sábado, maio 02, 2009
Parcelamento de dívidas é ampliado
Folha de S. Paulo
Em derrota dos governistas, o Senado ampliou os benefícios do programa de parcelamento de dívidas de empresas e pessoas físicas com a Receita Federal já aprovado no mês passado pela Câmara dos Deputados.
Fuja de falhas no último dia de envio do IR
Pelo novo texto, contribuintes já beneficiados por algum dos três programas do gênero poderão ter todos os benefícios do novo parcelamento. Qualquer dívida com o fisco vencida até novembro de 2008 poderá ser paga em até 180 meses, com abatimento de multas e juros de mora. Nas condições normais, o prazo máximo é de 60 meses. Como houve modificação, o texto volta para a Câmara dos Deputados.
Fonte: Agora
Em derrota dos governistas, o Senado ampliou os benefícios do programa de parcelamento de dívidas de empresas e pessoas físicas com a Receita Federal já aprovado no mês passado pela Câmara dos Deputados.
Fuja de falhas no último dia de envio do IR
Pelo novo texto, contribuintes já beneficiados por algum dos três programas do gênero poderão ter todos os benefícios do novo parcelamento. Qualquer dívida com o fisco vencida até novembro de 2008 poderá ser paga em até 180 meses, com abatimento de multas e juros de mora. Nas condições normais, o prazo máximo é de 60 meses. Como houve modificação, o texto volta para a Câmara dos Deputados.
Fonte: Agora
Kits para diagnósticos rápidos chegam ao Brasil na próxima terça
Luana Lourenço, Agência Brasil
BRASÍLIA - O Brasil vai receber na próxima terça-feira (5) kits para diagnóstico rápido da gripe suína. Os kits são produzidos num centro especializado de Atlanta, nos Estados Unidos.
Segundo o gerente de Unidade de Prevenção e Controle de Doenças da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Rubén Figueiroa, o tempo de diagnósticos da gripe suína poderá cair de 15 para dois ou três dias. Os kits serão distribuídos para três laboratórios brasileiros: Butantan (São Paulo), Fiocruz (Rio de Janeiro) e Evandro Chagas (Belém).
A Opas está mobilizando uma reunião de ministros da saúde da Unasul, o grupo de 12 países da América do Sul. O objetivo é discutir estratégias para enfrentar a pandemia da gripe suína.
Fonte: JB Online
Nosso Comentário:
Os Kits chegarão no Brasil, será que chegará em Jeremoabo, se constantemente aqui é sempre o último a saber.
Se fosse o "ouro vil", eu tenho certeza que as reivindicações seriam insistentes!
BRASÍLIA - O Brasil vai receber na próxima terça-feira (5) kits para diagnóstico rápido da gripe suína. Os kits são produzidos num centro especializado de Atlanta, nos Estados Unidos.
Segundo o gerente de Unidade de Prevenção e Controle de Doenças da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Rubén Figueiroa, o tempo de diagnósticos da gripe suína poderá cair de 15 para dois ou três dias. Os kits serão distribuídos para três laboratórios brasileiros: Butantan (São Paulo), Fiocruz (Rio de Janeiro) e Evandro Chagas (Belém).
A Opas está mobilizando uma reunião de ministros da saúde da Unasul, o grupo de 12 países da América do Sul. O objetivo é discutir estratégias para enfrentar a pandemia da gripe suína.
Fonte: JB Online
Nosso Comentário:
Os Kits chegarão no Brasil, será que chegará em Jeremoabo, se constantemente aqui é sempre o último a saber.
Se fosse o "ouro vil", eu tenho certeza que as reivindicações seriam insistentes!
Lula minimiza polêmica com uso de passagem aérea por deputados
País
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Lula minimiza polêmica com uso de passagem aérea por deputados
REUTERS
RIO DE JANEIRO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os parlamentares que usaram passagens aéreas para transportar pessoas próximas não cometeram um crime e acrescentou que quando foi deputado utilizou sua cota para levar sindicalistas a Brasília.
- Isso é uma coisa mais velha do que a descoberta do Brasil - afirmou o presidente após participar da inauguração de uma unidade da Rede Sarah de Hospitais, no Rio de Janeiro.
- Eu não acho correto, mas não acho um crime um deputado dar uma passagem para um dirigente sindical ir à Brasília - disse o presidente, acrescentando que quando era deputado convocou dirigentes sindicais para se reunir em Brasília com passagem do seu gabinete.
Lula ressaltou, no entanto, que nunca utilizou a cota do seu gabinete para levar algum parente à Europa.
- Qual é o crime de um deputado levar a mulher para Brasília? Graças a Deus nunca levei um filho meu para Europa, vocês dão dimensão demais a uma coisa que pode ser corrigida pela própria mesa do Congresso. Eu não vejo onde está o tamanho do crime que as pessoas estão vendendo - disse o presidente a jornalistas.
Na terça-feira, líderes partidários da Câmara dos Deputados aprovaram novas regras que disciplinam o uso de passagens aéreas pelos parlamentares. As medidas foram tomadas depois de denúncias de irregularidades.
Fonte: JB Online
Deputado nega acusações contra prefeito de Coribe
Luis Augusto Gomes
O deputado João Bonfim (sem partido) procurou ontem a Tribuna para manifestar sua indignação pela divulgação, na edição de quarta-feira, de acusações contra o prefeito de Coribe, José Alves Ferreira (PR), conhecido como "Nino", cujo mandato estaria em vias de ser cassado por abuso de poder econômico e propaganda ilegal na última campanha eleitoral. As denúncias, que tiveram como fonte a deputada Antônia Pedrosa (PRP), incluem ainda o incêndio do cartório da cidade no dia seguinte ao pleito e irregularidades que teriam sido constatadas em inspeção da Controladoria Geral da União (CGU).
"Até hoje não há indícios sobre quem ateou fogo ao cartório", disse Bonfim, alegando que o prefeito Nino "é quem menos tinha interesse num ato criminoso dessa natureza, pois venceu a eleição limpamente". Sem atribuir culpa "a quem quer que seja", pois se julga "sem provas" para fazê-lo, Bonfim disse que o inconformismo estava do lado adversário: "Todos na cidade viram que as autoridades foram desacatadas pelo grupo do então prefeito Vazinho, derrotado por mais de 300 votos num eleitorado pouco superior a dez mil pessoas".
Bonfim contesta também a afirmação de que Nino vai perder o mandato por abuso do poder econômico, pois "nem mesmo foi realizada a primeira audiência da Ação de Investigação Judicial Eleitoral" movida pelo candidato perdedor. "Não tem fundamento essa ação. Virou moda no Brasil inteiro e todo mundo que perde quer ganhar o mandato na Justiça, num desrespeito à vontade popular". A audiência está marcada para 13 de maio.
Quanto às irregularidades que teriam sido constatadas pela CGU, o deputado diz que "é um absurdo" a afirmação, uma vez que nos quatro meses em que Nino vem administrando o município não houve nenhuma visita de técnicos ou inspetores do órgão federal ao município. "O prefeito nem mesmo assinou convênios com o governo da União para estar submetido a esse tipo de investigação. Se a CGU achou ou vier achar irregularidades em Coribe, é em relação a convênios assinados em gestões anteriores", argumentou Bonfim.
Fonte: Tribuna da Bahia
O deputado João Bonfim (sem partido) procurou ontem a Tribuna para manifestar sua indignação pela divulgação, na edição de quarta-feira, de acusações contra o prefeito de Coribe, José Alves Ferreira (PR), conhecido como "Nino", cujo mandato estaria em vias de ser cassado por abuso de poder econômico e propaganda ilegal na última campanha eleitoral. As denúncias, que tiveram como fonte a deputada Antônia Pedrosa (PRP), incluem ainda o incêndio do cartório da cidade no dia seguinte ao pleito e irregularidades que teriam sido constatadas em inspeção da Controladoria Geral da União (CGU).
"Até hoje não há indícios sobre quem ateou fogo ao cartório", disse Bonfim, alegando que o prefeito Nino "é quem menos tinha interesse num ato criminoso dessa natureza, pois venceu a eleição limpamente". Sem atribuir culpa "a quem quer que seja", pois se julga "sem provas" para fazê-lo, Bonfim disse que o inconformismo estava do lado adversário: "Todos na cidade viram que as autoridades foram desacatadas pelo grupo do então prefeito Vazinho, derrotado por mais de 300 votos num eleitorado pouco superior a dez mil pessoas".
Bonfim contesta também a afirmação de que Nino vai perder o mandato por abuso do poder econômico, pois "nem mesmo foi realizada a primeira audiência da Ação de Investigação Judicial Eleitoral" movida pelo candidato perdedor. "Não tem fundamento essa ação. Virou moda no Brasil inteiro e todo mundo que perde quer ganhar o mandato na Justiça, num desrespeito à vontade popular". A audiência está marcada para 13 de maio.
Quanto às irregularidades que teriam sido constatadas pela CGU, o deputado diz que "é um absurdo" a afirmação, uma vez que nos quatro meses em que Nino vem administrando o município não houve nenhuma visita de técnicos ou inspetores do órgão federal ao município. "O prefeito nem mesmo assinou convênios com o governo da União para estar submetido a esse tipo de investigação. Se a CGU achou ou vier achar irregularidades em Coribe, é em relação a convênios assinados em gestões anteriores", argumentou Bonfim.
Fonte: Tribuna da Bahia
Deputado: transposição não será concluída
Luis Augusto Gomes
O projeto de transposição das águas do Rio São Francisco é irreversível, mas, para um de seus mais ferrenhos opositores, o deputado Pedro Alcântara (PR), será também uma "obra inconclusa", ou seja, no final poderá se caracterizar como mais um desperdício de dinheiro no Brasil – e muito dinheiro, pois está orçada em R$ 6 bilhões.
O deputado diz que a anunciada revitalização do rio, usada como "moeda de troca" para acalmar os adversários do projeto, não passa de uma falácia, porque até hoje não houve a recomposição das matas ciliares, para dar sustentabilidade às margens, nem foi feita a dragagem que melhoraria a navegabilidade.
Mas o mais grave é a falta de saneamento. O deputado garante que 80% dos municípios ribeirinhos carreiam seus dejetos para o rio e que, se esse processo não for interrompido, teremos brevemente "o esgoto do São Francisco".
Como não desiste da batalha, Alcântara reuniu os deputados ligados ao rio para fazer uma grande caravana que inspecionará tanto as obras de transposição quanto as de revitalização, documentando tudo que está sendo feito para adoção das providências que ainda for possível tomar.
O lançamento vai ser em 14 de maio, em Juazeiro, numa audiência pública de que participarão a classe política e representantes do Ministério Público e das Capitania dos Portos do município.
A caravana, que contará com especialistas em diversas disciplinas, já tem data e roteiro: partirá na barca "Nina" em Carinhanha, divisa com Minas Gerais, no dia 29 de junho, com previsão de chegada a Juazeiro em 15 de julho, após uma viagem de 800 quilômetros.
O deputado Luiz Augusto (PP) levanta outro aspecto: levar água do São Francisco para irrigação a outras regiões do Norte e Nordeste será inviável devido ao alto custo, agravado pelo consumo de energia elétrica necessária ao bombeamento.
Hoje, um hectare irrigado na beira do rio tem custo final de 10 mil dólares, "quantia que já deixa sufocados os agricultores". Em terras distantes, o custo chegaria a 100 mil dólares. "Quem vai custear isso?", pergunta o parlamentar, ressalvando que, "se for para consumo humano, alguém vai ter que bancar".
Pedro Alcântara acrescenta uma informação: nos Estados Unidos, no Rio Colorado foi executado projeto semelhante, e o resultado é que "praticamente não existe mais no México", país onde nasce. "Os americanos desviaram o curso e ficaram com toda a água".
Fonte: Tribuna da Bahia
O projeto de transposição das águas do Rio São Francisco é irreversível, mas, para um de seus mais ferrenhos opositores, o deputado Pedro Alcântara (PR), será também uma "obra inconclusa", ou seja, no final poderá se caracterizar como mais um desperdício de dinheiro no Brasil – e muito dinheiro, pois está orçada em R$ 6 bilhões.
O deputado diz que a anunciada revitalização do rio, usada como "moeda de troca" para acalmar os adversários do projeto, não passa de uma falácia, porque até hoje não houve a recomposição das matas ciliares, para dar sustentabilidade às margens, nem foi feita a dragagem que melhoraria a navegabilidade.
Mas o mais grave é a falta de saneamento. O deputado garante que 80% dos municípios ribeirinhos carreiam seus dejetos para o rio e que, se esse processo não for interrompido, teremos brevemente "o esgoto do São Francisco".
Como não desiste da batalha, Alcântara reuniu os deputados ligados ao rio para fazer uma grande caravana que inspecionará tanto as obras de transposição quanto as de revitalização, documentando tudo que está sendo feito para adoção das providências que ainda for possível tomar.
O lançamento vai ser em 14 de maio, em Juazeiro, numa audiência pública de que participarão a classe política e representantes do Ministério Público e das Capitania dos Portos do município.
A caravana, que contará com especialistas em diversas disciplinas, já tem data e roteiro: partirá na barca "Nina" em Carinhanha, divisa com Minas Gerais, no dia 29 de junho, com previsão de chegada a Juazeiro em 15 de julho, após uma viagem de 800 quilômetros.
O deputado Luiz Augusto (PP) levanta outro aspecto: levar água do São Francisco para irrigação a outras regiões do Norte e Nordeste será inviável devido ao alto custo, agravado pelo consumo de energia elétrica necessária ao bombeamento.
Hoje, um hectare irrigado na beira do rio tem custo final de 10 mil dólares, "quantia que já deixa sufocados os agricultores". Em terras distantes, o custo chegaria a 100 mil dólares. "Quem vai custear isso?", pergunta o parlamentar, ressalvando que, "se for para consumo humano, alguém vai ter que bancar".
Pedro Alcântara acrescenta uma informação: nos Estados Unidos, no Rio Colorado foi executado projeto semelhante, e o resultado é que "praticamente não existe mais no México", país onde nasce. "Os americanos desviaram o curso e ficaram com toda a água".
Fonte: Tribuna da Bahia
Ciro critica PPS e diz que governo deve proteger poupança de megaespeculador
Folhapress
O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) criticou nesta sexta-feira a iniciativa do PPS em reclamar em propagandas políticas contra possíveis alterações na remuneração da poupança. Durante evento da Força Sindical pelo 1º de Maio, em São Paulo, ele disse que "o povo" não vai ser alvo de "qualquer irresponsabilidade política".
"O PPS cometeu um gravíssimo erro. Não há necessidade nenhuma de se alterar as condições para o poupador brasileiro", disse. "O que é preciso fazer é não deixar o megaespeculador atrapalhar a vida desse poupador", acrescentou.
Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou veladamente o PPS sem citar o nome da sigla, ao afirmar que "um partido que teve uma atitude insana, mentirosa, de irresponsabilidade total, dizer que o governo brasileiro iria mexer na poupança". Segundo Lula, "o povo brasileiro me conhece, sabe do meu comportamento, sabe que eu não iria tomar nenhuma medida que prejudicasse".
Por meio de nota, o presidente do PPS, Roberto Freire, disse que "Lula está nervoso porque quer tungar a poupança para atender aos interesses dos bancos". A propaganda política do partido de 10 minutos vai ao ar na noite de hoje (30).
Entenda a mudança na poupança
Com a queda da taxa básica de juros, a Selic, os juros da poupança acabam sendo mais atrativos do que outros investimentos. A preocupação do governo é que os grandes investidores tirem dinheiro da renda fixa, por exemplo, e passem para a poupança, reduzindo o volume de financiamento no país. A Selic está em 10,25% ao ano, a menor taxa já vista.
Uma das vantagens da poupança é que não há cobrança nem IR (Imposto de Renda) nem taxa de administração, como ocorre nos fundos. A taxa de administração tem um custo que oscila normalmente entre 1% e 4% ao ano. E como a queda dos juros diminui o rendimentos dos fundos, fica mais vantajoso investir na poupança.
Fonte: Tribuna da Bahia
O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) criticou nesta sexta-feira a iniciativa do PPS em reclamar em propagandas políticas contra possíveis alterações na remuneração da poupança. Durante evento da Força Sindical pelo 1º de Maio, em São Paulo, ele disse que "o povo" não vai ser alvo de "qualquer irresponsabilidade política".
"O PPS cometeu um gravíssimo erro. Não há necessidade nenhuma de se alterar as condições para o poupador brasileiro", disse. "O que é preciso fazer é não deixar o megaespeculador atrapalhar a vida desse poupador", acrescentou.
Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou veladamente o PPS sem citar o nome da sigla, ao afirmar que "um partido que teve uma atitude insana, mentirosa, de irresponsabilidade total, dizer que o governo brasileiro iria mexer na poupança". Segundo Lula, "o povo brasileiro me conhece, sabe do meu comportamento, sabe que eu não iria tomar nenhuma medida que prejudicasse".
Por meio de nota, o presidente do PPS, Roberto Freire, disse que "Lula está nervoso porque quer tungar a poupança para atender aos interesses dos bancos". A propaganda política do partido de 10 minutos vai ao ar na noite de hoje (30).
Entenda a mudança na poupança
Com a queda da taxa básica de juros, a Selic, os juros da poupança acabam sendo mais atrativos do que outros investimentos. A preocupação do governo é que os grandes investidores tirem dinheiro da renda fixa, por exemplo, e passem para a poupança, reduzindo o volume de financiamento no país. A Selic está em 10,25% ao ano, a menor taxa já vista.
Uma das vantagens da poupança é que não há cobrança nem IR (Imposto de Renda) nem taxa de administração, como ocorre nos fundos. A taxa de administração tem um custo que oscila normalmente entre 1% e 4% ao ano. E como a queda dos juros diminui o rendimentos dos fundos, fica mais vantajoso investir na poupança.
Fonte: Tribuna da Bahia
Tarifa da conta de água fica mais cara a partir desta sexta
Redação CORREIO
A conta de água fica em média 14,33% mais cara, a partir desta sexta-feira (1º). O aumento vale para toda a Bahia e é de quase 1,5 % para quem consumir menos de dez metros cúbicos por mês, o equivalente a dez mil litros de água.
Para quem consome mais de 60 mil litros, o reajuste é de pouco mais de 58%. Segundo a Empresa de Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), o aumento maior para quem gasta mais deve estimular os consumidores a economizar no consumo de água.
Fonte: Correio da Bahia
A conta de água fica em média 14,33% mais cara, a partir desta sexta-feira (1º). O aumento vale para toda a Bahia e é de quase 1,5 % para quem consumir menos de dez metros cúbicos por mês, o equivalente a dez mil litros de água.
Para quem consome mais de 60 mil litros, o reajuste é de pouco mais de 58%. Segundo a Empresa de Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), o aumento maior para quem gasta mais deve estimular os consumidores a economizar no consumo de água.
Fonte: Correio da Bahia
Fidel Castro é visto usando broche com bandeira dos Estados Unidos
Redação CORREIO
Foram divulgadas nesta sexta-feira (1º) fotos do encontro do ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, com parlamentares americanos no mês passado. Um detalhe na roupa de Fidel chamou a atenção. O líder da revolução cubana, que sempre foi crítico do governo americano, aparece usando broches na lapela com as bandeiras de Cuba e dos Estados Unidos.
Os parlamentares já tinham dito que Fidel Castro demonstrou interesse em conversar com o presidente Barack Obama e normalizar as relações entre os dois países. O governo americano mantém, há 47 anos, um embargo econômico contra Cuba, por conta de seu regime autoritário e antidemocrático.
(com informações do G1)/Correio da Bahia
Foram divulgadas nesta sexta-feira (1º) fotos do encontro do ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, com parlamentares americanos no mês passado. Um detalhe na roupa de Fidel chamou a atenção. O líder da revolução cubana, que sempre foi crítico do governo americano, aparece usando broches na lapela com as bandeiras de Cuba e dos Estados Unidos.
Os parlamentares já tinham dito que Fidel Castro demonstrou interesse em conversar com o presidente Barack Obama e normalizar as relações entre os dois países. O governo americano mantém, há 47 anos, um embargo econômico contra Cuba, por conta de seu regime autoritário e antidemocrático.
(com informações do G1)/Correio da Bahia
Enchentes causam a morte de 4 pessoas em Maceió
Agencia Estado
As fortes chuvas que atingiram a região metropolitana de Maceió desde a noite de quinta-feira provocaram a morte de quatro pessoas, três na capital e uma no município vizinho de Coqueiro Seco, que fica às margens da Lagoa Mundaú. Entre as vítimas estão uma idosa, uma mulher grávida e seu filho de 2 anos. Em Coqueiro Seco, a vítima foi o estudante Erick de Souza Silva, 16 anos. O jovem foi vítima de uma queda de barreira, no povoado Cadois.O corpo da aposentada Antonia de Paula Oliveira, de 100 anos, foi retirado do barro que soterrou sua casa, no final da tarde, após praticamente um dia de trabalho das equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu. Ela estava dormindo quando foi atingida pelo deslizamento de uma barreira localizada nos fundos da sua residência, no bairro do Mutange. A sobrinha da vítima, Darcy Oliveira Santos, disse que por volta das 7 horas da manhã de hoje, ouviu o barulho da enxurrada e correu para fora de casa. "Não deu tempo de socorrer a minha tia. Ela estava dormindo. Também perdemos todos os móveis", lamentou Darcy.No início da manhã, Charlene Conceição, de 23 anos, e seu filho Elvis, de 2 anos, morreram soterrados depois da queda de uma barreira na Grota do Cigano, no bairro do Jacintinho. No momento do desabamento, a mãe chegou a correr com o filho nos braços até a porta, mas não conseguir sair a tempo de evitar a tragédia. Charlene estava grávida de sete meses. Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e levada às pressas para o Hospital Geral do Estado, onde os médicos tentaram salvar o bebê, mas ele já deu entrada no hospital em óbito.A Defesa Civil Municipal ainda não divulgou um balanço oficial dos desabrigados, mas já registrou mais de 30 ocorrências. Por causa das fortes chuvas, vários bairros ficaram sem energia elétrica. As chuvas causaram transtornos em praticamente toda a cidade e nos municípios da região metropolitana. Várias ruas ficaram inundadas até o final da manhã, quando as chuvas deram uma trégua. Os moradores de algumas áreas ficaram ilhados em suas residências e pontos comerciais. No bairro da Jatiúca, uma cratera engoliu parte do asfalto, deixando a pista completamente interditada. No bairro de Ponta Verde, a água chegou a entrar nas garagens de alguns prédios, alagando os carros e provocando prejuízos materiais.
Fonte: A Tarde
As fortes chuvas que atingiram a região metropolitana de Maceió desde a noite de quinta-feira provocaram a morte de quatro pessoas, três na capital e uma no município vizinho de Coqueiro Seco, que fica às margens da Lagoa Mundaú. Entre as vítimas estão uma idosa, uma mulher grávida e seu filho de 2 anos. Em Coqueiro Seco, a vítima foi o estudante Erick de Souza Silva, 16 anos. O jovem foi vítima de uma queda de barreira, no povoado Cadois.O corpo da aposentada Antonia de Paula Oliveira, de 100 anos, foi retirado do barro que soterrou sua casa, no final da tarde, após praticamente um dia de trabalho das equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu. Ela estava dormindo quando foi atingida pelo deslizamento de uma barreira localizada nos fundos da sua residência, no bairro do Mutange. A sobrinha da vítima, Darcy Oliveira Santos, disse que por volta das 7 horas da manhã de hoje, ouviu o barulho da enxurrada e correu para fora de casa. "Não deu tempo de socorrer a minha tia. Ela estava dormindo. Também perdemos todos os móveis", lamentou Darcy.No início da manhã, Charlene Conceição, de 23 anos, e seu filho Elvis, de 2 anos, morreram soterrados depois da queda de uma barreira na Grota do Cigano, no bairro do Jacintinho. No momento do desabamento, a mãe chegou a correr com o filho nos braços até a porta, mas não conseguir sair a tempo de evitar a tragédia. Charlene estava grávida de sete meses. Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e levada às pressas para o Hospital Geral do Estado, onde os médicos tentaram salvar o bebê, mas ele já deu entrada no hospital em óbito.A Defesa Civil Municipal ainda não divulgou um balanço oficial dos desabrigados, mas já registrou mais de 30 ocorrências. Por causa das fortes chuvas, vários bairros ficaram sem energia elétrica. As chuvas causaram transtornos em praticamente toda a cidade e nos municípios da região metropolitana. Várias ruas ficaram inundadas até o final da manhã, quando as chuvas deram uma trégua. Os moradores de algumas áreas ficaram ilhados em suas residências e pontos comerciais. No bairro da Jatiúca, uma cratera engoliu parte do asfalto, deixando a pista completamente interditada. No bairro de Ponta Verde, a água chegou a entrar nas garagens de alguns prédios, alagando os carros e provocando prejuízos materiais.
Fonte: A Tarde
Livro de João Ubaldo Ribeiro é vetado em rede de lojas de Portugal
Claudia Pedreira A TARDE
O escritor baiano João Ubaldo Ribeiro teve uma surpresa, esta semana. Através do seu editor em Portugal, ele soube que o livro A casa dos budas ditosos foi censurado por uma rede de lojas que atua no comércio lusitano. A notícia foi publicada no jornal Expresso do dia 25, gerando reclamações de intelectuais da terra onde o brasileiro recebeu, no ano passado, o Camões, o mais importante prêmio literário em língua portuguesa. “Não é nenhuma censura oficial de Portugal”, fez questão de ressaltar, do Rio de Janeiro, João Ubaldo, membro da Academia Brasileira de Letras, em entrevista por telefone ao jornal A TARDE. “O veto é de uma cadeia de lojas de superfície, como os portugueses chamam as grandes empresas que vendem tudo, inclusive livros”, detalhou. O grupo Auchan, de origem francesa, justificou a decisão de não comercializar a obra, relançada pela Edições Nelson de Matos, por considerá-la produto de “foro pornográfico”. A mesma rede já havia vetado a primeira edição da obra, com o selo Dom Quixote, há dez anos. “Quando esta mesma cadeia, que administra o supermercado Jumbo, censurou meu livro, há dez anos, os amigos me levaram pra lá, fizeram um ato de desagravo. E a confusão parecia uma jogada de marketing, já que o público correu para comprar o livro”, lembra, divertido, o escritor nascido na Ilha de Itaparica. Menos bem-humorado, o editor Nelson de Matos se manifestou para o jornal Expresso: “Isto é uma vergonha para nós, portugueses, e uma deselegância para as relações culturais entre Portugal e o Brasil”.No mesmo dia em que soube da censura da Auchan em Portugal, João Ubaldo Ribeiro assinou contrato com uma das editoras mais respeitadas dos Estados Unidos, a Dalkey Archive Press, vinculada à Universidade de Illinois, para lançar nos EUA A casa dos budas ditosos. A publicação será traduzida para o inglês por Clifford Landers (o mesmo tradutor de O sorriso do lagarto) e terá o título The House of the Fortunate Buddhas. Mais um – O grupo Auchan também analisa se censura Viva o povo brasileiro, outra obra de João Ubaldo. O livro foi adotado duas vezes pelo Ministério da Educação da França como livro-texto para o exame de agregação de língua portuguesa, mas agora, ironicamente, é vetado por uma empresa com bases francesas. “Viva o povo brasileiro não pode ser acusado de pornografia em lugar nenhum, a não ser em uma seita fundamentalista”, espinafra seu autor.“Acho que esta censura termina despertando o interesse do leitor”, opina Flávia Garcia Rosa, diretora da Editora da Ufba.Ela considera que a infinidade de livros lançados no mercado deve passar por uma avaliação de um conselho editorial. “Mas a primeira pessoa que tem que fazer a autocrítica do conteúdo é o autor, que vai ter seu trabalho exposto aos leitores”. Aclamado por público e crítica, Ubaldo diz reagir à celeuma com tranquilidade. “Na verdade, não fossem meus laços afetivos com Portugal e esta situação do meu editor, um homem sério que tem uma editora pequena, eu tava me lixando. Quer vender venda, não quer, não venda”. Porém, ele repete que tem ligações com o país europeu, onde, inclusive, nasceu-lhe um filho com a psicanalista Berenice – o ator Bento Ribeiro, que fez par com Claudia Ohana na novela A Favorita, exibida pela Globo. “Mas não estou perdendo noites de sono por esta censura”, garante o imortal, que, aos 68 anos, está escrevendo um novo livro. Sexo – João Ubaldo Ribeiro inquieta o leitor em A casa dos budas ditosos. O autor conta, no livro, que recebeu um pacote com a transcrição datilografada de várias fitas, enviadas por uma mulher, uma pessoa misteriosa que fala com uma naturalidade que às vezes beira o vulgar sobre o que só se comenta na alcova. A personagem também trata com ironia e causticidade de assuntos delicados, relacionados a religiosidade, sociedade, moralidade e fidelidade. No teatro, a atriz Fernanda Torres deu vida à personagem, que iniciou a vida sexual numa fazenda de Lençóis e passou a viver deliciosas aventuras. O espetáculo homônimo ao livro, adaptado por Domingos de Oliveira, fez temporada de sucesso em Lisboa e Porto, em Portugal.
Fonte: A Tarde
O escritor baiano João Ubaldo Ribeiro teve uma surpresa, esta semana. Através do seu editor em Portugal, ele soube que o livro A casa dos budas ditosos foi censurado por uma rede de lojas que atua no comércio lusitano. A notícia foi publicada no jornal Expresso do dia 25, gerando reclamações de intelectuais da terra onde o brasileiro recebeu, no ano passado, o Camões, o mais importante prêmio literário em língua portuguesa. “Não é nenhuma censura oficial de Portugal”, fez questão de ressaltar, do Rio de Janeiro, João Ubaldo, membro da Academia Brasileira de Letras, em entrevista por telefone ao jornal A TARDE. “O veto é de uma cadeia de lojas de superfície, como os portugueses chamam as grandes empresas que vendem tudo, inclusive livros”, detalhou. O grupo Auchan, de origem francesa, justificou a decisão de não comercializar a obra, relançada pela Edições Nelson de Matos, por considerá-la produto de “foro pornográfico”. A mesma rede já havia vetado a primeira edição da obra, com o selo Dom Quixote, há dez anos. “Quando esta mesma cadeia, que administra o supermercado Jumbo, censurou meu livro, há dez anos, os amigos me levaram pra lá, fizeram um ato de desagravo. E a confusão parecia uma jogada de marketing, já que o público correu para comprar o livro”, lembra, divertido, o escritor nascido na Ilha de Itaparica. Menos bem-humorado, o editor Nelson de Matos se manifestou para o jornal Expresso: “Isto é uma vergonha para nós, portugueses, e uma deselegância para as relações culturais entre Portugal e o Brasil”.No mesmo dia em que soube da censura da Auchan em Portugal, João Ubaldo Ribeiro assinou contrato com uma das editoras mais respeitadas dos Estados Unidos, a Dalkey Archive Press, vinculada à Universidade de Illinois, para lançar nos EUA A casa dos budas ditosos. A publicação será traduzida para o inglês por Clifford Landers (o mesmo tradutor de O sorriso do lagarto) e terá o título The House of the Fortunate Buddhas. Mais um – O grupo Auchan também analisa se censura Viva o povo brasileiro, outra obra de João Ubaldo. O livro foi adotado duas vezes pelo Ministério da Educação da França como livro-texto para o exame de agregação de língua portuguesa, mas agora, ironicamente, é vetado por uma empresa com bases francesas. “Viva o povo brasileiro não pode ser acusado de pornografia em lugar nenhum, a não ser em uma seita fundamentalista”, espinafra seu autor.“Acho que esta censura termina despertando o interesse do leitor”, opina Flávia Garcia Rosa, diretora da Editora da Ufba.Ela considera que a infinidade de livros lançados no mercado deve passar por uma avaliação de um conselho editorial. “Mas a primeira pessoa que tem que fazer a autocrítica do conteúdo é o autor, que vai ter seu trabalho exposto aos leitores”. Aclamado por público e crítica, Ubaldo diz reagir à celeuma com tranquilidade. “Na verdade, não fossem meus laços afetivos com Portugal e esta situação do meu editor, um homem sério que tem uma editora pequena, eu tava me lixando. Quer vender venda, não quer, não venda”. Porém, ele repete que tem ligações com o país europeu, onde, inclusive, nasceu-lhe um filho com a psicanalista Berenice – o ator Bento Ribeiro, que fez par com Claudia Ohana na novela A Favorita, exibida pela Globo. “Mas não estou perdendo noites de sono por esta censura”, garante o imortal, que, aos 68 anos, está escrevendo um novo livro. Sexo – João Ubaldo Ribeiro inquieta o leitor em A casa dos budas ditosos. O autor conta, no livro, que recebeu um pacote com a transcrição datilografada de várias fitas, enviadas por uma mulher, uma pessoa misteriosa que fala com uma naturalidade que às vezes beira o vulgar sobre o que só se comenta na alcova. A personagem também trata com ironia e causticidade de assuntos delicados, relacionados a religiosidade, sociedade, moralidade e fidelidade. No teatro, a atriz Fernanda Torres deu vida à personagem, que iniciou a vida sexual numa fazenda de Lençóis e passou a viver deliciosas aventuras. O espetáculo homônimo ao livro, adaptado por Domingos de Oliveira, fez temporada de sucesso em Lisboa e Porto, em Portugal.
Fonte: A Tarde
Prefeito de Itamaraju é denunciado por fraude
Mário Bittencourt sucursal Eunápolis
A política tem agitado os últimos dias no município de Itamaraju, situado a 743 km de Salvador, no extremo sul do Estado. Tudo por conta de acusações contra o prefeito da cidade, Frei Dilson Batista Santiago (PT), que fez, em julho de 2006, um convênio com o Banco Matone, do Rio Grande do Sul, para garantir empréstimos consignados a servidores do município.
Segundo a denúncia, o prefeito teria colocado amigos dele, os quais não fariam parte do funcionalismo público municipal, para tomar empréstimos, e de valores acima do permitido no convênio, no qual ficou acertado que a prefeitura pagaria empréstimos não-quitados. Procurado diversas vezes por A TARDE, em seu celular, Frei Dilson Batista Santiago não foi localizado.
A denúncia foi entregue à Câmara Municipal de Itamaraju esta semana. Assinam o documento, que tem 122 páginas, a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Sintraf), dos Trabalhadores dos Serviços Públicos Municipais, o Lions Clube, Sindicato dos Empregados no Comércio, Sindicato Rural, dos Bancários e a Associação dos Professores Licenciados da Bahia (APLB). Eles querem a cassação do prefeito.
Financiamento – A assessoria de imprensa do Banco Matone divulgou nota à imprensa informando que a instituição bancária “concedeu financiamento aos funcionários, observando a legislação pertinente, com apresentação de todos os documentos comprobatórios para a realização dos empréstimos”. Mas finaliza informando que o banco “está acompanhando as investigações em curso para adotar as providências que se fizerem necessárias”.
No convênio entre o Matone e a prefeitura, a margem consignável aceita era de 30% do vencimento total do servidor beneficiado. Segundo consta de extrato emitido pelo setor de cobrança do banco, anexo à denúncia, o prefeito e mais sete beneficiados, “alguns sem nunca ter sido servidor municipal”, tomaram empréstimos em julho de 2006 e janeiro de 2007, sem honrar com a dívida, que estaria hoje em R$ 235.945,76.
Maior devedor – O prefeito seria o maior devedor, com R$ 76.646,16 a pagar. Teriam feito empréstimos sem serem servidores da Prefeitura de Itamaraju, de acordo com a denúncia, Cristiano Oliveira Santos, prestador de serviço Creche Arco Íris, onde o prefeito mora, a nutricionista Elizabete Pereira Pires, também prestadora de serviço, Aparecida Pianissola Santos e Luciano Cardoso Fauaze. Todos eles seriam amigos do prefeito. O documento entregue à Câmara de Vereadores afirma que “aconteceu um grandioso esquema de fraude” . Os denunciantes estimam que o rombo total deve ultrapassar mais de R$ 1,5 milhão.
Fonte: A Tarde
A política tem agitado os últimos dias no município de Itamaraju, situado a 743 km de Salvador, no extremo sul do Estado. Tudo por conta de acusações contra o prefeito da cidade, Frei Dilson Batista Santiago (PT), que fez, em julho de 2006, um convênio com o Banco Matone, do Rio Grande do Sul, para garantir empréstimos consignados a servidores do município.
Segundo a denúncia, o prefeito teria colocado amigos dele, os quais não fariam parte do funcionalismo público municipal, para tomar empréstimos, e de valores acima do permitido no convênio, no qual ficou acertado que a prefeitura pagaria empréstimos não-quitados. Procurado diversas vezes por A TARDE, em seu celular, Frei Dilson Batista Santiago não foi localizado.
A denúncia foi entregue à Câmara Municipal de Itamaraju esta semana. Assinam o documento, que tem 122 páginas, a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Sintraf), dos Trabalhadores dos Serviços Públicos Municipais, o Lions Clube, Sindicato dos Empregados no Comércio, Sindicato Rural, dos Bancários e a Associação dos Professores Licenciados da Bahia (APLB). Eles querem a cassação do prefeito.
Financiamento – A assessoria de imprensa do Banco Matone divulgou nota à imprensa informando que a instituição bancária “concedeu financiamento aos funcionários, observando a legislação pertinente, com apresentação de todos os documentos comprobatórios para a realização dos empréstimos”. Mas finaliza informando que o banco “está acompanhando as investigações em curso para adotar as providências que se fizerem necessárias”.
No convênio entre o Matone e a prefeitura, a margem consignável aceita era de 30% do vencimento total do servidor beneficiado. Segundo consta de extrato emitido pelo setor de cobrança do banco, anexo à denúncia, o prefeito e mais sete beneficiados, “alguns sem nunca ter sido servidor municipal”, tomaram empréstimos em julho de 2006 e janeiro de 2007, sem honrar com a dívida, que estaria hoje em R$ 235.945,76.
Maior devedor – O prefeito seria o maior devedor, com R$ 76.646,16 a pagar. Teriam feito empréstimos sem serem servidores da Prefeitura de Itamaraju, de acordo com a denúncia, Cristiano Oliveira Santos, prestador de serviço Creche Arco Íris, onde o prefeito mora, a nutricionista Elizabete Pereira Pires, também prestadora de serviço, Aparecida Pianissola Santos e Luciano Cardoso Fauaze. Todos eles seriam amigos do prefeito. O documento entregue à Câmara de Vereadores afirma que “aconteceu um grandioso esquema de fraude” . Os denunciantes estimam que o rombo total deve ultrapassar mais de R$ 1,5 milhão.
Fonte: A Tarde
México vê sinais de otimismo na evolução da gripe suína
O ministro da Saúde do México, José Ángel Córdova, disse nesta sexta-feira que a diminuição no número de internações em decorrência da gripe suína é "um sinal muito animador" e que o vírus causador da doença "não é tão agressivo" como se pensava.
Segundo Córdova, já há no México 343 casos confirmados de gripe suína e 15 mortes provocadas pela doença - três a mais em relação ao confirmado até a quinta-feira. Dos mortos, 11 eram mulheres e quatro homens, todos com idades entre 21 e 40 anos.
Nesta sexta-feira foi confirmado em Hong Kong o primeiro caso da doença na Ásia, em um cidadão mexicano recém-chegado ao território chinês.
De acordo com o governo de Hong Kong, o homem chegou ao território via Xangai e está em isolamento em um hospital, em condição estável. O hotel onde o homem esteve hospedado foi colocado em quarentena.
Números
Até agora, foram confirmados casos de gripe suína em 14 países de três continentes. Diversos outros países investigam casos suspeitos.
Depois do México, os Estados Unidos são o país mais afetado, com 118 casos confirmados e uma morte, segundo autoridades americanas.
No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, há quatro casos suspeitos de gripe suína (três em Minas Gerais e um em São Paulo) e outras 42 pessoas sendo monitoradas.
Também nesta sexta-feira, autoridades britânicas confirmaram que um funcionário do Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) é o primeiro paciente do país a contrair gripe suína sem ter visitado o México.
Segundo o governo britânico, o paciente Graeme Pacitti, de 24 anos, contraiu a doença ao entrar em contato com o casal Iain e Dawn Askham, os primeiros casos confirmados na Grã-Bretanha, que foram infectados durante sua lua-de-mel em Cancún.
Paralisação
O México iniciou nesta sexta-feira uma paralisação de cinco dias determinada pelo governo para tentar conter o avanço da gripe suína.
Serviços não-essenciais foram suspensos, cinemas, lojas e restaurantes fechados e até as celebrações do Dia do Trabalhador foram canceladas.
O presidente do país, Felipe Calderón, pediu aos mexicanos que não saiam de casa durante esses período, mas algumas pessoas afirmaram que vão ignorar o pedido, já que não podem deixar de trabalhar.
Há preocupações sobre o efeito que o surto de gripe suína poderá ter na economia mexicana, já abalada pela crise econômica mundial. Nesta sexta-feira, Calderón recebeu o primeiro pacote de ajuda do governo chinês para combater a doença.
Foram doados US$ 1 milhão, além de outros US$ 4 milhões em produtos sanitários, entre os quais 240 mil máscaras profissionais, 96 mil luvas, 2 mil roupas de isolamento e 100 mil lenços desinfetantes.
Muitos países restringiram voos para o México e diversas operadoras de turismo cancelaram pacotes para o feriado.
O México anunciou que irá apresentar uma consulta formal à Organização Mundial do Comércio pedindo explicações dos países que baniram importações de produtos mexicanos derivados de suínos.
As autoridades mexicanas voltaram a afirmar que o consumo de carne e derivados suínos não representa risco para a saúde humana.
Vacina
Nesta sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que alguns laboratórios começarão nas próximas semanas a produzir vacina contra esse novo tipo de gripe.
O material necessário para iniciar a produção da vacina está sendo produzido nos Estados Unidos e será distribuído aos laboratórios em meados do mês.
No entanto, a vacina só deve estar disponível no mercado num prazo de quatro a seis meses, de acordo com a OMS.
A OMS e a União Europeia (UE) decidiram parar de se referir à doença como gripe suína para evitar prejuízos maiores à indústria de produtos suínos. A OMS passou a se referir à doença como Influenza A (H1N1), e a UE, como "nova gripe".
Na quarta-feira, a OMS elevou o nível de alerta em relação à doença para cinco - um abaixo do estágio de alerta máximo - e afirmou que há sinais de uma pandemia "iminente".
Fonte: BBC Brasil
Segundo Córdova, já há no México 343 casos confirmados de gripe suína e 15 mortes provocadas pela doença - três a mais em relação ao confirmado até a quinta-feira. Dos mortos, 11 eram mulheres e quatro homens, todos com idades entre 21 e 40 anos.
Nesta sexta-feira foi confirmado em Hong Kong o primeiro caso da doença na Ásia, em um cidadão mexicano recém-chegado ao território chinês.
De acordo com o governo de Hong Kong, o homem chegou ao território via Xangai e está em isolamento em um hospital, em condição estável. O hotel onde o homem esteve hospedado foi colocado em quarentena.
Números
Até agora, foram confirmados casos de gripe suína em 14 países de três continentes. Diversos outros países investigam casos suspeitos.
Depois do México, os Estados Unidos são o país mais afetado, com 118 casos confirmados e uma morte, segundo autoridades americanas.
No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, há quatro casos suspeitos de gripe suína (três em Minas Gerais e um em São Paulo) e outras 42 pessoas sendo monitoradas.
Também nesta sexta-feira, autoridades britânicas confirmaram que um funcionário do Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) é o primeiro paciente do país a contrair gripe suína sem ter visitado o México.
Segundo o governo britânico, o paciente Graeme Pacitti, de 24 anos, contraiu a doença ao entrar em contato com o casal Iain e Dawn Askham, os primeiros casos confirmados na Grã-Bretanha, que foram infectados durante sua lua-de-mel em Cancún.
Paralisação
O México iniciou nesta sexta-feira uma paralisação de cinco dias determinada pelo governo para tentar conter o avanço da gripe suína.
Serviços não-essenciais foram suspensos, cinemas, lojas e restaurantes fechados e até as celebrações do Dia do Trabalhador foram canceladas.
O presidente do país, Felipe Calderón, pediu aos mexicanos que não saiam de casa durante esses período, mas algumas pessoas afirmaram que vão ignorar o pedido, já que não podem deixar de trabalhar.
Há preocupações sobre o efeito que o surto de gripe suína poderá ter na economia mexicana, já abalada pela crise econômica mundial. Nesta sexta-feira, Calderón recebeu o primeiro pacote de ajuda do governo chinês para combater a doença.
Foram doados US$ 1 milhão, além de outros US$ 4 milhões em produtos sanitários, entre os quais 240 mil máscaras profissionais, 96 mil luvas, 2 mil roupas de isolamento e 100 mil lenços desinfetantes.
Muitos países restringiram voos para o México e diversas operadoras de turismo cancelaram pacotes para o feriado.
O México anunciou que irá apresentar uma consulta formal à Organização Mundial do Comércio pedindo explicações dos países que baniram importações de produtos mexicanos derivados de suínos.
As autoridades mexicanas voltaram a afirmar que o consumo de carne e derivados suínos não representa risco para a saúde humana.
Vacina
Nesta sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que alguns laboratórios começarão nas próximas semanas a produzir vacina contra esse novo tipo de gripe.
O material necessário para iniciar a produção da vacina está sendo produzido nos Estados Unidos e será distribuído aos laboratórios em meados do mês.
No entanto, a vacina só deve estar disponível no mercado num prazo de quatro a seis meses, de acordo com a OMS.
A OMS e a União Europeia (UE) decidiram parar de se referir à doença como gripe suína para evitar prejuízos maiores à indústria de produtos suínos. A OMS passou a se referir à doença como Influenza A (H1N1), e a UE, como "nova gripe".
Na quarta-feira, a OMS elevou o nível de alerta em relação à doença para cinco - um abaixo do estágio de alerta máximo - e afirmou que há sinais de uma pandemia "iminente".
Fonte: BBC Brasil
‘O futuro político de Protógenes pertence a ele’
Escrito por Gabriel Brito
29-Abr-2009
No bojo da atual crise financeira, que escancara diversas outras de nossa contemporaneidade, uma das grandes discussões que se travam é a respeito do futuro da esquerda e seus rumos sob o novo contexto global. E um dos pontos mais geradores de controvérsias tange sobre até que altura deve-se praticar as lutas populares pelas vias institucionais vigentes, diminuindo esforços nos outros caminhos.
Com vistas a tratar sobre esse possível viés eleitoreiro, o Correio da Cidadania conversou com o deputado federal do P-Sol Chico Alencar (RJ), cujo partido tomou as rédeas da defesa pública do delegado Protógenes Queiroz, sistematicamente perseguido, por imprensa e instituições oficiais, após sua atuação na famosa Operação Satiagraha. Tal processo se deu após desvendar crimes do colarinho branco, em especial do banqueiro Daniel Dantas, cujos tentáculos de poder não foram inteiramente descobertos até hoje. Depois de algumas aparições do delegado com importantes quadros da legenda, surgiu a conversa sobre a possibilidade de filiação de Protógenes ao P-Sol, já defendida até por alguns de seus dirigentes.
Para o deputado, tais fatos não configuram um flerte entre ambas as partes, com vistas eleitoreiras, mas a defesa do delegado se fez necessária diante da inversão de valores perpetrada, com investigador virando investigado. Chico diz que após a experiência do PT, os membros do partido já estão ‘vacinados’ e que o futuro político de Protógenes pertence somente a ele, mas se quiser discutir filiação e candidatura com o partido, será ouvido.
De toda forma, o deputado acredita ser ‘precária’ a atual organização da esquerda, ainda não recuperada dos atrasos programáticos do século XX. Mesmo assim, acredita que algumas alternativas já estão colocadas, o que seria perfeitamente complementado com um maior envolvimento das massas e da juventude, ainda incipiente.
Correio da Cidadania: No aparentemente sempre atual estado de descrédito de nosso Congresso, com novos escândalos e conflitos de interesses em nossas instâncias mais altas, a esquerda deveria tentar se aproveitar de que forma do momento, em que direção deve canalizar seus esforços?
Chico Alencar: Em primeiro lugar, relembramos que a política, no seu sentido maior, é a realização ética da virtude do bem comum. E que no sistema capitalista a corrupção da política é crônica porque perdeu-se justamente esse objetivo do interesse público, das maiorias.
Os escândalos que pontuam o noticiário são a expressão conjuntural, imediata, da corrupção sistêmica. Muitos "representantes do povo" encaram seus mandatos como meio de poder, prestígio e... dinheiro. Mas a esquerda não pode, com isso, considerar que os espaços institucionais estão definitivamente contaminados e são prisioneiros do capital. É preciso travar a disputa ali também, cobrando e praticando austeridade e transparência.
Nossa tarefa é sempre de separação para o discernimento: separação entre o público e o privado, separação entre o essencial e o acessório. Muitos setores da imprensa destacam os desmandos do parlamento, com o sensacionalismo que "castelos" e "vôos de beldades" estimulam, a fim de esconder a crise, o escândalo da demissão de trabalhadores, a evasão de divisas, a sangria da dívida, o conglomerado empreiteiras/bancos/fundos de pensão que financiaram dois terços do Congresso, os continuados benefícios para o agronegócio...
Nosso dever é também alertar sempre para esses desvios de foco, não embarcando na ilusão de "cruzadas moralóides", e sim forçando, coletivamente, através de regramentos gerais e públicos, a transformação dos arraigados costumes patrimonialistas. A esquerda, sem perder o horizonte socialista, precisa, no aqui e agora, ser republicana.
CC: Neste contexto, como situa o flerte entre parte do P-Sol e o delegado Protógenes Queiroz, que poderia até passar a fazer parte dos quadros do partido?
CA: O PSOL não "flerta" com o delegado Protógenes. Apenas o apoiou, por convicção, quando, em função dos imensos poderes de Daniel Dantas e seus sócios, ele começou a ser esvaziado. Protógenes é um servidor público, um cidadão comum, falível, mas com especialização profissional em desvendamento de crimes financeiros, do colarinho branco. Já atuava nisso há uma década, mas só ficou conhecido quando começou a pegar peixes graúdos, a incomodar a elite. E foi inequivocamente pressionado, como o juiz De Sanctis e até o procurador da República De Grandis.
Houve uma inversão de valores, quem investigava passou a ser investigado. Menos mal que o banqueiro Dantas, já condenado por corrupção ativa, agora está também indiciado por gestão fraudulenta, formação de quadrilha, evasão de divisas, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e empréstimo vedado.
O futuro político de Protógenes pertence a ele, nada fizemos com cálculo eleitoral. Se ele quiser discutir com o partido sua filiação e, no futuro, uma candidatura, será acolhido. Mas nada é automático nem há qualquer compromisso das partes quanto a isso.
CC: Corre-se o risco de a legenda entrar por um caminho eleitoreiro, e começar a esquecer seu princípio programático centrado no socialismo, de forma similar à que já vimos com outras anteriormente?
CA: Estamos vacinados. Muitos de nós viemos do PT e estamos atentos às seduções do conformismo e do alpinismo do poder. É preciso uma autocrítica permanente, tradição esquecida da esquerda.
Temos que buscar mais enraizamento social, que ainda é pequeno, e combinar sempre a atuação parlamentar com a interlocução com os movimentos sociais. A retomada do trabalho de base também é essencial.
CC: Acredita que a esquerda está se organizando e mobilizando da forma mais correta neste momento de crise mundial?
CA: A reorganização da esquerda mundial ainda é insuficiente e precária. A nova crise capitalista não re-significa, por si mesma, o ideário socialista, tão desgastado pelas práticas burocráticas, autoritárias e centralizadas no século XX.
É preciso combinar mobilização contra a crise, que não é só econômico-financeira, mas sanitária, ambiental e até de valores civilizatórios, com elaboração teórica para enfrentar a complexidade do momento.
O Fórum Social Mundial de Belém apontou alguns caminhos de rearticulação, a partir de uma proposta comum de combate à crise, fundada na garantia do trabalho, na mudança do padrão energético e do modelo econômico, na participação política direta, na sustentabilidade ambiental de todas as políticas públicas, no trânsito do capital financeiro para os investimentos produtivos alternativos, no fim dos paraísos fiscais e da farra especulativa.
Mas tudo isso só avançará se o povo, os trabalhadores e a juventude se puserem em movimento.
Valéria Nader, economista, é editora do Correio da Cidadania; Gabriel Brito é jornalista.
Fonte: Correio da Cidadania
29-Abr-2009
No bojo da atual crise financeira, que escancara diversas outras de nossa contemporaneidade, uma das grandes discussões que se travam é a respeito do futuro da esquerda e seus rumos sob o novo contexto global. E um dos pontos mais geradores de controvérsias tange sobre até que altura deve-se praticar as lutas populares pelas vias institucionais vigentes, diminuindo esforços nos outros caminhos.
Com vistas a tratar sobre esse possível viés eleitoreiro, o Correio da Cidadania conversou com o deputado federal do P-Sol Chico Alencar (RJ), cujo partido tomou as rédeas da defesa pública do delegado Protógenes Queiroz, sistematicamente perseguido, por imprensa e instituições oficiais, após sua atuação na famosa Operação Satiagraha. Tal processo se deu após desvendar crimes do colarinho branco, em especial do banqueiro Daniel Dantas, cujos tentáculos de poder não foram inteiramente descobertos até hoje. Depois de algumas aparições do delegado com importantes quadros da legenda, surgiu a conversa sobre a possibilidade de filiação de Protógenes ao P-Sol, já defendida até por alguns de seus dirigentes.
Para o deputado, tais fatos não configuram um flerte entre ambas as partes, com vistas eleitoreiras, mas a defesa do delegado se fez necessária diante da inversão de valores perpetrada, com investigador virando investigado. Chico diz que após a experiência do PT, os membros do partido já estão ‘vacinados’ e que o futuro político de Protógenes pertence somente a ele, mas se quiser discutir filiação e candidatura com o partido, será ouvido.
De toda forma, o deputado acredita ser ‘precária’ a atual organização da esquerda, ainda não recuperada dos atrasos programáticos do século XX. Mesmo assim, acredita que algumas alternativas já estão colocadas, o que seria perfeitamente complementado com um maior envolvimento das massas e da juventude, ainda incipiente.
Correio da Cidadania: No aparentemente sempre atual estado de descrédito de nosso Congresso, com novos escândalos e conflitos de interesses em nossas instâncias mais altas, a esquerda deveria tentar se aproveitar de que forma do momento, em que direção deve canalizar seus esforços?
Chico Alencar: Em primeiro lugar, relembramos que a política, no seu sentido maior, é a realização ética da virtude do bem comum. E que no sistema capitalista a corrupção da política é crônica porque perdeu-se justamente esse objetivo do interesse público, das maiorias.
Os escândalos que pontuam o noticiário são a expressão conjuntural, imediata, da corrupção sistêmica. Muitos "representantes do povo" encaram seus mandatos como meio de poder, prestígio e... dinheiro. Mas a esquerda não pode, com isso, considerar que os espaços institucionais estão definitivamente contaminados e são prisioneiros do capital. É preciso travar a disputa ali também, cobrando e praticando austeridade e transparência.
Nossa tarefa é sempre de separação para o discernimento: separação entre o público e o privado, separação entre o essencial e o acessório. Muitos setores da imprensa destacam os desmandos do parlamento, com o sensacionalismo que "castelos" e "vôos de beldades" estimulam, a fim de esconder a crise, o escândalo da demissão de trabalhadores, a evasão de divisas, a sangria da dívida, o conglomerado empreiteiras/bancos/fundos de pensão que financiaram dois terços do Congresso, os continuados benefícios para o agronegócio...
Nosso dever é também alertar sempre para esses desvios de foco, não embarcando na ilusão de "cruzadas moralóides", e sim forçando, coletivamente, através de regramentos gerais e públicos, a transformação dos arraigados costumes patrimonialistas. A esquerda, sem perder o horizonte socialista, precisa, no aqui e agora, ser republicana.
CC: Neste contexto, como situa o flerte entre parte do P-Sol e o delegado Protógenes Queiroz, que poderia até passar a fazer parte dos quadros do partido?
CA: O PSOL não "flerta" com o delegado Protógenes. Apenas o apoiou, por convicção, quando, em função dos imensos poderes de Daniel Dantas e seus sócios, ele começou a ser esvaziado. Protógenes é um servidor público, um cidadão comum, falível, mas com especialização profissional em desvendamento de crimes financeiros, do colarinho branco. Já atuava nisso há uma década, mas só ficou conhecido quando começou a pegar peixes graúdos, a incomodar a elite. E foi inequivocamente pressionado, como o juiz De Sanctis e até o procurador da República De Grandis.
Houve uma inversão de valores, quem investigava passou a ser investigado. Menos mal que o banqueiro Dantas, já condenado por corrupção ativa, agora está também indiciado por gestão fraudulenta, formação de quadrilha, evasão de divisas, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e empréstimo vedado.
O futuro político de Protógenes pertence a ele, nada fizemos com cálculo eleitoral. Se ele quiser discutir com o partido sua filiação e, no futuro, uma candidatura, será acolhido. Mas nada é automático nem há qualquer compromisso das partes quanto a isso.
CC: Corre-se o risco de a legenda entrar por um caminho eleitoreiro, e começar a esquecer seu princípio programático centrado no socialismo, de forma similar à que já vimos com outras anteriormente?
CA: Estamos vacinados. Muitos de nós viemos do PT e estamos atentos às seduções do conformismo e do alpinismo do poder. É preciso uma autocrítica permanente, tradição esquecida da esquerda.
Temos que buscar mais enraizamento social, que ainda é pequeno, e combinar sempre a atuação parlamentar com a interlocução com os movimentos sociais. A retomada do trabalho de base também é essencial.
CC: Acredita que a esquerda está se organizando e mobilizando da forma mais correta neste momento de crise mundial?
CA: A reorganização da esquerda mundial ainda é insuficiente e precária. A nova crise capitalista não re-significa, por si mesma, o ideário socialista, tão desgastado pelas práticas burocráticas, autoritárias e centralizadas no século XX.
É preciso combinar mobilização contra a crise, que não é só econômico-financeira, mas sanitária, ambiental e até de valores civilizatórios, com elaboração teórica para enfrentar a complexidade do momento.
O Fórum Social Mundial de Belém apontou alguns caminhos de rearticulação, a partir de uma proposta comum de combate à crise, fundada na garantia do trabalho, na mudança do padrão energético e do modelo econômico, na participação política direta, na sustentabilidade ambiental de todas as políticas públicas, no trânsito do capital financeiro para os investimentos produtivos alternativos, no fim dos paraísos fiscais e da farra especulativa.
Mas tudo isso só avançará se o povo, os trabalhadores e a juventude se puserem em movimento.
Valéria Nader, economista, é editora do Correio da Cidadania; Gabriel Brito é jornalista.
Fonte: Correio da Cidadania
Epidemia de lucro
Escrito por Silvia Ribeiro
29-Abr-2009
A epidemia de gripe suína que dia-a-dia ameaça expandir-se por mais regiões do mundo não é um fenômeno isolado; é parte da crise generalizada e tem suas raízes no sistema de criação industrial de animais dominado pelas grandes empresas transnacionais.
No México, as grandes empresas de criação de aves e suínos têm proliferado amplamente nas águas (sujas) do Tratado de Livre Comércio da América do Norte. Um exemplo é a Granja Carroll, em Veracruz, propriedade da Smithfield Foods, a maior empresa de criação de porcos e processamento de produtos suínos no mundo, com filiais nos EUA, na Europa e na China. Em sua sede de Perote começou há algumas semanas uma virulenta epidemia de enfermidades respiratórias que atingiu 60% da população de La Gloria, fato informado por La Jornada em várias oportunidades a partir das denúncias dos habitantes do lugar. Eles, há uns anos, travam uma dura luta contra a contaminação causada pela empresa e têm sofrido, inclusive, repressão das autoridades por denunciar. A Granjas Carroll declarou que não está relacionada nem é a origem da atual epidemia, alegando que a população tinha uma gripe "comum". Não foram feitas análises para saber exatamente de que vírus se tratava.
Em contraste, as conclusões do painel Pew Commission on Industrial Farm Animal Prodution (Comissão Pew sobre Produção Animal Industrial), publicadas em 2008, afirmam que as condições de criação e confinamento da produção industrial, sobretudo em suínos, criam um ambiente perfeito para a recombinação de vírus de distintas cepas.
Inclusive, mencionam o perigo de recombinação da gripe aviária e da suína e como finalmente pode chegar a recombinar em vírus que afetem e sejam transmitidos entre humanos. Mencionam também que por muitas vias, incluindo a contaminação das águas, pode chegar a localidades longínquas, sem aparente contato direto. Um exemplo do que devemos aprender é o surgimento da gripe aviária - ver, por exemplo, o relatório de GRAIN, que ilustra como a indústria avícola criou a gripe aviária: http://www.grain.org/.
Porém, as respostas oficiais diante da crise atual, além de tardias (esperaram que os Estados Unidos anunciassem primeiro o surgimento do novo vírus, perdendo dias preciosos para combater a epidemia), parecem ignorar as causas reais e mais contundentes. Mais do que enviar cepas de vírus para seu seqüenciamento genômico a cientistas, como Craig Venter, que enriqueceu com a privatização da pesquisa e seus resultados (seqüenciamento que, com certeza, já foi feito por pesquisadores públicos do Centro de Prevenção de Enfermidades em Atlanta, EUA), o que se necessita é entender que esse fenômeno vai continuar repetindo-se enquanto existam os criadores dessas enfermidades.
Já na epidemia, são também transnacionais as que mais lucram: as empresas biotecnológicas e farmacêuticas que monopolizam as vacinas e os antivirais. O governo anunciou que tinham um milhão de doses de antígenos para atacar a nova variedade de gripe suína; porém, nunca informou a que custo.
Os únicos antivirais que ainda têm ação contra o novo vírus estão patenteados na maior parte do mundo e são de propriedade de duas grandes empresas farmacêuticas: o zanamivir, com nome comercial Relenza, comercializado pela GlaxoSmithKline, e o oseltamivir, cuja marca comercial é Tamiflu, patenteado pela Gilead Sciencies, licenciado de forma exclusiva pela Roche. Glaxo e Roche são, respectivamente, a segunda e a quarta empresas farmacêuticas em escala mundial e, igualmente como no restante de seus remédios, as epidemias são suas melhores oportunidades de negócio.
Com a gripe aviária, todas elas lucraram centenas ou milhões de dólares. Com o anúncio da nova epidemia no México, as ações da Gilead subiram 3%, as da Roche 4% e as da Glaxo 6%; e isso é somente o começo.
Outra empresa que persegue esse lucrativo negócio é a Baxter, outra farmacêutica global (ocupa o 22º lugar), e que teve um "acidente" em sua fábrica na Áustria, em fevereiro de 2009. Enviou um produto contra a gripe para a Alemanha, Eslovênia e República Tcheca contaminado com vírus da gripe aviária. Segundo a empresa "foram erros humanos e problemas no processo", do qual não pode dar detalhes, "porque teria que revelar processos patenteados".
Não necessitamos enfrentar somente a epidemia da gripe; necessitamos enfrentar também a epidemia do lucro.
Silvia Ribeiro é pesquisador do grupo ETC, que pratica estudos sócio-econômicos e ecológicos (http://www.etcgroup.org/)
Traduzido por Adital.
Publicado em La Jornada, México.
Fonte: Correio da Cidadania
29-Abr-2009
A epidemia de gripe suína que dia-a-dia ameaça expandir-se por mais regiões do mundo não é um fenômeno isolado; é parte da crise generalizada e tem suas raízes no sistema de criação industrial de animais dominado pelas grandes empresas transnacionais.
No México, as grandes empresas de criação de aves e suínos têm proliferado amplamente nas águas (sujas) do Tratado de Livre Comércio da América do Norte. Um exemplo é a Granja Carroll, em Veracruz, propriedade da Smithfield Foods, a maior empresa de criação de porcos e processamento de produtos suínos no mundo, com filiais nos EUA, na Europa e na China. Em sua sede de Perote começou há algumas semanas uma virulenta epidemia de enfermidades respiratórias que atingiu 60% da população de La Gloria, fato informado por La Jornada em várias oportunidades a partir das denúncias dos habitantes do lugar. Eles, há uns anos, travam uma dura luta contra a contaminação causada pela empresa e têm sofrido, inclusive, repressão das autoridades por denunciar. A Granjas Carroll declarou que não está relacionada nem é a origem da atual epidemia, alegando que a população tinha uma gripe "comum". Não foram feitas análises para saber exatamente de que vírus se tratava.
Em contraste, as conclusões do painel Pew Commission on Industrial Farm Animal Prodution (Comissão Pew sobre Produção Animal Industrial), publicadas em 2008, afirmam que as condições de criação e confinamento da produção industrial, sobretudo em suínos, criam um ambiente perfeito para a recombinação de vírus de distintas cepas.
Inclusive, mencionam o perigo de recombinação da gripe aviária e da suína e como finalmente pode chegar a recombinar em vírus que afetem e sejam transmitidos entre humanos. Mencionam também que por muitas vias, incluindo a contaminação das águas, pode chegar a localidades longínquas, sem aparente contato direto. Um exemplo do que devemos aprender é o surgimento da gripe aviária - ver, por exemplo, o relatório de GRAIN, que ilustra como a indústria avícola criou a gripe aviária: http://www.grain.org/.
Porém, as respostas oficiais diante da crise atual, além de tardias (esperaram que os Estados Unidos anunciassem primeiro o surgimento do novo vírus, perdendo dias preciosos para combater a epidemia), parecem ignorar as causas reais e mais contundentes. Mais do que enviar cepas de vírus para seu seqüenciamento genômico a cientistas, como Craig Venter, que enriqueceu com a privatização da pesquisa e seus resultados (seqüenciamento que, com certeza, já foi feito por pesquisadores públicos do Centro de Prevenção de Enfermidades em Atlanta, EUA), o que se necessita é entender que esse fenômeno vai continuar repetindo-se enquanto existam os criadores dessas enfermidades.
Já na epidemia, são também transnacionais as que mais lucram: as empresas biotecnológicas e farmacêuticas que monopolizam as vacinas e os antivirais. O governo anunciou que tinham um milhão de doses de antígenos para atacar a nova variedade de gripe suína; porém, nunca informou a que custo.
Os únicos antivirais que ainda têm ação contra o novo vírus estão patenteados na maior parte do mundo e são de propriedade de duas grandes empresas farmacêuticas: o zanamivir, com nome comercial Relenza, comercializado pela GlaxoSmithKline, e o oseltamivir, cuja marca comercial é Tamiflu, patenteado pela Gilead Sciencies, licenciado de forma exclusiva pela Roche. Glaxo e Roche são, respectivamente, a segunda e a quarta empresas farmacêuticas em escala mundial e, igualmente como no restante de seus remédios, as epidemias são suas melhores oportunidades de negócio.
Com a gripe aviária, todas elas lucraram centenas ou milhões de dólares. Com o anúncio da nova epidemia no México, as ações da Gilead subiram 3%, as da Roche 4% e as da Glaxo 6%; e isso é somente o começo.
Outra empresa que persegue esse lucrativo negócio é a Baxter, outra farmacêutica global (ocupa o 22º lugar), e que teve um "acidente" em sua fábrica na Áustria, em fevereiro de 2009. Enviou um produto contra a gripe para a Alemanha, Eslovênia e República Tcheca contaminado com vírus da gripe aviária. Segundo a empresa "foram erros humanos e problemas no processo", do qual não pode dar detalhes, "porque teria que revelar processos patenteados".
Não necessitamos enfrentar somente a epidemia da gripe; necessitamos enfrentar também a epidemia do lucro.
Silvia Ribeiro é pesquisador do grupo ETC, que pratica estudos sócio-econômicos e ecológicos (http://www.etcgroup.org/)
Traduzido por Adital.
Publicado em La Jornada, México.
Fonte: Correio da Cidadania
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