segunda-feira, maio 24, 2021

CPI da Covid vê afronta em ida de Pazuello, sem máscara, a ato político com Bolsonaro


por Renato Machado e Raquel Lopes | Folhapress

CPI da Covid vê afronta em ida de Pazuello, sem máscara, a ato político com Bolsonaro
Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado

Os senadores que integram o grupo majoritário da CPI da Covid enxergaram a participação do ex-ministro Eduardo Pazuello (Saúde), sem máscara, em ato político com o presidente Jair Bolsonaro neste domingo (23) como uma afronta à comissão.

 

Os parlamentares desse grupo, formado por independentes e oposicionistas, trabalham em estratégias alternativas para romper a blindagem que entendem ter sido criada para dificultar o avanço das investigações relativas ao Ministério da Saúde, em particular da gestão Pazuello. Há intenção, por exemplo, de aprovar repetidamente convocações de alvos.

 

Neste domingo, Bolsonaro promoveu nova aglomeração ao participar de um ato com motociclistas no Rio de Janeiro. Pazuello esteve em um caminhão de som ao lado do presidente, ambos sem máscara (veja aqui).

 

A atitude foi encarada como um desafio e uma afronta à CPI da Covid, após o ex-ministro ter declarado em depoimento que apoiava o uso de máscaras como medida para prevenir a infecção pelo coronavírus e ter pedido desculpas por ter entrado em um shopping de Manaus sem o item de proteção.

 

Além disso, integrantes da cúpula do Exército avaliaram como descabida a participação de Pazuello no ato e esperam punição, conforme afirmaram reservadamente à Folha generais do Alto Comando da Força.

 

Mesmo antes do evento deste domingo, o grupo majoritário da CPI já havia definido pela reconvocação do general, por causa da série de mentiras que foram ditas durante sua oitiva, na quarta-feira (19) e quinta-feira (20).

 

O presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), disse durante o fim de semana que o requerimento de convocação será votado na próxima quarta-feira (26).

 

"Eu gostaria que estivesse com a mesma coragem de hoje na CPI. O general Eduardo Pazuello fez hoje uma escolha de ser o primeiro personagem declaradamente indiciado da CPI", afirmou o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

 

"Se essa CPI não pedir o indiciamento do ex-ministro, ela não terá razão de existir. Componha o depoimento dele com os fatos de hoje e você terá aí os movimentos para isso. Pazuello foi incluído no rol dos indiciados, não por mim, não pelo Renan [Calheiros, relator da comissão], mas pelos atos dele", completou.

 

Opinião semelhante tem o senador Humberto Costa (PT-PE), também membro da CPI, que classificou como um "deboche" à população e um ato para tentar desmoralizar a CPI a aglomeração realizada no Rio de Janeiro.

 

"Eu acho que está debochando da população, tentando desmoralizar a CPI, cometendo reiteradamente crime contra a saúde pública. Parlamento, Judiciário e Ministério Público têm que se posicionar sobre isso", afirmou.

 

Os membros da comissão afirmam que existe uma blindagem do governo para impedir o avanço das investigações nas ações e omissões do Ministério da Saúde.

 

Pazuello compareceu em dois dias na comissão, munido de um habeas corpus que garantiu o direito ao silêncio para evitar incriminá-lo. Senadores consideram que o militar usou o instrumento jurídico para mentir abertamente, numa tentativa de obstruir a apuração.

 

O mesmo expediente, afirmam, deve ser usado pela secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, que vai prestar depoimento nesta terça-feira (25). A secretária, conhecida como "capitã cloroquina", também obteve um habeas corpus.

 

Como acreditam que ela não responderá questões sobre sua participação na difusão da hidroxicloroquina para o tratamento da Covid e tampouco no desenvolvimento da plataforma TrateCov, os senadores buscam contornar essas limitações.

 

A intenção é questioná-la sobre a existência do "ministério paralelo", um grupo de aconselhamento do presidente Jair Bolsonaro fora da estrutura do Ministério da Saúde.

 

No que consideram outra tentativa de obstruir as investigações, o ex-secretário-executivo do ministério, atualmente na Casa Civil, Élcio Franco, apresentou um exame que atestou infecção pelo coronavírus no dia 3 deste mês e pediu para adiar seu depoimento, que seria na próxima quinta-feira (27).

 

Os senadores da comissão pretendem driblar essa tentativa de obstrução, em especial com habeas corpus, através de repetidas convocações dos personagens envolvidos.

 

Acreditam que a exposição das mentiras durante os depoimentos podem ser usadas em recursos para que o STF (Supremo Tribunal Federal) evite conceder novos habeas corpus para esses personagens.

 

O primeiro teste nesse sentido será com o próprio Pazuello, que deve ser reconvocado e muito possivelmente solicitará novo habeas corpus.

 

"Vamos esperar para ver a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, que até agora tem sido um grande adversário da CPI", afirma o senador Otto Alencar (PSD-BA), que acredita que Mayra vai repetir o papel de Pazuello na comissão.

 

"Ela pode mentir à vontade, pode ficar calada, pode dar risada, como fez o Pazuello. Pode fazer tudo que está garantida pelo STF", completou.

 

Outro que deverá ser reconvocado nesta quarta-feira é o atual ministro Marcelo Queiroga, que, embora não comparecesse munido de habeas corpus, evitou dar respostas concretas, segundo os senadores, sempre respondendo que não faria "juízo de valor", quando consultado sobre ações de Bolsonaro.

 

Otto afirma que o ministro deveria pedir demissão, se tivesse "altivez", após Bolsonaro neste domingo ter contrariado todas as medidas que o titular da pasta da Saúde defende para evitar a propagação do novo coronavírus.

 

Além das reconvocações, os senadores prometem investir contra Pazuello aprovando requerimentos para a quebra de sigilos do general.

 

Na investigação do chamado "ministério paralelo", a CPI mira o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, que teria participado de diversas reuniões no Planalto, segundo depoimentos colhidos até o momento.

 

Os senadores, nessa linha, querem convocar também o ex-servidor do governo Arthur Weintraub, irmão do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub.

 

Os parlamentares acreditam que o advogado pode ser um dos líderes do gabinete paralelo, após a revelação de vídeos em que afirmou que estava investigando a hidroxicloroquina a pedido de Bolsonaro.

 

Senadores mais alinhados ao governo, por outro lado, vão aproveitar a sessão reservada para votação de requerimentos, na quarta-feira, para avançar a investigação em outras direções.

 

Eduardo Girão (Podemos-CE) espera que sejam votados e aprovados requerimentos que possam investigar também estados e municípios.

 

"Além do governo federal, que tem que ser investigado, também precisamos investigar as centenas de bilhões de reais a estados e municípios com verbas federais. A própria Polícia Federal a gente já está fazendo um requerimento, a Procuradoria-Geral da República, gestores municipais, Consórcio Nordeste. É importante que seja visto nessa quarta."

 

O senador voltou a falar sobre a parcialidade do relator Renan Calheiros (MDB-AL) e sobre isso impacta a imagem da CPI. "Isso não é legal para a credibilidade [CPI], que tem derretido."

 

Por outro lado, Girão criticou a postura do presidente e disse que Bolsonaro tem dado um mau exemplo para a sociedade desrespeitando as regras sanitárias. Ele enxerga a atitude com preocupação porque o país já está polarizado.

 

"Tem uma frase que gosto muito de Francisco de Assis que diz o seguinte "as palavras podem até convencer, mas é o exemplo que arrasta". Definitivamente o presidente da República não está dando um bom exemplo para a população como as aglomerações, uso de máscara."

Bahia Notícias

Do Bezerro Nega Vida, dos arrependidos e do perdão

 em 24 maio, 2021 2:48

  Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 


No livro do Êxodo, a Bíblia narra quando o povo foi salvo por Deus da escravidão do Egito através de Moisés. Certo dia, quando Moisés subiu à montanha para falar com Deus, o povo, cansado de esperá-lo, corrompeu-se, fez um Bezerro de metal fundido e ofereceu-lhe sacrifícios como se fosse um deus.

O Senhor alertou a Moisés: “… esse povo tem a cabeça dura. Deixa pois, que se acenda minha cólera contra eles e os reduzirei a nada; mas de ti farei uma grande nação” (32:9-10). Porém, Deus perdoou o povo e o conduziu à terra prometida.

No Brasil, em pleno século XXI, o que se vê pelas redes sociais são milhares de brasileiros pedindo perdão por terem seguido o “Bezerro Nega Vida”. Viram que ajudaram a eleger para presidente da República não um cidadão consciente de suas responsabilidades, mas um imbecil, um farsante, um incompetente e dissimulado que não usa máscara, negou e continua negando a pandemia e chama de idiota quem se protege. Não respeita nem as famílias dos quase 450 mil mortos pela Covid-19 como se viu ontem,23, no passeio de moto sem máscara e promovendo aglomeração.

Muitos dos que votaram em Bolsonaro já sabem que cometeram um grande pecado contra a vida. Muitos votaram conscientemente desejosos pelo retorno da ditadura, mas uma grande maioria frustrada com o PT e a política votou como se Bolsonaro fosse um Mito, a salvação, quando na verdade era o bezerro de ferro fundido do Êxodo.

Assim como na Bíblia, a esperança vive. E os arrependidos têm chance do perdão e da renovação.

Não precisa fazer aliança com nenhum político. Basta pensar no coletivo, pensar em sua família, votar pelo Brasil e para acabar com a polarização radical que está destruindo lares e amizades.

A renovação passa não pelo retorno ao passado, mas pensando num futuro para todos e em um País menos raivoso e sem radicalismo que o levou para o fundo do poço da convivência harmoniosa entre todos os brasileiros.

Portanto, cabe ao brasileiro escolher: ou pedir perdão e continuar o caminho rumo à terra prometida ou continuar adorando “bezerros” de metal.

INFONET

Polícia interrompe festa com aglomeração no município de Propriá

 em 24 maio, 2021 10:03

Evento descumpria medidas sanitárias de enfrentamento à Covid-19 (Foto: Divulgação PMSE)

Policiais do 2º Batalhão de Polícia Militar interromperam uma festa na madrugada do domingo, 23, que descumpria o decreto governamental no município de Propriá.

Após denúncias de moradores, equipes do 2º BPM foram até a Zona Rural daquele município e constataram a ocorrência de uma festa com aglomeração de pessoas.

Devido ao descumprimento do decreto governamental, a festa foi interrompida, e os organizadores encaminhados à delegacia para a lavratura do procedimento criminal.

Fonte: PMSE

INFONET


Sirene de alarme toca no país, porque está aumentando a pobreza extrema

Publicado em 24 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Bolsonaro desde o início do mandato ignora o crescimento da miséria

Pedro do Coutto

Reportagem de Fernando Canzian, Folha de São Paulo, com dados do FGV IBRE – Instituto Brasileiro de Economia, revela um ponto dramático que afeta diretamente a população do país. No primeiro trimestre de 2021, os miseráveis (renda mensal inferior a R$ 246/mês) somavam 16% da população, ou 35 milhões de pessoas.

Desde agosto do ano passado, segundo a FGV Social, quase 32 milhões de pessoas deixaram a classe C (renda domiciliar entre R$ 1.926 a R$ 8.303). A maioria (24,4 milhões) desceu à classe E (renda até R$ 1.205) ou direto à miséria.

SEM COMIDA – Além dos dados da FGV, a reportagem baseou a sua matéria em recente pesquisa do Datafolha. Para se ter uma ideia do circuito voltado para a miserabilidade basta assinalar que o universo percentual é ainda mais alarmante quando técnicos da FGV destacam que milhões de brasileiros e brasileiras no momento não têm sequer a possibilidade de se alimentar.

A fome levantou uma nova realidade que é péssima para todos aqueles que se preocupam com os seres humanos. Fracassou a previsão do governo de que o desemprego iria recuar. Enquanto isso, a informalidade não apresentou qualquer avanço importante, pois caso contrário a pobreza extrema não teria aumentado.

É impressionante a insensibilidade do governo quando se trata de política social permanente, ao contrario da atual que se baseia no auxílio emergencial.

MERCADO DE TRABALHO – O auxílio de emergência esgota-se em curto espaço de tempo. A solução indispensável encontra-se no mercado de trabalho, pois somente os salários são capazes de retirar do porão da sociedade aqueles que cada vez mais nele ingressam.

A pandemia tem a sua influência, mas não é só ela, pois existe uma realidade mais ampla. Essa realidade tem, inclusive, contribuído para o avanço de um panorama no qual mergulha insensivelmente a política econômica traçada pelo ministro Paulo Guedes.

A política de Paulo Guedes, aceita por Jair Bolsonaro, não está resolvendo problema algum. Ao contrário, tem potencializado a falta de solução que não se define à base de pequenas quantias que chegam às mãos e ao estômago das camadas mais carentes dos brasileiros.

SEM RUMO – O estrago da pandemia e da falta de rumo aumentou, como era previsto, uma vez que a direção social do Planalto praticamente não existe. Não era para menos. O presidente da República desde 2020 encontra-se em campanha pela reeleição nas urnas de 2022. Enquanto isso, a miséria vem crescendo.

Crescente, os miseráveis sofrem com perda de renda sucessiva, embora não se possa chamar de renda aquela realidade na qual se insere ao lado da pobreza também um aumento do endividamento interno brasileiro. Esse endividamento aproxima-se de 90% do PIB.

O salário médio brasileiro encontra-se na casa de apenas R$ 2,4 mil por mês. Enquanto isso, como observamos seguidamente, os lucros dos bancos continuam altíssimos: Itaú, Bradesco, Banco do Bradesco e Caixa Econômica Federal são testemunhas e parceiros do êxito.

DO BOLSO DOS BRASILEIROS – Como não existe crédito sem débito, a soma dos lucros, mesmo faltando o do Santander, reflete que a diferença financeira para mais em suas operações saiu do bolso de alguém. No caso, do bolso dos brasileiros sem dúvida alguma. Só pode registrar lucro aqueles que negociaram com êxito no período a que se refere às pesquisas. Quem pagou a conta? Todos nós assalariados.

Para o economista Sérgio Vale, da MDB Associados, o governo Bolsonaro está deixando uma herança maldita para aquele que o sucederá em 2022. Com a atuação do Planalto, o emprego informal tem se tornado permanente, consequência e também causa da pobreza e da desigualdade social. Um outro economista, Samuel Pessoa, da FGV, acentua que o governo conduziu o Brasil a um casamento com a mediocridade. Há uma cadeia de fatos e reflexos em relação aos quais o governo não consegue pelo menos perceber.

Acho até que não poderia perceber, uma vez que Paulo Guedes continua no Ministério da Economia com poderes diretos e indiretos na onda econômica brasileira. Onda cada vez mais fraca e injusta para com os pobres. A pobreza diminui porque a miserabilidade cresceu. O impasse brasileiro é gigantesco.

domingo, maio 23, 2021

Ao ameaçar a Zona Franca, Bolsonaro despertou a revolta dos parlamentares do Amazonas

Publicado em 23 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Braga e Aziz responderam duramente a Bolsonaro

Jorge Vasconcellos
Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro tem intensificado os ataques a governadores à medida que a CPI da Covid avança nas investigações sobre ações e omissões do Executivo federal na pandemia. No episódio mais recente, o mandatário fez declarações sobre o possível fim das isenções fiscais na Zona Franca de Manaus (AM), o que irritou políticos do Amazonas, incluindo integrantes da comissão.

Para eles, a ameaça do chefe do Planalto, feita durante a live semanal de quinta-feira, foi uma retaliação não só às apurações do colegiado, mas a toda a população do estado.

DISSE BOLSONARO – O presidente Bolsonaro fez as afirmações horas depois do fim do segundo dia de depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello à CPI. O general foi bombardeado com questionamentos sobre possíveis omissões do governo no colapso do sistema de saúde em Manaus, ocorrido em janeiro. Naquele mês, dezenas de pacientes com covid-19 morreram asfixiados em razão da falta de oxigênio nos hospitais da cidade.

Na live de quinta-feira, Bolsonaro falou das políticas implementadas durante a ditadura militar (1964-1985) e da criação da Zona Franca de Manaus. Também citou dois senadores do Amazonas que integram a CPI: Omar Aziz (PSD), presidente da comissão, e Eduardo Braga (MDB), titular do colegiado.

“Imagine Manaus sem a Zona Franca. Hein, senador Aziz, você que fala tanto na CPI? Senador Eduardo Braga, imagine aí o estado, ou Manaus, sem a Zona Franca”, disparou.

AMEAÇA AO POVO – Em entrevista ao Correio, Eduardo Braga lamentou que o presidente tenha feito as declarações justamente no momento em que o Amazonas enfrenta uma série de dificuldades.

“Eu não entendo isso como uma ameaça a mim ou ao senador Omar e, sim, ao povo do Amazonas. Principalmente de alguém que se diz defensor da Zona Franca e, no momento em que o Amazonas enfrenta a segunda maior enchente de sua história, enfrenta uma pandemia e enfrenta, ainda, ameaças de desempregar os nossos trabalhadores da Zona Franca”, reprovou.

“Portanto, eu, sinceramente, espero que nós, que somos guardiões da maior floresta em pé do mundo e que somos proibidos de quase tudo não sejamos vítimas de mais esse ataque.”

FALTA DE RESPEITO – Por sua vez, Omar Aziz ressaltou que Bolsonaro precisa respeitar a população do estado. “O presidente pode ameaçar a mim, ao Eduardo, mas, ao ameaçar a Zona Franca de Manaus, o negócio é mais embaixo. É preciso respeitar os amazonenses, porque ele não pode ameaçar algo que é garantido por lei, que assegura o sustento e a vida de tantos amazonenses”, frisou o senador, pelas redes sociais.

“A Zona Franca tem um importante papel na economia, não apenas do estado do Amazonas, mas do Brasil”, acrescentou.

O vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), foi outro a condenar as declarações de Bolsonaro. “O presidente usou uma ameaça à Zona Franca de Manaus para atingir o senador Eduardo Braga e o senador Omar, incomodado com a postura de ambos na CPI que investiga a atuação do governo federal no enfrentamento da pandemia”, disse, em vídeo divulgado por sua assessoria.

ESTÁ “APAVORADO” – “Essa conduta do presidente demonstra duas coisas: primeiro, que ele está apavorado com o que pode ser o resultado desta investigação, e, segundo, que ele não tem compromisso com os interesses maiores do povo do Amazonas.”

Ramos acrescentou: “Quando o presidente ameaça a Zona Franca, ele não atinge o senador Eduardo e o senador Omar. Ele atinge os empregos de milhares de amazonenses e manauaras. Ele atinge os negócios e os investimentos na cidade de Manaus. Ele atinge a receita do estado do Amazonas, que é o que paga a saúde, a educação, o que compra a cesta básica para enfrentar a fome neste período de pandemia e de cheia. O presidente precisa parar de destilar ódio e cuidar de comprar vacina, porque é isso que o povo brasileiro espera dele”, concluiu.


A pergunta que não cala: qual autoridade que o prefeito de Jeremoabo detém para decretar medidas de restrição de enfrentamento e prevenção à pandemia causada pelo COVID-19???


Prestem bem atenção para esta foto, o prefeito de Jeremoabo retira  a máscara, e fala bem encima de duas pessoas também sem máscara.

Belo exemplo para o povo seguir!!!

 Vereadores de Jeremoabo  juntamente com um cidadão residente no povoado Icozeira zona rural de Jeremoabo Bahia, indignados, perplexos e estarrecidos, perguntam qual autoridade, e qual exemplo dado pelo prefeito de Jeremoabo para  decretar  medidas de restrição de enfrentamento e prevenção à pandemia causada pelo COVID-19?

Acrescento não só o prefeito mas seus puxa sacos e capachos, que tripudiam sobre o cadáver de  mais de 439.379. irmãos brasileiros vítimas do COVID-19, e mais de 37 jeremoabenses também, vítimas do Covid-19.

O pior é que o Hospital local de Jeremoabo nem um ventilador funcionando existe, ou melhor, até para um atendimento de rotina o povo reclama da demora, da humilhação, da desumanidade e do péssimo atendimento.

O prefeito e seus capachos com essa atitude nefasta não respeita o distanciamento, provoca aglomeração, muitos não usam máscara, e o absurdo dos absurdos, o proprio prefeito retira  máscara para falar com os participantes da aglomeração.

Será que estamos no início do apocalipse em Jeremoabo?

O pior de tudo é que o prefeito praticando esses seus atos imorais e ilegais, verdadeiro atentado a saúde pública, está atrapalhando o trabalho da polícia, desmoralizando a  vigilância sanitária, e dizendo para os menos esclarecidos que seu decreto é de mentirinha?

Enquanto isso no Maranhão a Vigilância sanitária multou o presidente da república por desrespeitar as leis, mas como o prefeito de Jeremoabo está acima das leis e do presidente da república, fazer o que?

Só mesmo Jesus na causa.


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Pacto entre Lula e FHC quer impedir o risco de uma reeleição de Bolsonaro

Publicado em 23 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

FHC e Lula estabelecem atuação comum contra o bolsonarismo

Pedro do Coutto

As primeiras páginas das edições de ontem da Folha de São Paulo, O Globo e o Estado de São Paulo, os  três principais jornais do país, colocaram em destaque a foto do encontro entre os ex-presidentes Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso num almoço na residência do ex-ministro Nelson Jobim com o objetivo comum de combater a reeleição de Jair Bolsonaro e, com isso, bloquear qualquer possível ação antidemocrática contra a Constituição, as leis e os direitos de todos à liberdade.

Os três jornais publicaram reportagens sobre o fato, sendo que na Folha de São Paulo assinam Mônica Bergamo e Joelmir Tavares. No Estado de São Paulo, os repórteres Vera Rosa, Pedro Venceslau, Lauriberto Pompeu e Paula Reverbel. No O Globo a reportagem é de Sérgio Roxo.

CONTRADIÇÃO – Os setores que formam o apoio a Bolsonaro tentam apontar a contradição que marcou a convergência dos dois adversários. Inclusive porque Fernando Henrique derrotou Lula nas urnas de 1994 e 1998. Mas, digo eu, quem se dispuser a encontrar aparentes contradições políticas terá pela frente uma verdadeira enciclopédia do fenômeno, sobretudo porque o processo político é movimentado a todo instante e o que representou ontem um choque, amanhã pode representar uma etapa importante para a vida de todos os países e também para a memória universal.

Recordo que, em abril de 1945, quando o desabamento do nazismo se verificava, reuniram-se na cidade Yalta, na Crimeia, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill, o presidente americano Franklin Roosevelt e o líder soviético Joseph Stálin. A foto ganhou o mundo e representou a procura de um denominador comum entre as três potências para arrasar, como de fato aconteceu, com o governo nazista de Hitler e a onda genocida que atingia judeus e comunistas, e também os que nao possuíam “raça branca pura”. Seis  milhões de judes foram levados sem culpa alguma num episódio imundo para os campos de concentração e também de extermínio.

O encontro foi uma aproximação dos três grandes chefes de Estado que se uniram no combate ao nazismo, extrema-direita que até hoje ressurge no cenário de alguns países sob a forma de um fantasma que deveria ter desaparecido totalmente no tempo.

DENOMINADOR COMUM –  Se em um momento tão grave para a sobrevivência da humanidade, encontraram-se sobre um denominador comum pessoas de pensamentos tão diferentes, não deve causar surpresa a aproximação entre FHC e Lula da Silva.

O encontro é natural, alcançou grande repercussão, como seria de se esperar para um episódio tão importante e tão decisivo para o nosso país. Visivelmente foi estabelecida uma atuação comum contra o bolsonarismo e um ato de força. Isso porque mais de uma vez Jair Bolsonaro participou de caminhadas na Esplanada dos Ministérios tendo ao lado faixas propondo o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal.

Daí, certamente, na minha opinião, surgiu o projeto de engenharia tanto política quanto jurídica para bloquear a caminhada de alguém que se reeleito partiria para um desfecho antidemocrático.

O CONFRONTO – Mas esta é outra questão. O importante é que o panorama político brasileiro mudou e a nuvem passou a ser dirigida e analisada sob outro ângulo, o qual não necessita de uma lente maior para se compreender. Está traçado o embate final entre Lula e Jair Bolsonaro.

Pode ser que surja um novo panorama, mas é difícil. Li o artigo do professor Marco Aurélio Nogueira, do Estado de São Paulo. Ele colocou a necessidade de o segmento político-partidário se articular sobre uma terceira estrada capaz de conduzir o país para uma alternativa diferente. Mas não existe espaço para que uma candidatura se fortaleça fora do quadro atual. É verdade que na matéria política as profecias tendem a fracassar porque o processo é dinâmico e nao sintonizado com a vontade de cada um.

Mas quem poderia ser a terceira opção? Ciro Gomes ? Não dá, ele teria sido um candidato forte se apoiado por Lula em 2018, mas com Lula no páreo ele nao tem como alcançar uma pontuação capaz de conduzi-lo ao segundo turno.

REAÇÃO DOS TUCANOS – Setores do PSDB reagiram contrariamente à atitude de FHC, esquecendo-se de que em 2018 o mesmo ex-presidente da República apoiou a possibilidade de um candidato da legenda ser o apresentador Luciano Huck.

Fernando Henrique Cardoso pode não ter grande influência na legenda agora, mas lembro que a sua influência não será igual a zero. E na política, como no futebol, se por um gol se vence, por um gol também se perde. Dou como exemplo a sucessão americana de 1960. John Kennedy derrotou Nixon por apenas 0,9% do eleitorado.

DESBLOQUEIO DE R$ 4,8 BILHÕES –  O ministro Paulo Guedes que ao mesmo tempo é o titular da Fazenda, do Planejamento, da Previdência Social e do Trabalho, mantendo também o encaminhamento de nomes para privatização de estatais, anunciou o desbloqueio de R$ 4,8 bilhões no Orçamento achando  que tal atitude para abastecer as emendas de parlamentares não causará rombo algum no teto financeiro da Lei Orçamentária. Realmente não se entende a movimentação pendular de Paulo Guedes.

O que surpreende no ministro da Economia é o fato de na votação da Reforma da Previdência ter anunciado uma economia anual de R$ 100 bilhões, a qual no fim da década representaria R$ 1 trilhão, valor igual, acrescento eu, a um terço do orçamento federal para 2021.

As palavras do ministro da Economia são tão fantasiosas que o conduz ao segundo lugar da farsa econômico-social: na sua frente, no caso das vacinas e da vacinação, está Bolsonaro tentando se livrar da responsabilidade pelo alastramento da pandemia.

Governo não quis levar oxigênio para Manaus e acabou sujando a reputação da Força Aérea

Publicado em 23 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

De redes sociales

Cargueiro da Latam levou 500 cilindros a Manaus

Wilson Baptista Junior

O governo federal mentiu por diversas vezes, na época e depois, sobre o problema do oxigênio. E agora continua mentindo, através de seu ex-ministro da Saúde, o general intendente Eduardo Pazuello. E a sucessão de mentiras e alegações absurdas foi mesmo impressionante.

Primeiro, disseram que somente um avião especialmente adaptado, por questões de “pressão na cabine”, poderia levar oxigênio imediatamente para Manaus, como se fosse verdade.

EM MANUTENÇÃO – Depois, informaram que as únicas aeronaves da FAB capazes disso seriam dois Hércules C-130, mas um deles se encontrava em manutenção, e em seguida acrescentaram que estavam negociando com o governo americano o envio de um avião capaz de fazer o transporte. Mas eram mais mentiras.

Além do fato de que qualquer um dos muitos aviões de transporte, de vários tipos, da FAB poderia fazer esse serviço em menor escala (e fizeram depois), particulares doaram e enviaram cilindros de oxigênio para Manaus em aviões da GOL e até em monomotores Cessna Citation.

Quem tem alguma noção de aviação sabe que qualquer avião capaz de levar carga tem capacidade de transportar um certo número de cilindros de oxigênio, desde que possam ser acomodados sem perigo de se deslocarem, devido ao peso. As desculpas do governo, além de bisonhas, sujaram a reputação da nossa Força Aérea.

Tudo isso são fatos facilmente comprováveis e certamente serão assinalados no relatório da CPI da Covid.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Wilson Baptista Junior tem toda razão. Na época, a Força Aérea alegou que não poderia cumprir as normas de segurança, que são muito rígidas. Mas é claro que a FAB e as companhias aéreas poderiam atender ao Amazonas, caso o governo tivesse real interesse. Era preciso organizar uma operação de guerra, transportando seis cilindros em cada voo comercial, dentro das normas, e usando cargueiros para levar até 500 cilindros em cada voo. Tanto isso é verdade que o primeiro cargueiro que veio a atender Manaus, muitos dias após o governo ser avisado da crise, foi um Boeing 767 da Latam, levando 500 cilindros. Com o tamanho da crise, 500 cilindros ainda era pouco, alegam. Mas há situações em que pouco pode significar muito. (C.N.)

Em destaque

INTIMAÇÃO PESSOAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL

  TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL SECRETARIA JUDICIÁRIA COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO   RECURSO ESPECIAL ELEITORAL (11549) - 0600425-35.2024.6....

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