sábado, abril 18, 2026

EDITORIAL: A Cavalgada de São Jorge e o Valor do Chão Sertanejo – Entre o Progresso e a Memória de uma Demolição

Relembrando uma das primeiras Cavalgadas de Jeremoabo.



EDITORIAL: A Cavalgada de São Jorge e o Valor do Chão Sertanejo – Entre o Progresso e a Memória de uma Demolição


Por José Montalvão

Para falarmos dos imensos benefícios que a Cavalgada de São Jorge traz para Jeremoabo, é preciso, antes de tudo, exercitar a nossa memória. Como bem citou o pensador Leandro Flores:

"Os problemas do sertão todos nós já estamos acostumados a enfrentar... O que mais dói é perceber que esses problemas ainda persistem, se renovam e se fortalecem, mesmo com a modernidade de nossos tempos atuais."

Essa dor descrita por Flores se materializa em Jeremoabo quando lembramos do crime administrativo cometido pela gestão anterior: a demolição do nosso Parque de Exposição. Um bem público, um patrimônio do povo, foi posto abaixo, privando o município de uma infraestrutura central que organiza o agronegócio e a cultura. Foi um malefício imposto a cada jeremoabense que vive da terra e da lida com o animal.


1. Da Diversão ao Vultoso Movimento Econômico

O que começou como uma simples diversão para um grupo de agricultores e trabalhadores da zona rural apaixonados pela montaria, transformou-se em uma festividade de vulto. Hoje, a Cavalgada de São Jorge é reconhecida como esporte e cultura regional do Nordeste, sendo um dos maiores motores da nossa economia.

Diferente do descaso do passado, a gestão atual entende que o cavalo e o vaqueiro são peças-chave no desenvolvimento do município.

2. O Impacto nos Setores da Nossa Economia

A realização de eventos como este movimenta uma cadeia produtiva gigantesca, que vai muito além do dia da festa:

  • Agronegócio e Setor Primário: Impulsiona a criação de cavalos, venda de genética, indústrias de ração e medicamentos veterinários. O setor de selaria e acessórios de couro ganha um fôlego extra, valorizando o artesão local. No Brasil, eventos desse nicho, como a vaquejada, chegam a movimentar mais de R$ 800 milhões anuais.

  • Serviços e Turismo: Jeremoabo atrai visitantes de cidades e estados vizinhos, aquecendo a rede hoteleira, pousadas, restaurantes e bares. É o turismo rural mostrando sua força.

  • Comércio Local e Informal: Da barraca de comida típica ao vendedor ambulante, todos ganham. A cavalgada gera oportunidade de renda imediata para quem mais precisa, fortalecendo o empreendedorismo da nossa terra.


3. A Necessidade de um Polo de Atração

O Parque de Exposição, que nos foi tirado, atuava justamente como essa infraestrutura central. Ele era o ambiente para leilões, feiras de agricultura familiar e concursos de marcha. A ausência desse espaço estruturado é uma cicatriz deixada pelo ex-prefeito, mas a pujança da Cavalgada de São Jorge prova que a cultura do nosso povo é resiliente.

Mesmo sem o parque que demoliram, Jeremoabo se agiganta. A união das comitivas e o apoio da atual administração garantem que o impacto econômico regional aconteça, gerando empregos e valorizando o homem do campo que, por tanto tempo, foi esquecido.


Conclusão: Resgate e Futuro

Celebrar São Jorge no lombo do cavalo é um ato de resistência cultural. É mostrar que, apesar dos erros do passado e das tentativas de "rasgar" a nossa história, Jeremoabo continua firme no trilho do progresso. A Cavalgada é cultura, é esporte, mas, acima de tudo, é a prova de que o nosso sertão sabe se renovar para o futuro sem esquecer quem o feriu no passado.


Blog de Dede Montalvão: Memória viva, fiscalização constante e a voz de quem defende o patrimônio de Jeremoabo.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

sexta-feira, abril 17, 2026

Oscar Schmidt, lenda do basquete, morre aos 68 anos em São Paulo

 

Oscar Schmidt, lenda do basquete, morre aos 68 anos em São Paulo

Lenda do basquete estava internado após sofrer mal-estar

Por Ricardo Magatti/Estadão

17/04/2026 às 17:10

Atualizado em 17/04/2026 às 17:35

Foto: Clayton de Souza/Estadão

Imagem de Oscar Schmidt, lenda do basquete, morre aos 68 anos em São Paulo

Oscar Schmidt morreu aos 68 anos, em São Paulo

O Brasil perdeu um de seus mais importantes jogadores de basquete. Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira, 17, aos 68 anos. O “Mão Santa” estava internado no hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.

Oscar havia sido levado às pressas ao hospital depois de sofrer um mal-estar. A morte foi confirmada pela família, em comunicado, horas depois da internação. Ele deixa a mulher, Maria Cristina, e os filhos Felipe e Stephanie.

O velório será restrito aos familiares, “em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento”, segundo a família do ex-atleta.

Oscar passou 15 anos lutando contra um câncer no cérebro, descoberto em 2011. Ele passou por duas cirurgias para retirada de dois tumores na região, além de várias sessões de quimioterapia.

Em 2022, ele anunciou a interrupção do tratamento depois de afirmar estar curado da doença. “Eu venci essa batalha”, disse ele naquela ocasião.

“Houve um período em que as revistas brasileiras me deram como morto. Só pelo motivo de eu querer ser um bom pai. Não quero ser melhor jogador ou palestrante”, afirmou Oscar em entrevista ao Estadão em 2022.

O Mão Santa afirmara que tinha perdido o medo de morrer porque havia ganhado vontade de viver para ficar com a mulher e os filhos.

Oscar era viciado em bombons de chocolates e colecionava selos, segundo contou ao Estadão. Pescar estava entre seus hobbies preferidos.

Pelé era o maior ídolo de Oscar, que também adorava Ayrton Senna e manteve o hábito de falar com Deus, como fazia o piloto, enquanto jogava.

Lenda do basquete, Oscar Schmidt se recusou a jogar na NBA

Oscar disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos (Moscou-1980, Los Angeles-1984, Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996), e foi, por muito tempo, o maior pontuador da história do basquete.

Também é, até hoje, quem mais pontuou pela seleção brasileira, com 7.693 pontos.

Medalhista de ouro no Pan-Americano de Indianápolis-1987, Oscar Schmidt ganhou títulos sul-americanos com a seleção brasileira masculina de basquete (1977, 1983 e 1985). Ídolo da modalidade no Brasil, ele conquistou três bronzes importantes para sua história: no Mundial das Filipinas-1978, Pan de San Juan-1979 e Copa América do México-1989.

Em 2013, Oscar foi eternizado no Hall da Fama do basquete, em Springfield, em Massachusetts, nos Estados Unidos, mesmo sem sequer ter jogado uma partida na NBA. Ele se recusou a jogar na NBA porque, se aceitasse, teria de abrir mão da seleção brasileira.

“Não me arrependo de nada”, falou ele ao Estadão. “Três anos depois (de ter recusado a NBA) a gente ganhou o Pan-Americano em 1987, nos EUA. Não me arrependo nunca, imagina? O Pan-Americano foi a coisa mais linda que aconteceu na minha vida. Vencemos dentro dos Estados Unidos, do melhor time do mundo, que já era a equipe norte-americana”.

O Mão Santa defendeu Palmeiras, Corinthians, Flamengo e Clube Sírio, além de ter tido passagens por times da Espanha e da Itália.

Quase senador

Em 1998, Oscar concorreu ao senado por São Paulo na chapa do Paulo Maluf e foi derrotado por Eduardo Suplicy. “Ainda bem que não fui eleito”, declarou o ex-jogador, sob o argumento de que não se via “naquilo”, a política.

“No meio da campanha, eu vi muita coisa que não gostei. Eu queria ser presidente do Brasil, esse era meu objetivo. E, de senador pra presidente é um pulo, né. Faz sua candidatura rapidinho. Mas não gostei de muita coisa e vi que não era o meu mundo. Prefiro andar de bermuda”, justificou.

Seu desejo era ser presidente, mas a política o desiludiu. “Meu pai me ensinou a fazer as coisas certas e nem tudo que há na política é certo”.

Politica Livre

Falta de planejamento diante da morte pode gerar custo alto às famílias





Despesas com sepultamento e cremação ultrapassam R$8 mil e exigem decisões sob pressão


A falta de planejamento para despesas relacionadas à morte ainda gera impacto financeiro imediato para muitas famílias brasileiras. Levantamentos do setor indicam que um sepultamento pode ultrapassar R$8 mil, enquanto a cremação parte de cerca de R$4 mil, valores que, sem organização prévia, acabam recaindo de forma abrupta sobre os familiares.


Especialistas defendem que despesas relacionadas ao fim da vida devem integrar o orçamento doméstico. “Quando não há previsão, a família precisa decidir tudo sob pressão, o que pode comprometer tanto o lado emocional quanto o financeiro”, avalia o gestor de projetos do Campo Santo Familiar, Eduardo Fernandes.


Impacto imediato – Além dos custos diretos, há despesas com documentação, traslado e taxas administrativas, muitas vezes desconhecidas até o momento da perda. A falta de organização ainda é um dos principais desafios. “O que a gente observa é que muitas famílias só percebem a dimensão desses custos quando já estão vivendo o luto. O planejamento evita decisões precipitadas e traz mais tranquilidade”, explica Fernandes.


Apesar do tabu, o setor começa a perceber uma mudança gradual na forma como o brasileiro encara o tema. De acordo com a coordenadora de marketing do Campo Santo Familiar, Samara Bastos, “existe um movimento em curso de maior consciência, principalmente entre famílias que já passaram por experiências difíceis e entendem o valor de se organizar antes”.


Falta de organização aumenta estresse – A perda de um familiar já é um momento de grande impacto emocional. Quando acompanhada da necessidade de resolver questões práticas e financeiras urgentes, a situação pode se tornar ainda mais desgastante.


Segundo especialistas, a ausência de planejamento prévio contribui para conflitos e decisões tomadas sob pressão. “A família precisa lidar com escolhas importantes em um momento de fragilidade, o que pode gerar desgaste e arrependimentos”, explica Samara.


Primeiras horas – Nas horas seguintes à perda, decisões sobre procedimentos, documentação e organização da despedida precisam ser tomadas rapidamente. De acordo com Eduardo Fernandes, esse é um dos momentos mais críticos. “Sem orientação, é comum que as pessoas se sintam perdidas. São muitas decisões em pouco tempo, e isso pesa ainda mais emocionalmente”, detalha o gestor.


A preparação prévia tem sido apontada como uma forma de reduzir esse impacto. “Quando existe algum tipo de planejamento, a família consegue focar no processo de despedida, e não na burocracia”, destaca.


Orientação evita erros e atrasos – Diante da perda de um familiar, além do impacto emocional, as famílias precisam lidar com uma série de procedimentos burocráticos que exigem rapidez. Entre as primeiras providências está a obtenção da Declaração de Óbito, documento essencial para dar início aos trâmites legais. Em seguida, é necessário organizar questões relacionadas ao sepultamento ou cremação, além de comunicar órgãos e familiares.


Para as primeiras horas após a morte, especialistas recomendam: solicitar a Declaração de Óbito; separar documentos pessoais; definir o tipo de despedida e acionar serviços de apoio; além de comunicar familiares próximos e amigos.


A ausência de orientação pode levar a atrasos e dificuldades no processo. Para Eduardo Fernandes, o acesso à informação é determinante. “Quando a família entende o que precisa ser feito, tudo flui de forma mais organizada e menos dolorosa”.


Já Samara Bastos reforça o papel do suporte. “Ter alguém para orientar nesse momento faz toda a diferença, porque permite que a família se concentre no que realmente importa”.

Pauta enviada pelo jornalista Fábio Almeida

A audiência de conciliação no processo de superendividamento: instrumento de repactuação das dívidas e proteção da dignidade do consumido

 

Letícia Macedo
1 votos
A audiência de conciliação no processo de superendividamento: instrumento de repactuação das dívidas e proteção da dignidade do consumidor
A audiência de conciliação no processo de superendividamento: instrumento de repactuação das dívidas e proteção da dignidade do consumidor 1. Introdução O fenômeno do superendividamento torn... Leia Mais »
ESTELLA FERRARI
1 votos
Transação Tributária - O que ninguém te conta
O equívoco que custa caro Quando o assunto é transação tributária, a maioria dos empresários (e até alguns profissionais da área) comete o mesmo erro: trata a decisão como se fosse uma escolha entre... Leia Mais »
Fábio Pereira Souza
1 votos
Adicional de 25% no BPC/LOAS: é possível aumentar o benefício? Entenda a decisão do STF e o que pode mudar
A possibilidade de acréscimo de 25% no Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) é um dos temas mais pesquisados atualmente no Direito Previdenciário e Assistencial. A dúvida é recorrente,... Leia Mais »
O que mudou no Jus IA para quem atua no DireitoNotícia do Patrocinador
Evoluções no Jus IA trazem novos recursos e fontes para apoiar análises jurídicas com mais contexto, profundidade e segurança.
Jacobs Advocacia
1 votos
Responsabilidade civil médica e hospitalar sob a ótica civil: quando há dever de indenizar?
Quando um paciente sofre agravamento do quadro clínico, sequela, deformidade, perda de chance de tratamento, complicação não explicada ou até morte após atendimento médico ou hospitalar, a primeira... Leia Mais »
Gandini Comunicação Jurídica
1 votos
A publicidade e a assessoria de imprensa para advogados
Por Arthur Gandini, jornalista e ganhador do I Prêmio Nacional de Jornalismo do Poder Judiciário A assessoria de imprensa para advogados é hoje uma das frentes mais estratégicas dentro do marketing... Leia Mais »
Erick Sugimoto
1 votos
Por que a ausência de extrato bancário compatível com o contrato social é suficiente para o juiz reconhecer responsabilidade pessoal do sócio — sem acusação de fraude?
O juiz não quer ver o contrato social. Ele quer ver o extrato bancário. Você tem esse extrato? Muita gente acredita que a responsabilidade limitada nasce automaticamente no momento em que o capital... Leia Mais »
Breno Murari
2 votos
A saúde mental no trabalho e o aumento dos afastamentos previdenciários
Resumo O presente estudo analisa o crescimento expressivo dos afastamentos do trabalho por transtornos mentais no Brasil, à luz dos dados recentes que apontam recorde histórico em 2025. A partir de... Leia Mais »

Em destaque

Brasil e EUA voltam a se confrontar por caso Ramagem

  Brasil e EUA voltam a se confrontar por caso Ramagem Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado O Itamaraty acusou o governo de Donald Trump de ...

Mais visitadas