quinta-feira, abril 23, 2026

MP investiga ‘chefe’ Geddel sob suspeita de propina de R$ 1 milhão na trama da fuga de líder do CV

 

MP investiga ‘chefe’ Geddel sob suspeita de propina de R$ 1 milhão na trama da fuga de líder do CV

Por Felipe de Paula/Estadão Conteúdo

23/04/2026 às 08:22

Foto: Dida Sampaio/Arquivo/Estadão

Imagem de MP investiga ‘chefe’ Geddel sob suspeita de propina de R$ 1 milhão na trama da fuga de líder do CV

Geddel Vieira Lima

O Ministério Público da Bahia investiga o ex-deputado federal Geddel Vieira Lima (MDB) por suspeita de recebimento de propina de R$ 1 milhão em meio a uma trama que levou à fuga do traficante Ednaldo Pereira de Souza, o “Dadá”, apontado como liderança do Primeiro Comando de Eunápolis, braço do Comando Vermelho no sul do Estado.

Diálogos recuperados pelos promotores a partir da extração dos celulares de dois alvos da Operação Duas Rosas revelam citações a Geddel, chamado de “chefe” pelos interlocutores – o também ex-deputado Uldurico Júnior e a ex-diretora do presídio de Eunápolis Joneuma Silva Neres. Ela fechou acordo de delação premiada e confessou sua participação na fuga de “Dadá” e outros 15 detentos em 12 dezembro de 2024.

Ao Estadão, Geddel negou enfaticamente qualquer envolvimento com os ilícitos apontados pelo Ministério Público da Bahia e disse que ‘qualquer um pode ser vítima de uma conversa em que se usa o nome de terceiros’. ‘Há uma conversa entre dois criminosos que citam meu nome’, afirmou o ex-deputado.

A Operação Duas Rosas foi deflagrada na quinta-feira, 16. O nome “Duas Rosas” faz referência ao valor estimado da vantagem indevida que teria sido paga a Uldurico Júnior, que foi preso em um hotel na Praia do Forte. Em conversas com Joneuma, ele sugere que metade da propina de R$ 2 milhões para executar o plano de fuga do líder da facção seria destinada a Geddel. O Ministério Público instaurou um

Procedimento Investigatório Criminal (PIC) sobre a suposta ligação de Geddel com Uldurico Júnior e se ele foi mesmo beneficiário da partilha.

Em setembro de 2017, na Operação Tesouro Perdido, a Polícia Federal achou R$ 51 milhões em dinheiro vivo em um apartamento no bairro da Graça, em Salvador, alugado por Geddel para “guardar documentos”. As cédulas de reais (R$ 42,6 milhões) e dólares (US$ 2,7 milhões) estavam estocadas em malas, caixas de papelão e também espalhadas pelo chão.

Os federais levaram três dias para concluir a contagem da fortuna, cuja origem nunca foi explicada pelo ex-ministro dos governos Dilma e Temer. Dois anos depois, formalmente acusado de lavagem de dinheiro, Geddel teve pena imposta pelo STF de 14 anos de prisão – a investigação revelou que o imóvel era usado pelo emedebista como “bunker” de ocultação de propinas. Peritos da PF capturaram impressões digitais dele nas notas e malas.

‘Choram as rosas’
Agora, quase uma década depois, Geddel vê seu nome citado na Operação Duas Rosas. Segundo a Promotoria, verificou se que a expressão “rosa” era utilizada de forma codificada para se referir a dinheiro, aparecendo em diálogos e tratativas sob termos como “as rosas”, “quando as rosas vão chorar” ou “choram as rosas”, em alusão ao pagamento dos valores negociados.

Os promotores do Gaeco – grupo de combate ao crime organizado – apontam que Joneuma, indicação política de Uldurico Júnior para a direção do presídio, permitia a concessão de regalias aos internos integrantes do Primeiro Comando de Eunápolis, liderado por “Dadá”.

Entre as vantagens concedidas ao grupo de “Dadá” foram identificados acesso irrestrito a TVs, geladeiras e outros eletrodomésticos introduzidos na unidade, refeições diferenciadas, inclusive contratação de baiana de acarajé, uso de equipamentos sonoros, visitas íntimas nos pavilhões e livre circulação pelas dependências, até realização de velório.

Durante um ano e meio de gestão de Joneuma, o ex-parlamentar frequentou o presídio em diversas ocasiões, cujos ingressos, a seu pedido, não foram registrados em livros próprios, oportunidade em que se reunia reservadamente com “Dadá”, segundo os promotores.

O inquérito Duas Rosas indica que uma primeira parcela da propina do Comando Vermelho para Uldurico Júnior – R$ 200 mil em espécie – foi entregue ao ex-deputado em uma caixa de sapatos.

A entrega desse montante se deu mais de um mês antes da fuga, no dia 4 de novembro, quando um emissário de “Dadá” entregou a caixa a Joneuma “a título de adiantamento”. No dia seguinte, ela foi à casa de Uldurico Alves Pinto, pai de Uldurico Júnior, no município de Teixeira de Freitas – R$ 150 mil ficaram de posse de Uldurico, o pai.

Os R$ 50 mil restantes foram fracionados em um depósito de R$ 21.600 diretamente na conta bancária de Uldurico Júnior e um Pix de R$ 24 mil destinado a um aliado do ex-deputado, conforme comprovantes extraídos do celular da colaboradora.

Depois, Uldurico pressionou a ex-diretora do presídio para que lhe fosse entregue o restante do dinheiro, alegando, em várias ocasiões, que tinha que repassar a Geddel.

Acuada, Joneuma fechou acordo de delação premiada e espontaneamente abriu os dados de seu celular. Em troca de ficar apenas um ano presa em regime fechado e mais dois no semiaberto – depois, em domiciliar, mas “sem direito a promover, em sua residência, festas ou quaisquer outros eventos sociais” e sob vigilância eletrônica pessoal em tempo integral, através de rastreamento do GPS de seu telefone – ela revelou como foi arquitetada a fuga de “Dadá”.

Joneuma afirmou que, oito dias após a debandada dos 16 detentos, encontrou-se com Uldurico Júnior em um hotel em Salvador. Na ocasião, em 20 de dezembro de 2024, segundo ela, o ex-deputado a teria ameaçado “caso contasse algo sobre os fatos”. 

A delatora informou que Uldurico Júnior dizia que “metade do dinheiro da fuga seria para ele, e metade para o ‘chefe’ (referindo-se a Geddel Vieira Lima)”.

Joneuma relatou que Uldurico Júnior encaminhava a ela mensagens supostamente enviadas por Geddel, cobrando o dinheiro. Ela disse que as mensagens trocadas com Uldurico Júnior em 3 de janeiro de 2025, nas quais falam sobre “chorar as rosas”, referiam-se a quando ocorreria o pagamento do restante do valor acordado pela fuga.

O plano de fuga previa que apenas “Dadá” e seu braço direito “Sirlon” abandonariam a cadeia no dia 31 de dezembro de 2024. Os diálogos mostram que Uldurico Júnior cobrou Joneuma por mensagem de WhatsApp e a questionou por que fugiram mais internos e em uma data diferente da que havia sido programada. Ela atribuiu tudo a “Dadá”. “Ele fez na maldade, eu estava ajudando em tudo. Eu não sabia, de coração.”

Uldurico encaminhou a Joneuma capturas de tela de supostas conversas travadas com um contato salvo sob o nome “Geddel”. “O teor das mensagens sugere que Uldurico estaria repassando a Geddel (entende-se ser Geddel Vieira Lima) informações distorcidas sobre a fuga, numa aparente tentativa de atribuir a outrem a autoria dos fatos e, assim, afastar a responsabilidade de ambos pela participação direta no evento criminoso”, diz a Promotoria.

‘Se não der, tô morto’
Às 21h09 de 20 de dezembro de 2024, Uldurico Júnior encaminhou a Joneuma novas capturas de tela de mensagens em formato de imagem. Em uma delas, mencionou: “Você achou oq? Rosa chora quando? Amanhã o chefe quer falar”.

“Salienta-se, uma vez mais, que o termo ‘rosas chorarem’ significa o pagamento de dinheiro, possivelmente advindo da corrupção aqui tratada”, argumentam os promotores.

Na sequência, Uldurico Júnior encaminhou outra captura de tela, supostamente de diálogo com contato salvo como “Geddel”. Em outro momento, ele remeteu novas mensagens em formato de imagem. Em uma delas, mencionou: “O que eu falo pro chefe quando ele perguntar da rosa? Na cabeça dele já chorou. To nervoso. Sem saber bem como falo.” Escreveu, ainda: “Se não der to morto. Estão mirando uma bazuca em mim”.

“As mensagens extraídas do celular da colaboradora revelam um padrão de pressão sistemática exercida por Uldurico Júnior, que cobrava o pagamento do saldo remanescente dos dois milhões por meio da expressão codificada ‘chorar as rosas’”, sustenta a Promotoria.

Politica Livre

Lauro de Freitas sai do vermelho, recupera saúde fiscal e avança para nota B na Capag do Tesouro Nacional

 

Lauro de Freitas sai do vermelho, recupera saúde fiscal e avança para nota B na Capag do Tesouro Nacional

Por Redação

23/04/2026 às 09:54

Foto: Divulgação

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Débora Régis

O município de Lauro de Freitas saiu da nota C e avançou para o índice B na Capacidade de Pagamento (Capag), classificação elaborada pela Secretaria do Tesouro Nacional que mede a saúde fiscal de estados e cidades brasileiros. A atualização já consta no portal do Tesouro. Com o índice C, a situação era comparada a um “Serasa dos municípios”, em razão do sinal de alerta fiscal emitido ao mercado e aos órgãos financiadores.

Na prática, a mudança significa que Lauro de Freitas recuperou credibilidade financeira e volta a ter melhores condições para captar recursos, inclusive por meio de operações de crédito com garantia da União — algo restrito para municípios com nota C. A Capag funciona como um termômetro da solvência fiscal, avaliando indicadores como endividamento, poupança corrente e liquidez. 

Municípios classificados com notas A ou B são considerados aptos a buscar financiamentos com respaldo federal. Até pouco tempo atrás, Lauro de Freitas vivia realidade oposta. Com a nota C, o município enfrentava limitações financeiras e dificuldades para ampliar investimentos estruturantes. 

A prefeita Débora Regis comemorou o avanço e destacou que o resultado é fruto de trabalho técnico, planejamento e responsabilidade com o dinheiro público.

“Recebemos uma cidade com contas desorganizadas, dívidas acumuladas, salários atrasados e serviços públicos em situação crítica. Em pouco mais de um ano, colocamos Lauro de Freitas de pé novamente. Sair da nota C e alcançar a nota B mostra que a cidade está recuperando sua saúde financeira e entrando em um novo ciclo de desenvolvimento”, destacou. 

Débora ressaltou que o equilíbrio fiscal já tem refletido diretamente na vida da população. “Com responsabilidade e cuidado com o dinheiro do povo, estamos conseguindo investir em áreas essenciais. Já avançamos na saúde com programas como o Lauro Fila Zero, estamos recuperando ruas e avenidas com o Pavimenta Lauro, ampliando a iluminação pública com o Banho de Luz e reconstruindo a autoestima da cidade. Isso é gestão séria e que preza pelas pessoas”, salientou. 

O secretário municipal da Fazenda, Ricardo Góis, explicou que a melhora da nota representa mais do que um indicador contábil: trata-se de um ganho estratégico para o futuro do município.

“A Capag é uma avaliação nacional da situação fiscal dos entes públicos. Quando Lauro de Freitas sai da nota C para B, significa que melhoramos nossa liquidez, capacidade de pagamento e organização financeira. Isso amplia a confiança institucional e permite que o município volte a acessar operações de crédito com garantia da União, essenciais para obras estruturantes e grandes investimentos”, afirmou. 

Segundo ele, a gestão atuou em várias frentes para alcançar o resultado. “Foi um trabalho de ajuste das contas, controle de despesas, recuperação de receitas e planejamento fiscal. O município hoje tem muito mais previsibilidade e capacidade de honrar compromissos. Isso beneficia fornecedores, servidores e principalmente a população, que passa a contar com uma cidade mais organizada e preparada para crescer”, declarou. 

Para a prefeita Débora Regis, o avanço na Capag simboliza a transformação em curso no município. “Lauro de Freitas foi abandonada durante anos e herdamos uma cidade esburacada, sucateada e sem credibilidade fiscal. Aos poucos, com muito trabalho e seriedade, estamos reconstruindo tudo isso. A nota B é mais uma prova de que Lauro voltou ao caminho certo”, concluiu.

TJ-BA instaura processo disciplinar e afasta servidor suspeito de favorecer parente em processos

 

TJ-BA instaura processo disciplinar e afasta servidor suspeito de favorecer parente em processos

Por Política Livre

23/04/2026 às 08:25

Foto: Divulgação

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A Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça da Bahia instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar supostas irregularidades cometidas por um servidor do Judiciário estadual. A decisão foi assinada pelo corregedor-geral, desembargador Emílio Salomão Resedá, com base em elementos constantes de procedimento interno.

De acordo com a portaria, o servidor é investigado por uma série de condutas que, em tese, violam o Estatuto do Servidor Público da Bahia, a Lei de Organização Judiciária e o Código de Ética dos Servidores do Judiciário.

Entre os fatos apurados, estão o exercício reiterado de funções em processos nos quais um sobrinho atua como advogado, o descumprimento de ordens diretas da magistrada titular da unidade e a suposta utilização do cargo de escrivão para beneficiar interesses familiares.

A investigação também aponta que o servidor teria utilizado outras servidoras da unidade para assinar documentos redigidos por ele, com o objetivo de ocultar possíveis irregularidades. Além disso, há suspeita de acesso indevido ao equipamento funcional da magistrada, por meio do emparelhamento de dispositivo pessoal.

Como medida cautelar, a Corregedoria determinou o afastamento do servidor por 60 dias, sem prejuízo da remuneração. Durante esse período, ele está proibido de acessar o fórum onde exercia suas atividades.

O processo será conduzido pelo juiz auxiliar da Corregedoria, Marcos Adriano Silva Ledo, que terá prazo de 40 dias para apresentar relatório conclusivo sobre o caso.

A portaria estabelece ainda que o procedimento tramitará sob sigilo, conforme previsto nas normas internas do Judiciário.


Nota da Redação Deste Blog - 

EDITORIAL: A Justiça que Tarda e a Impunidade que Caduca – O Contraste entre o Ontem e o Hoje no Judiciário Baiano

A história é mestre em pregar peças e em expor as feridas abertas de um sistema que, por vezes, escolhe a conveniência em vez do dever. É, de fato, lamentável que o rigor técnico e a postura implacável do atual Corregedor-Geral, desembargador Emílio Salomão Resedá, não estivessem à frente da fiscalização quando Jeremoabo viveu um de seus capítulos mais sombrios de desmandos administrativos.

O relato de hoje, publicado pelo portal Política Livre neste dia 23 de abril de 2026, serve como um espelho incômodo para o passado. Enquanto vemos agora o desembargador Salomão Resedá instaurar procedimentos com prazos rigorosos — delegando ao juiz auxiliar Marcos Adriano Silva Ledo a missão de entregar um relatório conclusivo em 40 dias —, não podemos esquecer o que aconteceu em nossa comarca.


1. O Caso Jeremoabo: Quando a Corregedoria "Perdeu a Hora"

Há alguns anos, mais de uma dúzia de advogados, com o respaldo oficial da OAB, formalizaram denúncias gravíssimas contra um servidor da comarca de Jeremoabo. Os atos eram flagrantemente incompatíveis com:

  • O Estatuto do Servidor Público da Bahia;

  • A Lei de Organização Judiciária;

  • O Código de Ética dos Servidores do Judiciário.

A resposta do sistema naquela época? O silêncio e a inércia. O então corregedor, em uma demonstração de descaso ou complacência, permitiu que o prazo prescrevesse. Na prática, a justiça "perdeu o ônibus", e o servidor denunciado saiu ileso por uma falha técnica que cheira a corporativismo.

2. O "Bode Expiatório": A Perseguição ao Blog

O que torna tudo mais revoltante é que, enquanto o servidor denunciado era beneficiado pela perda de prazos, a "mão pesada" da lei encontrou tempo e agilidade para atingir este Blog.

Fomos penalizados judicialmente por reproduzir uma frase que sequer tinha relação direta com o mérito daquele caso. Fomos escolhidos como o alvo para demonstrar uma autoridade que não foi aplicada contra quem realmente feria a ética do Judiciário. Tentaram calar a imprensa para esconder a poeira que não queriam varrer debaixo do tapete do fórum.


3. O "Efeito Bumerangue": 160 Mil Provas de Credibilidade

Como diz o ditado, "há males que vêm para o bem". A tentativa de asfixiar este Blog surtiu o efeito contrário. A penalização injusta gerou revolta e, consequentemente, curiosidade e apoio. O povo de Jeremoabo e região respondeu da melhor forma: lendo, compartilhando e validando nosso trabalho.

Nossa visitação atingiu a marca histórica de mais de 160 mil visualizações. Onde tentaram colocar uma mordaça, o povo colocou um megafone. A justiça que falhou contra o servidor ... acabou por consagrar a independência deste canal de comunicação.


Conclusão: O Exemplo de Salomão Resedá

A atuação atual da Corregedoria, sob o comando de Salomão Resedá e a condução do juiz Marcos Adriano Silva Ledo, mostra que é possível, sim, ter um Judiciário que respeita prazos e enfrenta procedimentos internos com seriedade.

Fica o registro: se essa mesma disposição existisse no passado, Jeremoabo não teria sido palco dessa "comédia de erros" onde o culpado foi poupado pelo relógio e o informante foi castigado pela caneta. Seguimos vigilantes, pois o tempo passa, mas a memória deste Blog — e o apoio dos nossos milhares de leitores — permanece inabalável.


Blog de Dede Montalvão: A verdade não prescreve, o apoio popular não se apaga.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

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