sexta-feira, agosto 20, 2021

PF faz buscas contra Sergio Reis e deputado Otoni de Paula

 Foto: Reprodução/TV Globo

Ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e atende a pedido da PGR20 de agosto de 2021 | 07:28

PF faz buscas contra Sergio Reis e deputado Otoni de Paula

O deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) e o cantor Sergio Reis são alvos de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é do G1.

Ao todo, 29 mandados foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes e atendem a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apura manifestações contra as instituições.

Agentes da Polícia Federal (PF) foram ao menos a quatro endereços no Rio e em Brasília ligados ao cantor, na casa e no gabinete do deputado

No Rio, equipes estiveram no Anil e na Barra da Tijuca, na Zona Oeste.

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Bolsonaro entra com ação no STF para proibir corte de abrir inquérito sem aval do MP

por Matheus Teixeira e Ricardo Della Coletta | Folhapress

Bolsonaro entra com ação no STF para proibir corte de abrir inquérito sem aval do MP
Foto: Carolina Antunes / PR

O governo Jair Bolsonaro entrou com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) em que pede que seja anulado o artigo do regimento interno da corte que permite a instauração de inquérito de ofício, ou seja, sem pedido do Ministério Público.
 

O processo foi apresentado pela AGU (Advocacia-Geral da União), órgão que faz a defesa judicial do governo. A ação é uma reação do chefe do Executivo contra as recentes decisões do Supremo e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para investigar a conduta de Bolsonaro por, sem provas, acusar o sistema eletrônico de votação de fraude.
 

O primeiro inquérito de ofício aberto pelo Supremo foi o das fake news, em 2019. A investigação foi instaurada por ordem do então presidente da corte, Dias Toffoli. A medida foi amplamente criticada pois a Constituição estabelece que investigações dependem de uma solicitação nesse sentido do Ministério Público.
 

Além disso, também foi contestado o fato de o ministro Alexandre de Moraes ter sido designado relator do caso, sem que houvesse sorteio para distribuição do processo, como ocorre geralmente.
 

Apesar das críticas iniciais, no entanto, a disseminação de notícias fraudulentas por pessoas próximas de Bolsonaro e a elevação da tensão na relação entre os Poderes levou o Supremo a se unir em favor do inquérito.
 

Mais de um ano depois que ele foi aberto por decisão individual de Toffoli, o plenário da corte referendou a instauração da investigação.
 

No início de agosto, após Bolsonaro insistir nos ataques às urnas eletrônicas, o TSE tomou uma decisão similar e também instaurou um inquérito de ofício, desta vez para apurar especificamente as acusações sem provas feitas pelo presidente contra a Justiça Eleitoral.
 

Na tarde desta quinta, Bolsonaro teve uma reunião com o advogado-geral da União, Bruno Bianco, no Palácio do Planalto.
 

A ofensiva judicial é mais um capítulo da crise institucional entre o Planalto e a cúpula do Judiciário. Além de questionar a segurança das eleições, Bolsonaro tem atacado Moraes e Luís Roberto Barroso, também do STF.
 

No fim de semana, Bolsonaro chegou a anunciar no Twitter que iria ao Senado para protocolar pedidos de impeachment contra os dois magistrados. Até o momento, ele não cumpriu a promessa.
 

Recentemente, Moraes determinou a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson sem aval da PGR (Procuradoria-Geral da República). Antes disso, o magistrado também autorizou, sem pedido da PGR nesse sentido, mandados de busca e apreensão solicitados pela Polícia Federal contra o ex-ministro Ricardo Salles.
 

Na ação desta quinta, a AGU critica a adoção de medidas sem participação da Procuradoria.
 

“Embora autoridades policiais tenham prerrogativa de requerer diligências para a colheita de elementos de convicção sobre a materialidade e autoria de um fato criminoso, somente o Ministério Público detém a prerrogativa de demandar a decretação das medidas eminentemente investigatórias que demandam autorização judicia”, afirma.
 

Na argumentação, a ação assinada por Bolsonaro e por Bianco também acusa o STF de omissão.
 

"Afinal, há violação persistente e difusa de direitos fundamentais dos acusados, há uma omissão do Supremo Tribunal Federal em neutralizar os atos destoantes dos preceitos fundamentais e há um claro bloqueio institucional para o aperfeiçoamento da temática, já que alteração regimental é dependente da iniciativa da Suprema Corte, razão pela qual somente ela pode reparar as violações constitucionais em andamento", dizem.


Bahia Notícias

Botuporã: PF deflagra ação contra grupo que falsificava e distribuía dinheiro falso


Botuporã: PF deflagra ação contra grupo que falsificava e distribuía dinheiro falso
Foto Divulgação / Polícia Federal

Dois mandados de busca e apreensão são cumpridos na manhã desta sexta-feira (20) em Botuporã, na Bacia do Paramirim, Sudoeste baiano. Ação visa combater crimes de falsificação e distribuição de notas falsas. Segundo a Polícia Federal (PF), a investigação começou em janeiro do ano passado quando ela e a Polícia Militar prenderam um homem em Livramento de Nossa Senhora, também no Sudoeste.

 

O acusado foi detido quando foi à agência dos Correios da cidade para buscar encomenda contendo centenas de reais em notas falsas. Outro homem também atuava junto com o primeiro acusado na aquisição de notas falsas e na dispersão dessas notas no sudoeste da Bahia.

 

Conforme a apuração, os dois combinavam, inclusive, a forma como o repasse das notas falsas deveria ser feito com o objetivo de dispersar o crime de condutas. A PF declarou também que há também a participação de outro acusado, natural de Goiás. Ele era seria o responsável pela venda e remessa de milhares de notas falsas por dia para todo o Brasil.

 

Esse suspeito foi preso no final de junho deste ano, pela Polícia Militar, na cidade de Anicuns (GO), mediante uso de documento falso. A apuração também apontou que a negociação entre o núcleo da associação criminosa do sudoeste da Bahia e o fornecedor de Goiás resultou na combinação do valor de R$300 para cada lote de R$ 1 mil falsos.

 

As remessas eram feitas com frequência para o endereço dos investigados, através dos Correios, que chegou a interceptar, pelo menos, três delas.

Bahia Notícias

Para “justificar” o golpe, Jair Bolsonaro quer insuflar as multidões no Sete de Setembro


Crédito: Arquivo Agência Brasil

Bolsonaro vai participar dos protestos no Rio e em Brasilia

Carlos Newton

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Braga Netto ficaram meio emparedados com a manobra do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, que colocará na Comissão de Transparência um militar especialista em Informática, para garantir claramente a lisura da eleição. Com isso, Barroso esvazia o escândalo que Bolsonaro pretendia fazer, imitando seu ídolo Donald Trump na denúncia de uma fraude eleitoral que só “ecziste” na cabeça dele, diria o saudoso Padre Quevedo.

A jogada de Barroso foi magistral, porém isso não significa que Bolsonaro e Braga Netto pretendam desistir de um golpe militar para melar o jogo, como se dizia antigamente.

EM BUSCA DO GOLPE – A comemoração do Dia da Independência será o primeiro grande teste das intenções do presidente e de seu ministro Braga Netto, que Bolsonaro tirou da Chefia do Alto Comando do Exército para ocupar a Casa Civil em fevereiro de 2020, quando não havia crise alguma, numa nomeação estratégica para mostrar que o governo era mesmo “militar “e Bolsonaro podia posar de comandante-em-chefe das Forças Armadas, para que vem entendesse.

Embriagado pelo poder, Bolsonaro esqueceu de combinar seu plano com o então ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e com o comandante do Exército, general Eduardo Pujol, que jamais concordaram com os enlouquecidos propósitos do capitão-presidente.

Encurralado, Bolsonaro então nomeou Braga Netto para ministro da Defesa, trocou os comandantes militares e começou tudo de novo, em busca do golpe.

SETE DE SETEMBRO – Novamente sem desfile, este ano o Brasil terá um Dia da Independência totalmente politizado. Para agitar as massas, o comandante-em-chefe Bolsonaro vai estar de manhã em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, e à tarde em São Paulo, na Avenida Paulista.

Tudo pode acontecer, porque as duas manifestações estão sendo vitaminadas pelo “Gabinete do Ódio”, que funciona no terceiro andar do Planalto. E não se surpreendam se nas ruas surgirem falsos black blocs a promover arruaças e depredar lojas.

O presidente e o ministro da Defesa estão apostando no pior com essas manifestações, que Bolsonaro chama de “ouvir o povo”. Daqui em diante, eles pretendem radicalizar cada vez mais seus seguidores, para que as Forças Armadas enfim possam “fazer cumprir a Constituição”, que é como Braga Netto justifica o golpe militar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– O único problema é que Bolsonaro e Braga Netto ainda não conseguiram cooptar o comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira, que é uma verdadeira esfinge. Sua única declaração, à repórter Jussara Soares, de O Globo, na semana passada, diz tudo: “O Alto Comando está com o comandante”. Em tradução simultânea, Bolsonaro e Braga podem se desesperar, atear fogo às vestes ou até praticar o haraquiri lusitano, mas não tem jeito – a democracia sairá vitoriosa. (C.N.)   


Senador irresponsável protege blogueiro idem, que defende fechar o Supremo e o Congressso

Publicado em 20 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

O senador fez um apelo para que as pessoas

Senador Girão é mais um serviçal da família Bolsonaro

Vicente Limongi Netto

Inacreditável e pornográfico. Tirem as crianças da sala. É o fim da picada. A demagogia e a hipocrisia não podem vencer o bom senso nem debochar da inteligência alheia. Nesse sentido, o pândego, repetitivo e bolorento senador Eduardo Girão (Podemos-CE) criticou, na CPI da Pandemia, a quebra de sigilo de blogueiro bolsonarista que afronta a Constituição, defende invasões do Congresso e do Superior Tribunal Federal e ameaça ministros de tribunais superiores.

O argumento tendencioso e patético do senador que se julga enviado de Alan Kardec, é de corar Santos de Igrejas: preservar a todo custo a liberdade de expressão. 

BOM PARLAMENTAR – O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), eleito nas últimas eleições, veio para ficar. Bom parlamentar. Tem participação marcante na CPI da Pandemia. Não dá trégua a depoentes fantasiados de isentos que colaboraram, de alguma forma, com tratativas desonestas na compra de vacinas.

A seu ver, Bolsonaro precisa ser responsabilizado no relatório final do colegiado, como omisso ou conivente. O senador é rara exceção na trôpega, pretensiosa e acintosa “nova política”, que mandou pencas de medíocres para o Congresso Nacional.

Nessa linha, em entrevista ao “CB.Poder”, parceria do Correio com TV-Brasilia, Alessandro Vieira deplora o desespero de Bolsonaro, que vai enviar ao Senado pedido de impeachment contra os ministros Luiz Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.

UMA AMEAÇA REAL – “Não tenho dúvidas de que sofremos uma ameaça à nossa democracia. Temos um presidente da República que diariamente ataca a democracia, o sistema eleitoral e autoridades sem nenhuma prova”, avalia Alessandro Vieira, cheio de razão.

Outro destaque da CPI da Pandemia é senador Otto Alencar (PSD-BA), que esteve se recuperando da Covid-19 e protestou e repudiou os insultos do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ao presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM).

Disse Alencar que, a seu ver, “covardes e canalhas que se escondem atrás do computador não merecem respeito”.

CHEGA DE BARULHO – Vou embora do Lago Norte. Onde tenho casa própria e moro há 35 anos. Irei para onde respeitem meus suaves ouvidos e alquebrados ossos. Aqui o desassossego é brutal. Sonho ir para onde poderei voltar a acordar com a cantoria dos pássaros.  Revoando nas janelas. Nos vasos de plantas. Nas mangueiras e abacateiros. Nos varais de roupas. 

Vou para longe dos tenebrosos acordes da bate estaca. Da doideira das motos delivery com cano de descarga abertos.  Cansei das medonhas, enfurecidas, desagradáveis e incansáveis moto-serras, britadeiras, furadeiras, martelos, caminhões de limpa-fossas, carros oferecendo gás com música de espantar a luz do sol e caçambas para recolher entulhos.

Fugirei das serralheiras, enceradeiras, empilhadeiras, aspiradores. Astros da   sinfonia interminável do desrespeito.  A barulhada desenfreada e desengonçada começa cedo. Sem hora para acabar. Partirei para perto do rei. Em busca de sossego. Recomendado pelo divino Manuel Bandeira.

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P.S. 
 Por fim, um registro: “Só no nosso, Datena?”, exclamou Bolsonaro, indignado e surpreso, com as diversas notícias-crimes contra ele, no Supremo Tribunal Federal(V.L.N.)

quinta-feira, agosto 19, 2021

Em matéria de pedaladas e maquiagens contábeis, Guedes imita os governos do PT

Publicado em 19 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Com grandes projetos travados, Guedes aposta em “reforminhas” | VEJA

Guedes é bastante criativo ao quebrar os tetos fiscais

Felipe Salto
Estadão

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n.º 23, de autoria do governo federal, propõe o calote dos precatórios. Sem a manobra, o governo argumenta que o teto de gastos seria rompido. Na verdade, a PEC é o verdadeiro “meteoro” a explodir o teto e, com ele, a credibilidade que ainda restasse da política fiscal.

Em março de 2021, a PEC Emergencial prometeu “resolver” a suposta impossibilidade de acionar os gatilhos do teto. Essa trava constitucional foi fixada em 2016 para limitar a evolução da despesa pública primária (sem contar os juros da dívida) à inflação. Ao ser rompida, medidas automáticas de ajuste fiscal seriam acionadas (gatilhos).

INTERPRETAÇÃO ERRADA – Em 2019, dado o iminente estouro do teto, o governo propôs a PEC Emergencial. Sob uma interpretação apressada – e errada –, determinou que o mecanismo de acionamento dos gatilhos da regra do teto original era inviável. Contudo, uma vez aplicado, teria barrado aumentos de despesas acima da inflação, a exemplo do reajuste salarial dos militares.

A PEC Emergencial propôs uma nova regra para acionar os gatilhos: quando a despesa obrigatória primária superasse 95% da primária total, ambas sujeitas ao teto. A PEC não avançou, a pandemia chegou e por meio de outra PEC – a do Orçamento de Guerra – afastou-se, temporariamente, a necessidade de observar as regras fiscais.

Imbuído do propósito de solucionar o paradoxo dos gatilhos, chamemos assim, o Ministério da Economia ressuscitou a PEC Emergencial no fim do ano passado. O governo colocou na antiga proposta a previsão de pagamentos adicionais do Auxílio Emergencial.

MAIS UM ERRO – O Auxílio Emergencial poderia ter sido financiado por meio de créditos extraordinários – sem necessidade de PEC, registre-se. Uma barganha, trocando-se o auxílio pela “reforma do teto”. Cruel, mas não surpreendente.

Muito barulho por nada. A “regra dos 95%” é matematicamente incompatível com o teto. Para que o gasto obrigatório superasse 95% do total, o discricionário teria de ficar abaixo de 5%. Isto é, um volume tão pequeno que os serviços públicos essenciais bateriam pino, conforme cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI). Ainda, o pagamento integral dos precatórios não levaria ao alcance dos 95% em 2022.

Assim, a regra do teto perdeu o condão de acionar os gatilhos e o novo mecanismo aprovado é impraticável. Isso nos traz à análise da PEC dos Precatórios.

NA LINHA DAS PEDALADAS – Para 2022 a IFI calcula que, se a inflação do fim de 2021 ficar igual à que corrigirá o teto (de junho de 2021), haverá uma folga de R$ 15 bilhões. O governo achou pouco e resolveu alterar novamente a regra. É a conhecida linha das pedaladas, mas agora constitucionalizadas: se a regra não ajuda nos objetivos de curto prazo, mude-se a regra.

A desculpa é um suposto “meteoro”. Os precatórios previstos para o ano que vem, de repente, teriam saltado de cerca de R$ 57 bilhões para R$ 89,1 bilhões. A verdade é que faltou gestão de riscos. A AGU defendeu a União nos processos e prestou informações ao Ministério da Economia. Por que os dados foram minimizados, se constavam até em documentos públicos oficiais, a exemplo do anexo de riscos fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias?

A solução da PEC 23 é pagar à vista os precatórios de pequeno valor, somada a uma fatia dos demais, limitada a 2,6% da receita corrente líquida. O restante será parcelado em nove anos e corrigido pela Selic.

CONTABILIDADE CRIATIVA – A manobra é idêntica à realizada nos tempos da contabilidade criativa, de 2008 a 2014. Lá, o alvo foi a meta de resultado primário (receitas menos despesas). Agora, o teto. Algo como R$ 40 bilhões em precatórios serão pagos no ano que vem. Os outros R$ 50 bilhões, parcelados. O valor mais baixo abrirá espaço no teto para despesas extras em ano eleitoral.

O gasto social é necessário num contexto de miséria crescente e desemprego elevado. Mas não por meio da implosão do Bolsa Família, substituído pelo chamado Auxílio Brasil, como quer a Medida Provisória n.º 1.061. O aumento do Bolsa Família deveria ser financiado com corte de despesas ineficientes. Não foi o atual ministro que prometeu tirar o Estado do cangote do cidadão?

SEM TETO DE GASTOS – Mudar o teto é mais fácil. A PEC dos Precatórios propõe que as despesas parceladas sejam pagas por meio de fundo paralelo ao Orçamento e fora do teto. É o bonde do fura-regra. Na prática, o teto de gastos já foi rompido. A IFI alertou, ao longo dos últimos anos, sobre esse risco, monitorando-o com transparência.

O malabarismo contábil era evitável. Bastaria uma sistemática transparente para os gatilhos, associada à gestão não imediatista do gasto, à harmonização do arcabouço fiscal e ao compromisso político permanente.

A PEC dos Precatórios é o verdadeiro meteoro a dinamitar o teto. Qualquer possibilidade de restaurar a responsabilidade fiscal no País em curto prazo foi para o espaço. Os juros exigidos pelo mercado nos títulos públicos já estão aumentando, a inflação resiste à alta da taxa Selic e a dívida vai crescer.

Vamos assistir a propaganda paga do governo de Jeremoabo e a Jeremoabo verdadeira.




Essa é a Jeremoabo da propaganda paga, as mil maravilhas

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Agora passarei a mostrar a verdadeira Jeremoabo onde o povo menos igual tem que conviver com a fedentina dos esgotos, ratos, e o pior, dá uma de equilibrista para não caiar no esgoto, já que as passarelas são meros toros de pau.




















Bolsonaro diz que abrir processo contra ele sem apoio de Aras significará que estamos numa “ditadura”

Publicado em 19 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

 (crédito: Miguel Schincariol/AFP)

Não querem obedecer à Constituição, reclama Bolsonaro

Ingrid Soares
Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (19/8) que está aberto ao diálogo, citando os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso e o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Luis Felipe Salomão.

No entanto, voltou a atacar os magistrados e disse que a instabilidade política causa a elevação de preços no país. “Não estou atacando ninguém, nenhuma instituição. Algumas poucas pessoas estão turvando as águas do Brasil”, afirmou.

ABERTO AO DIÁLOGO? – “Quero paz, quero tranquilidade. Converso com o senhor Alexandre de Moraes, se quiser conversar comigo. Converso com o senhor Barroso, se ele quiser conversar comigo. Converso com o Salomão, se ele quiser conversar comigo. E vamos chegar num acordo. Toda vez que há um problema, mexe no dólar, mexe no preço do combustível, tem inflação, tem dor de cabeça para o povo todo, em especial o mais pobre e humilde. É pedir muito o diálogo? Da minha parte nunca vou fechar as portas para ninguém”, alegou a apoiadores, momentos antes de participar de um evento em Cuiabá.

Bolsonaro disse ainda que não se pode abrir um processo contra o presidente da República sem ouvir o Ministério Público. “Isso é ditadura”, caracterizou.

“Da minha parte, não haverá ruptura. Sei das consequências internas e externas de uma ruptura. Mas provocam-nos o tempo todo. Não é justo prender quem quer que seja sem o devido processo legal”, assinalou.

DESMONETIZAÇÃO – “Não é justo o TSE agora desmonetizar páginas que falam que o voto impresso é necessário, ou que desconfiam do voto eletrônico. Daqui a pouco os TREs vão fazer a mesma coisa. O TER, que é mais ligado com governador, vai perseguir aqueles que apoiam ou que tem uma visão diferente da candidatura daquele governador”, disse o presidente, momentos antes de participar do seminário de Etnodesenvolvimento e Sustentabilidade no Centro-Oeste em Cuiabá.

No começo do mês, após se tornar alvo de inquéritos no STF e no TSE, por fazer ameaças às eleições, o chefe do governo questionou a legalidade desses procedimentos e disse que, em resposta, poderia atuar fora “das quatro linhas da Constituição”.

Nesta quinta-feira, Bolsonaro completou que “alguns pouquíssimos” querem “atuar fora das quatro Constituição” e criticou o que caracterizou de “ditadura branca” nas mídias sociais. “Nós jogamos dentro das quatro linhas da Constituição. Alguns pouquíssimos querem jogar fora dela. Não podemos aceitar uma ditadura branca em nosso país com cerceamento das mídias sociais”.

SETE DE SETEMBRO – Ele anunciou também que no Dia da Independência, 7 de Setembro, participará de duas manifestações: uma em Brasília e outra em São Paulo.

“Perguntam onde estarei no dia 7. Estarei, como sempre, onde o povo estiver. Posso adiantar, pretendo estar na Esplanada dos Ministérios. Pretendo, à tarde, estar na (Avenida) Paulista e convido qualquer político a comparecer ao evento. É a nossa segunda Independência. Se é difícil lutar com liberdade, imagine sem liberdade”.

Por fim, o chefe do Executivo ainda falou sobre marco temporal, que se refere à demarcação das terras indígenas. A previsão é de que o presidente do Supremo, Luiz Fux, paute o caso no dia 25 de agosto.

“O STF botou em pauta novamente a questão do marco temporal, ou seja, já estava decidido. O que nossos irmãos indígenas ocuparam em 1988 é deles, é justo, é direito, ninguém é contra isso. Mas o STF quer reabrir para centenas e centenas de novas áreas. Tem áreas com Ianomami, que ninguém vai discutir aqui, equivalentes a dois estados do Rio de Janeiro para 10 mil indígenas”. “Vão inviabilizar o Brasil. Áreas enormes para meia dúzia de pessoas”, concluiu.

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