segunda-feira, setembro 09, 2019

Cinco dias sem Bolsonaro significam um alívio para a sociedade democrática


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Comparado a Bolsonaro, Mourão parece um estadista
Carlos Newton
Depois de 16 anos de PT no poder, um partido que esqueceu suas origens e promoveu uma verdadeira pilhagem aos recursos públicos, dando sequência ao governo maléfico de Fernando Henrique Cardoso, o Brasil precisava de algo de novo. Esperava-se que Jair Bolsonaro se inspirasse na gestão proveitosa e simples de Itamar Franco, mas o atual presidente é um verdadeiro desastre ambulante.
Agora, teremos, pelo menos, cinco dias de tranquilidade, com o vice-presidente Hamilton Mourão exercendo o poder de uma menos espalhafatosa e com mais dignidade. Os médicos previram que Bolsonaro precisaria ficar dez dias afastado, mas ele antecipou a volta, porque teme comparações com seu substituto.
SEM ATRAPALHAR – Já tinha sido assim na última operação, quando o presidente mandou alugar uma ala do hospital e nela instalou seu gabinete, deixando Mourão no poder por apenas 48 horas. Mas era tudo mentira, Bolsonaro não tinha a menor condição de governar, o tal gabinete ficou vazio, o Brasil ficou 17 dias sem presidente, ninguém notou nada, confirmando uma velha teoria do editor da TI. de que “o Brasil cresce à noite, quando os políticos estão dormindo e não atrapalham”.
Na verdade, a comparação entre Bolsonaro e Mourão é muito favorável ao vice. Agora, aproxima-se o dia 20, quando o presidente brasileiro abrirá a Assembleia das Nações Unidos. Se até lá Bolsonaro estiver recuperado (acredito que não), nosso país pode passar nova vergonha na ONU, depois do vento estocado por Dilma. Se for Mourão, porém, o sucesso será garantido.
MEIO AMBIENTE – Caso o vice Mourão seja o orador, sugiro que enalteça o fato  de o Brasil ter a mais avançada legislação ambiental do mundo. Aqui, preservamos como reserva florestal 80% da área de cada propriedade rural na Amazônia, 35% no Cerrado e 20% nas demais regiões do país,. Assim, ainda mantemos intocados 62% de sua área.
Se o presidente interino Mourão disser isso na ONU, pode calar todas as críticas e demonstrar que o Brasil é um país viável, que merece ser respeitado. O vice pode até sugerir a criação de um novo Fundo internacional para ajudar o Brasil a preservar o meio ambiente, e será aplaudido.
Quanto a Bolsonaro, é um trapalhão no poder. A longo prazo ele e a família têm um encontro marcado com o fracasso. O futuro político deles não vale um nota de três dólares.

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