terça-feira, setembro 17, 2019

Jandira Feghali: “Os traidores não tem mais vergonha de NADA”

A deputada federal Jandira Feghali disse que foi um "tapa na cara do povo brasileiro" a entrevista de Michel Temer ao Roda Viva, quando ele reconheceu o afastamento de Dilma Rousseff como um golpe.
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A deputada federal Jandira Feghali disse que foi um "tapa na cara do povo brasileiro" a entrevista de Michel Temer ao Roda Viva, quando ele reconheceu o afastamento de Dilma Rousseff como um golpe.

A vida privada do homem público

Foto: MaisTupã - ilustrativa
Foto: MaisTupã – ilustrativa
Uma enorme discussão surgiu através das redes sociais sobre assuntos de interesse privado e ou público, em relação ao fato do prefeito José Ricardo Raymundo (PV), ter tirado licença para uma eventual pescaria de meio de ano.
Em 2017, nesta mesma época, o chefe do Executivo tupãense saiu na “surdina”, segundo consta, para fora do país, com o mesmo propósito – pescar, sem pedir autorização à Câmara de Tupã, e foi ameaçado de cassação de seu mandato.
O ato só não prosperou pela existência de outros interesses políticos que culminaram com o fim da “República Verde”. Partidos “interessados” no cumprimento da lei, aproveitaram a oportunidade para ajudar a governar o município a partir de uma grande coalizão que até os dias atuais rende ação na Justiça sob acusação de cooptação de vereadores.
A propósito, o artigo abaixo retrata muito bem essa situação sobre público e privado que atormenta tanto o brasileiro. Ao mesmo tempo que exige-se conduta ilibada, o cidadão desconhece que a vida privada do homem público é de interesse social!

DOM, 24/04/2011 – 09:38
ATUALIZADO EM 24/04/2011 – 17:11
Adamastor
Guardar o coração na cabeça
Gaudêncio Torquato – O Estado de São Paulo
“O estadista deve trazer o coração na cabeça.” A frase de John Kennedy, o mais querido presidente dos EUA, possivelmente explique por que sua vida íntima ainda hoje é um mistério, apesar de cercada por intrincada teia de boatos, que abrigaria um relacionamento com a mais famosa ícone da sensualidade feminina no cinema, Marilyn Monroe. Guiar-se pela razão tem sido desafio dos mais instigantes para todos os que militam na vida pública, sendo raros os que conseguem atravessar os longos corredores do poder sem cair nas armadilhas da vida privada. Estas marcam de maneira indelével o seu perfil. Basta lembrar o affaire envolvendo o presidente Bill Clinton e a estagiária Monica Lewinsky, no gabinete anexo ao famoso Salão Oval da Casa Branca, símbolo máximo do poder norte-americano. Ou a conversa picante, gravada em dezembro de 1989, entre o príncipe Charles da Inglaterra, então casado com a princesa Diana, e sua amante (hoje sua mulher), Camila Parker Bowles. A deterioração da imagem de atores políticos por eventos escandalosos tem sido comum no ciclo de fosforescência midiática em que vivemos.
Entre nós, o caso recente que despertou atenção foi a recusa do senador Aécio Neves a submeter-se ao teste do bafômetro, ao ser flagrado com a carteira de motorista vencida, dirigindo um veículo. A questão é: a vida privada do homem público deve ser objeto de interesse social? Resposta inapelável: sim. O homem público tem o dever de compatibilizar a vida privada e a pública, na medida em que ambas são forjadas por valores e princípios que expressam seu caráter. A Constituição expressa serem invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas. É inquestionável tal pletora de direitos. Mas estes devem ser exercidos para garantir a cidadania. Uma coisa é o ato particular, que ocorre no sagrado espaço do lar ou no ambiente pessoal de trabalho, outra é o evento privado que se desenvolve em território público. E mesmo em locais privados a conduta do homem público há de ser condizente com os valores republicanos e com preceitos éticos e morais da sociedade. É o que ocorre com o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, acusado de cometer delito ao atrair adolescentes para festas íntimas em suas propriedades. Quando altas autoridades de uma nação são flagradas em situações torpes, despencam no ranking da credibilidade social. Passam a ser motivo de vergonha e chacota.
É bastante tênue, como se pode perceber, a linha divisória que separa o comportamento íntimo do ator político de sua vida pública. Na história dos governantes, alguns souberam tirar proveito (e fazer marketing) de situações privadas, principalmente por meio de gestos, atitudes e manifestações voltadas para conquistar a simpatia popular. Líderes que procuram “humanizar” a imagem são, em geral, aplaudidos e admirados, eis que despertam nas massas sentimentos de familiaridade, simplicidade e proximidade. Na França, o presidente Giscard d”Estaing costumava sair pelas ruas, participar de partidas de futebol, exibir-se em festivais de acordeão, visitar prisões, convidar varredores de rua para tomar café da manhã no Palácio Eliseu. (Lula teria nele se inspirado para comemorar, todos os anos, o Natal com moradores de rua em São Paulo?) Outros exageram nos gestos, resvalando, por conseguinte, pelo perigoso terreno da galhofa. Pierre Trudeau, então primeiro-ministro do Canadá, em recepção cerimoniosa, chegou a escorregar pelo corrimão de uma escada. Outra feita, ocupou lugar na Câmara dos Comuns envergando camisa polo, paletó esporte e sandálias. Dessacralizar o poder, descer do Olimpo para a terra dos mortais, circular no meio do povo completam a bagagem de artifícios de governantes para atrair a simpatia da população. Tal sinalização contém alta taxa de demagogia.
Há, portanto, atos privados que são apreciados pela sociedade. E esta tolera certa liberdade de costumes e até uma dose de insolência. Mas o carisma do governante ajuda a aplainar arestas. Getúlio e Juscelino, vale recordar, foram presidentes namoradores, o que não lhes corroeu a fama. Thomas Jefferson, um dos homens mais admirados dos EUA, protagonizou um “escândalo” amoroso, o caso com uma de suas escravas, Sally Hemings, que fora a Paris cuidar da filha mais velha do presidente, na época com 9 anos de idade. Já o político inglês John Profumo, que tinha o cargo equivalente ao de ministro da Guerra, um dos heróis do Dia D (desembarque aliado na Normandia durante a 2.ª Guerra Mundial), foi protagonista de um grande escândalo: o envolvimento com a modelo Christine Keeler, no começo dos anos 60.
A rejeição a comportamentos de governantes tem que ver com o espírito do tempo. Em nosso país, a permissividade, particularmente no que concerne à apropriação do patrimônio da res publica, era enorme nos meados do século passado. Hoje o escopo da cidadania percorre sentimentos de classes e setores. Respeito às leis, igualdade, consciência de direitos começam a ser parâmetros para avaliar o desempenho na vida pública. A comunidade passa a enxergar a política com mais rigor. Desvios de padrão são denunciados pelo caleidoscópio social. Quem se arrisca nos descaminhos afunda, inexoravelmente, no poço do descrédito.
Neste ponto, voltemos ao episódio Aécio Neves. A impressão por ele causada, ao se recusar a fazer o teste do bafômetro, é de que não estava em condições de dirigir um veículo. A carteira de motorista vencida foi também sinal de que os bons exemplos, cada dia mais, deixam de vir de cima. Se um senador comete uma traquinagem dessas, por que eu não posso fazer? A comparação, embutida na cachola dos anônimos das ruas, sugere aos homens públicos que tenham cuidado. Não são eles invisíveis aos olhos da multidão.
Se quiserem galgar os degraus mais altos do poder, vale apreender a lição de Kennedy: guardem o coração na cabeça.
JORNALISTA, É PROFESSOR TITULAR DA USP E CONSULTOR POLÍTICO E DE COMUNICAÇÃO

" A vida privada do homem público é de interesse social! "

A imagem pode conter: céu, atividades ao ar livre e texto

Já fiz uma matéria informando que esse processo trata-se de problema pessoal do cidadão Deri do Paloma; acontece que os leitores desde quando esses bens foram penhorados, que vem insistindo na tentativa de colher maiores detalhes, inclusive alegando que não é assunto pessoal pois trata-se de um representante do povo.
Resolvi estudar o caso para informar com toda imparcialidade, já que  a vida privada do homem público é de interesse social!
A deterioração da imagem de atores políticos por eventos escandalosos tem sido comum no ciclo de fosforescência midiática em que vivemos.
Entre nós, o caso recente que despertou atenção foi a recusa do senador Aécio Neves a submeter-se ao teste do bafômetro, ao ser flagrado com a carteira de motorista vencida, dirigindo um veículo. A questão é: a vida privada do homem público deve ser objeto de interesse social? Resposta inapelável: sim. O homem público tem o dever de compatibilizar a vida privada e a pública, na medida em que ambas são forjadas por valores e princípios que expressam seu caráter. A Constituição expressa serem invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas. É inquestionável tal pletora de direitos. Mas estes devem ser exercidos para garantir a cidadania. Uma coisa é o ato particular, que ocorre no sagrado espaço do lar ou no ambiente pessoal de trabalho, outra é o evento privado que se desenvolve em território público. E mesmo em locais privados a conduta do homem público há de ser condizente com os valores republicanos e com preceitos éticos e morais da sociedade. É o que ocorre com o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, acusado de cometer delito ao atrair adolescentes para festas íntimas em suas propriedades. Quando altas autoridades de uma nação são flagradas em situações torpes, despencam no ranking da credibilidade social. Passam a ser motivo de vergonha e chacota." https://jotaneves.com.br/2018/06/a-vida-privada-do-homem-publico/
Diante do acima exposto, passo a informar que não tenho condições de detalhar minuciosamente o presente caso já que  teve início no ano de  2013; porém transcrevo a parte principal, que explica todo o conteúdo.
Quem quiser o detalhamento completo, basta clicar em cima do Processo abaixo.


0009836-72.2013.8.08.0024 - Último andamento em 16/09/2019 - Recebidos os autos
Ação: Execução de Título Extrajudicial
Vara: VITÓRIA - 7ª VARA CÍVEL
Situação: Tramitando
Petição Inicial: 201300341660
Exequente: ATLANTICA PRODUTOS DE PETROLEO LTDA
ALEXANDRE PIMENTA DA ROCHA - 76476/MG
Executado: SERTAO COMERCIO DE COMBUSTIVEIS LTDA



D E C I S Ã O


Vistos etc...




Alega o exequente, sucessão fraudulenta havida entre a empresa executada e a empresa “Oeste Comércio de Combustíveis Ltda.” sob o argumento de que a nova empresa funciona no mesmo lugar da executada e com o mesmo nome fantasia, sendo uma das sócias a filha do casal executado.

Pois bem, analisando detidamente os documentos colacionados aos autos, tenho que assiste razão ao exequente.

Verifico que a empresa “Oeste Comércio de Combustíveis Ltda.” funciona no mesmo local da empresa executada – Rodovia BR 110 KM 79, s/n, Bairro José Nolasco, Município de Jeremoabo, CEP.: 48.540-000, possuindo o mesmo nome fantasia - “Posto Paloma” e desenvolvendo a mesma atividade empresária.

Observo ainda pelo contrato social da empresa “Oeste Comércio de Combustíveis Ltda.” que uma das sócias é filha dos executados, tendo os executados assinado como testemunhas no referido documento.

Ante tais fatos, resta patenta e sucessão fraudulenta das referidas empresas.

Vejamos o entendimento jurisprudencial:

AGRAVO DE INSTRUMENTO. Execução por quantia certa contra devedor solvente. Decisão que deferiu os pedidos de inclusão de outras duas empresas no pólo passivo da ação expropriativa em razão de sucessão empresarial e desconsideração da personalidade jurídica dos sócios. Atuação fraudulenta da empresa executada. Criação de outras duas empresas. Constatação de que as sociedades exercem idêntica atividade comercial, com os sócios se revezando entre si e seus familiares, bem como sediadas oportunamente no mesmo endereço. Abuso da personalidade demonstrado em razão do desvio de finalidade (fraudar credores) e confusão patrimonial entre as empresas. Artigo 50 do Código Civil. Desconsideração da personalidade jurídica justificada, bem como a inclusão das outras duas empresas que sucederam a executada no polo passivo. Precedente desta câmara. No caso concreto, restou demonstrado que a sociedade executada está sediada no mesmo endereço de outra empresa, possuindo ambas idêntico objetivo e pertencem a núcleo familiar comum. Tais fatos evidenciam a ocorrência de confusão empresarial, o que caracteriza abuso, autorizando a desconsideração da personalidade jurídica da executada e a inclusão da nova pessoa jurídica no polo passivo do processo. (TJSC, AI n. 2012.077394-2, Rel. Des. Cláudio valdyr helfenstein, j. 31-10-2013) recurso conhecido e desprovido. (TJ-SC; AI 2013.015002-0; Blumenau; Quinta Câmara de Direito Comercial; Rel. Des. Guilherme Nunes Born; Julg. 15/05/2014; DJSC 21/05/2014; Pág. 210)” (grifei)

AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL PRELIMINAR DE INTEMPESTIVIDADE AFASTADA. MÉRITO. SUCESSÃO EMPRESARIAL CONFIGURADA. PENHORA SOBRE OS BENS DA SUCESSORA. DECISÃO MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO. 1. Inexiste preclusão consumativa em razão da interposição de agravo que teve seu seguimento negado por falta de certidão de intimação da decisão impugnada, pois o recurso interposto posteriormente comprovou o pressuposto de admissibilidade temporal. Preliminar afastada. 2. A caracterização da sucessão empresarial prescinde de formalidade especial, pois para sua ocorrência basta que sejam comprovados elementos conclusivos acerca da atividade comercial, como por exemplo: mesmo ramo de negócio, ponto, clientela, dentre outros. 3. Na hipótese, além de ambas as pessoas jurídicas em questão atuarem no mesmo ramo comercial, também exerceram suas atividades empresariais no mesmo endereço. Soma-se a isso o fato de que o signatário do contrato de aluguel em que se funda a execução atualmente integra o quadro da empresa sucessora jacar distribuidora de petróleo Ltda, como sócio proprietário, o que constitui sérios indícios de sucessão fraudulenta. (TJ-MT; AI 155221/2012; Sinop; Segunda Câmara Cível; Relª Desª Clarice Claudino da Silva; Julg. 04/12/2013; DJMT 13/12/2013; Pág. 17)” (grifei)


Ante o exposto, reconheço a sucessão fraudulenta da empresa executada “Sertão Comércio de Combustíveis Ltda.” pela empresa “Oeste Comércio de Combustíveis Ltda.”, pelas razões acima delineadas, determinando a inclusão desta no polo passivo da presente execução e citação da mesma, conforme requerido a fl. 127.

Intimem-se.

Diligencie-se como de costume.


Vitória/ES, 24 de novembro de 2014.


Marcos Assef do Vale Depes
Juiz de Direito






Pombal: Homem é preso com 40 bananas de dinamite; material serviria a ataque a banco

Terça, 17 de Setembro de 2019 - 08:20


Pombal: Homem é preso com 40 bananas de dinamite; material serviria a ataque a banco
Foto: Divulgação / PRF-BA
Um homem foi preso na noite desta segunda-feira (16) em um trecho da BR-101 de Ribeira do Pombal, no agreste baiano, com 40 dinamites, dois fuzis 5.56, 2 coletes balísticos, algemas, carregadores e um Fiat Toro roubado. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF-BA), a ação ocorreu após os agentes perceberem o condutor do veículo fazer manobras bruscas na rodovia. Depois, o homem abandonou o veículo e tentou fugir.

Na vistoria ao carro, os agentes, além de encontrar armas, dinamites, munições, encontraram 155 munições calibre 5.56; 52 espoletas; pavis detonantes e diversos apetrechos usados na detonação de explosivos. O carro foi constatado como roubado após consulta ao sistema de dados da polícia.

Após serem acionados pela PRF-BA, policiais militares da região capturaram o acusado na rodoviária de Ribeira do Pombal. Questionado, o homem, de 27 anos, informou que o arsenal apreendido seria utilizado a assalto a carro forte de valores na região de Presidente Tancredo Neves, no Baixo Sul baiano.

Bahia Notícias

Deprimente espetáculo de sabujice nos 50 anos do Jornal Nacional


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João Roberto Marinho agradeceu o puxa-saquismo
Vicente Limongi Netto
Quem não viu, perdeu um fantástico show de subserviência explícita.  Os 50 anos do Jornal Nacional motivaram o singelo espetáculo de puxa-saquismo do Senado Federal.  No alto do plenário, o busto do ex-senador Rui Barbosa cobriu-se de vergonha. O verbo curvar, reiterado com notável satisfação pelo roliço presidente Davi Alcolumbre, ao colocar no céu o Jornal Nacional, foi repugnante e escandaloso.  Um primor de bajulação.
O Amapá sente-se orgulhoso com o folclórico rebento Alcolumbre, que é hoje a maior cara lambida do Congresso Nacional. Bajula poderosos sem nenhum constrangimento.
EMBALO NAUSEANTE – As palavras do áulico Davi foram acolhidas com fervor pelos dóceis e embevecidos corações dos políticos presentes. Senadores foram no embalo nauseante do medonho Davi. Discursaram no mesmo tom. De cócoras. Patéticos e melancolicamente. Duro saber qual foi o mais serviçal, constrangedor e deprimente.
Esqueceram, por conveniência, esperteza e medo, quantas vezes a TV-Globo e o arrogante e pretensioso Jornal Nacional, pisaram no Senado. Quantas reputações foram destruídas pelo policialesco Jornal Nacional. Quantas vezes o noticioso dono da verdade de meia pataca perseguiu e humilhou a instituição e homens públicos. Incluindo senadores, que jamais dobraram a espinha para o grupo Globo. Quem andam de cabeça erguida. 
CAIR EM DESGRAÇA – Quem não seguir a linha “verdadeira” e “jornalística” do impoluto Jornal Nacional, sem a menor dúvida, precisa ter determinação, caráter e firmeza para não cair em desgraça.  Jair Bolsonaro e Marina Silva, por exemplo, na campanha presidencial, foram vítimas dos algozes e petulantes carrascos, William  Bonner e Renata Vasconcelos.
ELOGIOS FÁCEIS – Na sexta-feira, a sessão arrastou-se por horas. Jornalistas da Globo presentes no plenário, alguns respeitados e expressivos, ouviam perplexos a enxurrada de elogios fáceis e de surrados clichês dos parlamentares diante dos diretores da Globo presentes. Um horror.
Mas a deprimente missão   dos lambe botas engravatados foi cumprida com louvor. Por alguns instantes foram premiados e focalizados pelo Jornal Nacional com migalhas do noticiário político, em uma longa e sonífera cobertura, no encerramento do programa. 
BALANÇANDO A PANÇA – Voltando ao saltitante Alcolumbre. Eis que ele foi balançar a pança na TV de Silvio Santos. Verdade? No Duro. O que os provincianos não fazem para aparecer… Duvido que ex-presidentes do Senado e do Congresso, como Nelson Carneiro, Paulo  Torres, José Sarney,  Jarbas Passarinho, Jader Barbalho,  Renan Calheiros e Mauro Benevides, se prestariam a esta triste  pantomima.
Alcolumbre participou do quadro de charadas. Perdeu feio para o Ratinho. Por 71 a 25. Foi convidado pelo apresentador, pai do governador do Paraná, para disputar troféu de calouro no programa dele. Davi aceitou, com uma condição: levar seu querido, conselheiro e mestre, Randolfe Rodrigues, igualmente catedrático em bajular a TV Globo.
A próxima aparição do macaco de auditório Davi, será como coroinha de missa ao vivo, na Record, celebrada pelo bispo Macedo. A seguir, na Band, sob o comando da Ana Paula Padrão, o trêfego Alcolumbre vai desafiar Eduardo Bolsonaro para ver quem melhor frita hambúrguer. Será a glória para a pavorosa dupla.

Sem compensação para bancar despesas acima do teto, Judiciário terá que cortar gastos


Charge do J. César (Humor Gráfico)
Idiana Tomazelli e
Adriana Fernandes
Estadão
O limite de gastos vai ficar menor para alguns órgãos do Judiciário, do Legislativo e para a Defensoria Pública da União em 2020. A partir do ano que vem, essas áreas não poderão mais contar com uma compensação do Executivo para bancar contas que extrapolarem o teto de gastos – mecanismo criado para limitar o avanço das despesas públicas à variação da inflação.
Os órgãos que ainda não se ajustaram terão margem pequena para cortar custos, já que quase todos destinam mais de 80% do orçamento à folha de pessoal – despesa obrigatória, imune às tesouradas. A exemplo de ministérios, alguns já estão cortando custos de energia, terceirizados e até estagiários.
SEM COMPENSAÇÃO – De 2017 até 2019, o Executivo, podia ceder 0,25% de seu limite de gastos para que os demais Poderes não estourassem o teto. Essa benesse foi concedida para cobrir reajustes salariais que entrariam em vigor ao longo desse período. A partir de 2020, porém, essa compensação acaba, e os órgãos contarão apenas com seu próprio limite para cumprir o teto.
Quem desrespeita o instrumento está sujeito a sanções e pode ser proibido de conceder reajustes, criar cargos, alterar estrutura de carreira, contratar pessoal e realizar concursos públicos. Com o fim da ajuda, ao todo, sete órgãos deverão ter o teto de gastos menor, pois o índice de inflação baixo não deverá ser suficiente para compensar a perda. Isso significa um total de R$ 1,6 bilhão a menos no orçamento dessas áreas.
ALERTA – A Justiça Federal e a Justiça do Trabalho já alertaram que a redução orçamentária pode comprometer seu funcionamento no ano que vem. As duas têm elevado grau de comprometimento das despesas com a folha de salários. Nos demais órgãos, a situação ainda é um pouco mais confortável que no Executivo.
O presidente Jair Bolsonaro tem sido pressionado por congressistas e integrantes da ala política e militar a reagir ao risco de paralisação do governo em 2020 e flexibilizar o teto de gastos. Após indicar que poderia ceder aos apelos, porém, Bolsonaro foi convencido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, a defender a manutenção da medida.‘
‘PROVA DE FOGO’ –  O ano de 2020 será crucial para atestar a “sobrevivência” dos órgãos do Legislativo e do Judiciário ao teto. Os impactos de reajustes salariais concedidos no passado já terão sido incorporados – neste ano os juízes, por exemplo, tiveram aumento de 16,38% para compensar a restrição do auxílio-moradia. Para o ano que vem, a única categoria que tem autorização para reajustes são as Forças Armadas, ao custo de R$ 4,2 bilhões.
Na avaliação da área econômica, os órgãos dos outros Poderes reúnem condições de fazer a “travessia” deste ano. Isso porque alguns já vinham dispensando o uso do limite adicional cedido pelo governo.  Além disso, a equipe econômica tem feito simulações que apontam ser possível que os demais Poderes acomodem suas despesas no teto. Logo após a promulgação do teto, o Tribunal de Contas da União (TCU) cobrou de todos os órgãos um plano de adequação das despesas, justamente para evitar problemas quando a compensação acabasse.
Em relação a 2021, a avaliação na área econômica é de que a situação será um pouco menos desafiadora, já que o teto de gastos vai crescer, mas os salários dos servidores, principal despesa desses órgãos, ficarão congelados.

Pacto sinistro entre os três Poderes é a desmoralização da democracia


Resultado de imagem para tres poderes charges
Charge do Luscar (arquivo Google)
Carlos Newton
Se ainda estivesse na ativa, o genial diretor Alfred Hitchcock certamente pensaria em processar as autoridades e políticos brasileiros, por terem bolado um pacto ainda mais sinistro do que o filmado por ele. No entanto, por incrível que pareça, no Brasil ainda há quem duvide da existência desse pacto entre os três poderes, embora todos os sinais da existência sejam mais do que claros. O Congresso, por exemplo, está fazendo a parte dele nesse complô contra a Lava Jato e a favor da “descriminalização” da política, pois já aprovou a Lei do Abuso de Autoridade, emparedou o Pacote Anticrime do ministro Sérgio Moro e está ressuscitando o Caixa Dois e outras excrescências legislativas.
Correndo na mesma raia, o Supremo entope a Justiça Eleitoral de processos criminais, sabendo que tudo vai prescrever; retira o poder de fiscalização do antigo Coaf, da Receita Federal e do Banco do Brasil; e promove a blindagem de importantes investigados tipo Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e muitos outros que se emaranharam no pente fino das declarações de renda e patrimônio.
CARA DE PAISAGEM – E o presidente Jair Bolsonaro também colabora, ao fazer cara de paisagem, fingindo que não sabe de nada, dizendo que a blindagem do filho Flávio e de Queiroz significa apenas amplo    direito de defesa e alegando que o corte das verbas da Polícia Federal foi mera coincidência.
Se não existisse o entendimento sinistro entre os Três Poderes, que é uma situação inimaginável em regime democrático, o presidente do Supremo, Dias Toffoli, já se apressaria a colocar em julgamento a decisão que tomou solitariamente, em pleno recesso do Judiciário em julho, quando não somente mandou suspender o inquérito de Flávio Bolsonaro e Fabricio Queiroz, como também resolveu estender o ato a todos os investigados pela Receita, incluindo ele próprio, o amigo Gilmar Mendes e as veneradas esposas.
PARA AS CALENDAS… – A prioridade a esse julgamento da blindagem geral seria obrigatória em qualquer país democrático. No Brasil do Pacto Sinistro, porém, vai ficar para as calendas, como se dizia antigamente. A prioridade de Toffoli é justamente ao contrário – quer julgar primeiro os recursos para cancelar as condenações da Lava Jato, soltar o ex-presidente Lula da Silva, junto com os outros políticos e empresários que cumprem pena, anular os inquéritos em curso e evitar a prisão de corruptos que ainda estão temporariamente fora da cadeia, como Michel Temer, Aécio Neves, Moreira Franco, Eliseu Padilha, Romero Jucá e muitos outros mais.
Este conluio entre os Três Poderes é uma novidade em país democrático, fruto do lobby mais bem estruturado que já se montou no Brasil, e não falta dinheiro para comprar consciências, inclusive na imprensa escrita, falada e televisada, como se dizia antigamente. Mas os militares que infestam o governo nada vêem e também fazem cara de paisagem, satisfeitos com a situação política, que lhes garante duplicidade de salários, altas mordomias, a sensação de poder e… o cartão corporativo, é claro.
PAUTA DE TOFFOLI – Em outubro, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, deve colocar em pauta julgamentos do interesse dos criminosos, como os recursos que visam a anular as condenações do ex-juiz Sérgio Moro, questionam a constitucionalidade das prisões após condenação em segunda instância e discutem a validade da decisão da Segunda Turma que cancelou a sentença imposta por Moro a Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, aquele que “patrocinava “ a carreira artística da amante e alugava jatinho para lua-de-mel em Buenos Aires, tudo pago com dinheiro do Banco do Brasil, é claro.
E la nave va, cada vez mais fellinianamente.
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P.S. – Sensacional o artigo de Pedro do Coutto nesta segunda-feira, sob o título “Gaspari, no mundo de Sherlock Holmes e Agatha Christie, diz que Moro é o culpado”.  Nosso amigo Pedro do Coutto colocou as coisas nos seus devidos lugares.  (C.N.)

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