
Charge reproduzida do Arquivo Google
José Marques e Flávia FariaFolha
Um a cada cinco cargos de juiz no Brasil está vago, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com o órgão, em 2018 havia cerca de 18 mil magistrados em atividade e cerca de 4.400 postos desocupados. A maioria (69%) está lotada na Justiça estadual, ramo que tem 22% de vacância. Na Justiça Federal, que reúne pouco mais de 1.900 juízes, o índice é de 24%.
A falta de magistrados é um dos entraves para a implementação da figura do juiz das garantias pelo país. Em 20% das comarcas, há apenas um magistrado trabalhando.
EM ALTA – Apesar dos postos vagos, o número de juízes no Brasil cresceu 14% desde 2009. As despesas do Judiciário, por outro lado, tiveram queda. Foram gastos cerca de R$ 109,1 bilhões (valor corrigido pela inflação) em 2009. Em 2018, a despesa caiu para R$ 93,7 bilhões.
Naquele ano, chegaram à Justiça estadual, em média, 1.668 novos processos para cada magistrado. Na Justiça Federal, onde a maior parte dos casos da Lava Jato são processados, o acúmulo de trabalho é maior: foram 2.090.
Nos dois ramos do Judiciário, acumulavam-se mais de 70 milhões de processos sem solução em 2018.
ENGARRAFAMENTO – Na Federal, a taxa de congestionamento, que mede o percentual de casos que permaneceram pendentes em relação ao que tramitou, era de 86%. O índice cresce desde 2012, quando registrou 78%.
Na Justiça estadual, a situação é mais grave no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, com taxa de 82,1%. O de Roraima, por sua vez, teve a menor do país: 53,5%.
Em média, um processo criminal leva três anos e dez meses para chegar à primeira sentença na Justiça estadual. No Rio Grande do Sul, o tempo chega a oito anos. No Distrito Federal, por sua vez, a média é de 11 meses.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Vamos falar sério e claramente. Só existe congestionamento de processos porque os juízes trabalham pouco. Apesar de receberem auxílio-refeição, só chegam ao Fórum no início da tarde. Jamais trabalham nos feriados enforcados. Aliás, somente trabalham quando bem entendem e têm direito a 60 dias de férias por ano. Se os juízes tivessem de dar duro como os demais trabalhadores brasileiros, já teriam dado jeito no país. (C.N.)-
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Vamos falar sério e claramente. Só existe congestionamento de processos porque os juízes trabalham pouco. Apesar de receberem auxílio-refeição, só chegam ao Fórum no início da tarde. Jamais trabalham nos feriados enforcados. Aliás, somente trabalham quando bem entendem e têm direito a 60 dias de férias por ano. Se os juízes tivessem de dar duro como os demais trabalhadores brasileiros, já teriam dado jeito no país. (C.N.)-