Quixadá: A cidade que enterra seus rios e lagoas e agoniza sob o olhar cúmplice do poder público.
Até quando o Ministério Público (4ª promotoria) será desafiada?
Publicada em 12/03/26 às 18:07h
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Em política, infelizmente, é comum que algumas críticas surjam não a partir de argumentos sólidos, mas de precipitação, desinformação ou simples oposição automática. É exatamente isso que acontece quando certos críticos tentam desqualificar a recente viagem do prefeito Tista de Deda ao Paraná, insinuando que ela teria sido desnecessária. Na realidade, ocorre justamente o contrário: viagens institucionais que buscam conhecimento, parcerias e novas experiências administrativas são uma das marcas de gestores que pensam no futuro.
Governar um município não significa ficar sentado em uma cadeira dentro da prefeitura aguardando que as soluções apareçam. Um gestor moderno precisa buscar exemplos, dialogar com outras administrações e aprender com experiências bem-sucedidas para aplicar boas práticas em sua cidade. Foi exatamente esse o espírito da viagem realizada pelo prefeito.
A busca por conhecimento e planejamento se torna ainda mais importante quando observamos situações lamentáveis que ocorrem em outras cidades brasileiras. Um exemplo que chama atenção é o caso do município de Quixadá. Segundo relatos divulgados recentemente, um dos cenários naturais da cidade vem sendo vítima de um verdadeiro analfabetismo ambiental crônico, que caminha na contramão da lei, da ciência e do bom senso.
Nas margens da Lagoa da Avenida José Caetano, o que deveria ser um patrimônio ambiental transformou-se em símbolo de degradação. Durante anos, o local foi utilizado como depósito irregular de lixo e material de demolição, situação que chegou a motivar intervenção do Ministério Público do Estado do Ceará. Em vez de recuperação ambiental, porém, o cenário teria piorado: o manancial estaria sendo transformado em um verdadeiro lixão a céu aberto, estruturado inclusive com pneus velhos para receber resíduos de carroceiros e entulho da construção civil.
A ironia dessa situação é dolorosa. Um espaço natural que deveria representar vida, equilíbrio ambiental e qualidade de vida para a população passa a se tornar fonte de poluição, mau cheiro e degradação. Quem perde é a cidade, o meio ambiente e principalmente as futuras gerações.
É exatamente para evitar que erros como esse se repitam em outros municípios que gestores responsáveis buscam aprender, conhecer e planejar. Quando o prefeito Tista de Deda viaja para conhecer experiências administrativas, projetos de sustentabilidade ou modelos de gestão urbana em outras regiões do país, ele não está “passeando”, como insinuam alguns críticos. Ele está investindo em conhecimento e planejamento estratégico para Jeremoabo.
O desenvolvimento moderno exige responsabilidade ambiental. Cidades que ignoram essa realidade acabam pagando um preço alto no futuro: perda de recursos naturais, problemas de saúde pública e prejuízos econômicos. Por isso, aprender com boas práticas e evitar exemplos negativos deve ser uma prioridade de qualquer administração comprometida com o futuro.
Jeremoabo tem um enorme potencial de crescimento, inclusive no turismo e na valorização de seus recursos naturais — algo que o próprio prefeito já demonstrou compreender ao defender uma visão de desenvolvimento sustentável para o município. Preparar a cidade para crescer com planejamento é muito melhor do que tentar corrigir erros depois que os danos já foram causados.
Portanto, antes de transformar viagens institucionais em motivo de críticas vazias, seria mais produtivo reconhecer que gestores que buscam conhecimento estão, na verdade, trabalhando para evitar exatamente os tipos de problemas que hoje envergonham algumas cidades brasileiras.
Viajar para aprender não é desperdício.
É responsabilidade administrativa, visão de futuro e compromisso com o desenvolvimento sustentável de Jeremoabo.
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