quarta-feira, outubro 08, 2025

Taxas abusivas e leis ignoradas: a desmoralização do Legislativo em Jeremoabo

 

                                               Foto Divulgação


Por várias vezes, comentaram comigo o absurdo da cobrança da taxa de iluminação pública na zona rural e a aberração da taxa de esgoto em Jeremoabo. Um verdadeiro desrespeito e exploração do povo. Contudo, infelizmente, sou obrigado a lembrar o velho ditado: “quem pariu Mateus que o balance”. Os próprios vereadores, no apagar das luzes do mandato anterior, presentearam o povo com esse castigo — e agora, cabe a eles consertarem o erro e repararem essa maldade.

O maior absurdo cometido por esses legisladores foi impor uma taxa de iluminação pública contra os moradores da zona rural. Será que ainda não se contentaram com o martírio que esses abnegados já sofrem diariamente? Falta d’água, estradas vicinais destruídas, saúde precária e ausência de dignidade. E mesmo assim, resolveram pesar ainda mais sobre os ombros de quem pouco ou nada tem.

O povo de Jeremoabo, em sua maioria, sobrevive graças à aposentadoria rural, ao Bolsa Família, a empregos na prefeitura e à agricultura de subsistência, que depende exclusivamente das chuvas. O município não dispõe de grandes recursos, e o atual prefeito Tista de Deda tem se desdobrado, como um verdadeiro “caixeiro viajante”, mendigando apoio e recursos junto aos governos estadual e federal para tentar amenizar o sofrimento do povo.

E para piorar, os próprios vereadores aprovaram uma lei diminuindo o valor da taxa de esgoto, mas a norma nunca foi cumprida. Isso representa uma verdadeira desmoralização e uma afronta à autoridade do Poder Legislativo. De que adianta criar leis se são  ignoradas impunemente? Fica evidente que falta firmeza, independência e respeito às instituições.

Diante desse quadro, é urgente que o Ministério Público intervenha e cobre o cumprimento da lei, exigindo explicações dosvereadores e da empresa responsável pela cobrança. O povo não pode continuar pagando por uma taxa ilegal e injusta. E que os vereadores, eleitos para representar o povo, reajam com dignidade e façam valer a sua autoridade.

Que nas próximas eleições, o eleitor lembre bem de quem realmente lutou pelos seus direitos e pela coletividade — e não daqueles que se calaram diante da exploração e da injustiça.

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