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PL quita multa de R$ 23 milhões aplicada por Moraes, e recursos são liberados

Sábado, 18/02/2023 - 07h20

Por Folhapress

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em decisão publicada nesta sexta-feira (17), o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes, afirmou que foi paga a multa no valor de R$ 22,9 milhões imposta ao PL por "litigância de má-fé" ao questionar o resultado das eleições de 2022.
 

"Conforme se extrai dos cálculos apresentados pela unidade técnica, os valores transferidos à conta específica já são suficientes à plena quitação da multa imposta", disse o ministro Alexandre de Moraes em decisão.
 

Com a quitação foi reconhecida, Moraes determinou que seja imediatamente liberado ao partido do ex-presidente Jair Bolsonaro o saldo remanescente nas contas partidárias, assim como o repasse mensal do fundo partidário.
 

Ao rejeitar uma ação do PL contra o resultado das eleições em novembro passado, o ministro Moraes aplicou uma multa de R$ 22,9 milhões e suspendeu o fundo partidário das três legendas --PL, PP e Republicanos-- que formaram a coligação do então presidente Bolsonaro na disputa pelo Planalto.
 

Moraes calculou o valor da multa com base no CPC (Código de Processo Civil), que permite ao juiz aplicar a pena em caso de litigância de má-fé. Segundo o Código, a multa pode ser de 1% a 10% do valor da causa, calculada em R$ 1,15 bilhão. O ministro estabeleceu, no caso, uma multa de 2%, ou seja, R$ 22,9 milhões.
 

Dias depois, o ministro excluiu o PP e o Republicanos da ação de teor golpista que buscava anular votos de mais de 279 mil urnas no segundo turno.
 

Os dois partidos recorreram ao TSE afirmando que a iniciativa foi uma ação isolada do PL e que ambos não questionavam o resultado das urnas.
 

Em 15 de dezembro, os demais ministros da corte eleitoral rejeitaram recurso do partido de Bolsonaro contra a aplicação da multa.
 

Moraes entendeu que na iniciativa encampada pelo PL houve "finalidade de tumultuar o próprio regime democrático brasileiro" e determinou que o presidente do partido fosse alvo de investigações no STF (Supremo Tribunal Federal), no inquérito das milícias digitais, e no TSE.
 

Segundo o ministro, não foram apresentados no pedido da legenda "quaisquer indícios e circunstâncias que justifiquem a instauração de uma verificação extraordinária".
 

O partido argumentou ao tribunal que "jamais teve a intenção de causar qualquer tumulto ao processo eleitoral brasileiro, muito menos fomentar qualquer tipo de movimento ideológico".

Bahia Notícias

Ministro da CGU diz que cartão de Bolsonaro tem registro de vacina contra Covid; órgão apura se dado é real


Por Redação

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Carvalho, afirmou que o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) se vacinou contra a Covid-19 e isso foi registrado no cartão de vacinação do liberal no dia 19 de julho de 2021, em São Paulo.

 

O Ministério da Saúde recebeu um ofício da CGU para que dê informações da origem do registro da dose no cartão do ex-presidente.

 

Bolsonaro que disse diversas vezes publicamente que não tomou a vacina chegou a decretar sigilo ao próprio cartão de vacinação e qualquer informação sobre as doses de vacinas que ele possa ter recebido, usando a justificativa de que se trata de informação privada do ex-presidente.

 

Ao assumir a presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou à CGU que analisasse todos os sigilos impostos pelo governo Bolsonaro. 

Bahia Notícias

Com lei de cotas no funcionalismo prestes a expirar, governo prepara nova versão ampliada

Sábado, 18/02/2023 - 08h40

Por Idana Tomazelli e Fábio Pupo | Folhapress

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Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Reivindicação histórica do movimento negro, a lei de cotas nos concursos públicos expira em junho de 2024 sob o diagnóstico de que seus efeitos ficaram aquém do esperado. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer fechar, ainda no primeiro semestre deste ano, uma proposta para renovar e aprimorar a legislação.

 

A intenção é aperfeiçoar os mecanismos para conseguir, efetivamente, promover uma transformação do serviço público federal, que ainda hoje é formado por uma maioria branca —sobretudo em cargos de maior remuneração.

 

"Combinamos de fazer no início do ano uma avaliação de como está hoje esse quadro, tanto no acesso, mas também nos altos cargos de gestão, para avaliar eventualmente metas e pensar em formas de garantir uma maior diversidade no topo", afirmou a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

 

A Lei 12.990 foi aprovada em 2014, a partir de um projeto apresentado pelo governo Dilma Rousseff (PT). Ela prevê uma reserva de 20% das vagas oferecidas em concursos públicos federais para pessoas negras. O critério inclui aqueles que se autodeclaram pretos ou pardos, conforme a classificação usada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

A lei também estipulou uma vigência de dez anos para a política, prazo que se completará em junho de 2024 —daí a discussão sobre a renovação.

 

Ainda durante a campanha, a equipe de Lula já falava na necessidade de aprimorar a legislação, para prever também cotas específicas para indígenas.

 

Agora, as conversas vão na direção de cuidar não só da entrada desses grupos no funcionalismo, mas também das condições para sua ascensão na carreira. "É uma discussão para avaliar se não teria [que ter] metas para cargos [de alto nível]", disse Dweck.

 

Segundo ela, a proposta foi sugerida inicialmente por representantes do Ministério da Igualdade Racial. "Na transição ainda, combinamos de fazer no início do ano uma avaliação de como está hoje esse quadro, tanto no acesso, mas também nos altos cargos de gestão, para avaliar eventualmente metas e pensar em formas de garantir uma maior diversidade no topo", afirmou.

 

Segundo a ministra, o fato de Lula ter nomeado negros e mulheres para comandar ministérios acabou servindo de incentivo para que a diversidade fosse replicada pelas áreas. Das 37 pastas, 10 são comandadas por autodeclarados negros, e duas por autodeclarados indígenas. São 26 homens e 11 mulheres.

 

Ainda assim, o panorama geral está longe de uma mudança estrutural. A ministra não descarta prever cotas ou ao menos metas para o número de pessoas negras em cargos em comissão. "Se você olhar mulheres negras nos cargos de alta gestão, era um percentual muito baixo, em torno de 2%. Então a gente tem que tentar entender isso", disse.

 

O diagnóstico sobre a eficácia da lei de cotas tem sido em parte prejudicado porque houve uma forte redução na quantidade de concursos públicos nos últimos anos, diante do agravamento da situação fiscal do país.

 

Ainda assim, um estudo da Enap (Escola Nacional de Administração Pública), publicado em 2021 em parceria com a UnB (Universidade de Brasília) e o Executivo federal, concluiu que os resultados observados desde a aprovação da lei demonstraram sua insuficiência na promoção do ingresso de pessoas negras no funcionalismo federal.

 

Em todos os concursos, exceto aqueles voltados à carreira de professor de ensino superior, apenas 15,4% dos candidatos aprovados e que estão registrados no sistema de pessoal da União (ou seja, de fato ingressaram na carreira) se declararam ou foram identificados como cotistas.

 

Esse primeiro dado já indica que o percentual da lei de cotas seria descumprido, mas há um segundo ponto. Há candidatos negros que obtêm boas notas e acabam sendo nomeados em vagas destinadas à ampla concorrência. "Espera-se que o número de nomeados em vagas reservadas para negros seja, então, menor do que os 15,4%", diz o estudo.

 

O trabalho analisou informações dos concursos públicos com edital de abertura publicado entre junho de 2014, quando a lei entrou em vigor, até dezembro de 2019.

 

Além de cruzar as listas de aprovados com os registros de pessoal do governo federal, os pesquisadores aplicaram critérios adicionais, como data de ingresso no cargo e se é ou não servidor estatutário. Isso foi feito para evitar contabilizar "falsos positivos", isto é, pessoas que prestaram o concurso como cotista, mas ingressaram no serviço público depois, por meio de outras modalidades, como cargos comissionados ou contratos temporários.

 

Na carreira de professor do magistério superior, os pesquisadores conseguiram quantificar o percentual de nomeados exclusivamente para as vagas reservadas a negros, por meio da análise de portarias publicadas no DOU (Diário Oficial da União). O índice ficou em mero 0,53%.

 

Embora os efeitos da lei tenham ficado abaixo do esperado, ainda assim houve uma ampliação da presença de negros no serviço público. "A política de cotas está correlacionada com um aumento de 3% no número de negros no serviço público", diz o estudo da Enap.

 

Dados do Atlas do Estado Brasileiro, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), mostram que, até 2013, pretos e pardos representavam no máximo 32,3% dos novos funcionários públicos a cada ano. O percentual subiu para 37,5% em 2015, logo após a sanção da lei de cotas, e alcançou 43,5% em 2020, dado mais recente disponível.

 

O problema, segundo os pesquisadores da Enap, é que a garantia de um piso em proporção de vagas para esse grupo não foi suficiente para levar a um aumento expressivo da parcela de servidores negros no Poder Executivo Federal.

 

Quando se analisa o total dos funcionários federais ativos, os números mostram que a ampliação da diversidade racial no serviço público ainda é tímida.

 

Em 2013, um ano antes da publicação da norma, 32,6% dos servidores do Executivo federal eram pretos ou pardos. O percentual subiu a 35,1% em 2020, segundo os dados do Ipea.

 

O Painel Estatístico de Pessoal, mantido pelo próprio Poder Executivo, mostra que essa participação estava em 36,2% em janeiro de 2023.

 

O avanço também foi pequeno entre cargos de alta gestão. Embora representem mais de um terço da força de pessoal, os negros ficaram com menos de um quinto dos cargos de ministros ou secretários —classificados como direção e assessoramento superiores (os DAS) nos níveis 5 ou 6 (os mais altos).

 

Em 2013, 158 negros ocupavam esses postos, o equivalente a 12% das posições. Em 2020, o grupo detinha 230 vagas, ou 17% do total, segundo os dados do Ipea. A pesquisa não alcança o novo governo Lula.

 

O estudo da Enap cita outros levantamentos para apontar que há desigualdade também entre as carreiras. Entre os diplomatas, por exemplo, levantamento de 2014 apontou que os negros representam 6% do total. Entre os auditores da Receita Federal, o percentual é de 12%.

 

Esses estudos concluem que o homem branco é o perfil dominante no serviço público e ocupa os cargos com maior remuneração. Em condições opostas estão as mulheres negras –que estão em posições de menor remuneração e se concentram na administração municipal.

 

A ministra Esther Dweck disse também que o governo quer incentivar os servidores a responderem pesquisas e preencherem a autodeclaração, hoje facultativa, para traçar um panorama mais fidedigno do quadro da diversidade na administração pública.

 

Segundo ela, o TCU (Tribunal de Contas da União) também tem dialogado em busca de aprimorar os dados disponíveis sobre o perfil dos servidores públicos.

 

ENTENDA AS COTAS NO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL

O que é a lei de cotas no funcionalismo?

Criada em 2014, a lei reserva aos negros 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União.

 

Quem pode usar o mecanismo?

Podem concorrer às vagas reservadas a candidatos negros aqueles que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição no concurso público.

 

E se houver declaração falsa?

O candidato será eliminado do concurso e, se houver sido nomeado, ficará sujeito à anulação da sua admissão (após procedimento administrativo com contraditório e ampla defesa), sem prejuízo de outras sanções cabíveis.

 

Qual foi o prazo estipulado pela lei?

A lei tem vigência pelo prazo de dez anos (ou seja, até junho de 2024)

Bahia Notícias

PT busca mudar artigo 142 da Constituição e quer restringir militares em cargos civis


PT articula emenda para eliminar visão golpista de artigo - 11/02/2023 - Painel - Folha

O artigo 142 da Constituição é hoje o mais conhecido

Vera Rosa, Beatriz Bulla e Pedro Venceslau
Estadão

O PT tentará proibir a participação de militares da ativa em cargos públicos e acabar com operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Passado o carnaval, deputados do partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deflagrarão uma ofensiva com o objetivo de obter 171 assinaturas para apresentar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que reformule o artigo 142.

O dispositivo trata do papel das Forças Armadas, mas é distorcido por bolsonaristas como justificativa para defender uma intervenção militar no País.

EM MÁ HORA – Apesar das articulações do PT, o Palácio do Planalto resiste à ideia, sob o argumento de que não é hora de comprar nova briga, após a pressão sobre o Banco Central para reduzir a taxa de juros. O artigo 142 da Constituição é citado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que não aceitam o resultado da eleição.

A leitura da extrema-direita é a de que o texto autoriza as Forças Armadas a atuar como poder moderador, se forem convocadas a fazer uma intervenção.

Juristas e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), porém, rechaçam esse entendimento. A ideia de alterar o artigo 142 para afastar interpretações esdrúxulas tem o apoio do ministro do Supremo Gilmar Mendes.

DIZ O ARTIGO – A atual redação diz que as Forças Armadas se destinam à “defesa da Pátria, à garantia dos Poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

Os petistas querem retirar da Constituição justamente o trecho que prevê a citação da garantia à lei e à ordem e, em seu lugar, determinar que os militares assegurem “a independência e a soberania do País e a integridade do seu território”. A proposta estabelece, ainda, que os fardados devem ir imediatamente para a reserva se aceitarem cargos públicos.

A expressão “lei e ordem” foi encaixada no anteprojeto da Constituinte, em 1987, e a tentativa de apagá-la do texto quase custou uma rebelião militar. À época, o então deputado José Genoino (PT) queria trocar a referência por “ordem constitucional”. Fernando Henrique Cardoso, então líder do PMDB no Senado, conseguiu negociar um meio-termo para que a atuação militar só ocorresse em caso de chamado de um dos Poderes.

MOMENTO OPORTUNO – Para a cúpula do PT, é preciso usar o momento de consternação após a tentativa de ataque golpista de 8 de janeiro para emplacar a mudança constitucional e conter a politização das Forças Armadas. De autoria dos deputados Carlos Zarattini e Alencar Santana, o texto – batizado de “PEC antigolpe” – tem aval do futuro presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Rui Falcão, também do PT de São Paulo.

“As Forças Armadas precisam ter claro que o seu papel é o de defesa do território nacional e da soberania, e não o de promover ações de repressão internas”, disse Zarattini ao Estadão. “Além disso, incluímos trecho para limitar a participação de militares da ativa em cargos civis. Quem quiser entrar no governo que vá para a reserva.”

O movimento ocorre na sequência de um turbulento início de governo no que diz respeito à relação do Planalto com os militares. Na campanha do ano passado, uma ala do PT pediu que Lula encaixasse no programa de governo um capítulo com mudanças no artigo 142. O então candidato barrou a sugestão para não criar mais atritos com os oficiais.

DESCONFIANÇA – A desconfiança do governo sobre a atuação das Forças Armadas, no entanto, cresceu depois da invasão do Planalto, do Congresso e do STF. A crise levou Lula a trocar o comando do Exército. Após os ataques, o presidente disse que as Forças “não são poder moderador como pensam que são”.

Mesmo assim, no Planalto e no Ministério da Defesa há temor de que a PEC possa “contratar” uma nova crise com os militares em um momento no qual a relação ainda tem cicatrizes provocadas pelos últimos episódios. Existe também a avaliação de que a proposta tende a dividir a base de apoio de Lula, composta por diversos partidos, entre os quais os do Centrão.

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que o assunto não está em debate. “Isso não foi discutido. Quando chegar mais essa polêmica, a gente vê”, declarou Padilha ao Estadão.

DIZ O AUTOR – Zarattini, por sua vez, disse não esperar o apoio do Planalto. “Não é uma iniciativa do governo, mas fomos estimulados pelas declarações do próprio presidente e do comandante do Exército, general Tomás Miguel (Paiva), contra a politização das Forças Armadas”, destacou o deputado, que é vice-líder do governo.

“Achamos que esse é o melhor momento para resolver o problema do artigo 142 porque houve uma tentativa de golpe e a extrema direita está mais fraca”, completou.

Na avaliação do general Roberto Peternelli, ex-deputado, o texto não deve prosperar no Congresso. “Essa PEC é casuística e iria gerar atrito desnecessário com as Forças. Existem outras prioridades no Legislativo, como a reforma tributária”, comentou o general.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 O momento não é ruim, não; é péssimo. Vamos olhar para a frente e deixar quieto quem enfim está quieto, se é que vocês me entendem, como dizia Maneco Müller, o genial cronista Jacinto de Thormes. (C.N.)

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