Trump conseguiu transformar o mundo numa bagunça
Carlos Newton
A impressão que se tem é de que reina a esculhambação no mundo quase todo. Há exceções, é claro, mas entre os 193 países que formam a ONU, são raros os que demonstram estabilidade política, social e econômica em regime democrático, como Dinamarca, Noruega, Suíça, Uruguai, Nova Zelândia e Canadá.
Em nações de gestão ditatorial, como China, Arábia Saudita, Catar e Vietnã, há desenvolvimento econômico e social, mas ninguém consegue saber o que realmente está acontecendo na política local.
EUA DÁ EXEMPLO – A desordem já existia, parece ser uma característica do homo sapiens. O que ninguém esperava é que os Estados Unidos desta vez comandassem a esculhambação, pois em apenas nove meses o presidente Donald Trump conseguiu bagunçar a maior potência do mundo.
Além do tarifaço que atingiu o comércio exterior, os Estados Unidos voltaram a fazer sanções para confiscar bens de autoridades que desrespeitem direitos humanos, segundo a Lei Magnitsky.
Para esclarecer a situação, o deputado republicano Rich Mccormick acaba de indagar ao governo americano “quais são as obrigações específicas que se aplicam a instituições financeiras, fundos e gestores de ativos dos EUA quando um ministro sancionado permanece ativo na Suprema Corte do Brasil”.
ORIENTAÇÕES – Segundo a jornalista Bela Megale, de O Globo, McCormick pergunta ainda se os Estados Unidos “emitirão orientações para governos aliados, organismos multilaterais ou partes interessadas do setor privado para reforçar padrões globais de conformidade diante dessa situação extraordinária”.
As respostas do governo Trump ao deputado servirão para reduzir a esculhambação, porque ninguém sabe se Moraes e sua esposa podem usar cartão de crédito, ou se o filho exibicionista do ministro Benedito Gonçalves pode voltar a fazer cena nos Estados Unidos.
INEDITISMO – Na introdução da carta, o parlamentar republicano destaca o ineditismo de os EUA sancionarem um ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil: “Nunca antes um ministro em exercício da mais alta corte de um país estrangeiro havia sido sancionado sob essas autoridades.”
Por fim, a jornalista Bela Megale revela que o deputado norte-americano quer afastar Moraes do Supremo, pois McCormick alega que a “permanência de um indivíduo sancionado em uma posição de autoridade judicial cria riscos de conformidade para pessoas e instituições norte-americanas que operam em um dos maiores mercados emergentes para investimentos dos EUA”.
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P.S. – Os esclarecimentos que o governo Trump fará ao deputado são aguardados com apreensão, porque há ministros do Supremo com investimentos milionários nos Estados Unidos, que serão confiscados caso haja aplicação da Lei Magnitsky, como é o caso de Luís Roberto Barroso, que deve pedir aposentadoria do Supremo para se livrar de maiores problemas. (C.N.).
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