domingo, novembro 29, 2020

200 anos depois, é preciso entender e respeitar a portentosa obra de Engels, o amigo de Marx Posted on 29 de novembro de 2020 by Tribuna da Internet FacebookTwitterWhatsAppPrint Friedrich Engels: um ídolo socialista completa 200 anos | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 28.11.2020 O jovem Frierich Engels, na época em que conheceu Marx Fernando Del Corro Uma alta porcentagem de setores populares do mundo se autodefinem como marxistas, caracterização que surgiu do nome do grande economista, pensador e político alemão Karl Heinrich Marx e com base em sua formidável obra. No entanto, deve-se notar que boa parte dela surgiu de ideias anteriores de outros economistas, como o inglês William Petty, mas também de seu grande companheiro e colaborador, o prussiano Friedrich Engels, que contribuiu com ideias-chave como a relacionada à luta de classes e a revolução do proletariado. Passam-se exatamente dois séculos desde que Engels nasceu em 28 de novembro de 1820 em Barmen-Elberfeld, Prússia. Seu pai foi um importante empresário têxtil em Manchester, Inglaterra, na época um local essencial da Revolução Industrial, o que lhe permitiu desenvolver sua luta por uma sociedade humana mais justa e sem problemas financeiros, até sua morte, em Londres, em 5 de agosto. de 1894 quando tinha 74 anos. GRANDE PESQUISADOR – Ao longo de um intenso trabalho que incluiu também o jornalismo, como revolucionário e grande teórico do socialismo, escreveu sobre filosofia, história, política e sociologia, sendo o seu primeiro livro “A situação da classe trabalhadora na Inglaterra”, publicado em 1845. Essa obra, que influenciou tanto Marx na questão da luta de classes quanto Petty, em meados do século XVII, está relacionada à mais-valia e ao valor real. Mas talvez a maior contribuição que Engels deixou como ensinamento foi seu livro “A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”, publicado em 1884 quando Marx já havia morrido um ano antes. Ressalte-se que dos vinte e sete livros que Marx legou, seis deles foram em coautoria com Engels, entre eles obras-primas do pensamento político e social como “O Manifesto Comunista”, além do fato de que Engels, como homem de grandes recursos, financiar a publicação de “El Capital”, entre outras iniciativas. O SABER DOS INDÍGENAS – E assim como a herança de Petty foi fundamental em Marx, no caso de Engels, sua inspiração foi a leitura do ” Primitive Society ”do grande antropólogo americano Lewis Henry Morgan, um livro publicado em 1877. Um trabalho baseado nos estudos aprofundados que Morgan realizou ao longo dos anos, investigando a história da notável Confederação Iroquesa da América do Norte, mesmo vivendo com os descendentes dessas nações indígenas que já no século XII haviam elaborado os 117 artigos da segunda constituição escrita conhecida, depois da Viking elaborada na Islândia em 950. Para o orgulho das feministas, Engels teve como uma de suas principais contribuições para o conhecimento da classe trabalhadora Mary Burns, sua primeira parceira e grande amor, com quem não era casado formalmente. UMA HISTÓRIA DE AMOR – Mary Burns era uma trabalhadora irlandesa que o fez perceber como a vida era difícil para seus colegas imigrantes e também o fez ver como a vida era difícil no mundo operário de Manchester. Ela tinha 20 anos e ele 23 quando se conheceram em 1843. Um amor que foi fundamental em sua vida para poder entender aquele mundo em que conviviam industriais e trabalhadores. E assim, no mesmo ano em que se conheceram, Engels publicou seu primeiro texto, um artigo intitulado “Elementos de uma crítica da economia política”. Algumas de suas obras, como o “Anti-Dühring”, de 1877, e “Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico”, de 1880, foram decisivas para a penetração do que mais tarde se chamou de marxismo em amplos setores sociais e políticos. UMA FONTE PRECIOSA – Segundo o proeminente historiador letão Isaiah Berlin, foi Engels e não Marx o principal inspirador do materialismo histórico e dialético e, como tal, foi a fonte a que mais apelaram as grandes figuras políticas das décadas seguintes, como Georgy Valentinovich Plekhanov, Karl Johann Kautsky, Vladimir Illich Ulyanov (Lenin), Iósif Vissariónovich Dzhugashvili (Stalin), León Davidovich Bronstein (Trotsky) e MaoTsé Tung. Não por acaso, quando sua morte ocorreu em Londres de câncer de esôfago, Lênin convocou os setores populares dizendo: “Vamos sempre honrar a memória de Frederick Engels, grande lutador e mestre do proletariado!” Uma verdadeira homenagem a quem escreveu “O papel do trabalho na transformação do macaco em homem”. A FAMÍLIA E O ESTADO – Suas diferentes visões com o anarquista francês Pierre Joseph Proudhon foram um ponto central ao escrever “A origem da família, da propriedade privada e do Estado”. Nele, Engels destacou, acompanhando Morgan, a importância das relações de poder, do controle dos recursos naturais e do avanço dos processos tecnológicos. Para os primeiros estágios, ele adotou os próprios termos de selvageria e barbárie de Morgan; etapas que foram dando lugar ao surgimento posterior de novas formas até chegar às sociedades industrializadas do século XIX. Assim como Morgan, ele não fez alusões desqualificantes a sociedades não ocidentais e pré-modernas, o que era costume para outros escritores da época. RESPEITO MÚTUO – A obra destaca que o Estado nem sempre existiu em tempos em que as sociedades funcionavam com base no respeito mútuo e nas quais as mulheres tinham as mesmas responsabilidades que os homens, como Morgan bem estudou nos 117 artigos da constituição iroquesa. Na primeira fase, a da selvageria, viviam da caça e da coleta até que a criação de animais gerou uma nova atividade que exigia uma força de trabalho maior, para a qual os presos eram escravizados com o surgimento de guerras. O Estado surge assim como uma forma de controle baseada na dominação de cunho cultural, político e religioso. E SURGE O COMÉRCIO – A evolução da escravidão ao feudalismo chegou a um sistema de servidão que dava ao camponês uma parte menor de sua produção. Nessa circunstância, gerou-se o comércio que deu origem ao surgimento do capitalismo em que um setor minoritário usa o aparato estatal para controlar a maioria da população. Portanto, Engels discorda da visão idealista do Estado como “a imagem e realidade da razão” e “a realidade da ideia moral”, desenvolvida pelo filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel. Como disse Lênin na época, vale a pena lembrar hoje suas contribuições 200 anos após seu nascimento. ### NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O artigo foi enviado à TI pelo jornalista Sergio Caldieri. E quem frequenta esse blog sabe de minha admiração especial por Engels. Ao contrário de Marx e outros intelectuais que enfrentavam graves problemas financeiros e podiam ter alguns ressentimentos, Engels era de uma família rica. Seu pai foi um dos primeiros empresários multinacionais da História, com fábricas na Alemanha e na Inglaterra. Assim, ao defender os direitos dos trabalhadores, Engels estava investindo contra os interesses de sua própria família. Para mim, isso basta para demonstrar o extraordinário caráter desse grande pensador europeu. (C.N.)

 


Friedrich Engels: um ídolo socialista completa 200 anos | Cultura europeia,  dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 28.11.2020

O jovem Frierich Engels, na época em que conheceu Marx

Fernando Del Corro

Uma alta porcentagem de setores populares do mundo se autodefinem como marxistas, caracterização que surgiu do nome do grande economista, pensador e político alemão Karl Heinrich Marx e com base em sua formidável obra. No entanto, deve-se notar que boa parte dela surgiu de ideias anteriores de outros economistas, como o inglês William Petty, mas também de seu grande companheiro e colaborador, o prussiano Friedrich Engels, que contribuiu com ideias-chave como a relacionada à luta de classes e a revolução do proletariado.

Passam-se exatamente dois séculos desde que Engels nasceu em 28 de novembro de 1820 em Barmen-Elberfeld, Prússia. Seu pai foi um importante empresário têxtil em Manchester, Inglaterra, na época um local essencial da Revolução Industrial, o que lhe permitiu desenvolver sua luta por uma sociedade humana mais justa e sem problemas financeiros, até sua morte, em Londres, em 5 de agosto. de 1894 quando tinha 74 anos.

GRANDE PESQUISADOR – Ao longo de um intenso trabalho que incluiu também o jornalismo, como revolucionário e grande teórico do socialismo, escreveu sobre filosofia, história, política e sociologia, sendo o seu primeiro livro “A situação da classe trabalhadora na Inglaterra”, publicado em 1845.

Essa obra, que influenciou tanto Marx na questão da luta de classes quanto Petty, em meados do século XVII, está relacionada à mais-valia e ao valor real.

Mas talvez a maior contribuição que Engels deixou como ensinamento foi seu livro “A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”, publicado em 1884 quando Marx já havia morrido um ano antes. Ressalte-se que dos vinte e sete livros que Marx legou, seis deles foram em coautoria com Engels, entre eles obras-primas do pensamento político e social como “O Manifesto Comunista”, além do fato de que Engels, como homem de grandes recursos, financiar a publicação de “El Capital”, entre outras iniciativas.

O SABER DOS INDÍGENAS – E assim como a herança de Petty foi fundamental em Marx, no caso de Engels, sua inspiração foi a leitura do ” Primitive Society ”do grande antropólogo americano Lewis Henry Morgan, um livro publicado em 1877.

Um trabalho baseado nos estudos aprofundados que Morgan realizou ao longo dos anos, investigando a história da notável Confederação Iroquesa da América do Norte, mesmo vivendo com os descendentes dessas nações indígenas que já no século XII haviam elaborado os 117 artigos da segunda constituição escrita conhecida, depois da Viking elaborada na Islândia em 950.

Para o orgulho das feministas, Engels teve como uma de suas principais contribuições para o conhecimento da classe trabalhadora Mary Burns, sua primeira parceira e grande amor, com quem não era casado formalmente.

UMA HISTÓRIA DE AMOR – Mary Burns  era uma trabalhadora irlandesa que o fez perceber como a vida era difícil para seus colegas imigrantes e também o fez ver como a vida era difícil no mundo operário de Manchester. Ela tinha 20 anos e ele 23 quando se conheceram em 1843.

Um amor que foi fundamental em sua vida para poder entender aquele mundo em que conviviam industriais e trabalhadores. E assim, no mesmo ano em que se conheceram, Engels publicou seu primeiro texto, um artigo intitulado “Elementos de uma crítica da economia política”.

Algumas de suas obras, como o “Anti-Dühring”, de 1877, e “Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico”, de 1880, foram decisivas para a penetração do que mais tarde se chamou de marxismo em amplos setores sociais e políticos.

UMA FONTE PRECIOSA – Segundo o proeminente historiador letão Isaiah Berlin, foi Engels e não Marx o principal inspirador do materialismo histórico e dialético e, como tal, foi a fonte a que mais apelaram as grandes figuras políticas das décadas seguintes, como Georgy Valentinovich Plekhanov, Karl Johann Kautsky, Vladimir Illich Ulyanov (Lenin), Iósif Vissariónovich Dzhugashvili (Stalin), León Davidovich Bronstein (Trotsky) e MaoTsé Tung.

Não por acaso, quando sua morte ocorreu em Londres de câncer de esôfago, Lênin convocou os setores populares dizendo: “Vamos sempre honrar a memória de Frederick Engels, grande lutador e mestre do proletariado!” Uma verdadeira homenagem a quem escreveu “O papel do trabalho na transformação do macaco em homem”.

A FAMÍLIA E O ESTADO – Suas diferentes visões com o anarquista francês Pierre Joseph Proudhon foram um ponto central ao escrever “A origem da família, da propriedade privada e do Estado”.

Nele, Engels destacou, acompanhando Morgan, a importância das relações de poder, do controle dos recursos naturais e do avanço dos processos tecnológicos. Para os primeiros estágios, ele adotou os próprios termos de selvageria e barbárie de Morgan; etapas que foram dando lugar ao surgimento posterior de novas formas até chegar às sociedades industrializadas do século XIX.

Assim como Morgan, ele não fez alusões desqualificantes a sociedades não ocidentais e pré-modernas, o que era costume para outros escritores da época.

RESPEITO MÚTUO – A obra destaca que o Estado nem sempre existiu em tempos em que as sociedades funcionavam com base no respeito mútuo e nas quais as mulheres tinham as mesmas responsabilidades que os homens, como Morgan bem estudou nos 117 artigos da constituição iroquesa.

 Na primeira fase, a da selvageria, viviam da caça e da coleta até que a criação de animais gerou uma nova atividade que exigia uma força de trabalho maior, para a qual os presos eram escravizados com o surgimento de guerras. O Estado surge assim como uma forma de controle baseada na dominação de cunho cultural, político e religioso.

E SURGE O COMÉRCIO – A evolução da escravidão ao feudalismo chegou a um sistema de servidão que dava ao camponês uma parte menor de sua produção. Nessa circunstância, gerou-se o comércio que deu origem ao surgimento do capitalismo em que um setor minoritário usa o aparato estatal para controlar a maioria da população.

Portanto, Engels discorda da visão idealista do Estado como “a imagem e realidade da razão” e “a realidade da ideia moral”, desenvolvida pelo filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel. Como disse Lênin na época, vale a pena lembrar hoje suas contribuições 200 anos após seu nascimento.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O artigo foi enviado à TI pelo jornalista Sergio Caldieri.  E quem frequenta esse blog sabe de minha admiração especial por Engels. Ao contrário de Marx e outros intelectuais que enfrentavam graves problemas financeiros e podiam ter alguns ressentimentos, Engels era de uma família rica. Seu pai foi um dos primeiros empresários multinacionais da História, com fábricas na Alemanha e na Inglaterra. Assim, ao defender os direitos dos trabalhadores, Engels estava investindo contra os interesses de sua própria família. Para mim, isso basta para demonstrar o extraordinário caráter desse grande pensador europeu. (C.N.)

sábado, novembro 28, 2020

Operação da PF prende em Portugal líder do grupo suspeito de atacar sistemas do TSE


Padrasto suspeito de matar enteado em Portugal pode ser acusado no Brasil |  Portugal | Edição Portugal | Agencia EFE

Polícia portuguesa atuou junto com a PF nesta operação

Daniel Gullino e Aguirre Talento
O Globo

A Polícia Federal (PF) realizou neste sábado uma operação para desarticular o grupo responsável por um ataque contra os sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Um suspeito foi preso em Portugal, com cooperação da polícia portuguesa. A operação ocorre na véspera do segundo turno das eleições municipais.

Segundo a PF, o hacker preso em Portugal seria o líder do grupo e teria atuado em conjunto com ao menos três brasileiros na invasão de dados do TSE e divulgação desses dados no dia do primeiro turno da eleição, com o objetivo de desestabilizar o processo eleitoral brasileiro. Esse hacker teria 19 anos e se identifica pela alcunha de Zambrius, de acordo com fontes que acompanham o caso.

SÃO PAULO E MINAS – Também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em São Paulo e em Minas Gerais, contra os hackers brasileiros. Os mandados cumpridos no Brasil foram expedidos pela 1ª Zona Eleitoral do Distrito Federal, após pedido da PF e parecer favorável do Ministério Público. A Justiça também proibiu que os três alvos brasileiros mantivessem contato entre si.

Segundo fontes, a PF não chegou a pedir prisão dos brasileiros porque a legislação eleitoral impede a realização de prisões no período dos cinco dias anteriores ao pleito. Com o avanço das investigações, novas cautelares podem ser solicitadas contra os hackers.

A abertura da investigação foi anunciada no dia do primeiro turno, após hackers divulgarem informações de funcionários do TSE.

SEM PREJUÍZOS  – A corporação ressaltou que não foi identificado nenhum elemento que possa ter prejudicado a integridade do processo de votação brasileiro.

A operação foi batizade de “Exploit”. De acordo com a PF, o termo “é uma parte de software, um pedaço de dados ou uma sequência de comandos que tomam vantagem de um defeito a fim de causar um comportamento acidental ou imprevisto no software ou hardware de um computador ou em algum dispositivo eletrônico”.

Além dessa investigação, há outra em tramitação na Procuradoria-Geral da República (PGR) que apura a atuação de parlamentares em ataques às urnas eletrônicas nas redes sociais no dia da eleição. Após a invasão hacker, parlamentares e bolsonaristas passaram a divulgar o assunto nas redes e vinculá-lo a uma suposta vulnerabilidade das urnas eletrônicas, que não existe.

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TRF-1 CONFIRMA ATAQUE DE HACKERS

Adriana Mendes

O Tribunal Regional da Primeira Região (TRF-1)  confirmou , neste sábado,  que sofreu ataque de hackers na noite de quinta-feira. O site permanece fora do ar e, segundo o tribunal,  até o momento ” não se verificou a existência de danos”. Em nota, informa que “considerando a gravidade do ocorrido, adotou as medidas jurídicas destinadas à pronta apuração dos fatos”.

O  TRF-1, onde tramitam processos de 13 estados e do Distrito Federal,  esclarece que  tomou conhecimento do acesso indevido ao ambiente de dados na quinta-feira, por volta das 19h,  e que, por conta disso, adotou “medidas destinadas a isolar totalmente os serviços dos sistemas oferecidos aos usuários externos, impedindo qualquer acesso remoto”.

INVASÃO ANUNCIADA – Uma publicação veiculada em redes sociais alertou sobre a invasão ao site do Judiciário. De acordo com um usuário que diz ser autor da invasão, a iniciativa não teria intenção de “causar o caos, nem prejudicar o TRF-1”, mas “demonstrar que o TRF-1 também é vulnerável”. Ele publicou conteúdo que seria de quatro das 47 bases de dado do tribunal.

O ataque ao TRF-1 é mais uma invasão a órgãos públicos neste mês.Em 5 de novembro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Ministério da Saúde e a Secretaria de Economia do Distrito Federal informaram que os seus sistemas foram atingidos por hackers. No caso do STJ, a invasão bloqueou a base de dados dos processos em andamento no tribunal e paralisou totalmente os trabalhos por uma semana.

Dez dias depois, em 15 de outubro, foi a vez do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciar que sofreu um ataque desse tipo. A invasão expôs informações de servidores do TSE, com dados de 2020 e de anos anteriores.

General Pujol fratura a perna ao cair do cavalo e passará por cirurgia


Segundo O Exército, o comandante está bem e passa por exames

Deu no G1

O comandante do Exército brasileiro, general Edson Leal Pujol, sofreu uma queda neste sábado, dia 28, enquanto andava a cavalo e fraturou o fêmur, segundo informações do Centro de Comunicação do Exército. Ainda de acordo com o Exército, Pujol está internado no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, e será submetido a uma cirurgia.

Segundo a instituição, o comandante está bem e passa por exames “necessários à redução da fratura, procedimento cirúrgico normalmente adotado em casos dessa natureza”. Pujol sofreu a queda enquanto praticava equitação no Regimento Dragões da Independência.

PAPEL NO EXÉRCITO – Recentemente, declarações do comandante do Exército sobre o papel da instituição ganharam repercussão. Em um seminário promovido pelas Forças Armadas, no último dia 13, Pujol disse que o Exército não pertence ao governo e não tem partido político.

Foi na mesma linha do que havia dito na véspera durante uma transmissão ao vivo pela internet. Na ocasião, ele afirmou que os militares não querem fazer parte da política nem querem que a política entre nos quartéis. O comandante do Exército expressou sua opinião na mesma semana em que o presidente Jair Bolsonaro defendeu o uso de “pólvora” para defesa da Amazônia.

Bolsonaro fez o comentário ao aludir ao fato de que Joe Biden, presidente eleito dos Estados Unidos, defendeu durante a campanha eleitoral sanções econômicas ao Brasil caso o país não detenha a destruição da floresta. O pretenso uso de “pólvora” contra os EUA gerou uma série de críticas de parlamentares contra Bolsonaro e piadas nas redes sociais, algumas com o Exército como alvo.

Piada do Ano! Silêncio indicaria que Bolsonaro não tem preocupação com inquérito sobre interferência na PF

Posted on 

Bolsonaro optou pelo desgaste político ao risco jurídico

Bruno Boghossian
Folha

Em silêncio, Jair Bolsonaro disse muito. O presidente avisou ao Supremo que não vai prestar depoimento no inquérito aberto para apurar suas tentativas de interferência no comando da Polícia Federal. A intromissão foi registrada em gravações e declarações públicas, mas ele sugere ter motivos para não se preocupar com a investigação.

Há sete meses, Bolsonaro estava emparedado pelas acusações feita pelo ex-ministro Sergio Moro. O presidente se enrolou nas explicações, admitiu que gostaria de trocar a chefia da PF no Rio por interesse de seu grupo político e indicou que a mudança tinha relação com aliados sob investigação no STF.

AMEAÇA – Depois de se beneficiar de uma aliança com Moro, Bolsonaro trabalhou para deteriorar a imagem do ex-juiz. O governo percebeu o perigo daquele episódio e reagiu apavorado –ao ponto de lançar uma ameaça nada velada de golpe de Estado para responder a uma decisão processual burocrática sobre um pedido de apreensão do celular do presidente.

Bolsonaro saiu das cordas porque conseguiu fazer com que o caso esfriasse. As acusações perderam destaque com o avanço da pandemia, e a coalizão forjada no Congresso deu a impressão de que o governo estava protegido de tumultos políticos.No campo judicial, o inquérito foi engolido por discussões sobre a forma do depoimento do presidente: escrito ou presencial.

ACUSAÇÃO – Ele fingiu espernear e acusou o STF de tratamento injusto. O tribunal não tomou uma decisão final, mas o advogado-geral da União mandou avisar que Bolsonaro decidiu “declinar do meio de defesa que lhe foi oportunizado”.

O presidente abre mão de se defender porque sabe que o caso tem tudo para ser guardado numa gaveta. Com a expectativa da impunidade, ele evita o risco de se embananar e dar munição aos investigadores.

De quebra, Bolsonaro ainda desarma um potencial holofote para Sergio Moro. A investigação era um dos poucos palanques políticos do ex-juiz. Ele deve encolher um pouco mais se o inquérito for arquivado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Mesmo jornalistas importantes como Bruno Boghossian correm risco de ser vítimas de “informações exclusivas e preferenciais”,  fornecidas por alguma fonte ligada ao Planalto. Nessa matéria, por exemplo, a realidade é totalmente  diversa dos informes que foram passados ao analista da Folha.

Bolsonaro está preocupadíssimo e precisa encontrar uma maneira de arquivar o inquérito. As provas contra ele e sua “confissão de culpa” na reunião ministerial indicam que ele pode ser processado, condenado e até sofrer impeachment. Apenas isso. Ontem mesmo, o relator Alexandre de Moraes deu seguimento ao inquérito, pedindo que a Procuradoria se manifeste sobre o depoimento de Bolsonaro.  

O excelente jornalista Bruno Boghossian deveria revelar e desmoralizar sua fonte no Planalto, que “plantou” a mesma informação falsa junto ao repórter Gerson Camarotti, que também publicou. E vida que segue, como dizia nosso amigo João Saldanha. (C.N.)

Vereadores eleitos pelo PTB em Salvador sinalizam saída do partido

 Sábado, 28 de Novembro de 2020 - 00:00


por Matheus Caldas / Mari Leal / Lula Bonfim

Vereadores eleitos pelo PTB em Salvador sinalizam saída do partido
Fotos: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias e Divulgação

Após as eleições em Salvador, os vereadores eleitos pelo PTB estão à procura de outros partidos para se filiarem. Antes do pleito, o presidente nacional do partido, Roberto Jefferson, criou uma crise institucional e dissolveu o diretório estadual da sigla, no intuito de cancelar o apoio acordado para Bruno Reis (DEM), posteriormente eleito prefeito de Salvador (leia mais aqui). 

 

Presidente municipal do PTB na capital baiana, e reeleito para vereador, Carlos Muniz afirmou ter sido perseguido pela executiva nacional da legenda. “Meu pensamento é deixar o PTB. Eu preciso da autorização do TRE [Tribunal Regional Eleitoral da Bahia]. Fui perseguido pelo partido. Tenho gravações em que o presidente nacional diz que não tem interesse nenhum nos vereadores aqui em Salvador. Mas não é meu querer que vai dizer. Comprovação que fui perseguido tenho. Agora, preciso que o TRE autorize”, criticou, em entrevista ao Bahia Notícias. Ele já havia indicado a possibilidade em setembro (leia mais aqui).

 

Recém-eleito para seu primeiro mandato, Dr. José Antônio foi mais ameno no tom, mas também indicou que aguarda apenas a liberação do Tribunal para ser liberado. “É precoce dizer para qual partido iremos. Até mesmo porque nós, mantendo o apoio ao prefeito eleito, não teremos condições de ficar no PTB, uma vez que seu presidente nacional determina, com a força que tem, que nós não poderíamos nos manter nesse partido. Então, oportunamente, sendo liberado pela Justiça Eleitoral, nós buscaremos uma outra sigla que esteja compondo o núcleo de apoio ao prefeito Bruno Reis”, previu.

 

A saída do PTB também foi sinalizada por Benito Gama, presidente estadual do partido. Ele está na mesma situação de Muniz e Dr. José Antônio (leia mais aqui).

 

EMBATE DENTRO DO PTB
A perseguição de Roberto Jefferson à qual Muniz se refere aconteceu antes das eleições municipais. Em entrevista numa rádio, o ex-deputado chegou a dizer que “o PTB em Salvador não é PTB”. “É um apêndice de Netinho da vovó, criado de vó, o ACM Neto. Não existe. O PTB em Salvador e na Bahia não existe. E nem fizemos questão que o PTB dispute candidatura com vereador ou vereadora, porque ninguém é do PTB. É um quadro todo infiltrado”, disparou.

 

Ele ainda atacou Benito Gama e o classificou como “capacho de Neto”. “Não colocou ninguém no PTB comindependência, tradição e da ala bolsonarista. O PTB em Salvador é tanto do Netinho como do Rui Costa. É um misto de cobra com jacaré, filhote de cobra com jacaré. Mistura de PT com DEM. Não vale nada”, declarou.

 

Mesmo com as ponderações de Roberto Jefferson, o PTB em Salvador apoiou Bruno Reis na sua alçada ao Palácio Thomé de Souza. 

Bahia Notícias

Piada do Ano! Moradores mais ricos de Brasília pagam menos IPTU do que os mais pobres


Casas à venda em Lago Sul, Brasília - DF | Netimóveis

Milionários do Lago Sul são beneficiados com IPTU menor

Rosana Hessel
Correio Braziliense

A tributação sobre o patrimônio no Distrito Federal revela forte desigualdade social na capital do país, pois moradores de áreas mais nobres pagam menos Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), proporcionalmente à renda per capita, do que os habitantes de áreas menos abastadas. Essa é uma das conclusões de um estudo recém-publicado no mestrado em Gestão Econômica de Finanças do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB).

A dissertação “Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU, análise da sua relevância na Matriz Tributária do Distrito Federal: haverá equidade?”, de autoria de Hélio Antônio da Fonseca, servidor do DF, aponta que há uma forte discrepância entre o valor venal do IPTU pago e o do valor pago no ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) devido, principalmente, à falta de atualização dos valores venais das residências.

SEM EQUIDADE – No estudo, Fonseca mostra que, proporcionalmente à renda, moradores de áreas como Paranoá pagam mais imposto sobre a propriedade do que os habitantes do Lago Sul, na contramão do princípio da equidade tributária devido à falta de atualizações nos valores venais que o IPTU tem incidência.

“Esse é um problema que ajuda a aumentar a falta de equidade da tributação, porque os imóveis das áreas mais nobres têm uma valorização maior do que as residências em áreas mais afastadas e, por conta disso, os moradores de regiões menos abastadas acabam pagando mais imposto proporcionalmente à renda”, destacou Fonseca, em entrevista ao Blog. Ele teve o trabalho aprovado pela banca examinadora da UnB há menos de um mês e contou  que ainda vai apresentar o resultado para o Governo do Distrito Federal (GDF), mas não precisou a data.

REGRESSIVIDADE – “O aspecto que mais chama a atenção é a regressividade da carga tributária brasileira, e o IPTU do DF corrobora com esta realidade”, destacou.  Segundo os dados do especialista, para o morador do Paranoá, o IPTU representa 3,91% do rendimento anual. Enquanto isso, o contribuinte do Lago Sul desembolsa 2,01% da renda para a mesma finalidade. O ponto fora da curva é o Sobradinho, cujo habitante que compromete 0,84% da renda per capita anual com o tributo.

“Esse percentual mais baixo está particularmente relacionado com a defasagem do valor do imóvel, que é muito grande naquela região”, explicou.

O professor de Economia da UnB José Luis Oreiro, orientador de Fonseca e integrante da banca examinadora da UnB, elogiou o estudo.

DUAS CONCLUSÕES – “A dissertação tem duas conclusões importantes. A primeira é que o IPTU está sendo subaproveitado pelo governo do DF e a segunda, que o imposto é regressivo, com o governo cobrando menos das áreas mais ricas”, afirmou.

De acordo com o estudo, a base de cálculo do IPTU, se comparada com a base de cálculo do ITBI, “está defasada em todo o Distrito Federal”. “A defasagem que tem o seu patamar mínimo no Paranoá, cerca de 17% e, o máximo, no Jardim Botânico, chegando a 295%”, destacou o documento que aponta que, para corrigir esse problema, “basta que o GDF cumpra as determinações já estabelecidas na legislação, consolidadas no Decreto nº 28.445/2007”, regra que consolida a legislação que institui e regulamenta IPTU.

FÁCIL DE RESOLVER – “O aprofundamento deste trabalho demonstra, de forma ainda mais evidente, que, para tornar o IPTU mais efetivo, não seria sequer necessária a aprovação de uma nova lei, pois bastaria atualizar a base de cálculo utilizando os parâmetros já definidos no artigo 13º do Decreto nº 28.445/2007.

Tal medida promoveria uma ampliação dos valores arrecadados e faria do IPTU um imposto progressivo, algo que não ocorre na atualidade, desta sorte, tornando-o mais relevante”, defendeu o autor do estudo.

No texto, Fonseca apontou ainda que a atualização dos valores venais da base do IPTU com base nos valores praticados para o cálculo do ITBI e do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCD) provocaria aumento médio de 19,35% na arrecadação total do tributo patrimonial lançado no exercício 2018.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como se vê, o Brasil é o país da esculhambação e da piada pronta. As elites, que têm vantagens em tudo na vida, jamais poderiam pagar menos impostos do que as classes subjacentes. Justamente por isso, existe a crença de que, no final das contas, é a classe média que sustenta a nomenclatura. (C.N.)

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