terça-feira, outubro 29, 2024

Para apoiar Alcolumbre e Motta, Bolsonaro vai até o Senado negociar anistia a ele próprio

 Foto: Pedro França/Agência Senado

Bolsonaro dá entrevista coletiva sobre anistia ao 8/1 e sucessão após reunião com senadores da oposição29 de outubro de 2024 | 19:45

Para apoiar Alcolumbre e Motta, Bolsonaro vai até o Senado negociar anistia a ele próprio

brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve na tarde desta terça-feira (29) no Senado para negociar o apoio do PL às candidaturas de Davi Alcolumbre (União Brasil) e Hugo Motta (Republicanos-PB) às presidências do Senado e da Câmara, respectivamente.

Na saída da reunião, defendeu enfaticamente a anistia aos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e a ele próprio, que está inelegível devido a duas decisões da Justiça Eleitoral.

“Foi um julgamento político [a inelegibilidade] e estamos buscando maneiras de desfazer isso aí. A prioridade nossa é o pessoal que está preso, eu sou o segundo plano”, afirmou Bolsonaro.

Após derrotas e questionamento à sua liderança no campo conservador nas eleições, o ex-presidente disse também não enxergar a hipótese de uma direita sem ele.

“Já tentaram várias vezes, não conseguiram”, afirmou.

Ao ser questionado diretamente se colocou a sua própria anistia como condicionante ao apoio a Alcolumbre e Motta, ele negou, mas disse que há acordos que são feitos apenas cara a cara, sem formalização.

“Não tem condicional nenhuma. Tem certos, acordos, não vou enganar vocês, que a gente faz no tête-à-tête, não tem nada escrito, nem passa para fora. O que a gente quer é solução”.

Em outro ponto da entrevista, admitiu ter conversado sobre sua anistia nas negociações. “A gente conversa, poxa, na mesa [de negociação] é igual namoro, você conversa tudo, vou casar: vai ter filho, não vai ter filho, vai morar onde, o que você tem, o que você não tem”, disse, acrescentando que a resposta que teve da cúpula do Congresso foi positiva.

“Em um namoro, você tem quase tudo sim, ou não é? Ou você namorou diferente de mim? Então, tá indo bem”.

O PL tem a maior bancada da Câmara, com 92 das 513 cadeiras. No Senado, tem 14 dos 81 senadores, menos apenas que o PSD, que tem 15.

Bolsonaro também disse ter conversado nesta segunda com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e apoiou a decisão do parlamentar de retirar da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e colocar em uma comissão especial o projeto de anistia aos participantes do 8 de janeiro.

Indagado se se a comissão seria para “enterrar a anistia”, respondeu que “muito pelo contrário”.

“Arthur Lira não está impondo nada para mim nem eu para ele. Em comum acordo, uma das alternativas foi a criação da comissão. O que o pessoal pretende ao criar a comissão é trazer para cá os órfãos de pais vivos”, disse o ex-presidente.

Segundo ele, se a comissão conseguir cumprir seus prazos, o tema pode ser votado ainda neste ano.

Outro argumento usado pelo ex-presidente para defender o perdão a si próprio e, por consequência, a sua candidatura em 2026, foi a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de anular todas as condenações do ex-juiz e hoje senador Sergio Moro (União Brasil) contra o ex-ministro José Dirceu na Lava Jato.

“José Dirceu está livre de tudo, o mentor de tudo o que há de errado no Brasil, não só no tocante à corrupção, é José Dirceu, e ele está elegível, ele pode ser candidato a deputado federal”.

A ideia dos aliados do ex-presidente é incluir o perdão a ele no projeto durante a tramitação.

“Entendemos que o 8 de janeiro não foi uma tentativa de golpe, muito menos armada. Tem gente inocente, gente que tem seis filhos, é uma questão humanitária”.

As eleições para o comando da Câmara e do Senado ocorrem em fevereiro. Alcolumbre e Motta são favoritos.

Bolsonaro indicou que o PL deve apoiar os dois nomes, possivelmente nesta quarta-feira (30).

“Sabemos da força do Alcolumbre, que ele deve ser o presidente no futuro”, disse, lembrando que a decisão do PL de confrontar a candidatura de Rodrigo Pacheco (PSD) à presidência do Senado em 2023 deixou o partido sem cargos na Mesa Diretora e nas comissões.

Bolsonaro também disse que não exigiu a relatoria do projeto sobre anistia e ironizou, afirmando que ela poderia ser dada até aos seus adversários.

“Nós não queremos paternidade, quero que alguém do PT seja o pai da anistia, gostaria de que o Lula tomasse a iniciativa de anistiar. Com todos os defeitos que ele tem, será que ele não tem coração também, não sabe quem está preso? São pessoas humildes”.

Declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até 2030 por ataques e mentiras sobre o sistema eleitoral, o ex-presidente foi indiciado neste ano pela Polícia Federal em inquéritos sobre as joias e a falsificação de certificados de vacinas contra a Covid. Ele também é alvo de outras investigações.

Caso seja processado e condenado pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito e associação criminosa, poderá pegar uma pena de até 23 anos de prisão e ficar inelegível por mais de 30 anos.

Racha na direita

Também no Senado, o presidente respondeu as críticas que recebeu de outros políticos da direita durante as eleições.

“Esses caras juntam quantas pessoas no aeroporto, em um bate-papo em qualquer lugar do Brasil? Não sabem a linguagem do povo. Muitos têm uma utopia. Todos que tentaram se arvorar como líder através de ‘likes’ e de lacração não chegaram a lugar nenhum”, disse, sem se referir a nomes. “São conhecidos como estrategistas intergalácticos”.

O ex-presidente teve a sua liderança contestada de forma robusta com a candidatura de Pablo Marçal (PRTB) à Prefeitura de São Paulo.

No segundo turno, sofreu diversas derrotas em cidades em que se empenhou massivamente, entre elas Goiânia, onde seu candidato perdeu para o do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), com quem travou uma queda de braço particular.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o governador disse que a eleição aplicou uma lição a Bolsonaro e que o país está cansado do seu jeito de fazer política.

“O Caiado é uma pessoa que, se você desagrada, ele vira seu inimigo. Por quatro vezes quando eu estava na Presidência, ele rompeu comigo. Na eleição agora, ele tinha um candidato, eu tinha outro. Enfrentemos a máquina do governo do estado, a máquina da prefeitura, e uma busca e apreensão inexplicável na sexta-feira antes da eleição”, afirmou Bolsonaro nesta terça, se referindo à medida contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) por suspeita de desvio da cota parlamentar.

Outro “aliado-desafeto” sobre quem Bolsonaro teceu comentários nesta terça foi o pastor Silas Malafaia, que na eleição chegou a exclamar “que porcaria de líder é esse” ao falar sobre o titubeio de Bolsonaro na eleição de São Paulo.

O ex-presidente disse que ficou chateado com Malafaia, mas que mandou “coraçãozinho” em reposta e que, para ele, está tudo bem.

Ranier Bragon/Thaísa Oliveira/FolhapressPoliticaLivre

Eleição demonstrou que existe um sentimento de repúdio à política e aos três poderes

Publicado em 29 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

O voto em branco - Espaço Vital

Charge do Duke (O Tempo)

Roberto Nascimento

Uma coisa é unânime, entre gregos e troianos. Os dois maiores líderes nacionais, são Lula da Silva e Jair Bolsonaro, os outros estão na parte de baixo da tabela. Por enquanto, é claro.

O Brasil não é para principiantes. O alto índice de votos brancos e nulos, principalmente no segundo turno, é exemplo claro da insatisfação da sociedade com os políticos, magistrados e administradores públicos.

TUDO ERRADO – Há um clima de revolta contra as ações corporativas, a leniência com a corrupção nos três poderes, o orçamento secreto, com emendas de bancada e emendas PIX, além da roubalheira sem precedentes em governos estaduais, prefeituras, assembleias legislativas e câmaras municipais, enquanto o eleitor luta para sustentar a família e sofre com o péssimo atendimento público, sobretudo nas filas dos transportes e no terrível atendimento nas emergências e nos hospitais públicos lotados.

Tudo isso vem resultando no fortalecimento da direita e no sentimento antipetista, demonstrados no troco da sociedade nas urnas.

Pessoalmente, eu já começo a considerar e advogar a anistia para Bolsonaro disputar as eleições de 2026, como uma medida que se impõe, justificando a marca da sociedade brasileira de pacificação entre suas correntes políticas e libertando os manifestantes do 8 de Janeiro.

ATOS GOLPISTAS – Importante salientar que os inquéritos sobre os atos golpistas estão em fase de conclusão e quando forem entregues pela Polícia Federal ao relator Alexandre de Moraes para decisão, o plenário do Supremo se manifestará votando com o ministro ou não, porque a pressão pela anistia aumenta progressivamente.

Assim, mesmo na hipótese de uma nova condenação de Bolsonaro, o Congresso pode optar por uma anistia, ampla, geral e irrestrita.

O fato é que a decepção com a política é cada vez maior. Exemplo solar, o eleitor paulista disparou sua inconformidade com uma abstenção em massa. Mais de 3 milhões de paulistanos se abstiveram do direito ao voto, ultrapassando a votação do prefeito eleito, Ricardo Nunes, que somou 3 milhões e pouquinho.

HÁ CONTROVÉRSIAS – A alegria, o riso nervoso, os pulos, os abraços no comício da vitória, tudo isso não se coaduna com a rejeição do povo da maior metrópole do país ao prefeito eleito e ao adversário, Boulos, que perdeu para a rejeição, manchado pela alcunha de radical, colocada na testa dele pelos adversários devido a seu passado de invasões sociais de casas e apartamentos.

Em Porto Alegre, os gaúchos preferiram votar no candidato inoperante das inundações, um prefeito apático e mal gestor nas calamidades, do que na deputada Maria do Rosário, do PT, porque ela também é identificada como radical de esquerda.

O mesmo fenômeno ocorreu em outras grandes cidades, no segundo turno, porque está acontecendo uma aversão medonha à política, mais notadamente aos corruptos e radicais de esquerda. Os políticos sabem o que fizeram no verão passado, mas ignoraram que o povo poderia lembrar de tudo que eles têm aprontado.


Lira cria comissão para analisar PL da Anistia

 Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira29 de outubro de 2024 | 13:22

Lira cria comissão para analisar PL da Anistia

brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL) criou nesta terça-feira (29) uma comissão especial para analisar o projeto de lei 2.858 de 2022, que concede anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Com a criação da comissão, a tramitação do projeto pode se arrastar por até 40 sessões do plenário da Casa, atrasando uma possível aprovação da medida.

O presidente afirmou que a comissão seguirá rigorosamente os ritos e prazos regimentais. “Sempre com a responsabilidade e o respeito que são próprios deste Parlamento. E também nessa temática, é preciso buscar a formação de eventual convergência.”
“O tema deve ser devidamente debatido pela Casa.

Mas não pode jamais, pela sua complexidade, se converter em indevido elemento de disputa política, especialmente no contexto das eleições futuras para a Mesa Diretora da Câmara”, disse Lira.

Com a decisão, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara cancelou a sessão prevista para votar o projeto na tarde de hoje.

Tentativa de golpe

No dia 8 de janeiro de 2023, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, pedindo a adoção de um golpe militar no Brasil. Grupos inconformados com a vitória na eleição presidencial por Luiz Inácio Lula da Silva vinham, desde o dia 30 de outubro de 2022, acampando em frente aos quartéis pedindo às Forças Armadas que impedissem a posse do novo presidente eleito.

Pessoas envolvidas nos protestos, no financiamento ou na organização dos atos vêm sendo condenadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por, entre outros delitos, o de tentativa de golpe de Estado.

O parecer de Valadares argumenta que as condenações são injustas, não houve tentativa de golpe no dia 8 de janeiro “devido à falta de liderança e a ausência de apoio militar” e que aquelas pessoas “não souberam naquele momento expressar seu anseio”.

Se aprovada, a lei pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que também é investigado nos inquéritos que apuram o 8 de janeiro.

Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil, anistiar crimes contra a democracia é inconstitucional. “Essas pessoas estão sendo processadas e julgadas no STF. Se o Congresso resolver dar anistia a essas pessoas, ele está claramente fazendo uma invasão de uma competência que é do Supremo”, afirmou a jurista Tânia Maria de Oliveira, da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD).

No Brasil, é crime tentar depor, por meio da violência ou de grave ameaça, o governo legitimamente constituído ou impedir e restringir o exercício dos poderes constitucionais, conforme define a Lei 14.197/2021.

Essa legislação também considera crime incitar, publicamente, a animosidade entre as Forças Armadas e os demais poderes constitucionais. As penas variam e podem chegar a 12 anos de prisão.

Agência BrasilPoliticalivre

Bolsonaro faz balanço das eleições: “O PT morreu, só falta jogar a terra”

Publicado em 29 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

Gostaria que saíssem às ruas como eu', responde Bolsonaro a Maia e  Alcolumbre | CNN Brasil

Bolsonaro diz que Lula não tem coragem para andar na rua

Deu em O Globo

Após o segundo turno das eleições municipais, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o resultado apontado pelas urnas representa uma vitória para a direita. O antigo chefe do Executivo disse também que o “PT morreu” ao comentar a derrota do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo.

— Em São Paulo, foi muito bom. A vitória foi do povo conservador, da direita, do povo de bem. Eu estou feliz! Cada vez mais a população se afasta do mal, do vermelho, que aflige o mundo todo. O PT morreu. Já desceram o caixão. Só falta jogar a terra na catacumba — afirmou Bolsonaro à CNN.

DERROTAS – O ex-presidente também comentou os resultados desfavoráveis em Fortaleza e Goiânia. Segundo Bolsonaro, a perda em algumas cidades teve gosto de vitória.

— Em Fortaleza, tivemos um jovem que arrastou multidão, lutando contra a máquina. A capital está totalmente dividida. Foi uma derrota com sabor de vitória, porque a diferença foi pouca — disse. — Em Goiânia, uma operação da PF, quase às vésperas da eleição, atrapalhou, é evidente. Mas agora é olhar para a frente.

Partidos que mais participaram de disputas de segundo turno no domingo, o PL e o PT foram também os que amargaram mais derrotas.

RESULTADOS – A legenda de Bolsonaro, que tinha 22 candidatos disputando prefeituras no segundo turno, elegeu seis e viu 15 saírem derrotados. Já a sigla do presidente Lula, que ainda tinha 13 candidatos nas disputas, conseguiu vitórias em quatro cidades e teve derrotas em nove.

Das 15 derrotas do PL no segundo turno, sete ocorreram em capitais, incluindo locais como Goiânia, Belo Horizonte e Palmas, onde Bolsonaro se empenhou diretamente nas disputas.

O partido de Bolsonaro também foi derrotado em colégios eleitorais relevantes de seus estados, como Santos (SP) e Santarém (PA), que foram visitados pelo ex-presidente na reta final da campanha.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Bolsonaro está enganado. O PT não morreu. Somente morrerá quando Lula passar desta para a melhor, e isso só vai acontecer porque ele não permitiu o surgimento de herdeiros políticos, e os filhos verdadeiros querem distância dele. (C.N.)

Quando Gleisi quer regulação das redes, o que ela pretende é aprovar a censura

Publicado em 29 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

Ministro de Lula é criticado por Gleisi Hoffmann por fala sobre desempenho  do PT nas eleições municipais - Blog do BG

Gleisi Hoffmann tenta explicar e justificar a derrota do PT

Victor Ohana e Iander Porcella
(Broadcast)

Após as eleições municipais em que seu partido teve desempenho abaixo do que esperava, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, defendeu regulação das redes sociais para que a esquerda deixe de ser “massacrada”. A dirigente petista afirmou ainda que o PT “paga um preço” nas eleições municipais pela formação de uma frente ampla no governo federal.

A declaração ocorreu nesta segunda-feira, 28, na sede do diretório nacional do PT, em Brasília, após uma reunião da Executiva e da bancada de parlamentares do partido. “É óbvio que, por ter a Presidência da República, havia uma expectativa de o PT ter números maiores do que teve”, disse.

PROTAGONISMO – Gleisi afirmou que vê como necessidade para o PT e a esquerda ter mais protagonismo nos municípios, mas ponderou que “nunca foi o forte” desse campo político ganhar a maioria das eleições locais.

“Embora tenhamos administrado muitos municípios, a verdade é que nós temos um projeto nacional. Mas precisamos atentar para o que é necessário melhorar, enquanto partido e enquanto governo”, declarou.

A petista acrescentou: “É importante frisar que a gente faz parte de um governo de coalizão. Então, o PT também paga um preço por isso, porque muitos aliados no plano nacional são os que disputam conosco no plano local”.

DERROTA NATURAL – A presidente do PT também ressaltou o alto índice de reeleição, o que faz o partido ver como “natural” que os candidatos que disputaram contra petistas terminassem vitoriosos.

O partido elegeu 252 prefeitos, 69 a mais do que em 2020, e 290 vice-prefeitos, 84 a mais que na eleição municipal anterior. No 2º turno, o PT disputou eleições em 13 municípios e venceu em quatro: Fortaleza (CE), Camaçari (BA), Pelotas (RS) e Mauá (SP).

O destaque vai para a vitória de Evandro Leitão (PT) em Fortaleza, a única capital conquistada pelo partido neste ano, sendo que em 2020 a legenda não teve nenhuma. A sigla também disse ter eleito 3.129 vereadores, 466 a mais que o último pleito.

“REGULAÇÃO” – Gleisi defendeu a regulação das redes sociais. Ela admitiu que o partido tinha expectativas de resultados melhores nas eleições municipais deste ano.

“Claro que vocês vão perguntar: o PT precisa modernizar e ampliar o seu discurso. Eu ouço muito isso. É verdade, nós precisamos modernizar e ampliar nosso discurso, sem perder de vista os princípios e o programa que nos trouxe até aqui”, afirmou.

Gleisi prosseguiu: “Tem uma base que veio conosco até aqui e enfrentou os piores momentos, quando nós estávamos nos piores momentos. Não é esquecendo que a gente vai ampliar”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, quando Gleisi Hoffmann fala em “regularizar” ou “regulamentar”, na verdade está querendo “censurar” as redes sociais, mas isso não funciona em democracia, somente nas ditaduras. Mas é surrealismo puro ver o PT defender censura. A que ponto chegamos… (C.N.) 

Bolsonaro inelegível boicota Tarcísio e já indica um filho como candidato


Valdemar Costa Neto comanda ala da direita que conseguiu êxitos na eleição de 2024, como a costura que incluiu Tarcísio de Freitas e Bolsonaro na chapa de Ricardo NunesCarlos Andreazza
Estadão

Guilherme Boulos sai menor das urnas. Teve o apoio do PT e muita grana para campanha. Colheu a mesma votação de 2020. O teto da rejeição se lhe impôs. Parece limitação incontornável – comunica a incompetência.

Foram quatro anos e nenhum programa para minimizar a imagem negativa, sendo estarrecedor haver quem supusesse que algo positivo poderia ser extraído da submissão desesperada à sabatina com Marçal.

TREMENDA SOLIDÃO – Boulos sai também sozinho. A lavação de roupa suja petista, processo delirante, já atribui o revés ao que seria escolha errada de candidato; como se o PT contasse, em seu deserto de renovação, com opção paulistana competitiva; e como se o partido não tivesse se lançado a enfrentar o prefeito da tragédia em Porto Alegre com a única candidata que o faria menos rejeitado. Sebastião Melo venceu no Sul.

Ricardo Nunes, em São Paulo. Seu papel doravante sendo o de amarrar o MDB ao plano de Tarcísio de Freitas e lhe garantir espaços à acomodação de aliados. O prefeito reeleito foi corpo para um projeto-piloto. Que reuniu o conjunto heterogêneo de jogadores de que o governador precisará em 26.

Estavam lá o bolsonarismo, a direita Valdemar – aquela, oportunista e ilegítima, que paga casa e salário ao mito – e o PSD de Kassab, líder de um bloco de centro que, lendo o ritmo das marés, ora pende à direita e é financiado pelo fundo eleitoral paralelo em que se constituíram as emendas parlamentares. Grupo de equilíbrio precário.

TUDO AMARRADO – O “líder maior” Tarcísio – definição de Nunes – é subordinado ao líder maior inelegível, Bolsonaro, de quem precisa tanto quanto de Kassab. Gestão difícil. Não à toa acarinha frequentemente o bolsonarismo.

Foi o que fez, urnas ainda abertas, ao instrumentalizar a condição de governador para divulgar – sem apresentar provas – o que seria “salve” do PCC pela candidatura de Boulos.

Barbaridades assim podem não ser suficientes. Porque há desconfianças, no bolsonarismo, sobre o bolsonarista Tarcísio, que estaria mais para direita Valdemar. E precisará também de sorte. Para que não lhe apareça um desafiante à moda Marçal, agente que denuncia a associação a Kassab, afrouxa o controle da família Bolsonaro sobre o rebanho e faz se insinuar um bolsonarismo sem Bolsonaro.

DIREITA VALDEMAR – Bolsonaro não foi vencedor agora em 2024. Ou seja, as vitórias do ex-presidente estariam contidas no êxito da direita Valdemar.

Bolsonaro está contido na direita Valdemar. O bolsonarismo, desconfortável com isso. O sangue da inelegibilidade do mito está na água e os nikolas farejam.

Bolsonaro reage aos ensaios de autonomia demarcando território e se apregoando como o candidato da direita em 26. Candidato que não será. Candidato – candidatos – que haverá.


Demissões Estratégicas e Exploração Política: A Realidade dos Contratados em Jeremoabo que provavelmenet acontecerá a partie de 01.11.2024

Essa era a gestão que pretendia continuar administrando o dinheiro público em Jeremoabo. Ainda assim, há quem insista em dizer que uma "nova luz" ou um "novo líder" surgiu na cidade. Só mesmo Deus para intervir.

O cenário quevocê descrevo do que irá acontecer logo mais em Jeremoabo é um reflexo de práticas administrativas que, infelizmente, ainda ocorrem em várias regiões. A prática de demitir servidores contratados no final de cada ano para evitar o pagamento de direitos como o 13º salário e férias expõe a vulnerabilidade desses trabalhadores e a fragilidade das normas de contratação na administração pública local.

A questão vai além da mera redução de despesas, pois, ao demitir e recontratar de maneira recorrente, cria-se uma dependência quase forçada entre os trabalhadores e os gestores, onde muitos aceitam a incerteza e a falta de direitos pela promessa (ou esperança) de serem recontratados no próximo ano. Essa “dança de cadeiras” anual é prejudicial, não só para os funcionários que vivem na instabilidade, mas também para a qualidade dos serviços oferecidos à população, já que a rotatividade prejudica a continuidade de projetos e programas públicos.

Neste ano, a situação ganha contornos ainda mais preocupantes, dado o uso político do emprego temporário. A obrigatoriedade de participação em eventos de campanha, com a promessa de recontratação, coloca em jogo a liberdade e a dignidade do trabalhador. A alegação de demissão por “ordem da justiça” soa mais como uma desculpa para mascarar escolhas políticas. E, ao mesmo tempo, a incorporação de parentes e amigos via concurso público, em detrimento de contratados, revela um favorecimento típico de gestões comprometidas com benefícios próprios.

"Foi Hitler que em 1925 no seu livro Mein Kampf escreveu o princípio cardinal da propaganda nazi: “As massas serão mais facilmente vítimas de uma grande mentira que de uma pequena”, e isto é ainda válido nos dias de hoje". 

O paralelo que você faço com a frase de Hitler é significativo, destacando como a manipulação da verdade – ou a construção de uma narrativa conveniente para o poder – pode controlar a percepção das pessoas. Esse tipo de manipulação, aliada a práticas de exclusão e exploração, mostra que, mesmo em tempos de transparência e acesso à informação, ainda há espaço para a opressão e o descaso.

Atuação do SINPROJER Expondo Fraudes no Concurso Público de Jeremoabo

 

Quero atarvés desse texto reconhecer o papel fundamental do Sindicato dos Profissionais de Jeremoabo (SINPROJER), sob a liderança de Gilmar Bomfim, na luta contra práticas irregulares na administração pública local, especialmente em relação ao concurso público do município, que teria sido marcado por fraudes. De acordo com a mensagem, esse concurso teria sido conduzido com o objetivo de favorecer familiares e aliados do prefeito e do secretário de Administração. O sindicato se destacou por sua persistência e compromisso com a defesa dos interesses dos servidores e professores, denunciando desde o início as irregularidades presentes no edital, que violavam a Nova Lei de Licitações. Mesmo após a convocação dos aprovados, o SINPROJER reforçou as denúncias, apontando que a medida desrespeitava a Lei de Responsabilidade Fiscal e a legislação eleitoral.

O vídeo mencionado parece servir como um registro das consequências dessa denúncia e como evidência das práticas questionáveis da gestão municipal. Ao parabenizar o SINPROJER, o texto reafirma a importância de uma atuação sindical vigilante e proativa na defesa dos direitos dos trabalhadores, destacando a necessidade de resistência e de mobilização contra atitudes imorais e ilegais na administração pública.

Nota da redação deste Blog - Modéstia à parte, desde a publicação do edital, alertamos aqui no blogdedemontalvao que ele violava a Nova Lei de Licitações. Persistimos nas denúncias sobre essas irregularidades e, após a convocação dos aprovados, reforçamos que o processo era não apenas imoral, mas também ilegal, pois desrespeitava a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei das Eleições

A recente decisão da Desembargadora do TJBA representa um golpe decisivo nas pretensões do prefeito Deri do Paloma e de seu secretário de Administração, adicionando mais uma derrota à sua lista. Esse vídeo, por analogia, serve como prova clara de todas as irregularidades que marcaram o concurso fraudulento em Jeremoabo.




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