terça-feira, março 25, 2025

Cinco brasileiros são presos em megaoperação contra migrantes no estado de Massachusetts

 Foto: Reprodução/Instagram

Governo Trump mira estado santuário para estrangeiros e reclama de falta de cooperação de administração local24 de março de 2025 | 21:45

Cinco brasileiros são presos em megaoperação contra migrantes no estado de Massachusetts

mundo

Em mais uma ofensiva do governo Donald Trump, ao menos cinco brasileiros foram presos em Massachusetts numa megaoperação que deteve 370 imigrantes em situação irregular no estado. Segundo o ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos, as detenções ocorreram entre 18 e 23 de março com foco no combate ao crime organizado nos arredores de Boston.

O estado e a cidade são considerados santuários, locais que protegem os imigrantes em situação irregular. O governo local tem tentado manter esse status, mas, além de receber críticas do governo federal, a região tornou-se alvo preferencial de Trump para as batidas do ICE.

A ação teve a participação do FBI, a polícia federal americana, e do departamento de combate ao tráfico de drogas. Ao menos 205 presos tinham “condenações criminais significativas”, segundo o ICE.

As autoridades também informaram a apreensão de 44 kg de metanfetamina, 5 kg de fentanil, 1,2 kg de cocaína, três armas de fogo e munições. O governo não divulgou o nome dos brasileiros alvos da operação, mas informou que os cinco teriam condenações por crimes graves.

Um deles foi acusado de homicídio culposo, por ter dirigido alcoolizado, e de invadir uma casa noturna e ter tentado cometer furtos, em Worcester. Três eram procurados por assassinato no Brasil, além de tráfico de drogas e posse ilegal de armas. Eles foram detidos nas cidades de Milford, Lowell e Marlborough.

O quinto também seria procurado no Brasil por tráfico, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa e foi preso em West Yarmouth.

Imigrantes em situação irregular de diversas nacionalidades foram alvos, como chilenos, hondurenhos, salvadorenhos e um russo. De acordo com o serviço de imigração, alguns dos detidos seriam supostos membros de gangues internacionais que estão na mira do governo americano, como a venezuelana Tren de Aragua e a salvadorenha MS-13.

A suposta participação no Tren de Aragua, inclusive, foi o que levou o governo a deportar na semana passada mais de 200 venezuelanos, depois que Trump invocou a Lei dos Inimigos Estrangeiros. A ordem acabou bloqueada pela Justiça, mas os voos com os imigrantes pousaram em El Salvador mesmo assim.

O diretor do serviço de imigração americano, Tom Homan, afirmou nesta segunda-feira (24) que a ação era necessária em Massachusetts justamente pelo status de santuário. “Eles preferem liberar esses animais de volta à comunidade em vez de honrar as detenções do ICE”, afirmou. “A governadora Maura Healy e a prefeita [Michelle] Wu deveriam se envergonhar de apoiar políticas de santuário. Liberar ameaças à segurança pública de volta ao público, em vez de trabalhar com o ICE nas prisões, coloca o público em grande risco”.

Na semana passada, a prefeita de Boston voltou a criticar as tentativas de interferência do governo federal na cidade. “Ninguém diz a Boston como cuidar dos nossos, nem reis, nem presidentes que se acham reis. Boston nasceu enfrentando valentões”, disse Wu durante um discurso.

Julia Chaib/Folhapress

Eleitor de Bolsonaro, prefeito de Luís Eduardo Magalhães revela mágoa com ex-presidente e compara relacionamento com Lula

 Foto: Denis França/Política Livre

O prefeito de Luís Eduardo Magalhães Júnior Marabá (PP)24 de março de 2025 | 19:45

Eleitor de Bolsonaro, prefeito de Luís Eduardo Magalhães revela mágoa com ex-presidente e compara relacionamento com Lula

exclusivas

O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, Júnior Marabá (PP), revelou ter uma mágoa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem foi eleitor em 2018. Durante participação no Política Pod, podcast do Política Livre, nesta segunda-feira (24), ele narrou o episódio de quando recebeu o capitão na cidade, comparando com a recepção mais recente que fez ao presidente Lula (PT).

“Quando recebemos Bolsonaro, nós sentimos um pouco de falta de sensibilidade, de cuidado, de bom trato da equipe dele conosco, que estávamos recebendo ele, até mesmo da parte dele também faltou isso, é muito ruim. Quando você está em um cargo, o cargo é maior que você, você tem que se adaptar ao cargo e ter esse respeito dos outros. Infelizmente, faltou muito gesto, muita sensatez, foi um ambiente bem hostil”, contou o prefeito.

“Quando tivemos a visita do presidente Lula já foi ao contrário, todo mundo foi muito agradável, todo mundo foi muito educado, o próprio presidente Lula foi muito educado comigo. Então, independente de Junior Marabá ter voltado na eleição anterior em Bolsonaro, a experiência mostrou que Lula foi muito mais gentil e agradável. Lógico, ele não respalda a minha ideologia política, porém falando de pessoa, de ser humano, foi muito mais agradável que o ex-presidente”, comparou Marabá.

Ele relatou ainda que chegou a ser “empurrado” pela equipe de segurança do ex-presidente nos momentos em que tentava acompanhá-lo nas agendas.

“O ex-presidente quando esteve lá nem olhou no meu olho, mal pegou na minha mão e por diversas vezes, que era o meu papel acompanhar ele, fui empurrado pela sua equipe de segurança, foi bem desagradável”.

Segundo ele, a interação com Lula teve até espaço para descontração. “Quando eu fui receber o presidente Lula, ele me cumprimentou, olhou nos meus olhos, foi muito agradável, até brincou comigo que eu era muito novo para ser prefeito e tudo mais, conversou comigo sobre a cidade, mesmo assim, informado pela equipe que eu não havia voltado nele, exerceu toda essa educação comigo”, lembrou.

Política Livre

Defesa de Bolsonaro mantém relação dúbia com delação de Cid ao contestar trama golpista

 Foto: Marcos Oliveira/Arquivo/Agência Senado

O tenente-coronel Mauro Cid25 de março de 2025 | 06:57

Defesa de Bolsonaro mantém relação dúbia com delação de Cid ao contestar trama golpista

brasil

Ao mesmo tempo em que questiona a confiabilidade da delação de Mauro Cid, a defesa de Jair Bolsonaro (PL) utiliza relatos do ex-ajudante de ordens para defender o ex-presidente contra a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) pela trama golpista de 2022.

Em trecho da peça enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal) em que argumenta que a delação deveria ter sido rescindida, a defesa chega a dizer que “não é possível acreditar em nenhuma palavra do colaborador”.

Mais à frente, porém, ao abordar o mérito das acusações, cita depoimentos de Cid —sem colocá-los em dúvida— para fortalecer sua argumentação no sentido de que Bolsonaro não teria relação com parte dos eventos apontados na denúncia.

A denúncia contra o ex-presidente será analisada nesta terça (25) e quarta-feira (26) pela Primeira Turma do STF, que decidirá se o torna réu.

Procurado pela Folha, o advogado Celso Vilardi, que representa Bolsonaro no caso, afirmou que não acredita haver nenhuma contradição por parte da defesa.

“Ele já alterou as acusações dele inúmeras vezes, o que torna a versão dele inconfiável. Isso não quer dizer que não chame atenção, mesmo para quem está recebendo um prêmio [pela colaboração] para fazer acusações, o fato de ele ter não envolvido o presidente no ato do dia 8 de janeiro”, disse.

Algumas das afirmações mais contundentes contra o acordo de Cid estão no trecho do documento em que a defesa faz uma cronologia e elenca diversos pontos que vê como problemáticos ligados à delação, solicitando ao final que ela seja anulada.

Inicialmente a defesa afirma que, com acesso aos autos da delação, pode finalmente analisar os termos do acordo e que “certificou-se, então, tratar-se de colaboração premiada viciada pela absoluta falta de voluntariedade e de uma colaboração marcada pelas mentiras, omissões e contradições”.

Pouco depois, ao argumentar que Cid descumpriu o acordo por ter falado da delação com terceiros, classifica o relato dado pelo delator como “estória” que “beira o ridículo”.

“É possível confiar num delator que inventa, nas suas palavras, a um parente próximo ou a um amigo íntimo que mentiu na delação?”, questiona a defesa. “Não bastasse ter mentido, Mauro Cid também faltou com o dever de sigilo previsto na alínea ‘e’, da mesma cláusula do acordo de colaboração”, acrescenta, sustentando que o acordo deveria ser rescindido.

“Ainda que não ocorra a rescisão, o que se admite para argumentar, não é possível acreditar em nenhuma palavra do colaborador”, afirma, na conclusão deste trecho.

Apesar de não estar explicada essa especificação no documento enviado ao STF, Vilardi afirmou à Folha que essa análise sobre a falta de confiabilidade é específica quanto à versão dada por Cid para o vazamento ligado à sua delação.

Mais à frente, porém, na parte em que deixa de tratar de questões processuais e aborda o mérito das acusações, ou seja, os elementos pelos quais Bolsonaro é efetivamente acusado, a defesa cita falas de Cid como elemento para sua argumentação.

Os advogados questionam a PGR por não ter levado em consideração afirmações de Cid. Diz que “a denúncia curiosamente ignora quando o delator diz que ninguém sabia dos atos do dia 8 de janeiro”.

Acrescenta na sequência que esse registro permaneceu, porém, e que ele “demonstra que os atos de 8 de janeiro, ao contrário do que pretende a denúncia, não foram orquestrados pelo peticionário [Bolsonaro] e tampouco contaram com sua participação, comando ou anuência.”

Em outro trecho afirma que “como resta evidente da delação de Mauro Cid, em janeiro de 2023 o peticionário [Bolsonaro] já estava nos Estados Unidos e não tinha mais contato algum com seus antigos assessores, ministros ou comandantes”.

A defesa também diz que, em relação ao plano “Punhal verde e amarelo”, “a versão escolhida pela denúncia é contrária àquela fornecida no depoimento” de Cid.

Diz que o delator “já havia explicado e esclarecido os textos e, também, a negativa já dada pelo então presidente às supostas cogitações do general” Mario Fernandes, acusado de elaborar o plano de assassinato de autoridades. Adiciona também que Mauro Cid respondeu ao ministro Alexandre de Moraes em audiência “que nunca mostrou o arquivo” desse plano ao ex-presidente.

“A narrativa de Mauro Cid é muito mais linear e lógica do que aquela criada pela denúncia: o presidente já havia rejeitado as propostas, fossem quais fossem”, argumenta em seguida.

Como mostrou a Folha, a PGR omitiu na denúncia falas de Cid que contrastam com as acusações feitas pelo procurador-geral. Por outro lado, reportagem da Folha mostrou também que as defesas deixaram várias questões sem resposta.

No caso de Bolsonaro, a defesa adotou um tom dúbio também em relação ao ponto mais robusto que pesa contra ele, na denúncia, que envolve a chamada “minuta do golpe”.

Versões do documento foram encontradas na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, na sala em que Bolsonaro usa no PL e em dispositivo eletrônico de Cid.

Além dos documentos, mensagens apreendidas, a delação de Cid e os depoimentos dos então comandantes do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, e da Aeronáutica, Carlos Baptista Junior, sustentam que essa minuta foi apresentada aos chefes das Forças Armadas, em busca de adesão.

“O que resta da denúncia, retiradas suas mais gritantes contradições, seria a minuta de decreto que, levada por outros, não foi assinada pelo peticionário [Bolsonaro]. Fosse possível confiar nas palavras do delator [Mauro Cid], a suposta minuta do decreto, jamais assinada, também não é ato capaz de ultrapassar o limite da preparação, jamais invadindo a esfera da execução dos chamados crimes contra as instituições democráticas”, diz a peça.

Os advogados dizem ainda que “não se pode sequer cogitar, como pretende a acusação, que mudanças em uma minuta, sempre com base no duvidoso delator, com o objetivo de eliminar qualquer resquício de ilegalidade ou violência, seria capaz de caracterizar os crimes em questão”.

A defesa do ex-presidente afirmou ainda que não adentraria em outros pontos relacionados ao mérito da acusação neste momento do processo sob argumento de que ainda não se teve acesso à integra das provas.

Renata Galf/Folhapress

STF forma maioria para condenar Carla e cassar Zambelli

 Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Arquivo

Carla Zambelli25 de março de 2025 | 07:25

STF forma maioria para condenar Carla e cassar Zambelli

brasil

O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria de votos na madrugada desta terça-feira (25) para condenar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) na ação penal por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

O ministro Dias Toffoli antecipou o voto e concordou com o relator, Gilmar Mendes, mesmo após o pedido de vista de Kassio Nunes Marques, o que significa mais tempo para análise.

O mesmo já havia sido feito por Cristiano Zanin, que também antecipou o voto.

Desta forma, são favoráveis à condenação os ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli, em um placar de 6 a 0 contra a deputada.

Apesar da maioria, o julgamento continua interrompido pelo pedido de vista e será concluído apenas quando ele liberar o processo.

O pedido de vista foi feito por Kassio quando quatro votos haviam sido dados para condenar a parlamentar a 5 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, e à perda do mandato por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma.

A acusação do Ministério Público Federal foi feita após o episódio em que a deputada sacou e apontou uma arma para um homem no meio da rua em São Paulo, em 29 de outubro de 2022, véspera do segundo turno das eleições.

Na ocasião, a deputada bolsonarista perseguiu um homem negro após uma discussão no bairro dos Jardins, em São Paulo. Um segurança da parlamentar chegou a fazer um disparo e foi preso pela Polícia Civil.

O ministro Gilmar Mendes votou pela condenação. “O contexto fático em que deputada federal persegue em via pública, com arma de fogo, indivíduo desarmado de corrente partidária adversa, na véspera das eleições, após troca de insultos recíprocos, reveste-se de elevado grau de reprovabilidade”, disse o relator.

Folhapress

segunda-feira, março 24, 2025

Aliados pressionam agenda de Bolsonaro na véspera de julgamento do STF

 Foto: Saulo Cruz/Agência Senado/Arquivo

O ex-presidente Jair Bolsonaro24 de março de 2025 | 17:01

Aliados pressionam agenda de Bolsonaro na véspera de julgamento do STF

brasil

Às vésperas de o STF (Supremo Tribunal Federal) decidir se Jair Bolsonaro (PL) vira réu sob acusação de liderar uma trama golpista de 2022, aliados divergem sobre como ele deve encarar o julgamento da Primeira Turma do tribunal nesta terça-feira (25).

O plano traçado inclui uma entrevista na noite desta segunda-feira (24), em São Paulo, para um podcast com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), seguida de um retorno a Brasília à noite ou nos primeiros voos da terça.

Na capital federal, Bolsonaro deve assistir ao julgamento na casa do deputado Luciano Zucco (PL-RS), líder da oposição no Congresso.

Mas a agenda não é consenso entre os principais auxiliares do ex-presidente e a equipe que o defenderá no Supremo, que passou esta manhã em conversas de telefone cogitando alterações de roteiro.

Parte de sua equipe considera um erro participar do podcast Inteligência LTDA, que pode durar mais de duas horas. Avaliam que a agenda beneficia mais Tarcísio do que Bolsonaro, que deveria focar a preparação de discursos e entrevistas para depois do julgamento, que pode se estender até quarta (26).

Tarcísio é apontado como possível candidato à Presidência caso a inelegibilidade de Bolsonaro seja mantida, embora ambos neguem que isso possa acontecer.

O tempo gasto no podcast seria melhor aproveitado, para este grupo, com Bolsonaro se preparando para falar ao país após ser declarado réu oficialmente.

Entre os aliados que defendem a agenda conjunta, a ideia é que o ex-presidente demonstraria força política ao lado do governador paulista, dirigente de oposição do maior estado da federação.

A defesa do ex-presidente será feita pelo criminalista Celso Vilardi. Inicialmente, segundo aliados, ele desaconselhou Bolsonaro a ir ao STF. Mas o advogado tem sido pressionado a mudar de posição e sinalizou que não se opõe à presença do cliente caso Bolsonaro decida ir.

Parte da equipe acredita que uma fala do ex-presidente na porta do tribunal teria mais impacto do que uma declaração na casa de algum aliado político, enquanto outros auxiliares defendem que ele faça uma declaração em um ambiente controlado, cercado de aliados.

O entorno de Bolsonaro dá como certa que a aceitação da denúncia será por unanimidade entre os ministros da primeira turma. Ela é composta por Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Embora sua defesa se concentre em questionamentos processuais, como a anulação de provas e da delação de Mauro Cid, seus auxiliares dizem acreditar que Bolsonaro precisará enfatizar a seus apoiadores que o julgamento é “político” quando for comentar o resultado.

Além de Bolsonaro, são acusados nesta etapa o general Braga Netto, os ex-ministros Anderson Torres (Justiça), general Heleno (GSI) e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-chefe da Abin, e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou 34 pessoas. O STF analisará primeiro o grupo de Bolsonaro. Nesta fase, os ministros apenas avaliam se a denúncia tem base jurídica para ser aceita. A análise de mérito ocorrerá em outra etapa.

Bruno Ribeiro, Folhapress

Braga Netto fala em fragilidade de provas e tenta fulminar delação de Cid antes de julgamento

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo
General Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil24 de março de 2025 | 15:02

Braga Netto fala em fragilidade de provas e tenta fulminar delação de Cid antes de julgamento

brasil

Os advogados do general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro, enviaram nesta segunda-feira, 24, ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma síntese dos argumentos da defesa para tentar convencer os ministros da Primeira Turma a rejeitarem a denúncia do golpe.

O memorial resume em dez páginas a argumentação da defesa prévia – de 173 laudas – encaminhada ao STF no início do mês.

Os advogados José Luis Oliveira Lima, Rodrigo Dall’Acqua, Rogério Costa, Millena Galdiano e Bruno Dallari Oliveira Lima, que representam o ex-ministro, afirmam que a denúncia é “contraditória, fantasiosa e assumidamente sem compromisso com as provas” e que “os procedimentos que lhe precederam padecem de diversas ilegalidades”.

“Diante de todo esse cenário, é manifesta a necessidade desse E. STF, com a sabedoria e serenidade que lhe são peculiares, rejeitar as temerárias acusações articuladas contra o Gen. Braga Netto”, pede a defesa.

Braga Netto foi apontado como um dos líderes de uma organização criminosa armada que, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), foi montada para manter Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022.

Segundo a denúncia, ele financiou uma operação para executar o ministro Alexandre de Moraes – o plano Copa 2022 – e fez a interlocução com apoiadores radicais de Bolsonaro que estavam acampados nos quartéis.

Veja os argumentos da defesa de Braga Netto:

– Provas “frágeis” e “sonegadas”: a defesa alega que não teve acesso a todo o acervo probatório da investigação e afirma que a PGR não individualizou as condutas dos denunciados;

– “Document Dump”: os advogados afirmam que receberam uma “infindável quantidade de informações e documentos de forma totalmente desorganizada”, o que teria prejudicado o trabalho da defesa;

– Acordo de colaboração premiada de Mauro Cid: a defesa aponta “incontáveis inconsistências” nas versões do tenente-coronel e afirma que o ministro Alexandre de Moraes “extrapolou o limite legal” ao conduzir uma das audiências do acordo;

– Vício na origem: a defesa afirma que a investigação do golpe é irregular porque foi aberta com base no inquérito das milícias digitais. A investigação das milícias digitais foi instaurada de ofício pelo ministro Alexandre de Moraes a partir do compartilhamento de provas do inquérito dos atos antidemocráticos, arquivado por iniciativa da PGR. Os advogados de Braga Netto alegam que o ministro agiu irregularmente ao mandar investigar fatos que haviam sido dados como encerrados pela Procuradoria-Geral da República.

Rayssa Motta e Fausto Macedo, Estadão Conteúdo 

Em destaque

ÁGUA É DIREITO, NÃO É PALANQUE: A VERDADE SOBRE A OPERAÇÃO CARRO-PIPA EM JEREMOABO

Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Prefeitura de Jeremoabo (@prefjeremoabo) ÁGUA É DIREITO, NÃO É P...

Mais visitadas