quarta-feira, outubro 01, 2025

Bolsonaro corta especulação: Michelle será candidata ao Senado


Após polêmica, Michelle descarta Planalto

Malu Gaspar
O Globo

Deu problema em casa a entrevista de Michelle Bolsonaro ao jornal inglês The Telegraph em que ela afirmou que, se fosse necessário, se candidataria a presidente em 2026. Nas conversas que teve depois da publicação, Jair Bolsonaro não a citou, mas fez questão de mencionar que Michelle será sim candidata em 2026 – a senadora.

A reação fez com que interlocutores do ex-presidente entendessem que as declarações de Michelle são um não-assunto para ele. Desde antes da prisão, aliados de Bolsonaro relatam que ele já dizia que a mulher não deveria se candidatar à Presidência e sim ao Senado Federal pelo Distrito Federal, mesmo aparecendo bem colocada nas pesquisas de intenção de voto.

“VALORES CONSERVADORES” – Ao jornal, Michelle prometeu “se levantar como uma leoa para defender nossos valores conservadores”. O diário ressaltou que a ex-primeira-dama se posicionou “como potencial sucessora de seu marido” e “deu a entender” que estaria disposta a disputar a eleição presidencial do ano que vem.

No último sábado, (27), três dias depois da entrevista, Michelle disse a apoiadores em um evento do PL Mulher em Ji-Paraná (RO) que não quer ser presidente e sim primeira-dama. E explicou sua fala:

“Nós somos mulheres que acolhem, que alimentam, que ajudam, que cuidam e defendem os seus como leoa. Nós vamos defender a nossa família. O meu marido está dentro de casa, mas, se ele quiser, eu serei a voz dele nos quatro cantos dessa nação.”

MANIFESTAÇÃO – À equipe da coluna, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que entende o comportamento de Michelle como manifestação de indignação e acha que ela não se colocou como candidata. “Que mulher não ficaria revoltada com o marido colocado em cativeiro, como meu pai?”.

Para Flávio, “não é hora” de discutir um eventual substituto para seu pai na chapa presidencial em 2026. “Nossa prioridade é restabelecer tudo o que Alexandre de Moraes tirou do Bolsonaro”, diz o filho 01.

Disputa por herança política de Bolsonaro acirra racha entre aliados


Ciro Nogueira e Valdemar são vistos como ‘aproveitadores’

Carlos Petrocilo
Danielle Brant
Folha

Aliados de Jair Bolsonaro (PL) têm manifestado internamente descontentamento com a postura de pessoas próximas em relação a supostas sinalizações dadas pelo ex-presidente, e afirmam ver tentativa de aproveitar a inacessibilidade dele para tentar alcançar interesses próprios.

Braço direito de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, o influenciador Paulo Figueiredo colocou lenha na fogueira ao escrever em suas redes sociais que, hoje, o ex-presidente é um refém.

CIRO E VALDEMAR – Sob reserva, os aliados criticam especificamente o senador Ciro Nogueira (PP) e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que veem como tentando orquestrar narrativas para tirar de vez o protagonismo do ex-presidente, a um ano das eleições.

Um ex-integrante do governo Bolsonaro avalia que Ciro está “hipnotizado” com a possibilidade de ser candidato a vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos) caso ele decida disputar a Presidência em 2026, enquanto Valdemar tem como interesse os fundos partidário e eleitoral.

Outro aliado diz que caciques partidários aproveitaram o distanciamento entre Bolsonaro e Eduardo, conforme decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, para deflagrar uma guerra de egos.

CONFUSÃO – Na avaliação dos bolsonaristas, as narrativas atribuídas ao ex-presidente servem para confundir a cabeça da militância. Eles lembram que, como ele está distante das redes sociais e suas visitas têm que passar pelo aval do Supremo, há muitas pessoas usando uma espécie de “liberdade poética” sobre conversas que teriam tido com Bolsonaro.

Com isso, acabam aparecendo em reportagens versões de conversas moldadas conforme o interesse do interlocutor, dizem. E Bolsonaro não tem como contraditar, o que cria uma crise de liderança, complementam.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Em tradução simultânea, a família Bolsonaro – especialmente Eduardo – está tumultuando a oposição a Lula. E o  governador Tarcísio de Freitas, o mais forte oposicionista, só aceita a candidatura se for consenso nas direitas. E assim Lula pode se mumificar no poder, igual a Lenin, falando em gravações as mesmas bobagens de sempre, até o final dos tempos. (C.N.)

Malafaia convoca ato em Brasília para reagir à derrota da anistia


Novo ato quer evitar que “esquerda tenha última palavra”

Bela Megale
O Globo

Organizador das manifestações em torno de Jair Bolsonaro, Silas Malafaia foi um dos principais defensores da necessidade de realizar um ato para responder aos protestos que tomaram as capitais do Brasil no domingo (21), contra a anistia e a PEC da Blindagem.

Segundo o pastor, a caminhada convocada em Brasília para a próxima semana busca “não deixar a esquerda dar a última palavra”. Malafaia disse que, “no lugar de artistas, o ato terá familiares dos presos do 8 de janeiro”.

NA CORDA BAMBA – A necessidade de fazer um ato para responder às manifestações começou a ser debatida por aliados de Bolsonaro no dia seguinte às manifestações que enterraram a PEC da Blindagem e colocaram a anistia na corda bamba. Como informou a coluna, o tamanho dos protestos assustou os bolsonaristas.

A ideia de convocar uma caminhada em Brasília foi consolidada depois que Malafaia debateu com lideranças políticas da direita opções de datas. A avaliação foi que não haveria tempo para convocar o ato para 5 de outubro e que o dia 12 seria inviável por ser uma data religiosa em que se celebra Nossa Senhora de Aparecida.

Parte dos aliados do ex-presidente apresentou outro argumento para a realização de uma caminhada em defesa da anistia. Eles apontam que também existia o receio, por parte de um grupo, de que um novo ato com a bandeira da anistia em locais como a Avenida Paulista ou a Praia de Copacabana pudessem ser um tiro no pé, caso reunissem menos pessoas do que as manifestações do dia 21 de setembro.


Gigantismo estatal causa a crise que destrói a própria democracia


Nenhuma descrição de foto disponível.

Charge da Érica Aves (Arquivo Goggle)

João Pereira Coutinho
Folha

Hora da confissão: sempre que escuto a palavra “polarização” sinto vontade de puxar o revólver. E, quando escuto as explicações para essa polarização, a vontade é sacar a bazuca.

Sim, mil vezes sim: a desigualdade econômica, imigração, redes sociais e seus capangas digitais… tudo isso agravou o tom e o estilo da discussão pública. Mas democracias livres são, por definição, polarizadoras. E é bom que sejam. A nostalgia da unidade é o sonho molhado dos tiranos.

ÓDIO EXISTENCIAL – O ódio que hoje corre solto tem razões mais fundas: é um ódio existencial, como se cada eleição pusesse em risco a própria sobrevivência de metade do país. Haverá explicação para esse surto psicótico? Talvez — e mais racional do que se imagina.

O diplomata britânico David Frost, escrevendo no Daily Telegraph, oferece a hipótese mais convincente que conheço para o pensamento binário que domina a espécie: globalistas contra nacionalistas; “fascistas” contra “comunistas”; e, no contexto britânico, partidários da União Europeia contra defensores do brexit.

É o Estado, estúpido! Houve um tempo em que o governo se ocupava das funções soberanas (justiça, ordem interna, defesa), tentando ainda fornecer serviços básicos à população. O Estado não estava em todo lugar, mas tentava estar onde deveria. Isso deixava algum oxigênio para os indivíduos, que podiam tocar suas vidas sem a sombra permanente do Leviatã.

ESTADO TENTACULAR – Não mais. Vivemos em “Estados totalizantes” (não confundir com totalitários), que se expandem muito além de suas funções específicas. Não é só justiça ou segurança. Não é apenas saúde ou aposentadoria.

É economia, cultura, educação, costumes, vida privada, pensamentos íntimos —nada escapa ao Leviatã e seu desejo de controle social. O oxigênio se foi e ficou a sensação permanente de asfixia.

Moral da história? Quando tudo depende do Estado, tudo depende do acesso ao poder. Isso significa que tudo é político — até onde a política estatal tradicionalmente não entrava. Como conclui David Frost, o que está em jogo é importante demais para você não ser tragado pelo vórtice.

TESE FORTE – É uma tese forte, admito, que os números e a história reforçam. Nos últimos 150 anos, os gastos públicos no Ocidente só caminharam numa direção —para cima. Parte se explica por conjunturas (guerras, pandemias) ou por causas nobres (não pertenço à seita dos neoliberais, para quem o Estado de bem-estar é um dos cavaleiros do apocalipse).

Mas o gigantismo estatal não nasceu apenas de boas intenções. Depois da Primeira Guerra Mundial, entraram em cena os “Estados-projeto”, para usar o conceito do grande historiador Charles Maier: Estados ativistas que não se limitavam a administrar, mas se lançavam na tarefa de refazer a economia, a sociedade e a própria natureza humana de acordo com um plano ideológico.

No século 19, tivemos projetos de Estado —o Brasil pós-Independência ou a unificação alemã com Bismarck são exemplos clássicos dessa construção institucional.

DOMÍNIO TOTAL – O “Estado-projeto” é outra coisa: pressupõe a existência desses elementos (população, território, soberania, governo), mas vai muito além. Sua ambição é remodelar o cidadão com os instrumentos do Estado.

E, para desespero dos críticos, Maier lembrava: não é só coisa de ditadura. Democracias liberais também podem ser “Estados-projeto”, descontada a violência. O que define é a intenção: a decisão política de mobilizar o Estado para moldar o futuro.

De vez em quando escuto amigos reclamando da onipresença da política em suas vidas. Entendo o cansaço, a náusea mesmo, com a gritaria sem fim.

Mas essa gritaria não é tão irracional: a política, de fato, infiltra-se em tudo —até na intimidade. Quem zomba de progressistas (ou conservadores) que juram nunca namorar alguém do “outro lado” ignora que isso é apenas a consequência lógica do nosso tempo.

E AS ELEIÇÕES? – Uma eleição tampouco é apenas uma eleição —um mecanismo pacífico de trocar governantes sem derramamento de sangue, como dizia o filósofo. É a hora em que recursos colossais e instrumentos tentaculares do Estado mudam de mãos. E, se isso não é uma ameaça existencial, o que é?

A polarização poderia ser saudável —se o Estado também fosse. Mas, para tanto, seria preciso devolver o Leviatã às suas funções próprias e limitadas, longe dos delírios dos “Estados-projeto”.

Caso contrário, marcharemos de eleição em eleição no ódio existencial — até chegarmos à última.


Jornalistas brasileiros perderam os sentidos e abandonaram o mundo real


Saiba como explorar imagens e charges na prova de redação do vestibular | Guia do Estudante

Charge do Laerte (Folha)

Luís Ernesto Lacombe Heilborn
Gazeta do Povo

Eles criaram sentidos tortos. Todos os cinco – visão, audição, olfato, paladar e tato – foram sendo retorcidos, empenados… Os sentidos deixaram de fazer sentido, passaram a ser seletivos e treinados para inverter, corromper e perverter todos os impulsos.

Aquele grupo precisava criar um lugar à parte, parar de interagir com o mundo existente. Então, a turminha inventou olhos que não veem, mas podem criar imagens de delírios, absolutamente fictícias. Concebeu ouvidos que desprezam a verdade, os sons reais, as palavras, as frases. Perdeu deliberadamente o olfato e o paladar. Mergulhou na anosmia e na ageusia…

FORA DO AR – Nenhum deles podia ficar exposto aos alertas do cheiro e do gosto, quase sempre indisfarçáveis. Eles deixaram de tatear a realidade, nada concreto se atreviam a tocar, o factual desapareceu.

O cérebro, já embotado, sem as informações corretas dos cinco sentidos, não tinha impulsos nervosos para interpretar. Assim, aquela gente passou a viver no faz de conta, sem a boa intenção das crianças, dos escritores mágicos, dos artistas corretos, das “fadas”.

E o mundo que foi criado parece surgido das profundezas, do fogo. Sofrimento, caos, destruição… Mesmo assim, todos acham que está tudo normal. Pior: todos acreditam que são como super-heróis, ou ajudantes de super-heróis.

INFLUENCIADORES – Pior: essa gangue arrasta uma enorme quantidade de pessoas, que vão também perdendo os cinco sentidos, comprometendo o funcionamento cerebral, do coração… E o país se enterra profundamente.

Se o político discursa em defesa de bandidos, de facções criminosas, se defende terroristas e, mesmo assim, jura que é um defensor da legalidade, está tudo bem.

Se o político protesta contra o autoritarismo, o culto à violência devastadora, a exaltação da ignorância, sendo ele próprio um autoritário, um violento sem causa nobre, um ignorante proposital, ninguém vê nada de errado. Se defende a liberdade a sufocando, ele está certo. Se jura advogar pela liberdade, pela proteção às instituições democráticas, enquanto as destrói diariamente e sumariamente, ele é quase um ser humano perfeito, uma alma essencialmente honesta.

FALSOS JUÍZES – Há também os juízes que não são juízes. Podem rasgar, interpretar e criar leis ao bel prazer. As provas de seus abusos, arbítrios e suas ilegalidades se acumulam às toneladas, mas, num mundo em que os sentidos foram adulterados, eles merecem a proteção, os elogios e os agradecimentos daqueles sobre os quais falei no início…

E quem são esses? Ora, os que já foram chamados de jornalistas. Os que despedaçaram os sentidos e os princípios fundamentais de sua profissão. Não querem mais saber das histórias reais e em movimento, das mais relevantes, da curiosidade, da desconfiança, das perguntas.

São pautados pela fraude incomensurável. E todos – jornalistas que não são jornalistas, políticos que não são políticos, juízes que não são juízes – pagarão, um dia, por tudo o que têm feito nessa marcha cruel, covarde e sem sentido.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Excelente artigo, enviado por Mário Assis Causanilhas. Realmente, os jornalistas brasileiros parecem ter perdido os sentidos. Da mesma forma, os juízes e políticos também desatinaram e estão no mundo da Lua. (C.N.)

Escândalo! Iguá cobra esgoto em ruas AJU onde sistema não está funcionando

 em 1 out, 2025 4:00

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
   “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escândalo! Iguá cobra esgoto em ruas de AJU onde o sistema não está funcionando. Moradores denunciaram a promotoria do consumidor do MPSE e a Agrese

Um absurdo, um relato de um dos moradores do Bairro Aeroporto, em Aracaju:

Para a surpresa dos moradores da RUA ALEXSANDRO MOTA PRADO, RUA H, RUA E, RUA MANOEL MOTA, RUA MARIA AURÉA TOURINHO, RUA LOURENDO MORAIS DE ALMEIDA, RUA B, RUA G DO LOTEAMENTO SANTA TEREZA NO BAIRRO AEROPORTO EM ARACAJU (SE) a Iguá Sergipe fez constar nas faturas de água com vencimento no mês de setembro de 2025 a cobrança da tarifa de esgoto sendo que é de conhecimento de todos os moradores que o sistema de coleta e tratamento de esgoto nas mencionadas ruas não está em funcionamento.

 No dia 19 de setembro de 2025, recebi na minha residência a fatura de água com a cobrança da tarifa de esgoto. No dia 22 de setembro de 2025, entrei em contato com a Iguá pelo telefone 0800 400 4482 e o atendente informou que o atendimento seria realizado pelo aplicativo Whatsapp. Pelo referido aplicativo denunciei que o sistema de esgoto não funciona na Rua Alexsandro Moto Prado, solicitei uma vistoria e foi gerado o número de protocolo 42152593.

 

 

 

 

 

Não houve vistoria da Iguá e no dia 29 de setembro de 2025 realizei denúncia junto à Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor do Estado de Sergipe gerando a Notícia de Fato nº 20250215200000310 e ainda denúncia perante a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe – Agrese, registrada pela manifestação nº 255.102.271.946.

No dia 29 de setembro, estive na sede da Iguá Sergipe e não existe um setor de protocolo. Indubitavelmente, um absurdo e somente foi possível novamente requerer uma vistoria na rede de esgoto que não funciona. Ainda no referido dia enviei por AR pelos Correios para o diretor geral da Iguá Sergipe uma carta assinada por diversos moradores das ruas linhas acima expostas.

É importante externar que anteriormente a DESO tentou realizar a cobrança do esgoto no bairro Aeroporto e não conseguiu pois o sistema não funciona.

As fotos anexas provam que o sistema não funciona visto que os esgotos das residências sequer estão ligados e existe um líquido que está quase extrapolando as tampas das tubulações nas citadas ruas.

 No dia de hoje foi fotografado o sistema de esgoto que passa pela Avenida Fábio José Cardoso Ramos (avenida da lateral do GBarbosa Hiper Sul) que deveria receber o esgoto das ruas já expostas e é possível verificar que está quase transbordando sem as ligações do esgotamento sanitário das residências dos consumidores. 

Editorial: Quando a OAB/SE se desdisse: da defesa da igualdade ao simulacro de democracia no site comandado por ele: “No jogo do Quinto Constitucional de Sergipe, a regra sempre foi simples e conhecida: cabe à OAB organizar a lista sêxtupla, o tribunal a reduz para tríplice e, ao final, o governador escolhe o novo desembargador. Política corporativa, sim; concurso público, não. É, por essência, um processo eleitoral da advocacia, uma arena onde a democracia deveria se manifestar de forma plena pela vontade livre dos advogados. Deveria, mas deixou de ser, porque quando se manipula o regulamento, não é mais a classe que escolhe: é a cúpula que impõe.”

Novo edital E continua o editorial: “Ontem, a OAB/SE resolveu rasgar o próprio discurso e aprovou um novo edital que fixa cotas obrigatórias: 50% de mulheres, 30% de negros e uma vaga cativa para pessoa com deficiência. A seccional anunciou com pompa: “fizemos história”. E de fato fizeram: história da incoerência, história da contradição, história da erosão democrática. À frente dessa virada, Daniel Alves, presidente da OAB/SE, o mesmo que até ontem defendia, com unhas e dentes, que o Quinto era “campo eleitoral da classe” e que não deveria se submeter a cotas porque “todos os advogados estão no mesmo patamar”. De repente, a igualdade virou frações percentuais, o voto virou planilha e a liberdade da advocacia foi sequestrada pela engenharia de gabinete. Milagre? Conversão? Ou apenas a política velha de guerra descobrindo que coerência não dá voto, mas cotas dão manchete?”. Todo texto aqui.

Partido Republicanos/SE: Em parecer, MP Eleitoral rejeita pedido para anular dívida de quase R$ 85 mil O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) emitiu parecer contrário ao recurso apresentado pelo Partido Republicanos em Sergipe, que buscava a anulação de uma dívida de R$ 84.198,86 junto ao Tesouro Nacional. O valor decorre da desaprovação das contas do partido nas Eleições de 2022, por não ter aplicado recursos do fundo partidário em candidaturas de pessoas negras, conforme exige a legislação eleitoral.

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/escandalo-igua-cobra-esgoto-em-ruas-aju-onde-sistema-nao-esta-funcionando/

Procurador-chefe do MPT-SE recebe denúncias do Sindimed

 MPT-SE recebeu as informações do sindicato e encaminhou os casos para registro de notícias de fato


(Foto: MPT/SE)

O procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE), Márcio Amazonas, recebeu, nesta terça-feira, 30, a visita do presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed-SE), José Helton Silva Monteiro, e do advogado do sindicato, Thiago Oliveira, que apresentaram denúncias envolvendo a atuação dos médicos na capital e interior sergipano.

Um dos fatos diz respeito à tentativa de estupro contra uma médica em uma unidade de saúde do município de Lagarto, no Centro Sul do estado. “A médica estava trabalhando, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), quando sofreu a tentativa de estupro de um homem que entrou no consultório. No dia seguinte, ela foi demitida e está enfrentando sérios problemas de ordem emocional. Fizemos a denúncia e viemos trazer ao MPT-SE essa situação”, relatou o presidente do Sindimed-SE.

Outra denúncia apontada pelo sindicato está relacionada à contratação de médicos que atuam no Hospital da Criança, em Aracaju. De acordo com o Sindimed-SE, durante dois meses, os profissionais receberam pagamento por meio de transferência via pix. “Essa empresa foi retirada pela gestão, mas a forma de contratação continua a mesma. Por isso viemos discutir essa demanda e ver quais providências podem ser adotadas pelo Ministério Público do Trabalho”, explicou o presidente Helton Monteiro.

Próximos passos

O procurador-chefe Márcio Amazonas recebeu as informações do sindicato e encaminhou os casos para registro de notícias de fato, como são chamadas as denúncias no âmbito do MPT. “A partir de agora, cientes dessa notícia, temos a obrigação de atuar. Não quer dizer que iremos deferir e que será iniciada uma investigação. Significa que, necessariamente, algum procurador irá ser demandado nesse sentido. Com o trâmite interno, podem ser necessárias diligências complementares, ou, pela gravidade dos casos, ter uma Ação Civil Pública ajuizada de imediato”, finalizou o procurador Márcio Amazonas.

Fonte: MPT/SE

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O Desvio da Função: O Legislativo de Jeremoabo e a Traição ao Voto


                                 Foto Divulgação

A função do vereador é o alicerce da democracia municipal. É o representante eleito para propor, discutir e votar leis que impactam diretamente a vida do cidadão, desde impostos e taxas de esgoto até a segurança e o sossego da comunidade. O mandato deveria ser um compromisso inegociável de defesa do povo.

Infelizmente, em Jeremoabo, esse papel tem sido distorcido.

Prioridades Invertidas e o Descaso com o Público

Em vez de focar em questões cruciais, como investigar o sumiço dos ripões e mourões do parque de exposição — um claro desvio de dinheiro público —, lutar por serviços de qualidade ou apoiar os vicentinos em dificuldade, parte do legislativo se perde em discussões vazias e desnecessárias. O debate absurdo sobre se um vereador é "interino" é a prova cabal da falta de assunto e de um profundo desrespeito à inteligência da população.

Taxas Elevadas e a Traição aos Eleitores

A maior traição à confiança dos eleitores ocorreu quando a maioria desses vereadores se alinhou à gestão passada. O resultado foi a aprovação, sem diálogo, de aumentos abusivos na taxa de iluminação pública e, principalmente, na taxa de esgoto. Medidas como essas penalizam duramente os mais pobres, que já sofrem com a precariedade dos serviços básicos.

Essa herança de taxas elevadas foi um "presente de grego" deixado para o atual prefeito Tista de Deda, que agora precisa lidar com a insatisfação popular causada por decisões tomadas em gestões anteriores.

O Escândalo das Diárias de Viagem

Como se não bastasse o descaso com o dinheiro público nas taxas, as diárias de viagem da Câmara foram um verdadeiro escândalo: R$ 900,00 para o presidente e R$ 800,00 para os demais vereadores por diária. Em uma cidade com as carências de Jeremoabo, esses valores são um tapa na cara do povo, revelando uma gritante falta de sensibilidade e zelo pelo erário.

O que se viu foi um Legislativo que, em muitos momentos, funcionou como um balcão de negócios, onde o interesse pessoal e o privilégio falaram mais alto que o coletivo.

O povo de Jeremoabo não pode se calar. É preciso cobrar, fiscalizar e denunciar. Aquele que trai o voto e transforma a política em um negócio pessoal não apenas desonra o cargo, mas mina a própria fundação da confiança democrática.



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  Publicado em 18 de janeiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Charge reproduzida do Arquivo Google Dora Krame...

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