terça-feira, julho 11, 2023

Sem cuidar de AJU, Edvaldo dá sinais que deixará a vida pública

em 11 jul, 2023 4:00

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
        “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.


Como se não bastasse descumprir as promessas eleitorais de realizar a licitação do transporte público, de revisar o Plano Diretor, além das obras concluídas e não inauguradas por erros (como o corredor das Avenidas Hermes Fontes e Adélia Franco), o prefeito Edvaldo Nogueira abandonou de vez um dos principais cartões postais de Aracaju: o calçadão do Bairro 13 de Julho.

Com o apoio de moradores que frequentam diariamente o local, o blog mostra o total abandono do calçadão da 13. Uma vergonha! A quem recorrer? As fotos que comprovam o descaso:

 

 

 

 

Mirante totalmente fechado e abandonado.

 

 

 

 

Parque infantil: brinquedos danificados e sendo usados como sanitários públicos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Polo da academia da cidade. Fechado totalmente. Local antes utilizado pelas pessoas que fazem caminhadas no local. Um desrespeito à memória e à família do Dr. Costa Pinto, que dá nome ao local.

 

 

 

 

Quadra de esportes com cerca de proteção totalmente destruída em vários lugares. Lixo acumulado e até com recipientes de plásticos com água que pode ajudar na proliferação de mosquitos aedes aegypti.

 

 

 

 

 

Botoeiras para acesso de pedestres atravessarem a avenida, em frente ao edifício Opará, onde reside sua excelência o Prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira: totalmente quebradas.

 Já pensou se o Brasil fosse um país sério e os gestores tivessem que renunciar por não cumprir seus planos de governo? Edvaldo, certamente, somente seria prefeito de um mandato.

 Na campanha à reeleição, ao lado da candidata a vice, hoje deputada federal delegada Katarina, Edvaldo prometeu – entre outras coisas – melhorar a infraestrutura nos bairros e ampliar a acessibilidade na cidade e implantar o Sistema de Mobilidade Urbana inteligente para os cidadãos.

Uma piada, pois não conseguiu nem mesmo inaugurar um corredor de ônibus onde foram gastos milhões dos contribuintes. E o pior: nenhuma autoridade fiscalizadora tem a coragem de apurar e mandar devolver os recursos aos cofres públicos.

Também pudera, Aracaju é a capital de Sergipe del Rey, onde tudo pode para poucos. Doido é este pequeno espaço que ainda faz críticas esperando que sejam ouvidas por algum cidadão de bem…

 

Superintendente da SMTT na China O vereador Ricardo Marques (Cidadania) cobrou na tribuna da Câmara Municipal explicações sobre a viagem oficial para China do Superintendente da SMTT de Aracaju, Renato Teles. O parlamentar quer saber o objetivo da viagem, se é relacionada à mobilidade urbana, ou para trazer ônibus elétricos para renovar a frota de Aracaju que está sucateada.

Superintendente da SMTT na China II Outro questionamento que Ricardo Marques faz é que tipo de evento o superintendente da SMTT foi fazer lá, já que pela demora da viagem, 26 dias ao total, deve ser algo muito importante. A única coisa que se sabe dessa viagem à China é que o custo das diárias aos cofres municipais será de aproximadamente R$ 52 mil.

Superintendente da SMTT na China III Durante esse período de quase 30 dias que o superintendente da SMTT vai se ausentar, no lugar dele sumiu a pasta o secretário da Fazenda, Jeferson Passos. A pergunta é: será que Jeferson Passos vai finalmente inaugurar o corredor da avenida Hermes Fontes? A obra está atrasada há 4 anos desde a derrubada das árvores históricas da avenida.

Polícia Penal O comprometimento do Governo de Sergipe em manter o diálogo aberto e transparente com as entidades sindicais foi enfatizado mais uma vez nesta segunda-feira, 10, quando o governador Fábio Mitidieri, acompanhado de seu secretariado e equipe técnica, reuniu-se novamente com representantes do Sindicato dos Policiais Penais de Sergipe (Sindppen), com o objetivo de prosseguir o diálogo sobre as necessidades e demandas da categoria, representando assim, afim de buscar soluções que beneficiem os profissionais da área.

Piso de Enfermagem O governador Fábio Mitidieri também reuniu, mais uma vez, Conselho e Sindicato de Enfermagem e equipe técnica das secretarias da Administração, Fazenda e Saúde para tratar do piso da enfermagem.

Piso de Enfermagem II Fábio Mitidieri voltou a afirmar que o piso será pago e destacou que o governo Federal ainda não sinalizou data de repasse. Ficou definido encontro entre as entidades representativas da categoria e a Secretaria de Estado da Administração (Sead) para discussão de carga horária.

Samu  Fábio também esteve com representantes do Sindicato dos Condutores de Ambulância do Estado de Sergipe (Sindconam). O governador ressaltou a importância da atuação desses profissionais e destacou seu compromisso em buscar soluções efetivas para as necessidades apresentadas. “Durante a reunião, dialogamos sobre as demandas da categoria e determinei que seja formulada uma lei que garanta o pagamento do auxílio alimentação para todos os motoristas. Nosso governo seguirá comprometido com a valorização, reconhecimento e importância da atuação dos condutores de ambulância”, disse.

INFONET

Presidente Lula, lembre que Rita Serrano à frente da CEF é pilastra de seu governo. Não a derrube.

Publicado em 10 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

Quem é Maria Rita Serrano, nova presidente da Caixa Econômica Federal | Exame

Rita Serrano é funcionária da Caixa desde 1989

Jorge Béja

Presidente Lula, o centrão, muito em breve, vai começar a governar o país. Por enquanto, a fatia cobiçada pelo centrão ainda não é gigantesca. Mas em breve será. E não vai demorar muito. Seu governo estará todo ele nas mãos do centrão. Todos conhecemos o que aconteceu no passado recente. Portanto, é preciso evitar que este desastre se repita.

O presidente Lula sabe, pela longa experiência na política e na presidência da República, que partidos e parlamentares que integram o centrão querem ser ministros, querem indicar seus apaniguados para comandar as estatais. Já se fala na pasta do Turismo, dos Esportes… Já se fala em abocanhar a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e outras entidades de porte do governo federal…

NA CAIXA, NÃO! – Presidente Lula, não mexa na Caixa. Sobre a presidente Maria Rita Serrano, que o senhor convidou para presidir a instituição e deu-lhe posse em 9 de janeiro deste ano, em cerimônia muito concorrida no Teatro da Caixa Cultural Brasília — e eu estava lá — ouvi o presidente Lula, com voz eufórica dizer “estou convencido de que a Caixa vai voltar e crescer. Estou convencido de que, com Rita Serrano na presidência, a bancarização do povo pobre deste país vai aumentar muito”.

E romperam aplausos e mais aplausos entusiasmados. Via-se no semblante da primeira-dama Janja e do ministro Haddad expressões de felicidade. Eu estava lá. Sou testemunha de tudo.

Maria Rita Serrano, aos 55 de idade, funcionária concursada da CEF desde 1989, é mesmo a pessoa com maior qualificação para presidir a nossa Caixa. 

BELA BIOGRAFIA – O senhor presidente sabe que Rita Serrano já foi conselheira da CEF, presidiu o Sindicato dos Bancários do ABC paulista de 2006 a 2012, é mestre em Ciências Sociais, Administração e História. “Caixa, Banco dos Brasileiros” e “Rompendo Barreiras” são duas de suas obras literárias.

Presidente Lula, em relação a Rita Serrano, diga também, com voz cheia de entusiasmo, diga bem alto e em bom som, para que todo o povo brasileiro veja e ouça, o que o senhor disse em relação à doutora Nísia Trindade 

“Nísia, na Saúde, sou eu quem ponho e sou eu quem tiro e mais ninguém”.

Diga então, presidente Lula: “Rita, na Caixa, sou eu quem ponho e sou eu quem tiro e mais ninguém”.

REORGANIZAR O BANCO – Presidente Lula, o senhor ouviu o discurso de Rita Serrano no dia da posse. “Vamos reorganizar o banco para cumprir com excelência o gerenciamento dos programas de transferência de renda do Governo e do Minha Casa Minha Vida; ampliar a parceria com estados e municípios para o desenvolvimento de projetos de infraestrutura; promover a inclusão bancária da população; avançar em tecnologia para oferecer melhores serviços e atendimentos aos clientes; buscar a rentabilidade do negócio com equilíbrio entre as operações comerciais e as ações de inclusão; e investir em projetos culturais”. E tudo isso já começou a acontecer.

E Rita Serrano ainda se referiu a fato deplorável havido na CEF, que resistiu às tentativas de privatização e superou os casos de assédio promovidos durante o período da última gestão do banco.

DISSE ELA – “Podemos dizer que, se hoje o Estado conta com um banco público do porte da Caixa, é porque, ao longo dessa história, os empregados, entidades e movimentos organizados, presentes aqui, empunharam a bandeira da defesa de manutenção do banco público frente às iniciativas de privatização”.

Presidente Lula, Rita Serrano é competente, dinâmica, honestíssima consigo mesma, com o próximo e com a coisa pública. É dotada de uma capacidade administrativa inigualável. Sua biografia é uma rica história de sabedoria; Presidente Lula, Rita Serrano sempre esteve ao seu lado.

Na presidência da CEF, ela é uma pilastra. Perdê-la, demiti-la, será desastroso para o seu governo. Funcionários, correntistas CEF, tal como sou há 70 anos, e seus eleitores não querem. 

Atenção, parlamentares e governantes. A reforma tributária poderá tornar Brasília inviável

Publicado em 10 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

Turismo e viagem para Brasília 2023 - Férias em Brasília - Tripadvisor

Brasília precisa do Fundo Constitucional para se manter

Vicente Limongi Netto

A jornalista Ana Dubeux (Correio Braziliense – 09/07) coberta de razão no expressivo texto “A política e suas sutilezas”, faz uma séria advertência: “É necessário que políticos, governador, magistrados, professores, imprensa, estudantes,  religiosos,  médicos, intelectuais, atletas e demais segmentos das forças vivas de Brasília, fiquem atentos e vigilantes, com relação a rigorosa necessidade da preservação do Fundo Constitucional do Distrito Federal. Sem ele, Brasília se esvai”.

Ana Dubeux acentua: “Até agosto, a fogueira apagou. É preciso soprar a faísca e continuar as tratativas mesmo durante o recesso”. E, concluindo, a jornalista pede, enfática, “que haja o mesmo empenho gasto para aprovar a reforma tributária!”.

DIÁRIO DO PODER – Significativos e expressivos 10 anos do portal Diário do Poder. Jornalismo de qualidade. Não alisa ninguém. Informação isenta em primeiro lugar.

Desde o lançamento do DP, foram quatro presidentes da República, seis eleições, três legislaturas federais, duas Olimpíadas, três Copas do Mundo, uma Lava Jato e todos os escândalos atrelados. De lá para cá foram mais de 312 milhões de cliques de 62 milhões de leitores em 163 países.

Tenho orgulho de ter artigos meus publicados no valoroso espaço. Parabéns ao editor, diretor e criador, jornalista Cláudio Humberto.

CRONISTAS ESPORTIVOS? – Na Carta Capital, Mino Carta é justo e implacável, com o timeco de “torcedores do futebol fantasiados de jornalistas”.  Agridem o bom senso e os ouvidos. Sem piedade.

Na Globo e Sportv, sem nenhum pudor, chamam Júnior de “maestro”, credo, Santo Deus. Definição, homenagem e lembrança perfeitas e mais adequadas, para os eternos Gerson, canhotinha de ouro do tri, Zizinho, Ademir da Guia, Zenon, Mengálvio, Ganso e Didi.

Aliás, Gerson não esconde e salienta que aprendeu muito com Didi, que deve estar se revirando no túmulo, envergonhado e angustiado com a decadência do futebol brasileiro. 

Governo beneficia parentes de políticos com doação de máquinas na Codevasf

Publicado em 10 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

Codevasf entrega máquinas e equipamentos a municípios de Sergipe —  Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba  Codevasf

No final, a distribuição de máquinas é para manter feudos

Deu na Folha

A estatal federal Codevasf tem privilegiado associações ligadas a parentes de políticos com entrega de veículos e maquinário agrícola nos primeiros meses do governo do presidente Lula (PT). Entre os equipamentos está uma sonda perfuratriz avaliada em mais de R$ 2 milhões.

A compra das máquinas ocorre por meio de recursos das chamadas emendas parlamentares. O deputado ou senador indica a entidade privada a ser beneficiada, e a Codevasf cuida da compra e da entrega do equipamento.

“LOJA DE POLÍTICOS” – A Codevasf foi criada para cuidar de projetos de irrigação no semiárido, mas o governo Jair Bolsonaro (PL) a transformou em uma espécie de “loja de políticos”, pela qual congressistas usam emendas para encomendar máquinas e obras de pavimentação e as direcionam para seus redutos eleitorais.

O modelo segue o mesmo sob Lula, com o diferencial de que há maior proporção de doações a entidades privadas e menor a prefeituras, aumentando assim o risco de irregularidades.

Em Minas Gerais, por exemplo, o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento e Fomento das Bacias do Rio Jequitinhonha, Rio Pardo, Rio Mucuri e Adjacências recebeu a doação mais cara feita pela Codevasf no primeiro trimestre de 2023. Trata-se de uma sonda perfuratriz acoplada a um caminhão, que serve para perfurar poços artesianos, no valor de R$ 2,4 milhões.

TUDO EM FAMÍLIA – O padrinho político do equipamento doado ao consórcio de municípios foi o deputado federal Igor Timo (Podemos-MG). Quem recebeu a doação foi o seu tio e prefeito de Virgem da Lapa, Diógenes Timo Silva (Podemos-MG).

Na entrega do equipamento, em 23 de janeiro, o tio também ocupava o cargo de presidente do consórcio contemplado. Em vídeos publicados em suas redes sociais, o deputado afirma que foi o responsável por destinar a perfuratriz junto ao ex-senador e agora ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

“Essa aquisição é mais uma conquista do nosso mandato em trabalho conjunto com o senador Alexandre Silveira, para mitigar um problema crônico da região, a seca que há anos vem castigando nosso povo para ter acesso à água potável”, escreveu o deputado.

ELOGIO AO TIO – Nas redes sociais, o deputado Igor Timo fez ainda um elogio à gestão do seu tio por estar “fazendo um trabalho brilhante na gestão municipal”.

O gabinete do prefeito de Virgem da Lapa disse à Folha que Timo não é mais presidente do consórcio desde maio e que a cidade também não é mais consorciada. Já seu sobrinho, o deputado Igor Timo, afirmou, em nota, que consórcios se tornaram ferramenta importante por levarem dignidade às comunidades.

“O fato de um membro em questão integrar o consórcio foi uma coincidência, pois o mesmo já exercia o pleito municipal dois anos antes de o parlamentar ter pretensões políticas.”

OUTRO EXEMPLO – Em Santaluz, município de 37 mil habitantes do sertão baiano, por exemplo, a Codevasf doou um caminhão para a Associação de Moradores da Fazenda Lagoa Nova por meio de emenda do deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil), padrinho político do presidente da estatal.

A associação é presidida por Keise Suzart, filha do vereador Mário Sérgio Suzart, atual presidente da Câmara Municipal de Santaluz e um dos principais aliados de Elmar na cidade. Keise afirmou que o caminhão “está sendo bem utilizado” no transporte de equipamentos agrícolas e caixas-d’água para as comunidades rurais da região.

Ela afirma que a doação do equipamento não teve intermediação do pai e diz não ver conflitos. “Desde nova me preocupo com o povo, acredito no associativismo e no cooperativismo. Não vejo conflito em receber benefício para ajudar as pessoas. […] Meu pai é um político correto e que dedica seu mandato para ajudar as comunidades.”

PESO POLÍTICO – As máquinas e veículos entregues acabam pesando no jogo político local, seja beneficiando grupos ligados à situação ou à oposição nas cidades.

Na Bahia, a Colônia de Pescadores e Aquicultores Z-15, em Valença, ganhou uma retroescavadeira. Em sua sede, as paredes são ornadas com fotografias do deputado federal Raimundo Costa (Podemos-BA), autor da emenda responsável pela doação.

Ele tem uma relação de simbiose com a colônia: foi presidente da entidade, cargo que o alçou a uma cadeira na Câmara Municipal de Valença em 1988. Foi reeleito por cinco mandatos consecutivos com o apoio dos pescadores até chegar a deputado federal em 2018.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A reportagem, enviada por Armando Gama, é longa e mostra que nada mudou. O texto de Artur Rodrigues, Flávio Ferreira, João Pedro Pitombo e Schirlei Alves cita muitos outros exemplos de que a política se caracteriza por ser feita em família. Mas a Codevasf afirma apenas que as doações “servem ao interesse social” e são precedidas por análises de adequação técnica, conformidade legal e conveniência socioeconômica, sem levar em conta interesses políticos familiares, digamos assim. (C.N.)


Reforma não reduzirá nenhum imposto nem resolverá o problema fiscal do País

Publicado em 10 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

Charge do Jean Galvão (Um Brasil)

J. R. Guzzo
Estadão

Temos, enfim, a reforma tributária que o governo queria. Começou, como em geral começa tudo que tem alguma coisa a ver com Lula, com uma queima monstro de dinheiro público – R$ 5 bilhões em “emendas Pix”, liberadas em cima da hora, para comprar votos no bazar do plenário da Câmara.

É a única preocupação do presidente Arthur Lira e da maioria dos deputados: fatiar o orçamento, levar cada um o seu e o resto que se exploda.

NOVAS REGRAS – Acabou sendo mais um pacote de novas regras para o pagamento de impostos – que mais uma vez, como se faz há 500 anos, foi decidido sem que ninguém desse a mínima atenção aos interesses, ou sequer à opinião, dos brasileiros que estão condenados a pagar até o último tostão desses impostos todos.

O Brasil precisava de uma reforma tributária? Precisava. Poucos países do mundo tem um sistema de impostos tão estúpido quando o brasileiro – obra direta dos sagrados sacerdotes que produziram a Constituição de 1988 e das gerações de deputados que vêm aprovando, uma depois da outra, todas as leis que criaram essa situação fiscal demente.

O Brasil precisava da reforma que acabou aprovada? Aí já é outra conversa. O que dá para falar é que a única reforma fiscal que faz nexo neste país – onde quem ganha R$ 2.000 por mês, e mal consegue comer, já tem de pagar imposto de renda – é uma reforma para baixar os impostos.

TOTAL A PAGAR – Serão R$ 3 trilhões de arrecadação neste ano de 2023. Alguém acha que é pouco? Só Lula.

A lei agora aprovada não baixa coisa nenhuma. Empurra uns impostos daqui para lá, muda nomes e reparte os trilhões de forma diferente, mas a carga tributária continua a mesma e tem de ser suportada pelo contribuinte.

Pode até gerar um pouco mais de sanidade no sanatório geral que está aí, embora os tributaristas, analistas e “especialistas” chamados para nos instruir nas mesas redondas da mídia digam coisas tão diferentes umas das outras que fica difícil entender se vai piorar ou despiorar, como diziam os jornalistas até Lula assumir a Presidência.

GASTO SEM CONTROLE – O fato indiscutível é que não foi feita, e nem passou pela cabeça de ninguém, a mínima tentativa de tratar do único problema fiscal que realmente existe no Brasil: o gasto sem controle do governo. A despesa pública não é fixada segundo a capacidade que a população tem para pagar os impostos. É o contrário. O imposto é que tem de acompanhar o gasto público.

Para um país pobre como o Brasil, com um PIB inferior ao valor de mercado da Apple, hoje batendo nos 3 trilhões de dólares, o resultado é a concentração alucinada de renda e o desastre social que vem daí.

A justiça, por exemplo, custa R$ 100 bilhões por ano; o Congresso mais 14 bilhões, e assim por diante. O Brasil não tem dinheiro para pagar isso tudo.


“Policial federal candidato terá que ser exonerado”, diz o diretor da corporação

Publicado em 10 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF

Rodrigues, diretor da PF, previu a invasão de 8 de janeiro

Jeniffer Gularte e Thiago Bronzatto
O Globo

No comando da Polícia Federal há seis meses, o delegado Andrei Rodrigues deverá propor no próximo semestre um projeto para impedir que integrantes da corporação sejam filiados a partidos políticos. Segundo ele, membro da instituição que quiser se candidatar “terá que ser exonerado e cumprir uma quarentena de pelo menos dois anos”.

Alçado ao cargo após chefiar a segurança do então candidato Lula da Silva durante as eleições, Rodrigues conta ao GLOBO que viveu momentos de tensão durante a campanha, o período de transição de governo e a posse presidencial. Nesta entrevista, ele diz ainda que todos os órgãos de segurança sabiam dos riscos dos atos golpistas de 8 de janeiro e que houve uma “falha generalizada”.

O senhor disse que iria propor ao ministro da Justiça, Flávio Dino, uma lei para proibir filiação partidária de integrantes da Polícia Federal. Como está esse projeto?
Vamos propor neste próximo semestre que policial federal seja proibido de ter filiação partidária. Se quiser se candidatar, terá que ser exonerado e cumprir uma quarentena de pelo menos dois anos. Quem quiser fazer política partidária está no lugar errado. Infelizmente, a instituição foi usada várias vezes. Isso cria um desequilíbrio do sistema democrático, permitindo que o candidato se projete e use a instituição para proveito próprio. Nós também regulamos o uso do símbolo da PF nas redes sociais para fins pessoais e atividades não ligadas à instituição. A ideia é evitar uso indevido da imagem da PF.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), procurou o senhor para reclamar do que chamou de “vazamento” do inquérito envolvendo um ex-assessor dele. Como o senhor reagiu?
Com absoluta tranquilidade, pela certeza do trabalho correto que fizemos. A PF, em nenhum momento, divulgou nomes, dados, informações, vinculações do próprio deputado ou dos seus assessores. A operação foi baseada em qualidade da prova, com autonomia investigativa e responsabilidade. O que eu comentei com o presidente Arthur foi exatamente nesse sentido, que a PF não divulgou o nome de ninguém. Se alguém identificar desvio de conduta, sou o maior interessado em apurar.

Na véspera do dia 8 de janeiro, o senhor encaminhou um relatório ao ministro da Justiça alertando sobre o risco de atos golpistas nas sedes dos três Poderes. Se o governo tinha conhecimento disso, a segurança do Palácio do Planalto deveria ter sido reforçada?
Tive a felicidade de documentar isso na véspera do episódio. Eu e o ministro Flávio Dino adotamos todas as medidas que estavam ao nosso alcance. Estive no dia 7 de janeiro na Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e disse abertamente que as pessoas que estavam no acampamento eram criminosas e não podiam sair de lá, porque iriam depredar o Congresso, Planalto e Supremo. Os criminosos saíram do acampamento escoltados pela PM. E aquelas barreiras de plástico, dois PMs com sprayzinho de pimenta… Ou seja, aquilo ali para mim mostrou que deliberadamente havia o interesse que o caos fosse instaurado e acontecesse o que aconteceu.

Houve uma falha no sistema de segurança?
É óbvio que houve falha.

A quem o senhor atribui essa falha?
Quem deveria conter esse grupo de criminosos é a PM. Não havia nenhuma razão técnica para que não funcionasse no dia 8, porque todos sabíamos o que ia acontecer. O que se viu foi falha generalizada, mas principalmente pela ausência de uma operação consistente de uma instituição que é uma das melhores polícias do Brasil. A PM tem expertise e profissionais de altíssimo nível. Mas, naquele dia, por desleixo ou com propósito que de fato acontecesse o caos, deixou de operar como deveria.

A PF está investigando o suposto envolvimento de militares em atos golpistas. Como está essa frente de apuração?
Estamos fazendo essa investigação com serenidade. Houve uma decisão da Suprema Corte. Pelo ineditismo, se desperta mais atenção, mas independentemente do sujeito ser militar, da profissão, o que interessa são os atos e sua participação num crime. Então, se a pessoa cometeu crime e ele é militar, vai responder pelo crime que cometeu, independentemente da sua profissão. Infelizmente havia de fato vários militares que estavam envolvidos com todas essas situações.

Há indícios de que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve influência ideológica nos participantes dos atos de 8 de janeiro?
Não posso pessoalizar. O que todos viram é uma sequência de ações que desencadearam no dia 8 de janeiro: questionamentos à urna eletrônica, ao resultado da eleição e à Suprema Corte. Isso me parece de fato ser um tracionador de muitas outras iniciativas.

Por que o presidente Lula decidiu deixar o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no comando da segurança presidencial, que, no primeiro semestre, foi feita pela PF?
A decisão do presidente não é exatamente essa. O que ouvi dos ministros Rui Costa e Flávio Dino é que ele quer um sistema híbrido em que o GSI e a PF coexistam e atuem de maneira coordenada. A PF não vai se subordinar às Forças Armadas assim como as Forças Armadas não vão se subordinar à PF. Haverá um trabalho integrado e coordenado.

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