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quinta-feira, julho 04, 2019

Senado torna mais rígida a legislação contra fraudes nos fundos de pensão


Brasília - O senador (PSDB-MG) foi eleito relator da Comissão Especial do Impeachment no Senado (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O relator Antonio Anastasia tornou o projeto bem mais rigoroso
Karine MeloAgência Brasil 
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (dia 3) substitutivo do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) ao projeto (PLS 312/2016), que torna irregularidades cometidas por entidades de previdência passíveis de punição pela Lei do Colarinho Branco. Entre as novidades do texto está o enquadramento criminal da facilitação à prática de gestão fraudulenta ou temerária.
Quem se envolver nesses desvios está sujeito a pena de dois a seis anos de reclusão, além de multa. Como foi votado em caráter terminativo, se não houver recurso ao plenário da Casa, o texto seguirá para análise da Câmara dos Deputados.
RESPONSABILIZAÇÃO – Pelo texto aprovado, gestores e dirigentes podem ser responsabilizados penalmente por desvios praticados na administração de planos de previdência privada, fundos de pensão públicos, dos Regimes Próprios da Previdência Social (RPPS) e da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Caberá à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), às unidades gestoras do RPPS e à Susep notificar o Ministério Público Federal caso identifiquem algum indício de crime na área. Hoje, apenas o Banco Central (BC) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) têm essa obrigação legal.
Anastasia, relator da proposta, também acolheu sugestão do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para aperfeiçoar as definições dos crimes de gestão fraudulenta e temerária na Lei dos Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional. “Hoje os termos utilizados são excessivamente abertos e genéricos, por isso, dependem da doutrina e da jurisprudência para a sua conformação”.
SERVIDORES PÚBLICOS – Outro ajuste no texto, feito pelo relator, estendeu a responsabilização penal inserida na chamada Lei do Colarinho Branco a atos de gestão fraudulenta e temerária cometidos no regime previdenciário aplicado aos servidores públicos efetivos (RPPS), mantido pela União, por Estados, Distrito Federal e municípios em suas respectivas esferas.
Segundo o texto, responderão por desvios em entidades de previdência complementar pública, como a Funpresp – Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federa l – gestores, dirigentes e membros de seus conselhos e órgãos deliberativos; gestores e representantes legais dos entes federativos responsáveis pelo regime; e seus prestadores de serviço.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Mais um avanço na luta contra a corrupção. Detalhe: o atual ministro Guedes estaria incurso nesses dispositivos, por gestão temerário de recursos dos fundos de pensão. Até hoje não prestou depoimento, embora saiba o endereço do Ministério Público. (C.N.)

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