terça-feira, maio 25, 2021

Bolsonaro se curva ao Centrão e reduz poder do Executivo no pagamento de ‘emendas’


Segunda dia 21 de dezembro votação do orçamento | Regional 7

Charge do Nani (nanihumor.com)

Ricardo Della Coletta
Folha

Em mais um aceno ao centrão, o governo Jair Bolsonaro (sem partido) editou uma portaria que reduz o poder do Executivo na execução das chamadas emendas do relator-geral, que estão no centro da aliança política firmada entre o Palácio do Planalto e parlamentares do grupo.

A norma, assinada pelos ministros Paulo Guedes (Economia) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo), traz para as emendas de relator-geral —cerca de R$ 20 bilhões no Orçamento— regras semelhantes às existentes para as emendas individuais e de bancada.

MOEDA DE TROCA – Trata-se, segundo especialistas, de um tentativa de “institucionalizar” o uso das emendas do relator-geral, empregadas atualmente como moeda de troca política.

Uma das principais alterações da portaria estabelece que as emendas de relator só poderão ter seu empenho limitado na mesma proporção do corte aplicado às demais despesas discricionárias (não obrigatórias).

Como antes não havia limite para a contenção desse gasto pelo Executivo, na prática a portaria reduz o poder do governo sobre a verba para os parlamentares.

IDENTIFICAÇÃO – ​Em outro trecho, a portaria diz que os ministros podem solicitar ao relator “informações adicionais quanto ao detalhamento da dotação orçamentária”, o que seria uma forma de identificar o estado ou município que receberá o recurso, no caso de ações genéricas.

A resposta do Congresso, no entanto, não é vinculante, ainda de acordo com a portaria, o que abre margem para que o governo negocie com deputados e senadores a alocação final do dinheiro.

Uma das principais críticas ao novo modelo de negociação entre Planalto e Legislativo é que a distribuição das emendas de relator ocorre por acordos políticos. Dessa forma, falta transparência no rastreamento do deputado ou senador que efetivamente apadrinha a dotação.

SEM ISONOMIA – Em outra frente, os parlamentares passaram a desvirtuar o objetivo das emendas do relator-geral, cargo que a cada ano recai sobre um deputado ou senador.

Na discussão do Orçamento de 2021 os parlamentares tentaram reservar cerca de R$ 30 bilhões para as emendas do relator-geral — valor que, na verdade, é rateado entre vários congressistas a depender dos acordos políticos firmados—, mas o montante ficou em torno de R$ 20 bilhões.

Na verdade, as emendas parlamentares autorizadas no governo Bolsonaro tiveram valores mais do que duplicados em sua gestão. Em 2018, as emendas individuais e coletivas representaram cerca de R$ 13 bilhões. Em 2019 (cujo Orçamento foi aprovado em 2018), cerca de R$ 15 bilhões. Em 2020 e 2021, e já com a novidade das emendas do relator-geral, esses valores saltaram para R$ 38 bilhões e R$ 35 bilhões, respectivamente.​

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, Bolsonaro acaba de institucionalizar a política do toma lá, dá cá, que antes era dissimulada e agora passa a ser assumida. (C.N.)


Novo prefeito de São Paulo já é alvo de investigação por lavagem de dinheiro


Prefeito de SP é alvo de investigação por lavagem de dinheiro

Ricardo Nunes começou mal, muito mal mesmo

Bruno Ribeiro
Estadão

O novo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), é investigado pela Polícia Civil por suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro desviado da Prefeitura no período em que foi vereador. Os investigadores apuram detalhes sobre depósitos na conta da empresa do emedebista, de sua mulher e de seus filhos, após alerta de órgãos de controle.

As evidências foram levantadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que também mapeou movimentações financeiras suspeitas de entidades comandadas por ex-funcionários do prefeito.

DINHEIRO DAS CRECHES – Essas entidades gerenciavam creches da cidade, mas parte dos recursos recebidos da Prefeitura foi parar em contas de seus próprios gestores, depois de passar por contas de empresas que, para a polícia, são de fachada.

Um dos pontos da investigação são dois depósitos em dinheiro, que totalizam R$ 150 mil, feitos na conta de uma dedetizadora registrada em nome do prefeito e seus familiares. O Coaf emite alertas para transação em espécie em valores elevados para prevenir lavagem de dinheiro. Os investigadores apuram as circunstâncias dos depósitos atípicos.

Questionado pelo Estadão, Nunes afirmou, por meio de nota, que “não há depósitos sem origem” na conta de sua empresa, mas não informou quem fez os pagamentos que levaram o Coaf a emitir o alerta.

SEGREDO DE JUSTIÇA – O Ministério Público já se manifestou favoravelmente à continuidade do inquérito, que está em segredo de Justiça e teve início em dezembro de 2020. A apuração é uma nova frente de investigação contra o prefeito, que já foi alvo de um processo na Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de São Paulo por suspeitas com a “Máfia das Creches”. Esta primeira apuração, de cunho civil, não encontrou indícios contra ele.

Ricardo Nunes comanda a Prefeitura desde o início do mês, quando o prefeito Bruno Covas (PSDB) se afastou para se tratar de um câncer. Ele assumiu o cargo em definitivo na semana passada, após a morte de Bruno. Antes de ser eleito vice, ele foi vereador da cidade por dois mandatos (entre 2012 e 2020). A investigação está relacionada aos seus dois últimos anos na Câmara Municipal.

PAGAMENTOS ALTOS – No esquema investigado pela polícia, a organização social Associação de Moradores Jacinto Paz, que recebe dinheiro da Prefeitura para administrar creches na zona sul de São Paulo, fez pagamentos a duas empresas: uma construtora, WMR, e uma distribuidora de material escolar, Águia. Os repasses somam R$ 1,5 milhão. O montante chamou a atenção do Coaf porque ambas são registradas como empresas de pequeno porte.

Entre 2019 e 2020, período da investigação, a associação Jacinto Paz recebeu R$ 20,6 milhões da Prefeitura para atender cinco creches em Santo Amaro, reduto eleitoral do prefeito.

A entidade é presidida pelo casal Andrea Miranda e Gilson dos Santos. Ela trabalhou na campanha que reelegeu Nunes na Câmara Municipal, em 2016. O Estadão identificou que Andrea consta na prestação de contas entregue pelo prefeito à Justiça Eleitoral. Os pagamentos foram registrados como “despesas com pessoal”.

SEM LICITAÇÃO – Os repasses da associação comandada por Andrea e o marido às duas empresas foram feitos sem licitação, uma vez que entidades dessa natureza são dispensadas da obrigação de fazer processos licitatórios.

O Coaf, no entanto, apontou que tanto a WMR quanto a Águia também fizeram transferências consideradas suspeitas em suas contas. Além de saques em espécie e compensações de cheques, que dificultam o rastreamento do dinheiro, o órgão de controle identificou uma série de pagamentos para a conta de uma outra empresa de Gilson dos Santos (o administrador da associação Jacinto Paz e marido de Andréa), que depois foram parar na conta pessoal dele.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– O mais importante nessa matéria é a informação de que o Coaf continua atuante e operante, como se diz no linguajar policial. O presidente Bolsonaro e seus amigos no Supremo e no Congresso já fizeram o possível e o impossível para destruir o Coaf, mas não conseguiram. Ou seja, ainda nos resta alguma esperança(C.N.)

Se Pazuello não for punido, será indicação de que os quartéis estão sendo politizados

Publicado em 25 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Fernandes (chargeonline)

Merval Pereira
O Globo

Bolsonaro está levando os militares a uma situação limite, como, aliás, fez constantemente enquanto estava na ativa. Capitão, planejou atentados terroristas para reivindicar melhores salários, foi condenado por um conselho de justificação, mas absolvido pelo Superior Tribunal Militar (STM) em 1988, meses antes de ir para a reserva, num aparente acordo.

Antes, escrevera um artigo na revista “Veja”, em setembro de 1986, denunciando uma “situação crítica da tropa no que se refere aos vencimentos”. Pegou 15 dias de cadeia por indisciplina. “Um mau soldado”, como o classificou o general Ernesto Geisel.

PORTA DE QUARTÉIS – Na política, Bolsonaro fazia panfletagem na porta de quartéis nas eleições. Frequentemente era pedido que se afastasse do quartel para fazer sua campanha. Alguns dos generais hoje no governo fizeram essa intermediação com o então deputado Bolsonaro, que chegou à Presidência da República com o apoio e condescendência dos militares, convencidos de que somente ele poderia derrotar o PT em 2018. Hoje, a possibilidade de um novo confronto entre Lula e Bolsonaro em 2022 fortalece sua posição entre os militares.

Incentivado por Bolsonaro — que já quebrara a regra de ouro de não levar a política para dentro dos quartéis quando fez um comício em frente ao Quartel-General do Exército em Brasília —, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello rompeu com a máxima do Exército, de hierarquia e disciplina, ao participar de um ato político no domingo no Rio, sendo general de divisão da ativa.

A partir dessa evidência, o ministro da Defesa, general Braga Netto, e o comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira, tentam achar uma saída que não desmoralize o Exército, nem crie uma crise institucional com a Presidência da República. Mas Pazuello não pode ser tratado com excepcionalidade.

POLITIZAÇÃO – Não puni-lo seria péssimo sinal de que a política está tomando conta dos quartéis. O que não pode, e é o que Bolsonaro está fazendo, é usar o Exército como instrumento político. Está na hora de os militares levarem isso a sério, sob o risco de desmoralização completa da ideia de uma corporação de Estado, hierarquicamente bem definida, e de todos se sentirem autorizados a fazer política nos quartéis.

O ministro Luiz Eduardo Ramos, hoje no Gabinete Civil, teve a sensibilidade de pedir para ir para a reserva quando se viu envolvido, na rampa do Palácio do Planalto, numa manifestação política conduzida por Bolsonaro.

Estava “disfarçado”, em meio a vários assessores, quando o presidente o chamou para a frente da manifestação. Admitiu que não poderia estar ali como general da ativa e pediu para ir para a reserva para poder continuar no governo. Durante muito tempo, tentou convencer Pazuello a fazer o mesmo, sem ter tido sucesso, muito porque Bolsonaro não considerava necessário.

CAMPANHA PERMANENTE – A presença do presidente Bolsonaro em, na média dos primeiros dois anos de seu governo, uma formatura por mês de militares membros das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) e das polícias Militar, Federal e Rodoviária Federal indica uma tentativa de sua parte de politização dos quartéis.

O especialista Adriano de Freixo, professor do Departamento de Estudos Estratégicos e Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense (Inest-UFF), num estudo já analisado aqui sobre os militares no governo Bolsonaro, ressalta que uma variável que não deve ser ignorada nessa conjuntura é a “bolsonarização” dos estratos inferiores da corporação.

Outro aspecto da “bolsonarização” que começa a se tornar motivo de preocupação, para o professor da UFF, são as polícias militares estaduais, definidas na Constituição como forças auxiliares e reservas do Exército. Ele considera que “o quadro se torna mais complicado quando se leva em consideração a simbiose que existe em diversos estados da Federação entre parte das corporações policiais e forças parapoliciais, as chamadas “milícias” — que, no Rio de Janeiro, já têm o controle efetivo de vastos territórios —, e os crescentes indícios de ligação entre elas e figuras relevantes do entorno de Jair Bolsonaro”.


Segundo o Vereador Neguinho de Lié em Jeremoabo não para médico porque é tratado como escravo


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Ou os vereadores de Jeremoabo fazem uma reunião com o Ministério Público cobrando providências, ou irá continuar morrendo gente em Jeremoabo por falta de atendimento médico.
Para tudo na vida existe um limite, o limite da irresponsabilidade já ultrapassou todas as barreiras na administração municipal de Jeremoabo, principalmente quando se trata de saúde.
A pior cepa que atingiu Jeremoabo não foi apenas do COVID-19, mas da incompetência que se apoderou do Hospital Municipal de Jeremoabo, principalmente que a bala de prata do prefeito  era a propaganda enganosa da quantidade de partos efetuados naquele nosocômio,  cuja máscara  caiu com a nora do vereador Antônio Chaves, onde  machucaram, rasgaram, humilharam, cortaram a varginha, prejudicaram a saúde do  bebezinho,  e o pior, a parturiente saiu rasgada, e padecendo num veículo até a cidade de Antas em busca de socorro; o bebezinho devido as consequências nefastas do péssimo atendimento, foi parar num Hospital na cidade de Ribeira do Pombal.
Será que se fosse com a mãe ou esposa dos que defendem o prefeito, iria continuar defendendo e puxando o saco?
Conforme denúncia do vereador Neguinho, o prefeito não está se importando  pelo bom atendimento, mas com a quantidade de atendimentos,  com a quantidade de partos, sobrecarregando os médicos que tem que atender ao mesmo tempo na urgência do Hospital, nos PSF dos bairros e ainda atender pacientes com COVID-19.
Para complicar ainda mais, os médicos levam " esporros", são tratados como  escravos do prefeito e da sua cúpula.
Conforme ainda o Vereador Neguinho, os vereadores tem que parar e sentar para uma solução, já que não permanece nenhum médico em Jeremoabo, quando surge algum, logo pega o boné e cai fora.
Enquanto isso, o povo morre pelo COVID-19 e sem assistência médica, se faz o que fazem com um vereador, pior com o cidadão comum.
Médico não é cachorro, cachorro é que recebe esporro e sai balançando o rabo.



Vereador Neguinho 25.05

O Problema com a Nora do Vereador Antônio Chaves é pior do que me passaram, é coisa para maiores de 60 anos.

 


Não entendi direito e, na matéria anterior coloquei que o Hospital de Jeremoabo solicitou um termo de compromisso de risco de vida da paciente e do filho; porém a coisa foi pior, quem solicitou esse termo foram os médicos de Antas.

A paciente chegou na pior em Antas, e como deveria submeter-se a uma Cesária, os médicos ficaram receosos devido  a precariedade  da mesma.

A realidade é que tentaram fazer o parto em Jeremoabo, amassaram, maltrataram  a parturiente, rasgaram, cortaram a vagina, machucaram, pintaram o diabo para tirar o menino na tora e não conseguiram.

A realidade é que  fizeram com a paciente,  o que nem com animal se faz, parecia mais um filme de terror.

Resultado, a senhora pariu em Antas, porém a criança está internada em Ribeira do Pombal.

Ainda dizem que a saúde está bem e a culpa não é do prefeito, se não é do prefeito é de quem?

Isso é incompetência e irresponsabilidade, sobrecarregam os médicos,  e o povo que sofra.

Câmaar Municipal de Jeremoabo em 25.05.2021


Dessa vez a vítima no hospital de Jeremoabo foi a nora do vereador.


Nesse final de semana o pau quebrou no hospital de Jeremoabo, virou caso de polícia, aliás os papeis inverteram, ao invés do prejudicado solicitar socorro da polícia  quem chamou a polícia foi o agressor.

Na sexta-feira e no sábado quem procurou atendimento médico no Hospital Municipal de Jeremoabo saiu mais doente do que quando entrou, inclusive idosos de 81 anos de idade foram desrespeitados e massacrados. 

Já no domingo foi a vez da nora do vereador, além de  humilharem colocaram  em risco a vida da paciente, além do sofrimento .

Se fizeram isso com a nora e filho do vereador, o qeu não azem com o cidadão comum?

O pior de tudo é que o povo de Jeremoabo não luta por seus direitos, falam mas deixam pra lá, sigam o exemplo do Espirito Santo.

"Pacientes do Espírito Santo têm conseguido na Justiça indenizações pelo mau atendimento oferecido nas unidades médicas. Nesta semana, um médico e a Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do estado, foram condenados a pagar R$ 10 mil a um homem que foi tratado com descaso e agredido verbalmente durante uma consulta" (Beatriz Caliman e Iara Diniz De A Gazeta).

O Hospital de Jeremoabo está entregue as baratas, sem comando e sem chefia; hospital cuida de vidas humanas, é coisa séria, não é todo mundo sem conhecimento de administração que pode gerir um hospital, não se trata de bodega.

Vamos ao martírio  da nora do vereador: a jovem senhora chegou ao hospital sentindo dores insuportáveis, já estava em trabalho de parto, no entanto, além de não quererem atender insinuaram para que a  mesma retornasse para casa.

A mãe da paciente que não é otária, exigiu seus direitos, ai foi quando iniciou o quebra pau, a médica para intimidar chamou a guarda e a polícia.

Nesse intervalo de tempo, e notando que o caso era grave, exigiram que a paciente assinasse um termo de compromisso de risco de vida dela e do filho; belo atendimento e belo preparo psicológico para uma cidadã em trabalho de parto.

Diante de toda essa imoralidade e falta de humanidade e responsabilidade ética, o marido da paciente, partir para socorrer sua esposa na vizinha cidade de Antas.

Lá chegando com a paciente toda machucada e com cortes desnecessários na vagina, os médicos daquele nosocômio ficaram indignados e horrorizados, imediatamente entraram em ação, fazendo o parto e a criança nascendo normal, apenas com  a cabeça machucada.

Machucaram a cabeça da criança e teve que se deslocar até Ribeira do Pombal onde permanece internada.

Se com um vereador agiram dessa forma, o que não fazem com um cidadão da zona rural, sem ninguém para socorrer.

O vereador Antônio Chave em defesa da população Jeremoabense, está na obrigação ne ingressar na Justiça com uma queixa crime, Ajuizar uma Ação pedindo indenização por danos morais, e entrar com uma Representação no Conselho  Federal de Medicina.



'Perca seu tempo em salvar vidas', diz Aziz, rebatendo postagem de Bolsonaro

por Folhapress

'Perca seu tempo em salvar vidas', diz Aziz, rebatendo postagem de Bolsonaro
Foto: Reprodução / TV Senado

Ao longo do depoimento da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação, Mayra Pinheiro, à CPI da Covid, o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), rebateu postagem feita pelo presidente Jair Bolsonaro nesta manhã.
 

"Presidente, não perca seu tempo, ou quem quer que seja nas suas redes sociais, de postar esse projeto, porque esse projeto já foi retirado bem antes de o senhor postar esse texto no seu Twitter".
 

Bolsonaro compartilhou em suas redes uma imagem de um projeto de lei, apresentado por Aziz, que criminaliza a prescrição de remédios sem comprovação científica.
 

"Médicos podem ser punidos com até três anos de detenção caso receitem qualquer remédio sem comprovação científica para aquela doença", escreveu Bolsonaro. "Deixe o seu comentário".
 

Aziz disse que, após ouvir críticas de médicos, pediu esta manhã a retirada do projeto que havia apresentado.
 

"Perca seu tempo ligando para lideranças políticas internacionais para comprar vacina", afirmou Aziz.
 

"Perca seu tempo em salvar vidas, presidente, coloque dentro do seu Twitter, algo, diga-se, 'faça o isolamento social', 'se cuidem', 'essa doença mata', não descer tanto para vir criticar um simples projeto que já foi retirado."
 

"Compre vacina, não compre cloroquina, presidente", disse Aziz.

Bahia Notícias

Lira vê Bolsonaro em pior momento, aponta boa fase de Lula e descarta terceira via em 2022

por Danielle Brant e Ricardo Della Coletta | Folhapress

Lira vê Bolsonaro em pior momento, aponta boa fase de Lula e descarta terceira via em 2022
Foto: Montagem VEJA

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), avaliou nesta terça-feira (25) que o presidente Jair Bolsonaro está em seu pior momento de governo e que, por isso, as pesquisas refletem a desvantagem em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o qual vê em seu melhor momento.
 

Lira participou da 22ª edição da CEO Conference Brasil, do banco BTG Pactual, na manhã desta terça. Segundo o deputado, as pesquisas que foram divulgadas até agora são um "retrato do momento".
 

A última pesquisa Datafolha, divulgada em 12 de maio, mostrou Lula à frente de Bolsonaro, com 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 23% do atual presidente. Num eventual segundo turno contra Bolsonaro, Lula levaria ampla vantagem, com uma margem de 55% a 32%.
 

"Nós estamos numa complicação de vacina, numa ausência que passou-se três meses sem o auxílio emergencial, com a população mais carente privada", afirmou.
 

"Então, na minha visão, rapidamente, o presidente Bolsonaro está no seu pior momento e o candidato e ex-presidente Lula está em seu melhor momento."
 

Para Lira, fazer uma análise de quem vai estar melhor ou pior daqui a um ano é muito relativo.
 

"Acho que as coisas têm que andar na sua normalidade. Acho que é normal de todo mundo discutir quem vai ser o próximo governante no Brasil, mas eu penso ainda que é momento de nós trabalharmos para estruturarmos o nosso país para qualquer um que ganhe a eleição tenha melhores condições de governar do que no momento."
 

O presidente da Câmara também disse não acreditar em terceira via no país.
 

"Não houve desde 1989", afirmou. "A terceira via ela chega ali...o mais próximo que ela chegou foi, se eu não me engano, numa eleição da Marina [Silva] numa eleição e na outra ela já dissolveu como candidata, chegando atrás, inclusive, daquele ex-deputado Daciolo."
 

"Nessa eleição, com a polarização que existe, eu não acredito que vá haver terceira via, porque os dois vão convergir ao centro, e o centro vai escolher qual o melhor dos dois para governar em 2022."
 

Lira afirmou que a polarização que existe hoje é a mesma que existiu durante muitos anos entre PSDB e PT.
 

"E nem por isso a gente falava de extremismos", afirmou. "A gente tem que afastar essa ideia de que o Brasil vive de extremos. A polarização existe hoje e eu creio que por parte do PT, que ainda faz a polarização e do governo que ocupou o lugar do PSDB."
 

O deputado também comentou a possibilidade de Bolsonaro migrar para seu partido, o PP. "Esses assuntos partidários eu deixo sempre para o presidente Ciro [Nogueira], para não ter conflito de instâncias", disse.
 

Mais cedo, Bolsonaro também abordou o tema e disse não ver hora de decidir o partido. "Mas não é decisão minha né?", disse o presidente a apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada.
 

Respondendo ao comentário de um simpatizante, Bolsonaro disse: "O partido sendo meu eu aceito a indicação tua. Ninguém quer entregar o osso aí par a gente. Querem entregar só o casco do boi".
 

Ele também disse que o ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) é "um bom nome" para concorrer a um cargo eletivo no Rio Grande do Norte, mas que não sabe se seu auxiliar "vai disputar alguma coisa".
 

Por último, Bolsonaro voltou a levantar a possibilidade de o ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) se candidatar para o Governo de São Paulo. "Tarcísio está pensando em ser governador de São Paulo. Eu acho que leva em São Paulo", disse.
 

Ainda na CEO Conference Brasil, Lira avaliou que o ministro Edson Fachin (STF) acertou ao anular as condenações de Lula. "Eu deixei claro que houve excessos na Lava Jato", disse. "Eu não sei, e ainda hoje tenho quase que certeza que o ex-juiz [Sergio] Moro, num país mais duro, teria uma pena muito rígida".
 

"Os erros que foram cometidos de parcialidade são inadmissíveis para uma justiça que tem a obrigação de ser parcial, que tem a obrigação de manter o direito de defesa, o direito do estado democrático intocáveis no Brasil e em qualquer parte do mundo", criticou.
 

O presidente da Câmara também defendeu o voto impresso auditável, como consta em uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) analisada em comissão especial na Câmara. Segundo ele, poderia haver uma amostragem de até 10% de urnas escolhidas aleatoriamente.
 

"Muito pior do que isso, é ter um resultado de eleição questionado", afirmou, ressaltando não ter "notícia de fraude, de erro, de qualquer fato grave" que desqualifique o atual mecanismo.

BAHIA Notícias

Ação da PF no aeroporto de Salvador apreende 10 kg de maconha escondidos em panetones


Ação da PF no aeroporto de Salvador apreende 10 kg de maconha escondidos em panetones
Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal realizou apreensão de 10 kg de maconha escondidas dentro de panetones. Segundo a assessoria de imprensa da corporação, a ação aconteceu nesta terça-feira (25), no aeroporto de Salvador.

 

As diligências aconteceram no setor de encomendas de uma empresa aérea, cujo nome não foi divulgado. 

 

A localização da droga foi possível em função de compartilhamento de informações com a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Civil de Boa Vista (Roraima). 

Estratégia da tropa de choque do Planalto não está funcionando na CPI da Pandemia


Charge 12/04/2021

Charge do Marco Jacobsen ( Folha de Londrina)

Deu no Correio Braziliense

Enquanto depoimentos tomados até agora na CPI da Covid implicam o Executivo na condução da pandemia, senadores governistas se concentram na estratégia de pressionar a comissão a investigar, também, estados e municípios. Em todos os discursos, ao longo das sessões, a tropa de choque insiste ser imprescindível apurar como os entes federativos empregaram as verbas que receberam da União para combater a crise sanitária.

Até o momento, entretanto, o único que foi amplamente citado e que deve ser chamado em breve pela CPI é o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC).

ALIADO VIROU ALVO – Wilson Lima é aliado do presidente Jair Bolsonaro, determinou a abertura do comércio mesmo quando a pandemia se agravou e deixou espaço aberto para a recomendação e a entrega à população de medicamentos sem eficácia contra a covid-19.

Isso não impediu que ele se tornasse um alvo no depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. O general jogou para a gestão estadual a culpa pela crise de oxigênio em Manaus, que provocou a morte de dezenas de pacientes em hospitais da cidade.

De acordo com Pazuello, Bolsonaro resolveu não intervir no estado porque ouviu de Wilson Lima que não havia necessidade de socorro. O general sustentou, também, que foi comunicado da gravidade do problema, pela Secretaria de Saúde de Manaus, em 10 de janeiro.

DESMENTIDO – Em nota, a pasta afirmou que o secretário de Saúde, Marcellus Campêlo, relatou as dificuldades a Pazuello em 7 de janeiro e há documentos comprovando. W o governo do estado, por sua vez, nega ter recusado ajuda federal.

Outro empenhado em responsabilizar os estados é o senador Eduardo Girão (Podemos-CE). De acordo com ele, os recursos da União enviados aos entes federativos foram mal empregados. “Quase R$ 100 milhões foram gastos no Estádio Municipal Presidente Vargas, num hospital de campanha. Começaram a chover denúncias de corrupção, da noite para o dia. Com apenas cinco meses de funcionamento, o hospital de campanha, de quase 100 milhões, foi desmontado na calada da noite. O povo de Fortaleza, quando precisou, agora na segunda onda, não encontrou leito”, alegou.

O cientista político André César, sócio da Hold Assessoria Legislativa, afirmou que a base governista tem feito apelos para que os governadores sejam investigados e pedindo equilíbrio, mas que em política isso não existe. “A base é minoria. Se o governo não conseguiu maioria, problema do governo, que não teve articulação”, disse. Para ele, é possível que, no âmbito dos governadores, o foco fique apenas no Amazonas, que é um caso simbólico.

POLÊMICA ACESA – Em relação aos outros entes federativos, a oposição teria um discurso pronto, sustentando que cabe às respectivas assembleias legislativas e câmaras municipais investigarem governadores e prefeitos. Já a base governista pode alegar, em caso de derrota, que a CPI já iniciou de forma desvirtuada e não quis apurar possíveis ilegalidades cometidas pelos gestores.

Sobre Wilson Lima, o cientista político André César acredita que, se necessário, Bolsonaro rifará o governador, sem pensar duas vezes. Ainda assim, há risco de a estratégia não ser de todo bem-sucedida: “O governador Ele pode pensar: ‘Não vou afundar sozinho’. É um risco para o governo”, frisou.


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