segunda-feira, abril 12, 2021

STF e Senado enfrentam Bolsonaro; se tivesse apoio militar, ele já teria tentado um golpe

Publicado em 12 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Miguel Paiva (Arquivo do Google)

Pedro do Coutto

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, marcou pautar para próxima 4ª feira o julgamento sobre a instalação da ‘CPI da Covid’ para a sessão plenária. A ação impetrada por dois senadores deu margem à decisão do ministro Luís Roberto Barroso de determinar o funcionamento da CPI aprovada por um terço da Casa que propõe investigar a ação do governo no enfrentamento à pandemia, abrangendo inclusive as iniciativas do Ministerio da Saúde.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, conforme afirmou em entrevista, pretende ler em plenário, na sessão desta terça-feira, o requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito. O caso tem aspectos que merecem ser analisados.

ASSINATURAS – Até março, o pedido de instalação da CPI tinha 33 assinaturas. Uma delas, porém, já foi desconsiderada; a do senador Major Olímpio que morreu, vítima da Covid-19. Vinte e sete assinaturas são necessárias

Noticiou-se no fim de semana que o governo estava tentando pressionar alguns signatários para que retirassem seus nomes, fazendo com a lista ficasse com menos de um terço da Casa. Com o falecimento do senador Major Olímpio, o Senado passa a funcionar com 80 parlamentares, até pelo menos que o suplente seja empossado. Assim o quórum de um terço sofre alteração e cai para 26 assinaturas. Mas é apenas um detalhe.  

O segundo aspecto é que o ministro Barroso concedeu a liminar com base no total de assinaturas e assim juristas acham que nenhum signatário deveria retirar a sua assinatura agora, pois foi a base original para a decisão. Uma manobra difícil.  No que se refere a atuação do presidente do Senado, ele próprio afirmou que não vai acrescentar uma virgula no documento encaminhado à Mesa Diretora. Pelo contrário, vai dar provimento.

COLISÃO – Portanto, qualquer hipótese de recuo colide com esses obstáculos. No que se refere ao posicionamento de Rodrigo Pacheco, ele demonstra estar empenhado nos trabalhos que a CPI possa desenvolver no sentido de cobrar do governo uma ação mais enérgica no combate à pandemia que apresenta mais de 340 mil óbitos.

Esse e o quadro político de hoje, sendo que a semana promete um desenrolar de fatos mais sensíveis do que a que terminou. É preciso aguardar a posição final do governo diante da realidade fixada pelo STF e pelo presidente do Senado.  

ABALO – No que se refere ao relacionamento do presidente Jair Bolsonaro com a área militar, ao que tudo indica, ele não tem uma posição favorável, abalada aliás com a demissão do general Fernando Azevedo e também em face das renúncias dos comandantes do Exército, da Marinha e Aeronáutica.

Mas o maior atrito foi com o general Edson Pujol cujas opiniões colidem com a do titular do Planalto. Os pronunciamentos são todos a favor da legalidade democrática. A crise não tem saída lógica.  

SEM PROJETO –  Em seu artigo de ontem no O Globo, Miriam Leitão, relaciona uma série de acontecimentos negativos registrados pelo governo Bolsonaro. Ocupam um terço da página da Economia. O governo não apresenta dados favoráveis, e a série de atritos nos quais se envolve trazem consequências desastrosas

Tendo cumprido dois anos de mandato, Bolsonaro não conseguiu estabelecer um projeto de governo, nenhuma modificação substancial e nenhum plano piloto para a Economia.

Onde estão os R$ 100 bilhões que o governo obteria com a Reforma da Previdência Social e que ao longo de dez anos atingiria R$ 1 trilhão? Jamais acreditei em tal afirmação impossível. O resultado aí está. O ministro da Economia não dispõe de recursos a não ser que desloque de um setor federal para outro.

PANDEMIA – Em seu espaço de domingo, no O Globo e na Folha de São Paulo, Elio Gaspari focaliza a questão da existência de privataria por ocasião da pandemia. Ele se refere à privataria abordando o programa de desestatização e privatização de empresas estatais. O caso da privatização é complexo.

A questão não é apenas proporcionar mais eficiência à atuação de cada uma, como é o caso da Petrobras, de Furnas, do Banco do Brasil ou da Eletrobras. Pelo contrário. Envolve também uma questão de preços. Por exemplo, o caso da Eletrobras. O ministro Guedes calcula que a Eletrobras tenha um valor comercial de R$ 16 bilhões.

A meu ver, um preço ridículo porque a Eletrobras reúne Furnas, Chesf, Eletrosul e Eletronorte, e é responsável pela transmissão da energia do país.

COMPARAÇÃO – Dezesseis bilhões de reais só para comparar é o preço ofertado pela Claro, pela Tim e pela Vivo para adquirirem em consorcio a Oi que não teve um desempenho no mesmo porte do que as três empresas que desejam adquiri-la. Não é possível que a Oi valha tanto quanto uma estatal com o ativo da Eletrobras, principalmente pelo caráter essencial de sua produção e serviços. O País pode funcionar sem a OI, claro, mas não sem energia elétrica.

A privatização da Eletrobras por R$ 16 bilhões seria uma operação de grande margem de lucro aos compradores, entre os quais, a chinesa State Grid.

Direita e esquerda concordam pelo menos num ponto – a culpa seria sempre da imprensa…

Publicado em 12 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Ecos da ditadura militar: a censura nas redações – Blog do Brown

Charge do Zé Oliveira (Arquivo Google)

Eduardo Affonso
O Globo

Tenho o hábito de colecionar manchetes mal redigidas. Minhas favoritas são aquelas ambíguas e carregadas de humor involuntário, do tipo “Polícia indicia estudante picado por naja, mãe, padrasto e outras 9 pessoas”.

Quando posto essas pérolas no Facebook, é inevitável que os comentários deixem de lado a graça da coisa e apontem para a decadência da imprensa, as nefastas consequências do fim da exigência de diploma para jornalistas ou a “geração Paulo Freire” (seja isso lá o que for).

SALVAGUARDA – Não, a imprensa não está em declínio. A sintaxe e a ortografia andam levando surras diárias, mas a imprensa, como instituição, continua sendo uma salvaguarda da democracia: denuncia condutas antirrepublicanas, combate a desinformação, propaga a diversidade de opiniões. Daí incomodar tanto e ser alvo prioritário de qualquer projeto totalitário de poder.

O desapreço pela imprensa não é monopólio da direita ou da esquerda. Jornalistas foram agredidos tanto por militantes petistas, na era Lula, quanto por bolsonaristas, na gestão atual. Há 17 anos, um correspondente estrangeiro quase foi expulso do país por ousar escrever sobre os hábitos etílicos do então mandatário. Do “cachaceiro” ao “pequi roído” (passando por “ladrão” e “genocida”), a liberdade de expressão tem sido deliberadamente embaralhada com difamação e calúnia.

Para Lula, a “Veja” destilava “ódio e mentira” contra seu governo. “Nós somos a opinião pública”, gabava-se o ex-presidente. “Nós não vamos derrotar apenas os nossos adversários tucanos; nós vamos derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como se fossem um partido político.”

TIRAR DE CIRCULAÇÃO… – Nada muito diferente do que andou dizendo Jair Bolsonaro ao declarar que “o certo é tirar de circulação” a “Folha de S.Paulo”, O Globo, “O Estado de S.Paulo” e o site O Antagonista — todos “fábricas de fake news”.

Bolsonaro vê na imprensa uma inimiga; Lula só a concebe como correligionária. Entre o PIG (Partido da Imprensa Golpista) de antes e a imprensa “patife” e “canalha” de agora, mudou apenas o remetente. O destinatário é a mídia que cumpre seu papel.

Semana passada, o iutuber Felipe Neto foi intimado a depor numa investigação de “crime contra a segurança nacional” por ter se referido ao presidente como “genocida”.

JORNALISTAS TUCANOS – Felipe Neto mobilizou, merecidamente, milhares de apoiadores. Poucos dias antes, ele havia tuitado um recado aos “prezados jornalistas tucanos”: não batam na esquerda até as eleições. Em outras palavras: não cobrem autocrítica, abram mão da independência de pensamento. Se não aderirem à servidão voluntária da imprensa chapa-branca, depois não reclamem. Uma espécie de “minha liberdade de expressão é sagrada; a dos outros, nem tanto”.

 É o autoritarismo dos “libertários”, diferente só na forma daquele dos liberticidas.

Ao contrário do que diga o governante de turno, a culpa (pelas maracutaias, pelo descaso com a vida) não é da imprensa. Ainda que estropie o português aqui e faça uma manchete hilária acolá, ela continua sendo a maior aliada do povo contra os abusos do poder.

domingo, abril 11, 2021

Oposição vê clima para CPI da Covid na Câmara após ordem do STF ao Senado

por Danielle Brant | Folhapress

Oposição vê clima para CPI da Covid na Câmara após ordem do STF ao Senado
Foto: Divulgação / Câmara Federal

A ordem do ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), para que o Senado instale a CPI da Covid deu novo fôlego à oposição na Câmara, que vê ambiente favorável para pressionar deputados a recolher assinaturas para abrir uma comissão parlamentar de inquérito na Casa.

A articulação foi retomada após Barroso mandar o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), criar o colegiado. A decisão liminar (provisória) do ministro será analisada pelo plenário do STF na quarta-feira (14).

Na decisão, Barroso afirmou que já estavam presentes requisitos necessários para abertura de comissão, como assinatura favorável de mais de um terço dos senadores, e argumentou que o chefe do Senado não poderia se omitir em relação ao tema.

Não é a primeira vez que o STF determina a instalação de CPIs a pedido da oposição. Em 2005, o Supremo mandou instaurar a dos Bingos, em 2007, a do Apagão Aéreo, e, em 2014, a da Petrobras.

Assim como Pacheco, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já se manifestou contra a abertura da CPI. Em março, ele afirmou que o Congresso não deveria parar para investigar a gestão do governo na pandemia ou procurar culpados por erros.

Na sexta-feira (9), em evento na Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), em Arapiraca (AL), Lira voltou a rechaçar a abertura de uma CPI pela Câmara.

Segundo ele, não é o momento para "se apontar o dedo para ninguém". "Daqui a dois, três meses, esses culpados vão estar morando em outro lugar, vão estar apagadas as provas, vão estar escondidas as evidências? Não."

"Então, você [vai] mobilizar 20, 30 senadores numa sala fechada quando o Congresso está funcionando virtualmente e ter de trabalhar presencialmente para fazer política? Porque o que nós não precisamos neste momento é politizar mais um tema."

Lira disse que "quem errou vai pagar" e que o "preço de 330 mil vidas é muito alto para qualquer sociedade, mas não nesse momento e não dessa maneira". O Brasil já soma mais de 350 mil mortos pela Covid-19.

Deputados da oposição e de partidos de centro, no entanto, veem oportunidade para pressionar colegas e, assim, conseguir o mínimo de 171 assinaturas necessárias para a criação da CPI. A Câmara tem 513 parlamentares.

Segundo a deputada Perpétua Almeida (PC do B-AC), cerca de 90 deputados já haviam apoiado a criação da comissão até a última sexta-feira.

Para ela, a CPI no Senado "está assustando as hostes do governo". "Estavam preocupados de não criar CPI e agora vão ficar preocupados porque a CPI vai acontecer no Senado, onde há um grupo mais amplo que quer esclarecer esse processo", disse.

A deputada afirmou que a instalação da comissão no Senado favorece a abertura de um processo semelhante na Câmara. De acordo com ela, a medida seria barrada por Lira.

"Acho que ele separa as coisas. Para colocar uma CPI sem ser uma pressão muito grande, sozinho, ele não coloca. Ele coloca mais na frente, se sentir que os interesses do centrão estão sendo ameaçados."

Vice-líder da minoria na Câmara, a deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ) lembrou que CPI é direito constitucional e não depende do desejo político de quem comanda a Casa.

"A demora de instalar acabou gerando essa incidência do Supremo Tribunal Federal sobre o Senado. Seria desnecessária essa incidência se houvesse a instalação pelo próprio presidente do Senado", disse.

Em sua decisão, Barroso afirmou que não cabe ao presidente do Senado fazer uma análise de conveniência em relação à abertura da CPI e que ele é obrigado a fazê-la quando estão cumpridas as exigências da Constituição sobre o tema.

Na Câmara, para conseguir as assinaturas exigidas, a oposição, que tem 125 deputados, precisaria do respaldo de deputados de centro. Feghali disse acreditar que isso é possível, incluindo o apoio de deputados de centro-direita.

"Tenho certeza de que assinarão esses pedidos de CPI, porque as denúncias são muitas, o número de mortes cresceu assustadoramente, e vários parlamentares têm interesse de investigar os crimes que se repetem do governo federal", disse.

O líder do Cidadania na Câmara, Alex Manente (SP), segue a mesma linha de Feghali. "Acho que a CPI [do Senado] cria um clima, um novo ambiente, especialmente se, de fato, for instalada rapidamente, de a Câmara também cumprir seu papel de fiscalizar essas questões da Covid."

Outros deputados veem na CPI uma forma de encontrar os responsáveis pelos erros no enfrentamento à pandemia no país e investigar a conduta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

"Não podemos continuar enterrando pessoas que poderiam estar vivas se não tivéssemos um presidente tão irresponsável. A postura do governo brasileiro diante da crise é criminosa", afirmou a líder do PSOL na Câmara, deputada Talíria Petrone (RJ).

"A oposição está mobilizada para conseguir assinaturas para uma CPI. Mais que isso, já chegou a hora de um pedido de impeachment que unifique todos setores que defendem a vida."

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) também defende a instalação de uma comissão pela Câmara.

"A CPI da Covid pode ajudar no combate à tragédia da pandemia no Brasil, ajudar a acelerar a produção de vacinas no país e aperfeiçoar o SUS", disse. "Pode igualmente apontar os crimes praticados pelo presidente da República."

Mesmo deputados do centrão reconhecem que haveria espaço para criação da CPI. "Se o Bolsonaro não mudar o discurso e a estratégia no dia dia, será inevitável", afirmou Fausto Pinato (PP-SP).

Na avaliação de deputados próximos a Lira, principal líder do bloco do centrão, apesar de o presidente da Câmara ser contrário à instalação de uma CPI, a resistência poderia ser menor se a ideia fosse criar uma comissão mista de deputados e senadores, a exemplo da que já existe para apurar fake news.

Enquanto isso, o governo pressiona para que senadores retirem a assinatura do requerimento de criação da comissão parlamentar de inquérito. Assim, o requerimento passaria a ter menos de 27 apoiadores --o mínimo exigido para abrir uma CPI.

O documento hoje tem 32 nomes, entre oposicionistas e alguns que se declaram independentes ao governo. Integrantes do MDB, maior bancada do Senado, defendem a investigação.

A tentativa, porém, deve ser frustrada, porque há a avaliação de que a retirada de assinaturas agora passaria uma mensagem negativa, considerando que o requerimento foi protocolado há mais de dois meses.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que assinou o requerimento, critica a tentativa do governo. "É uma demonstração de medo da apuração e chama a atenção, porque, como bem diz o presidente da República, quem não deve não teme", afirmou.

O congressista protocolou neste sábado (10) um pedido de aditamento da CPI da Covid para ampliar o escopo, com a intenção de incluir nas investigações atos praticados por agentes políticos e administrativos de estados e municípios na gestão de recursos federais.

"Para não deixar margem de dúvida, já está apresentado, foi protocolado, e a gente vira esta página e o governo vai ter de inventar outra desculpa [para não apoiar a CPI]", disse. Após a instalação da CPI, o pedido precisa ser aprovado por maioria simples.

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo neste sábado mostrou que a decisão do STF aumentou o poder de fogo do Senado sobre Bolsonaro.

Para reagir à CPI do Senado, o governo vinha tentado convencer senadores pelo medo, alegando a possibilidade de ampliação do escopo da CPI para atingir prefeitos e governadores, o que comprometeria aliados importantes de congressistas, inclusive da oposição, pouco mais de um ano antes das eleições.

Neste sábado, o próprio Bolsonaro manifestou apoio à ampliação do escopo da comissão.

"A CPI [é] para apurar omissões do presidente Jair Bolsonaro, isso que está na ementa. Toda CPI tem de ter um objeto definido. Não pode, por exemplo, por essa CPI que está lá, você investigar prefeitos e governadores, onde alguns desviaram recursos. Eu mandei recursos para lá, e eu sou responsável?", disse.

"Conversei com alguns [senadores] e a ideia é investigar todo mundo, sem problema nenhum", afirmou. Para o presidente, a CPI foi feita pela "esquerda para perseguir e tumultuar".

Bahia Notícias

1/3 dos sobreviventes da covid é diagnosticado com doença neurológica ou psiquiátrica

Publicado em 11 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Hospitais da Grande São Paulo estão com alta ocupação de leitos em UTI em enfermaria

Hospitais brasileiros estão com alta ocupação de suas UTIs

Fernando Reinach
Estadão

O Sars-CoV-2 mata entre 0,5% e 1% das pessoas que infecta. No Brasil já matou quase 350 mil pessoas, o que significa que já infectou entre 35 milhões e 70 milhões (13,2 milhões foram diagnosticados). Se o número de mortos é inaceitável, o futuro dos que sobreviveram é ainda desafiador. Um estudo publicado nesta semana demonstrou que 33% dos sobreviventes são diagnosticados com doenças neurológicas e psiquiátricas nos seis meses seguintes.

Caso esse estudo, feito com 236.379 pessoas que se curaram da covid nos EUA, seja representativo do que está ocorrendo no Brasil, por volta de 10 milhões de brasileiros já estão fadados a serem diagnosticados com doenças neurológicas e psiquiátricas nos próximos meses.

PRONTUÁRIOS ELETRÔNICOS – O estudo foi feito usando uma base de dados da TriNetX com os prontuários eletrônicos de 81 milhões de pacientes nos EUA. Prontuários eletrônicos nada mais são que as folhas de papel onde os médicos anotam os diagnósticos, os medicamentos e os exames realizados em seus pacientes. Guardados na forma digital, eles não revelam a identidade do paciente.

Os cientistas localizaram no banco de dados da TriNetX todos os pacientes que tiveram diagnóstico positivo de covid após 20 de janeiro de 2020 e que ainda estavam vivos em 13 de dezembro. O estudo analisou o que ocorreu com esses pacientes nos seis meses seguintes. Só foram incluídos os com mais de 10 anos. Foram identificados 236.379 pacientes, sendo 190.077 não hospitalizados e 46.302 hospitalizados. Destes, 8.945 foram internados em UTIs.

Esses pacientes com covid foram comparados com um grupo de 105.579 pacientes diagnosticados com influenza e outros 236.038 diagnosticados com qualquer tipo de infecção respiratória que nunca tiveram covid.

RISCO ADICIONAL – A comparação entre esses três grupos é importante pois os cientistas tinham como objetivo determinar o risco adicional de o paciente ser diagnosticado com doenças neurológicas ou psiquiátrica, comparado com pessoas que não tiveram covid.

Os resultados mostraram que 33,62% dos pacientes diagnosticados com covid tiveram um diagnóstico de doença neurológica ou psiquiátrica nos seis meses seguintes. Sendo esse número 38,73% nos pacientes internados e 46,42% nos que estiveram nas UTIs.

Mas como os diagnósticos de doenças neurológicas e psiquiátricas podem ocorrer também nas pessoas que não tiveram covid, o importante é saber qual o risco adicional de ter um desses diagnósticos, nas pessoas que tiveram covid, quando comparadas com os dois grupos controle. A quantidade de resultados apresentados é enorme.

MAIORES RISCOS – A chance de uma pessoa que teve covid é 3,75 vezes maior de ter uma hemorragia intracraniana, 2,82 vezes maior de ter um derrame isquêmico, 7,76 vezes maior de ter uma doença neuromuscular, 2,77 vezes de ter uma doença psicótica e 1,55 vez de ter crises da ansiedade. A lista dos possíveis diagnósticos inclui 22 doenças.

Esses são os números para os pacientes não hospitalizados. Eles aumentam entre os hospitalizados e ainda mais entre os que foram à UTI. Por exemplo o risco de doenças neuromusculares sobe de 7,76 vezes em pacientes não internados para 11,53 nos internados.

CUSTO EMOCIONAL – Esses resultados demonstram que, para cada pessoa que a covid mata, 33 pessoas entre as que se curam terão diagnósticos de doenças psiquiátricas ou neurológicas nos seis meses seguintes.

Vale notar que esse estudo só analisou doenças psiquiátricas e neurológicas. Isso demonstra que o custo emocional e financeiro para a saúde da população, durante e após a pandemia, é muito maior do que o custo das vidas perdidas. Se você é contra o lockdown, contra máscaras e a favor de medicamentos inúteis, pense nisso.

Esses dados mostram quão importante é se vacinar, praticar o distanciamento social e estancar o espalhamento do vírus.


Efeito coronavírus : Forças Armadas já registraram 51 mil militares da ativa infectados


Índice é de 14,7%, mais que o dobro da média nacional

Paulo Cappelli
O Globo

Nas Forças Armadas, 51 mil militares da ativa já foram infectados pelo Covid-19 desde o início da pandemia. O índice de infecções pela doença em integrantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica representa 14,7% do total do efetivo na ativa nas três Forças.

Percentualmente, trata-se de mais que o dobro da média nacional, que tem 13.286.324 casos de coronavírus contabilizados e a taxa está em 6,3%. Os dados obtidos pelo O Globo são referentes ao último levantamento feito pelo Ministério da Defesa, nesta quarta-feira.

LINHA DE FRENTE – Segundo as informações oficiais, 50.927 militares contraíram Covid-19 até o momento. Destes, 44.410 (87,2%) se recuperaram , 6.426 (12,6%) estão em acompanhamento médico e 91 (0,17%) morreram em decorrência da doença. Segundo o Ministério da Defesa, o alto número de infectados pela doença nas Forças Armadas ocorre porque os militares estão “na linha de frente” no combate à pandemia.

“Esse número elevado, somado à grande quantidade de dependentes, militares da reserva, reformados e pensionistas, normalmente de idade bastante avançada, que são atendidos por lei, tem mantido o sistema de saúde das Forças, e hospitais militares, no limite de suas capacidades, como no restante do país, em uma situação que evolui diariamente”, disse o Ministério da Defesa em nota enviada à reportagem.

Em dezembro, a revista Época noticiou que 809 militares haviam morrido de Covid-19. Os números, no entanto,  incluíam os militares da reserva. Do total, 770 eram militares reformados – superando o número de pracinhas mortos na Segunda Guerra Mundial.


Câmara propõe CPI do Peixe Estragado e até aliados fazem críticas ao prefeito de Rosário do Catete

 

Câmara propõe CPI do Peixe Estragado e até aliados fazem críticas ao prefeito de Rosário do Catete

Publiciado em 07/04/2021 as 07:15

O suposto descarte de peixe estragado que teria sido distribuído pela Prefeitura de Rosário do Catete foi um dos temas em destaque na sessão de ontem, 6, da Câmara Municipal, realizada de forma remota. Em sua fala, o vereador George Santana (DEM) propôs uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a denúncia, que teve origem nas redes sociais do município através de moradores indignados com a situação.

“Infelizmente temos um prefeito desumano. Os cofres municipais cheios de dinheiro e o povo passando fome, sem nenhuma assistência. O prefeito nem sequer olha para as pessoas. E agora está sendo acusado de distribuir peixe estragado na Semana Santa”, lamenta George.

As reclamações contra César Resende vêm até mesmo da sua base aliada. O vereador e líder da situação, Tchi da Banda, confessou que está muito triste com a administração, e critica a falta de compromisso do gestor com o pagamento de um benefício social.

“O prefeito já prometeu que iria pagar o PIS (Programa de Inclusão Social), mas não cumpre”, criticou. O vereador Rafael Dantas, do PDT, mesmo partido de César, também cobrou do prefeito o pagamento do PIS. “Não aguento mais o povo me cobrar”, desabafou.

O vereador Dunga (PT) reclamou da falta de atenção do prefeito com os parlamentares. Segundo ele, “César nem atende as ligações dos vereadores”. Ele voltou a reclamar da insegurança no povoado Siririzinho, “que está entregue à marginalidade e o prefeito não cumpre com a promessa de levar segurança à comunidade”.

O vereador George reforçou as críticas ao gestor de Rosário. “O prefeito está desrespeitando o Legislativo municipal. É preciso que a Câmara se imponha e faça-se respeitar”, conclamou o parlamentar.

 http://www.sergipenoticias.com/

 

POR CÍCERO MENDES (ASCOM/CMR)

Justiça bloqueia bens do prefeito de Indiaroba e de três empresas


Cidades

 

O juízo da Comarca de Indiaroba (Sul) condenou o prefeito da cidade, Adinaldo do Nascimento Santos, e as empresas AllServ Empreendimentos Ltda., Universal Service Ltda., WMC Empreendimentos Ltda., bem como os sócios administradores Clayton Moore de Oliveira Souza, Jorge Alves dos Santos e Valdenice Pereira de Jesus, e José Cupertino Maia Filho e Carlos Wagner Souza Costa. Todos haviam sido processados em uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de Sergipe, por improbidade administrativa. Na decisão, foi decretada a indisponibilidade de bens dos citados, até o valor total do prejuízo causado ao erário, calculado em R$ 3.181.008,40.
A Promotoria de Justiça tomou conhecimento que o Município de Indiaroba realizou diversas contratações, sem licitação, visando serviços de coleta e limpeza urbana. Foi instaurado um procedimentopara investigar supostos atos de improbidade administrativa. Ele apurou que, em 2017, o Município de Indiaroba gastou R$ 1.625.200,40 com serviços de coleta a limpeza urbana, em contratos realizados com dispensa de licitação. Em 2018, somente a empresa WMC Empreendimentos Ltda recebeu do Município o valor de R$ 1.555.808,00, em contratos. Somados esses valores, o Município de Indiaroba gastou o valor pedido na ação. 
O Município alegou que as referidas empresas foram contratadas mediante dispensa de licitação porque estava em situação de emergência. Analisados os cinco processos de dispensa de licitação emitidos à época, a Promotoria de Justiça notou que a emergência foi utilizada como justificativa para a dispensa nos meses de fevereiro, abril, junho, agosto e setembro de 2017, muito além do prazo de duração da emergência decretada.
"Evidenciada a ilegalidade nos procedimentos licitatórios, causando vetusto prejuízo ao erário municipal, o que se depreende não apenas no embuste criado pelo agente público em conluio com as empresas, a fim de criar situação artificial de emergencialidade, mas também pela mera comparação com os valores gastos com o recolhimento de lixo urbano pela gestão anterior, restando evidenciados fundados indícios de enriquecimento ilícito pelos envolvidos, o ingresso da presente ação é de rigor", destacou o Promotor de Justiça Peterson Barbosa.
A defesa dos envolvidos nega as acusações e poderá recorrer da decisão. 

O juízo da Comarca de Indiaroba (Sul) condenou o prefeito da cidade, Adinaldo do Nascimento Santos, e as empresas AllServ Empreendimentos Ltda., Universal Service Ltda., WMC Empreendimentos Ltda., bem como os sócios administradores Clayton Moore de Oliveira Souza, Jorge Alves dos Santos e Valdenice Pereira de Jesus, e José Cupertino Maia Filho e Carlos Wagner Souza Costa. Todos haviam sido processados em uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de Sergipe, por improbidade administrativa. Na decisão, foi decretada a indisponibilidade de bens dos citados, até o valor total do prejuízo causado ao erário, calculado em R$ 3.181.008,40.
A Promotoria de Justiça tomou conhecimento que o Município de Indiaroba realizou diversas contratações, sem licitação, visando serviços de coleta e limpeza urbana. Foi instaurado um procedimentopara investigar supostos atos de improbidade administrativa. Ele apurou que, em 2017, o Município de Indiaroba gastou R$ 1.625.200,40 com serviços de coleta a limpeza urbana, em contratos realizados com dispensa de licitação. Em 2018, somente a empresa WMC Empreendimentos Ltda recebeu do Município o valor de R$ 1.555.808,00, em contratos. Somados esses valores, o Município de Indiaroba gastou o valor pedido na ação. 
O Município alegou que as referidas empresas foram contratadas mediante dispensa de licitação porque estava em situação de emergência. Analisados os cinco processos de dispensa de licitação emitidos à época, a Promotoria de Justiça notou que a emergência foi utilizada como justificativa para a dispensa nos meses de fevereiro, abril, junho, agosto e setembro de 2017, muito além do prazo de duração da emergência decretada.
"Evidenciada a ilegalidade nos procedimentos licitatórios, causando vetusto prejuízo ao erário municipal, o que se depreende não apenas no embuste criado pelo agente público em conluio com as empresas, a fim de criar situação artificial de emergencialidade, mas também pela mera comparação com os valores gastos com o recolhimento de lixo urbano pela gestão anterior, restando evidenciados fundados indícios de enriquecimento ilícito pelos envolvidos, o ingresso da presente ação é de rigor", destacou o Promotor de Justiça Peterson Barbosa.
A defesa dos envolvidos nega as acusações e poderá recorrer da decisão. 

https://www.jornaldodiase.com.br/

Bolsonaristas reeditam “Marcha da Família” e protestam contra decisão do STF sobre cultos e missas


Manifestantes pediram “nova Constituição que criminalize o comunismo”

Deu no Estadão

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro se reuniram em manifestações em diversas cidades neste domingo, dia 11, contra a proibição de missas e cultos presenciais para evitar a disseminação da covid-19. Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Campo Grande e outras cidades receberam atos e carreatas de grupos relativamente pequenos.

Nas redes sociais, as manifestações foram chamadas de Marcha da Família Cristã pela Liberdade. O nome ecoa a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, movimento ocorrido em março e abril de 1964 contra o governo de João Goulart e a favor da ditadura militar. Um site de convocação para os protestos deste domingo utilizava uma imagem das marchas de 1964 e explicava que o objetivo era fazer “uma releitura do grandioso e importante evento popular que marcou a história do Brasil”.

COMUNISMO – De acordo com registros dos atos nas redes sociais, em Brasília, um cartaz dizia que o povo e as Forças Armadas “salvaram a nação contra o comunismo” em 1964. Na capital paulista, a concentração na Avenida Paulista tocou a música “Eu te amo, meu Brasil”, popular durante a ditadura militar. Em Belo Horizonte, o jornal O Estado de Minas informou que o movimento pedia “uma nova Constituição que criminalize o comunismo” e intervenção das Forças Armadas.

O deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ), da base de apoio do Bolsonaro, publicou fotos da manifestação realizada em Niterói. As imagens mostram dezenas de pessoas. O parlamentar posou para selfies com apoiadores, sem máscara. Os participantes usavam camisas do Brasil e levavam bandeiras nacionais.

Na quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu aval para que prefeitos e governadores proíbam missas e cultos presenciais durante a pandemia. Os ministros lembraram que medidas de isolamento social são importantes ferramentas de combate à covid-19.

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