domingo, maio 30, 2021

Guedes vai te surpreender, ao mostrar quanto está disposto a abrir mão para seguir no poder


Resultado de imagem para paulo guedes CHARGES

Charge do Nani (Nanihumor.com)

Joel Pinheiro da Fonseca
Folha

Estava eu lavando a louça depois do almoço de sábado quando me ocorreu a dúvida: “Por onde andará Paulo Guedes? Onde foi parar?” Eis que o reencontrei na Folha de segunda, numa longa entrevista.

Nela, vemos o mesmo Guedes de sempre: ótimo com as palavras, otimista, ambicioso. O Brasil de seu discurso navega de vento em popa, faz reformas, cresce e é a inveja do mundo. Até a Amazônia vai bem.

“Aí vem o terceiro ano [de governo], e vamos surpreender de novo.” Espera; por acaso alguém ficou surpreso com o desempenho do Brasil nos dois últimos anos? Corrijo-me: alguém ficou positivamente surpreso?

IMPONDO LIMITES – Eu entendo a situação difícil de Guedes. Dificilmente o liberalismo será uma ideologia de massas. É a sina de quem, em vez de prometer utopias, impõe limites —ao gasto, ao poder dos governantes, à vontade da maioria.

Por isso, a melhor aposta de liberais é trabalhar junto de diferentes governos, deixando um legado positivo. Collor, Itamar, FHC e Lula: todos tiveram contribuições decisivas de ministros ou secretários liberais. Abertura comercial, Plano Real, Lei da Responsabilidade Fiscal, Bolsa Família. Dilma, quando a crise apertou, chamou Joaquim Levy para tentar colocar ordem na casa, sem sucesso.

Não tenho dúvidas de que o governo Bolsonaro é um pouco menos ruim graças a Guedes e sua equipe. Foi melhor ter a reforma da Previdência em 2019 —mesmo com os privilégios dos militares— do que não ter nada. Imagine o bolsonarismo sem Guedes.

RESPONSABILIDADE FISCAL – A imbecilidade, truculência e incompetência seriam as mesmas, mas sem nenhum aceno na direção da responsabilidade fiscal; pelo contrário, gastando até não poder mais para retomar a antiga visão desenvolvimentista da ditadura militar.

Ao mesmo tempo, a equipe da articulação política, Rogério Marinho e outros, livres para azeitar as relações com o Congresso. Admitamos que, mesmo com ele, já está basicamente assim. Mas ele segue tentando.

Ou tentava. Agora não tenta nem mesmo disfarçar: a estratégia do momento é gastar mais e/ou melhor para vencer as eleições. É claro que Bolsonaro não vai querer cortar de um lado para favorecer outro; tirar do pobre para ajudar o paupérrimo. Aliás, não só do pobre; nem dos ricos e dos grupos privilegiados ele tem coragem de cortar.

SOLUÇÕES CRIATIVAS – Toda a inteligência de Guedes e sua equipe servirá para bolar soluções criativas para que o aumento de gastos caiba no emaranhado de regras fiscais vigentes.

Aquilo que não foi abandonado sem maiores cerimônias (alguém se lembra da agenda de abertura comercial?) foi ou mutilado até a potência mínima ou, pior, cooptado pela velha política do centrão, aliado do governo.

Assim, a Câmara aprovou na semana passada uma privatização da Eletrobras em que os subsídios, as obrigações de compra em termelétricas e outros jabutis mais do que superam os ganhos esperados da privatização.

GRAU REAL – Se na fala do próprio ministro, notoriamente hiperbólica, dada a pintar ganhos trilionários para todo lado, o “grau de adesão do presidente à agenda econômica” já caiu de 99% para 65%, imagine o grau real.

Por algum motivo insondável, liberais (não todos, não todos!) e traders da Faria Lima decidiram embarcar em peso no projeto de um político fisiológico do centrão que ficou famoso defendendo tortura, esquadrões da morte e violência física contra homossexuais. A única surpresa nessa história a essa altura é constatar quanto Guedes está disposto a abrir mão para continuar no poder.


Bolsonaristas não debatem fatos e montam blindagem para o presidente nas redes sociais

 


Charge do Bira Dantas (Arquivo do Google)

Pedro do Coutto

Patrícia Campos Mello, em reportagem de página inteira na edição da Folha de São Paulo deste sábado, revela que bolsonaristas estão montando uma ofensiva nas redes sociais da internet para tentar blindar as manifestações contrárias ao governo e ao presidente veiculadas no universo eletrônico.

Observa-se que a preocupação dos apoiadores do presidente da República representa a aceitação tácita de que os ataques são mais fortes do que a capacidade de defesa do governo. Quem blinda é porque está sentindo a necessidade de defesa, logo deseja evitar o destaque que fatos contrários sejam veiculados. Isso de um lado.

PROJETO DE LEI – De outro, os mesmos apoiadores propõem um projeto de lei que impeça as decisões do Facebook, do Twitter , do Instagram e do Youtube de remover  conteúdos que julguem inadequados. Uma verdadeira surpresa. Como é possível existir um regulamento que garanta a impossibilidade de retirada de textos e imagens de qualquer tipo? Tal retirada representa um direito do respectivo canal em veicular o que considere concreto e pertinente aos fatos.

Não se pode exigir de qualquer publicação, seja jornal, emissoras de televisão, rádio e redes sociais de não poderem gerir os seus próprios espaços sem levar em conta a veracidade e a autenticidade. Não se trata de liberdade de expressão. Os editores existem para selecionar as publicações capazes de despertar reações diversas dentro de limites que somente podem ser fixados após uma exame do que eles representam e apresentam em seus conteúdos.

DIREITO DE RESPOSTA – O importante na questão não é discutir as manifestações. Trata-se de rebater aquelas que mereçam respostas. Sempre digo que em matéria de redes sociais, os atingidos deveriam exigir sempre o direito de resposta, com o mesmo destaque com que foram veiculadas, ponto fundamental da Lei de Imprensa.

Afinal, o direito de expressão não livra o acusador das consequências legais que possam existir. Estão sujeitos aos inquéritos, processos judiciais e isso não tem a ver com censura prévia. Se alguém publica nas redes sociais matérias capazes de gerar complicações imediatas, é direito de quem edita verificar a veracidade de tais fatos anunciados. Imunidade não significa irresponsabilidade.

IBGE REBATE INFORMAÇÕES – Na quinta-feira, o Ministério da Economia com base em dados da Caged, destacou que no período de janeiro a abril deste ano o mercado de trabalho, com carteira assinada, preencheu 190 mil vagas, reduzindo assim o desemprego. Entretanto, Daniela Amorim, do Estado de São Paulo de sexta-feira, com base nas estatísticas do IBGE, revelou que o desemprego subiu nos meses citados pelo Ministério da Economia.

O desemprego, segundo o IBGE, apresenta um índice de 14,7% e atingiu o recorde de 14,8 milhões de brasileiros desempregados. Afinal, quem está errado, o IBGE, em sua pesquisa nacional por amostra de domicílios contínua, ou o Caged e o MInistério da Economia? Assim, acentua Daniela Amorim, o mercado de trabalho continua enfraquecido e não apresentou este ano sinal de recuo.

DADOS REAIS – A contradição deve partir, na melhor das hipóteses, num sistema de cálculo do IBGE ou da Caged. Portanto, verifica-se que não adianta apenas divulgar matérias, mas sim divulgá-las consolidadas por dados reais. A repetição das mesmas informações, por si, não transforma o vazio da repetição no preenchimento de fatos concretos.

Já se disse através da história que a mentira pode se transformar em verdade. Não é fato. A mentira sempre é derrubada pela realidade e não há maneira de se enfrentar a realidade a não ser anunciar qualquer iniciativa capaz de transformar o que ocorreu na verdade. Assim é a imprensa. Assim é a própria vida humana.

Os vereadores de Jeremoabo irão enxugar gelo na Casa de Repouso em Salvador

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O vereador Bino em sua fala neste vídeo, convocou os vereadores para se deslocarem até Salvador para apurar maus tratos para com os pacientes que se deslocam de Jeremoabo para permanecerem  na Casa de Repousa ou Pousada  bancada com o dinheiro do proprio povo através da prefeitura.
Citou como exemplo uma paciente que foi submetida a um ato cirúrgico, que foi obrigado a telefonar para um irmão residente em Brasília  para pagar um hotel, só iria retornar no outro dia  para Jeremoabo, já que não poderia  permanecer hospedada na Pousada.
No pronunciamento do vereador JOSÉ MATOS PEREIRA (ZÉ DE ZEZITO), o vereador Jairo do Sertão solicitou um aparte e explicou toda deficiência da Pousada em Salvador.
Resumindo as palavras do vereador Jairo: para ficar hospedado na Pousada tem horário de entrada e saída, se chegar fora do horário.   a prefeitura irá pagar a diária inteira.
O vereador Jairo informou que os pacientes partem de Jeremoabo à noite, chega em Salvador não passa na Pousada vai direto para o atendimento médico, quando retorna desse atendimento não poderá ficar na Pousada, tem que aguardar a hora do retorno, já que irá retornar no mesmo dia.
Noutras palavras. o doente que na maioria é acometido de câncer, tem que viajar à noite inteira, chegando em Salvador irá direto para o consultório médico, não pode se hospedar na Pousada para tomar um banho nem tão pouco tomar um café quebra jejum senão a prefeitura irá pagar a diária inteira, quer dizer, se precisar fazer suas necessidades fisiológica fará no meio da rua, ou em algum bar se o dono permitir.
Isso não passa de um desrespeito ao paciente doente, uma falta de humanidade, uma perversidade desenfreada.
Além de todo esse desrespeito ainda expõe o doente a contrair COVID-19, ou ser roubado ou assassinado na rua, como sexta-feira os doentes ficaram sentados na calçada em frente da pousada parecendo mendigos, esperando a hora do retorno por não poder hospedar-se na dita Pousada.
A pergunta é: com tantos detalhes, os vereadores irão fazer o que em Salvador?
senhores vereadores a solução não está em Salvador, mas na Justiça, sabem porque?
Porque desde que o prefeito Deri do Paloma assumiu a prefeitura pela primeira vez, quando de maneira arbitrária e unilateral  cancelou o contrato da com a Casa de Repouso existente, que as  contratações são supostamente fraudulentas, inclusive já denunciei neste Blog com detalhes e provas.
Mais producente e lógico, seria que ao invés de se deslocar até Salvador   causando prejuízo ao município, seria, olhar o EDITAL, o CONTRATO e analisar o que está compactuado, explicitado e determinado. 


sábado, maio 29, 2021

No Recife, manifestação termina com bombas de gás e disparos de balas de borracha

Publicado em 29 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Ato no Recife

Policiais atacaram manifestantes em haver tumulto

Pedro Jordão
Estadão

No Recife, a manifestação pacífica contrária ao governo do presidente Jair Bolsonaro com centenas de pessoas terminou com forte repressão da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), que disparou com balas de borracha e usou spray de pimenta e bombas de efeito moral em manifestantes. Há registros de feridos, mas ainda não foram contabilizados.

A ação da PM foi realizada já no final do ato político, entre a avenida Conde da Boa Vista, no bairro da Boa Vista, e a ponte Duarte Coelho, no centro da cidade, por volta do meio-dia. O governador Paulo Câmara (PSB) ordenou a abertura de investigação sobre o ocorrido.

ATAQUE GRATUITO – Manifestantes afirmam que a PM atacou de forma inesperada e sem nenhum motivo aparente. “A gente não estava fazendo nada. Não estava acontecendo nada. A gente só estava atravessando a ponte, em fila, batendo palma, algo muito tranquilo, e eles (a PM) responderam dessa forma, do nada”, relatou a professora Eva Marinho. Ela participava do ato desde o início, às 10 horas da manhã.

A PM chegou a usar spray de pimenta contra a vereadora do PT Liana Cirne, também de forma inesperada, e dentro de uma viatura, enquanto ela conversava com agentes.

Na saída da concentração do ato, a polícia, que acompanhou todo o protesto, impediu a saída de carros de som, que eram utilizados pelas lideranças da manifestação para fazer falas políticas e recomendações de segurança da pandemia, como manter a distância de pelo menos um metro entre as pessoas durante o ato.

DECRETO ESTADUAL – Desde a última segunda-feira, 24, Pernambuco está sob um novo decreto estadual com medidas de restrição para atividades sociais e econômicas. Especialmente neste final de semana e no seguinte está permitido apenas o funcionamento de serviços essenciais, mas as pessoas não estão proibidas de circular na cidade.

Na última sexta-feira, 28, a 34ª Promotora de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital (PJDCC), Helena Capela, com atribuição na Promoção e Defesa da Saúde do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), emitiu um documento recomendando a “não realização de eventos que possam ocasionar aglomeração neste final de semana (…) a exemplo do ato agendado para a data de 29 de maio na Praça do Derby”. A recomendação utilizou o decreto assinado pelo governador Paulo Câmara como base.

INVESTIGAÇÃO – Câmara se manifestou na tarde deste sábado, por meio de vídeo publicado em rede social e disse que determinou abertura a apuração de responsabilidade dos episódios de violência.

“A Corregedoria da Secretaria de Defesa Social já instaurou procedimento para investigar os fatos”, afirmou o governador, que disse ainda que o comandante da operação e envolvidos na agressão à vereadora ficarão afastados enquanto durar a investigação.

A vice-governadora do Estado, Luciana Santos (PCdoB), havia afirmado mais cedo que a ação da PM não foi autorizada pelo governo. “Nós estamos ao lado da democracia. Os atos de violência, que repudiamos desde já, estão sendo apurados e terão consequências”, diz a publicação, que termina com a hashtag #ForaBolsonaro.

DIZ A VEREADORA – De acordo com a equipe de comunicação da vereadora Liana Cirne, ela não estava participando do ato, mas foi até lá para prestar assessoria jurídica após receber denúncias de violência policial. Ela tentava explicar a agentes da PM que a manifestação era pacífica, que estava se encerrando e que, por tanto, não seria necessário o uso da força, quando foi atacada de dentro de uma viatura.

Liana recebeu os primeiros atendimentos médicos e passa bem, mas vai ter que fazer um tratamento nos olhos, atingidos diretamente pelo spray de pimenta. Ela vai prestar uma queixa sobre o caso.

A assessoria de imprensa da PM informou que está apurando os fatos, em relação à vereadora e ao uso da força contra os manifestantes sem motivo aparente.

Governo caótico, inflação e falta de vacinas ofuscam o bom desempenho das empresas

Publicado em 29 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Governo extrativista

Charge do Kap (Arquivo Google)

Marcos de Vasconcellos
Folha

As empresas com ação em Bolsa ganharam mais dinheiro no primeiro trimestre deste ano do que no do ano passado. Vale a pena destrinchar os números, cenários e períodos para tentar entender o que vem pela frente. As receitas das companhias listadas aumentaram 30% na comparação anual, e o prejuízo de R$ 50 bilhões registrado nos primeiros três meses de 2020 virou lucro líquido de R$ 77 bilhões.

Por mais que pareça que estamos nessa pandemia há uns 15 anos, é importante ter a linha do tempo clara para notar que o coronavírus não era um problema para a economia nacional até o fim de fevereiro do ano passado.

HORA DO PÂNICO – O primeiro grande tombo da Bolsa brasileira causado pela Covid-19 foi em 26 de fevereiro. Ou seja: com praticamente 2/3 do trimestre percorridos. E foi perto desta data que as empresas começaram a fechar portas, suspender contratos e afastar funcionários.

Chegou a era do home office que parece não mais ter fim, do comércio de portas fechadas, dos shoppings e supermercados vazios. Com idas e vindas de restrições, a impressão que se tem é que o mundo parou. O que está longe de ser verdade.

Em meio a mortes, demissões, inflação, as empresas brasileiras conseguiram produzir mais. A atividade econômica cresceu 1,6% no primeiro trimestre de 2021 em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados do Monitor do Produto Interno Bruto (PIB), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

MAS HOUVE QUEDA – O consumo das famílias, por outro lado, diminuiu 1,2%, também na comparação anual. Quando dividimos por setores, é possível identificar crescimento apenas no consumo de produtos duráveis (significativos 8,2%).

O grande impulsionador aumento das receitas das empresas com ação em Bolsa foi o setor das commodities. Receitas atreladas ao dólar (já que somos grandes exportadores de commodities) e à alta do minério de ferro, que rendeu grandes somas à Vale e a siderúrgicas, deram o boom dos ganhos no trimestre.

A receita das companhias com atuação doméstica também subiu, mas pouco mais de 15%. E foi puxada principalmente pelos bancos.

VEJA O QUE CAIU – Dos 24 setores não financeiros, apenas três tiveram prejuízo no 1º trimestre de 2021: transportes e serviços, com R$ – 4,50 bilhões; telecomunicações, com R$ – 2,33 bilhões; e veículos e peças com R$ – 138 milhões, aponta um levantamento feito pela Economatica, empresa que reúne dados de mercado.

De acordo com documento divulgado pelo BTG Pactual, 48% das empresas reportaram resultados melhores do que o esperado pelo banco no primeiro trimestre deste ano.

Enquanto 11% tiveram desempenho mais fraco que o esperado. O resultado no setor privado parece escantear de vez o sugerido dilema de que seria preciso sacrificar a saúde para salvar a economia.

CONJUNTURA ADVERSA – O bom resultado da economia real parece destoar das perspectivas apontadas por analistas gráficos em relação à Bolsa, que destaquei aqui, nesta coluna. Parte disso se deve à dificuldade de fazer previsões sobre o caminho de um país cujo presidente é alvo de uma CPI, o ministro do Meio Ambiente está na mira de uma alardeada operação contra a corrupção, o avanço das vacinas é recheado de incertezas e a inflação volta a abocanhar salários com apetite voraz.

Momentos de insegurança como esse acabam descolando a visão dos investidores estrangeiros (com enorme representatividade no nosso mercado) e o entendimento de quem acompanha as empresas de perto e podem trazer boas oportunidades no mercado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Conforme temos destacado aqui na Tribuna, o Brasil é muito maior do que esse patético governo paramilitar e também muito maior do que a crise. Mas os governantes, políticos e economistas sempre encontram alguma maneira de atrapalhar. (C.N.)

É preciso defender o novo Código Florestal, no exato equilíbrio dado pelo Congresso


Brasil tem um Código Florestal de alta qualidade

Deu no Estadão  

Está em discussão no Superior Tribunal de Justiça (STJ) a possibilidade de o Código Florestal (Lei 12.651/2012) ser aplicado retroativamente: se caberia exigir as novas condições legais a situações ambientais que estavam regulares à luz das legislações anteriores. São dois os recursos que tratam da matéria e a Corte determinou, desde setembro do ano passado, a suspensão da tramitação de todos os processos, individuais ou coletivos, que tratam do tema.

A interpretação da legislação ambiental exige cuidado. Desde a sua edição, a Lei 12.651/2012 foi muito utilizada, num movimento de não aceitação das decisões adotadas pelo Congresso.

SUSTENTABILIDADE – Essa contínua tentativa de rever os parâmetros e critérios adotados pelo legislador não ajuda o meio ambiente nem a atividade econômica responsável de quem deseja cumprir suas obrigações relativas à sustentabilidade.

Resultado de longos anos de estudo e debate, o Código Florestal trouxe regras equilibradas, em relação tanto às obrigações de proteção ambiental como à sua aplicação ao longo do tempo. Da mesma forma que não é correto perdoar crimes ambientais anteriores, não faz sentido criminalizar situações que, até a entrada em vigor da lei, eram plenamente regulares.

Em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento de quatro ações relativas à constitucionalidade da Lei 12.651/2012, reconhecendo a ampla concordância do diploma legal com a Constituição. Dos 22 dispositivos questionados nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins), apenas 2 foram declarados inconstitucionais.

RESPEITO AO LEGISLATIVO -O julgamento do STF foi importante demonstração de respeito ao âmbito do Poder Legislativo. “A capacidade institucional (…) impõe autocontenção do Judiciário, que não pode substituir as escolhas dos demais órgãos do Estado por suas próprias escolhas. (…) A propósito, a jurisprudência do STF demonstra deferência judicial ao planejamento estruturado pelos demais Poderes no que tange às políticas públicas ambientais”, disse o plenário do Supremo na ementa da Adin 4901.

Agora, o STJ tem o mesmo desafio de interpretar a Lei 12.651/2012 sem pretender rever critérios que cabem ao Congresso determinar.

No caso, eventual invasão de competências significaria também desrespeitar a jurisprudência do STF, que confirmou a constitucionalidade do Código Florestal vigente.

NOVO JULGAMENTO – O art. 68 da Lei 12.651/2012, agora questionado no STJ, já foi declarado constitucional pelo Supremo em 2018. O dispositivo legal dispõe que “os proprietários ou possuidores de imóveis rurais que realizaram supressão de vegetação nativa respeitando os percentuais de Reserva Legal previstos pela legislação em vigor à época em que ocorreu a supressão são dispensados de promover a recomposição, compensação ou regeneração para os percentuais exigidos nesta Lei”.

No julgamento da Adin 4901, o Supremo reconheceu que o art. 68 do atual Código Florestal não é apenas compatível com a Constituição, como protege importante garantia constitucional. “A aplicação da norma sob a regra tempus regit actum para fins de definição do percentual de área de Reserva Legal encarta regra de transição com vistas à preservação da segurança jurídica” (art. 5.º, caput, da Constituição).

SEGURANÇA JURÍDICA – Como se vê, o respeito ao Congresso e à jurisprudência do Supremo impõe que o STJ não aplique exigências do novo Código Florestal a situações nas quais o próprio Código excluiu sua aplicação. A proteção do meio ambiente envolve também proteger a legislação ambiental. Afinal, é ela quem impõe as obrigações de sustentabilidade.

Vale lembrar que a legislação ambiental também vem sendo atacada pelo Executivo federal, seja com seu descuido no controle do desmatamento e das queimadas, seja com sua atitude de opor proteção ambiental a desenvolvimento econômico. O novo Código Florestal veio precisamente conciliar a preservação das florestas, da fauna e da flora com o fomento da produção agropecuária e a organização do abastecimento alimentar. É preciso defender a lei em seu exato equilíbrio dado pelo Congresso.


O programa sem meias palavras, mais uma opção para Jeremoabo



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Alguns leitores pediram que comentasse essa entrevista do vereador Jairo do Sertão,  o que achava do Programa Sem Meias Palavras?

Antes de mais nada, quero dizer que com prefeito bom ou ruim, Jeremoabo daqui a uns 10(dez) anos vai estourar com a produção do Vale-Barris, esse não é só meu pensamento mas também do meu irmão Fernando Montalvão.
Quanto ao Programa é mais uma opção para a imprensa independente de Jeremoabo, é a voz dos sem voz, Junior de Santinha é um bom e esforçado profissional,  sabe conquistar e cativar audiência, está sendo imparcial, já leva uma grande vantagem em não receber nenhum patrocino da Prefeitura, porque mesmo o dinheiro da prefeitura sendo do povo, o prefeito não demonstra assim pensar, administra a coisa publica como se fosse uma sua propriedade particular, e o pior, sem comando.
O programa está dando oportunidade a todo mundo independente de lado político, isso é bom para democracia, está ensinando o povo a exercer seu direito de cidadania.
Quanto ao vereador Jairo do Sertão, está na dele vendendo o seu peixe, e também pensando em galgar algo mais alto, isso é proprio dos políticos e do ser humano, embora o futuro a Deus pertença.
A respeito do pleito passado e ainda em andamento, aceito  a sua opinião, seu ponto de vista, faz parte do sistema, embora eu não  concorde.
Está em andamento uma  AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL, de  número:
 0600512-30.2020.6.05.0051, cujas ações noutras cidades com menos gravidade do que essa, muitos prefeitos já caíram fora, tronaram-se inelegíveis.
Quanto ao fato do vereador Jairo falar que a Nativile  nada   influenciou no resultado das eleições, ele não poderia falar o contrário. senão estaria acusando o prefeito.
Quem quiser saber com detalhes as principais irregularidades e supostos crimes eleitorais da eleição em Jeremoabo, leia o conteúdo do processo e tire suas conclusões.


Motorista compra todas as trufas que menino vendia no sinal com nota de R$ 100 falsa


Motorista compra todas as trufas que menino vendia no sinal com nota de R$ 100 falsa
Foto: Reprodução/G1

Um adolescente de 13 anos vendeu a uma mulher todas as trufas que tinha e depois descobriu que ela fez o pagamento com uma nota falsa de R$ 100 reais. Ele vendia os doces em um semáforo na cidade de Jundiaí, em São Paulo. De acordo com o G1, o caso ocorreu no fim de semana, mas só nesta quinta-feira (27) o garoto percebeu que o dinheiro era falso. Ele foi surpreendido com a notícia ruim quando ia repor a mercadoria.

 

À reportagem, a mãe do menino contou que o filho costuma comprar doces para revender e ter uma renda extra própria. A nota falsa foi identificada por funcionários de um supermercado.

 

"Tenho certeza que meu filho não quis passar nota falsa para ninguém. Ele já pegou algumas outras vezes e rasgamos quando percebemos que tinha algo errado. Também não posso afirmar que a motorista tenha feito isso de maldade, porque ela também pode não ter percebido", disse a mãe

Bahia Notícias

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