sexta-feira, abril 24, 2020

Afinal, o que está acontecendo? O general Braga Netto assumiu, mas já foi derrubado?


dedemontalvao: Moro terá de instruir Bolsonaro a admitir que o ...Carlos Newton
É muito difícil encontrar algo de bom na gestão de Jair Bolsorano, mas o comentarista Mário Assis Causanilhas conseguiu nesta quinta-feira, ao lembrar que a declaração do Estado de Emergência III (o mais grave), feita pelo governo, ocorreu dia 3 de fevereiro, 18 dias antes do Carnaval, junto com o envio de projeto ao Congresso para instituir a prevenção ao coronavírus.
É compreensível que governadores e prefeitos não tenham suspendido o Carnaval, pois até então não havia nenhum contaminado no Brasil.
No Japão, onde já havia contaminação, o cancelamento da Olimpíada virou uma novela que parecia interminável. De toda forma, porém, é preciso reconhecer a presteza do governo Bolsonaro em relação à pandemia.
BRAGA NETTO EM ALTA – Animado pelo artigo de Causanilhas, que é um brizolista de altíssimo nível, ex-secretário estadual de Administração no Rio de Janeiro, comecei a escrever sobre a reportagem de Renato Onofre e Julia Chaib, na Folha desta quinta-feira, dia 23, sobre a nova configuração do governo federal, na qual o general Braga Netto, chefe da Casa Civil, emerge como uma espécie de primeiro-ministro, com o presidente Jair Bolsonaro saindo da linha de frente, para evitar o excesso de exposição.
Aliás, esta não foi a primeira reportagem sobre a ascensão de Braga Netto. Desde a crise com o então ministro da Saúde, Henrique Mandetta, muitos jornalistas têm destacado essa atuação mais incisiva do chefe da Casa Civil.
Recentemente, ele passou a atuar também na Articulação Política, reforçando o trabalho do ministro Eduardo Ramos, que tem deixado muito a desejar, pois é inexistente.
SEM CONFIRMAÇÃO – As informações sobre o governo, porém, são truncadas, pois anuncia-se também que o próprio Bolsonaro assumira esse trabalho da Articulação, passando a receber as lideranças partidárias. Além disso, a matéria da Folha destacou que Braga Netto teria afastado outro ponto de tensão interna, neutralizando o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente e líder do chamado “gabinete do ódio”.
“O ministro convenceu o presidente Bolsonaro de que era preciso tornar os canais de informações propositivos e que não fossem usados para ataques a adversários”, disseram os repórteres, mas não se pode levar a sério essa notícia, convenhamos.
A experiência da vida real mostra que ninguém – mas ninguém, mesmo – consegue eliminar a influência dos filhos de Bolsonaro sobre o governo.
DEMISSÃO DE MORO – Enquanto o editor da TI, todo animado, redigia este artigo sobre a ascensão de Braga Netto, que já encostou na parede também o ministro da Economia, Paulo Guedes, e jogou no lixo o projeto neoliberal, começaram a pipocar as notícias que Bolsonaro ia afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, levando o ministro Sérgio Moro a ameaçar se demitir.
Mas que país é esse?, perguntariam o ex-deputado Francelino Pereira e o compositor Renato Russo, autor da versão musical. O que houve? A gente não pode se animar? Bolsonaro teve uma recaída e não vai deixar os generais trabalharem? Isso também é fake news? Quem é que está levando o barco? O general Braga Netto assumiu o controle, mas esqueceu de tomar a caneta Bic de Bolsonaro? Cadê o Olavo de Carvalho? E Carluxo, vai voltar a morar no Rio de Janeiro? Câmbio! Câmbio! Afinal, o que está acontecendo? Enviem notícias com a máxima urgência.
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P.S. – Em tradução simultânea, a única coisa certa é que há algo no ar além dos jatinhos dos ministros, como diria modernamente o Barão de Itararé. (C.N.)

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