PESQUISA ELEITORAL e mantém decisão inicial.
GRUPO 55 está de parabéns, mostrou que agiu com integridade, conforme decisão judicial.
Não me surpreende a decisão judicial sobre a sentença proferida, já era esperada, a justiça é a proteção da legalidade e não dá vontade de uns e outros. Mais uma vez o Grupo do 11 sofre derrota por buscar caminhos tortuosos para alcançar seus objetivos. Só colhe tempestade aquele que planta vento, portanto, a vitória do Grupo 55 é um reflexo da verdade e da vontade do POVO JEREMOABENSE. Muito em breve, DERI DO PALOMA será lembrado como um sonho que se transformou em um tenebroso pesadelo, mas o povo acordou e este pesadelo jamais se repetirá, DERI DO PALOMA nunca mais.
Vimos as ofensas que foram bradadas com tanta veemência, contra o GRUPO 55, que embora soubéssemos de antemão quem era o mentiroso, usamos da tradicional humildade, seriedade, honestidade, discernimento e uso do bom senso, para, com sabedoria, usar do silêncio como resposta ao agressor, que de forma leviana, irresponsável e até COVARDE, a todos agrediu.
Publiquei um texto contestando as ofensas e o fato alegado e disse: pedirei desculpas e até farei elogios se comprovasse o que era proferido de forma ofensiva e desnecessária, até porque, ao agressor faltou o princípio da gratidão por aquele que em tempos não muito distante, sempre lhe estendeu a mão. Mas agora, ofensas conhecidas, pretensão não atendida, sobra-lhe a vergonha, mas essa, nem todos a tem.
Aqui fica um alerta, aquele que trai um amigo irmão, prova não ser signo de amizade ou de respeito, pois para trair novamente, basta ter Tempo e Oportunidades.
Já que não tenho motivos para pedir desculpas por ter divergido, o mínimo que se espera é a dignidade de vir novamente a público e dizer: ERREI!
DÁ-LHE 55.
SE JÁ ESTAVA BOM, AGORA VIROU "BÓTIMO", MISTURA DE BOM COM ÓTIMO.
José Mário Varjão

Quando escuto um ex-padre e advogado desmoralizando seu órgão a OAB fazendo politicagem e mentindo, só me resta citar Rui Barbosa.

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"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto."

E AGORA EX- PADRE MOURA? INVENTE OUTRA MENTIRA PORQUE ESSA A JUSTIÇA DESMASCAROU! QUE COISA FEIA HEIN?

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Que falta de vergonha na cara um ex-padre mentindo?
Quem levou pau foi você, sem ética.
 Qual a moral e a autoridade que você tem para cantar com antecedência a sentença que um Juiz irá prolatar?
Não desmoralize a OAB- por causa de politicagem, tenha dignidade, respeite o cidadão de bem de Jeremoabo, não queira zombar da inteligência de quem te deu acolhida.
Você é mentiroso, quem fraudou pesquisa?




PREFEITO DE JEREMOABO SOFRE REPRESENTAÇÃO AO MPE


15 de setembro de 2020

O Tribunal de Contas dos Municípios, em sessão realizada por meio eletrônico, nesta terça-feira (15/09), julgou procedente denúncia formulada contra o prefeito de Jeremoabo, Derisvaldo José do Santos, em razão da ilegalidade na dispensa de licitação para a contratação de empresa para recolhimento de lixo e outros serviços de limpeza na cidade, em caráter emergencial, no exercício de 2018. O relator do processo, conselheiro Raimundo Moreira, determinou a formulação de representação ao Ministério Público Estadual para que seja apurada a prática de ato de improbidade administrativa. O gestor foi multado em R$10 mil.

Segundo a denúncia apresentada ao TCM por vereadores do município, o prefeito de Jeremoabo, ao assumir o cargo em junho 2018, rompeu o contrato em vigor com empresa “JL Construtor Locadora e Serviços LTDA – ME”, que realizava o serviço de limpeza de vias públicas do município. E em seguida, realizou a contratação, sem licitação, da empresa “Construtora São João Batista – LTDA.” para a prestação do serviço – que envolve valores superiores a R$3,5 milhões.

Após analisar a documentação apresentada pelo prefeito em sua defesa, o relator não identificou situação emergencial que justificasse a rescisão unilateral do contrato com a empresa “JL Construtor Locadora e Serviços LTDA – ME” e a contratação sem licitação da “Construtora São João Batista – LTDA.”

Cabe recurso da decisão.

Jornalista sergipano é agredido na Bahia

 

Foi prestado o Boletim de ocorrência sobre o caso, o sindicato dos jornalistas de Sergipe já entrou em contato em apoio aos seus profissionais.

Redação,  28 de Outubro, 2020

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Sergipe (Sindijor/SE), em parceria com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (Sindijor/BA), e com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), repudiam veementemente as sucessivas agressões sofridas pelos Jornalistas Leonardo Dias e Larissa Baracho. Convidados para exercer suas respectivas competências profissionais para o candidato a prefeito do município baiano de Paulo Afonso, Anilton Bastos, no início da tarde desta segunda-feira (26), os comunicadores sergipanos foram surpreendidos com jatos de spray de pimenta, disparados por cidadãos antidemocratas, ligados ao grupo que faz oposição a Anilton Bastos.

 

Em posse de autorização judicial, a qual permitia a realização de registros fotográficos e cinematográficos em unidade de saúde dedicada ao tratamento de pacientes diagnosticados com Covid-19 naquele município, o grupo de trabalhadores foi abordado pelos agressores e orientado a deixar o espaço sob ameaça de ‘utilização da força’. Ao enaltecer a legalidade das ações jornalísticas, bem como enquanto anunciava a posse do devido aval emitido pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ/BA), um dos homens sacou o spray de pimenta e, com menos de um metro de distância, atingiu o rosto do Jornalista Leonardo Dias.

O ato foi filmado e contextualizado em Boletim de Ocorrência protocolado junto à Secretaria de Estado da Segurança Pública, através da Polícia Civil do Estado da Bahia. Além de enaltecer o repúdio contra esse ato, lamentavelmente protagonizado em um momento em que as ideias e propostas de avanços unificados deveriam prevalecer, solicitamos que as investigações sejam realizadas com rigor, e que os agressores respondam pelo ato infracional cometido. Pelo bem da soberania democrática presente na Constituição Federal de 1988, e pelo respeito à liberdade de imprensa, as entidades sindicais e a Fenaj exigem justiça; ao mesmo tempo, manifestamos a nossa solidariedade aos profissionais da comunicação agredidos e nos colocamos à disposição.

Por: Aparecido Santana / Política de Fato

1 dia atrás — Impunidade abre caminho para novas agressões contra jornalistas na Bahia ... Um vídeo flagrou o momento em que o jornalista Léo Dias foi ...
1 dia atrás — Repórter da Alvorada FM foi ameaçado no Nordeste da Bahia; ... Jornalistas baianos lutam contra impunidade após 4ª agressão em 3 meses: 

Jornalistas baianos lutam contra impunidade após 4ª agressão em 3 meses: 'Tentam nos calar'

 redacao@correio24horas.com.br

Foto: Divulgação

Repórter da Alvorada FM foi ameaçado no Nordeste da Bahia; comunicador Chico Sabe-tudo, de Paulo Afonso, também foi ameaçado e inquérito nem é investigado

A agressão dormita num inquérito policial, provocado pela queixa registrada pelo agressor. A ameaça direta contra o comunicador Chico Sabe-tudo, de Paulo Afonso, que se solidarizou com o colega de Jeremoabo, sequer é investigada, apesar de configurar prática criminosa (artigo 147 do Código Penal), segundo a Associação Bahiana de Imprensa (ABI).

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“Vá tomar no… você e toda a imprensa, e se ‘zoadar’ vai tomar tiro na cara! Bote aí no ar, que eu vou aí em Paulo Afonso matar você, porque eu tô com vontade matar gente e beber o sangue”. A ameaça feita pelo chefe de gabinete da Prefeitura de Jeremoabo, no Nordeste baiano, já era desdobramento da agressão do seu colega de governo, que aplicou um soco pelas costas, contra um repórter da Alvorada FM.

Apesar dos protestos e pedidos de providências feitos pelos sindicatos de jornalistas da Bahia e de Sergipe, da ABI e da Associação Brasileira de Imprensa, as autoridades policiais baianas têm sido pouco efetivas, afirma a Associação Bahiana, em nota. "Em vez do respeito à vida e às liberdades democráticas, o que irradia pela região, a partir dos episódios impunes de Jeremoabo, é a violência", diz trecho.

Munido de decisão judicial garantindo o acesso à Unidade de Pronto Atendimento de Paulo Afonso, os jornalistas sergipanos Léo Dias e Larissa Baracho tentaram registrar a desmontagem dos equipamentos que adaptaram a UPA para atender pacientes contaminados pelo novo coronavírus. Os dois profissionais trabalham para a campanha de um candidato de oposição ao atual prefeito, João de Deus (PSD), também candidato.

Ainda do lado de fora, foram abordados por dois prepostos da Prefeitura de Paulo Afonso. Rodrigo Alexsandro Oliveira de Menezes, supervisor Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, nomeado pelo prefeito em 1 de setembro de 2020, e seu irmão gêmeo, Alexandre Oliveira Menezes, enfermeiro com contrato temporário com a administração local, abordaram os jornalistas. Um vídeo mostra o momento em que Rodrigo aplica um jato de produto químico, supostamente spray de pimenta, contra o rosto de Léo Dias a menos de um metro de distância.

O fato foi registrado em Boletim de Ocorrência na Delegacia de Paulo Afonso e a denúncia de Léo Dias apareceu timidamente na imprensa da região. Jornalistas ouvidos pela reportagem da ABI na condição de anonimato atribuem a baixa repercussão ao clima de intimidação pelo fato de a dupla de agressores ser reconhecidamente violenta. Um deles aparece em foto compartilhada em grupos de aplicativos de mensagens portando armas sorrindo.

“Nós jornalistas não podemos nos calar diante de situações como essa. Usam da opressão para tentam nos calar a todo custo” desabafou Léo Dias.

Para ele, os comunicadores precisam lutar por democracia porque “a política tem que ser feita de forma responsável e transparente, sem ferir os diretos de qualquer cidadão.”

Em nota, a Prefeitura de Paulo Afonso disse repudiar “todo e qualquer ato de violência ou intimidação, primando pelo respeito a todos os cidadãos. Dessa forma, inicia a averiguação dos fatos para que sejam tomadas as medidas cabíveis.” Os irmãos Rodrigo e Alexandre ainda não foram localizados pela nossa reportagem.

Os sindicatos de jornalistas da Bahia e de Sergipe assinaram nota em conjunto, repudiando os fatos e exigindo providências por parte das autoridades. “Além de enaltecer o repúdio contra esse ato, lamentavelmente protagonizado em um momento em que as ideias e propostas de avanços unificados deveriam prevalecer, solicitamos que as investigações sejam realizadas com rigor, e que os agressores respondam pelo ato infracional cometido. Pelo bem da soberania democrática presente na Constituição Federal de 1988, e pelo respeito à liberdade de imprensa, as entidades sindicais e a Fenaj exigem justiça; ao mesmo tempo, manifestamos a nossa solidariedade aos profissionais da comunicação agredidos e nos colocamos à disposição.”

O jornalista Ernesto Marques, presidente da Associação Bahiana de Imprensa, também se solidarizou com os colegas agredidos. É a quarta ocorrência em menos de três meses e acontece pouco tempo depois do caso de Jeremoabo, aumentando a preocupação da entidade pelo clima de tensionamento gerado pela proximidade das eleições.

Segundo o presidente, a ABI vai solicitar audiência com o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, para tratar da sequência de ameaças e agressões registrada pela entidade. “Esperamos uma ação mais contundente por parte das nossas autoridades, porque a condução burocrática e lenta dos inquéritos policiais tem o efeito prático da impunidade que encoraja os agressores a elevar o tom”.

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