quarta-feira, maio 10, 2023

Para furar poços em área indígena, Exército contrata empresa de líder do garimpo ilegal

Publicado em 9 de maio de 2023 por Tribuna da Internet

MANA1 - CIDADES - 22/1/2022 - O Exército Brasileiro está atuando na missão de apoio às ações interministeriais para atendimento às comunidades da Terra Indígena Yanomami, em Roraima, por meio do 4° Pelotão Especial de Fronteira (Surucucu-RR), do Comando de Fronteira Roraima / 7° Batalhão de Infantaria de Selva, do Comando Militar da Amazônia (CMA). A missão teve início neste domingo, dia 22, com militares do Exército prestando os serviços de logística, de saúde e a distribuição de cestas básicas. FOTO COMANDO MILITAR DA AMAZONIA. Foto: COMANDO MILITAR DA AMAZÔNIA

O Exército fez uma licitação e escolheu pelo menor preço

Marcelo Godoy
Estadão

O governo federal contratou para perfurar poços artesianos na Terra Indígena Yanomâmi a empresa de um dos principais acusados de chefiar o garimpo ilegal na região. Trata-se da Cataratas Poços Artesianos, de propriedade do empresário Rodrigo Martins Mello, o Rodrigo Cataratas.

Ao tomar conhecimento do caso, o Ministério Público Federal (MPF) em Roraima pediu à Justiça Federal a suspensão da contratação da empresa, alegando irregularidades. O juiz Rodrigo Mello, da 4ª Vara Criminal, decidiu que a empresa deve terminar os poços contratados a fim de não prejudicar a população local, para, em seguida, se retirar da área.

ACESSO PROIBIDO – 0 juiz proibiu novo acesso ou a permanência de pessoas da empresa, a qualquer título, na terra Yanomâmi,  “inclusive para promover a execução de contratos públicos” e determinou a “suspensão parcial do exercício de atividade econômica dos requeridos, incluindo a execução de contratos públicos, salvo prévia autorização judicial”.

A Procuradoria afirmava que a presença da Cataratas na TIY teria “o potencial de ser utilizada como tentativa de conferir legitimidade à manutenção da presença de infratores” na terra Yanomami.

A primeira contratação foi feita em 10 de março pelo 6.º Batalhão de Engenharia de Combate (6.º BEC), do Comando Militar da Amazônia, do Exército, em regime de emergência. Seu objetivo era aumentar a quantidade de água disponível no 4.º Pelotão Especial de Fronteira (PEF) envolvido na operação de socorro aos indígenas na região de Surucucu, em Roraima.

MENOR PREÇO – O valor do contrato não é alto: trata-se de R$ 185 mil. E a empresa foi escolhida pelo critério de menor preço em um pregão eletrônico. De acordo com o Exército, não cabia à unidade fazer a análise dos problemas judiciais de “eventuais proprietários da Cataratas”.

Além do Exército, o MPF investiga a possível contratação da mesma empresa pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde, a fim de instalar outro poço na Unidade Básica de Saúde Indígena de Surucucu, próximo das instalações do 4.º PEF. Por enquanto, a procuradoria não obteve informações sobre esse contrato.

De acordo com a ação do procurador da República Matheus de Andrade Bueno, a empresa Cataratas e seus sócios foram denunciados em ação penal, em 2022, e se tornaram réus em razão da exploração ilegal de minérios.

VÁRIAS ACUSAÇÕES – Os empresários e seus supostos cúmplices são acusados de lavagem de dinheiro, obstrução da Justiça e de formar organização criminosa responsável por fornecer aeronaves, munições de armas e fogo, combustível e outros materiais para o garimpo ilegal.

“O contexto narrado soa como possibilidade de que o infrator, ao qual já incumbiria o dever de reparar o dano, seja remunerado por uma obra cuja necessidade é fruto de um ato ilícito próprio anterior, fulminando, a um só tempo, a boa-fé objetiva (…) a responsabilidade ambiental e, até mesmo, o simples bom senso”, denunciou Matheus de Andrade Bueno, procurador da República

Uma empresa de táxi aéreo supostamente em nome de dois laranjas teria sido utilizada ainda para a retirada clandestina de ouro da região. Segundo o MPF, “ressalta-se que a atividade de perfuração de poços artesianos funcionava justamente como ferramenta de ocultação entre recursos de origem lícita e ilícita, operando, portanto, como mecanismo de atos de lavagem de bens e valores pela empresa”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É ilusão achar que os garimpos são abertos por trabalhadores em busca de trabalho. Na verdade, trata-se de empresas ilegais, que usam equipamentos caríssimos, como retroescavadeiras, barcaças, helicópteros e aviões. São dirigidas por empresários riquíssimos, e o que sobra para os trabalhadores é muito pouco. Detalhe: jamais são presos e denunciados. O que está acontecendo com Rodrigo Cataratas é uma exceção que confirma a regra. E podem ter certeza de que ele nem será processado. (C.N.)  

Com Bolsonaro encrencado, Tarcísio de Freitas tem espaço para liderar oposição


Tarcísio aumenta salário mínimo de São Paulo para R$ 1.550

Se Bolsonaro ficar inelegível, Tarcísio diz que aceita a missão

Thomas Traumann
Veja

Foram só seis meses. Em outubro, Jair Bolsonaro teve 58 milhões de votos, perdeu a reeleição pela menor diferença de votos na história e saiu das urnas como o maior líder da extrema-direita brasileira. Sua base política — o agronegócio, os evangélicos e os oligarcas do Centrão — tem a maioria da Câmara e do Senado. Seus candidatos venceram os governos de dezessete Estados.

Sem a caneta presidencial, sem a fibra para liderar a oposição, envolvido em uma dúzia de processos civis e criminais e com parte da equipe comprovadamente envolvida na tentativa de golpe, Bolsonaro definhou.

SEU SUCESSOR – Nas avenidas Faria Lima, Paulista ou Ataulfo de Paiva, a pergunta é uma só: quando Bolsonaro vai dar lugar ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas?

Com as desventuras em série envolvendo Bolsonaro, a dúvida em Brasília, em São Paulo e no Rio não é mais se ele será considerado inelegível pela Justiça, mas se além disso também será preso. Nesta semana, a sua sucessão foi debatida publicamente por dois dos seus maiores aliados.

“Ele jogou fora a possibilidade de reeleição? Sem dúvida. Outro nome de direita como Romeu Zema, Tarcísio de Freitas ou Ratinho Jr. vai desperdiçar essa chance e errar tanto? Então, talvez Bolsonaro seja melhor cabo eleitoral do que candidato”, disse Arthur Lira a O Globo.

DISSE COSTA NETO – Em entrevista ao Valor, o presidente do partido de Bolsonaro, Valdemar da Costa Neto, foi explícito:

ValorFlávio (o filho primogênito) é o herdeiro político do Bolsonaro?

Valdemar: Se acontecer alguma coisa com o Bolsonaro, Flávio pode ser candidato a presidente. Ele tem que ir bem lá [no Rio]. O Eduardo Bolsonaro é bom também. Um é diferente do outro. O Eduardo é o cara do batente, o Flávio é mais cabeça. E tem o Tarcísio em São Paulo, que é um fenômeno.

ValorMas ele não é do PL…

ValdemarNão é, mas amanhã pode ser.

Governador de São Paulo sem nunca ter morado no estado, Tarcísio tem uma avenida aberta à sua frente. Um dia se comporta como um hidrófobo e anuncia a mudança do nome da estação de metrô Paulo Freire. Noutro, age com sensatez. Esteve na comitiva de governadores que visitou o Supremo Tribunal Federal depois da invasão golpista de 8 de janeiro, participou com Lula da visita aos desabrigados do litoral paulista e anunciou apoio à proposta de reforma tributária.

OUTRAS FALHAS – Há erros como a falta de providências contra a Secretaria que divulgou informação falsa sobre cancelamento de investimentos ucranianos no Brasil e a demora nos resultados de segurança na Cracolância, onde foram registrados na polícia 9.491 assaltos em quatro meses.

Mas há acertos como ter como articulador político um expert como Gilberto Kassab. E há falhas a serem corrigidas, como a falta de um economista de primeira linha no secretariado.

Ao mesmo tempo, o governador mostra calculada consideração pública com Bolsonaro. Perguntado por Andréia Sadi, da GloboNews, sobre um possível candidato a presidente, ele foi cauteloso: “Eu não vou disputar nunca com uma pessoa que me abriu todas as portas”.

ACM E TRUMP – Como dizia Antônio Carlos Magalhães (1927-2007), a política é a única profissão que você pode ressuscitar sem precisar morrer antes. Preso e com o partido estraçalhado em 2020, Lula da Silva parecia um zumbi antes de ressuscitar a partir da derrocada do próprio Bolsonaro.

Nos EUA, Donald Trump se viu enredado numa sucessão de processos muito similar ao de Bolsonaro, mas hoje é o favorito para ser o candidato republicano.

Políticos do Centrão e os operadores do mercado financeiro podem estar se apressando ao antecipar a morte política de Bolsonaro. Na feira Agrishow, em Ribeirão Preto, na terça-feira, Bolsonaro circulou ao lado de Tarcísio aos gritos de “mito”. A força popular do ex-presidente é inegável, mas há sinais de esgotamento.

CASO DA VACINAÇÃO – Levantamento de redes sociais da Quaest mostrou que a ação da PF de quarta-feira sobre a carteira de vacinação de Bolsonaro teve 30 milhões de interações nas primeiras 24 horas — o maior volume de discussão de qualquer assunto político no ano. Depois do susto, os bolsonaristas até conseguiram se unir em torno da vitimização do ex-presidente, mas a tese da “perseguição” ficou restrita à bolha.

Segundo a Quaest, 81% de todas as postagens sobre o tema foram negativas a Bolsonaro. A derrota de Bolsonaro ocorre depois que o filho estrategista, Carlos, abandonou as redes do pai.

Como as redes sociais formam um ecossistema majoritariamente bolsonarista, é uma derrota importante. No seu perfil no Twitter, o cientista político Christian Lynch fez uma provocação:

AFIRMOU LYNCH – “Não é que a hegemonia conservadora tenha passado. É o contrário. A ocupação de espaços institucionais pela direita é que tem permitido o retorno a uma rotina política. Meu ponto é que essa direita não será mais cavalgada pelos radicais, e muito menos pela quadrilha Bolsonaro”.

Por este raciocínio, a direita conservadora representada por Tarcísio de Freitas tentará um equilíbrio difícil: ficar perto do ex-presidente o suficiente para obter sua benção e herdar sua base popular, mas ao mesmo tempo tomar distância do golpismo.

Não é simples, mas Tarcísio já tem o apoio majoritário da elite antilulista para assumir a liderança da direita.

Lula acorda e manda Rui Costa liberar logo as emendas do orçamento secreto

 


Rui Costa entra em debate sobre regra fiscal, que pode ficar para depois do  Copom

Rui Costa está atrapalhando a articulação política

Vera Rosa
Estadão

O presidente Lula cobrou do ministro da Casa Civil, Rui Costa, a liberação de recursos prometidos para deputados e senadores. Costa queria segurar parte do espólio do orçamento secreto, agora sob comando dos ministérios, para que o dinheiro fosse repassado prioritariamente à nova versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a ser lançada neste mês. Trata-se de um montante de R$ 10 bilhões.

Na prática, o chefe da Casa Civil desejava que o grosso dos recursos remanejados para os ministérios, após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o fim do orçamento secreto, fosse destinado a obras e investimentos do governo, e não a emendas. Lula, porém, disse que não dá para comprar briga com o Congresso, muito menos agora, às vésperas do envio da proposta da nova âncora fiscal.

MAIS NOMEAÇÕES – Além do levantamento da execução orçamentária, o presidente também pediu a Costa e ao ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, um relatório sobre pendências que faltam ser resolvidas para nomear indicados de partidos aliados em cargos do primeiro e segundo escalões.

Disse que quer ver os dados antes das reuniões previstas para esta semana entre ministros do PSB, PSD, MDB e União Brasil – partidos que votaram contra a orientação do Planalto na análise do Marco do Saneamento – e dirigentes das legendas.

Há, ainda, cerca de 400 cargos para serem preenchidos nos Estados. Na lista dos postos mais disputados estão diretorias da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

CODEVASF EM CENA – Com várias unidades entregues ao Centrão, no governo de Jair Bolsonaro, a Codevasf se tornou um duto de escoamento do orçamento secreto, escândalo revelado pelo Estadão. A Controladoria-Geral da União (CGU) encontrou problemas em licitações da empresa, durante a gestão Bolsonaro, com compras superfaturadas de tratores e equipamentos agrícolas.

Aliados do governo Lula brigam, ainda, por diretorias do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), entre outras repartições com orçamentos vistosos.

“Nós sabemos que a votação do Marco do Saneamento foi um recado e vamos fazer um freio de arrumação nisso”, disse o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE).

CULPA DE COSTA – Até agora, as dificuldades na articulação política do Palácio do Planalto com o Congresso foram atribuídas a Padilha, mas o Estadão apurou que Costa tem segurado nomeações e emendas. O ministro da Casa Civil alega que é preciso fazer um pente-fino sobre as indicações políticas, para análise de currículos.

Desde a semana passada, quando o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), reclamou com Lula de que os acordos com partidos da base de sustentação do governo não estavam sendo cumpridos, o cofre começou a ser aberto.

Não tanto, porém, como gostariam legendas como o União Brasil, que controla três ministérios (Comunicações, Turismo e Integração) e reclama que a liberação das emendas e dos cargos a “conta-gotas”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Caramba! Lula demorou muito para perceber que o ministro Rui Costa estava boicotando  o também ministro Alexandre Padilha, e com isso prejudicava o governo como um todo. Devido ao mau humor e à vaidade descabida, Rui Costa virou unanimidade contra. Em Brasília, todos sabem que, sem emendas, não tem conversa. Isso é Brasil! (C.N.)


Atrás da Delegacia de Polícia e do Quartel da Polícia Militar a siruação é essa, tirem as conclusões no restante da cidade, isso os vereadores da sitação não enxergam

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O problema mais grave é a água parada acumulada nos entulhos, e no próprio lixo, provocando fedentina insurpotável.

Moradores dos bairros de Jeremoabo, estão sofrendo com a falta de limpeza das ruas . Eles reclamam que há mais de mês  as vias não são limpas e nem capinadas, o que vem causando transtornos e doenças.
O problema mais grave relatado pelos moradores são os entulhos que armazenam água da chuva podendo ser criadouro do mosquito Aedes aegypti que transmite a dengue, chikungunya e zika vírus.


“Tem muito lixo  na rua acumulando água. Nós temos medo de causar alguma doença por causa do mosquito da dengue. Até que a gente tenta fazer a nossa parte, mas é preciso que o prefeito faça a sua, falou um morador revoltado.

A prefeitura gasta uma fortuna com empresa do lixo para fazer o que, se as ruas estão nadando no lixo?

Isso é um atentado a saúde pública, virou caso de polícia, no entanto, a saúde pública não vê, o meio ambiente é igual a linha imaginária, a vigilância sanitária pior ainda, o prefeito só quer fazer propaganda de festas juninas ou então da entrada da cidade obra bancada pelo governo do estado .

O pior de tudo isso é que os vereadores da situação só enxergam o asfalto da entrada da cidade, só vê o sofrimennto desse povo no período eleitoral em busca de votos 

Se você tem denúncias  da sua comunidade basta mandar um recado de texto para o WhatsApp do Blog Dedemontalvao , ou pelo e-mail .

Abra esse Link e escute a música.

https://www.tiktok.com/@mario0881/video/6875113590182006017?is_from_webapp=1&sender_device=pc



terça-feira, maio 09, 2023

Injusta Causa: CNJ condena desembargadores do TRT-BA por venda de sentenças

 

Injusta Causa: CNJ condena desembargadores do TRT-BA por venda de sentenças

Por Redação

Foto: Divulgação/ Associação dos Magistrados da Bahia

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por determinação da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, condenou nesta terça-feira (9) cinco desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-BA) na Operação Injusta causa, da Polícia Federal (PF), por venda de sentenças.

 

A ex-presidente do TRT, Maria Adna Aguiar, Noberto Frerichs, e Washington Gutemberg foram condenados a aposentadoria compulsória, enquanto Maria das Graças Oliva Boness e Esequias Pereira de Oliveira tiveram como pena a censura.

 

A Operação, deflagrada em 2019 pela PF, é responsável por investigar e desarticular um esquema de venda de decisões judiciais e tráfico de influência na Bahia. Na ocasião, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em gabinetes dos desembargadores, que foram afastados até maio de 2020, quando cinco magistrados voltaram às atividades. A medida foi revista em dezembro de 2022.

Tribunais de Contas e outros órgão reforçam ações para fiscalizar gastos festejos juninos


Por Redação

Tribunais de Contas e outros órgão reforçam ações para fiscalizar gastos festejos juninos
Foto: Divulgação

O Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA), Tribunal de Contas dos Municípios, Ministério Público (MPBA) e Ministérios Públicos Especiais de Contas do TCE e do TCM, se reuniram no gabinete da Presidência do TCM, nesta segunda-feira (8), para assinar um ofício que legitima a participação das entidades no fornecimento de dados para o painel eletrônico, desenvolvido pelo MPBA, que vai apresentar os gastos públicos em relação às contratações artísticas no período das festas de junho.

 

O presidente do TCE/BA, conselheiro Marcus Presídio, avalia que a fiscalização preventiva tem como propósito principal dar transparência e preservar os recursos públicos, mas ressalta que os festejos juninos são de grande importância para a economia do estado, bem como para manter as tradições culturais. “Neste momento, em que nos aproximamos do período das festas mais tradicionais do Nordeste, é preciso buscar a melhor forma de preservar o interesse público, mas sempre mantendo o equilíbrio das contas. É uma festa tradicional, que movimenta a economia das cidades, e por isso o controle deve exercer o seu papel para que todos se beneficiem, principalmente os cidadãos”, disse Marcus Presidio.

 

O coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção à Moralidade Administrativa (Caopam), órgão do Ministério Público, Frank Ferrari, explica que a atuação interinstitucional tem o objetivo de estimular a transparência sobre os gastos públicos, instrumentalizar o controle social e contribuir para o exercício de uma gestão responsável dos recursos públicos. O painel será publicado no site do MPBA, e os dados coletados serão apresentados à sociedade e à imprensa em audiência pública prevista para o próximo dia 14 de junho. Os entes públicos fornecerão os dados com informações sobre a realização de eventos e as contratações de artistas, bandas e shows, cujas apresentações ocorreram ou estão programadas para ocorrer, respectivamente, entre 1º de maio e 31 de julho de 2022 e 2023.

 

Participaram também da assinatura do ofício o presidente do TCM/BA, conselheiro Francisco de Souza Andrade Netto; a procuradora-geral de Justiça, Norma Cavalcanti; a procuradora-geral do MPC/TCM Aline Rego; a procuradora-geral do MPC/TCE, Camila Luz; o diretor-executivo da Rede de Controle, Antônio Argollo Neto; o Chefe de Gabinete do MPBA, o promotor de Justiça Pedro Maia, a subcoordenadora do Caopam, a promotora de Justiça Rita Tourinho, e o Superintendente Técnico do TCE/BA, José Raimundo Bastos de Aguiar.

Senado recebe duro manifesto contra projeto que desvia recursos do Sesc e do Senac

Publicado em 9 de maio de 2023 por Tribuna da Internet

Sesc-SC - Projeto que direciona 5% do repasse Sesc e Senac para Embratur pode comprometer serviços no Sul do país

Movimento em defesa do Sesc e do Senac se baseia na lógica

Vicente Limongi Netto

As confederações patronais brasileiras entregaram uma carta-manifesto aos senadores, solicitando que não prosperem os artigos 11 e 12 do projeto que deve ir à votação nos próximos dias e prevê o desvio de 5% dos recursos de Sesc e Senac para a Embratur. Assinam os presidentes da Confederação Nacional do Comércio (CNC), José Roberto Tadros; da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade; da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Vander Costa; e da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), Márcio Lopes de Freitas.

O documento reforça que “a inserção dos mencionados artigos no texto atual da proposição prejudicará milhões de atendimentos oferecidos à população nas áreas de saúde, educação, assistência, cultura, lazer e profissionalização. Ou seja, as consequências serão sofridas pelos trabalhadores dos diversos segmentos econômicos e pessoas que mais necessitam ter garantido o acesso aos serviços básicos e fundamentais, previstos na Constituição da República”.

TUDO ERRADO – As confederações reiteram que os artigos, além de desfigurar o sistema constitucional de afetação dos recursos das contribuições a finalidades específicas, vão contra a lógica orçamentária constitucionalmente prevista.

Em outro trecho, a carta ressalta que o desvio de recursos destinados ao Sistema S vai em direção oposta à “garantia dos direitos fundamentais à assistência social, à saúde, à educação, à valorização do trabalho humano, todos promovidos pelos Serviços Sociais Autônomos, e todos considerados cláusulas pétreas (art. 60, § 4º, inciso IV, CF)”.

As entidades encerram a carta agradecendo “a sensibilidade para a relevância da matéria” e renovando, “acima de tudo, nossos laços de união e empenho em favor do Sistema S e, consequentemente, do Brasil”.

ALTO RISCO REAL – Se os dispositivos entrarem em vigor, existe o risco real de encerramento das atividades do Sesc e do Senac em mais de 100 cidades brasileiras e mais de R$ 260 milhões deixarão de ser investidos em atendimentos gratuitos (incluindo exames clínicos e odontológicos, por exemplo).

Além do fechamento de unidades, também podem ocorrer demissões de mais de 3,6 mil trabalhadores, redução de 2,6 milhões de quilos de alimentos distribuídos pelo Programa Mesa Brasil Sesc, fechamento de 7,7 mil matrículas em educação básica e 31 mil em ensino profissionalizante, entre outros prejuízos que serão sofridos diretamente pela população atendida.

Por lei, todos os recursos de Sesc e Senac devem financiar programas de bem-estar social aos comerciários e suas famílias, além de criar e administrar escolas de aprendizagem comercial e cursos práticos, de formação ou de especialização para os empregados do comércio.


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