SÃO PAULO - Depois de mais de um ano discutindo a possibilidade de encurtar o mandato de sua atual direção, o PT deverá de fato alterar o seu estatuto e agendar novas eleições internas ainda este ano. Apesar de reconhecer que ainda existem algumas divergências em relação ao assunto, o presidente do partido, deputado Ricardo Berzoini (SP), afirma que as discussões ocorridas nos últimos meses demonstram que as principais correntes da sigla tendem a endossar a proposta.
“Há uma tendência de a maioria querer fazer a eleição ainda este ano. Até porque os que defendem essa posição entendem que isso é melhor para pacificar o partido”, afirmou o presidente da legenda, acrescentando que a nova eleição deverá ocorrer no final de novembro ou no início de dezembro. De acordo com Berzoini, ainda existem algumas “polêmicas” em relação ao assunto, mas a mudança tende a ser ratificada durante o 3º Congresso do PT, que ocorrerá nos dias 31 de agosto, 1º e 2 de setembro, em São Paulo.
O congresso é a única instância do PT com poder para alterar a data da eleição, já que a mudança exigirá também uma modificação das normas estatutárias da legenda. Pela regra atual, a nova eleição só deve ocorrer em 2008, quando termina o mandato de três anos obtido pela direção partidária, há dois anos.
Junto com a mudança de data, a tendência é de que seja aprovada uma nova duração dos mandatos, para evitar a coincidência com eleições majoritárias. No ano que vem, por exemplo, a nova diretoria do PT teria de ser escolhida em meio às eleições para prefeito e vereador em todo o país. Apesar de já ser debatida há algum tempo no PT, a idéia de encurtar o mandato da direção atual ganhou força no final do ano passado, quando eclodiu o escândalo do dossiê Vedoin, em setembro.
Diante da notícia de que militantes do PT tentaram comprar um dossiê para prejudicar candidatos tucanos naquela eleição, a ala mais à esquerda do PT passou a sugerir a mudança nas regras internas, como forma de remover Berzoini do comando partidário. Passado o desgaste provocado pelo episódio, o antigo Campo Majoritário – grupo integrado por Berzoini e por nomes como o do ex-ministro José Dirceu – endossaram a idéia. Dentro da corrente, entretanto, a expectativa é de que Berzoini dispute um novo mandato à frente do partido.
“Isso acabou fazendo com que o antigo Campo Majoritário, por esse caminho torto, coincidisse com aquilo que nós defendíamos”, comentou o secretário de Relações Internacionais Valter Pomar, representante do grupo Articulação de Esquerda.
Fonte: Correio da Bahia
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