sábado, abril 10, 2021

Delação abre nova frente de investigações sobre corrupção nos transportes do Rio

Publicado em 10 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Empresário José Carlos Lavouras, fugitivo da Lava-Jato é encontrado pelo Fantástico em Portugal Foto: Reprodução

Lavoutas, que hoje mora em Portugal, vai escapar incólume

Chico Otavio
O Globo

Empresários de ônibus usaram sobras do vale-transporte, dinheiro pertencente aos passageiros, para pagar propina a autoridades fluminenses de 1989 a 2017. A caixinha chegou a desembolsar R$ 5 milhões mensais para remover as barreiras que atrapalhavam os lucros do setor. Estes detalhes fazem parte da colaboração premiada do ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) José Carlos Lavouras.

Homologada há três meses pelo ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a delação abre uma nova frente de investigações sobre o mais duradouro esquema de corrupção no Rio, segundo fontes com acesso ao conteúdo.

AS CONTRAPARTIDAS – À frente da Fetranspor por 28 anos, Lavouras explicou que o objetivo da “caixinha da Fetranspor” era garantir atos como redução do IPVA para o setor, repasse das gratuidades às empresas, aumento sistemático de tarifas, repressão às vans e a não realização de licitação para os ônibus intermunicipais. Os efeitos das medidas, em sua maioria projetos de lei e liminares judiciais, acabavam sempre pesando no bolso dos passageiros.

Lavouras, que tem dupla cidadania, vive em Portugal desde julho de 2017, quando o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, decretou a sua prisão preventiva. Todo o processo de negociação da delação premiada foi feito por videoconferência.

É a segunda delação sobre a caixinha da Fetranspor. Na primeira, homologada no ano passado, o ex-executivo da federação Lelis Teixeira já havia denunciado autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário envolvidas em propina.

“CONSELHINHO” – O empresário contou à força-tarefa da Lava-Jato no Rio que um conselho informal da Fetranspor, o “conselhinho”, composto por ele e pelos empresários Jacob Barata, conhecido como “rei do ônibus”, Marcelo Traça e Narciso Gonçalves, decidia quem era merecedor dos pagamentos mensais da caixinha. No final dos anos 1980, esse grupo, segundo o colaborador, deliberou pela criação de um caixa paralelo na entidade, alimentado pelas verbas de taxa de administração e sobras do vale transporte não utilizados.

As empresas que colaboravam com a caixinha recebiam, em troca, um valor a maior em vale-transporte. O dinheiro da propina, disse, era recolhido nas garagens das empresas por funcionários do doleiro Álvaro Novis, também delator da Lava-Jato, que se encarregava de fazer a distribuição a autoridades e a agentes públicos.

Pelo menos outras duas pessoas da entidade conheciam o esquema: Lelis Teixeira, executivo da Fetranspor e também delator, e o advogado Enéas da Silva Bueno (ex-diretor Financeiro do Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro, a Rio-Ônibus).

CABRAL RECEBIA – Dos cerca de 40 anexos, oito já fazem parte do processo instaurado contra Lavouras. No anexo 24, Lavouras que pagava propina a Cabral desde que ele assumiu a presidência da Assembleia Legislativa. Quando Cabral foi empossado no governo do estado, em 2007, passou a receber dos empresários de ônibus uma caixinha de R$ 420 mil mensais, pagos em espécie. Também ficou acertado um valor “por tarefa”.

Lavouras conversava pessoalmente com o então governador Cabral nos palácios Guanabara e Laranjeiras e pelo aplicativo Wickr, no qual o presidente usava o codinome “Kluh” e Cabral, “Cabramacho”.

O empresário se recorda que, em março de 2014, quando estava deixando o governo, Cabral se reuniu com a cúpula da Fetranspor e, na conversa, foi feito um ajuste de contas sobre as propinas atrasadas, por conta dos atos praticados no último ano, e que o valor alcançado foi de R$ 79 milhões. As primeiras prestações foram pagas, mas foram caindo até serem suspensas com a prisão de Cabral.

MESADA DE PEZÃO – No anexo 12, ele diz que, depois que Luiz Fernando Pezão assumiu o governo no mandato-tampão, também passou a receber uma mesada mensal de R$ 420 mil. Mesmo fora do governo, Cabral continuou a receber a mesada de igual valor. Mas quando Pezão assumiu em definitivo, a mesada sumiu para R$ 1 milhão. Mesmo depois da prisão de Novis, Hudson passou a recolher o dinheiro da sede da empresa Flores.

No anexo 15, Lavouras disse que ajustou uma mesada mensal de R$ 100 mil ao então secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes. Eleito deputado federal em 2012, Lopes teve a mesada majorada para R$ 150 mil.

De acordo com o anexo 16, de 1989 a 2017, houve pagamento de propina ao presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani,que distribuía aos deputados.

INTERMEDIAÇÃO –  Picciani, segundo Lavouras, fazia intermediação para barrar projetos de lei que prejudicassem o setor de transportes. De 2015 a 2017, Picciani recebia mensalmente R$ 2 milhões para defender o setor de transportes. Depois, caiu para R$ 1 milhão e R$ 600 mil.

A caixinha pagou até a montagem de uma força-tarefa para o combate do transporte clandestino, a desobrigação de instalar ar-condicionado nos ônibus sem compensação tarifária e o recuo no ato que decidiu reduzir a vida útil dos veículos. Lavouras também detalha, nos anexos já públicos, a distribuição de propina a deputados e a compra de laudos periciais de acordo com os interesses dos empresários do setor.

MAIS INVESTIGAÇÕES – A Procuradoria-Geral da República (PGR), agora, se debruça sobre os anexos da colaboração ainda sigilosos, cujo teor fará os investigações chegarem a setores ainda poupados do setor público.

Em nota dos advogados, o ex-governador Sérgio Cabral disse que “é o único preso da operação Lava-Jato, mais de 300 pessoas já foram para casa, mas inexplicavelmente ele permanece no cárcere. Senão bastasse, é colaborador da Justiça, com acordo homologado pelo STF e sobre esses fatos já prestou esclarecimentos e permanece à disposição das autoridades”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Mais uma grande matéria de Chico Otávio. E o mais incrível é que ninguém irá para a cadeia. O tempo vai passar, os advogados terão faturamento de milhões e os crimes serão declarados prescritos, porque estamos no país da impunidade das elites. (C.N.)

Novas regras do código de trânsito começam a valer nesta segunda, 12

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Com a nova lei, foram alterados pontos importantes do código (Foto: SMTT)

Começam a valer nesta segunda-feira, 12, as alterações no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelecidas a partir da Lei nº 14.071, de 13 de outubro de 2020 e os condutores de Sergipe devem estar atentos às novas regras. Com a nova lei, foram alterados pontos importantes do código, especialmente em se tratando da obrigatoriedade de equipamentos de segurança para crianças, validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e pontos necessários para a suspensão da habilitação.

O coordenador de Educação para o Trânsito do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/SE), Lacerda Júnior, ressalta a importância de os condutores estarem atentos às mudanças para não cometerem infrações. “É importante que os condutores busquem entender as alterações para que não cometam infrações por falta de conhecimento do CTB. Aqui em Sergipe, faremos divulgações em nossos canais de comunicação e estaremos realizando ações educativas voltadas às novas regras em parceria com os municípios”, destaca Lacerda.

Uma das mudanças destacadas na Lei nº 14.071 está relacionada à validade da CNH para até 10 anos para condutores com menos de 50 anos; até cinco anos para condutores de 50 a 69 anos, e de até três anos para condutores com 70 anos ou mais. Outro ponto de grande importância está relacionado à obrigatoriedade do uso de equipamento de retenção para crianças menores de 10 anos que não tenham atingido 1,45 m de altura, no banco traseiro do veículo.

Fonte: Detran/SE

INFONET

Marco Aurélio diz que Bolsonaro, ao atacar Barroso, comprou briga com o Supremo inteiro

Publicado em 10 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

“Bolsonaro esperneou de forma descabida”, afirma o ministro

Deu na Coluna do Estadão

Decano do Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Aurélio Mello saiu em defesa do colega Luís Roberto Barroso, após ataque do presidente Jair Bolsonaro. “Ele esperneou e, para mim, de uma forma descabida, atacando o ministro Barroso. Não constrói. A crítica construtiva, tudo bem, mas ataque?”, disse à Coluna.

Barroso determinou a abertura da CPI da Covid no Senado, que já tem assinaturas, mas estava guardada na gaveta. O ministro Marco Aurélio, que se aposenta em pouco mais de dois meses, arrematou: “O que alcança um de nós alcança a instituição”.

HORA DE CALMA – “Isso é ruim para as instituições. Nós precisamos atuar com temperança, compreensão. Não cabe arroubo de retórica”, disse.

Marco Aurélio então relembrou uma lição da infância com o caso: “O exemplo vem de cima. O presidente deve ser um farol para os cidadãos em geral”.

Sobre a decisão, o decano disse que qualquer um dos ministros teria feito o mesmo. “O que não pode é o requerimento atendendo às formalidades legais ficar na gaveta.”

DIZ OTTO ALENCAR –  “O Senado é um verdadeiro ‘covidário’. Sou favorável à CPI, quando houver condições sanitárias. Barroso entraria numa sala fechada, com risco de vida, para uma oitiva?”, DIZ o senador Otto Alencar (PSD-BA), que deve ser indicado pelo PSD para a comissão.

Outros senadores acreditam que, mesmo que o presidente Rodrigo Pacheco (DEM-MG) inicie a CPI nesta semana que se inicia, a CPI só deve começar a funcionar após a análise da decisão de Barroso pelo plenário da Corte, dia 16.

Isso porque os partidos precisam indicar seus representantes na comissão e alguns líderes estão seguindo o mau exemplo de Eduardo Pazuello: pra que essa pressa?

ANÁLISE DA LEGALIDADE? – Senadores do PL, partido da ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, querem levar ao plenário da Casa a análise da “legalidade, viabilidade e oportunidade do cumprimento da decisão judicial” do ministro do STF sobre a CPI da Covid.

Mas, como o próprio Pacheco disse, decisão judicial se cumpre, embora perca protagonismo com a comissão em andamento. De olho na presidência da República, Pacheco sabe que esses dois anos seriam essenciais para se cacifar com a sociedade.

Por isso, também Pacheco ficou desnorteado. Os que presidirem e relatarem a CPI terão papel essencial e serão alçados ao noticiário diariamente, como na CPI dos Correios, que levou ao mensalão.

Objetos não contribuem para propagação da Covid-19, aponta estudo da Ufob


Objetos não contribuem para propagação da Covid-19, aponta estudo da Ufob
Foto: Marcelo Seabra / Ag. Pará

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) aponta que a contaminação pela Covid-19 se de pessoa para pessoa. Portanto, objetos não contribuem para a propagação da Covid-19, segundo o estudo divulgado na última sexta-feira (9) pelo portal Achei Sudoeste.

 

De acordo com a publicação, a pesquisa teve início no dia 1º de junho do ano passado, período em que a pandemia apresentou crescimento na curva epidemiológica.

 

Os pesquisadores utilizaram o método o RT-qPCR, no intuito de compreender o papel do meio ambiente na disseminação da doença. Para chegar aos resultados foi investigada a presença do SARS-CoV-2 nas frentes de máscaras, telefones celulares, dinheiro de papel, moedas, máquinas de cartão, esgoto, ar e nas roupas de cama de pacientes testados positivos no Hospital Eurico Dutra, em Barreiras, na Bacia do Rio Grande – a unidade hospitalar é referência no atendimento ao novo coronavírus. 

 

O pesquisador e coordenador do Laboratório de Agentes Infecciosos e Vetores (Laive) da Ufob, Jaime Amorim, ressaltou que os dados são inéditos. “Com esse estudo concluímos que a transmissão é de pessoa pra pessoa, que os objetos e meio ambiente não têm papel importante na transmissão”, pontuou.

Bahia Notícias

Ao agredir a CPI e seus ministros, Bolsonaro cava o buraco de seu impeachment

Publicado em 10 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Duke (domtotal.com)

Vicente Limongi Netto

Na quadra trágica e desesperadora da pandemia, com mais de 330 mil mortos, instalar a CPI da covid-19 é “ponto fora da curva”. Tem razão o presidente do Senado e do Congresso, senador Rodrigo Pacheco. Decisão jurídica é para ser cumprida. Virtual ou presencial. Não importa. O vírus não vê cara nem coração.

Bolsonaro acordou do tombo. Sabe que a CPI não é para adquirir vacinas. Nem vai estancar as crescentes mortes pela covid. Vai funcionar namorando com a perspectiva do impeachment. Bolsonaro é crescidinho.

SANGUE NOS OLHOS – O bicho vai pegar. Prepare o couro. A oposição quer palanque visando as eleições de 2022. Com sangue nos olhos e cotoveladas para ver quem merecerá mais migalhas da mídia.  Bolsonaro que trate de juntar seus vassalos porque a batalha será árdua. Fortes trovões e relâmpagos rondarão o Palácio do Planalto.

Bobagem Bolsonaro jogar pedras no ministro do STF, Luís Roberto Barroso, que determinou a criação da CPI. Bolsonaro que junte os trapos das sandices e trapalhadas com as quais humilhou o Brasil e os brasileiros.

Debochou da ciência, da covid e insultou adversários. Bote um esparadrapo na boca e comece a agir, com firme e determinação, por vacinas que imunizem a maioria dos brasileiros. Mea culpa também serve para quem tem coração e alma e pensa no bem estar da coletividade.

DUPLA SEM NOÇÃO – Dois desastrados e patéticos ex-ministros com pretensões eleitorais em 2022. Dupla sem noção. Ernesto Araújo, para deputado federal, por Brasília, e Eduardo Pazuello, para governador, pelo Amazonas.

Os amazonenses não esquecem a famigerada gestão de Pazuello no Ministério da Saúde. Levando agonia, dor e desespero a milhares de famílias. 

A bancada do Distrito Federal, que já é ruim, vai piorar, elegendo o nefasto Araújo. O vergonhoso diplomata será outro vassalo de Bolsonaro e Pazuello,  por sua vez, também sonha com o apoio de Bolsonaro. Vai chegar um dia que Bolsonaro não elegerá nem vigia noturno de edifício. Nas eleições para prefeito de Manaus, o candidato do “mito”, então superintendente da  Suframa, chegou em último lugar. Apoio do contra é isso.

MAIS UM MEDÍOCRE? -Tomara que  Bolsonaro não erre novamente, indicando  para a Suprema Corte outro medíocre como Kassio Marques Nunes.

O bom senso espera que, desta vez, o presidente escolha nome qualificado,  à altura da competência do decano  Marco Aurélio Mello, que se aposenta em julho. #xôcapachos

A CONTRATAÇÃO DIRETA E SEUS TERMOS ADITIVOS – HÁ LIMITES?

 

Bolsonaro ataca Barroso, do Supremo, e amplia crise contra o seu próprio governo

Publicado em 10 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Bolsonaro evidenciará os trabalhos da CPI que desejava evitar

Pedro do Coutto

O presidente Jair Bolsonaro dirigiu ontem um forte ataque contra o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), porque este concedeu medida liminar determinando ao Senado que a abertura de  CPI da Pandemia para investigar a atuação do governo e apurar eventuais omissões noenfrentamento à Covid-19.

O pedido de criação da CPI foi protocolado em 15 de janeiro pelos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO). O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, dizia aguardar momento que fosse mais oportuno para atender a iniciativa dos senadores, porém no último mês chegou a declarar que a instalação de uma CPI no momento “seria algo contraproducente”.  

CRISE – Por fim, a  bancada da oposição conseguiu reunir trinta e uma assinaturas para que a CPI comece a funcionar, o que tanto incomodou o presidente da República,. A atitude de Bolsonaro agrava a crise que se desenvolve contra o seu próprio governo na medida em que ao criticar o ministro, o presidente da República leva o STF a se solidarizar com Luís Roberto Barroso, garantindo assim  o despacho e fortalecendo ainda mais a iniciativa contra o Executivo.

Bolsonaro cometeu um erro duplo: vai ocasionar uma decisão em bloco do STF e colocará em maior destaque os trabalhos da CPI que ele desejava evitar. Por que evitar a CPI se ele tem a certeza de sua atuação contra a Covid-19 ? Querendo obstruir uma medida oposicionista acabou por ampliar a repercussão dos fatos.
 
“MEU EXÉRCITO” – A crise do governo ganha maior dimensão do que aquela que já apresentava, sobretudo porque Bolsonaro voltou a se referir ao “meu Exército”, frase que deu margem a reações contrárias por parte dos militares. O general Fernando Azevedo foi exonerado por Bolsonaro e em solidariedade ao ex-ministro, os comandantes do Exército, da Marinha e Aeronáutica também renunciaram.

O general Edson Pujol fez afirmações contrárias a qualquer manifestação política fora do texto constitucional e isso causou mal estar no Planalto. O general Braga Netto assumiu o ministério da Defesa e os representantes da Forças militares também se pronunciaram a favor da legalidade, o que era esperado.

Bolsonaro ficou mais isolado no Planalto e a crise deve ganhar ritmo mais intenso do que já vinha pontuando o panorama político brasileiro. A impressão que se tem é que dias ainda mais difíceis ocorram já a partir deste fim de semana para o presidente da República.Nada política deixa de ter consequências , portanto as afirmações de Bolsonaro acarretarão outros desdobramentos.

IMPASSE DO ORÇAMENTO – Reportagem de Julia Chaib, Gustavo Uribe  e Bernardo Caram, Folha de São Paulo, revela que problema do Orçamento para 2021 também está causando desgaste e inquietação, uma vez que os deputados do Centrão e setores militares buscam desmembrar o Ministério da Economina.

Os que são a favor da desacumulação de funções argumentam que ninguém pode ser ministro da Fazenda, do Planejamento, do Trabalho e da Previdência Social, além de coordenar a privatização e empresas estatais, a exemplo da Petrobras e do Banco do Brasil. Assim, parte dos deputados que apoiam o governo desejam poder influir no preenchimento dos cargos que surgiriam em consequência do desdobramento.

JANTAR COM EMPRESÁRIOS – De outro lado, o presidente Jair Bolsonaro foi a um jantar na residência do empresário Washington Cinel, da companhia de segurança Gocil, em São Paulo, onde disparou ataques ao governador João Doria, tanto em função do programa de vacinas, e também em virtude do seu comportamento político. Bolsonaro chamou o governador de São Paulo de “vagabundo”, acrescentando um palavrão.

Não foi um lance inteligente, pois vai ampliar a reação de João Doria e acarretará choques ainda mais profundos entre o Planalto e o Palácio dos Bandeirantes. As afirmações feitas por Bolsonaro causaram perplexidade pelo conteúdo e pelo caráter ofensivo. Estiveram presentes na comitiva Paulo Guedes (Economia), Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Marcelo Queiroga (Saúde), e Fábio Faria (Comunicação), além do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do general Augusto Heleno (chefe do Gabinete de Segurança Institucional)

ESTRATÉGIA DE LULA – Matéria de Paulo Capelli, O Globo, destaca que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dirigiu uma comunicação aos dirigentes do PT no sentido de que o partido, salvo casos excepcionais, abra mão de candidaturas dos governos nos estados em 2022, o que tem por objetivo de facilitar a sua caminhada às urnas na sucessão presidencial. Liberando acordos com partidos contrários, Lula acena com a possibilidade de aceitarem alianças com o PT em nível nacional.

O lance é plausível e revela que Lula está aprofundando as articulações para a sua candidatura. O objetivo é criar uma rede de apoio em nível nacional para combater Jair Bolsonaro na sucessão presidencial no próximo ano.

Roberto Jefferson processado por ofensas homofóbicas ao governador Eduardo Leite

Publicado em 10 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Roberto Jefferson

Roberto Jefferson é uma erva daninha na política nacional

Daniel Scola
Rádio Gaúcha/ZH

O presidente do PTB nacional, ex-deputado federal Roberto Jefferson, foi denunciado pelo Ministério Público gaúcho por ofensas proferidas contra o governador Eduardo Leite em entrevista à Rádio Bandeirantes de Porto Alegre. Os promotores decidiram mover duas ações: uma na esfera criminal, por injúria e preconceito, e outra na cível, por dano moral à comunidade LGBT+. 

Esta última iniciativa é um movimento inédito do MP, pois os promotores entenderam que as ofensas do ex-deputado — condenado no Mensalão — têm alcance coletivo. Em 20 de março, o próprio governador foi ao órgão representar contra Jefferson por injúria e homofobia. 

OFENSAS E BAIXARIAS – A entrevista ocorreu no dia 12 de março, oportunidade em que o presidente do PTB criticou o modelo de distanciamento controlado e proferiu ofensas com conteúdo homofóbico contra Leite.

Na mesma semana, Jefferson enviou áudios pelo WhatsApp para integrantes do PTB gaúcho ofendendo o vice governador, Ranolfo Vieira Jr, membro do partido.

Nas manifestações, Jefferson ainda atacou Leite por, supostamente, usar de forma indevida recursos enviados pelo governo federal ao Estado. O governo nega qualquer irregularidade e, ao Ministério Público, explicou a destinação dos recursos.

DIZ O GOVERNADOR – Eduardo Leite, ao fazer a representação, justificou: “Vim ao MP para oferecer uma representação contra Roberto Jefferson por injúria, por homofobia, por agressão, que não é exclusivamente a mim, pessoalmente, mas a toda a sociedade, ao povo gaúcho e ao povo brasileiro. Manifestações que geram confronto, que geram discórdia, que são indignas e que não podem ser toleradas”.

A ação civil pública pede indenização de R$ 500 mil a ser destinada ao Fundo de Recuperação de Bens Lesados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A reportagem foi enviada por Antonio Fallavena, sempre atento aos fatos. Mostra que Roberto Jefferson continua a ser uma erva daninha na política. Além de semear a corrupção em grande escala, é um cultivador de preconceitos e recalques. Que se faça justiça, é o que esperamos. (C.N.)

Nova lei de licitações é vista com bons olhos por especialista

por Vitor Castro

Nova lei de licitações é vista com bons olhos por especialista
Foto: Reprodução / José Fernando Ogura - Agência de Notícias do Paraná

Após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionar a nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos nesta semana, texto que determina os procedimentos para aquisição de serviços, produtos e obras no setor público, um especialista consultado pelo BN avalia como positivas as mudanças. A lei, aprovada com 26 vetos, estabelece uma nova modalidade de contratação e  também aumenta punições para crimes relacionados a licitações e contratos. Já em vigor, o novo regramento poderá se beneficiar de aspectos do texto anterior por um prazo de até dois anos, até que os gestores se adaptem. 

 

Para o especialista em Auditoria Governamental e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Vitor Marciel, a nova lei de licitações, além de incorporar as normas vigentes, inaugura dispositivos enriquecedores ao sistema de contratações públicas no país.

 

Lembrando que ainda podem ocorrer modificações no texto, caso o Congresso Nacional derrube qualquer um dos 26 vetos presidenciais, ele ressaltou que os licitantes poderão continuar utilizando os diplomas legais já existentes até abril de 2023. “Mas vale lembrar que, optando por realizar as contratações mediante as leis 8.666/1993, 10.520/2002 e 12.462/2011, todo o procedimento deve seguir o regramento escolhido, desde a solicitação, passando pela execução do certame até a contratação. Nem pensar em fazer 'colcha de retalho', escolhendo o que lhe for mais conveniente. Se optou pela norma antiga para aquela licitação específica, vai seguir assim até o fim, inclusive durante a execução do contrato”, explicou. 

 

Quanto às modalidades licitatórias, o novo texto trouxe mudanças como a exclusão do Convite, da Tomada de Preços e o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC). A nova norma estabelece apenas o Concurso, o Leilão, o Pregão e a Concorrência, e inclui uma nova modalidade, o Diálogo Competitivo. “Esta deve ser utilizada para objetos muito complexos e penso que, muitos municípios, pouco ou nunca a utilizará”, disse, ponderando que, apesar da norma trazer novos conceitos e procedimentos, também abarca muito dos regramentos já conhecidos. “Assim, antes que o pânico se estabeleça, principalmente nos Municípios, imaginando que não terão condições de aplicar a nova lei, vamos racionalizar e entender que todos teremos dois anos para nos familiarizarmos com a Lei 1.344/2021, podendo, ainda, continuar executando as licitações através das Leis já conhecidas durante esse período”, ponderou.

 

Ressaltando que a sociedade como um todo, assim como os gestores, passarão por um processo de amadurecimento na compreensão e aplicabilidade da nova lei, Vitor Marciel encarou como positiva a mudança. “Vejo em muitos aspectos a materialização fiel da proposta do legislador. Cabe reforçar que a nova lei foi criada como objetivo de oportunizar mais transparência aos processos licitatórios, combater descontroles e desgovernos nas contratações, modalidades mais ágeis, controles compartilhados com a sociedade, estimulo a práticas sustentáveis e muito mais”, disse.

 

O professor lembrou que a licitação tem que ser vista como caminho legítimo à proteção do interesse coletivo e residir na premissa de que seus operadores seguirão a “liturgia” processual que reza o conteúdo da norma e disse ainda que, para municípios, sobretudo os de pequeno porte, as mudanças no texto devem aumentar o processo de competitividade e transparência principalmente nas operações feitas através do Portal Nacional de Contratação Pública (PNCP). “O princípio da virtualização dos atos da licitação prestigia os atos digitais, o que justifica maior competitividade, aumento da disputa e maior assertividade nos critérios para julgamento da proposta. São muitas questões, todas elas numa perspectiva otimista, sem colocar em pauta os critérios que merecem cuidado e ainda estão em discussão”, salientou.

 

O texto também implementou a arbitragem para solução de controvérsias e o uso preferencial do Building Information Modelling (BIM) na licitação de obras. Conforme esclareceu a Câmara dos Deputados, o BIM é um processo que integra, em meio virtual, todas as fases de uma obra, da concepção à manutenção do edifício.

Bahia Notícias

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