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Avanço da política criminosa de Netanyahu representa uma derrota moral de Israel
Publicado em 18 de novembro de 2023 por Tribuna da Internet

Reação mundial contra Netanyahu aumenta a cada dia
Marcos Augusto Gonçalves
Folha
É um sinal de que as coisas não andam bem no mundo do sionismo real, quando vemos porta-vozes de Israel se desdobrando para tentar explicar a diferença entre o morticínio de crianças e civis provocado pelo Hamas e o morticínio de crianças e civis provocado por Binyamin Netanyahu.
Lembro-me aqui de atrocidades do socialismo soviético, vistas por intelectuais comunistas como efeitos colaterais da luta inarredável contra os inimigos da grande revolução. Eram claros os sinais, então, de que havia algo de podre no reino do socialismo real.
ERROS DE ISRAEL – Já escrevi que Israel não é um Hamas às avessas, mas o país e seus aliados precisam querer manter essa diferença. Não borrá-la, no final das contas, a favor do antissemitismo e das desconfianças consideráveis que rondam a criação de um estado judeu na Palestina. A colonização acintosa da Cisjordânia é outro parafuso central dessa engrenagem ideológica que gira em falso.
Sob o fundamentalista e autocrático Bibi, o aperto metódico do cerco aos palestinos tem provocado reações expressivas mesmo na opinião pública judaica.
A deriva radical e inescrupulosa para a extrema direita, que não poupa nem mesmo hospitais, vem erodindo o que restava de consenso moral em torno da defesa de Israel. Os tempos estão mudando e argumentos tradicionais estão em crise.
ATÉ BIDEN SENTIU – A “rua árabe” que se abriu no Ocidente, as periferias influentes do Sul Global e as desigualdades no coração do sistema chamam ao mínimo de realismo governos que dormitavam no piloto automático com Israel.
Até Biden sentiu o bafo, baixou uma oitava em sua retórica, passou a falar em pausa humanitária no Vietnã de Bibi e agora aprovou uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que basicamente repete a proposta brasileira, que estava na vanguarda, vetada por eu país.
O entendimento dessa guerra se inscreve no contexto de um anunciado “turning-point” da geopolítica internacional; ela é apenas mais um capítulo do rearranjo em curso das relações de força globais, a falada e perturbadora transição para um mundo multipolar.
FAZIA SENTIDO -As reivindicações que embasaram a defesa da criação do Estado de Israel são respeitáveis e se tornaram incontrastáveis depois do Holocausto e do histórico sinistro de perseguições que antecedeu a atrocidade nazista. Tudo então parecia fazer muito sentido para grande parte da opinião humanista do século 20.
Hoje, com a eternização do conflito, ganha mais projeção uma revisão historiográfica consistente do sionismo e de suas associações com o projeto colonialista inglês de criar um país judeu naquela parte do mundo. As evidências de que se procedeu a uma prévia limpeza étnica na região, entre outros episódios sombrios, são um segredo de polichinelo.
Bem, diante de tudo isso, caberia também perguntar: que Estado nacional não tem atrás de sua formação um rastro de violência? Guerras, colonialismo, escravidão, genocídios ou barbáries outras? O nosso querido Brasil? Os Estados Unidos? O Irã? La France? Por que Israel deveria ter uma história impoluta? Porque são judeus?
LEMBRANDO MARX – Na juventude intelectual, um filho de rabino chamado Karl Marx viu no seu ainda recente século 19 uma humanidade se debatendo com a pré-história. Eu adoraria ter nascido no futuro. Mas o que veria? Judeus e palestinos pescando e fazendo crítica literária no reino da sociedade sem classes? Ou o triunfo distributivo do capitalismo pós-financeiro numa pós-Los Angeles sem barracas nas ruas? Sabe-se lá.
Agora, Israel está perdendo a guerra que importa. Não será mais possível sustentar esse estado de coisas. Podemos esperar pelo milagre de uma mudança política profunda?
Só me arrisco a dizer, neste final acaciano, que o caminho será longo e tortuoso.
Parentes, palestras e penduricalhos formam o PPP da nata da magistocracia
Publicado em 18 de novembro de 2023 por Tribuna da Internet

Charge do Alpino (Yahoo Notícias)
Conrado Hübner Mendes
Folha
Entre as festividades da proclamação da República, evento histórico de intenções duvidosas, a homenagem aos modos mui republicanos da magistocracia já conquistou seu lugar. Em vez de separar o público do privado, convida-os para dançar.
Todo magistocrata persegue a vida boa. Vida boa não exatamente no sentido ético e republicano. Na busca dessa vida boa, construiu uma vantajosa parceria público-privada. Parentes, palestras e penduricalhos sintetizam o PPP da magistocracia. Desenhou todo um repertório de fugas disfarçadas da lei, uma tecnologia da ilegalidade para executar seu PPP.
TUDO PELA FAMÍLIA – Comecemos pelos parentes. Um magistocrata raiz vive pela “família acima de tudo”. Há muitas formas de enriquecer a dinastia. Enquanto o STF se orgulha de sua súmula vinculante contra o nepotismo, faz vista grossa para outras formas de parentismo.
O STF decidiu nesse ano, por exemplo, que uma regra impedindo ministros de julgar caso de empresa cliente de parente próximo é inconstitucional. Sob o pretexto de que a regra era rigorosa demais e de difícil operacionalização, em vez de dar a ela uma interpretação adaptativa, que pelo menos protegesse o essencial e fácil de aplicar, resolveu revogar.
Assim, ninguém fica impedido: se o ministro é pai, contrate o filho; se é marido, contrate a mulher; se é irmão, contrate a irmã. A porta do tribunal será mais família, ainda que custe honorários extras (a taxa do parente). Não há conflito de interesses, nem corrupção. Há apenas prerrogativas de um tipo especial de advogado, as prerrogativas dos laços de família.
PAÍS & FILHOS – Todo magistocrata quer futuro brilhante para os filhos. Por isso não hesita em ajudar a colocar o filho na carreira. Aos filhos estudiosos que passam em concurso, ajudam na promoção. Aos filhos não concurseiros, oferecem a entrada direta em tribunal de segunda instância. Até ministro do STF já fez lobby pela filha. Só não inaugurou a prática.
Há também os convites para “dar palestras” e “assistir palestras”. Em regra, em lugares glamorosos, onde se bebe o melhor vinho e se aprecia paisagens contemplativas. Sob “patrocínio” dos agentes econômicos mais poderosos do país, com grandes interesses em casos de tribunais em todos os níveis.
Acontece em Lisboa, todo ano. Ou numa ilha do Mediterrâneo.
A economia esfriou no terceiro trimestre, mas ainda há condições de virar esse jogo
Publicado em 18 de novembro de 2023 por Tribuna da Internet

Charge do Quinho (Twitter)
Vinicius Torres Freire
A economia brasileira desaqueceu no terceiro trimestre, a julgar pelos dados disponíveis. Não parece dramático nem imprevisto. Há até fumaça de possíveis boas notícias. Mas parece que o tempo do PIB, ao menos, esfriou. Quanto a sinais de alívio, ressurgiu a perspectiva de que o aperto financeiro (juros altos etc.) nos Estados Unidos pare por aqui, dada a queda da inflação deles.
Faz mais de ano, o humor com os EUA tem variado muito, com paniquitos e pequenas euforias, como a desta terça-feira. Mas a perspectiva agora é mais benigna, embora um nível mais alto de juros no mundo ainda seja a expectativa para os próximos anos, o que nos afeta também (taxas maiores aqui, menos influxo de capital etc.).
PODE-SE RECUPERAR – Dá para melhorar, com remédio caseiro. Aprovar a reforma tributária. Não chutar o pau da barraca, que é a meta fiscal, meta que sustenta um arcabouço fiscal meio fraquinho. Ter um plano inteligente de desenvolvimento “verde”.
E daí que se derramou o leite do terceiro trimestre? Dá para pensar no que fazer, no curto prazo, e principalmente no que não fazer, como se sugere mais acima.
O setor de serviços cresceu 0,4% no terceiro trimestre em relação ao anterior, quando crescera 0,5%. Poderia ser o bastante para manter o PIB no azul, excluído o desempenho da agropecuária, que tende a vir no vermelho —e corre risco com um El Niño e uma El Niña na sequência.
COMÉRCIO E INDÚSTRIA – As vendas do comércio não cresceram (houve alta de 1,7% no trimestre anterior). A produção da indústria também ficou estagnada (alta de 0,4% no segundo trimestre). São contas feitas com base nos dados do IBGE. Os números não são tão completos quanto os do PIB, que será divulgado em 5 de dezembro, note-se.
O total de salários (“massa de rendimentos”) ainda cresce. Mas taxas de juros bancários altas, ora caindo mui ligeiramente, complicaram vendas de bens duráveis, que dependem de crédito.
O crédito, no caso o total de dinheiro emprestado via bancos, anda de lado, se tanto. Mas a inadimplência das pessoas físicas tem caído faz alguns meses, de leve. O desemprego continua baixo, em termos históricos, e salários não têm pressionado a inflação, aparentemente crescendo abaixo da produtividade.
CAI O INVESTIMENTO – Mais preocupante é a queda do investimento, as despesas em novas máquinas, equipamentos e em construção civil. O instituto federal de pesquisa econômica, o Ipea, tem um indicador de desempenho do investimento, “formação bruta de capital fixo”. No trimestre encerrado em agosto, dado mais recente, caiu 2,7% (depois de baixa de 0,2% no trimestre até julho e quase estagnação no trimestre até junho).
Juros altos, bidu, e incerteza quanto à economia doméstica e internacional fizeram estrago.
Quanto aos ânimos das empresas, parece ter havido alguma melhora a partir de junho, ao menos a julgar pelas captações no mercado de capitais. São empréstimos via títulos de dívida, como debêntures, e venda de ações, grosso modo; é dinheiro usado em capital de giro, investimento, melhora da dívida etc.
PODE MELHORAR – O ano havia sido horrível até maio, com média mensal de captação de R$ 21,5 bilhões, graças ao efeito de trambiques como o das Americanas, entre outros problemas em empresas, e por causa da taxa de juros, claro. De junho a setembro, a captação média mensal foi a R$ 45,8 bilhões. Os dados são da Anbima.
Ainda se está muito longe dos anos de 2019 a 2022, alguns muito excepcionais, decerto. Quanto a novas ofertas de vendas de novas ações (“IPOs”), a seca continua, mistura de incerteza com ações valendo pouco.
Trata-se aqui apenas de curto prazo, do período daqui a um ano. Trata-se do jogo, não do campeonato. Dá para virar a partida. Mais importante é não fazer gol contra.
Assessores de Dino que recepcionaram a “Dama do Tráfico” escondem agendas

A “Dama do Tráfico” gosta de andar nos corredores do poder
Tácio Lorran e André Shalders
Estadão
Dois auxiliares do ministro da Justiça, Flávio Dino, que participaram de reuniões com a dirigente de uma ONG ligada ao Comando Vermelho, conforme revelou o Estadão, descumprem a Lei de Conflitos de Interesses e não divulgam publicamente seus compromissos. Luciane Barbosa Farias, de 37 anos, é apontada como o braço financeiro da facção Comando Vermelho no Amazonas e, mesmo assim, foi recebida por quatro autoridades da Pasta em março e maio deste ano.
O secretário Nacional de Assuntos Legislativos, Elias Vaz, e o Diretor de Inteligência Penitenciária, Sandro Abel Sousa Barradas, não divulgam suas agendas desde o início do ano, apesar de estarem obrigados por lei a publicá-las.
SEM TRANSPARÊNCIA – Já o Secretário Nacional de Políticas Penais (Senappen), Rafael Velasco Brandani, costuma publicar seus compromissos num sistema da Controladoria-Geral da União (CGU), mas o nome de Luciane Farias não está registrado na agenda dele.
Procurado, o Ministério da Justiça afirmou, em relação a Elias Vaz, que a Secretaria de Assuntos Legislativos é uma pasta “nova” e que a não divulgação se deve a um problema operacional que está sendo corrigido. Vaz foi nomeado há quase 11 meses.
Por sua vez, a Senappen, que responde por Velasco e Barradas, alegou que “algumas hipóteses são dispensadas de divulgação, incluindo aquelas cujo sigilo seja imprescindível à salvaguarda e à segurança da sociedade e do Estado”. E a ouvidora Nacional de Serviços Penais, Paula Cristina da Silva Godoy, que também se reuniu com Luciane Barbosa em 2 de maio, não está na lista de autoridades que a lei obriga ter a agenda divulgada.
MULHER DO PATINHAS – Luciane Barbosa foi condenada em segunda instância a 10 anos de prisão por organização criminosa, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Ela é casada há 11 anos com o traficante Clemilson dos Santos Farias, o Tio Patinhas, um dos líderes da facção no Amazonas que responde também por uma série de homicídios em Manaus. A presença dela no Ministério da Justiça só veio à público após o Estadão noticiar.
Assim como não é possível saber com quem essas autoridades do Ministério da Justiça se reuniram ao longo desse período, tornam-se ocultos os assuntos das reuniões, os locais para onde elas viajam e possíveis presentes recebidos.
A divulgação dessas informações está prevista na Lei 12.813, de 16 de maio 2013, também conhecida como a Lei de Conflito de Interesses. “Os agentes públicos mencionados nos incisos I a IV do art. 2º deverão, ainda, divulgar, diariamente, por meio da rede mundial de computadores – internet, sua agenda de compromissos públicos”, diz o texto.
AGENDAS OCULTAS – Para o advogado Bruno Morassuti, membro do Conselho de Transparência Pública da Controladoria-Geral da União (CGU), a não divulgação dos compromissos desses agentes públicos representa um descumprimento do decreto de regulamentação do E-Agendas, sistema do governo federal que reúne as agendas das autoridades, e também significa um enfraquecimento da política de controle de conflito de interesses.
“É muito importante que essas autoridades façam a devida publicação pois assim fortalece o dever de transparência”, avalia.
Um manual da Controladoria-Geral da União (CGU), publicado neste ano, ressalta também que a divulgação das agendas propicia avanços da prevenção ao conflito de interesses, no controle social e na promoção da ética e dos princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade e da publicidade na Administração Pública.
“A ‘Transparência de Agendas’ visa assegurar maior isonomia de tratamento aos diferentes grupos de interesse; garantir o princípio ético nas relações público-privadas, e separar o diálogo legítimo de atividades obscuras e corruptas, possibilitando que essas últimas sejam combatidas com maior efetividade e firmeza”, diz a CGU.
CABE À PRESIDÊNCIA – De acordo com a Lei de Conflito de Interesses, cabe à Comissão de Ética Pública da Presidência da República fiscalizar o descumprimento da Lei de Conflito de Interesses. Em 2018, o órgão colegiado advertiu o então ministro da Saúde, Ricardo Barros, por ter omitido da agenda eventos de campanha eleitoral no Paraná.
Após o Estadão revelar os encontros de Luciane Barbosa com quatro auxiliares de Flávio Dino, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu a abertura de uma investigação sobre as reuniões e a adoção das necessárias para investigar “possíveis condutas atentatórias à moralidade administrativa” e “em eventual desvio de finalidade no uso das dependências do Ministério da Justiça” para a recepção de Luciane.
“Qualquer que fosse o interesse público alegado para justificar o encontro, certamente não se tratava da única via disponível, cabendo ao órgão público selecionar interlocutores que respeitem a moralidade pública exigida das instituições oficiais”, diz o subprocurador Lucas Furtado.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O ministro Dino diz que não pode demitir os assessores que não divulgam as agendas. E quando uando o Ministério da Justiça descumpre a lei assim tão acintosamente, é sinal de estamos nos últimos dias de Pompéia, como se dizia antigamente. (C.N.)
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