segunda-feira, março 25, 2024

Entenda a dificuldade de Moraes para conseguir condenar Bolsonaro e os generais


A face positiva da polarização política - 27/08/2019 - Opinião - Folha

Charge do Hubert (Folha)

Carlos Newton

Promovida no Supremo Tribunal Federal sob os auspícios do inquérito do fim do mundo (aquele que não acaba nunca nem respeita as normas processuais), a investigação do golpe institucional à brasileira parece não ter medo do ridículo.

Para levar a cabo a apuração desses fatos gravíssimos, é preciso definir muito bem as coisas, porque no Direito Universal não se pune planejamento do crime. É precisa haver a tentativa de consumá-lo, para que ocorra condenação. Trata-se de uma regra clara, tipo cláusula pétrea, que qualquer estudante entende.

NA FORMA DA LEI – No caso do golpe à brasileira, a força-tarefa do ministro Alexandre de Moraes e a Polícia Federal estão procurando brechas na lei que possibilitem condenação do planejamento. Já abriram a primeira brecha, ao impor uma interpretação ilegal e impiedosa no julgamento dos invasores do 8 de janeiro, que foram enquadrados ilegalmente como terroristas e estão recebendo penas verdadeiramente abusivas.

O critério de Alexandre de Moraes é patético, considera o réu como terrorista mesmo que não tenha sido preso em flagrante de vandalismo e não exista qaulquer prova testemunhal ou material. É algo jamais visto em nenhum país tido como civilizado. Em 1935, o ditador Getúlio Vargas não agiu assim na condenação dos rebeldes comunistas da Intentona, quando houve cerca de 120 mortos e 300 feridos. Pelo contrário, foi piedoso e concliliador.

Mas o ministro-relator-vítima-juiz Moraes não pensa assim e pretende penas ainda maiores para os líderes do golpe do 8 de janeiro. Bem, se ainda estivesse entre nós, o grande jornalista Helio Fernandes iria logo ironizá-lo, sugerindo “prisão perpétua seguida de pena de morte”…

ÚNICA BRECHA – Na forma da lei, para condenar os líderes, o múltiplo Moraes terá de enquadrá-los na brecha do “iter criminis” (caminho do crime). Isso significa que, além de planejar, o réu tentou consumar o crime, através de alguma medida concreta no caminho do crime. É muito difícil caracterizar essa medida concreta no presente caso, porque é preciso atender a alguns critérios.

Por exemplo: 1) Onde ocorreu a tentativa do golpe? 2) A que horas? Foi de manhã, à tarde ou à noite? 3) Quem participou da ação? 4) Os golpistas dispunham de quais armamentos? 5) Como seria a deposição do governante? 6) Legislativo e Judiciário teriam suspensas suas atividades? 7) A Forças Armadas estariam participando, ou teriam de ser atacados os quarteis militares e da polícia? 8) Neste caso, atacados por quem?

Nota-se que é juridicamente impossível cumprir esses pré-requisitos para enquadrar os réus no “caminho do crime”. porque eles pararam ainda na fase de planejamento. Foram “covardões”, como diria Lula da Silva, simplificando o ato.

NA VIDA REAL – Bem, estamos raciocinando sobre o que dizem as leis, criadas para harmonizar os conflitos e possibilitar a vida em sociedade. Mas é evidente que na Justiça de hoje, tudo é possível. Para libertar Lula em 2019, por exemplo, o Supremo transformou o Brasil no único país do mundo que não prende criminoso condenado em segunda instância, uma situação humilhante e vexaminosa.

O exemplo é José Dirceu, recentemente condenado a 27 anos e 1 mês pelo STJ, que continua livre e despreocupado, usufruindo do enriquecimento ilícito e até comemorando seu aniversário com a presença de 500 convidados especiais, entre eles o vice Geraldo Alckmin e o presidente da Câmara, Arthur Lira, vejam a que ponto chegamos.

No Brasil de hoje, a lei não vale nada. O que está em vigor é a polarização, em que as partes se odeiam e desprezam qualquer sentimento democrático. Bolsonaristas e lulistas nem percebem que são iguais, movidos por um ódio que não nos levará a lugar nenhum.

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P.S. –
 Como todos os demais brasileiros, tenho parentes e amigos bolsonaristas e lulistas. Espero que eles me perdoem por ser independente e defender a aplicação correta das leis, porque respeitá-las é a única forma de vivermos numa sociedade democrática. A polarização nos faz tanto mal que nem percebemos quando chegamos a ponto de defender o descumprimento das leis. (C.N)


Atos desconexos de Lula comprovam que a polarização é um dilema para ele

Publicado em 25 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Lula de calcinha

Tese de Lula sobre a calcinha das mulheres fez muito sucesso

Igor Gielow
Folha

Os previsivelmente desconexos e esvaziados atos da esquerda contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) neste sábado (23) são menos relevantes no contexto das potencialidades dos campos rivais da polarização brasileira, mas retratam um dilema colocado à frente de Lula (PT).

Desde que assumiu o governo, com a grande ajuda dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, o presidente aposta sistematicamente na divisão do eleitorado para manter sua base de apoio magnetizada.

ESPANTALHO – Bolsonaro, mesmo tendo perdido os direitos políticos até 2030, é tratado como ameaça existencial. Com isso, o governo gira politicamente em torno da manutenção desse espantalho. Nada de novo aqui: o ex-presidente fez o mesmo com Lula ao longo de seu mandato.

Não só: ambos os líderes jogam uma partida de retroalimentação da importância do rival. O resultado fica evidente na constante polarização do país registrada pelo Datafolha, que na mais recente pesquisa mostrou o mesmo nível de divisão do eleitorado —no caso, 41% se dizem muito ou algo petistas, 30% o mesmo no registro bolsonarista.

Restam espremidos e órfãos 21% dos que se declaram neutros, exatamente o lago em que ambos os grupos terão de pescar votos nos pleitos futuros.

DECEPÇÃO – Lula tem decepcionado sequencialmente seus seguidores mais inflamados à esquerda, que vinham sendo alimentados pela influência da primeira-dama Janja na modulação mais agressiva do petista neste terceiro mandato. Da Ucrânia a Gaza, passando pela Lava Jato e a ditadura venezuelana, ele tocou violino para as franjas radicais.

Mas na hora de falar dos 60 anos do golpe militar que, no fim dos anos 1970, o viu ser gerado como ator político, Lula baixou a bola. O faz em nome de uma estabilidade tensa com os militares, já pressionados pelas investigações da trama golpista do bolsonarismo, e frustrou sua base.

Há o pragmatismo que sempre marcou Lula muito mais que qualquer esquerdismo no cálculo, mas talvez também a percepção de que a tática de usar a polarização tem favorecido mais Bolsonaro do que ele. Novamente, o Datafolha oferece uma bússola.

SINAL DE ALERTA – Na mais recente pesquisa, as curvas de aprovação e reprovação do presidente se aproximaram. Nenhuma tragédia, mas o sinal de alerta está ligado do ponto de vista estratégico, mirando o pleito de 2026.

Em um ano, o desgaste de um governo que traz bons indicadores econômicos, mas que tem se fiado mais numa querela com o rival do que em apresentar um programa que pareça ter sido feito nos anos 2020, se faz evidente.

Isso sugere a razão do abandono à própria sorte dos atos por Lula. O petista pode ter percebido que a obsessão mutuamente assegurada com Bolsonaro talvez não lhe seja mais tão vantajosa, enquanto mantém o encurralado ex-presidente com musculatura pública.

DIREITA NA RUA -Para piorar, há o fato inescapável de que a rua virou território da direita de classe média no Brasil desde que a energia liberada de forma descontrolada nos atos de 2013 virou combustível para o impeachment de Dilma Rousseff (PT) três anos depois. A esquerda, que vivia da fama de dominar esse território por meio de sindicatos e ONGs, nunca se recuperou.

Houve, claro, momentos em que as “Paulistas” ficaram vermelhas e, principalmente, o apoio a Lula o levou de volta à Presidência. Os autodeclarados petistas ainda são majoritários.

Mas o protesto pró-Bolsonaro de 25 de fevereiro foi um lembrete de que, se for disputar fotografia, a capilaridade de mobilização virtual ainda dá vantagem à direita. Enquanto resolve o que fazer, Lula arrisca ver sua base se desorganizar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Excelente análise do Igor Gielow, ex-editor de Política da Folha. Lula não está bem. Sua confusão mental é visível. Se continuar assim, será bobagem tentar a reeleição. Como diz o professor e teólogo carioca Antonio Rocha, os três mandatos já estão de bom tamanho(C.N.)


domingo, março 24, 2024

Somente os julgamentos dos líderes do golpe dirão quem somos como nação

Publicado em 24 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Golpistas invadem a praça dos Três Poderes e depredam o prédio do Palácio do Planalto, na imagem, do Congresso Nacional e do STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília

Punição dos líderes do golpe tem de ser mais ainda rigorosa

Demétrio Magnoli
Folha

Sabemos, hoje, que o golpe de verdade seria assestado em dezembro de 2022, não no 8 de janeiro de 2023. A trama foi virtualmente desvendada, por meio de provas documentais e testemunhais. O que o STF fará com os golpistas?

Compara-se, geralmente, o 8 de janeiro de Brasília com o 6 de janeiro de 2021 de Washington, o dia da invasão do Capitólio pelas hordas de Trump. As semelhanças saltam à vista de todos: um presidente autoritário contestando sua derrota eleitoral, a invasão dos edifícios-símbolos do poder democrático por uma turba de vândalos.

Contudo, há uma diferença crucial entre os dois eventos: no 6 de janeiro deles, Trump ainda ocupava a Casa Branca; no nosso 8 de janeiro, a presidência já havia sido transferida a Lula.

GOLPE FRACASSADO – Ninguém – nem mesmo Bolsonaro! – é tão estúpido a ponto de apostar suas fichas principais num golpe de Estado adiado para depois da entrega das chaves do Palácio. O 8 de janeiro foi uma tentativa derradeira, desesperada, de reativar os motores de uma tentativa golpista fracassada. Não por acaso, o líder da intentona assistiu ao evento da segurança prudente de uma mansão na Flórida.

“Tentativa de golpe com minuta é ridículo”, argumentou Mourão no Senado, procurando um caminho tortuoso para salvar seus companheiros de armas da responsabilização judicial. O vice enjeitado simula não saber que máfias são antros de desconfiança e traição.

Nelas, guardam-se provas incriminadoras contra comparsas, para efeitos de chantagem ou vingança. O núcleo golpista operou segundo padrões mafiosos. Deles, surgiram gravações de reuniões conspirativas e até, preservada, a tal “minuta do golpe”.

SEM MISTÉRIO – A delação de Mauro Cid e os depoimentos do general Gomes Freire e do brigadeiro Carlos de Almeida Baptista, motivados pelas ofensas do general Braga Netto contra o primeiro, uniram as pontas soltas. Inexiste, agora, mistério. A PF tem em mãos uma sólida acusação, que fará seu caminho até o STF.

O triunvirato do golpe abrange Bolsonaro, o chefe da gangue, o militar e ex-ministro da Defesa Braga Netto e o civil e ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Meia dúzia de outras figuras, com ou sem farda, completam o núcleo subversivo. Qual será o destino deles?

Alexandre de Moraes escolheu um machete afiado para julgar os mais notórios entre os culpados inúteis do 8 de janeiro, a areia grossa do caminhão bolsonarista. O relator somou cinco crimes, inclusive dois que significam essencialmente a mesma coisa: tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de Direito.

RIGOR EXCESSIVO – Da interpretação legal implacável emergiram sentenças de até 17 anos de prisão. Não faltam juristas que enxergam excesso: justiça exemplar, um outro nome para o desvio político da justiça.

Mas, a partir desse precedente, o que fazer com os líderes do golpe de verdade, que não são feios, sujos e malvados, mas componentes da fina flor das elites militar e política? A regra universal da proporcionalidade solicita sentenciá-los a penas bem mais longas que as dos palermas sem sobrenome do 8 de janeiro, sonsos capazes de produzir fotos e vídeos de seus próprios atos de vandalismo.

Os julgamentos dos líderes do golpe dirão quem somos, como nação, ou ao menos iluminarão a natureza de nosso sistema judicial.

IGUAIS DIANTE DA LEI – Só sentenças duras – mais pesadas que as dos apenados do 8 de janeiro – obedecerão ao requisito inegociável da igualdade perante a lei.

A finalidade delas não será promover vingança ou exemplo, mas dissuasão: inflacionar o custo do planejamento da derrubada da ordem democrática até o patamar suficiente para prevenir aventuras futuras.

Os presidentes vindouros devem saber o preço de ultrapassar a fronteira da democracia. As Forças Armadas precisam aprender, de uma vez por todas, que servem, exclusivamente, às instituições civis. O STF não tem o direito de assar uma pizza.


Nessa moita tem mais coelhos do que podemos imaginar...

 


 "Assistindo estes vídeos, um fato já me chama a atenção imediatamente, que é: propagar aquilo não é, ou seja, parceiro do diálogo e uso do bom senso, divergindo no primeiro momento em que os interesses das partes se confrontam, daí surgindo a pergunta que todos querem uma resposta: é possível confiar em quem contesta e na primeira oportunidade, faz da mesma forma que criticou sobre o comportamento alheio.

Nessa moita tem mais coelhos do que podemos imaginar...

 Sai na rua gravando comentários sobre irmãos que brigam em razão da política, então pergunto: se ele não concorda com tal atitude, por que se afastou de Deri? 

Esse cidadão é uma fonte inesgotável de interrogação, levando-me a questionar: é merecedor de credibilidade em razão do que diz?" (Sic)


Nota da redação deste Blog - Esse vídeo foi enviado agora à tarde, juntamente com a mensagem exposta, tentarei responder as perguntas, colococando o nome fictício do remetente como sendo  de X-9:

Os comentários de X-9 parecem refletir uma reflexão crítica sobre a confiabilidade e credibilidade das pessoas que criticam os comportamentos alheios, mas eventualmente agem da mesma forma. Aqui está uma análise mais detalhada:

Questionamento da coerência e do bom senso: X-9 inicialmente aponta para a falta de coerência e bom senso daqueles que propagam ideias ou comportamentos, mas não praticam o que pregam. Isso sugere uma preocupação com a consistência moral e a integridade das pessoas.

Desconfiança em relação à confiabilidade: Ele expressa desconfiança em relação àqueles que agem de maneira contraditória em relação às suas próprias críticas. Isso sugere uma preocupação em discernir a credibilidade e a confiabilidade das fontes de informação e opinião.

Exemplo específico: X-9 traz um exemplo concreto, questionando por que alguém que não concorda com certos comportamentos políticos ainda mantém relação com uma pessoa que os pratica. Isso indica um desejo de entender a motivação por trás das ações das pessoas e avaliar sua consistência moral.

Reflexão sobre a credibilidade pessoal: Ele termina questionando se essa pessoa específica é merecedora de credibilidade, sugerindo que as ações dela podem minar a confiança em suas palavras e opiniões.

Em resumo, os comentários de X-9 destacam uma preocupação com a consistência moral, a integridade e a credibilidade das pessoas, especialmente quando se trata de suas ações em relação às suas palavras e convicções. Ele parece sugerir que a discrepância entre o discurso e a prática pode minar a confiabilidade de uma pessoa.

Entenda a tensa reunião secreta de Bolsonaro e Moraes, citada por Cid

Publicado em 24 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Bolsonaro e Alexandre de Moraes

Jair Bolsonaro foi “aconselhado” a não atender a Moraes

Paulo Cappelli
Metrópoles

No auge da tensão após vitória de Lula em 2022, Bolsonaro e Alexandre de Moraes se reuniram secretamente, nos primeiros dias de dezembro, na casa do senador Ciro Nogueira, no Lago Sul, em Brasília. O encontro durou mais de duas horas e foi intermediado pelo anfitrião.

Passado o segundo turno, Ciro Nogueira, então ministro da Casa Civil, tentou convencer Bolsonaro a reconhecer publicamente a vitória de Lula. Foi o senador quem articulou para que o então presidente gravasse um vídeo pedindo que manifestantes anti-Lula desbloqueassem estradas em novembro. Alexandre de Moraes sabia dos movimentos de Ciro e aceitou o convite para se reunir com Bolsonaro.

EFEITO CONTRÁRIO – Contudo, se o objetivo era distensionar a relação do ministro do STF com Bolsonaro, pode-se dizer que a reunião provocou efeito reverso. Mesmo após a longa conversa, nenhum dos dois recuou e acenou com bandeira branca.

Em boa parte da reunião, Ciro Nogueira deixou o recinto e permitiu que Bolsonaro e Moraes conversassem a sós. Sem aperto de mãos, qualquer chance de reaproximação foi sepultada no 8 de Janeiro.

Bolsonaro, por sinal, não seguiu o conselho de Ciro Nogueira que poderia ter mudado o curso da história. Ainda presidente, ele foi convencido pela ala ideológica de que reconhecer a vitória de Lula desagradaria à boa parte de seu eleitorado que pleiteava uma intervenção militar.

FORAM CONTRA – Entre os que foram contra o discurso, estão Braga Netto, Onyx Lorenzoni, Filipe Martins e militares como Mauro Cid.

A revelação da reunião faz parte de áudios, obtidos pela revista Veja, nos quais Mauro Cid desabafou sobre suposta pressão que receberia da Polícia Federal para incriminar Bolsonaro e se enquadrar na sentença que Moraes já teria planejado.

Ao depor, não tocou no assunto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A reunião já tinha sido noticiada, à época, não era nenhum segredo. O oportuno artigo de Paulo Capelli, enviado por José Guilherme Schossland, vai confirmando que Jair Bolsonaro – um completo idiota, como sempre o consideramos aqui na TI – aos poucos foi se tornando um joguete nas mãos do general Braga Netto, o verdadeiro mentor do golpe, que seria o principal líder e beneficiário, pois não há golpes sem as Forças Armadas e os militares já estavam por aqui com as maluquices de Bolsonaro. (C.N.)

Audiência de Conciliação prevê construção de novo hospital que substituirá o HNAS além de aumento de aporte pela União ao município

 Paulo Afonso - Bahia 22/03/2024


Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Paulo Afonso – ASCOM/PMPA



Divulgação

 “Este é um momento histórico, porque estamos cuidando do bem mais precioso que é a saúde pública. Esse acordo era algo inimaginável e hoje estamos aqui  com diversos representantes com um único objetivo. Parabenizo ao Juiz Paulo Pirôpo pela sua proatividade”. Essas foram as palavras proferidas pela Desembargadora Federal e Coordenadora do Sistema de Conciliação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Maria do Carmo, durante Audiência de Conciliação sobre a gestão do Hospital Nair Alves de Souza (HNAS), realizada na manhã desta sexta-feira (22).

Após as colocações pelos entes envolvidos, ficou estabelecido no acordo que haverá a construção de um novo hospital pelo Governo do Estado, substituindo o HNAS, onde a gestão passará a ser da Ebserh na nova unidade. A União se comprometeu em analisar o aumento do repasse financeiro para o custeio atual do Nair, que será gerido pela Prefeitura até que o novo esteja concluído. Ainda ficou estabelecido que o Governo do Estado buscará junto a Eletrobrás Chesf complementação do valor para execução do projeto para este novo hospital.

Conduzida pelo Juiz Titular da Justiça Federal em Paulo Afonso, João Paulo Pirôpo, a audiência de conciliação contou com a presença de representantes da Prefeitura, Ebserh, Univasf, Eletrobrás Chesf, União e Estado em ato realizado de formato híbrido, com participação presencial e on-line. Da gestão municipal estiveram participando o prefeito em exercício, Marcondes Francisco; o Procurador Municipal Igor Montalvão e o secretário de Saúde, Alexei Vinícius.

O procurador Igor Montalvão frisa que este é um momento histórico para o município e explica como será o custeio até a construção do novo hospital. “É uma luta longa que se arrasta desde 2019 no Poder Judiciário e ao longo do tempo o município tentou por diversas vezes esse acordo e após a última provocação foi viabilizada essa composição, então quem ganha é a sociedade. Após esse acordo enxergamos um futuro para a saúde de Paulo Afonso e a partir da construção de um Hospital novo por parte do Governo do Estado com o apoio da Ebserh, da Eletrobrás Chesf, União, Univasf e Prefeitura de Paulo Afonso. Até que o novo hospital seja construído, a gestão fica com o município de Paulo Afonso, como já vinha acontecendo, mas com compromisso por parte da União de aumentar o repasse financeiro para ajudar neste custeio”, ressaltou.

O prefeito em exercício Marcondes Francisco, também expressou a sua alegria após a audiência. “Estamos muito felizes, é um momento histórico para nosso município; é o resultado da nossa luta que fomos para Brasília, estivemos com o Ministro da Educação, com o presidente da Ebserh, e agora temos esse resultado. É uma luz para que possamos respirar, uma vez que disponibilizamos cerca de R$ 4 milhões mensais para o custeio do Nair, um hospital porta aberta que atende a municípios dos Estados vizinhos. Acho que é uma grande vitória para todos”, fala. 

O Juiz João Paulo Pirôpo, que foi bastante elogiado pelos participantes por ter viabilizado a Audiência de Conciliação, falou sobre o momento histórico vivenciado por Paulo Afonso. “A Audiência de hoje e o acordo foi um momento histórico para Paulo Afonso. Nós conseguimos congregar município de Paulo Afonso, Estado da Bahia, União, Ebserh, Univasf, Ministério Público Federal, todos com o propósito em comum, de melhorar a saúde pública, de dar a Paulo Afonso um novo hospital universitário e conseguimos transformar ideia e colocar no papel compromissos importantes que vai possibilitar a concretização deste sonho da população pauloafonsina”.  

Durante a reunião, o secretário Alexei falou sobre o que foi discutido durante a última reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), onde o município poderá ter o aumento do aporte pela União.  “Já foi aprovado na CIB o aumento da nossa média e alta complexidade e essa é uma forma de repasse financeiro que pode chegar ao aumento de 100%, ou seja, vai dobrar o repasse que a União faz ao município para que possa ajudar  a custear o Nair até que o novo hospital seja concluído”, falou. 

A Audiência de Conciliação é fruto do peticionamento do Município no Processo Judicial que moveu contra a EBSERH e UNIVASF, de nº. 1005975-59.2021.4.01.3306, após audiência no Ministério da Educação.  A solicitação da designação de uma audiência de conciliação, como forma de concretizar um acordo, foi atendida pelo Juiz João Paulo Pirôpo, realizada nesta sexta-feira (22).

https://www.bobcharles.com.br/internas/read/?id=23882

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