sábado, novembro 02, 2024

Tarcísio avançou sinal ao mudar currículo sem diretrizes nacionais, dizem especialistas

 

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo
Foto: Ciete Silvério / Governo do Estado de SP

As mudanças determinadas pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) para o ensino médio e parte do fundamental com início em 2025 indicam falta de consistência e um horizonte limitado para a educação, segundo críticos, e uma aposta no reforço para competências fundamentais para outras áreas do conhecimento, para quem vê a decisão como favorável.
 

Entre as principais medidas estão a volta dos tempos de 50 minutos e seis aulas diárias, a ampliação da carga de língua portuguesa e matemática, com redução de geografia e ciências, e a redução das aulas de Projeto de Vida.
 

É consenso que o governo pode ter avançado o sinal ao fazer mais uma reforma curricular, já que os parâmetros de outra reforma, a do ensino médio, ainda estão sendo discutidos pelo Conselho Nacional de Educação e podem levar SP a novas modificações no currículo.
 

Outro consenso entre os ouvidos, desta vez positivo, é sobre a retomada dos 50 minutos de aula, que haviam sido reduzidos para 45 minutos na gestão João Doria, à época no PSDB, para encaixar uma sétima aula diária de temas como inovação e tecnologia.
 

Já o reforço em língua portuguesa e matemática divide opiniões. Para o professor da Faculdade de Educação da USP Fernando Cássio, essa opção indica um direcionamento para melhorar resultados em avaliações de desempenho das redes, como o Saeb.
 

"A toada é sempre entupir estudantes de aula de português e matemática, vislumbrando desempenho em provas de larga escala. Não é um desenho curricular preocupado com acesso ao conhecimento, nem com base nacional curricular, é estratégia para produzir resultado de avaliação", diz o pesquisador, crítico das reduções de geografia e ciências na grade curricular, o que para ele limita o acesso do aluno a outras áreas de conhecimento.
 

Já para Claudia Costin, ex-diretora global de educação do Banco Mundial e especialista em políticas educacionais, o incremento nas disciplinas é fundamental para permitir o desenvolvimento em outras áreas.
 

"Se o jovem não sabe ler e entender um texto mais complexo, não terá bom desempenho em história e geografia. Se não sabe matemática, quando chegar ao ensino médio, vai mal em química e física. E a tendência é fortalecer o pensamento matemático, não é só ensinar fórmulas."
 

A Secretaria da Educação afirmou, em nota, que as mudanças para 2025 mostram consistência e continuidade no projeto pedagógico atual, mantendo os dois itinerários formativos e o ensino técnico.
 

"A quantidade de aulas de ciências, geografia e história na nova matriz curricular está em linha com o padrão para esses componentes em outras redes, públicas e privadas."
 

A pasta chefiada por Renato Feder diz ainda que o aumento da carga de língua portuguesa e de matemática "visa preparar os estudantes em áreas que são essenciais para a vida em sociedade e adequada inserção no mundo do trabalho. Os resultados das avaliações, em SP e no Brasil, reforçam a urgência de um olhar mais enfático para esses conteúdos."
 

Para Debora Cristina Goulart, professora da Unifesp e integrante da Rede Escola Pública e Universidade (Repu), a compensação da perda em geografia com uma matéria de geopolítica para quem escolher o itinerário de humanas não resolve o problema de uma formação incompleta, algo que ela aponta ser o problema central na reforma do ensino médio.
 

"Alguém decide que quer fazer algo na área de fisioterapia ou biologia, vai para um itinerário nessas áreas, e vai perder as humanidades. Tudo bem um fisioterapeuta ou um biólogo não ter humanidades?", diz a pesquisadora. "É uma visão de formação do jovem muito medíocre e simplória."
 

A redução do Projeto de Vida, que será abordado no ensino médio em uma aula semanal no terceiro ano, pode ter sido um sinal de que essa iniciativa falhou, diz Goulart.
 

Para ela, o projeto de vida era a espinha dorsal do então novo ensino médio e previa a discussão com os estudantes do que eles poderiam escolher. "Só que o projeto de vida foi implantado em São Paulo desde o sexto ano do fundamental. Quando chegava ao ensino médio, o estudante não aguentava mais ouvir falar daquilo, era muito não conteúdo, muita não aula."
 

"Eu acho uma pena", diz Costin. "Desconfio de que tiraram por causa da necessidade de melhorar a aprendizagem, especialmente porque nós não estamos conseguindo. O resultado brasileiro no Pisa é um desastre, tanto no de língua quanto no de matemática, mas acho uma pena, eu manteria."

Arthur Lira quer uma “solução” para PL da Anistia ainda no seu mandato


Anistia: Lira diz que colocou projeto no “devido lugar” ao criar comissão  especial

Arthur Lira vai acertar com Hugo Motta a tramitação dessa anistia

Sérgio Lima
Poder360

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse que o PL da Anistia terá “solução” ainda no seu mandato. O congressista afirmou que o tema estava sendo usado na sucessão da Câmara “inapropriadamente”.

Lira criou, na segunda-feira (28.out), um grupo especial para tratar do assunto. A medida atrasa a tramitação do projeto de lei, que estava em tramitação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

APOIO A MOTTA – Dias depois, Lira anunciou o apoio à candidatura de Hugo Motta (Republicanos-PB) para sucessão na Câmara. O deputado paraibano recebeu apoio do PT e do PL e a Anistia estaria no centro das discussões.

“Um tema sensível como esse, por tudo que aconteceu, por tudo que está acontecendo, estava inapropriadamente sendo usado. Conversei tanto com um partido quanto com outro. Nós vamos dar a solução para isso dentro do meu mandato”, disse em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

O deputado afirmou que pretende manter o diálogo com todos para dar andamento ao projeto de lei. A comissão será formada por 34 integrantes indicados pelos partidos. Para iniciar os trabalhos, terá que ser instalada, depois eleger um presidente e um relator, além de criar um cronograma de debates. A votação do texto será a etapa final.

PL DA ANISTIA – Inicialmente, o texto não concedia anistia só aos presos do 8 de Janeiro, mas a “todos que tenham participado de manifestações em rodovias, frente a unidades militares ou em qualquer lugar do território nacional” a partir de 30 de outubro de 2022, data em que Lula venceu o 2º turno das eleições presidenciais contra Jair Bolsonaro (PL).

O relator da proposta, deputado Rodrigo Valadares (União Brasil-SE), retirou o trecho do projeto. O perdão só valerá agora de 8 de janeiro de 2023 até a data em que a lei entrar em vigor.

Segundo o texto, serão igualmente anuladas as “medidas de restrição de direitos”, como o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de comunicação acusados e a suspensão de perfis e contas em redes sociais.

Na 6ª feira (25.out), o STF (Supremo Tribunal Federal) condenou mais 14 acusados pela participação na invasão das sedes dos Três Poderes. O projeto de lei é mais uma forma de os congressistas de oposição avançarem contra as decisões da Corte. Na CCJ, o texto já havia sido adiado três vezes e ficado para depois das eleições municipais.

A presidente da comissão é a deputada Carol De Toni (PL-SC), da oposição, grupo que apoia o seguimento da proposta. Com a criação da comissão especial, o PL não será mais analisado pela CCJ.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, é só formar a comissão na semana que vem e iniciar os trabalhos. Na  sequência, será anexada a anistia a Bolsonaro, Mauro Cid, Braga Netto, Augusto Heleno etc. Quanto ao poético general Gonçalves Dias, que mandava servir água mineral aos invasores do Planalto, nem precisa anistiá-lo, porque o implacável Xandão esqueceu de incluí-lo. (C.N.)

Esquerda tem graves problemas a resolver, mas não consegue encontrar soluções

Publicado em 1 de novembro de 2024 por Tribuna da Internet

Charge do JCaesar | VEJA

Charge do JCaesar | VEJA

Bruno Boghossian
Folha

Depois da onda da direita de 2018, líderes da esquerda puseram sobre a mesa um problema e uma solução. Para políticos veteranos, parte do desgaste daquele ciclo era reflexo da adesão em massa a valores conservadores e da consequente rejeição ao PT e outros partidos.

Uma das propostas para sair do enrosco envolvia a redução do peso da pauta de costumes e a reconquista do eleitor pelo discurso econômico.

EFEITO LULA – Os anos se passaram, e a esquerda ancorou sua volta ao poder no personagem que simbolizava uma plataforma de transferência de renda e redução de desigualdades. Ele trazia no bolso uma carta aos evangélicos para suavizar desconfianças, além de se escorar no pilar laico da preservação da democracia.

O ambiente político atual e os últimos resultados eleitorais sugerem que a esquerda tem agora dois problemas sobre a mesa.

Acenos tímidos ao público conservador tiveram efeitos igualmente tímidos, enquanto itens do programa econômico se mostram incapazes de sensibilizar segmentos importantes.

BAIXAR O TOM – Na última década, a consolidação do eleitorado conservador fez com que alguma tensão se acumulasse na esquerda. Pragmáticos radicais diziam que era preciso baixar o tom da chamada pauta identitária para não afugentar uma parte considerável do país.

Setores ligados à defesa das minorias, por sua vez, consideravam urgente enfrentar de peito aberto o que já se transformava numa guerra cultural.

A visão do primeiro grupo prevaleceu em muitas elites partidárias, formadas por veteranos menos conectados à agenda identitária e convencidos de que a fórmula econômica era suficiente para obter vitórias políticas.

IDEIA FRÁGIL – A ideia de que ganhos de renda e outros benefícios desobstruiriam pontes com evangélicos e a classe média, porém, era mais frágil do que esses políticos pensavam.

Até aqui, ninguém encontrou um ponto de equilíbrio capaz de permitir à esquerda caminhar sobre a corda bamba da agenda de costumes sem perder sua identidade nem abandonar convicções importantes.

A busca por uma nova mensagem econômica que caia bem nas periferias urbanas e nas classes trabalhadoras representa um desafio parecido.

Anistiar Bolsonaro significa suicídio democrático e convite à baderna


Charge do dia do campinense Fred Ozanan: Anistia

Charge do Fred Ozanan (Paraíba Online)

Hélio Schwartsman
Folha

Uma pauta que irá animar o noticiário político pelos próximos tempos é a anistia aos golpistas do 8 de janeiro e, por extensão ampliada, a Jair Bolsonaro, hoje considerado inelegível pelo TSE por crimes eleitorais.

Não é exagero afirmar que essa será uma definição fundamental para o futuro político do país. Os pleitos municipais mostraram que Bolsonaro é menos forte do que se julga, mas está longe de ser uma figura sem influência eleitoral relevante.

POSSIBILIDADES – Há três cenários para 2026. Bolsonaro poderá estar preso, poderá estar solto mas sem direito de concorrer à Presidência, ou terá sido anistiado e poderá candidatar-se. Cada um deles traz implicações muito diferentes para o campo da direita e, por conseguinte, para o processo eleitoral como um todo.

Nenhum dos principais candidatos a candidato da direita deverá se colocar no jogo sem saber se o ex-presidente estará no páreo.

No mérito, não consigo conceber erro maior do que conceder um perdão a Bolsonaro. Eu diria até que, se o sistema político embarcar nessa, estará flertando com a autoaniquilação.

VULNERÁVEIS – Democracias são especialmente vulneráveis a ameaças internas, isto é, a líderes regularmente eleitos que passam a minar suas regras mais essenciais com o intuito de perpetuar-se no poder. Bolsonaro fez isso de múltiplas maneiras, da campanha para desacreditar as urnas eletrônicas à minuta de golpe, passando pela intentona do 8 de janeiro.

A principal e possivelmente a única linha de defesa do Estado de Direito contra esse tipo de empreitada é agir com rigor contra governantes que atentam contra seus princípios de modo muito escancarado e fracassam, caso de Jair Bolsonaro.

Deixar de puni-lo, tanto pelos vários crimes eleitorais, como pelos delitos penais, já seria inquietante. Conceder uma anistia, que é como dizer “nós vimos o que você fez, mas não achamos que seja grave”, seria incomensuravelmente pior. Seria um convite a próximos governantes com tendências autoritárias para atropelar as regras de que não gostem sem se preocupar com responsabilização futura.

No Brasil, a política tornou-se exercício diário do maior surrealismo do mundo


Bolsonaro e Lula se enfrentam em último debate nesta sexta-feira | CNN Brasil

Lula e Bolsonaro são grandes mestres no surrealismo da política

Carlos Newton

Já dissemos aqui na Tribuna da Internet que não mais existem brasilianistas por essas bandas. Até recentemente parecia uma praga. A política brasileira era acompanhada por um número enorme de observadores internacionais, que se surpreendiam com a sucessão da acontecimentos surrealistas. De tal maneira que eles acabaram desistindo de tentar entender a política aqui no mais importante país debaixo do Equador.

Realmente, não dá para comparar com nenhum outro fenômeno mundial. Vejam agora o que está acontecendo com o projeto que anistia os perigosos “terroristas” do 9 de Janeiro.

DURO DE ACEITAR – As pessoas normais, digamos assim, não conseguem compreender nem aceitar que de repente se tenha começado a falar na anistia, com a situação evoluindo velozmente de um dia para outro. Então, digamos que é resultado de uma evolução astrológica, com vários assuntos entrando em linha e cada um influenciando o outro.

O primeiro fato é que Jair Bolsonaro quer ser candidato de qualquer jeito e a única saída para ele é a anistia. Ao mesmo tempo, Lula caiu no banheiro, quebrou a cabeça e…acordou, ao invés de desmaiar. De repente, percebeu que está velho demais e pode não aguentar o tranco de uma nova campanha.

Nessas condições, como enfrentar um candidato jovem e forte, como Tarcísio de Freitas, chancelado pelo maior partido evangélico do país?

PT TAMBÉM ACORDA – Ao mesmo tempo, o PT também acordou e percebeu que não tem candidato que possa substituir Lula numa emergência. Assim, a solução seria lançar o próprio Lula contra Bolsonaro, porque a possibilidade de vitória seria muito maior, sem Tarcísio na disputa.

Mas acontece que Bolsonaro está inelegível, diria o conselheiro Acácio, personagem de Eça de Queiroz. Ora, é para isso que existem os três poderes, operando em ritmo de lavandaria. O Congresso lava, o Executivo enxágua, o Supremo passa a ferro – e o candidato imundo fica pronto para outra.

Não foi assim que passaram alvejante em Lula da Silva em 2021, deixando-o limpinho para a campanha? E não está sendo assim agora com José Dirceu, que está sendo recuperado para  trabalhar novamente com Lula, embora estejam rompidos desde 2015?

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P.S.
 – Isso é política ou surrealismo? Não sei. Chamar de política seria esculhambar a democracia e o barão de Montesquieu. Dizer que é surrealismo significaria desconsiderar importantes escritores e artistas que fizeram história no século passado. Assim, a conclusão mais direta é dizer que, no Brasil do século 21, o que parece surreal é apenas o dia-a-dia da política. (C.N.)

Bolsonaro acredita que será anistiado, mas quadro que se desenha para 2026 segue restrito

Publicado em 2 de novembro de 2024 por Tribuna da Internet


sexta-feira, novembro 01, 2024

Semana da Cultura Evangélica agita a cidade de Vitória da Conquista

 





O evento que acontece entre os dias 01 a 09 de novembro com programação variada,  também receberá nomes da música gospel nacional, Theo Rubia, Lukas Agustinho e Jefferson e Sullen.

A cidade de Vitória da Conquista recebe entre os dias 01 a 09 de novembro, a 18ª edição da Semana da Cultura Evangélica.

Abertura da programação acontece nesta sexta - feira (01/11), às 19h, com um culto cívico na Igreja Metodista Sede, a partir das 19h. No sábado (02/11), o cantor Theo Rubia se apresenta no "encontrão", de jovens e adolescentes, que acontece no Ginásio Sião, já os cantores Lukas Agustinho, e Jefferson e Sullen se apresentam no encerramento das atividades da semana da cultura evangélica (09/11), após a grande Marcha Pra Jesus, que terá várias atrações locais. 

Vale destacar que a 18ª edição da Semana da Cultura Evangélica de Vitória da  Conquista é uma realização da Associação de Pastores de Vitória de Conquista (APEVIC) e tem apoio do Governo do Estado da Bahia. 

Programacão

A Semana da Cultura Evangélica irá movimentar a Suiça Baiana. Além das reuniões, cultos, apresentações musicais, também acontecerá atividades esportivas: copa masculina e feminina de futebol, vôlei de areia, "ciclismo pedalando com Jesus", copa cristão, kids de Jiu - Jitsu, dentre outras atividades.

Serviço:

O quê: 18ª edição da Semana da Cultura Evangélica / Vitória da Conquista.

Quando: Abertura dia 01/11 até 09/11.

Onde: Metodista Sede.

Confira a programação na íntegra no Instagram.

@apevic.oficial

Pauta enviada pelo Jornalista Fábio Almeida

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