sexta-feira, junho 25, 2021

Marco Aurélio declara Estado de Coisas Inconstitucional na condução da pandemia

Marco Aurélio declara Estado de Coisas Inconstitucional na condução da pandemia
Foto: Divulgação

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela declaração do estado de coisas inconstitucional na condução das políticas públicas destinadas à realização dos direitos à vida e à saúde, considerada a pandemia da Covid-19. O voto foi lançado no sistema do plenário virtual nesta sexta-feira (25), em uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) movida por 18 entidades contra as ações do presidente Jair Bolsonaro na condução de políticas para combater a pandemia. Marco Aurélio é o relator do caso.

 

O ministro negou o pedido das entidades para decretar um lockdown nacional, mas determinou aos entes federados, sob a coordenação do Executivo, que implementem análise diária dos impactos na redução de casos, taxas de ocupação de leitos hospitalares e óbitos; campanha educativa e distribuição em áreas de concentração populacional e baixo percentual de adesão à utilização, de máscaras de pano multicamadas; orientação para a adoção de providências de bloqueio: comunicação à população para que permaneça o maior tempo possível em casa, sem se deslocar, fazendo-o apenas ante necessidade extrema; e apoio aos grupos em situação de vulnerabilidade, havendo participação da comunidade.

 

Para as entidades, há uma violação do direito social à saúde e do direito fundamental à vida, em razão da condução do país no enfrentamento à pandemia. Também apontam que os fatos recentes revelam que a inação do governo federal, tanto na coordenação efetiva quanto na determinação de medidas restritivas em todo o território nacional, impede a eficácia de medidas locais, regionais ou estaduais. 

 

O relator declarou que, em tempos de crise, o dever de guardar princípios e regras, garantir o respeito à Constituição Federal, à lei das leis. "O preço pago por se viver em uma democracia não chega a ser exorbitante, estando ao alcance de todos: o respeito irrestrito ao que previsto no arcabouço normativo”, declarou. O ministro ponderou que as medidas voltadas à contenção da transmissão do vírus e à imunização da população são insuficientes e se assiste à omissão reiterada da União na implementação de política uniforme, articulada com Estados, Distrito Federal e Municípios, no enfrentamento da pandemia. Marco Aurélio explicou que o Estado de Coisas Inconstitucional caracteriza situação de violação generalizada de direitos fundamentais, inércia ou incapacidade reiterada e persistente das autoridades públicas em modificarem a situação e necessidade de atuação, visando superar as transgressões, de uma pluralidade de órgãos. Com o recesso da Corte, os demais ministros têm até dia 2 de agosto para votar, quando encerra o plenário virtual.

Bahia Notícias

Renan: 'vamos convocar Onyx; se ele reincidir em coação, pediremos a prisão dele'

 

O relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), citou a possibilidade de pedir a prisão do ministro

Renan: 'vamos convocar Onyx; se ele reincidir em coação, pediremos a prisão dele'


24/06/21 13:30 ‧ HÁ 19 HORAS POR ESTADAO CONTEUDO

POLÍTICA CPI

AComissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid decidiu convocar o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, e acusa o chefe da pasta de coação e obstrução da investigação após denúncias feitas pelo deputado Luís Miranda (DEM-DF). O relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), citou a possibilidade de pedir a prisão do ministro.

Aliado do governo, o deputado Luis Miranda afirmou ter levado ao presidente Jair Bolsonaro, em 20 de março, denúncia sobre suposto esquema de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin. Em entrevista coletiva na quarta-feira, Onyx informou que Bolsonaro mandou a Polícia Federal investigar o deputado e o irmão do parlamentar, Luís Ricardo, que também participou da reunião na ocasião. O governo nega irregularidades na negociação.

"Nenhuma Comissão Parlamentar de Inquérito, em nenhum Parlamento, pode ficar exposta à coação à testemunha. É obstrução ao nosso dever de investigar", disse Renan Calheiros antes do início da sessão da CPI, nesta quinta-feira, 24, classificando a atuação de Onyx como "abominável". "Nós vamos convocá-lo imediatamente e se ele reincidir nós vamos requisitar a prisão dele", afirmou.

Mais cedo, em entrevista à rádio CBN, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), disse que as declarações de Onyx Lorenzoni soam como "um miliciano ameaçando as pessoas".

Vice de Aras na área eleitoral deixa o cargo dois dias após propor multa a Bolsonaro


Vice de Aras na área eleitoral deixa o cargo dois dias após propor multa a Bolsonaro
Foto: Roberto Jayme / Ascom / TSE

O vice-procurador-geral eleitoral, Renato Brill de Góes, pediu dispensa do cargo nesta semana. O comunicado ao procurador-geral da República, Augusto Aras, foi divulgado nesta quinta-feira (24), com data da última terça (22). As informações são do portal G1.

 

Brill de Góes era o número dois da Procuradoria-Geral da República (PGR) na área eleitoral e atuava no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em substituição ao titular da PGR, Augusto Aras.

 

A saída acontece dias após o procurador apresentar uma ação ao TSE, no último fim de semana, na qual defendeu que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fosse multado por propaganda eleitoral antecipada.

 

Na sexta (18), durante evento de entrega de títulos de propriedade rural em Marabá-PA, transmitido ao vivo pela emissora oficial TV Brasil, Bolsonaro exibiu uma camiseta com a mensagem “É melhor Jair se acostumando. Bolsonaro 2022”.

 

Brill de Góes afirmou que, ao fazer referência à disputa presidencial de 2022, Bolsonaro cometeu um "ato consciente" de antecipação de campanha, proibida pela legislação eleitoral.

 

No ofício enviado a Aras, Brill de Góes afirmou que solicitou o desligamento por motivos pessoais. A saída oficial do cargo deve ocorrer em julho. Com a saída, caberá novamente ao chefe da PGR apontar um substituto.

Bahia Notícias

Terceiro Turno': Caso Lázaro - a infância, os crimes e os políticos que surfaram na onda,


'Terceiro Turno': Caso Lázaro - a infância, os crimes e os políticos que surfaram na onda
Arte: Paulo Victor Nadal/ Bahia Notícias

Os crimes, a perseguição policial cinematográfica e a história de Lázaro Barbosa, de 32 anos, estão entre os assuntos mais comentados nos últimos dias. O caso ganhou o interesse público e tem sido estampado na imprensa nacional. A onda de interesse popular pelo caso também foi aproveitada no meio político por personagens que usaram os fatos para promover as próprias pautas. 

 

A lista inclui o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) e o deputado federal baiano Pastor Sargento Isidório (Avante).

 

No episódio #83 do podcast Terceiro Turno as jornalistas Ailma Teixeira, Jade Coelho e Mari Leal discutem aspectos da infância de Lázaro Barbosa em Barra do Mendes, os crimes, a caçada pelo homicida e os políticos que surfaram na onda gerada pelo episódio.

 

Com edição de Paulo Victor Nadal, o podcast está disponível no nosso site todas as sextas-feiras, sempre às 8h10, e nas principais plataformas de streaming: SpotifyDeezerApple PodcastsGoogle PodcastsCastbox e TuneIn.

Aprovação de Bolsonaro cai para 23% e reprovação sobe para 50%, indica nova pesquisa Ipec

Publicado em 24 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Thiagão (Diário do Nordeste)

Deu no G1

Pesquisa Ipec divulgada nesta quinta-feira (24) mostra os seguintes percentuais de avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro: Ótimo/bom, 23%; Regular, 26%; Ruim/péssimo, 50%; Não sabe/não respondeu, 1%

A pergunta feita pelo instituto foi “Na sua avaliação, o governo do presidente Jair Bolsonaro está sendo”, com as opções “Ótimo”, “bom”, “regular”, “ruim” ou “péssimo”. Somados, os itens “ótimo” e “bom” (23%) correspondem ao percentual de aprovação da administração; e os itens “ruim” e péssimo” (50%), ao de reprovação.

O levantamento do Ipec foi feito de 17 a 21 de junho e ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança, de 95%.

É O EX-IBOPE – O Ipec foi criado por ex-executivos do Ibope Inteligência após o seu encerramento. O novo instituto de pesquisa atua na área de consultoria e inteligência em pesquisas de mercado, opinião pública e política.

A última pesquisa divulgada pelo Ipec sobre a aprovação do presidente foi feita em fevereiro de 2021. Os números levantados na época foram: Ótimo/bom, 28%; Regular, 31%; Ruim/péssimo, 39%; Não sabe/não respondeu, 2%

Um dos aspectos pesquisados diz respeito à aprovação da maneira de governar do presidente. Nesse caso, a pergunta feita foi: “E o(a) sr(a) aprova ou desaprova a maneira como o presidente Jair Bolsonaro está governando o Brasil?” Sobre este quesito, os resultados foram: Aprova, 30%; Desaprova, 66%; Não sabe ou não respondeu: 4%. No levantamento anterior, 38% dos entrevistados aprovavam a maneira de governar de Bolsonaro, 58% desaprovavam e 5% não souberam ou não responderam.

CONFIANÇA NO PRESIDENTE – A pesquisa também fez a pergunta: “E o(a) sr(a) confia ou não confia no presidente Jair Bolsonaro?” Os percentuais foram: Confia, 30%; Não confia, 68%; Não sabe/não respondeu, 2%

No levantamento anterior, 36% dos entrevistados diziam confiar em Bolsonaro, 61% diziam não confiar e 3% não souberam ou não responderam.

Corrupção na compra da vacina é confirmada por documento que o Planalto alegava ser falso

Publicado em 24 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Este é o documento que o Planalto anunciou ser “falso”

Leandro Prazeres, Natália Portinari e Julia Lindner
O Globo

O Palácio do Planalto contestou a existência e autenticidade de um recibo sobre a importação de doses da vacina Covaxin que foi apresentado por um servidor numa denúncia feita ao presidente Jair Bolsonaro. Mas o documento, obtido pelo GLOBO, está disponível no sistema do Ministério da Saúde, ao qual integrantes do governo têm acesso.

Em um pronunciamento sem direito a questionamentos, o ministro Onyx Lorenzoni, da Secretaria-Geral da Presidência, e o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Élcio Franco levantaram suspeitas com relação a uma cópia de uma fatura de importação apresentada por Luis Ricardo Miranda e seu irmão, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), sobre a compra da Covaxin. O servidor disse, em entrevista ao Globo, ter avisado o presidente Jair Bolsonaro das suspeitas em relação ao processo de importação.

PEGA NA MENTIRA – No pronunciamento no Palácio do Planalto, Onyx e Élcio Franco afirmaram que há indícios de que a fatura apresentada pelos irmãos Miranda não era verdadeira ou teria sido forjada para prejudicar o presidente Bolsonaro. Com base nisso, o governo pediu uma investigação para Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e a Controladoria-Geral da União (CGU).

“É evidente que vamos pedir que os peritos da PF façam a análise dos dois documentos. São evidentes as diferenças entre eles” — alegou Onyx, sem saber que os documentos estavam no sistema da Saúde.

 

O documento, que pode ser acessado por integrantes do governo. O recibo tem a data de 19 de março de 2021 e, segundo Luis Ricardo Miranda, foi o motivo para que ele contrariasse seus chefes e se recusasse a dar aval ao processo.

US$ 45 MILHÕES – O pagamento antecipado no valor de U$ 45 milhões era endereçado para a Madison Biotech, apontada como uma subsidiária da Bharat Biotech, fabricante da vacina Covaxin, que não constava do contrato assinado com o Ministério da Saúde.

Além disso, a fatura previa a aquisição de 300 mil unidades da vacina. A Precisa afirmou se tratar de um “erro material” por estar se referindo a frascos, cada um com 10 doses de vacina.

Após o envio do primeiro recibo, um novo documento foi encaminhado ao Ministério da Saúde. Desta vez, a Precisa corrigiu o total de doses de 300 mil para 3 milhões, mas ainda manteve a previsão de pagamento antecipado.

REUNIÃO NO ALVORADA – Segundo o relato de Miranda, no dia 20 de março, ele e seu irmão se reuniram com o presidente Jair Bolsonaro e o alertaram sobre as pressões que Luis Ricardo estaria sofrendo e sobre a previsão de pagamento adiantado à subsidiária da Bharat Biotech. Ainda de acordo com o servidor, Bolsonaro teria prometido que levaria o assunto à Polícia Federal.

No entanto, três dias depois do encontro, em 23 de março, o Ministério da Saúde continuou o processo de importação da vacina. Em um e-mail, um servidor da pasta pediu a uma executiva da Precisa Medicamentos que a empresa retificasse a fatura justamente porque o documento ainda continha a previsão de pagamento adiantado.

O funcionário enviou o e-mail às 22h35 do dia 23 de março, segundo documentos obtidos pelo Globo. A empresa respondeu às 22h54 informando que pediu a correção do documento e que o estava enviando naquele momento.

ERRO MATERIAL – Procurada, a empresa Precisa argumenta que corrigiu o “erro material” sobre o pagamento antecipado em 20 minutos após ser acionada pelo ministério. A empresa confirma a existência dos três documentos, contrariando a versão do governo.

Questionado sobre o fato de o documento apresentado pelo servidor do ministério da Saúde ao presidente Bolsonaro ser idêntico àquele que consta no sistema do Ministério da Saúde, Onyx Lorenzoni não se manifestou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Onyx foi bancar o advogado do Planalto e quebrou a cara. Agora, fica parecendo que ele também estava no esquema da vacina superfaturada. Se tivesse um mínimo de juízo, Onyx parava com essa mania de ser ministro e voltava para a Câmara. (C.N.)

Delegado que acusou Salles ironiza a queda dele: ‘Avisei que não ia passar boiada

Publicado em 25 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Deu no Correio Braziliesen
Agência Estado

Após a queda de Ricardo Salles do Ministério do Meio Ambiente nesta quarta, 23, o delegado Alexandre Saraiva – ex-chefe da Polícia Federal no Amazonas que foi substituído após acusar o aliado do presidente Jair Bolsonaro de patrocinar diretamente interesses de madeireiros – publicou em seu perfil no Twitter: “Eu avisei que não ia passar boiada”.

Em outra postagem também realizada na tarde desta terça, 22, Saraiva escreveu: “E eu continuo Delegado de Policia Federal”.

ZAMBELLI REAGE – A publicação sobre continuar delegado da PF gerou ainda uma reação da deputada bolsonarista Carla Zambelli, que comentou: “Vamos ver quem ri por último. Onde Salles estará em 2 anos e onde você estará”.

Saraiva rebateu, questionando o que a parlamentar pensava sobre a defesa de madeireiros ilegais dentro do Ministério do Meio Ambiente – imputação feita a Salles – e ainda se colocou à disposição para comparecer a uma nova sessão na Câmara dos Deputados.

Em abril, o delegado compareceu à comissão realizada pela Câmara discutir a notícia-crime enviada ao Supremo Tribunal Federal contra Salles, sendo que na ocasião, reafirmou as críticas que disparou contra o então ministro do Meio Ambiente.

PASSAR A BOIADA – Não é a primeira vez que Saraiva faz referência à fala de Salles sobre ‘passar a boiada’. Na semana seguinte a sua substituição na chefia da PF – sendo que, na ocasião, o delegado afirmou ao Estadão que ‘não havia sido comunicado’ sobre a troca no comando da unidade -, Saraiva fez a primeira publicação na rede social afirmando, em letras maiúsculas: “Não vai passar boiada nenhuma!!!”.

A indicação faz referência a fala do ministro do Meio Ambiente na reunião ministerial de 22 de abril de 2020, tornada pública no âmbito no inquérito que apura suposta tentativa de interferência política de Bolsonaro na PF.

Na ocasião, Salles disse que era preciso aproveitar a ‘oportunidade’ que o governo federal ganha com a pandemia do novo coronavírus para ‘ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas’.

CANETA/PARECER – “Tem uma lista enorme, em todos os ministérios que têm papel regulatório aqui, para simplificar. Não precisamos de Congresso. Porque coisa que precisa de Congresso, também, nesse fuzuê que está aí, nós não vamos conseguir aprovar. Agora tem um monte de coisa que é só parecer, caneta, parecer, caneta. Sem parecer também não tem caneta, porque dar uma canetada sem parecer é cana. Então, isso aí vale muito a pena. A gente tem um espaço enorme pra fazer”, disse Salles no encontro revelado no âmbito do inquérito sobre suposta tentativa de interferência política do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

Um ano após a fatídica reunião, Saraiva imputou a Salles supostos crimes de obstrução de investigação ambiental, advocacia administrativa e organização criminosa.

A fala de Salles sobre o ‘passar a boiada’ também foi citada pela Polícia Federal ao pedir a Alexandre de Moraes a abertura da Operação Akuanduba, que mira suposto esquema de facilitação ao contrabando de madeira, com participação de Salles. Com a saída de Salles do governo Bolsonaro, os inquéritos devem ser enviados à primeira instância.

Bolsonaro insiste em dizer que Salles pediu para sair, mas fica difícil de acreditar

Publicado em 25 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Bolsonaro diz não saber o motivo da demissão do ministro

Ingrid Soares
Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro preferiu não estender comentários sobre a exoneração do ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles na tarde desta quarta-feira (23/06). O chefe de governo foi questionado por um apoiador na entrada do Palácio da Alvorada, mas rebateu: “Não tem declaração. Ele pediu para sair. Ele pediu para sair, então ele que tem que falar por quê”.

Perguntado sobre como foi o dia, Bolsonaro respondeu: “Nem sei. Às vezes é apagando incêndio”. A saída de Salles foi publicada em um edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Segundo o documento, a demissão foi a pedido próprio. Quem assume seu lugar no comando da pasta é Joaquim Álvaro Pereira Leite.

SALLES SE DEFENDE – Em coletiva no Palácio do Planalto, o ministro pontuou que, apesar de ter o trabalho contestado nos dois anos e meio que esteve no governo, jamais feriu os princípios constitucionais. “(É) Uma tentativa de dar a essas medidas um caráter de desrespeito à legislação, de desrespeito à Constituição, o que não é absolutamente verdade”, ressaltou Ricardo Salles, ao se referir às críticas.

O ex-ministro justificou que a proteção ao setor produtivo e à propriedade privada têm sido “vilipendiadas” ao longo de muitos anos no país. E afirmou que a agenda nacional precisa ter uma união forte de interesses, anseios e esforços.

Na terça-feira (22), Bolsonaro tinha parabenizado o então ministro publicamente pelo serviço que ele vinha prestando frente à pasta e, indiretamente, lamentou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou que o então ministro fosse investigado. O mandatário chegou a sinalizar ainda que, às vezes, a herança de se comandar um ministério é uma “penca de processos”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Bolsonaro teve de demitir Salles, porque a situação estava se complicando e a pressão dos generais do Planalto era enorme e uníssona. O argumento final e definitivo foi de que as Forças Armadas estão contra Salles, e Bolsonaro não quer o menor atrito com os militares, muito pelo contrário. Então, o presidente sugeriu que o ministro se exonerasse, para não pegar mal, porque ele agora perde o foro especial no Supremo. Foi tudo combinado, porque no mesmo ato Bolsonaro nomeou logo o substituto, que é uma cópia de Salles, conforme já relatamos aqui na TI. Em tradução simultânea, ruralistas, madeireiros e garimpeiros continuam no poder. (C.N.)


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