domingo, julho 27, 2025

Deputados acamparam diante da Câmara e governador ameaçou prendê-los

Publicado em 26 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Deputados do PL deixam acampamento em frente ao STF após ordem de Moraes

Deputado Helio Lopes colocou esparadrapo na boca

Deu no Estadão

Os deputados bolsonaristas Hélio Lopes (PL-RJ) e Coronel Chrisóstomo (PL-RO) recolheram as barracas que haviam montado na Praça dos Três Poderes, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), com a intenção de acampar em reação ao que chamaram de “ditadura disfarçada” e “perseguição” ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A desmobilização ocorreu no fim da noite desta sexta-feira (25/7), após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O magistrado determinou a remoção imediata das estruturas e a proibição de acesso e permanência dos deputados em frente ao STF.

INTIMAÇÃO – O ministro intimou pessoalmente o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), a não permitir “nenhum novo acampamento” na Praça dos Três Poderes.

No despacho, o ministro considerou que os deputados bolsonaristas reivindicaram o direito de manifestação com o “confessado propósito de repetir os ilegais e golpistas acampamentos realizados na frente dos quartéis do Exército, para subverter a ordem democrática e inviabilizar o funcionamento das instituições republicanas”.
A primeira barraca montada em frente ao STF foi a do deputado Hélio Lopes, que gravou vídeos com um esparadrapo na boca e uma camisa com a bandeira de Israel. Em suas postagens, o parlamentar alegou que optou por entrar em um “jejum de palavras”.

ATO LEGÍTIMO – Em outro post, Hélio Lopes compartilhou o que chamou de “ofício público” ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pedindo que registrasse oficialmente sua “manifestação pacífica e silenciosa” como um ato “legítimo de um deputado federal em pleno exercício de seu mandato”.

Depois, o deputado Coronel Chrisóstomo aderiu à mobilização e, em suas redes sociais, mostrou outros apoiadores do ex-presidente, vestidos com camisetas da seleção brasileira, que se juntavam à manifestação. 

AMEAÇA DE PRISÃO – O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, ameaçou prender o grupo de deputados bolsonaristas que estão acampados na Praça dos Três Poderes, próximo ao prédio do Supremo Tribunal Federal. Rocha disse que iria pessoalmente tentar negociar uma saída pacífica, mas se não houver concordância, vai autorizar que a polícia local prenda os parlamentares.

“Vamos tentar tirar pacificamente. Se não saírem, serão presos”, disse o governador ao Estadão. A Praça é considerada área de segurança.

INTERDIÇÃO – Para reforçar a proteção ao local, o acesso para veículos à Praça dos Três Poderes foi interditado pela Polícia Militar. Na Praça estão os prédios do Congresso, do STF e o Palácio do Planalto.

Mais cedo o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, mencionou o risco de um novo 8 de Janeiro para evacuar os deputados federais Hélio Lopes (PL-RJ) e Coronel Chrisóstomo (PL-RO) que se manifestaram na Praça dos Três Poderes nesta sexta-feira, 25.

Segundo Avelar, a ideia era que os manifestantes seguissem para a Praça das Bandeiras, na Esplanada dos Ministérios. Já o entorno do STF deveria ser isolado por gradis ainda na noite da sexta, segundo o plano.

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General que ia matar Lula, Alckmin e Moraes deveria ser internado


General Mario Fernandes admite ser autor de plano para matar Lula e Moraes | Página 12

Este general é muito mais perigoso do que Adélio Bispo

Ana Pompeu
Folha

O general da reserva Mário Fernandes afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quinta-feira (24) que o arquivo “Punhal Verde e Amarelo”, com plano para matar autoridades e encontrado no seu computador, se tratava de “pensamentos digitalizados” e que nunca foi compartilhado com ninguém.

O militar é interrogado como um dos seis réus do segundo núcleo do processo da trama golpista de 2022. A Primeira Turma da corte faz nesta quinta-feira os interrogatórios dos réus do segundo núcleo da denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República).

CONFESSOU A PROPOSTA – Fernandes foi questionado se confirmava a existência do documento e respondeu de forma positiva, mas argumentou que era uma análise do momento do país.

“Confirmo, excelência. Esse, na verdade, é um arquivo digital que nada mais retrata do que um pensamento meu que foi digitalizado. Um compilar de dados, um estudo de situação, meu pensamento, uma análise de riscos que eu fiz e, por um costume próprio, eu resolvi, inadvertidamente, digitalizar”, disse.

Segundo a denúncia, o documento Planejamento Punhal Verde Amarelo “tramava contra a liberdade e mesmo a vida” do ministro do Alexandre de Moraes, do presidente Lula (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB). O plano citava alvos como “Jeca”, “Joca” e “Juca”.

SEM DISCUSSÃO – De acordo com a defesa do general, o plano não foi discutido nem encontrado com quaisquer dos investigados.

“Não foi apresentado a ninguém esse pensamento digitalizado, não foi compartilhado com absolutamente ninguém. E, eu garanto, este arquivo é absolutamente descontextualizado”, afirmou.

O general foi preso em 19 de novembro do ano passado. Segundo as investigações, Fernandes imprimiu o planejamento dos assassinatos em 9 de novembro de 2022 no Palácio do Planalto. Cerca de 40 minutos depois, ele teria ido até o Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência então ocupada por Bolsonaro.

COINCIDÊNCIA – Segundo ele, no entanto, no interrogatório, foi uma coincidência. “A coincidência desse horário foi uma coincidência em relação à função da produção aqui do Estatuto de Logística minha, como secretário-executivo. Mas eu não levei, não apresentei, não compartilhei esse arquivo, seja em digital ou em texto, com ninguém.”

Investigação da Polícia Federal apontou que cinco pessoas, presas em novembro de 2024 (quatro militares, incluindo Mario Fernandes, e um policial federal), conversavam em 2022 em um aplicativo de mensagens sobre o plano para matar o Lula, Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo as investigações que respaldaram o aval de Moraes à operação policial de novembro passado, os suspeitos se conectavam pelo aplicativo Signal em um grupo nomeado Copa 2022. Cada um utilizava como codinome o nome de um país (Alemanha, Áustria, Brasil, Argentina, Japão e Gana), de forma a não serem identificados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Ainda segundo a polícia, a ação ocorreria em 15 de dezembro de 2022, com o plano de prisão e assassinato contra autoridades. Já escrevi antes sobre isso e convém repetir. Como não houve a tentativa, não há crime a punir. O que existe e se comprova é que há oficiais superiores nas Forças Armadas com evidentes problemas mentais e que não são submetidos a tratamento. Esse general Fernandes precisa de internação e medicação de traja preta mais pesada do que a de Dilma Rousseff, porque ela não oferece perigo de vida, mas o general Fernandes é capaz de matar os outros, tem armas em casa e direito de portá-las. É mais perigoso do que Adélio Bispo e precisa ser enjaulado imediatamente. (C.N.)

“Bondades tributárias” podem não ter os efeitos pretendidos eleitoralmente

Publicado em 26 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

folha8: Oposição e a trombeta em tempo eleitoral

Charge do Kemp (humortadela.com.r)

Marcus André Melo
Folha

Entre os candidatos, o distributivismo oportunista gera uma espécie de corrida armamentista para ver quem dá mais. Mas será que a contraofensiva midiática do governo, centrada na questão da justiça tributária, teve impacto na reversão da queda de popularidade do presidente? A questão é muito complexa porque coincidiu, em larga medida, com um choque externo no sistema: o tarifaço de Trump. Mas os dados de pesquisa da Quaest nos ajudam a analisar a questão.

Segundo a pesquisa, 63% dos respondentes concordam que “os ricos devem pagar mais impostos para diminuir os impostos dos mais pobres”, enquanto 33% discordam. No entanto, 53% afirmaram que o discurso que coloca “ricos contra pobres, porque chama a atenção contra os privilégios de alguns” está errado, porque cria mais briga e polarização no país”. Um percentual bem menor — 38%— concorda.

MAIORIA IGNORAVA – Mais relevante: 56% não tinham ouvido falar da campanha “pobres contra ricos”. Sim, o impacto concentrou-se nas bolhas da esquerda. Mas o grupo fundamental são os swing voters — os eleitores sem lealdades partidárias e que são suscetíveis de alterar o voto: concordam em tese mas opõem-se à estratégia.

O conhecimento acumulado na ciência política sugere que os efeitos eleitorais de políticas tributárias são pequenos (exceções confirmam a regra, como mostrei aqui).

Embora a questão redistributiva seja em larga medida o eixo vertebrador de disputa política, a política tributária não o é.

OS EFEITOS VARIAM – As questões tributárias são marcadas por tecnicalidades que as tornam opacas e pouco tangíveis para eleitorado. Exemplo bizarro é que a “guerra dos pobres contra ricos” foi deflagrada pelo aumento de um imposto regressivo, o IOF!

Ahrens e Bandau (2024), em “The electoral consequences of taxation in OECD countries”, analisam a questão com dados abrangendo 30 países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) em 50 anos. Concluem que os efeitos variam dependendo do imposto, se direto ou indireto.

Mudanças no IVA, seja reduzindo ou aumentando as alíquotas, não tem impacto eleitoral, enquanto as mudanças no Imposto de Renda de Pessoas Físicas, sim.

AUMENTOS E ISENÇÕES – Aumento de impostos impactam negativamente nas eleições subsequentes. Mas as isenções de impostos têm impacto menor, e estão sujeitas a serem esquecidas.

Há um viés de negatividade: aumentos de impostos geram reações mais intensas do que isenções ou cortes. Ou seja, perdas de bem-estar têm maior peso do que ganhos da mesma magnitude.

A guerra dos “pobres contra os ricos” se inscreve na primeira lição do manual do populista: criar uma “democracia agonística”, centrada no conflito permanente.

A DEMOCRACIA RESISTE – Como mostrou Weyland, essa estratégia para governos de esquerda só funciona em contextos de bonanças fiscais. O populismo de direita, em contraste, viabiliza-se através do êxito na resolução de crises nacionais agudas, por exemplo, na segurança pública e na imigração.

Na ausência destes fatores, o populismo agonista se esgota e a democracia se mostra resiliente. O distributivismo oportunista gera uma corrida armamentista para ver quem dá mais.

Isso já aconteceu com o Auxílio Brasil e Bolsa Família, e agora com a proposta do deputado Arthur Lira (PP-AL) de elevar o teto da isenção do IRPF proposto.

Deputados sem decoro provocam constrangimento diante da Câmara

Publicado em 27 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Deputado do PL faz protesto silencioso em frente ao STF | CNN Brasil

Protesto fracassou e se limitou a dois parlamentares

Vicente Limongi Netto

Abissal patetice, falta do que fazer, um grupo de pavorosos deputados federais bolsonaristas insistindo em montar acampamento na Praça dos Três Poderes, numa tola e idiota tentativa de intimidar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

São obscuros parlamentares servindo de paus mandados da família Bolsonaro. É o fim da picada. Turba de cretinos e irresponsáveis querendo reviver o medonho 8 de Janeiro.

Um dos capachos engomados colovou um esparadrapo na boca, para fingir que está sendo censurado. Cena degradante e hilária. Obrou bem o ministro Alexandre de Moraes, mandando que os rebeldes deputados e seguidores fossem tentar fazer baderna em outros lugares, longe da Praça dos Três Poderes e da Esplanada dos Ministérios. 

TUDO EM FAMÍLIA – Aos domingos, sempre há netos zelando pelos avós. Com ternura, amor e dedicação. Incluo os meus na saudável relação. Com emoção e orgulho. Jovens e adultos de todas as idades, retribuindo o carinho e atenção que sempre tiveram dos avós.

Bom verificar que, na correria pela vida, muitos netos ainda encontram tempo no coração e nos compromissos, para beijar os avós. Para saber como estão. Para saborear boas lembranças. Para rirem abraçados. Para saber se precisam de alguma coisa. Nada mais sublime do que o afeto desinteressado. Do gesto grandioso de saber ouvir e conviver com os mais experientes. 

São exemplos marcantes de seres humanos que mostram que nem tudo está perdido no planeta Terra. Prova de que os milhões de jovens iluminados salvarão o mundo do caos da ignorância, da intolerância,  da patrulha doentia e da barbárie de sentimentos. Sou avô feliz.

Lula descarta ligar para Trump, pois seria “inócuo” e “sinal de fraqueza”


Governo Lula vai enviar zap para celulares roubados e exigirá que o aparelho seja entregue à delegacia

Lula ficou intrigado: “Por que Trump não me telefonou”

Débora Bergamasco e Daniel Rittner
da CNN, Brasília

Na reta final para a entrada em vigência das tarifas americanas de 50% sobre produtos brasileiros, em 1º de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descarta uma ligação para Donald Trump e ainda tem esperança de que a Casa Branca decida excluir de última hora setores específicos.

No Palácio do Planalto, a avaliação é de que um telefonema para Trump neste momento teria grandes chances de ser “inócuo” e demonstrar “fragilidade” ou “desespero” nas negociações.

SEM CHANCES? – “Inócuo”, segundo auxiliares diretos do petista, porque outros países e blocos econômicos com contato próximo com a Casa Branca não conseguiram escapar do tarifaço de Trump.

Nesta semana, ao conversar com Lula por telefone, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, relatou ter sido surpreendida com as alíquotas de 30% no momento em que seus secretários (equivalentes a ministros) estavam em Washington negociando com o governo americano.

A União Europeia, também atingida pela ameaça de alíquotas de 30% sobre seus produtos, vinha mantendo contato direto com a Casa Branca e não foi preservada.

VISÃO ERRADA – Para o Planalto, isso indica que seria errada a percepção — de parte do empresariado — de que basta ter “canais diplomáticos” mais fortes com Trump e com sua equipe para escapar do tarifaço ou prosperar em uma negociação comercial.

Paralelamente, conselheiros de Lula acreditam que uma ligação agora para Trump seria encarada pela Casa Branca como “desespero” e “sinal de fraqueza”, como uma ideia de que o Brasil estaria disposto a ceder tudo em troca de um alívio no tarifaço.

E Trump, diz um assessor próximo do petista, não respeita quem adota esse tipo de postura.

HÁ CONTROVÉRSIAS – O tema — ligar ou não ligar — não é totalmente consensual. A maioria dos conselheiros do presidente, incluindo o ministro Fernando Haddad (Fazenda) e sua assessoria internacional, são contra.

Um dos poucos favoráveis ao telefonema é o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que está embarcando para Washington junto com uma comitiva de senadores.

A percepção no Palácio do Planalto é que o tarifaço de Trump realmente vai entrar em vigência no dia 1º e não há mais perspectiva de um acordo comercial de última hora.

FALTA O DECRETO – No entanto, conforme lembram fontes, é preciso a publicação de uma “executive order” (espécie de decreto presidencial) detalhando como as alíquotas serão aplicadas.

O governo brasileiro ainda tem a esperança de que, graças ao lobby empresarial em Washington, a Casa Branca exclua setores específicos do tarifaço.

Suco de laranja, café e aeronaves da Embraer são vistos como os principais candidatos a escapar — seja pelo esforço do setor privado brasileiro, seja pelo trabalho dos clientes americanos, que teriam feito chegar ao governo Trump sua preocupação com o aumento de custos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É claro que Lula não pretende ligar para Trump. Pelo contrário, ele precisa atribuir ao presidente americano a culpa pelo fracasso do governo petista. E não é só o tarifaço, não; Lula está na mira de Trump também por causa do apoio que o petista dá ao Supremo, na briga contra as big techs. Portanto, comprem pipocas, porque é guerra de extermínio, misturada com briga de cachorro gordo. (C.N.)

Crédito extraordinário: Solução ou paliativo para o tarifaço dos EUA?

Publicado em 27 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Proposta do governo não pode se tornar uma política permanente

Pedro do Coutto

O governo Lula estuda conceder um crédito extraordinário bilionário para socorrer exportadores de frutas e peixes afetados pelo chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos, que elevou em 50% as tarifas sobre produtos brasileiros. A medida é uma tentativa de mitigar os impactos imediatos sobre setores que dependem fortemente do mercado norte-americano, mas levanta questionamentos sobre sua eficácia e sustentabilidade a longo prazo.

O setor já sinaliza que, com a barreira tarifária, as vendas se tornarão inviáveis, especialmente porque frutas e pescados são produtos perecíveis e exigem escoamento contínuo. Nesse cenário, a proposta do crédito parece mais um remédio paliativo do que uma solução definitiva, uma vez que a exportação desses itens é realizada todos os meses, o que exigiria a repetição da medida, criando um custo insustentável para os cofres públicos.

DISTORÇÕES – Além do impacto fiscal, essa política pode gerar distorções no mercado. Ao subsidiar exportações que não se concretizaram, o governo assumiria o papel de comprador indireto, o que configura uma espécie de estatização velada do setor exportador. Essa intervenção, embora bem-intencionada, pode comprometer a lógica de mercado, desestimular a eficiência e criar dependência de recursos públicos, em vez de incentivar soluções estruturais.

Outro ponto de preocupação é que o crédito extraordinário, se renovado continuamente, pressionaria ainda mais as contas públicas, forçando cortes em outras áreas prioritárias ou ampliando o endividamento. Trata-se, portanto, de uma medida emergencial que resolve apenas o sintoma, sem atacar a causa do problema.

Para enfrentar essa crise de forma estratégica, é necessário olhar para alternativas mais sustentáveis. A primeira delas é a diversificação de mercados, reduzindo a dependência do Brasil em relação aos Estados Unidos. Exportadores podem buscar novos destinos, como países da União Europeia, da Ásia e da América do Sul, que apresentam grande potencial de consumo e não estão sujeitos às mesmas barreiras tarifárias.

DIPLOMACIA – Outra ação essencial é fortalecer a diplomacia comercial. O Brasil já estuda levar a questão à Organização Mundial do Comércio (OMC) e adotar medidas de reciprocidade, mostrando que não aceitará passivamente sanções que distorcem a concorrência. A pressão diplomática e a negociação são instrumentos fundamentais para restabelecer condições mais equilibradas no comércio internacional.

Além disso, políticas internas também podem contribuir para amenizar os impactos. Estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Goiás já anunciaram linhas de crédito com juros reduzidos e devolução de ICMS para empresas prejudicadas pelo tarifaço, o que ajuda a manter o fluxo de caixa sem gerar dependência estrutural. Essa estratégia, quando combinada com incentivos à inovação, investimentos em logística e ações para aumentar a competitividade, pode fortalecer a posição brasileira no cenário global, mesmo diante de desafios tarifários.

CICLO – Em síntese, a proposta do governo ao setor exportador deve ser entendida como uma resposta emergencial, necessária para evitar um colapso imediato de empresas e empregos. No entanto, não pode se tornar uma política permanente, sob pena de criar um ciclo de dependência e desequilíbrio fiscal.

O caminho mais inteligente é adotar uma estratégia integrada, que envolva diversificação de mercados, negociação internacional e medidas internas de competitividade. Somente assim o Brasil poderá transformar uma crise comercial em oportunidade de fortalecimento econômico e inserção mais sólida no comércio global.


Av. Acrísio Garcêz terá novo sentido a partir desta segunda-feira, 28

  A SMTT informou que a sinalização na região está sendo atualizada durante esta semana para orientar os condutores sobre as alterações.

A SMTT informou que a sinalização na região está sendo atualizada durante esta semana para orientar os condutores sobre as alterações (Foto: Ascom/ SMTT)

Para melhorar a fluidez no trânsito e reduzir a retenção de veículos, principalmente na avenida Padre Nestor Sampaio, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Aracaju (SMTT) fará alterações na circulação da avenida Acrísio Garcêz, a partir desta segunda-feira, 28.

A via passará a ter sentido único no trecho entre a avenida Augusto Franco e a rua Sinésia Barreto Moura, para quem segue no sentido da caixa d’água do conjunto Castelo Branco. A partir da rua Sinésia Barreto, o tráfego volta a ser em mão dupla.

Com isso, os veículos que trafegam no sentido contrário, vindo pela Acrísio Garcêz em direção à Augusto Franco, precisarão contornar pela rua Sinésia Barreto, dobrar à esquerda na rua Francisco de Assis Delmondes Pereira Freitas e seguir até a avenida Augusto Franco.

Segundo o diretor de Planejamento e Sistemas da SMTT, Flávio Novais, a medida tem como principal objetivo aliviar os congestionamentos na avenida Nestor Sampaio. “A nova circulação promete mais fluidez no trânsito. As mudanças visam reduzir a retenção de veículos, principalmente no ponto onde a Nestor Sampaio, que possui duas faixas, encontra a Augusto Franco, que tem apenas uma”, explicou.

Outra mudança anunciada é a liberação da conversão à esquerda para quem estiver trafegando pela Nestor Sampaio com destino à avenida Augusto Franco, também válida a partir de segunda-feira.

A SMTT informou que a sinalização na região está sendo atualizada durante esta semana para orientar os condutores sobre as alterações.

por João Paulo Schneider 

Com informações da SMTT

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O "Parece" dos Vereadores de Jeremoabo: O Dever da Fiscalização Responsável


O "Parece" dos Vereadores de Jeremoabo: O Dever da Fiscalização Responsável

Neste último domingo de julho, o vereador Zé Miúdo postou um vídeo no grupo "Jeremoabo Hoje", um canal com amplo intercâmbio informativo com veículos da imprensa, tanto informativa quanto investigativa. Essa visibilidade nos obriga a fazer interpelações diretas, buscando a verdade sem subterfúgios ou partidarismos, doa a quem doer. O papel do vereador é claro: representar o eleitor, fiscalizar e colaborar com o gestor público, conforme determina a Constituição. É crucial que o eleitor seja informado com base na verdade, na honestidade e na moralidade.

Dito isso, as informações veiculadas no vídeo sobre o transporte escolar levantam sérias questões sobre a responsabilidade da fiscalização parlamentar. O vereador alega que "parece" que cinco ônibus estão parados por falta de pagamento da prefeitura, citando informações de alunos e pais. Mas a primeira e fundamental pergunta é: o ilustre vereador procurou, de forma oficial, o Secretário de Educação para se informar se realmente existem ônibus parados e qual seria a causa?

Prosseguindo na análise, o vereador leu o Contrato de Prestação de Serviço? Observou as cláusulas contratuais que regem a relação entre o município e a empresa responsável? Dizer que "parece" que há cinco ônibus parados e utilizar as redes sociais para propagar essa incerteza não é informação com credibilidade. Pelo contrário, levanta a suspeita de que seja uma informação eleitoreira, visando apenas "jogar para a plateia" sem o devido embasamento.

Outra questão pertinente: o vereador tem condições de informar, de forma oficial, quais são os motivos legais ou ilegais por trás das "muitas licitações e poucas ações" que porventura existam no município?

É dever do vereador defender o município e fiscalizar com responsabilidade. Isso significa reproduzir informações respaldadas em provas e dados oficiais, e não em "achismos" ou no que "parece". A população de Jeremoabo merece clareza e seriedade na atuação de seus representantes, especialmente quando se trata de serviços essenciais como o transporte escolar.



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