domingo, setembro 27, 2026

Campanha de Flávio acusa Dino de usurpar função do TSE após liberar publicações sobre Nossa Senhora

Campanha de Flávio acusa Dino de usurpar função do TSE após liberar publicações sobre Nossa Senhora

Magistrado anulou decisão da Corte Eleitoral, proferida pelo ministro André Mendonça

Por Anna Júlia Lopes/Folhapress

27/09/2026 às 17:45

Foto: Charles Vieira/Divulgação/Arquivo

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência

O jurídico da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou neste domingo (27) a decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que liberou publicações nas redes sociais sobre a lei que deu a Nossa Senhora Aparecida o título de "padroeira do Brasil".

Em nota, os advogados de Flávio acusaram Dino, sem citar o ministro nominalmente, de usurpar a função constitucional do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de fiscalizar a propaganda eleitoral de campanha presidencial. Isso porque, para liberar as publicações, o magistrado anulou uma decisão da Corte Eleitoral, proferida pelo ministro André Mendonça.

"Causa perplexidade que a função constitucional de fiscalização da propaganda eleitoral de campanha presidencial seja usurpada por órgão estranho à Justiça Eleitoral", diz o comunicado.

A defesa do senador afirma ainda que Dino usurpou a competência do TSE com o objetivo de liberar "uma história que todo mundo sabe que é mentira". O trecho faz referência à notícia falsa que viralizou nas redes sociais nos últimos dias de que Flávio iria retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, caso ele fosse eleito.

"Descredenciar a Justiça Eleitoral já foi tido como crime à democracia e causa lamento que agora não se entenda mais assim", concluiu o jurídico na nota.

Ao defender a decisão de Mendonça anulada por Dino, os advogados do senador ainda fazem menção à disputa eleitoral em 2022, quando o TSE, por meio de decisão do plenário, determinou a retirada de posts das redes sociais com a notícia falsa que associava o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à distribuição do chamado "kit gay" nas escolas.

Além do time jurídico, a campanha também se manifestou, classificando a decisão como absurda e acusando Dino de atuar como "operador político" do presidente Lula. "Flávio Dino derruba a decisão de outro magistrado para que publicações mentirosas sejam novamente disseminadas", diz nota do presidenciável.

O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), também repudiou a decisão do ministro.

Em comunicado, o senador cita o ministro nominalmente e o acusa de atropelar regras de competência a própria Justiça Eleitoral para permitir a circulação de um conteúdo falso para "favorecer Lula e seu grupo político na eleição".

"Em plena disputa eleitoral, o STF não pode ser instrumento de interferência política", destacou o senador.

Marinho ainda cobrou o presidente do STF, ministro Edson Fachin, para que ele tome uma atitude para impedir que a corte seja transformada em um "tribunal de exceção eleitoral".

Desde que a notícia falsa viralizou, a campanha de Flávio tem tentado conter danos para a candidatura do presidencial. A desinformação virou munição de rivais e abriu uma disputa religiosa com aliados de Lula.

Ainda na sexta (25), a equipe do senador acionou o TSE. No mesmo dia, a representação da campanha foi atendida por André Mendonça, que havia determinado a retirada das publicações.

Leia também: Fake sobre Nossa Senhora de Aparecida tem 1 milhão de posts e vira 3ª maior repercussão do ano nas redes 

Em editorial, o Estadão adverte sobre “relações” entre Flávio e os milicianos

Publicado em 27 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet

Flavio Bolsonaro, de perfil

Flávio mandou até  condecorar um chefe de milícia no Rio

Vicente Limongi Netto

O capitão Jair Bolsonaro, hoje presidiário, descobriu o caminho das pedras para enriquecer na vida política e colocou toda a família na política. Inclusive a primeira mulher e a terceira, atual, que já está se infiltrando na vida pública e deve se eleger senadora, para entrar na vida política em defesa de sua religião e dos ideais  da extrema direita, pois é só disso que entende.

Flávio Bolsonaro teve um início com um cargo no gabinete do deputado Roberto Jefferson em Brasília, enquanto estudava numa faculdade no Rio de Janeiro. Daí para frente sua vida pública foi de envolvimento com supostos crimes até os dias de hoje. Mente descaradamente e fica por isso mesmo.

Os brasileiros do bem, que têm sanidade mental não merecem esse tipo de presidente. O jornal Estado de São Paulo, de 23/9, em editorial, disse do risco de as milícias terem ascensão ao topo do poder da República, caso Flávio Bolsonaro vença o pleito. Antes tarde do que nunca, veio o expressivo e corajoso reconhecimento de que Flávio é um perigo para o Brasil e para o povo.

A jornalista Ana Dubeux abre o coração, estimula a fraternidade, aplaude a democracia, defende o direito de escolha e prega o amor a Deus,  no expressivo artigo “A fé no voto” (Correio Braziliense – 27/09).

Endosso a tônica da Dubeux, saudável é votar com alegria e esperança no coração, jamais com rancor ou sentimento de vingança. A jornalista sustenta que “não precisamos pensar igual, podemos ter crenças e praticar rituais tão diversos como o país continental e miscigenado que somos”. Ana finaliza conclamando que a fé na democracia deveria ser soberana “pois é o único espaço onde se celebra o respeito à diversidade, a abertura do diálogo, a convivência pacífica com quem não necessariamente vive sob a mesma cartilha que nós”.


Lindbergh pede apreensão de jatos ligados a Vorcaro e Willer Tomaz usados por Flávio e Moraes



Tarcísio apoia o fim da jogatina das bets, mas critica a forma adotada por Lula


Tarcísio reforçou o apoio a Flávio Bolsonaro

Pedro Fagundes
CBN

O governador de São Paulo e candidato à reeleição pelo Republicanos, Tarcisio de Freitas, afirmou que é a favor do fim das Bets no Brasil, mas se posicionou contra a forma como a Medida Provisória foi anunciada, na última sexta-feira (26), pelo presidente Lula, do PT.

O pronunciamento ocorreu durante um evento sobre moradia no Itaim Paulista, na Zona Leste da capital. Durante o discurso, Tarcísio reforçou o apoio ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e também a aliados ao Senado.

PRESENÇA DE PARCEIROS – No último fim de semana de campanha, o governador de São Paulo se colocou diante de centenas de pessoas, acompanhado do prefeito Ricardo Nunes e do candidato ao senado, André do Prado, para defender a presença de parceiros na Presidência e no Senado.

Tarcísio reforçou que contar com aliados nos cargos imediatos de poder são chave para aprovar medidas e acelerar o desenvolvimento do Estado. Ele utilizou do argumento para apoiar as candidaturas de Nunes, Prado e também de Guilherme Derrite.

Ao final, também demonstrou preocupação para que os eleitores não confundam o seu número — muito provavelmente com o do PL —, o que marca também a campanha de rádio e tv.

“IRMÃO” – Nunes chamou o governador de “irmão que Deus me deu”, fez indiretas a Lula ao perguntar se a população quer “viver de promessa de picanha”, chamou o candidato do PT ao governo, Fernando Haddad de “dorminhoco”, e ainda criticou as concorrentes ao Senado, Simone Tebet e Marina Silva, por não serem de São Paulo.

Na disputa estadual, Tarcísio tem 56% dos votos válidos no Datafolha divulgado na quinta-feira, suficientes para vencer no primeiro turno. O instituto ouviu 1.610 eleitores entre 22 e 24 de setembro.

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Dino anula decisão do TSE e libera publicação sobre Nossa Senhora que causou dano a Flávio Bolsonaro

 

Dino anula decisão do TSE e libera publicação sobre Nossa Senhora que causou dano a Flávio Bolsonaro

Ministro reverteu decisão de Mendonça que havia ordenado remoção de posts 'notoriamente inverídicos'

Por Luísa Martins/Folhapress

27/09/2026 às 14:20

Atualizado em 27/09/2026 às 14:26

Foto: Alejandro Zambrana/STF/Arquivo

Imagem de Dino anula decisão do TSE e libera publicação sobre Nossa Senhora que causou dano a Flávio Bolsonaro

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal)

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), anulou decisão do ministro André Mendonça e liberou publicações nas redes sociais sobre a lei que transformou Nossa Senhora Aparecida em "padroeira do Brasil".

O boato de que Flávio Bolsonaro (PL) iria, se eleito, retirar o título da santa causou danos à campanha, que pediu intervenção do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Mendonça deu decisão favorável ao candidato, justificando os conteúdos como "notoriamente inverídicos".

Porém, neste domingo (27), Dino disse que postagens como a do ator Antônio Tabet não trazem "grau de certeza de ilicitude para extrair duríssimas consequências contra a liberdade de expressão e, em última análise, contra a própria liberdade religiosa".

A decisão de Dino atende a um pedido de Tabet, que teve uma publicação derrubada pelas plataformas digitais por ordem de Mendonça. No texto, o ator afirmava que "a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida". Não havia menção ao nome de Flávio.

De acordo com Dino, a remoção do conteúdo pressuporia "estabelecer como verdade que 'família miliciana' refere-se a um determinado candidato à Presidência da República". O ministro também disse que debates sobre ideias religiosas não podem ser interditados por decisões judiciais desproporcionais.

"Os adeptos da fé em Nossa Senhora Aparecida ficariam, na prática, receosos ou impedidos de se manifestar", disse Dino, salientando que Flávio chegou a pedir a prisão de um funcionário do Palácio do Planalto por repostar conteúdos sobre Nossa Senhora.

O ministro destacou que o Dia de Nossa Senhora Aparecida, celebrado em 12 de outubro, se aproxima, "o que torna ainda mais incompatível a manutenção de impedimentos desarrazoados à defesa desta modalidade de fé".

"É juridicamente admissível que um candidato ou seus adeptos se oponham a certas convicções religiosas, já que não pode existir nenhuma imposição nesse âmbito temático. Contudo, tal candidato ou seus apoiadores não podem vedar que suas posições sejam informadas e livremente debatidas."

Apesar de ter analisado um pedido especificamente de Tabet, o ministro afirmou que o restabelecimento das postagens vale para todas as "demais que tenham sido excluídas pelo mesmo fundamento". Disse, ainda, que outros perfis que tenham se sentido prejudicados podem pedir a extensão da decisão.

"Com a cassação da decisão no TSE, ficam preservadas a liberdade de expressão e a liberdade religiosa dos que defendem a manutenção da lei que transformou Nossa Senhora Aparecida em 'Padroeira do Brasil'", escreveu Dino.

No TSE, Mendonça disse que a remoção era uma medida "especialmente necessária diante da proximidade do pleito, da sensibilidade do tema para parcela significativa do eleitorado e do alto potencial de disseminação da informação".

Mendonça também afirmou levar em conta "o alcance já obtido pela publicação, a gravidade das imputações, a ausência de lastro probatório mínimo para a narrativa, a sensibilidade religiosa do tema e, sobretudo, a proximidade da eleição".

A notícia falsa sobre a retirada do título de padroeira do Brasil viralizou nas redes sociais na quinta-feira (24). Dias antes, havia circulado a interpretação de que o alinhamento de bispos católicos com Lula (PT) viria de um temor de que Flávio poderia agir nesse sentido, já que evangélicos não cultuam santos.

Não há uma fala conhecida de Flávio sinalizando essa intenção. O senador desmentiu as alegações. Há cerca de um mês, o candidato do PL disse que pretende "declarar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo".

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